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"Um Tigre Adormecido" de Rosamunde Pilcher

Sinopse:
Pela primeira vez na vida, Selina Bruce não sabe o que o futuro lhe reserva. Impulsivamente, deixa para trás o noivo e advogado em Londres depois de receber deste um presente inesperado: um livro de um autor que mudará completamente a sua vida, e voa sozinha para uma ilha da costa de Espanha.

Está à procura do pai que nunca conheceu, mas o que encontra é uma inesperada verdade acerca de si mesma e do homem com quem planeia casar.
A exótica San Antonio oferece a Selina muito mais que dias ensolarados. Oferece o misterioso George Dyer, que lhe dá a chave não apenas do seu passado... mas do seu coração.

A minha opinião:
Foi numa tarde sossegada em que o filhote saiu para acampamento de escuteiros e o maridão dormia a sesta, que li este livrinho. Em 2 horas a calma e tranquilidade invadiram-me. É que a escrita desta senhora transmite calma, e o tempo que passamos a ler as suas histórias é sempre agradável e bom para o stress. :)
Desta vez ela conseguiu me surpreender em dois aspectos: primeiro com uma mudança radical de cenário (normalmente as suas histórias passam-se em lugares no Reino Unido, como a Cornualha, Escócia, Londres), e em segundo lugar com a ausência dos personagens "tipo" tão comuns em todos os livros que dela li até agora.
Esta história está contada de uma forma bastante simples e suave, quase transmitindo uma certa doçura e inocência, talvez retratando a personagem principal, Selina. O desenrolar dos acontecimentos são também surpreendentes, levando-nos a pensar nas escolhas que muitas vezes são feitas sem tomar em consideração o que diz o nosso coração.
Gostei bastante.

Muito obrigada Flicka pela oportunidade!

"Primeira a Morrer" de James Patterson

Sinopse:
Lindsay Boxer, detective da Brigada de Homicídios da cidade de São Francisco, acaba de receber más notícias: sofre de uma doença rara que pode ser fatal. Decidida a ultrapassar mais este problema, atira-se de corpo e alma ao caso que tem em mãos: o do assassino em série apostado em perseguir e assassinar recém-casados, a quem chamam o «Assassino dos Noivos».
Habituada a enfrentar o mundo sozinha, desta vez Lindsay decide escutar a voz do coração: apaixona-se pelo novo parceiro, Chris Raleigh, e recorre à ajuda das amigas para formar uma aliança improvável - O Clube das Investigadoras. Juntando as poucas pistas disponíveis, as amigas identificam o assassino mais aterrador que alguma haviam visto, até que uma cruel reviravolta revela que o caso tem contornos mais complexos e que elas estavam, afinal, enganadas… Ou será que não?

Primeira a Morrer é uma história, envolvente e cheia de suspense que mantém os leitores presos até à última página.

A minha opinião:
Durante muitos anos fui uma ávida devoradora de Sidney Sheldon e confesso que até hoje não houve nenhum autor deste género que me enchesse as medidas como ele.
Mas James Patterson anda lá perto.
Talvez seja o facto de sabê-lo "pai" do mítico personagem Doctor Alex Cross, interpretado por duas vezes pelo Sr. Morgan Freeman no grande écran - em "Beijos que Matam" em 1997 e mais tarde em 2001 em "A Conspiração da Aranha".
Relativamente a este livro, devo dizê-lo que o achei bem escrito, claro e bem delineado, como requer um bom policial. Gostei das reviravoltas da história e deu-me vontade em conhecer a série (passa actualmente na Fox), mas como policial, apesar de não o poder comparar a Sidney Sheldon, merece as minhas 4 estrelas.

(Muito obrigada querida Lígia pela oportunidade!)

"Desconhecido Nesta Morada" de Kathrine Kressman Taylor

Sinopse:
Quando foi publicado pela primeira vez na revista Story, em 1938 - numa altura em que os nazis ainda não eram vistos como uma ameaça nos Estados Unidos -, Desconhecido Nesta Morada tornou-se imediatamente um fenómeno social e um acontecimento literário. Editado em livro um ano mais tarde e proibido na Alemanha nazi, foi unanimemente elogiado, tanto nos Estados Unidos como em vários países da Europa.
Escrito sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu antigo sócio, que regressara à Alemanha, o livro foi uma das primeiras obras a denunciar a perversidade do nazismo. O que começa por ser uma correspondência de amigos converte-se num debate ideológico e por fim num duelo mortal.


