"O Amor Está no Ar" de Dorothy Koomson

Sinopse:
Deixe-se levar pela magia do amor...
Depois de sair de Londres para seguir o seu desejo de mudar de vida, Ceri D'Altroy jura abandonar definitivamente as suas manias de casamenteira. Isto porque parece que a sua simples presença acaba por incentivar as pessoas que encontra pelo caminho a mudar de vida.

No seu novo emprego, conhece Ed que decidiu declarar o seu amor por uma mulher que o enlouquece; Mel e Claudine, dois amigos de longa data que resolvem iniciar um romance ilícito; e Gwen, a chefe de departamento que é uma fumadora compulsiva e esconde um segredo profundo e sombrio que só quer partilhar com a sua nova funcionária.

Quem entra em contacto com Ceri, nunca mais volta a ser o mesmo.
Será ela o Cupido dos tempos modernos?


A minha opinião:
Dou-me por muito satisfeita por raramente ligar às sinopses! Geralmente até só as leio lá para o 3º ou 4º capítulo e quando acho que preciso de esclarecer alguma dúvida.
Eu sei que começo a parecer um disco riscado, mas isto é sinceramente algo que me chateia! As editoras estão constantemente a optar por uma estratégia de marketing que visa atingir um determinado público alvo, e há situações em que essa estratégia deturpa por completo a mensagem de um livro, ou seja, a sinopse, o título e até a capa não correspondem 100% ao que se encontra no interior.
Vejam a sinopse em inglês deste mesmo livro e descubram as diferenças com a sinopse em português:

The Cupid Effect
«Ceri D'Altroy watches too much Oprah Winfrey - and it's having serious repercussions. Bored with London life and writing yet another 'have the perfect orgasm' feature, she's decided to take Oprah's advice and follow her heart's desire. Going back to college might not be everyone's dream but all Ceri's ever wanted to do is lecture...

Unfortunately, Ceri's new start seems to involve disrupting lives: within days she's reunited a happily uncoupled couple, encouraged her new flatmate to do something about his unrequited love, and outed the secret relationship of her two colleagues. Only, while Ceri's playing Cupid for others, the highlight of her social calendar is trying a new hair conditioner. Something needs to be done, but can Ceri stick to her vow to give up her accidental matchmaking for good...?

A delicious comedy about love, life and following your heart.»


Sobre o livro exactamente, posso dizer que não sei exactamente se fiquei desiludida ou não. É que o registo deste livro difere por completo dos anteriores - A Filha da Minha Melhor Amiga, Pedaços de Ternura e Bons Sonhos, Meu Amor.
Não é um livro que se possa considerar arrebatador ou magnífico, mas é um livro que se lê com facilidade e que nos prende (esse é aliás o grande dom da autora!), diverte-nos e também nos faz pensar um pouco sobre certas questões como a amizade, o amor e a vida.
Não fiquei de todo surpreendida ao descobrir que este foi o primeiro romance da autora (nota-se o amadurecimento da escrita nos seguintes) e gostei imenso de saber que a personagem de Ceri foi de certa forma inspirada na própria autora e na sua “habilidade” de ajudar as outras pessoas a resolver os problemas nas suas vidas, quando ao mesmo tempo, e segundo as suas palavras, demonstra uma tão grande falta de clareza ao resolver as suas próprias questões.
É um livro engraçado, mas ao qual falta um pouco de magia (a tal mencionada na sinopse portuguesa!) para o tornar especial.

"Uma Casa na Irlanda" de Maeve Binchy

Sinopse:
Ria e Marylin não se conhecem - vivem a milhares de quilómetros de distância, separadas pelo oceano Atlântico: um numa grande e acolhedora casa vitoriana em Tara Road, Dublin, a outra numa casa moderna em Nova Inglaterra. Seria difícil encontrar duas mulheres mais diferentes; a vida de Ria centra-se na sua família e nos seus amigos, enquanto a de Marylin conheceu muito sofrimento. Mas quando cada uma delas precisa de sair do ambiente que as rodeia, uma troca de casas parece ser a solução ideal. Juntamente com as casas emprestadas surgem os vizinhos e os amigos, os mexericos e as especulações quando Ria e Marylin trocam de casas durante o Verão...

A minha opinião:
Este é daqueles livros que ando para ler há imenso tempo. Chegou a estar em minha casa, como empréstimo de uma amiga, mas a edição tinha umas letras tão pequeninas que perdi logo a vontade de lhe pegar e acabei por devolvê-lo. Depois, no ano passado, li um outro livro desta autora, "De Alma e Coração" que me deixou encantada, quando no Natal reparei que "Uma Casa na Irlanda" tinha sido publicado como livro de bolso, comprei-o assim que tive oportunidade. As letras eram aceitáveis e apesar de não ser uma leitura tão confortável, serviu bem o seu propósito.

