"A Casa na Praia" de Anita Shreve

Sinopse:
Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio. Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha. Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.

A minha opinião:
Neste romance voltamos a visitar a casa de um dos meus livros favoritos: "A Praia do Destino". De igual modo nos apercebemos que é também esta a casa onde nos cruzámos com "A Mulher do Piloto".
Foi uma surpresa bastante agradável voltar aquele local que tanto me maravilhou no primeiro livro.
A história, no entanto, nada tem a haver com as anteriores. É também uma história que fala de escolhas, de verdades, de mentiras e de destino. Acima de tudo de destino, que tantos acreditam estar traçado desde o momento que se nasce, e tantos outros juram sermos nós próprios os responsáveis por ele. Este é um livro que fala também de segundas oportunidades e recomeços. Acho que muitas vezes isso é o mais importante, o saber recomeçar.
Gosto da forma de escrever desta autora, pausada, reflectidamente. E este livro ela fá-lo de uma forma sublime.
Foi sem dúvida uma leitura muito boa.

(Obrigada Aviciada por mais este empréstimo!)

"Sessenta Luzes" de Gail Jones

Sinopse:
Um romance extraordinário, nomeado para o Booker Prize de 2004
Com apenas 8 e 10 anos, Lucy e o seu irmão Thomas ficam órfãos. Deixados ao cuidado de um tio extravagante e totalmente desconhecido, começam lentamente a encontrar o seu lugar num mundo difícil. Assim começa a jornada de descoberta de Lucy, numa viagem que inicialmente a levará a deixar a Austrália rumo a Londres. Mas vai ser numa viagem à Índia - para onde ia enfrentar um casamento arranjado - que conhece a paixão e que aprende a arte da fotografia, que a acompanhará até à morte, aos 23 anos. É uma vida abreviada, mas não uma vida diminuída, que deixa uma marca nas pessoas com quem se cruza. Lucy é uma jovem à frente do seu tempo na conservadora era vitoriana; independente e visionária, o seu universo deixará recordações comoventes de uma existência extraordinária. Um legado feito de imagens, já que Lucy era uma devota da luz, de todas as suas sombras e formas; desde criança que ela via o mundo fotograficamente - mesmo antes de aprender o processo fotográfico -, tornando-se obcecada com a captura de imagens, que inscrevia no seu diário como "Coisas Especiais Vistas".

A minha opinião:
É uma história estranha, mas ao mesmo tempo com passagens belíssimas, nomeadamente a descrição das "fotografias" que Lucy tirava com a sua mente desde muito nova e que registava no seu diário.
Gostei, embora dê para perceber porque não ganhou o prémio para o qual foi nomeado (Man Booker Prize de 2004). Acho que a autora se perde um pouco em deambulações entre a história e a fotografias.

(B.O.)

"Os Predadores" de Martina Cole

Sinopse:
As famílias devem continuar unidas, mas, atrás das fachadas, as invejas e traições avançam até infectar todas as vidas. E para os Jacksons, a lealdade não prevalece. Porque no seu mundo, não se pode confiar em ninguém. No seu mundo são todos predadores.Freddie Jackson pensa que é o dono do submundo, depois de sair da prisão. Cumpriu a sua pena, fez os contactos certos e prepara-se para usá-los. A sua mulher, Jackie, só queria o seu marido em casa, mas já estava esquecida das zaragatas, da violência e das outras mulheres que Freddie não consegue largar.

Sobre a autora:
Martina Cole é uma londrina de gema. Todos os seus livros são best sellers e mantêm-se nos tops de vendas durante meses. É a maior escritora inglesa de policiais, vende em média mais de 10 000 exemplares por semana e as suas histórias são frequentemente adaptadas para televisão. Os seus livros são os mais requisitados nas prisões e os mais roubados das livrarias. Martina Cole é publicada em 21 países e o seu grupo de fãs inclui o Príncipe Carlos. O segredo do seu sucesso é ser a única que escreve do ponto de vista do criminoso, e escreve tal como pensa. Os seus livros falam de crimes, drogas, violência, incesto, violações e prostituição e, ao contrário dos outros autores de policiais, Martina Cole conhece o mundo sobre o qual escreve porque já viveu nele e baseia-se nas experiências das pessoas que conhece. Com 20 anos começou a escrever um livro, mas o seu ritmo de vida obrigou-a a “arrumar” a ideia de escrever durante dez anos. Quando abriu a sua agência de enfermagem e se estabilizou, decidiu terminar o livro e enviá-lo a um agente que depois de o ler lhe telefonou a dizer: “Martina, prepare-se para ser uma estrela”.