A minha opinião:
Tal como todos os livros cujo o tema ronde a época nazi, este é também um livro desconcertante. Mas ao contrário de muitos que não consigui ler, porque me tocam demasiado, este está escrito de uma forma muito original. São simples cartas entre dois amigos e parceiros de negócio. Um é judeu e encontra-se nos E.U.A. e o outro, alemão emigrado, regressou à Alemanha imediatamente antes da subida de Hitler ao poder.
É impressionante o evoluir da ideologia nazi na mente e na maneira de ser do alemão, ao ponto de renegar a amizade de longa data com o seu amigo. Mas a vida dá voltas interessantes, e tal como diz o ditado, "Deus escreve direito por linhas tortas". Apesar de não achar muito credível para a maneira de ser do judeu, o final encontrado pela autora é deveras surpreendente.
Um pequeno livro a não perder. É uma verdadeira jóia da literatura americana.

"Kakfa à Beira-Mar" de Haruki Murakami

Sinopse:
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério.
São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.

A minha opinião:
Este autor é daqueles que parece que nos lançam um feitiço e nos seduzem com as suas palavras, envolvendo-nos intensamente na leitura sem que percebamos muito bem como ali chegámos. “Kafka à Beira-Mar” é um livro estrannho, com uma história completamente surreal. Talvez seja esse o segredo de Murakami, o apresentar-nos um mundo fora do normal, quase que como uma realidade paralela. Já tinha ficado com essa sensação ao ler “Sputnik, meu Amor”, e agora vi-a confirmada.
Neste livro o autor apresenta-nos Kafka Tamura, cuja mãe o abandonou aos cuidados do pai, quando tinha apenas 4 anos. Agora com 15 anos ele decide fugir de casa, deixando para trás tudo o que afinal não lhe era nada e levando com ele todas as suas dúvidas e fraquezas. Kafka Tamura, “o rapaz de 15 anos mais forte do mundo” não é no entanto um rapaz comum.
Fora do comum é também o segundo personagem principal deste livro: Nakata – um simpático velhote, cuja simplicidade de entendimento (derivada de um bizarro acidente ocorrido quando ele era criança) nos toca e encanta, e cujas habilidades estranhas nos surpreende.
As duas histórias são contadas intercaladamente (capítulos impares falam de Kafka, capítulos pares de Nakata) e evoluem paralelamente, nunca se tocando. Até ao fim esperamos uma revelação, uma conclusão para toda a loucura contida nas páginas que vamos lendo, mas Murakami não é de facilitar a vida ao leitor. As conclusões somos nós que temos de as tirar, e se chegarmos ao final sem que muitas das nossas perguntas obtenham resposta, isso quer dizer que o autor atingiu o seu objectivo: tão cedo não iremos esquecer esta história.
Não é para todos, não.
Mas eu gostei.

(Obrigada AnjoDiogo pela oportunidade!)

"Branco" de Rosie Thomas

Sinopse:
Um livro que nos mostra os limites do sacrifício humano, a auto-confiança, e o poder da compaixão.
Dois homens que enfrentam os seus demónios e uma mulher que persegue o seu próprio sonho. Para Sam MacGrath um encontro fugaz com uma jovem num voo turbulento, é o suficiente para lhe mudar a vida. Loucamente atraído por ela, segue o seu impulso e jura segui-la até ao Nepal. A jovem Finch Buchanan ingressa numa expedição aos Himalaias como médica, mas quando chega, reencontra um homem que nunca conseguiu esquecer. Al Hood fez uma promessa à filha: Se conquistar o pico desta montanha, deixará a escalada para sempre. O Evereste eleva-se sobre o grupo, lindo e silencioso. Contra as ameaças do clima e da altitude, ergue-se a paixão e a força de vontade. As relações intensas entre Finch, Al e Sam, começam a desenrolar-se... Perante tamanho desafio, as consequências podem ser trágicas.

