"Irresistível Tentação" de Jill Mansell


Sinopse:
Quando Nadia Kinsella conhece o charmoso Jay Tiernan sente-se tentada. Retidos numa casa remota durante uma tempestade de neve, temos de admitir, nunca ninguém descobriria, certo? Mas Nadia há muito que encontrou o amor da sua vida. Chama-se Laurie, estão juntos desde sempre e Nadia ainda sente borboletas no estômago quando o vê. Bem, é verdade que não o tem visto muito nos últimos tempos, mas isso nem é culpa do Laurie. E ela não o pode trair! Para além do mais, quando se pertence a uma família como os Kinsellas , onde cada um é mais irresponsável do que o outro, alguém tem de dar explicações e resistir à tentações, não é? Afinal, não queremos fazer algo de que mais tarde nos arrependamos. Ou será que queremos?

A minha opinião:
Quem não gosta de ver uma boa comédia romântica? (Estou a falar de filmes, e sim, esta é uma pergunta principalmente para as meninas!!) Quem não se lembra da namoradinha da América, a doce Meg Ryan? Dos filmes com Billy Christal ou Tom Hanks?
As comédias românticas são filmes que nos fazem rir, nos fazem chorar, e nos fazem o coração mais leve. Um dos últimos que me lembro ter tido esse efeito em mim foi “O Amor Acontece”, com um elenco fantástico e uma confusão de histórias entrelaçadas, com um ponto em comum – o amor, os diversos tipos de amor.
Pois foi exactamente algo assim que encontrei neste livro! Quase podia jurar que ía encontrar o Hugh Grant ,o Colin Firth ou a Keira Knightley ao virar da página.
“Irresistível Tentação” parece-me ter um óptimo potencial para ser adaptado ao grande écran. Eu sem dúvida não iria perder um filme assim!
Ao contrário do que a simples sinopse dá a entender, esta história é muito mais que uma história sobre tentações. Esta história baseia-se numa família, talvez um pouco fora do comum e algo louca, mas sem dúvida muito coesa. Nádia e Clare são duas irmãs de vinte e poucos anos que vivem com o pai e a avó. Com elas vive também a sua meia-irmã de treze anos, Tilly – filha da mesma mãe que as “abandonou” a todas, mas que de vez em quando aparece para uma visita com o seu namorado mais recente. Esta é a receita certa para a confusão!
É mesmo uma história muito gira, contada a um ritmo alucinante, mas que nos faz pensar nas prioridades da vida ao mesmo tempo que nos divertimos com as peripécias mirabolantes daquela família.
A única coisa que me pareceu completamente errada foi a linguagem da avó. Falava “à tia”, tratando todos por “você”, incluindo netas, filho e amigos. Isso para mim foi um grande erro da parte do tradutor ou da editora (não sei quem o decidiu), mas aconselhava-os a rever essa situação em próximas edições. A avó não era nada assim! Era uma pessoa espectacular, muito jovem de espírito e com um carinho enorme pela sua família. Nada do género “A menina ’tá a ver?”!!
De resto, estão todos bem retratados. Incluindo o papagaio. :P
Diverti-me imenso! É um excelente livro para desanuviar a cabeça dos problemas do dia-a-dia.

"O Colar" de Cheryl Jarvis


Sinopse:
Jonell apaixonou-se por um colar de diamantes. Mas o preço era demasiado alto. Até que teve uma ideia que iria mudar a sua vida. E porque não comprá-lo com a ajuda de amigas? Porque não partilhá-lo? Foi o início da aventura, de uma história real que apaixonou a América. Treze mulheres, das mais diferentes idades e profissões, uniram-se em torno de uma jóia. Desde então vivem em contacto umas com as outras, saem juntas, ajudam-se. E de 28 em 28 dias, no mês do aniversário de cada uma delas, encontram-se. Passam "O Colar", conversam, partilham receitas, histórias de vida, amores e traições. Têm uma nova razão para sair de casa, têm um novo grupo de amigas. E descobriram que a amizade e a partilha valem muito mais do que qualquer diamante.

