Livros lidos em 2009

1. "Flores na Tempestade" de Laura Kinsale (3*)
2. "Uma Vida Quase Perfeita" de Karen Kingsbury (3*)
3. "Nunca me Esqueças" de Lesley Pearse (5*)
4. "Gosto de Fazer Amor" de José F. Zurita (2*)
5. "O Segredo da Casa de Riverton"de Kate Morton (5*)
6. "Iris and Ruby" de Rosie Thomas (4*)
7. "As Cinco Pessoas Que Encontramos no Céu" de Mitch Albom (4*)
8. "Quem quer ser Bilionário?" de Vikas Swarup (5*)
9. "O Jogo do Anjo" de Carlos Ruiz Zafón (4*)
10. "Descalças" de Elin Hilderbrand (3*)
11. "Por Perto" de Martina Cole (3*)
12. "Irmãs tão queridas" de Eileen Goudge (4*)
13. "Onde estarás?" de Mary Higgins Clark (4*)
14. "Levado pelo Mar" de Nora Roberts (2*)
15. "Traição" de Lyndsey Harris (4*)
16. "A Árvore dos Segredos" de Santa Montefiore (5*)
17. "Sequestro em directo" de Sebastian Fitzek (3*)
18. "Amor à primeira vista" de Catherine Anderson (3*)
19. "O Ladrão de Arte" de Noah Charney (2*)
20. "O Dia da Tormenta" de Rosamunde Pilcher (3*)
21. "Marés de Inverno" de Luís Miguel Raposo (5*)
22. "A Vida num Sopro" de José Rodrigues dos Santos (4*)
23. "A Viagem de Morgan" de Colleen McCullough (5*)
24. "Mãe e Filha" de Marianne Fredriksson (3*)
25. "Pequenos Gestos de Amor Eterno" de Danny Scheinmann (3*)
26. "Beleza Assassina" de Chelsea Cain (4*)
27."Um Homem com Sorte" de Nicholas Sparks (3*)
28. " As Esquinas do Tempo" de Rosa Lobato Faria (3*)
29. "Como Salvar um Coração Partido" de Susan Richards (4*)
30. "A Doçura da Chuva" de Deborah Smith (4*)
31. "As Velas Ardem Até ao Fim" de Sándor Márai (3*)
32. "Duas Meninas Vestidas de Azul" de Mary Higgins Clark (3*)
33. "Bons Sonhos, Meu Amor" de Dorothy Koomson (5*) - merecia 6*!
34. "Alguém Como Tu" de Cathy Kelly (3*)
35. "O Pacto" de Jodi Picoult (4*)
36. "Kafka à Beira-Mar" de Haruki Murakami (4*)
37. "És o Meu Segredo" de Tiago Rebelo (2*)
38. "Para Ti, Uma Vida Nova" de Tiago Rebelo (2*)
39. "A Baía do Desejo" de Jojo Moyes (4*)
40. "Espero por ti este Inverno" de Luanne Rice (4*)
41. "Não Sei Nada sobre o Amor" de Júlia Pinheiro (4*)
42. "De Alma e Coração" de Maeve Binchy (4*)
43. "A Ilha da Paixão" de Eileen Goudge (4*)
44. "Agridoce" de Roopa Farooki (4*)
45. "Amores Negados" de Ángela Becerra (5*)
46. "Deixa Falar o Coração" de Billie Letts (3*)
47. "Nunca te Perdi" de Linda Howard (5*)
48. "Uma amiga como Shiva" de Marta Curto (3*)
49. "A Noiva Italiana" de Nicky Pellegrino (4*)
50. "Desconhecido nesta Morada" de Kathrine Kressman Taylor (5*)
51. "A Menina dos meus Olhos" de Patrick Redmond (5*)
52. "Pegadas na Areia" de Margaret Fishback Powers (3*)
53. "Romace na Toscana" de Elizabeth Adler (4*)
54. "O Que Falta ao Tempo" de Ángela Becerra (5*)
55. "O Jogo da Verdade" de Sveva Casati Modignani (4*)
56. "Um Passo à Frente" de Colleen McCullough (5*)
57. "Doce Vingança" de Jill Mansell (3*)
58. "Um Tigre Adormecido" de Rosamunde Pilcher (4*)
59. "Um Fogo Eterno" de Barbara e Stephanie Keating (5*)
60. "A Promessa" de Brunonia Barry (2*)
61. "Um Amor em Tempos de Guerra" de Júlio Magalhães (4*)
62. "O Longo Caminho de Olga" de Yolanda Scheuber (5*)
63. "O Colar" de Cheryl Jarvis (3*)
64. "Irresistível Tentação" de Jill Mansell (3*)
65. "Antes Que Seja Tarde" de Jacquelyn Mitchard (4*)
66. "Escolhi o teu amor" de Emily Giffin (4*)
67. "As Vinhas da Ilusão" de Benedetta Cibrario (3*)
68. "A Melodia do Adeus" de Nicholas Sparks (5*)
69. "A Cabana" de Wm. Paul Young (4*)
70. ""O Homem Encantador" de Marian Keyes  (4*)
71. "As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa" de Sofia Pinto Coelho (3*)
72. "Feitiços de Amor" de Barbara Bretton (3*)
73. "As Cores da Minha Vida" de Teresa Marques (4*)
74. "Frágil" de Jodi Picoult (5*)
75. "O Cônsul Desobediente" de Sónia Louro (4*)