A minha opinião:
Confesso que não entrei nesta leitura de boa vontade. O tema em si, não me atrai. Escaladas, alpinismo, Evereste, e expedições do género não me agradam lá muito. Mas como a autora em questão até já escreveu uns livritos em condições, e a oportunidade de o ler surgiu de uma pessoa cuja opinião muito estimo, embarquei nesta expedição.
Afinal, acabei por gostar da forma como me vi “enchouriçada” dentro de uma parka de neve e prestes a enfrentar o frio e a altitude, algo que na vida real não ía conseguir fazer. A antecipação da subida ao cume mais alto, os preparativos, as personagens, enfim, tudo estava descrito da forma mais simples e ao mesmo tempo específica, perfeita para um leigo como eu.
Mas na verdade, esta história vai muito para além de uma expedição ao Evereste. A autora consegue apresentar-nos um lado mais humano, através do grupo de personagens cujas vidas passam a estar interligadas. Foi aliás, o relato para além da escalada, e as consequências da mesma, que acabaram por me conquistar. O final, apesar de previsível, é também o único possível, por isso não me desiludiu.


(Obrigada querida Lígia por esta oportunidade!)

"As Velas Ardem Até ao Fim" de Sándor Márai

Sinopse:
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...

A minha opinião:
Este é um livro estranho, mas ao mesmo tempo interessante.
Dois homens de idade avançada, amigos desde a infância, encontram-se ao fim de 41 anos sem se verem. Um diálogo (quase monólogo) se enceta e diversas considerações nos são apresentadas sobre as razões que levaram ao afastamento de um deles há 41 anos atrás.
“As Velas Ardem Até ao Fim” pode ser uma leitura um pouco maçadora, mas pontualmente somos surpreendidos com algumas preciosidades. Deixo aqui um exemplo, sobre a amizade. Percam um pouco do vosso tempo e apreciem, porque como diz o autor “só através dos pormenores podemos perceber o essencial, aprendi assim nos livros e na vida. É preciso conhecer os detalhes, porque nunca sabemos qual deles é importante, quando pode uma palavra iluminar um facto”.

Pág. 80
(…) – Era bom saber – continua, como se discutisse consigo próprio -, se existe amizade realmente? Não me refiro àquele prazer ocasional que faz com que duas pessoas fiquem contentes porque se encontraram, porque num determinado período das suas vidas pensavam da mesma maneira sobre certas questões, porque os seus gostos são semelhantes e os seus passatempos iguais. Nada disso é amizade. Às vezes, chego a pensar que essa é a relação mais forte na vida… talvez por isso seja tão rara. E o que há no seu fundo? Simpatia? É uma palavra imprópria, sem sentido, o seu conteúdo não pode ser suficientemente forte para que duas pessoas intervenham em defesa um do outro nas situações mais críticas da vida… apenas por simpatia? Talvez seja outra coisa… (…)
(…) A amizade, pensava eu, é a relação mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na também. Existe amizade, altruísmo, solidariedade entre os animais. (…) Os seres vivos organizam-se para prestar ajuda mútua… às vezes, têm dificuldades em ultrapassar os obstáculos que enfrentam nas suas intervenções de auxílio, mas sempre há criaturas fortes, prontas a ajudar em todas as comunidades vivas. Encontrei centenas de exemplos disso no mundo animal. Entre pessoas, vi menos exemplos. Para ser mais exacto, não vi nenhum. As simpatias que vi nascer entre pessoas diante dos meus olhos, acabaram sempre por se afogar nos pântanos do egoísmo e da vaidade. A camaradagem, o companheirismo, às vezes parecem amizade. Os interesses comuns por vezes criam situações humanas que são semelhantes à amizade. E as pessoas também fogem da solidão, entrando em todo o tipo de intimidades de que, a maior parte das vezes, se arrependem, mas durante algum tempo podem estar convencidas que essa intimidade é uma espécie de amizade. Naturalmente nesses casos não se trata de verdadeira amizade. Uma pessoa imagina que a amizade é um serviço. O amigo, assim como o namorado, não espera recompensa pelos seus sentimentos. Não quer contrapartidas, não considera a pessoa que escolheu para ser seu amigo como uma criatura irreal, conhece os seus defeitos e assim o aceita, com todas as suas consequências. Isso seria o ideal. E na verdade, vale a pena viver, ser homem, sem esse ideal? E se um amigo falha, porque não é um verdadeiro amigo, podemos acusá-lo, culpando o seu carácter, a sua fraqueza? Quanto vale aquela amizade, em que só amamos o outro pela sua virtude, fidelidade e perseverança? Quanto vale qualquer afecto que espera recompensa? Não seria nosso dever aceitar o amigo infiel da mesma maneira que o amigo abnegado e fiel? Não seria isso o verdadeiro conteúdo de todas as relações humanas, esse altruísmo que não quer nada e não espera nada, absolutamente nada do outro? E quanto mais dá, menos espera em troca? (…)