A minha opinião:
Tive curiosidade em ler este livro primeiro, por ser uma história verídica, de partilha e depois porque me fazia confusão a própria ideia em si: um grupo de treze mulheres reunidas em função do uso de um colar de diamantes. Não sou grande adepta de jóias, mas gosto de entender o funcionamento do ser humano enquanto animal social. Tinha de perceber os porquês de cada uma dessas mulheres e a forma como fizeram todo o esquema funcionar.
Não me arrependi de todo, pois esta é uma história interessantíssima!
O livro está escrito de uma forma muito “jornalística”, mas este formato funciona perfeitamente. Cada capítulo aborda cada mulher, a sua vida, as razões que a levaram a embarcar naquela aventura e o que retirou de tudo isso. E cada relato é completamente diferente do outro! Ficamos a conhecer cada mulher quase ao pormenor, a sua personalidade, os seus medos, as suas fraquezas, as suas forças. Acabamos por entrar dentro da sua pele e identificarmo-nos com este ou aquele aspecto. A forma como a sociedade do colar transformou as suas vidas é impressionante.
Ao fim e ao cabo não foram apenas 13 mulheres a usufruir do prazer de ter no seu pescoço um colar de diamantes de 35.000,00 Euros! Foram muitas, muitas mais, pois a necessidade e o gosto pela partilha extrapolaram todas as previsões.
Esta é uma história que vale a pena conhecer. Jewelia, um “simples” colar transformado em muito mais que apenas um bem material sobrevalorizado.

"O Longo Caminho de Olga" de Yolanda Scheuber


Sinopse:
Desde as terras campestres da Rússia até à inóspita pampa argentina povoada de índios, uma menina de doze anos, abandonada pelos pais, deverá empreender a sua missão mais importante: viver. A extraordinária vida de Olga começa na faustosa Rússia dos últimos czares Romanov, quando, com somente doze anos, a sua família decide abandonar o país, deixando para trás tudo o que tinha, inclusivamente uma das suas irmãs. Começa então uma grande viagem que os levará a Inglaterra e Canadá, antes de chegarem à longínqua e desconhecida Argentina, onde a família se separará definitivamente. Ali, a pequena Olga começará uma nova vida plena de dificuldades, que enfrentará da melhor maneira possível. Terá de ultrapassar novas separações e notícias infelizes, duas guerras mundiais que a atingirão profundamente, mas também conhecerá o amor e iniciará a sua própria família, reencontrará pessoas que julgara desaparecidas e trabalhará nas suas próprias terras na pampa argentina.

A minha opinião:
Esta é a história da magnífica jornada de Olga, uma menina russa-alemã que atravessou meio mundo para ir viver nas pampas argentinas. É a história de uma família que pela vontade férrea do pai, não se detém perante nada na perseguição dos seus sonhos, mesmo que isso implique o desmembrar da mesma.

É sem dúvida uma história maravilhosa, contada na primeira pessoa como se de um conto se tratasse. E é nesse tom íntimo e pleno de nostalgia, que Olga, no auge dos seus 91 anos e ao longo de vários meses, relata a história da sua atribulada vida a uma das suas netas, a autora Yolanda Scheuber. De entre as peripécias que a vida lhe foi reservando, Olga nunca se deixou abater, lutando sempre pelos seus sonhos e acreditando que nada era impossível. É um livro riquíssimo, cheio de lições preciosas que devemos reter e guardar com carinho.