"O Cônsul Desobediente" de Sónia Louro


Nem Salazar, nem Cunhal, nem Vasco da Gama, nem Afonso Henriques. O maior português de sempre foi... Aristides de Sousa Mendes.

Sinopse:
Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.

A minha opinião:
Até há bem pouco tempo não fazia ideia de quem foi Aristides de Sousa Mendes. Não imaginava o acto grandioso que levou a cabo, nem os resultados dessa atitude. Aristides de Sousa Mendes optou por desobedecer a uma ordem de Salazar e levou a cabo uma das maiores acções de salvamento orquestradas na Europa, aquando do inicio do terror nazi.
Pela sua mão consta-se terem sido salvas cerca de 30 mil pessoas. Apesar de saber que as suas acções teriam repercussões não hesitou… e na verdade acabou por morrer na miséria, tendo sido remetido à indiferença pelo estado português. Só há bem pouco tempo é que lhe foi dada a devida importância, e finalmente pudemos conhecer o carácter de um verdadeiro herói.
Devo ressalvar no entanto que não me agradou particularmente a forma como a história foi narrada pela autora, Sónia Louro. Ela optou por intercalar o percurso de vida do consul, desde a mais tenra idade, com os acontecimentos dramáticos que o tornaram conhecido. Talvez tivesse tornado a leitura menos "maçuda" se houvesse um desenrolar natural da história da vida de Aristides.
Mas é sem dúvida uma história a não perder.

"Frágil" de Jodi Picoult


Tudo pode quebrar. Mas algumas coisas doem mais do que outras.

Sinopse:
Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...

A minha opinião:
Nunca vos aconteceu ficarem zangados com um livro?
A mim já aconteceu algumas vezes. Hoje voltou a acontecer. Com este livro.
Espero não vos confundir… Eu adoro ler Jodi Picoult. Os temas que aborda, o modo como nos apresenta a história, a maneira como nos faz oscilar de opinião, fazem dela uma das minhas autoras favoritas e muito provavelmente uma das melhores autoras da actualidade. E este livro não foi excepção.
Mais uma vez vi-me perante um caso complicado. Parte dele está bem exposto na sinopse. Mas isso é apenas parte dele.
Não é fácil comentar um livro de Jodi Picoult. Principalmente por não sabermos o que dizer. Principalmente quando chegamos ao final e ficamos sem saber o que pensar ou o que sentir. Ou porque ficamos zangados.
Não consigo comentar sem revelar demasiado, por isso não o vou fazer.
Apenas vos digo que, apesar de tudo, valeu a pena esta leitura e que mais uma vez, aprendi algo:
Há coisas que não têm valor, devido ao valor inestimável que possuem.

De tantos pedaços de texto que nos tiram o fôlego e nos obriga a lê-los duas e três vezes, há dois especiais que tenho de aqui ressalvar:

Pág. 186 - 187
(…)
- Mas eu ainda não disse nada!
- Não tens de dizer adoro-te para dizeres adoro-te – disseste encolhendo os ombros. – Só tens de dizer o meu nome que eu sei.
- Como?
Quando olhei para ti, fiquei impressionada por ver tanto de mim própria no formato dos teus olhos, na luz do teu sorriso.
- Diz Cassidy – instruíste.
- Cassidy.
- Diz… Úrsula.
- Úrsula – repeti.
-Agora… - apontaste para o teu próprio peito.
- Willow.
- Não ouves? – disseste – Quando gostamos muito de uma pessoa, dizemos o nome dela de maneira diferente. Como se estivesse em segurança dentro da nossa boca..
- Willow – repeti, sentido a almofada de consoantes e o balançar das vogais. Terias razão? Poderia abafar tudo o resto que eu tivesse para dizer? – Willow, Willow, Willow – entoei, uma canção de embalar, um pára-quedas, como se pudesse amparar-te dos golpes que estavam para vir.
(…)