"As Esquinas do Tempo" de Rosa Lobato Faria

Sinopse:
"Quando Margarida chegou à Casa da Azenha teve aquela sensação, não desconhecida mas sempre inquietante, de já ter estado ali."

Margarida é uma jovem professora de Matemática. Um dia vai a Vila Real proferir uma palestra e fica hospedada num turismo de habitação, casa antiga muitíssimo bem conservada e onde, no seu quarto, está dependurado o retrato a óleo de um homem que se parece muito com Miguel, a sua recente paixão.
Por um inexplicável mistério, na manhã seguinte Margarida acorda cem anos atrás, no seio da sua antiga família.
Sem perder consciência de quem é, ela odeia esta partida do tempo. Mas aos poucos vai-se adaptando. Conhece o homem do quadro e apaixona-se por ele. Quando ele morre num acidente, Margarida regressa ao presente.

A minha opinião:
Após ler, desta mesma autora, “O Prenúncio das Águas” e um pequeno conto numa colectânea de contos de mulheres, confesso que após as primeiras páginas a desilusão me atingiu em cheio. Não só o tipo de escrita era diferente e quase que banal, como a história em si me soava incrivelmente parecida com a de um outro livro que li no ano passado (“O Vestido” de Milene Emídio).
Felizmente a meio do livro a narrativa pareceu dar uma reviravolta, e voltei a encontrar o tom doce e encantador com que esta autora me conquistou anteriormente. O enredo também conseguiu fugir à semelhança com o do outro livro, e de uma história simples e repetida passou a uma original reflexão sobre “as esquinas do tempo”, cujo conceito adorei.

Deixo aqui alguns excertos que me agradaram particularmente:

(…) Quantas das pessoas que se nos deparam todos os dias não serão reproduções exactas de pessoas de outras vidas? Só que não sabemos, nunca as conhecemos por isso não estranhamos.
Preciso de descansar, pensou. E tenho de partilhar este segredo com alguém. Com o Miguel, claro, com quem havia de ser? (…) Não se pode ter segredos para a pessoa que amamos. Não se pode. É um fardo demasiado pesado.(…)

(…) É o vento que perpassa nas copas das laranjeiras, que vem do mar e traz as gaivotas. É o vento que faz oscilar as minhas cortinas, que se insinua como um segredo por entre os arbustos do jardim. É o vento que me conta histórias antigas, antigas, como se fosse uma criança que não quisesse dormir. Não o ouves? Não. É o vento que sopra só para mim. É o vento manso, doce, da loucura que me invade lentamente e me deixa à mercê dos seus dedos de nuvens tão suaves e meigos.
Não sei explicar de outra maneira. Mas tu percebes, Miguel. Sabes que me sinto cada vez mais terna, cada vez mais feliz. (…)

"Mãe e Filha" de Marianne Fredriksson

Sinopse:
Katarina é uma mulher jovem e independente, que adora sentir-se apaixonada e que, de repente, descobre que está grávida. Ao decidir partilhar com o seu companheiro este momento de enorme felicidade, ele tem uma reacção totalmente inesperada e violenta e Katarina vai parar a uma cama de hospital. E é lá que se confronta com o seu passado, que sempre a angustiou e que agora lhe vem à memória com a lembrança do seu próprio pai, um homem duro e igualmente violento que batia na sua mãe. Porém, este encontro doloroso conduzi-la-á a uma nova etapa da vida e fará com que a sua relação com a mãe se torne cada vez mais próxima e cúmplice. Juntas vivem experiências e sentimentos, e descobrem que o amor que sentem uma pela outra é tão forte a ponto de conseguir transformar as feridas do passado em meras lembranças que não mais as perturbarão. "Mãe e Filha" é um livro que explora as relações humanas e a maneira como estas moldam a personalidade de cada um e é, acima de tudo, uma história envolvente e inesquecível.

