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"Os Ingredientes do Amor" de Nicky Pellegrino

Que livrinho magnífico! Soube-me mesmo bem lê-lo. Foi refrescante e envolvente.  :)
É uma história muito gira, com personagens mundanos, simples mas cativantes, e com algumas lições de vida deveras interessantes.
Agora, a verdadeira magia desta autora está na forma como incorpora a comida nas suas histórias, nomeadamente a cozinha italiana. É sem dúvida uma verdadeira tentação ler os seus livros, e este não foi excepção!
Dei por mim vezes sem conta a tirar notas sobre este ou aquele prato, como até sobre algo tão simples como xarope de romã (sabiam que é perfeito para pincelar uma peça de porco que vá ao forno?).
E a localização daquela villa perto de Triento, em Itália? Apeteceu-me correr para o aeroporto e lançar-me na aventura de descobri-la.
Um livrinho mesmo fantástico!

Obrigada por este maravilhoso empréstimo querida Paulinha! Tenho a certeza absoluta que vais adorar este livro. É perfeito para ti!

Sinopse:

Olhei pela janela, para a desfocada Inglaterra a passar, e decidi que dali em diante cada dia seria um bónus. O meu tempo seria usado sabiamente. Eu ia espremer tudo o que a vida tinha para dar.

A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora a filha já seguiu o seu próprio caminho e o marido caiu num misterioso silêncio, deixando-a a sós com a sua horta numa pequena casa isolada junto à costa italiana.
Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena vila no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…

Porque o amor e a coragem são alguns dos ingredientes essenciais para uma vida repleta de sabor, Nicky Pellegrino está de volta com um romance de fazer crescer água na boca e inspirar os corações mais obstinados.

"Uma Palavra Tua" de Elvira Lindo

Há livros que são para ser saboreados. Cada palavra, cada frase, calmamente reconhecidas, interiorizadas, degustadas. Este é desses livros assim. Sem dúvida que me aguçou o palato literário.
A forma de escrita intimista é absolutamente surpreendente. Dei por mim a ler duas e três vezes o mesmo parágrafo para recebê-lo na sua plenitude, dei por mim a rir com o sarcasmo, com o humor negro, com os trocadilhos de linguagem, dei por mim de lágrima no olho, ou chocada com esta ou aquela situação.
Não é uma história floreada, cor-de-rosa, um romance bonito que nos faz sonhar. É uma história escrita a crú, sobre duas mulheres, sobre as suas vivências, sobre a sua estranha mas poderosa amizade.
É realmente um livro extraordinário.

Sinopse:
Galardoado com o Premio Biblioteca Breve 2005, Uma Palavra Tua traz-nos as histórias de vida de Rosário e Milagros, duas mulheres desajustadas, dois percursos existenciais que se cruzam nas ilusões e realidades que dão forma ao medo de não merecerem ser felizes. Uma amizade feita de encontros e desencontros, de solidariedade e de influências mútuas entre duas varredoras de rua madrilenas, duas pessoas comuns, com vidas comuns que escondem uma natureza indomitável, grandiosa. Um romance arrebatador, irónico, que adquire a profundidade da nobreza humana de uma tragédia antiga no mundo contemporâneo.

Em 2008 este belíssimo livro foi adaptado por Ángeles González Sinde para o grande écran, obtendo excelentes críticas.
Aqui fica o trailer:

"Troca de Identidades" de Don & Susie Van Ryn - Colleen, Newell e Whitney Cerak

Este era um livrito que eu queria ler há já imenso tempo, cuja história me suscitou imensa curiosidade. Graças a uma amiga atenta, pude finalmente lê-lo. (Obrigada, Cris!)

Não sou grande fã de histórias verídicas, mas esta realmente chamou a minha atenção, não só pelo “bizarro” da situação (como é que a família da sobrevivente, que afinal não era, a reconheceu como sua?), como também pelo fantástico testemunho dos próprios familiares e demais intervenientes através de entradas num blog e em diários.

É uma história verdadeiramente interessante de se conhecer. A fé é realmente uma poderosa arma, e abençoados são os que a possuem.

 

Sinopse:

Laura Van Ryn e Whitney Cerak, duas jovens universitárias, foram vítimas de um trágico acidente de viação. Uma foi sepultada sob o nome errado, a outra ficou em estado de coma e a ser tratada por uma família que não era a sua. Troca de Identidades é uma história sem precedentes de duas famílias traumatizadas, que, ao descreverem a bizarra provação a que foram sujeitas, descobrem o laço que as une enquanto enfrentam a reviravolta de uma vida perdida e de uma vida redescoberta.

Enquanto as famílias tentam lidar da melhor forma com a chocante revelação, Whitney Cerak, a única sobrevivente, luta por um novo começo.
Troca de Identidades tece uma envolvente narrativa de perda, esperança, fé e amor perante uma das mais estranhas ironias do destino que se possa imaginar e celebra as dádivas e os mistérios insondáveis da vida.

"O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë

Esta é daquelas críticas que eu gostaria de elaborar como deve de ser, dar mais enfase ao livro, falar da sua autora e daquela época. Mas já tanto foi escrito sobre O Monte dos Vendavais e Emily Brontë que eu nada iria acrescentar com uma nova tese. Fico-me então pela minha humilde opinião sobre este grande livro...

Há certos livros que temos de ler (leia-se “devemos”), quer por serem uma referência na literatura, quer por outros motivos. Este, encontrava-se na minha pilha TBR (To Be Read) há já alguns meses, mas até agora não me tinha sentido inclinada para ele. Normalmente diz-se que "quando a esmola é muita, o pobre desconfia", e eu não entendia muito bem o alarido à volta deste livro. Foi o facto de aparecer referenciado num outro livro – Daphne – que me obrigou a pegar-lhe de forma a entender melhor as referências aos irmãos Brontë.