Pág. 279-280
(...) Quem sabe se há uma diferença entre ser-se uma mãe responsável e ser-se uma boa mãe.
- Há sim - disse eu, e Charlotte olhou para mim, na expectativa.
Apesar de não conseguir articular a diferença enquanto adulta, em criança, sentira-a. Fiquei a pensar por um instante.
- Uma mãe responsável é alguém que segue cada passo que o filho dá - disse eu.
- E uma boa mãe?
Olhei para Charlotte.
- É alguém que o filho deseja seguir.
(...)


Obrigada querida Amiga por esta oportunidade!

"As Cores da Minha Vida" de Teresa Marques


Sinopse:
Este livro é um relato sofrido, contado na primeira pessoa, da vida de uma mulher portuguesa independente, apaixonada e determinada que atravessa a segunda metade do século xx em luta contra os preconceitos de uma sociedade que asfixiava. É constituído por oito capítulos, cada um identificado por uma cor. São os acontecimentos que marcam o percurso da personagem principal que determinam cada uma das cores, as cores da sua vida. um país em ditadura, uma gente que vai procurar em áfrica o que aqui não encontrava, uma guerra que deixou feridas, mas também, as lutas estudantis, o 25 de abril, a reforma agrária… Dotada de uma personalidade muito forte, esta mulher é capaz de fazer as suas escolhas pessoais sem se deixar intimidar.

A minha opinião:
Muitas vezes damos por nós a ler livros enormes, cheios de páginas e páginas repletas de … nada. E eis que me surge nas mãos este pequeno livro, com apenas 129 páginas, cada uma delas cheias de significado e sentimento.
Num tom semelhante ao de um diário, a autora descreve os últimos 45 anos da sua vida, acompanhados de uma forma casual (por sinal, bastante interessante!) dos acontecimentos da atmosfera social e política de Portugal e do mundo.
Eu gostei imenso desta leitura, talvez exactamente pelo contexto em que a história está integrada.
De inicio encontramo-nos num Portugal profundamente manietado pelo regime salazarista, depois rumamos em direcção a uma das colónias, Moçambique, onde o ar que se respirava era um pouco mais livre, apesar de ainda se sentir o jugo do regime e apesar da guerra tão próxima. De regresso a Portugal, logo após o 25 de Abril, entendo finalmente as reticências que senti em pequena, quando alguém falava sobre os “retornados”. Daí para a frente todos os acontecimentos históricos saltam da minha memória à medida que são introduzidos na história. Até aos dias de hoje.
Com um olhar mais demorado pela capa, apercebo-me das semelhanças entre a própria autora e a personagem principal do livro.
Será este livro uma realidade? Ou será que a própria realidade se emaranha nos fios da meada da história? O resultado é algo extraordinário.
É um livro escrito por alguém que no final da sua vida se limita a contar uma história, sem fazer juízos sobre si própria ou sobre as escolhas que tomou. O tom é melancólico e talvez um pouco triste, mas é uma leitura perfeita para um final de tarde no sofá, acompanhado de uma boa chávena de chá.

"Feitiços de Amor" de Barbara Bretton

Até mesmo o coração mais duro pode ser conquistado por amor e um toque de magia

Sinopse:
Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes…
Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.

Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke… Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos.

A minha opinião:
Adoro ler e quase tanto como isso, adoro ver filmes. Por essa razão não há que admirar que quando leio um livro acabo sempre por analizar o seu potencial para ser adaptado ao grande écran.
Há livros que têm realmente um grande potencial, pela história em si ou pela forma como está contada, mas há outros, como este exactamente, que apesar de não possuírem uma história excepcional, pedem, gritam mesmo, para serem transformados em filme.
Para vos falar deste livro tenho de perguntar se por acaso viram e se lembram do filme “Magia e Sedução” (com a Nicole Kidman e a Sandra Bullock)?
Pois bem, este livrinho aborda o mesmo tema – a magia.
A história está pejada de fadas, bruxas, feiticeiras, trolls, duendes, vampiros, e todos os seres místicos que podem imaginar. Tem umas quantas lutas entre feiticeiras, autênticos combates, que quase nos fazem saltar da cadeira. E está escrita de uma forma muito engraçada, com um enorme sentido de humor.