A história é uma história de mulheres, sobre mulheres e para mulheres. Fico seriamente na dúvida se um homem conseguiria descortinar toda a acção que se desenrola à volta de Ria. lol Acho que se perdia entretanto! Tal como no outro livro, a autora não se limita a contar a história de uma mulher. Ela entra em pormenores sobre a vida de todas as pessoas que fazem parte do seu circulo de amigos e família. A meio do livro, esse círculo entretanto alarga-se, quando devido a uma série de peripécias e conicidências, Ria acaba por trocar de casa durante dois meses com uma americana.
E foi aqui que percebi, que esta história não me era totalmente desconhecida. Quer dizer, a sinopse aborda apenas uma parte da história... talvez a segunda parte do livro, por assim dizer, e foi nessa parte que foi inspirado o filme "Tara Road" (Vidas Trocadas, em português), filme que vi há alguns anos.
Devo dizê-lo que o filme está muito aquém do livro. É um filme fraquinho, por assim dizer, mas talvez seja interessante revê-lo após esta leitura.
O livro chega a ser quase cansativo, de tão envolvente que é. Sentimo-nos solidários com Ria e a torcer para que consiga dar uma reviravolta à sua vida.
Gostei bastante e assim que houver oportunidade hei-de pegar novamente em qualquer coisa desta autora.

Ler faz perder calorias!

Ler livros de acção, aventura ou sexo faz perder duas vezes mais calorias do que se estiver parado. A conclusão é de um estudo britânico divulgado pela BBC.

Quando o corpo está imóvel gasta uma caloria por minuto, contudo, a companhia de um livro destas categorias pode ajudar a queimar o dobro das energias, reconhecem os investigadores.
De acordo com os especialistas do estudo, o motivo para a perda de peso encontra-se no enredo destes livros, que ajudam o organismo a produzir a hormona da adrenalina em maior quantidade, o que permite reduzir o apetite e, como consequência, ajuda a perder peso.

(Excerto retirado do Portugal Diário)

Já percebi tudo.
Tenho é de ler mais livros de acção, aventura ou sexo! ;)

"Até que a Morte Não Vos Separe" de Lincoln Child

Sinopse:
Lewis e Lindsay Thorpe eram a imagem do casal perfeito: jovens, atraentes, feitos um para o outro. Quando os Thorpe cometem um duplo suicídio, soam os alarmes numa torre de Manhattan, sede dos escritórios da Eden Incorporated, uma agência matrimonial de alta tecnologia, com um historial de sucessos sem precedentes. Christopher Lash, um ex-psicólogo forense do FBI, recebe um apelo da agência para que investigue, rápida e discretamente, as duas mortes. Mas, quando outro casal é encontrado morto nas mesmas circunstancias, a administração decide dar ao investigador acesso total à Eden e ao seu espantoso labirinto da inteligência artificial, um complexo tecnológico capaz de dar resposta a todas as expectativas dos clientes da empresa. Mas também passível de correr mal.
 
A minha opinião:
Este é o tipo de livros que normalmente pousam na mesinha de cabeceira do outro lado da cama. ;) Lincoln Child (junto com Douglas Preston) são a dupla maravilha que o meu maridão tanto gosta de ler. Eu confesso, nunca li nada destes autores, mas como não desgosto de um bom policial, ao ler a sinopse deste livro a solo de Lincoln Child, fiquei interessada e lá embarquei nesta aventura.
É realmente um tipo de escrita viciante. Logo nas primeiras páginas senti-me agarrada, e soube que não ía demorar muito até terminar esta leitura.
É uma história interessante, cujo tema central se baseia numa ideia já um pouco explorada, quer na literatura quer no cinema: a inteligência artificial. Mas neste caso, essa inteligência artificial está vocacionada para o emparelhamento de seres humanos, para a criação de casais perfeitos. Correspondências a 100% são extremamente raras, mas a Eden (assim se chama a empresa) conseguiu atingir esse objectivo, e entre os milhares de pessoas cujas uniões foram bem sucedidas, encontram-se 6 super casais, os casais perfeitos.
Quando um desses casais comete duplo suicídio, campainhas de alarme começam a soar. Se é um casal super feliz, perfeito na sua união e vida, como é possível que se tenham suicidado? Para encontrar a resposta a esta pergunta, não como senão nos juntarmos a Christopher Lash, um ex-agente do FBI, psicólogo forense, que inicia uma investigação fascinante e nos leva rumo à obscura e impensável verdade.
Gostei imenso da forma como a história está organizada e parece-me que as personagens são bastante credíveis e bem apresentadas.
Merece as minhas 4*.

"O Jardim dos Segredos" de Kate Morton

Sinopse:
Uma criança perdida: em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.

Um terrível segredo: no seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst.

Uma herança misteriosa: aquando do falecimento de Nell, a neta, Cassandra, depara-se com uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.

A minha opinião:
Um jardim com um século de existência e um oceano de separação entre a verdade e o mistério. Eis os ingredientes certos para uma história absolutamente fabulosa!
Li o primeiro livro da autora, “O Segredo da Casa de Riverton” e achei-o fantástico. Quando soube que “O Jardim dos Segredos” ía ser publicado em Portugal, senti as minhas papilas gustativas literárias (lol) a saltitarem de desejo. A leitura da sinopse aguçou-me ainda mais a curiosidade, mas nada me fazia esperar o quão incrível iria ser esta leitura.
Ainda há pouco tempo aqui falei sobre as sensações / reacções que um livro nos pode provocar. Pois a leitura deste livro provocou-me um estado de espírito de verdadeira expectativa, de antecipação, de borboletas na barriga causadas pela curiosidade, pela obsessão em deslindar o mistério. É fantástico quando um livro nos atinge assim!