Com este novo título, Marianne Fredriksson explora o universo feminino e os laços que unem (e outras vezes afastam) mães e filhas.

Editora: Editorial Presença
Nº. de Páginas: 244

A minha opinião:
(Leitura terminada a 25 de Abril de 2009)

Não sei se podemos catalogar "tipos de escrita" consoante a língua original em que um livro é escrito. Talvez assim seja, talvez não, mas a verdade é que já não é a primeira vez que que leio um autor nórdico e sinto a diferença.
Marianne Fredriksson escreve de uma forma impressionante, misturando uma grande intensidade de sentimentos com uma simplicidade extraordinária.
A história em si tem potencial, mas parece-me que ao tentar alcançar um final políticamente correcto, acaba por retirar um pouco da magia da história.
Não deixa de ser no entanto um bom livro, que relata na perfeição os problemas das relações familiares mantendo a clareza de espírito tão típica dos suecos.
Gostei.

(Obrigada Renata por esta partilha!)

"O Dia da Tormenta" de Rosamunde Pilcher

Sinopse:
No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem.

A minha opinião:
Não é o primeiro livro que leio desta autora e concerteza não será o último. Agrada-me principalmente a calma e a tranquilidade que nos proporciona à medida que vamos entrando na história.
Lamento apenas o facto de uma notória falta de criatividade nas pesonagens que povoam os seus livros. Por exemplo, a presença de um pintor na família, ou a importância de um quadro, é um ponto fulcral nesta história, assim como o foi nos seus outros dois livros "Solstício de Inverno" e "Os Apanhadores de Conchas".
Foi no entanto uma leitura agradável, embora tenha ficado com a sensação que a história poderia ter sido mais desenvolvida e elaborada.

(Obrigada Lígia pela partilha!)

"Levado pelo Mar" de Nora Roberts

Sinopse:
"Levado pelo Mar" conta a história de três irmãos, Cameron, Ethan e Philip, antigos jovens delinquentes adoptados por Raymond e Stella Quinn. Os irmãos são tão diferentes uns dos outros quanto é possível, mas têm em comum um imenso amor pelo casal que os adoptou e criou. Agora, adultos e por conta própria, têm de voltar à casa da família para honrar o último pedido do pai... Campeão de corridas de barcos, Cameron Quinn viajou pelo mundo esbanjando as suas vitórias em champanhe e mulheres. Mas quando na hora da morte o pai o chama para cuidar de Seth, um jovem problemático como ele já fora um dia, a sua vida dá uma reviravolta. Depois de anos de independência, Cameron tem de reaprender a viver com os irmãos, enquanto luta para cozinhar, limpar e cuidar de um rapaz complicado. Antigas rivalidades e novos ressentimentos despertam entre os irmãos, mas tudo terão de fazer para que Seth não saia prejudicado. Pois no final, será uma assistente social que decidirá o destino de Seth e, tão dura quanto bonita, ela tem o poder de unir os Quinn... ou de os separar para sempre.

A minha opinião:
Este livrinho chegou-me às mãos com um timing perfeito – estava mesmo a precisar de uma leitura simples e descontraída, embora, confesso, tenho vindo a ficar um pouco farta das histórias de Nora Roberts e só me decidi a ler este livro pois prometia uma abordagem diferente, de uma perspectiva mais masculina.
E realmente, este ponto de vista, as brigas entre irmãos, o amor e a amizade, o respeito, as teorias masculinas, e o dia a dia de uma família composta por 3 homens e um rapaz, está bem retratado e deu para rir um bocado com os disparates tão típicos dessa “raça” que são os homens.
Tenho que salientar uma passagem que me agradou especialmente, mas que é demasiado grande para transcrever aqui. Trata-se de um passeio de barco à vela e confesso que quase consegui sentir o vento na cara pela descrição feita. :)
De resto, é mais uma história típica de NR e apesar de não terem ficado resolvidos todos os mistérios, não vou ler os outros 3 livros desta saga da Baía de Chesapeake.