Chloe faz workshops de tricot e as lãs que vende na sua afamada loja, são certamente produto de uma qualquer magia. Mas Chloe já com trinta anos, é meia-humana, e o seu lado feiticeiro ainda não se revelou.
Entretanto, e graças a essa demora, a vila onde mora e cuja verdadeira dimensão tem estado protegida do olhar humano através de um feitiço secular, começa a perder a sua protecção especial e algo tem de mudar quanto antes. Caso contrário certas forças ganharam poder e a pequena vila poderá desaparecer.

É uma história incrivelmente mexida! Tem acção q.b. para nos deixar irrequietos até conseguirmos terminar o livro. Isto se a magia nos deixar, claro. ;)
Gostei imenso e diverti-me muitíssimo. Acho que é uma prenda engraçada para o Natal.

"As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa" de Sofia Pinto Coelho


Sinopse:
As histórias que vai encontrar neste livro podem parecer insólitas, estranhas, até surreais, mas são verídicas. Da história da Juíza que resolveu um problema de barulho despejando água para casa dos vizinhos, ou de advogado que para obter cópia de um processo se viu obrigado a levar a fotocopiadora para tribunal… A jornalista Sofia Pinto Coelho, especialista em temas de justiça e Direito, acompanhou a maioria dos casos aqui relatados e traça um retrato real, divertido, mas rigoroso da justiça portuguesa.

A minha opinião:
Esta foi uma leitura interessante! Eis um livro pejado de casos, alguns dos quais já ouvimos falar nas notícias, outros que se assemelham a anedotas e outros ainda que nos mostram o estado deplorável da justiça em Portugal. Li histórias que me fizeram rir, mas também li histórias que me deixaram triste e horrorizada.
Foi no entanto uma leitura que acho ter valido a pena, pois acabei por perceber que a culpa não pode recair apenas em cima desta ou daquela pessoa ou até mesmo de uma instituição.
Há muita coisa mal na Justiça portuguesa, e acredito que mesmo com muito boa vontade dificilmente irão conseguir encontrar o caminho certo. Há muitos, muitos anos de trabalho mal feito, não só por muito juízes, mas também por muitos funcionários judiciais, advogados, políticos, etc... Já é o próprio sistema que está mal. Se não houver uma reforma de raiz, vai ser complicado mesmo.

No entanto, e como acho que devemos retirar essencialmente o que é bom, deixo aqui uma das histórias que me fez sorrir:
(...) conta-se a história de um homem do Norte que perguntou ao seu advogado se não deveria enviar um presunto ao juiz antes de ele ditar a sentença. O advogado desaconselhou-o vivamente, explicando-lhe que aquele juiz era impoluto e que isso até se poderia virar contra eles. No fim do julgamento, o homem ganhou o processo. O advogado disse então para o cliente:
Advogado: Está a ver… Queria você enviar um presunto ao juiz…!
Cliente: E mandei!
Advogado: Mandou…?!
Cliente: Sim, mas com um cartão a dizer que era da parte contrária!
(…)

"O Homem Encantador" de Marian Keyes


Sinopse:
Paddy de Courcy é um importante e encantador político irlandês, o «John F. Kennedy Jr. de Dublin». O seu charme e carisma conquistaram o país e a imprensa, mas a notícia do seu casamento vai revolucionar a vida social de Dublin e, sobretudo, a vida de quatro mulheres. Lola quase desmaia: Paddy era seu namorado... achava ela. Grace, uma jornalista que conheceu Paddy há muito tempo, mas que ainda se lembra bem dele, parte em busca da verdade seguindo Lola, que decide curar as suas feridas longe da cidade. Marnie, a irmã de Grace, também conhece bem o charmoso Paddy, o seu primeiro amor - que ela trata desesperadamente de esquecer. E Alicia, a rapariga com quem Paddy vai casar? Ela parece ser a mulher perfeita para um político conceituado como ele, mas... será que Alicia sabe realmente quem é este homem tão encantador?
Uma história repleta de lágrimas, risos, emoção e vida.