A minha opinião:
Tal como nos outros livros que li desta autora, esta mais uma história que retrata uma família típica da estracto mais baixo da sociedade inglesa.
Uma pessoa tem de estar minimamente preparada para o que vai ler, pois esta não é uma leitura fácil. Muito pelo contrário! Lembro-me que no primeiro livro tive que parar de ler por diversas vezes, pois não aguentava continuar. Não é só a linguagem que nos arrepia, mas principalmente as próprias situações, pois apesar de ser ficção, sabemos que é um retrato fiel da realidade.
Apesar de tudo, conseguimos retirar uma lição destas histórias, destas vidas. Talvez seja por isso que os continue a ler... Agora, no entanto, acho que vou demorar um bom bocado até pegar num próximo.

(B.O.)

"Alma e os Mistérios da Vida" de Luisa Castel-Branco

Sinopse:
A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas da ditadura.
“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram”. Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Na pequena aldeia todos a olhavam, a menina especial como um ser estranho, rejeitada pelo povo e pela família, restava-lhe refugiar-se na Ti Efigénia, também ela isolada do resto das pessoas e considerada bruxa. Anos mais tarde a mãe de Alma, que a considerava uma inútil, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como a filha que Sofia não teve e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada. Alma vai estudar para Coimbra onde conhece os prazeres da vida académica, do sexo e Ricardo. Inesperadamente Sofia morre e Alma regressa a Lisboa. Para superar o desgosto muda-se para Paris, mas acaba por voltar à capital, reencontra Ricardo e, apesar do casamento deste, vivem uma relação proibida de onde nasce Pedro. Alma nunca revela a Ricardo que têm um filho, mas o destino encarrega-se de cruzar os caminhos de pai e filho.

A minha opinião:
Confesso que entrei nesta leitura um pouquinho de pé atrás. Numa altura em que "está na moda" figuras públicas lançarem livros, alguns deles com um défice de qualidade lastimável, foi com alguma desconfiança que peguei em "Alma e os Mistérios da Vida". Não fora a sua autora alguém que sempre me inspirou confiança e nem sequer lhe tinha dado hipótese.
Mas graças a Deus que o fiz! :)
Este livro é deveras uma maravilha!!!
Adorei a forma como está escrito. Impressionante a maneira como a autora consegue dividir a narração com uma das personagens.
A história é fantástica, faz-nos vibrar, faz-nos sorrir, faz-nos pensar, faz-nos chorar.
Saboreei esta leitura com muito prazer e fico ansiosamente à espera de outra publicação desta autora.
Muito obrigada Luísa Castel-Branco, pelas horas de puro prazer literário que são algo tão raro de encontrar a nível nacional!

Deixo aqui algumas passagens que são absolutamente deliciosas.

Pág. 50
(...) Porque a vida é apenas isto mesmo, um piscar dos olhos, o esvoaçar de um pássaro.
O amor quando vive numa casa, seja ela pobre ou rica, pega-se aos objectos, dá perfume aos sentimentos, dá doçura aos movimentos, ao passar dos anos. (...)

Pág. 55
(...) Perco-me no relato do que te quero contar, como se fizesse e desfizesse um bordado por engano no desenho.
Estou velha e cansada, e as memórias de uma vida inteira são tantas que as confundo, baralho, e salto de uma história de alguém para a de outra pessoa como as crianças quando saltitam nas pedras do charco ou brincam à macaca. Tanta coisa para te dizer, tanto para te contar.
Mas escrevo vagarosamente, o lápis risca a folha de linhas do caderno, cada vez com mais e mais força, conforme as horas vão passando. (...)

Pág. 63
(...)A minha querida mãe, que crescera envolta nos braços da morte e sobrevivera para contar, ensinara-me a amar as mais pequenas coisas, a vibrar com a cor de uma borboleta ou o pôr dp Sol no monte.
São estas pequenas coisas que edificam a alma de uma pessoa, como se de um castelo fosse. O amor é o cimento mais sólido para esta construção e ele dá-nos uma força superior a nós mesmos e à nossa circunstância.(...)


(E obrigada a ti, Bé, por esta oportunidade. Este é daqueles livrinhos que vou ter mesmo de comprar para a minha colecção pessoal! ;)

"As Regras da Sedução" de Madeline Hunter

Sinopse:
Hayden chega sem aviso e sem ser convidado – um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras…

A minha opinião:
Li este livrinho e 1 dia! E posso dizer que foi uma leitura fácil e agradável, com algumas surpresas pelo meio.
É uma história interessante com todos os ingredientes para tornar a sua leitura apetecível: romance, mistério e cenários bem imaginados (incluindo um guarda-roupa maravilhoso!)
Gostei bastante!