Com um século de diferença, Nell e Cassandra, avó e neta, tentam descobrir o mistério que envolve a vida de Nell até aos quatro anos. Quem foram os seus pais, os seus avós, a sua família? Como chegou à Austrália sozinha num barco? E principalmente… porquê?
Como se um complicado puzzle nos fosse colocado à frente, somos convidados a participar nessa busca pela verdade e rapidamente nos sentimos envolvidos pela história. Achei particularmente fascinante a forma como a autora saltita no tempo, de 1900 para 1975 para 2005, sem que nos faça perder o rumo. São poucos os autores que se podem gabar de o conseguir fazer.
Também são deliciosos os contos que nos são apresentados como obra de Eliza Makepeace. Fizeram-me lembrar as histórias de princesas, fadas e rainhas más que a minha mãe me contava quando era pequena. No entanto, são muito mais que apenas uns obscuros contos de fadas e quem sabe, encerram toda a verdade. Leiam com atenção e saboreiem cada pormenor deste “Jardim dos Segredos”. Quem sabe o que poderá estar escondido por trás de uma pétala de rosa?

"O Último Beijo" de Luanne Rice

Sinopse:
A força incomparável do verdadeiro amor numa história marcante de uma comunidade a braços com um mistério devastador e de uma mulher que recupera o amor que acreditava estar perdido para sempre.

Um jovem de dezoito anos sai de casa, numa noite de Verão, e é encontrado morto - assassinado - menos de vinte e quatro horas depois. As pessoas lamentam o trágico acontecimento, mas a vida continua. Contudo, e se o jovem fosse o nosso filho? Ou o nosso verdadeiro amor?
Quase um ano após a morte do filho, a cantora e compositora Sheridan ainda não consegue tocar uma única nota. Refugiada na casa de praia, vive paredes-meias com as memórias e com uma dor demasiado profunda para partilhar com quem quer que seja. Nem tão poço consegue consolar a namorada de Charlie, Nell Kilvert. A jovem, por seu lado, não descansará enquanto não descobrir o que aconteceu de facto ao seu amor, decide, então, chamar alguém que vai mudar a vida de todos - a alma gémea de Sheridan, Gavin Dawson.
Num barco ao largo de Hubbard’s Point, Gavin observa a casa da mulher que sempre amou. Sheridan havia também, um dia, acreditado no poder do amor. Mas essa crença morreu com o filho…
Profundamente emotivo, O Último Beijo evoca o poder do passado para sarar os corações partidos, mas também para reabrir velhas feridas, numa inesquecível história de amor.

A minha opinião:
Os livros podem causar ao leitor uma série de emoções e reacções físicas.
Ficar emocionado e chorar é a mais comum, e confesso que não são poucas as vezes que isso me acontece (sou mesmo uma lamechas :P). Também nos pode despertar desejos, de um determinado tipo de comida, por exemplo (não sejam malandrecas!). Aconteceu-me isso com o livro “Irmãs tão Queridas” pois a forma como falavam do chocolate era absolutamente tentadora, ou há bem pouco tempo com o livro “Quero-te Muito” em que um dia o jantar teve mesmo de ser pizza tal eram as vezes que a mesma tinha surgido durante a leitura (a acção passava-se em Roma).
Agora… esta nunca me tinha acontecido!
Arrepios! Sim, arrepios!! Mais ou menos a 1/4 do final do livro eis que começa o arrepio em determinadas passagens. Impressionante!!
Na verdade, e quem leu outros livros desta autora sabe-o bem, há sempre uma forte influência irlandesa. E este livro não é excepção, bem pelo contrário. A força da magia irlandesa está bem patente e há alturas em que não podemos deixar de nos impressionar.

Sheridan (mãe) e Nell (namorada) vêem as suas vidas viradas do avesso ao perder Charlie. É certo que têm o apoio da família, dos amigos e de toda uma comunidade, mas isso não é o suficiente. Há que desvendar o mistério que envolve a morte de Charlie. Para isso surge um fantasma do passado – Gavin, que vai investigar as circunstâncias que levaram a tal tragédia. Mas a presença dele vem despertar sentimentos há muito adormecidos e em breve nota-se que a cura de Sheridan passa também pela aceitação de que há coisas que estão escritas e que mais cedo ou mais tarde têm de se cumprir.

Julgo que a verdadeira magia está na forma magnífica como a autora consegue explorar e nos transmitir os sentimentos das suas personagens. A tristeza e a dor acompanhadas por uma melancolia latente ao reavivar os sentimentos do passado são algumas das emoções que podemos sentir vibrar através das páginas.
É uma leitura lindíssima, que recomendo!
Belíssimo!

(Obrigada querida Bé por mais este empréstimo!)