A minha opinião:
Mais uma vez encontro um livro cuja capa e sinopse são feitas no sentido de influenciar a compra e não se podem considerar propriamente fidedignas à realidade da história. É uma pena, porque não sendo uma comédia romantica, é um bom livro.
Fui espreitar a sinopse em inglês e há realmente uma notória diferença.
Opto por colocar aqui a minha tradução dessa sinopse para que me entendam melhor:

«Toda a gente se lembra do dia em que se soube que Paddy de Courcy ía casar. Mas para 4 mulheres em especial, a grande notícia sobre o carismático politico é particularmente importante.
A estilista Lola tem todas as razões para estar interessada em saber quem vai casar com Paddy – porque afinal de contas apesar de ser a sua actual namorada, não é definitivamente a sua noiva. De coração partido foge da cidade e refugia-se numa pequena cabana perto do mar. Mas será que o retiro idílico de Lola é mesmo que que ela estava à espera?...
Não, se a jornalista Grace tiver uma palavra a dizer sobre o assunto. Ela quer a história completa sobre o noivado de de Courcy e pensa que Lola tem a chave.
A irmã de Grace, Marnie, talvez a pudesse ajudar mas está demasiado ocupada a tentar manter incólume a sua vida aparentemente perfeita– um marido perfeito, duas filhas perfeitas e uma casa perfeita.
E sobre a futura Sra. de Courcy… Alicia esperou muito tempo para que o seu sonho se realizasse e está determinada em ser a mais perfeita esposa de um político. Mas será que ela tem consciência de quem é realmente Paddy de Courcy?
Quatro mulheres completamente diferentes. Um horrível homem encantador. E o segredo negro que os liga a todos…»

Sobre o livro em si...
Encantador, segundo o dicionário, que dizer charmoso, adorável, maravilhoso. Mas também pode querer dizer aquele que encanta ou feiticeiro.
Paddy de Courcy é no fundo um homem horrível que deixa um rasto de destruição em todas as mulheres que toca.
Este romance belissimamente bem escrito aborda temas muito variados, como o alcoolismo, a dependência emocional, os abusos físicos sobre as mulheres, a política, o jornalismo, etc.
É uma história bastante verosímil e pode servir de “abre-olhos” para muita gente.
Quase que aposto que numa ou outra altura das nossas vidas, todas conhecemos melhor ou pior um Sr. Paddy de Courcy.
Este é um livro que vale a pena.

"A Princesa de Gelo" de Camilla Läckberg


Sinopse:

De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir.
Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.
Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…

A minha opinião:
A nossa mente é uma coisa engraçada. Não sei se isto terá a haver com a nova rubrica do Nuno Markl na Rádio Comercial (A Caderneta de Cromos) ou pelo facto de nos encontrarmos numa era nitidamente saudosista dos anos 80… O certo que é que esta leitura levou-me a viajar no tempo e a relembrar os livros que lia quando era mais pequena.
Toda a gente se lembra de “Os Cinco” e “Os Sete” de Enid Blyton, e até das aventuras de “Patrícia”, da autora Julie Campbell. Mas quem se lembra de “Carlota” de uma autora chamada Gretha Stevns? Nem eu me lembrava. Até agora.
Eram livros de aventura do mesmo género que os anteriores, mas os locais onde essas aventuras se passavam eram bem diferentes dos demais e até do meu quotidiano - num país do norte da Europa, Noruega, Dinamarca ou Suécia. Não sei bem. O que interessa é que havia neve por todo o lado e estava sempre um frio de rachar! Foi isso que ficou bem gravado na minha memória. Isso e as palavras e nomes estranhos que hoje recordo sempre que entro no IKEA! lol

Bem, regressando a Outubro de 2009, mais concretamente ao livro que acabei de ler… “A Princesa de Gelo” levou-me realmente de volta a essas leituras de pré-adolescência, por isso foi com grande prazer que o li.
É claro que o facto de ser um excelente policial também ajudou. Nesse aspecto, acho que é exactamente por ser um policial escrito por uma autora escandinava que o achei tão refrescante!
(Nota: Tenho de investigar mais livros de autores com essa origem.)

Como policial merece indubitavelmente as minhas 5*!
A história está bem desenvolvida, e apesar de determinadas situações serem algo previsíveis, o desenrolar da história traz-nos muitas surpresas e a meio do livro torna-se claro que vai ser complicado interromper a leitura até chegarmos ao final.
Também gostei particularmente a forma como outro tipo de assuntos são abordados.
É um livro muito, muito interessante que recomendo.