Transcrevo aqui uma das passagens que mais me tocou:
(...)
“Cada um é herdeiro de si mesmo”, escrevia Rabelais. E essa é a verdadeira liberdade.
Vimos sós a este mundo e temos sempre de optar. Temos de procurar a nossa identidade através de um caminho cheio de opções. Se escolhemos um ods caminhos, deixamos outros para trás onde as opções teriam sido diferentes, talvez melhores, ou talvez piores, talvez tívessemos sido um pouco mais felizes, mas teríamos de ser sempre nós mesmos. Talvez o mistério da nossa felicidade esteja dentro de nós, no nosso âmago.
Com os anos e a experiência compreendi que a felicidade não depende do que se passa à nossa volta, mas sim do que se passa no interior do nosso coração. Que a felicidade se mede com a sensatez que enfrentamos os problemas da vida, e que sempre será uma situação de valentia, pois é mais fácil estar triste e deprimido. Mas a verdadeira felicidade (a que nos invade mente e alma) é um estado e como tal, devemos optar livremente por ela, não fazendo sempre o que queremos, mas querendo sempre o que fazemos.
Quando nascemos ninguém nos dá a receita da felicidade. Há milhões de receitas de comidas, de sobremesas, de perfumes, de medicamentos, mas quanto à felicidade não existe nem existirá nunca uma fórmula mágica que, aplicada a todos por igual, nos dê um resultado exacto. Cada ser humano cultiva-a dentro da sua alma com a força e coragem necessárias. Com a dose exacta para cada ser, que variará de acordo com as pessoas. Alguns necessitarão de mais alguns gramas de valentia, outros de sensatez, outros talvez de serenidade, outros de mais amor, alegria para condimentar com bondade misturada ao mesmo tempo. A receita somente existe para cada um de nós e não podemos aplicá-la a todos por igual.
A felicidade não é uma paragem à qual temos de chegar, uma meta, um horizonte. A felicidade é uma forma de estar na vida. Se a perseguirmos parece que nunca mais a alcançamos, é como a nossa própria sombra, que foge quando vamos atrás dela, mas quando chega, chega sem nos apercebermos e quando menos a esperamos. (...)

"Um Amor em Tempos de Guerra" de Júlio Magalhães

Sinopse:
António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.

A minha opinião:
Foi a primeira vez que li algo escrito por Júlio Magalhães. Confesso que não o tinha em grande conta como escritor. Depois de saber que segundo ele «Todos escrevemos, quem escreve uma mensagem num telemóvel também pode escrever um livro», acreditem que foi difícil dar-lhe uma hipótese. Mas, como o tema em particular me atrai imenso (tenho muita curiosidade sobre a época em que nasci - finais dos anos 60, início dos anos 70) lá me convenci a pegar nesta leitura. E devo dizê-lo, não me arrependi.
É uma história de amor muito bonita, bastante real, e escrita de uma forma simples, quase que como relatada. Aborda o tema da guerra do Ultramar, mas sem se perder em grandes e terríveis relatos sobre os combates além mar. O dramatismo da situação é vivido com seriedade, e acho que o autor conseguiu transmitir os sentimentos das personagens com rigor: a impotência e o desespero da mãe, ao ver o filho partir, as saudades e as dúvidas da noiva, a dor e a angústia de António ao ver a sua vida colocada em pausa, partindo para uma guerra sem sentido.
No fundo tenho de admitir que gostei.
Mas... (há sempre um "mas") acho que se nota a falta de experiência do autor.

Na página 237 podemos ler "O comboio foi abrandando à medida que se aproximava a estação de Santa Comba Dão. «Próxima paragem, estação de Santa Comba Dão.»" - supostamente o anúncio para os que viajavam naquele comboio. Ora a questão é que 1975 não havia esse tipo de anúncio, muito menos num comboio que parava em todas as estações e apeadeiros, como era o caso. Na realidade o sistema de som só começou a ser implementado nos comboios 10 anos depois, 1985 /86.

Outra falha que notei foi a omissão por completo do quão complicado era para uma rapariga ser professora e poder casar, nos tempos de Salazar. Amélia, andava no liceu com o objectivo de ser professora, mas não se coibia de compor o seu enxoval e fazer planos para casar, quando no fundo era exigido à professora primária uma dedicação a tempo inteiro, sendo que para casar, seria necessária uma autorização especial.

Estas duas "falhas" de que me apercebi, são na verdade consistentes com a incapacidade que notei ao longo do livro que o autor demonstra em conseguir se entregar por completo aquela época. Duvido que seja intencional, e por isso atribuo-a à sua "verdura" como autor. (Afinal, não é de todo como escrever uma sms!)
A meu ver os diálogos entre as personagens são demasiado actuais. Isto é, o tipo de conversa não está adequada à época em questão (neste aspecto Tiago Rebelo é um mestre). As personagens entre si conversam como se estivem nos dias de hoje. Por exemplo notei apenas uma vez, salvo erro, em que o filho se dirige à mãe como "senhora minha mãe", embora nessa altura fosse esse o timbre utilizado no tratamento aos progenitores.

