"A Cabana" de Wm. Paul Young


Sinopse:
E se Deus marcasse um encontro consigo?

As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.
Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.
Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.
Visite http://www.acabana.pt/

A minha opinião:
Foi com algumas reticências que embarquei nesta leitura.
Por norma sou daqueles que desconfiam sempre, como diz o ditado, “quando a esmola é muita”, e a publicidade gerada em torno deste livro para mim, acabou por se revelar negativa. Mas como vinha muito bem recomendado, lá comecei a lê-lo.
Normalmente evito saber muito sobre a história quando o começo a ler um livro. Às vezes até evito as sinopses, mas sem querer, fui lendo um ou outro pedaço de comentários e acabei por criar uma ideia (errada) do livro. Estava mesmo convencida que me ía deparar com um desses livros com uma mensagem muito espiritual que aborda a fé do ponto de vista de uma crença ou religião.
Mas sinceramente após 1/3 do livro, já estava a ficar completamente à toa, sem saber o que esperar com o desenrolar da história.
Entretanto o maridão foi de viagem e “raptou-me” o livro. Obviamente tive de interromper a leitura e acabei por intercalar uns quantos livros pelo meio.
Quando soube a opinião dele ainda fiquei mais confusa, pois não comungamos da mesma intensidade de sentimentos relativamente à religião. Pensei que se trataria de mais um daqueles livros estranhos com uma história sem pés nem cabeça (ele gosta de livros assim), mas a verdade é que isso não ía de encontro à opinião da minha amiga Betita. Fiquei sem saber o que fazer, e portanto deixei-o a repousar na estante mais umas semanas.
Passado algum tempo, uma outra amiga minha (evangélica) mandou-me um email a por a conversa em dia e falou-me entusiasmadamente desse livro. Pronto. Fiquei definitivamente com a cabeça a andar à roda. Como é que era possível, três pessoas tão distintas partilhar uma mesma opinião e terem gostado tão intensamente do mesmo livro?
Não esperei mais e acabei por pegar nele assim que terminei o livro que tinha em mãos.
Agora, passados dois dias, em que deixei a leitura assentar, por assim dizer, só consigo comentar que tenho de o ler outra vez.
Encontrei em “A Cabana” uma história fantástica, que me tocou bastante, mas de uma forma completamente diferente do que se espera de um livro. Vi muitas das minhas questões respondidas e senti que o livro ainda terá muito para me dizer numa outra leitura mais cuidada.
Percebo agora toda a publicidade em torno deste livro. É na verdade muito, muito especial, e há-de ser uma das prendas que oferecerei este Natal a várias pessoas.

Obrigada querida Betita por mais este conselho e oportunidade!

"A Melodia do Adeus" de Nicholas Sparks


Sinopse:
Com apenas dezassete anos, Verónica Miller - ou «Ronnie», como é carinhosamente chamada - vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir… e curar.

A minha opinião:
Finalmente! Um livro de Nicholas Sparks que sobressai.
Desta feita, o autor conseguiu sair completamente da fórmula que tem vindo a utilizar nos seus livros desde há muito tempo, e escreveu uma história lindíssima, cheia de significado, e que nos faz pensar na vida e nas bênçãos que recebemos diariamente, por vezes bem disfarçadas.
Não vou entrar em pormenores sobre a história e até vos desaconselho a ler a sinopse, pois desta forma poderão sentir mais intensamente tudo o que acontece nas páginas do livro. Apenas vos digo que, para mim, este é o melhor livro que já li deste autor!
E já tinha saudades de ler algo assim.
:)
Numa das passagens que adorei, houve uma frase que me tocou de modo especial. Aqui fica o registo:
"A vida, constatou ele, assemelhava-se muito a uma melodia. No princípio, há um mistério, no final um confirmação, mas é no meio que toda a emoção reside, e faz que totalidade valha a pena."

P.S. Ah… Convém ter um bom fornecimento de lenços de papel por perto! :P

Em relação ao filme de que já tanto se fala...
Aqui fica o trailer. :)

"As Vinhas da Ilusão" de Benedetta Cibrario


Sinopse:

Um século de História. Um casamento fracassado. Uma paixão no coração da Europa.

Tendo como pano de fundo uma Itália em profunda mudança, atravessada pela Segunda Guerra Mundial e pela queda do Fascismo, As Vinhas da Ilusão é a história de uma mulher e da sua luta para conquistar a independência.
Oriunda da alta aristocracia piemontesa, a família condenara-a aos caminhos tortuosos de um casamento combinado. Mas o destino vai colocar-lhe no caminho o fascinante e enigmático Trott - para que ela desperte da sua vida monótona e aparentemente imperturbável.
Quando se sucedem os encontros clandestinos e os segredos se multiplicam, a fronteira entre a realidade e a aparência, o certo e o errado, a verdade e a mentira passa a ser tão leve como os ventos da Toscana...

Benedetta Cibrario escreveu um romance inolvidável, que obteve em 2008 um dos mais importantes prémios italianos - o Campiello, que consagrou no passado autores como Primo Levi, Ignazio Silone ou Giorgio Bassani.