E eis que me vejo completamente embrenhada numa leitura no mínimo perturbante. As personagens criadas por Emily Brontë são fascinantes e o enredo é deveras inquietante. O notório domínio da autora sobre as características da natureza humana, principalmente o seu lado negro, torna as descrições sobre as emoções das suas personagens em algo magnífico e é obviamente essa uma das grandes razões por este livro se ter afirmado como um dos grandes clássicos da literatura romântica do séc. XIX.
É sem dúvida um livro muito interessante, poderoso e inquietante, que com toda a certeza uma segunda leitura daqui a uns tempos o vai tornar em intemporal para mim.

Sinopse:
O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura.

"Almas Gémeas" de Alan e Irene Brogan

Aqui está um título perfeito! Os meus parabéns a quem tomou esta decisão. Condiz com a história na perfeição, pois Alan e Irene eram, sem dúvida, duas almas gémeas.

A maravilhosa e verídica história deste casal, escrita com a simplicidade das suas memórias, é uma prova em como não devemos nunca deixar de acreditar no poder do amor, e que nunca, mas nunca, devemos desistir de o procurar e contentarmo-nos com menos.
Quem já encontrou a sua alma gémea, sabe do que falo. ;)

Uma bela leitura para intercalar com outras mais pesadotas.

Algumas pessoas estão destinadas a ficar juntas.

Sinopse:
Uma arrebatadora história de amor.
A prova de que a realidade pode ultrapassar a ficção.
Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Eram ambos sensíveis e solitários. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus. A Irene disseram que ele fora adoptado e, embora destroçada, a menina encontrou consolo na ideia de o amigo ter então um lar carinhoso e feliz. Mas a realidade era bem diferente. Abandonado e só, Alan queria apenas dizer a Irene que nunca a esqueceria. Por ela, fugiu vezes sem conta. Foi sempre apanhado e, de cada vez, os castigos foram mais brutais.
Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Nas suas vidas – frequentemente difíceis, sempre solitárias – sabiam faltar algo. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro…
Até que, um dia, quarenta anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los. Relato doloroso de abandono, crueldade e sobrevivência, Almas Gémeas é, acima de tudo, uma história espantosa que confirma uma verdade fundamental: o amor consegue vencer todos os obstáculos.

Alan e Irene Brogan casaram em 2007. Alan trabalha em gestão e Irene é uma feliz e orgulhosa mãe, avó e dona de casa. Residem actualmente em Sunderland, em Inglaterra.

"A Ilha Debaixo do Mar" de Isabel Allende

Há livros que lemos e que no momento a seguir esquecemos. Há personagens que nada nos dizem e que saem da nossa mente tão suavemente como entraram.

E há livros e personagens que nos deixam saudades, no preciso momento em que lemos a última linha da sua história.
Este livro e a história de Tété e de sua família e seus amigos, são um desses casos.

Um dos meus livros favoritos de sempre é Eva Luna, desta mesma autora (e que por sinal tenho de reler em breve!) e cuja personagem nunca me esqueci.
"Chamo-me Eva Luna, que quer dizer ‘vida’ (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória."

Li também a Casa dos Espíritos e vi o filme, pelo qual me apaixonei, e ainda me lembro das mulheres daquela família (Clara, Blanca e Alva), mas passados uns anos, quando peguei em "A Soma dos Dias" a desilusão instalou-se em mim. Senti-me quase que defraudada, pois a magia que me tinha envolvido com Eva Luna não se encontrava ali.
Desiludida (leia-se quase zangada) não voltei a pegar em nenhum livro de Isabel Allende. Até agora. Quando achei que esta birra não fazia sentido e que estava a perder leituras magníficas.
E pronto. Embarquei rumo a Saint Domingue e conheci a Tété. E encontrei novamente a mesma magia sedutora e envolvente de Eva Luna e da Casa dos Espíritos. :)

Nesta história Isabel Allende aborda o tema da escravatura em finais do séc. XVIII, e pela mão da pequena Tété, ficamos a conhecer como nasceu o Haiti, naquela altura conhecido por Saint Domingue. A opressão dos colonos franceses, as plantações de cana de açúcar, a escravatura e finalmente a rebelião dos escravos que dizimou milhares, tanto de um lado como do outro. Nessa altura viajamos com Tété rumo a Cuba e mais tarde para Nova Orleães no Louisianna, ainda colónia espanhola, prestes a ser vendida aos franceses e uns anos mais tarde à América do Norte.

A vida de Tété, os seus sofrimentos, as suas paixões, a forma simples e honesta como encarava a vida, a sua integridade como pessoa, a sua fragilidade e a sua força, são sem dúvida as principais razões que nos levam a ler com avidez cada página desta sua história.

«Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova.»

É uma história lindíssima que não irei esquecer.

(Obrigada querida Betita por este empréstimo!)

Sinopse:
Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica.
A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.