Mas isto são apenas pormenores. Quando olhamos para o livro como um todo, acabamos por gostar. Acho que um dia destes também vou experimentar o outro livro dele "Os Retornados" e fico à espera de um novo título, também com curiosidade sobre a sua evolução.

Incentivo à leitura: um vídeo fantástico!!

E o vencedor é...


O vencedor, ou melhor a vencedora do sorteio aqui lançado na semana passada é a 4.ª inscrita, ou seja a Jojo do blog Os Devaneios da Jojo!!!

Parabéns!!!
(Por favor envia-me um email com a tua morada.)

Quanto aos restantes... obrigada por participarem  e boa sorte para a próxima!
Sim, em breve haverá uma "próxima". ;)

"A Promessa" de Brunonia Barry


Sinopse:
Towner Whitney, uma mulher enigmática e fascinante, descende de uma família de mulheres de Salem que têm a capacidade de ler o futuro nos padrões da renda típica da cidade.

Após uma vida de traumas e tragédias que a leva a exilar-se na Califórnia, Towner regressa à sua cidade natal, em busca da tia-avó, Eva, desaparecida misteriosamente.
Towner vê-se, assim, obrigada a enfrentar os medos do seu passado e a verdade das tragédias na sua família.
A Promessa é uma narrativa hipnotizante que desvela um mundo de segredos, identidades perdidas, mentiras e meias-verdades, onde a realidade e a ficção se unem inexoravelmente.

A minha opinião:
Depois de ter falado nestas dicas, pego num livro e não sigo os meus próprios conselhos! Devia ter desistido desta leitura logo no início. Antes de me envolver na história o suficiente para ter de tentar descortinar toda aquela confusão. Mas, a verdade é que não teria aprendido sobre a localidade de Salem, em Massachussets. Como sobrevive ainda hoje à sombra do seu passado histórico. Embora tenha sido um importante porto comercial, Salem ficou conhecida pelo episódio das Bruxas de Salem - os últimos julgamentos por bruxaria em 1692.
A história em si é estranha e algo louca, não fosse a protagonista principal, Towner Whitney, nos informar logo inicio que é uma mentirosa e que é louca. Não achei que fosse um bom augúrio para o desenvolvimento da história, mas continuei.
Foi-me entretanto apresentada Eva, a tia-avó de Towner, que tinha desaparecido. Não quero entrar muito pela história a dentro, mas digamos que foi uma das personagens que mais me agradou, embora se falasse dela apenas no passado. Utilizava profusamente ditados, frases feitas e clichés nas suas conversas, dando um estranho sentido ao que na verdade dizia. Até mencionei aqui um desses ditados.
Mas afinal de que fala este livro? Fala das bruxas dos nossos dias, das videntes de rendas, de um grupo de mulheres de chapéus vermelhos e de uma ilha povoada de cães selvagens e mulheres sobreviventes. Fala-se de complexas relações familiares e de acontecimentos que marcam toda uma vida. Confesso que por vezes me senti perdida na vertigem do pensamento de Towner, e tantas vezes estive para desistir desta louca leitura. Mas continuei, sem saber bem porquê.
Estranho, é realmente a palavra que mais se adequa para descrever este livro.
Se perdi tempo com ele? Continuo sem saber o que responder…

Selos - agradecimentos

Na última semana tenho vindo a receber selinhos de alguns das minhas amigas e seguidoras.
Por falta de tempo não tenho podido agradecer convenientemente, mas como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca! ;)
Peço é desculpa por não seguir as regras...


Começo com este selo personalizado que me foi dedicado pelas meninas do Bookmaniacs por indicação da Marta do Chuva de Livros.
Obrigada meninas.
Adorei!!




Depois vem a menina ABM do Books and Books que acha que o meu blog vicia!
;)
Este selo é uma doçura!
Recebi-o do Páginas Desfolhadas e também da ABM do Books and Books.








