"Dia da Mãe" de Patricia MacDonald

Sinopse:
É dentro de casa que se escondem os segredos. Portas a dentro, para lá da aparente calmaria dos dias.
Karen e Greg sempre viveram na pacata Bayland, em Massachusetts. Ali se conheceram, ali casaram, ali adoptaram Jenny. Uma harmonia que cedo se quebrará. O reaparecimento da mãe biológica da adolescente obriga Karen a enfrentar a dura verdade. Nada era como ela pensava, todos escondem alguma coisa.
Segredos e mentiras num ilustrado postal de falsa paz. Bayland é daqueles lugares em que nos imaginamos sem pressas, sem falsos amigos, sem falsas pretensões. Karen e Greg conhecem-se desde os tempos de liceu. A adopção de Jenny, agora uma adolescente, trouxe-lhes os problemas que qualquer casal tem de enfrentar mas, no todo, são uma família... feliz. A morte de uma jovem na cidade vem contudo anunciar uma violenta tempestade de mudança.
Quando, no Dia da Mãe, reaparece Linda Emery, a verdadeira mãe de Jenny, Karen percebe que nada voltará a ser como dantes. Ao mesmo tempo que Greg revela um negro segredo do seu passado, Linda aparece morta. E não faltam suspeitas. Parece afinal que todos tinham uma razão para a matar, que todos escondem uma qualquer mentira. Karen tudo terá de enfrentar. A revolta da filha, a traição do marido, a desilusão dos que julgava amigos.

Natural também ela de uma pequena cidade de província, Cape May, em Nova Jersey, Patricia MacDonald reafirma uma peculiar e negra imaginação. Nomeada para o Edgar Award com «Imperdoável», combina em o «Dia da Mãe» drama e suspense. Aos poucos as personagens vão-se revelando, aos poucos a aparente calma da província encobre diabólicas maquinações.

A minha opinião:
Um policial excelente! Não houve capítulo que não me deixasse com o coração apertado e com vontade de continuar a ler para desvendar toda a história.
Está escrito de uma forma clara que nos permite acompanhar o desenrolar da acção sem dúvidas sobre os seus personagens (coisa que me acontece com frequência nos livros da Mary Higgins Clark). A história está muito bem elaborada, sem erros de raciocínio e quase podemos dizer que "bem poderia ter acontecido".
Gostei imenso!

(Obrigada Lígia querida por mais este empréstimo e obrigada tb, Bé ;) pela dica!)

"Alguém para amar" de Jude Deveraux

Sinopse:
Jace Montgomery é um homem só. Passaram-se três anos, mas não conseguiu ainda ultrapassar o misterioso suicídio da sua noiva Stacy. Não voltou a interessar-se por outra mulher desde então e a família continua a culpá-lo pela sua morte. Ao folhear um dos antigos romances de Stacy, Jace descobre uma fotografia de uma casa com uma mensagem codificada. «Nossa, mais uma vez. Juntos para sempre. Até lá». O bilhete datava do dia anterior à morte dela. Obcecado pela necessidade de entender o suicídio de Stacy, Jace procura a propriedade - Priory House, uma enorme fortaleza de tijolo em Margate, Inglaterra - e compra-a. Jace parte para Inglaterra determinado em descobrir finalmente a verdade. Não demora a perceber que a casa está assombrada por um obstinado fantasma, Ann Stuart, com quem se vê obrigado a lidar para resolver o mistério. Ann morreu em circunstâncias idênticas às da sua falecida noiva e ele tem um palpite de que existe uma relação entre ambas. Através das suas investigações e com a ajuda de uma bela jornalista, Jace vê-se forçado a estabelecer a conciliação entre a vida e a morte da noiva.

"Alguém para amar" é uma bela descoberta sobre o tempo e o amor da autoria de uma das romancistas mais acarinhadas pelos leitores de todo o mundo.

A minha opinião:
Foi um livro interessante que me proporcionou alguns bons momentos de descontração.
A história está muito bem conseguida, com mistério q.b. e fantasmas apaixonados à mistura e até deu para dar algumas gargalhadas Não é de todo daqueles romances lamechas que me têm vindo a saturar.
Gostei bastante.