"A Andorinha e o Colibri" de Santa Montefiore

Ok. Vamos falar de títulos. Há títulos curtos (Compaixão, de Jodi Picoult), há títulos longos (A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, de Stieg Larson), há títulos que fazem todo o sentido (O Menino que Não Gostava de Ler, de Susanna Tamaro) e há títulos que não têm nada a ver...
Alguém que tenha lido este livro me faça o favor de explicar o que é que o raio do colibri tem a haver com o assunto!!! É que nem se trata de uma "tradução livre" do título em inglês. Não! O título está traduzido à letra!
Está bem, eu entendo que ali no jardim de uma das personagens a magia estava no ar e era normal aparecerem pássaros fora da sua rota de migração... mas não se fala de colibris. Será uma analogia entre George, o aviador e Rita, a sua apaixonada? Não faço a mínima ideia.
E pronto, isto intrometeu-se na minha opinião do livro porque eu já nem conseguia pensar. Tinha de o tirar do meu sistema! lol Agora já está!

Adiante... sobre o livro só posso dizer que mais uma vez me senti fascinada com a forma com que Santa Montefiore nos apresenta os locais onde se passa a acção, nomeadamente o Sudoeste de Inglaterra (Devonshire) e uma vez mais, a Argentina, a bela e apaixonante Argentina, que tive o prazer de conhecer através do seu primeiro livro, A Árvore dos Segredos. Não há dúvida que esta autora se encontra eternamente dividida entre estas duas regiões, pois até agora, todos os romances que li dela saltitavam de um ponto para o outro.
Bem, a história em si, no entanto, pareceu-me desta vez, um pouco ultrapassada. A ideia de uma jovem que fica eternamente à espera que o seu amor regresse (mesmo depois de saber que ele casou com outra!) soa-me demasiado trágica e um péssimo exemplo para as mulheres, deixem-me que vos diga! Talvez fosse assim naquela época do pós-guerra, mas para mim, se o tal Sr. George a tinha trocado por outra, aquela D. Rita devia era ter dado a volta por cima, casar com outro, e arranjar maneira de lhe ensinar uma lição. Assim é que era! ;)
De qualquer das formas, é um romance muito lindo, com personagens fascinantes, tanto na família do lado de Rita, como na família de George.
Gostei.

(Já agora... outra pergunta para quem também leu este livro... a história da fulana americana - Susan - não vos soou demasiado falsa? lol)

Sinopse:
George partiu para a guerra. Rita, a namorada de infância, alegra-se com o seu regresso mas cedo percebe que o homem que amava mudou. Distante, guardando para si as histórias de guerra que o atormentam, aceita o convite da tia e parte para a Argentina. Não quer contudo que Rita o acompanhe. Ela promete esperar, mas muito acontecerá até ao seu regresso a Devonshire. Uma tocante história de amor e auto-descoberta entre a Inglaterra e a Argentina do pós-guerra. George partiu rapaz, regressa homem. Para trás deixou a pequena vila rural onde nasceu e onde planeara viver toda a sua vida (ao lado de Rita). Mas quando volta à terra Natal George não é já o mesmo. Inquieto, incapaz de assentar, decide aceitar o convite da tia que tem uma quinta na Argentina e parte sem a noiva de infância. Ela ainda promete esperar, e também ele espera voltar a apaixonar-se por ela, mas cada um vai viver a sua própria vida, em continentes diferentes. Voltará o destino a uni-los? Uma intensa saga de família, reveses, amor e reencontros, a envolver-nos do princípio ao fim de mais um romance assinado por Santa Montefiore.

"O Recife" de Nora Roberts

Uau!! Ao fim de quase 2 anos sem pegar num único livro desta autora, cedi à tentação do mar azul apresentado na capa e li um livro de Nora Roberts. Agora é provável que volte a demorar mais uns tempos até pegar noutro. lol É que continuam exactamente a mesma coisa: um romance que mistura intriga, mistério e paixão, mas com uma fórmula já muito repetida. Se formos bem a ver, era a leitura ideal para férias... E a história até não é má, abordando o tema da arqueologia marinha e tendo como pano de fundo belíssimas paisagens marítimas, mas enfim, é Nora Roberts e confesso que foi um suplício para chegar ao fim do livro. lol

Sinopse:
A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter. Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.
E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.

"Compaixão" de Jodi Picoult

Tenho uma amiga que diz que os livros desta autora a põem “doente”. E não é sem razão! Tenho lido todos os livros da Jodi Picoult lançados em Portugal e realmente esta autora arranja sempre forma de abordar os mais controversos e actuais temas, que mexem com o leitor de uma maneira impressionante. Ninguém consegue ficar indiferente!

Mais uma vez, com este “Compaixão” ela volta a fazer magia.

Abordando a eutanásia e o adultério e tendo como tema de fundo o amor entre duas pessoas, ela leva-nos por uma montanha russa de emoções, abrindo-nos a mente e o coração e obrigando-nos a reflectir sobre os nossos próprios sentimentos e opiniões.

Para mim há uma frase brilhante que sempre hei-de associar a este tema:
"... Acreditamos naturalmente que o ódio leva uma pessoa à acção. Porque não o Amor?..."

É um livro simplesmente fantástico que recomendo!

Sinopse:


Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria?


O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron McDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável: Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie – fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: Quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral?
E o que é que significa amar verdadeiramente alguém?

"Além Tejo" de Catarina Pereira Araújo

Entre as minhas leituras favoritas encontram-se os livros escritos tendo como pano de fundo a nossa história mais recente. Neste último ano, reparei agora, já li uns quantos romances passados nessa época, mas não me parece que tenha dado o tema por esgotado. É que para além de saciar a minha curiosidade sobre os anos em que os meus pais viveram (o meu pai nasceu em 1925 e a minha mãe em 1930), fico sempre feliz por conhecer um pouco mais sobre este nosso país, sobre os tempos idos que nos moldaram como povo e como nação.