(Obrigada semidio por mais esta partilha!)

"A Coleccionadora de Ilusões" de Chris Bohjalian

Sinopse
Quando Laurel Estabrook é atacada durante um passeio de bicicleta pelas estradas secundárias do estado do Vermont, a sua vida muda por completo. Anteriormente expansiva, Laurel afasta-se, dedica-se à fotografia e começa a trabalhar num refúgio para os sem-abrigo. Aí conhece Bobbie Crocker, um doente mental com uma caixa de fotografias que não deixa ninguém ver. Quando Bobbie morre subitamente, Laurel descobre que ele afinal não mentira: antes de se tornar sem-abrigo, fora um fotógrafo bem-sucedido que trabalhara, de facto, com personalidades como Chuck Berry, Robert Frost e Eartha Kitt. O fascínio de Laurel pela vida de Bobbie começa a transformar-se numa obsessão, convencendo-se de que algumas das fotografias do idoso revelam um obscuro e bem escondido segredo de família. A sua busca da verdade vai afastá-la ainda mais da sua antiga vida e conduzi-la a um jogo do gato e do rato com perseguidores que afirmam quererem salvá-la. Neste arrebatador thriller literário, cheio de complexas e atraentes personagens, Chris Bohjalian conduz o leitor na sua mais intrigante, assombrosa e inesquecível viagem de sempre.

Críticas de imprensa

«Um cativante quebra-cabeças... Um número de trapézio para Bohjalian que consegue uma premissa arriscada e intrigante.» Publishers Weekly

«A Coleccionadora de Ilusões corre em direcção a uma conclusão mas, no fim, revela uma chocante reviravolta. Uma história, escrita de forma magistral, em cuja leitura vale a pena mergulhar.» Booklist

A minha opinião:
Desconcertante, é a palavra que me ocorre para descrever esta história, neste preciso momento em que terminei a leitura.
Não posso acrescentar muito mais sem revelar o enredo, mas posso dizer que valeu a pena.
De acrescentar que se inicialmente achei que por vezes o autor se perdia um pouco no seu raciocínio, ou pelo menos se alongava demasiado em determinados pontos, no final essa impressão foi completamente desfeita. Quem ler até ao fim perceberá porquê.

(Obrigada querida amiga semídio por mais esta partilha!)

"Diário de uma Mãe" de James Patterson

Sinopse:
Katie trabalha numa prestigiada editora em Nova Iorque quando conhece Matt, o homem perfeito em tudo o que ela tinha imaginado e que está à sua frente a pedir-lhe que ela publique o seu livro de contos. O amor entre os dois inevitavelmente acontece e uma vibrante relação é vivida ao longo de onze meses. Mas um dia, sem explicação, ele desaparece deixando apenas um diário, escrito por uma mulher chamada Suzanne. Recentemente mãe, Suzanne descrevia como conheceu o pai do seu filho Nicholas, quais as suas perspectivas de família e esperanças de casamento e como se sentia feliz em ter uma criança na vida dela. Ao ler este comovente documento Katie percebeu que o homem que a tinha acabado de deixar era o marido e o pai desta jovem família. Estranhamente surpreendida será que o seu amor resistirá ao choque?

Sobre o autor:
James Patterson cresceu em Newburg, New York, USA. Formou-se com louvor em Inglês e concluiu o seu mestrado, também com louvor.
Patterson é hoje um dos romancistas mais vendidos no mundo. A sua primeira obra, The Thomas Berryman Number, ganhou o Prémio Edgar para Melhor Primeira Obra de Mistério. O livro foi publicado em 1976, quando Patterson tinha apenas 27 anos, depois de ser rejeitado por mais de vinte editoras.
Desde então ele escreveu uma série de bestsellers, que incluem os nove livros onde aparece o detetive-psicólogo Alex Cross.
Um deles, Kiss the Girls (Beijos que matam), foi adaptado para o cinema com Morgan Freeman como Alex Cross, e foi um sucesso de bilheteira em 1997. O actor voltou a encarnar o detective-psicólogo novamente em 2001 em Along Came a Spider (A Conspiração da Aranha), mais um filme de sucesso.
"Diário de uma Mãe" é o seu primeiro romance.