"Amar Demais" de Rita Matos

Sinopse:
O amor tem incontáveis modos e feitios, incontáveis que são as maneiras de o manifestar. Não tem explicação, nem será este livro que o fará, pois não é isso que se pretende. Pretende sim, por palavras que todos conhecem e situações por que muitos passaram, lembrar que o amor nem sempre tem a forma que procuramos ou escolhemos. Nem sempre encontra no seu objecto, aquilo que sonhou, mas também muitas vezes é muito mais do que esperávamos, do que procurámos, do que fizemos. Em todos os casos, por mais difícil que seja suportar ou por mais sublime que o seja viver, amar é demais.

A minha opinião:
Neste livro encontramos uma série de considerações sobre o amor. Sobre diversos tipos de amor e sobre diversas experiências, boas e más.
É um pequeno livro que se lê rapidamente e do qual consegui retirar algum prazer, principalmente por me rever em uma ou outra situação...

«O tempo tem uma medida estranha quando os momentos são importantes e especiais. Tudo podia ter sido diferente, se o tempo ou lugar fossem outros. São os fragmentos, juntos, que fazem as grandes histórias, os grandes sentimentos. É como se te conhecesse desde sempre. Ouço a tua voz e chego à tua alma. Ensinaste-me a entender-te e aprendi a saber o teu ser. A tua maneira. Aprendi-te. Mas já nos conhecíamos.»

"Porque te amo" de Guillaume Musso

Sinsopse:
Uma verdadeira sucessão de emocionantes surpresas. É assim em “Porque te Amo”, o quarto romance de um dos mais recentes escritores franceses, Guillaume Musso. O mistério e o suspense temperam esta envolvente história que consegue prender o leitor do início ao fim.
Editado pela Bertrand, este livro relata-nos os meandros de um estranho desaparecimento. Layla, uma menina de cinco anos, desaparece sem deixar rasto num centro comercial em Los Angeles. Os pais, desfeitos, acabam por se separar. Cinco anos mais tarde Layla é encontrada exactamente no mesmo sítio onde tinha desaparecido, envolta num estranho mutismo. À alegria do reencontro sucedem-se então as interrogações. Onde esteve Layla estes anos? Com quem? E não menos importante, porque voltou? As respostas parecem óbvias mas estão longe de o ser. Aqui tudo o que o parece não o é, à excepção do amor infinito de um pai por uma filha que não acredita morta e por quem desce aos subúrbios numa tentativa frustrada de diminuir a dor.

Guillaume Musso publicou apenas três romances – “E Depois…” (2005), “Salva-me” (2006) e “Estarás Aí?” (2007). Este jovem autor de 32 anos conquistou milhões de leitores e impôs um estilo original, onde o suspense se mistura com a emoção. Só em França, os três títulos venderam mais de 1,5 milhões de exemplares. Traduzidos em 22 línguas, estes romances estão agora a ser adaptados para cinema.

A minha opinião:
A sinopse diz tudo.
Esta leitura leva-nos a um ritmo alucinante pelos caminhos incontornáveis da mente humana. Ao longo desse caminho todas as nossas certezas são colocadas em dúvida mas uma vez mais o autor nos surpeende. Achei-o melhor que os anteriores e fico com toda a certeza à espera da versão cinematográfica.
Gostei bastante!!

(Obrigada misshiva pela partilha!)