Este livro foi uma agradável surpresa.
Não conhecia a autora e apesar de se notar a sua juventude por entre as linhas que escreve, não se denota uma imaturidade na escrita, mas antes uma frescura que torna a leitura mais apetecível. Não é portanto de estranhar que as 320 páginas tenham passado a correr pelos meus olhos curiosos.
Apenas julgo que é dada uma maior relevância à história em si, sendo parcos os ramos da realidade que se entrelaçam na mesma. Não sei se me fiz entender… É que acho que é exactamente aí que a juventude da autora se revela. Não que isso seja de todo mau, mas deixou-me com um sabor a pouco na boca. É o único reparo que tenho a fazer. De resto gostei imenso de conhecer a personagem de Isabel, uma mulher à frente da sua época, um retrato fidedigno de tantas mulheres que naqueles tempos começaram a questionar-se sobre o seu papel na sociedade. De igual forma gostei do modo como foi apresentado o outro lado, ou seja, as mulheres que não se limitavam a subjugar à doutrina salazarista, mas que antes pelo contrário, a defendiam com unhas e dentes. "Ouvi" muitas vezes a voz do meu pai chegar até mim nesta leitura: o lugar da mulher é em casa, tomando conta dos filhos e gerindo o seu lar, onde é rainha e senhora...
Também gostei muito de conhecer a realidade Alentejana naquela época, e que sem dúvida ecoa ainda nos tempos de hoje. Basta visitarmos Moura para o percebermos.

Sem dúvida que vou ficar atenta à evolução de Catarina Pereira Araújo como autora. Se o próximo livro dela se mantiver no mesmo registo, não o vou perder, com toda a certeza.

Para mais informação sobre este livro visita o blog aqui.

Sinopse:

Além Tejo é uma fascinante saga familiar, uma deliciosa história de amor e um testemunho vívido do Portugal amordaçado pela ditadura e o obscurantismo.
Estamos na década de cinquenta e a família de António do Couto Maia deixa Lisboa para se fixar em Moura, no Alentejo. A decisão é do chefe de família e surpreende tanto a mulher como as filhas, que não compreendem o que leva um homem de meia-idade a abandonar subitamente a sua confortável vida na capital para mergulhar num Alentejo desconhecido.
É através do olhar inquiridor de Isabel, a filha mais velha, que assistimos ao conflito entre dois mundos: o da cidade, representado pelos recém-chegados, e o mundo rural, que os recebe com desconfiança. Inicialmente atraída pela beleza da vila alentejana, a jovem é confrontada com a prepotência dos senhores e com a miséria dos camponeses, num lugar onde qualquer tentativa de mudança é imediatamente esmagada. O seu sentido de justiça leva-a a colidir com Eduardo Leôncio Teles, o herdeiro da maior fortuna da região, iludindo, assim, a forte atracção que sente por ele. Ao mesmo tempo, Isabel envolve-se nos acontecimentos da vida rural, enquanto tenta descobrir o segredo que levou o pai a esconder-se no Alentejo, arrastando a família para uma existência tão difícil.

"Tua para Sempre - As Cartas da Nossa Vida" de Luanne Rice & Joseph Monninger

Não foi de ânimo leve que entrei nesta leitura.
Perder um filho é, para todos os pais, o seu maior pesadelo. Como mãe que sou, estava certa que não seria uma leitura fácil.
Logo após as primeiras páginas percebi que o que estava em causa era algo muito maior que o desgosto de um casal pela perda do seu filho. O que estava em causa era a sobrevivência de duas pessoas, como casal, como família.
De algum modo, e através de uma rudimentar forma de comunicação escrita - cartas enviadas pelo correio - este casal conseguiu recuperar o que havia perdido, o seu rumo, o seu ritmo, o seu amor.

É um livro lindíssimo que se lê de um só fôlego.
Gostaria imenso de saber como os dois autores se orientaram nesta escrita "a duas mãos". Faz-me sempre muita confusão quando sei que um livro é escrito por duas pessoas, mas neste a divisão quase parece ter sido natural. Será que Luanne ficou encarregue de escrever as cartas de Hadley e Joseph das cartas de Sam? É que dá-me a sensação disso, pois a forma como uma mulher escreve e a forma como um homem escreve são completamente diferentes. Bem, é de qualquer das formas um livro lindo que vale a pena ler.

Sinopse:

Poderá um casamento feliz resistir à mais dura das provas?
Sam e Hadley West tentam, cada um à sua maneira, encontrar um novo rumo para a sua vida, depois da trágica perda do filho de ambos, Paul. Para Sam, o futuro passa por encontrar o local onde o filho morreu, numa arriscada jornada em trenó pela árida e bela imensidão do Alasca. Para Hadley, implica mudar-se para uma casa de praia, distante, isolada e coberta de salitre, onde finalmente recomeça a pintar.
A partir daí, em lados opostos do país, os dois começam a trocar cartas repletas de sentimentos e verdades que não conseguiram expressar pessoalmente, enquanto recordam o seu casamento — os momentos mágicos e os mais desafiantes —, redescobrindo as razões por que se apaixonaram. A história de ambos é rica e intensa, entre as memórias de um passado feliz e as emoções profundas que os abalam no presente.
Enquanto Sam arrisca a vida para alcançar o remoto local do acidente, Hadley inicia uma outra viagem, igualmente perigosa, lutando contra o vazio e a dor que sente. E, no local onde tudo se perdeu, eles vão reencontrar-se…
Será o amor que ainda os une capaz de preencher o vazio provocado pela morte do filho ou terão de trilhar caminhos diferentes? Nesta notável colaboração, Luanne Rice e Joseph Monninger criam, através de uma série de cartas íntimas e profundas, um romance extraordinariamente comovente e inesquecível.