A minha opinião:
Este é daqueles livros que não conseguimos pousar assim que o começamos a ler.
Acho que chorei compulsivamente durante os últimos três capítulos e limitava-me a limpar as lágrimas e a assoar-me para continuar a ler.
A história está escrita de uma forma muito envolvente, e é claro, qualquer pessoa que leia este livro não vai conseguir deixar de se emocionar.
É um livro lindíssimo, tocante e intenso.
Adorei.

(Ler aqui a minha passagem favorita)


(Obrigada RainhaClaudia e Betita por esta partilha maravilhosa!)

"Desencontros Virtuais" de Maria Eugénia Ponte

Sinopse:
À janela de um lar de idosos, Ana espera ansiosamente a chegada de João que prometera vir visitá-la. Recorda como há 30 anos atrás o conheceu quando navegava na Internet.
João conduz o seu carro ao longo de uma viagem através de uma estrada molhada pela chuva torrencial com a companhia do seu neto adormecido no banco de trás, e tal como Ana, recorda aquela profunda amizade de 30 anos.


A minha opinião:
Li-o durante a minha hora de almoço.
Gostei muito da forma como está escrito. Uma escrita límpida e clara, sem os subterfúgios que por vezes certos autores portugueses utilizam e que nos leva a perder o fio à meada. Com esta autora isso não acontece!
Em relação á história em si, bem confesso que achei as personagens algo inverosímeis, um pouco "perfeitos" demais. E além disso há 30 anos não havia net, como era possível aquela velhota de 75 anos ser uma informática reformada? lol Enfim, são apenas pequenos pormenores que tornam este romance numa história intemporal.
No entanto, devo dizer que consegui entender a química entre os dois. Consegui perceber o infeliz desencontro de 2 almas. Não consegui foi perceber porque ambos se dispuseram a prolongar um sofrimento que na verdade atingiu a mais pessoas que apenas a eles os dois.
Mariana (a mulher de João) tinha toda a razão em sentir ciúmes. Aquela amizade era muito mais que uma amizade e nunca deveria ter continuado a partir do momento que se ambos decidiram não assumir o seu amor.
Quem sabe Ana não teria encontrado alguém e João teria tido um melhor casamento com Mariana?
O final, foi realmente muito bem pensado e vistas as coisas, não poderia ter terminado de outra forma.
Resumindo, apesar da história não me agradar a 100% (fiquei um bocado frustrada com aquela Ana, confesso!) gostei muito de conhecer esta nova autora, Maria Eugénia Ponte, e fico à espera de uma próxima publicação! :)
(Muito obrigada GenaPonte por este empréstimo original!)

"Olhar nos Olhos" de Alice Peterson

Sinopse:
Kate tem uma vida absolutamente perfeita: é bonita, é dona de uma loja de roupas muito na moda e tem uma relação com um homem rico e bem sucedido. Mas também tem um segredo: uma irmã mais nova, Bells, que é muito diferente dela e não encaixa no mundo perfeito que ela criou para si própria. Quando os pais de Katie lhe dizem que precisam absolutamente de tirar umas férias sozinhos, ela vê-se forçada a receber a irmã no apartamento imaculado que partilha com Sam, o namorado. O problema é que Katie nunca disse a ninguém que tinha uma irmã porque Bells nasceu com uma deficiência e a sua relação com ela sempre se pautou por uma mistura de embaraço e ressentimento por o amor e a atenção da mãe sempre se terem dirigido prioritariamente à pequena e indefesa Bells. Acontece que Bells é tudo menos indefesa, e a primeira coisa que faz assim que se instala no apartamento é encher de posters foleiros do David Beckham as belas paredes brancas de Katie, ouvir Stevie Wonder no máximo do volume e meter conversa com desconhecidos no supermercado. A relação de Katie com Sam fica rapidamente abalada e as coisas tornam-se ainda mais difíceis quando Katie recebe notícias perturbadoras sobre a mãe. Mas, com a ajuda de Bells, Katie irá acabar por perceber que o amor verdadeiro tem muitas faces e que as aparências podem efectivamente ser muito enganadoras.
Um romance inteligente, divertido e reconfortante sobre a rivalidade entre irmãs, as relações familiares e a descoberta do verdadeiro significado do amor.

A minha opinião:
É uma história lindíssima que nos faz pôr em perspectiva a importância das pessoas na nossa vida.
Adorei.

(Obrigada linda Bé, por esta oportunidade!!)