"A outra metade da laranja" de Joana Miranda

Sinopse:
Bárbara tem a impetuosidade das almas fortes e apaixonadas, o espírito sonhador e rebelde dos artistas, um olhar profundo, oceânico, eternamente sensível à beleza do mundo. Aparentemente, tem uma vida perfeita, um marido que a adora, dois filhos lindos, uma casa de sonho à beira-mar e uma posição prestigiada enquanto analista política numa revista da capital. Mas Bárbara sabe que o equilíbrio entre uma vida familiar harmoniosa, nos moldes mais tradicionais, e uma natureza interior ávida de novos horizontes e afectos é extremamente difícil de gerir. Optar pela liberdade e afirmação pessoais torna-se a única decisão possível e Bárbara protagoniza então uma viagem de autodescoberta profundamente enriquecedora que lhe trará uma nova maturidade, uma outra atitude perante si, os outros e a vida. Uma viagem que irá atravessar vários países - o da amizade, o da desilusão, o da renúncia, o da paixão, o do amor eterno.
Romance de estreia de Joana Miranda, A Outra Metade da Laranja é uma narrativa coesa, bem contada, que nos impressiona quer pelo interesse do enredo e das personagens quer pela fluidez, vivacidade e clareza da sua escrita. Joana Miranda é licenciada em Psicologia e tem um mestrado em Relações Interculturais. É autora de inúmeras publicações científicas.

A minha opinião:
Ao ler este livro e à medida que fui “conhecendo” Bárbara, uma frase afigurou-se-me à mente: “La donna é mobile, qual piuma al vento” (a dama é volúvel, como uma pena ao vento). E foi assim que vi Bárbara. Uma tiazinha da Costa da Caparica que nunca teve de lutar muito pelos seus objectivos e que não sabe muito bem o que fazer com a sua vida.
Não posso dizer que tenha gostado da história em si, mas confesso que até gostei da forma como está escrito. Não sei até que ponto esta escritora evoluiu após esta primeira obra, mas confesso-me curiosa em ler um livro mais recente e ver qual a evolução.

(Obrigada Semídio querida por mais esta partilha. :)

"Segredo de Família" de Elizabeth Berg

Sinopse:
Todos os anos, Laura Bartone se reencontra com os pais, a irmã e o irmão na casa de família, um acontecimento que espera sempre com um misto de entusiamo e ansiedade.
Mas este ano, tudo é diferente. Passa-se algo com Caroline, a irmã. Na primeira noite juntos, Caroline confronta os irmãos com graves alegações sobre a mãe. Surpreendida com as diferentes percepções que os irmãos têm da sua infância, Laura não sabe como lidar com o assunto e não tem a certeza de onde reside a verdade.
Até que uma súbita tragédia obriga toda a família a olhar para o passado, para a culpabilidade de cada um e para a necessidade íntima de amor e perdão que lhes é comum.

A minha opinião:
Todas as famílias têm os seus problemas, os seus "segredos". Ainda há pouco tempo estive a falar com o meu marido sobre este assunto. Todos nós temos o nosso lado bom e o nosso lado mau, e por vezes só em família é que eles se revelam plenamente.
A descrição de família com que a autora "fecha" o livro, é simples e muito, muito verdadeira:

(...) Mas a Hannah, que estava agora no sexto ano, tivera recentemente de escrever uma composição sobre o significado de família. Ela tinha descrito esse trabalho como impossível, o que nem parecia dela. Quando lhe perguntei porquê, disse:
- Porque é demasiado incerto dizer o que é uma família. Está sempre a mudar!
Mas acabou por fazer o trabalho e disse nele uma coisa que achei muito sensata: disse que nascemos na nossa família e que a nossa família nasce em nós. Não há devoluções nem trocas. (...)
E não é mesmo verdade?
Temos de aprender a lidar com a nossa família, pois é a única que temos.

Gostei muito deste livro, que me proporcionou momentos de leitura calma.
Identifiquei-me bastante com a personagem principal, a Laura e adorava ter o atelier dela e de dedicar-me como ela a fazer colchas por encomenda. ;)
Também não posso deixar de referir a relação excepcional que ela tinha com o marido, e com a qual também me identifiquei:

(...) Aquilo que sei sobre mim e Peter é que a chama nunca se extinguirá. Não levanto os olhos da salada que estou a mexer a pensar Oh, meu Deus! Como diabo vim aqui parar? Não olho para a nuca dele a pensar Eu não te conheço. Acordo com o meu companheiro e vou dormir com o meu amante. Ele ainda me causa arrepios, não só sexualmente, mas devido à forma como vê a vida que se desenrola à sua volta. Estou interessada naquilo que ele diz sobre mim e os filhos e os nossos respectivos trabalhos, mas também estou interessada naquilo que ele diz sobre o Médio Oriente e os padrões migratórios das monarcas e a quantidade de noz-moscada que se deve pôr no puré de batata e o impacte que teve na vida de Hitler o facto de ele ser um artista frustrado. Creio que o Pete é um indivíduo verdadeiramente honesto, consciente e bom. Se vivermos mais de uma vez, quero voltar a encontrá-lo. A família que construí com ele é o meu abrigo e a minha espada. Eles são uma outra forma de oxigénio: sem eles, tudo em mim morreria. É aterrador saber que o amor pode ter um tal poder, mas também é compensador.(…)


(Obrigada aviciada por mais esta partilha!)

"Em Troca de um Coração" de Jodi Picoult

Sinopse:
Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho?
Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?
Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor.

A minha opinião:
Quando me cruzei pela primeira vez com este livro foi num email de lançamento da Webboom (agora Wook) e saltou-me logo à vista que a sinopse apresentada se resumia a uma única frase: "Realizava o desejo do seu inimigo para salvar a sua filha?"

A partir surgiram-me imensas conjecturas na minha mente e automaticamente, como mãe que sou, vi-me colocada do lado “correcto” da vedação. E não gostei disso, pois não era assim que queria entrar nesta leitura. Ideias preconcebidas não vão bem com os livros de Jodi Picoult – isso eu já aprendi.
Assim, quando recebi o livro como empréstimo e o tive nas minhas mãos, passei apenas uma breve vista de olhos pela verdadeira sinopse, pois não me queria influenciar ainda mais.
E ainda bem que o fiz, pois tal como na vida real, as coisas revelaram-se não ser assim tão lineares. Neste livro, a meu ver, não há um lado dos “bons” e um lado dos “maus”. Há vítimas e há assassinos. Mas nem sempre estão em lados opostos da vedação.

Jodi Picoult tem o dom de mexer com o nosso âmago quando entramos nas suas histórias. Sentimo-nos revoltados, desiludidos, enganados, tristes, e muitas vezes questionando o que é para tanta gente uma verdade indiscutível.
Neste livro ela aborda temas muito fortes, como a pena de morte, a religião e a doação de órgãos. Não é um livro fácil. Tive muitas vezes que andar para trás e reler capítulos inteiros para entender as coisas como deve de ser. Mas é um livro excelente e embora possa ser uma leitura capaz de chocar alguns, é também sem dúvida capaz de encantar outros.

Relativamente à pergunta inicial, a resposta nem poderia ser outra, que não sim. Que pai não salvaria o seu filho? E isto é para mim a mensagem mais importante do livro. O Amor. O amor daquela mãe pela sua filha. O amor daquela mãe pela outra filha. O amor que redime, que salva. O amor, pura e simplesmente.


(Obrigada Betita Amiga por mais este empréstimo!)

"Tim" de Colleen McCullough


Sinopse
Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

A minha opinião:
Esta autora é sem dúvida uma excelente contadora de histórias. Por muito que a história não nos agrade ou que não nos convença, a forma como está escrita cativa-nos a continuar e apenas nos damos por satisfeitos quando chegamos à última página.
Foi o que me aconteceu com esta história.
É uma história algo diferente do normal, propensa a escandalizar alguns e a tocar outros.
Confesso que fiquei a meio termo.
Não posso negar que a espiritualidade manifesta daquela relação era muito forte, o que a tornou aos meus olhos bastante comovente, mas na verdade o factor físico que se materializou mais tarde, veio a denegri-la um pouco.
Uma coisa é certa, se a personagem de Mary não me convenceu, a personagem de Tim tocou-me profundamente. Pessoas como ele são seres especiais, anjos disfarçados que entram nas nossas vidas e nos modificam. Quem já conheceu alguém assim, sabe do que falo. Só por ele e pelo evoluir da sua personalidade apoiado no amor "da sua Mary" este livro já valeu a pena.

(Obrigada Lígia por mais este empréstimo)
B.O.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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