"Rebecca" de Daphne du Maurier

Que livro fantástico!
Uma história simples e ao mesmo tempo desconcertante, bem ao estilo de Hitchcock. Não admira pois que ele lhe tivesse pegado e em 1940 arrebatado à Academia o Óscar de Melhor Filme.
Mas na verdade (e isto muito me surpreendeu) "Rebecca", que é considerado um dos grandes clássicos de Hitchcock, não é a única obra de Daphne du Maurier que foi  aproveitada por ele. "Os Pássaros" e "A Pousada da Jamaica" também foram transferidos com sucesso para o grande écran.

Relativamente ao livro só posso dizer que é uma leitura extraordinária e que nos prende desde a primeira frase. "A noite passada sonhei que voltava novamente a Manderley" transmite a ideia que algo de estranho terá acontecido. Vamos então conhecendo aos poucos a jovem heroína, cujo nome nunca nos é divulgado, e apercebêmo-nos que à medida que a história evolui e o mistério se adensa, também a nossa heroína se transforma, deixando para trás a sua ingenuidade e assumindo o seu papel como Mrs. de Winter.
Mas o que aconteceu a Rebecca, a anterior Mrs. de Winter? Que mistério envolve a sua morte, e principalmente a sua vida?
É realmente um livro extraordinário que vale mesmo a pena ler!!


Sinopse:
Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

Obrigada querida amiga. pela tua perspicácia e gentileza!

"A Caixa da Borboleta" de Santa Montefiore

«A vida (...) tem muitos capítulos e no entanto é só um livro. Há um fio condutor que liga todos os capítulos.
- E qual é, pai? . quis saber Ramon, suspirando.
- O amor.»
É o amor que muitas vezes nos leva a fazer disparates, mas é também a falta dele que às vezes nos desorienta a vida.
Por vezes somos como uma andorinha que se esqueceu do caminho de regresso a casa ou como uma criança perdida no meio de uma multidão que busca ansiosamente o rosto de um dos seus pais.
Quando isso nos acontece, o mais que desejamos, o que mais queremos é que alguém nos dê a mão e nos diga que está tudo bem.
Mas nem sempre isso acontece.
Por vezes temos de penar um pouco, sofrer um pouco, andar descalços sobre as rochas, passar frio na alma, para então sim, dar valor às coisas importantes e sorrirmos com as bençãos que povoam nossas vidas.

Este livro é um relato interessante e colorido de uma família que sofreu dessa falta de amor e cujos membros se perderam durante o percurso de uma vida um pouco atribulada. São várias histórias de amor, de diversos tipos de amor, todas lindíssimas e igualmente tocantes, que me fez suspirar, sorrir, chorar, recordar e até lamentar um pouco... (o amor de um pai é algo de que uma criança precisa mais do que tudo).
Com cenários extraordinários (espalhados entre o Chile e a Cornualha em Inglaterra), mais uma vez esta autora conquista o meu coração.

Sinopse:
A mágica caixa de uma antiga princesa inca. Escritor e fotógrafo, o pai de Frederica traz de uma das suas muitas viagens pelo mundo um presente especial. A filha adora-o, e quando os pais se separam aquela será a única recordação do pai. A menina torna-se mulher, mas será sempre ao passado que irá buscar as suas melhores memórias. É contudo quando se apaixona pela primeira vez e sente a força do amor, mas também a dor da perda, que entende o significado daquela mágica caixa com o desenho de uma borboleta. Um intenso e delicado romance a levar-nos do Chile à Cornualha. Um dos mais aplaudidos romances de Santa Montefiore.
Ramon precisa de viajar pelo mundo. Quando conheceu a mulher, Helena, ela sabia da sua paixão e seguia-o nas suas aventuras. Com o nascimento dos filhos tudo se altera. Helena fica no Chile enquanto o marido continua as suas explorações pelo mundo. A quem não parece incomodar a ausência do pai é a Frederica, a sua filha. Aguarda-o a cada viagem com igual entusiasmado, ansiosa por ouvir as suas histórias e descobertas. No regresso de mais uma das suas incursões pelo Peru, Ramon oferece à filha uma caixa com pedras incrustadas em forma de borboleta. Aquela caixa, assim conta à filha, teria pertencido a uma princesa inca... Frederica fica encantada com o presente. A distância cresceu contudo entre os pais e Helena decide regressar com os filhos à Cornualha, na Inglaterra. Frederica não se conforma. Muito ligada ao pai guarda a caixa da borboleta que ele lhe ofereceu como um dos seus mais queridos objectos. Em Inglaterra tem de se adaptar a uma nova vida, mas, já só mulher, descobre o verdadeiro segredo daquele presente. Descobrindo o amor e a perda, a jovem Frederica embarca numa viagem de auto descoberta. Ou se afunda na tristeza, ou se ergue mulher, inteira, mais forte do que nunca.
História de amor, perda e transformação vivida entre a paisagem chilena as zonas rurais de Inglaterra. Depois d’ «A Árvore dos Segredos», este romance confirma Santa Montefiore como uma das mais apaixonantes romancistas da actualidade.

"O Leque Secreto" de Lisa See

Este é daqueles livros que irei recordar para sempre!