Entretanto a Rita do Chocolate para a Alma, a Ana do Lívros, o Meu Vício, a A. e a B. do Leituras de A a B e novamente a ABM do Books and Books, lembraram-se de mim para o selo Nota 10!
E finalmente a A. e a B. do Leituras de A a B e outra vez a ABM do Books and Books decidiram que o meu blog é um doce! ;)





Muito obrigada a todas e espero não me ter enganado nem esquecido de ninguém.
Ah, e boas leituras!!!
:)

"Um Fogo Eterno" de Barbara e Stephanie Keating


Sinopse:
Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.
Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico.

A minha opinião:
Quando soube que o grandioso “Irmãs de Sangue” ía ter uma sequela fiquei muito admirada. A experiência dita que as sequelas, tanto em livros como em filmes, raramente são bem conseguidas e quando tive o livro nas mãos, nem queria acreditar. Eram novamente seiscentas e tal páginas! Confesso que a dúvida passou pela minha mente, será que as irmãs Keating me iriam desiludir?
Nem pensar!

Elas propuseram-se a fazer o que muito poucos se atrevem: criar a sequela de um épico, tão ou mais grandiosa que esse primeiro livro.

Mais uma vez me vi transplantada para o Quénia, esse país de contrastes cujo o nome evoca beleza, aventura e mistério. Em Langani a vida continuou, mas as mazelas dos acontecimentos que ditaram o destino das três amigas, deixaram cicatrizes profundas que ainda não sararam. Para além do mais, as razões para o que aconteceu ainda permanecem um mistério, que virá à luz do dia durante esta apaixonada narrativa.
Neste livro está bem latente a importância da honestidade e do amor, que são na verdade os ingredientes essenciais para que uma amizade prevaleça sobre as dificuldades e os problemas.

Historicamente é também um relato muito rico, levando-nos a entender, através do ponto de vista humano, as razões para os confrontos entre os nativos e o homem branco, bem como entre britânicos e indianos.

Uma característica que devo referir, é que o livro é perfeitamente compreensível para alguém que não leu o primeiro. Apesar de tão extenso, não repete a história dando-lhe apenas uma continuação, pontuada com detalhes importantes para que o leitor se aperceba, ou recorde, dos acontecimentos do primeiro livro.
As irmãs Keating merecem novamente as minhas 5 estrelas, e não me admiro nada se daqui a uns tempos aparecer um terceiro livro. Elas têm capacidade para isso!

Dicas para ler mais



Sou, o que algumas editoras gostam de definir como “leitora agressiva” (não, não ando por aí a bater nas pessoas com livros! lol). Leio bastantes livros por ano e interessa-me tudo o que diz respeito a livros e leituras.
Muita gente me pergunta como consigo ler tanto? Onde arranjo tempo? Como faço?
Aqui ficam algumas dicas.
(Se tiverem mais algumas que queiram partilhar, comentem, que eu depois edito o post para as acrescentar com o devido crédito.)

Leia sempre que puder
Isto que dizer em todo o lado!!
Na fila do supermercado, nos semáforos mais demorados, na casa-de-banho, antes de dormir, no autocarro, enquanto mexe o arroz doce, enfim, em todo e qualquer lugar. Nem que leia apenas uma página, já valeu a pena!

Mantenha um registo actualizado dos livros lidos
Isso aumenta a sua auto-estima enquanto leitor e faz com que tente melhorar sempre a sua média, aumentando o n.º de livros lidos de um ano para o outro, por exemplo.

Leia apenas os livros que são do seu interesse
Não perca tempo com um livro que não lhe esteja a agradar. Concordo que por vezes há surpresas, e um livro que aparentemente não nos está a prender pode dar uma reviravolta e se tornar num dos melhores do ano, mas por norma, se um livro chega ao fim do 2º capítulo e continua a não agradar, desista. Não perca tempo. Há muito mais para ler.

Vá variando o tipo de livros que lê
Embora às vezes seja complicado, tento seguir sempre esta norma. De um policial passo para um romance, depois para um mais histórico, e depois para outro mais divertido.
Também convém alternar os locais onde se passa a acção pois sempre se “viaja” mais um pouco.

Visite livrarias, bibliotecas e blogues de leitura
Mantenha-se sempre a par das novidades de cada editora e mesmo sem comprar visite as suas livrarias preferidas.
A blogosfera é também um óptimo meio para trocar opiniões sobre livros. Confesso que já evitei algumas leituras depois de conferir opiniões de leitores que têm os mesmos gostos que eu.