"Para sempre, talvez" de Cecelia Ahern

Sinopse:
Rosie e Alex vivem em Dublin e conhecem-se desde a escola primária. Sempre se mantiveram amigos e passaram juntos por muitas experiências desde a gravidez, ao casamento e divórcio. Um dia a distância separa-os: Alex parte com os pais para os Estados Unidos e Rosie sente-se muito sozinha. Consciente de que iria encontrar a felicidade junto de Alex, planeia ir ter com ele a Boston mas o destino força-a a manter-se na Irlanda. Uma série de malentendidos e azares deixa-os afastados e quando finalmente se reencontram não sabem o que fazer com a atracção que esteve sempre presente. Contado inteiramente através de correspondência escrita desde emails a cartas é um romance subtil e encantador sobre as nuances da amizade e amor.

A minha opinião:
Uma leitura incrivelmente refrescante e deliciosa.
Tudo começa com os pequenos bilhetes trocados durante as aulas na Primária. É dessa forma que ficamos a conhecer Alex e Rosie, dois melhores amigos que estariam destinados a sê-lo por toda a vida. Através desses bilhetes, mais tarde cartas, emails, sms e conversas no messenger não só entre eles mas entre diversas pessoas, familiares e amigos de ambos, ficamos a saber da vida dos dois, que apesar de interligadas sofrem constantemente de um péssimo sentido de timing.
Não quero ser considerada "spoiler" por isso mais não conto, apenas quero salientar que esta leitura me deu um grande prazer e a forma como a história nos é apresentada é realmente diferente e engraçada.
Não quero no entanto que deixar aqui a ideia que esta é apenas (ou não) mais uma história de amor.
Tal como nos seus livros anteriores ("Se me pudesses ver agora" e "P.S. Amo-te"), Cecelia Ahern faz-nos pensar na vida que levamos, nas escolhas que fazemos e acima de tudo no facto de deixarmos de perseguir os nossos sonhos.
Deixo aqui uma passagem especial:

(...) É engraçado, mas quando somos miúdos, acreditamos que podemos ser aquilo que quisermos, ir para onde quisermos. Não há limites. Esperamos o inesperado, acreditamos na magia. Depois crescemos, e essa inocência é despedaçada. A realidade da vida intromete-se no nosso caminho e constatamos que não podemos ser tudo o que queríamos, que temos de contentar-nos com um pouco menos.
Por que é que deixamos de acreditar em nós mesmos? Porque é que deixamos os factos e números e tudo o resto que não sejam os sonhos governarem as nossas vidas? (...)

MUITO obrigada Betita por esta recomendação e oportunidade ;)

"Feminino Singular" de Sveva Casati Modignani




Sinopse:
Martina: uma figura de mulher «singular». Amada por uns e criticada por outros, toda a sua vida esteve sob o olhar inquisidor das gentes de Vertova, incluindo o das próprias filhas...
No decurso da sua existência, dos anos quarenta aos nossos dias, através das mais complicadas vicissitudes, ela tentará encontrar o caminho para atingir a sua autêntica vocação de mulher - gerar a vida. Terá três filhas, de três homens diferentes, sem desposar nenhum deles.
A sua morte súbita, nas vésperas do Natal, provocará um tremendo choque no seio familiar, e será Vienna, a sua mãe, a desvendar os mais íntimos segredos dessa mulher tão enigmática. Através do seu relato, descobriremos que afinal elas têm mais em comum do que pensavam: todas são mulheres atraentes e independentes, que amaram e se deixaram amar, e que decidiram, sobretudo, enfrentar os cânones sociais em prol de um bem maior - a maternidade.

A minha opinião:
Este, como já o disse aqui, foi sem dúvida um livro especial e inesquecível.
A cereja no topo do bolo foi o facto de ser uma história lindíssima, do género a que esta autora nos tens vindo a oferecer e que me encantou verdadeiramente. Talvez seja mesmo uma das suas melhores!
Dei por mim a saborear esta leitura. A apreciar cada palavra e a reler cada parágrafo. Foi uma leitura lenta pois queria retê-la comigo o máximo tempo possível.
Através de um relato partilhado entre avó e netas, ficamos a conhecer Martina e a admirar a força da sua natureza. Uma vida belissima, cheia de contrariedades mas também de vitórias, cujo testemunho poverá servir de exemplo para muitas mulheres. Na verdade Martina é o fio condutor de toda a história, que no fundo nos conta a vida de todas as mulheres Agresti: Vienna (sua mãe), Inês (sua avó), Giulianna, Maria e Osvalda (as suas filhas). Todas elas mulheres especiais que tive um grande prazer em "conhecer".
É, sem dúvida, uma leitura que recomendo vivamente.
Obrigada Sveva!

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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