"O Leque Secreto" apresenta-nos a China rural do ínicio do séc. XIX. Somos levados a conhecer essa sociedade, e o papel que as mulheres aí desempenhavam. Mas acima de tudo, este livro é um relato sobre um modo de sobrevivência numa sociedade opressiva contra as mulheres. Conta-nos a forma como estas conseguiram ultrapassar a vontade dos homens e criar um tipo de escrita que as unia e lhes permitia comunicar sem que estes se apercebessem de como elas comunicavam. O Nu-shu é um código mantido secreto dos homens durante 1000 anos, uma linguagem escrita apenas utilizada por mulheres e que por pouco não se perdeu para sempre, como conta a autora na nota final.

Lírio e Flor de Neve têm apenas 6 anos quando os seus destinos são cruzados pelas mulheres mais velhas das suas famílias. Não se conhecem, mas serão em breve a laotong uma da outra, a amiga-irmã, cuja amizade irá durar uma vida inteira.

É sem dúvida um relato absolutamente fascinante. Acompanhamos a vida destas duas mulheres desde tenra idade, sofremos com o enfaixamento dos seus pés, condoêmo-nos com as suas dores e receios, regozijamo-nos com as suas alegrias e pequenas vitórias. De uma forma delicada a autora consegue envolver-nos emocionalmente e sentimo-nos tão frágeis e simultaneamente fortes quanto aquelas mulheres e a sua amizade especial.

Esta amizade, fez-me pensar o quão efémeras são as amizades que temos hoje em dia. Muito poucas mulheres podem considerar-se afortunadas em ser e possuir uma laotong na sua vida. Eu considero-me uma dessas. ;)

"Laotong, juntas nas almas mesmo quando não podíamos estar juntas na nossa vida diária"

Sinopse:
UMA VIAGEM PELA CHINA DO SÉCULO XIX
Escritora de mistério, Lisa See leva o leitor até à China do século XIX onde duas raparigas desenvolvem uma profunda relação de amizade. Desde meninas, Lili e Flor de Neve comunicam entre si através de uma linguagem secreta - nu shu - inscrita num leque de seda. Habituadas a partilhar as agruras da vida sabem que só o casamento as pode salvar de uma vida condenada ao sacrifício. Por isso, desde muito cedo experimentam a dor, através da tradição de enfaixamento dos pés, de forma a torná-los delicados e pequenos aos olhos dos homens. Aprendem a bordar e a coser e tornam-se verdadeiras irmãs de juramento. Porém, os anos vão passando e a entrada na vida adulta, o casamento e um mal-entendido ameaçam os estreitos laços de amizade entre as duas, mas perto do fim da vida voltam a reencontrar-se. Uma leitura inspiradora, comovente e de uma extrema sensibilidade, são a prova inequívoca da conquista do prémio para "Melhor Romance de 2005".

"Um Grito na Noite" de Mary Higgins Clark

Acho que nunca “insultei” tanto uma personagem de um livro! lol
Houve alturas em que tive mesmo de parar de ler e fechar o livro, de tão danada que me encontrava. Nessas alturas de frustração, foi uma sorte não o ter atirado contra a parede - e ainda bem, pois como é emprestado teria de o repor! ;)
Sim, Jenny, a personagem principal, irritou-me imenso. Pela sua fraqueza, pela sua inércia, por ser tão "duh-uuuh", tanto que quase achei ser impossível existir alguém assim. Mas no final, acabo por concordar que realmente uma mulher pode chegar aqueles extremos. O jogo psicológico de poder, consegue destruir todo o carácter, atacando-o nos pontos onde se encontra mais fragilizado. Foi o caso.

É uma história enervante e irritante, com um bom nível de thriller e suspense, à boa maneira de MHC.
No entanto o desenrolar da história não deixa de ser previsível, que é a característica que mais me desilude neste género de livros, e que infelizmente é muito constante nas obras desta autora.
Mas gostei. Principalmente quando a Jenny finalmente “acorda” daquele marasmo. ;)

Curiosidade: Em 1992 esta história foi lançada para o grande écran, num filme com o mesmo título: "A Cry in the Night" - Um Grito na Noite. Jenny foi interpretada pela filha da autora, Carol Higgins Clark, que também entrou em diversos outros filmes baseados em livros da autora.
Carol Higgins Clark é também autora de diversos policiais, para além de ter sido co-autora outros tantos em conjunto com a sua mãe.

Sinopse:
Jenny, uma mulher divorciada e com dois filhos, é completamente seduzida por Erich, um pintor de sucesso e bastante atraente. Seis semanas mais tarde, casam-se. Mas os crescentes ciúmes de Erich começam a fazê-la sentir-se em perigo. Jenny não podia imaginar que o seu novo marido é um assassino, que apenas casou com ela para tentar apaziguar um pecado que cometera antes: a morte da própria mãe.

“A Talentosa Flavia de Luce” de Alan Bradley

Se Sherlock Holmes e o Dr. Watson tivessem tido os seus genes misturados com génio aventureiro de Amelia Earhart, a paixão pela ciência de Marie-Anne Lavoisier, e uma pitada da malandrice de Matilde (A Espalha Brasas), estou certa que o resultado seria inequivocamente Flavia de Luce - uma menina de 11 anos extremamente perspicaz e engenhosa, aventureira e apaixonada pela química e pelo estudo de venenos.
É inevitável não nos apaixonarmos por Flavia, pois ela é, como todas as meninas endiabradas e inteligentes, uma fantástica criatura que merece toda a nossa atenção.
Com Flavia como a própria narradora, o que dá um outro ênfase à história, este livro é o primeiro volume da colecção "The Buckshaw Chronicles" de Alan Bradley, que visa as aventuras e desventuras desta menina tão fora do comum.

Adoro o título original deste livro: "The Sweetness at the Bottom of the Pie" e fico curiosa sobre o título irão aplicar ao novo livro já publicado em inglês: "The Weed That Strings The Hangman'S Bag".
Aguardo essa nova publicação em português.