Acima de tudo, DIVIRTA-SE, viaje e SONHE!
Tudo isso é possível com um simples livro.

Boas leituras!

Mais livrinhos!


E eis que chegaram mais livrinhos para a minha pilha TBR!
Acho que estou oficialmente soterrada.
:P

SORTEIO


(Cliquem aqui para ler a sinopse)

Inscrevam-se!
Anda à roda na 6ªfeira, dia 16.
Os resultados serão afixados no fim de semana seguinte.

Boa sorte!!
:)

"Um Tigre Adormecido" de Rosamunde Pilcher

Sinopse:
Pela primeira vez na vida, Selina Bruce não sabe o que o futuro lhe reserva. Impulsivamente, deixa para trás o noivo e advogado em Londres depois de receber deste um presente inesperado: um livro de um autor que mudará completamente a sua vida, e voa sozinha para uma ilha da costa de Espanha.

Está à procura do pai que nunca conheceu, mas o que encontra é uma inesperada verdade acerca de si mesma e do homem com quem planeia casar.
A exótica San Antonio oferece a Selina muito mais que dias ensolarados. Oferece o misterioso George Dyer, que lhe dá a chave não apenas do seu passado... mas do seu coração.

A minha opinião:
Foi numa tarde sossegada em que o filhote saiu para acampamento de escuteiros e o maridão dormia a sesta, que li este livrinho. Em 2 horas a calma e tranquilidade invadiram-me. É que a escrita desta senhora transmite calma, e o tempo que passamos a ler as suas histórias é sempre agradável e bom para o stress. :)
Desta vez ela conseguiu me surpreender em dois aspectos: primeiro com uma mudança radical de cenário (normalmente as suas histórias passam-se em lugares no Reino Unido, como a Cornualha, Escócia, Londres), e em segundo lugar com a ausência dos personagens "tipo" tão comuns em todos os livros que dela li até agora.
Esta história está contada de uma forma bastante simples e suave, quase transmitindo uma certa doçura e inocência, talvez retratando a personagem principal, Selina. O desenrolar dos acontecimentos são também surpreendentes, levando-nos a pensar nas escolhas que muitas vezes são feitas sem tomar em consideração o que diz o nosso coração.
Gostei bastante.

Muito obrigada Flicka pela oportunidade!

"Doce Vingança" de Jill Mansell


Sinopse:
Miranda conhece Greg numa festa. Ele é bonito, divertido e descomprometido. Tudo o que uma rapariga precisa para dar emoção à sua vida. Céus, ele é praticamente perfeito! Claro que Greg não lhe contou que acabara de abandonar a mulher grávida…

E quando a jovem socorre um sem abrigo na rua, mal sabe ela que está na verdade a participar numa experiência de televisão com o jornalista Daniel Delancey, que se delicia a transtornar a vida de Miranda.
Um dia, um acaso leva-a ao encontro da mulher de Greg, e assim Miranda conspira a sua vingança e jura não confiar mais nos homens. Mas um encontro fortuito com o piloto de corridas Miles Harper convence-a de que talvez nem todos os homens sejam como Greg…

A minha opinião:
Se há livros que são puramente diversão, este é um deles!
Diverti-me imenso a lê-lo e adorei conhecer a personagem principal, Miranda. Ela é uma aprendiz de cabeleireiro, um pouco excêntrica e com propensão para os desastres amorosos. Ao longo de uma narrativa aceleradíssima, espelhando aliás os dias eléctricos de Miranda, vamos conhecendo a sua vida, as suas amizades, os seus desvarios e as suas loucuras. É um livro levezinho que se lê bem e que nos coloca com uma óptima disposição, ideal para fugir um pouco ao stress do dia-a-dia.
O título não lhe faz jus e a sinopse deixa um pouco a desejar, uma vez que a doce vingança é apenas uma ínfima parte do que se passa nesta história.
É a primeira vez que leio algo desta autora, e agora já sei a quem recorrer quando precisar de desanuviar. ;)

Muito obrigada ao Segredo dos Livros e às Edições Chá das Cinco pela oportunidade.