A minha opinião:
“As Vinhas da Ilusão” é um belo romance, escrito num tom intimista e algo sóbrio. Relata-nos a história de uma mulher, nascida numa Itália monárquica, que enfrenta toda uma sociedade aristocrática, conquistando a sua independência, coisa impensável para a época.
Pela voz dessa mulher, agora com 80 anos, ficamos a conhecer a sua vida, as suas escolhas, as suas dúvidas, as suas conquistas, os seus arrependimentos. É interessante a forma como ela salta entre o passado e o presente, como se tratassem de flashbacks, tão característicos de quando uma mente começa a envelhecer.
É um relato repleto de acontecimentos históricos, mas bem mais rico na análise de sentimentos, narrado num tom tão calmo que deixa perceber a inequívoca melancolia da personagem à medida que os "regressos" ao passado aumentam. Consciente de que o caminho à sua frente se torna também mais estreito e mais escuro, ela descobre então que as coisas nem sempre foram como ela as havia encarado e sem nunca colocar em dúvida as suas decisões, a sua integridade e inteligência, acaba por finalmente compreender e aceitar o que nunca soube ou conseguiu ver.

"Escolhi o teu amor" de Emily Giffin


Sinopse:

Como se pode voltar a amar verdadeiramente alguém se ainda não esquecemos quem partiu?

"Escolhi o Teu Amor" é uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem nos partiu o coração.
A relação de Ellen e Andy não é aparentemente perfeita.
Eles amam-se verdadeiramente. Não há dúvidas de que a sua relação é repleta de entrega e devoção mútuas.
Até que um dia acidentalmente, Ellen cruza-se com Leo, o ex-namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva; o mesmo homem que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração.
Leo, que Ellen nunca esqueceu e que, oito anos depois, reaparece por acaso e faz com que ela questione se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

A minha opinião:
Quem de nós não desejou pelo menos uma vez, que uma das nossas últimas e mais loucas paixões, aquela que nos despedaçou o coração e nos deixou um amargo de boca, tentasse reatar o contacto? Admitisse o quão errado estava em nos deixar e se quisesse redimir?
Mas e se essa tentativa de regresso nos apanhasse já noutra relação, bem mais estável e sólida?...
Fica a pergunta no ar, pois acho que cada um sabe de si. (E Deus sabe de todos!) ;)

Este livro aborda a eterna questão das escolhas. E das dúvidas!
Ninguém sabe ao certo o que o futuro nos reserva, apenas temos de escolher com cuidado e coração, o caminho que decidimos pisar e esperar depois que tenha sido o correcto.
Nós somos o produto das escolhas que fazemos. Das esquinas que viramos, dos becos sombrios que deixamos para trás.
A autora termina com uma frase lindíssima que tenho de aqui reter: “o amor é a soma das escolhas, a força dos nossos compromissos, os laços que nos mantém eternamente unidos”.
Uma leitura interessante escrita num tom intimista e original.
Gostei bastante.

"Antes Que Seja Tarde" de Jacquelyn Mitchard


Sinopse:
O grande público ficou a conhecer Jacquelyn Mitchard pelo livro "Profundo Como o Mar", uma história comovente que despertou o interesse cinematográfico dando origem a um filme homónimo.
A capacidade da autora em captar o lado humano, conferindo às personagens um carácter verosímil expressa-se agora nesta nova obra, um pungente relato, na primeira pessoa, da difícil situação da protagonista.
Julieanne é colunista num jornal local, onde dá conselhos aos leitores sobre problemas pessoais. Parece ironia do destino mas é ela quem precisará de ajuda quando, após 20 anos de casamento, o seu marido a deixa sozinha com três filhos.
"Antes Que Seja Tarde" Julieanne terá de recomeçar uma nova vida. Uma leitura inspiradora e emotiva marcada pela sensibilidade da alma humana.

A minha opinião:
Esta é uma história extraordinária. Fiquei sem perceber se será verdadeira ou não, mas bem que o podia ser. É a história de uma família, aparentemente perfeita, que se vê devastada de um momento para o outro como se um tornado lhes tivesse invadido a casa. O pai abandona o lar e a mãe descobre que é vítima de uma doença crónica que de repente a deixa incapacitada de cuidar do seu periclitante lar. Esta é a fórmula para o desastre, principalmente se lhe adicionarmos um adolescente com D.A. (défice de atenção), outra adolescente rebelde e um bebé de 2 anos.
Costuma-se a dizer que nas alturas de crise é que se vêem os verdadeiros amigos e neste livro a autora consegue provar isso mesmo.
De uma forma majestosamente intensa somos arrastados pelo turbilhão de emoções vivenciadas pelos membros daquela família. Do caos ao desespero, da inércia à raiva, do amor ao ódio.
Não é um livro fácil. Não é um livro “cor-de-rosa”. É um livro escrito com as cores garridas da vida que termina com uma mensagem de esperança. É, sem dúvida, e acima de tudo, um hino à vida.
Gostei bastante.