Sinopse:

Um policial com um detective inesperado: uma menina de onze anos, com um feitio muito especial e um invulgar talento para fórmulas químicas. Estamos no Verão de 1950 e Buckshaw é a decadente mansão inglesa onde Flavia mora com a sua família, o pai viúvo, coleccionador obsessivo de selos, e duas irmãs, nem sempre muito simpáticas…
Com uma inteligência aguçada para a idade, Flavia vive num mundo próprio. Refugiada num velho laboratório vitoriano onde já ninguém vai, entretém-se a inventar venenos inofensivos que servem, no entanto, as suas pequenas vinganças domésticas.
Uma menina com cara de anjo mas alguma maldade…
Subitamente, Buckshaw é atingida por uma série de acontecimentos inexplicáveis. Um pássaro morto é encontrado no degrau da porta, com um selo de correio espetado no bico.
Algumas horas depois, Flavia descobre um homem caído no meio dos pepinos e vê-o exalar o seu último suspiro.
Para a pequena, que fica ao mesmo tempo chocada e encantada, a vida começa realmente a sério quando o homicídio chega à velha mansão.
Uma pintura perspicaz do sistema de classes e da sociedade da época, A Talentosa Flavia de Luce é uma história de enganos magistralmente contada e um magnífico gozo literário.

"Imperdoável" de Patricia MacDonald

Um policial a roçar a denominação de thriller, que me entreteve durante algumas horas. Confesso que roí uma unha à conta da 2ª metade do livro! Daria um filmezito jeitoso.

Acho que após dois livros, posso dizer que gosto de ler esta autora. Escreve de uma forma simples e é organizada na narrativa, o que é uma característica muito importante em livros deste género.
A história no entanto não é nada de especial, até mesmo um pouco vista demais: rapariga sai da prisão após 12 anos de injustiça / rapariga decide começar de novo num local onde ninguém a conhece / arranja emprego / arranja namorado / mas alguém do seu passado continua a querer destruir a sua vida. Quem? Isso só se sabe mais para o final… mas é rebuscado. Depois aparece a cavalaria e o namorado acaba por salvar o dia. Tcharan. É só juntar água e temos um policial instantâneo. ;)
Mas pronto… gostei. Deu para desanuviar.

Sinopse:
Maggie tentou esquecer. O corpo do homem que amou. O sangue a ensopar a neve. O escandaloso julgamento por homicídio. Os doze anos de tormento. A punição horrenda. Agora estava livre… livre para iniciar uma nova vida. Sozinha. Incógnita. A vida na pacata ilha de Heron’s Neck, ao largo da costa da Nova Inglaterra, era calma, até o terror começar. De novo. Alguém estava disposto a transformar a sua vida num pesadelo sem fim. Alguém queria ensinar-lhe que não havia refúgios nem fuga possível para o... imperdoável.

"Mitos Urbanos e Boatos" de Susana André

Quem já não recebeu por email um pedido de pijaminhas ou de cassetes de vídeo para o IPO? Ou um aviso alarmante sobre o Sodium Laureth Sulfate, uma substância que faz parte da composição da maioria dos champôs é na verdade um desengordurante utilizado para lavar os chãos das oficinas? Ou ainda que não devemos tapar a comida com película aderente, quando está muito quente, pois o plástico deixa cair gotas carregadas de toxinas venenosas sobre a comida?

Pois é, todos esses belos emails que muitos decidem reencaminhar, não vá o diabo tecê-las e ser verdade, estão contidos dentro deste belo estudo sobre o mito urbano e o boato.
É um livro muito interessante que nos mostra como surgem os boatos, como se propragam e as suas causas e consequências. São abordados e dissecados diversos mitos e boatos, quer portugueses quer internacionais, e que muitos irão certamente reconhecer.

Sinopse:

O clarão foi visto numa extensão de vários quilómetros e o barulho ouviu-se em Cascais, assegurou o locutor de rádio enquanto anunciava a chegada de marcianos à praia de Carcavelos. Onze pessoas foram esfaqueadas na Praça de Espanha por um árabe de túnica branca alertava o e-mail que correu milhares de caixas de correio electrónico. O convento de Mafra está infestado de ratos do tamanho de coelhos efabula a lenda que já faz parte da história deste monumento nacional. E os fantasmas que por todo o país pedem boleia são quase tantos, quantas as estradas portuguesas: diz-se que assombram locais como a serra de Sintra e a curva do Mónaco. Lembra-se de ter recebido um e-mail a pedir pijamas para o IPO? De lhe garantirem que o cantor Carlos Paião mudou de posição dentro do caixão? De ler numa revista que Teresa Guilherme e Manuel Luís Goucha estavam de casamento marcado ou de ouvir falar na alegada relação entre José Sócrates e o actor Diogo Infante? Certamente também já lhe contaram que os hambúrgueres da McDonald’s são feitos de minhocas e que saem crocodilos vivos das sanitas nova-iorquinas.

"As Flores do Templo" de Rani Manicka

Sinopse:
Após a morte da mãe, as jovens e belas gémeas Nutan e Zeenat vêem-se forçadas a abandonar a paradisíaca ilha de Bali e a protecção da sua avó, uma grande especialista em magia, tradições e lendas, para se instalarem em Londres, onde tentam ganhar a vida trabalhando num café.
Aí conhecem Ricky, um jovem sedutor siciliano que lhes abre as portas do Templo da Aranha, um local decadente e excessivo que mudará para sempre as suas vidas.
Um pintor, a amante de um milionário, uma prostituta e um cabeleireiro de sucesso, todos eles habitantes deste romance, acompanham as duas irmãs nesta aventura carregada de sentimentos, que percorre a frágil fronteira entre a vida e a morte, a corrupção e a inocência.

A minha opinião:
A ASA descreve este novo romance de Rani Manicka como "um romance inquietante com um início mágico e um final maldito". Não está muito longe da verdade.
É sem dúvida inquientante, quase tenebroso e embora tenha um começo cheio de magia, quando nos são apresentadas as gémeas balinesas, desde cedo se percebe que esta história não vai conseguir superar a qualidade do primeiro romance desta autora, "A Guardiã dos Sonhos". Bem pelo contrário, é de certa forma uma desilusão para quem tanto gostou desse outro livro.

Essa desilusão começa quando nos apercebemos que a acção se desenrola não em Bali, mas em Londres. Uma Londres negra e deprimente, que envolve as gémeas numa espiral de destruição e as atira para um mundo de degradação, drogas, sexo e mais drogas.
A meio do livro já me sentia farta e agoniada de tanta decandência, sem uma nota verdadeiramente positiva. Tornou-se numa leitura pesada e tive de me obrigar a continuar pois não queria deixar este livro a meio.

Tenho como lema que é sempre necessário tentar retirar algo bom de todas as situações, pelo que termino considerando que este é um bom livro para quem necessita de abrir os olhos relativamente às drogas e à destruição que acarretam (um pouco como o livro Christianne F., que li quando era jovem).
E sim, também se pode dizer que há uma pequena nota de esperança para três daquelas pessoas que conseguiram fugir à teia da aranha.
De resto, não me parece que valha assim tanto a pena a leitura.

Fico sem saber o que pensar sobre esta autora.
Tenho de tirar as dúvidas no seu próximo romance, já editado em inglês com o título "The Japanese Lover".

Obrigada querida Kittycatss por este empréstimo!

"O Último Beijo" de Luanne Rice

Sinopse:
A força incomparável do verdadeiro amor numa história marcante de uma comunidade a braços com um mistério devastador e de uma mulher que recupera o amor que acreditava estar perdido para sempre.

Um jovem de dezoito anos sai de casa, numa noite de Verão, e é encontrado morto - assassinado - menos de vinte e quatro horas depois. As pessoas lamentam o trágico acontecimento, mas a vida continua. Contudo, e se o jovem fosse o nosso filho? Ou o nosso verdadeiro amor?
Quase um ano após a morte do filho, a cantora e compositora Sheridan ainda não consegue tocar uma única nota. Refugiada na casa de praia, vive paredes-meias com as memórias e com uma dor demasiado profunda para partilhar com quem quer que seja. Nem tão poço consegue consolar a namorada de Charlie, Nell Kilvert. A jovem, por seu lado, não descansará enquanto não descobrir o que aconteceu de facto ao seu amor, decide, então, chamar alguém que vai mudar a vida de todos - a alma gémea de Sheridan, Gavin Dawson.
Num barco ao largo de Hubbard’s Point, Gavin observa a casa da mulher que sempre amou. Sheridan havia também, um dia, acreditado no poder do amor. Mas essa crença morreu com o filho…
Profundamente emotivo, O Último Beijo evoca o poder do passado para sarar os corações partidos, mas também para reabrir velhas feridas, numa inesquecível história de amor.

A minha opinião:
Os livros podem causar ao leitor uma série de emoções e reacções físicas.
Ficar emocionado e chorar é a mais comum, e confesso que não são poucas as vezes que isso me acontece (sou mesmo uma lamechas :P). Também nos pode despertar desejos, de um determinado tipo de comida, por exemplo (não sejam malandrecas!). Aconteceu-me isso com o livro “Irmãs tão Queridas” pois a forma como falavam do chocolate era absolutamente tentadora, ou há bem pouco tempo com o livro “Quero-te Muito” em que um dia o jantar teve mesmo de ser pizza tal eram as vezes que a mesma tinha surgido durante a leitura (a acção passava-se em Roma).
Agora… esta nunca me tinha acontecido!
Arrepios! Sim, arrepios!! Mais ou menos a 1/4 do final do livro eis que começa o arrepio em determinadas passagens. Impressionante!!
Na verdade, e quem leu outros livros desta autora sabe-o bem, há sempre uma forte influência irlandesa. E este livro não é excepção, bem pelo contrário. A força da magia irlandesa está bem patente e há alturas em que não podemos deixar de nos impressionar.

Sheridan (mãe) e Nell (namorada) vêem as suas vidas viradas do avesso ao perder Charlie. É certo que têm o apoio da família, dos amigos e de toda uma comunidade, mas isso não é o suficiente. Há que desvendar o mistério que envolve a morte de Charlie. Para isso surge um fantasma do passado – Gavin, que vai investigar as circunstâncias que levaram a tal tragédia. Mas a presença dele vem despertar sentimentos há muito adormecidos e em breve nota-se que a cura de Sheridan passa também pela aceitação de que há coisas que estão escritas e que mais cedo ou mais tarde têm de se cumprir.

Julgo que a verdadeira magia está na forma magnífica como a autora consegue explorar e nos transmitir os sentimentos das suas personagens. A tristeza e a dor acompanhadas por uma melancolia latente ao reavivar os sentimentos do passado são algumas das emoções que podemos sentir vibrar através das páginas.
É uma leitura lindíssima, que recomendo!
Belíssimo!

(Obrigada querida Bé por mais este empréstimo!)

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

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Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

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Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

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Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

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