(Obrigada fbeatriz por mais esta partilha!)

"Descalças" de Elin Hilderbrand

Sinopse:
Três mulheres - carregadas com crianças e alguns problemas emocionais óbvios - chegam ao aeroporto de Nantucket numa quente tarde de Verão. Vicki, mãe de dois rapazes, está a tentar aceitar a notícia de que tem uma doença grave; a irmã, Brenda, foi despedida do seu prestigiado emprego de professora universitária por manter uma relação íntima com um estudante; e a amiga de ambas, Melanie, após sete tentativas falhadas de fertilização in vitro, está finalmente grávida - depois de descobrir que o marido tem um caso. Com o intuito de sarar as suas feridas, apanhando sol e sentindo a areia nos pés, fugiram para Nantucket sem saber que encontrariam Josh, um desconhecido que mudará as suas vidas.
Será que a adorável casa de férias, que pertence à família há gerações, vai ser suficientemente grande para o turbilhão de emoções que a invade? "Descalças" une estas quatro vidas numa história irresistível.
Um romance tão divertido, memorável e agridoce quanto a própria vida.

A minha opinião:
Este é daqueles livros cuja sinopse nos engana. Parece que vamos embarcar num romance, numa história divertida e simples e na verdade deparamo-nos com algo bem mais profundo do que isso.
O que acontece àquelas três mulheres são infortúnios tão comuns, que poderiam ter acontecido a alguém que conhecemos, familiar ou amigo, e que nos fazem pensar um pouco em como a vida é algo tão frágil. A mais pequena benção deve ser apreciada, pois nunca sabemos quando a poderemos perder...
De alguma forma sai um pouco do "normal" destes tipos de livros, não se tornando lamechas, e encerrado grandes verdades sobre lugares comuns.
Gostei, embora a forma de escrever desta autora não me tenha maravilhado por aí além.

(Obrigada fbeatriz do site Segredos dos Livros por esta oportunidade!)

"Quem quer ser Bilionário" de Vikas Swarup

Sinopse:
Por que está Ram, um pobre empregado de mesa de Bombaim, na prisão?
a) Esmurrou um cliente
b) Bebeu demasiado whisky
c) Roubou dinheiro da caixa
d) É o vencedor do maior prémio de sempre de um concurso televisivo

A resposta certa é a alínea d).
Ram foi preso por responder correctamente às doze perguntas do concurso televisivo Quem Quer Ser Bilionário?. Porque um pobre órfão que nunca leu um jornal ou foi à escola não pode saber qual é o mais pequeno planeta do sistema solar ou o título das peças de Shakespeare. A não ser que tenha feito batota.
Mas a verdade é que foi a própria vida a fornecer-lhe as respostas certas às dozes perguntas cruciais. Desde o dia em que foi descoberto num caixote do lixo que Ram revela instintos de sobrevivência infalíveis e aparatosamente criativos. Espantando uma audiência de milhões, serve-se dos seus conhecimentos de rua para arranjar respostas não só para o concurso televisivo mas também para a própria vida. Na história do jovem Ram concentra-se toda a comédia, a tragédia, a alegria e a amargura da Índia moderna.

A minha opinião:
Li este livro a uma velocidade alucinante! Exactamente à mesma velocidade em que se passa a acção. É uma história extraordinária e surreal que nos leva do sorriso ao choro num ápice.
Se realmente o filme se assemelhar minimamente ao livro, não me admiro nada que tenha sido nomeado para Melhor Filme nos Óscares de 2009.

(Muito obrigada Melrita por esta oportunidade!)

P.S. Update a 23/02/2009 - Ganhou os seguintes Óscares: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento adaptado, Fotografia, Som, Montagem, Banda Sonora Original e Canção Original!

"As Cinco Pessoas Que Encontramos no Céu" de Mitch Albom

Sinopse:
A vida parece não ter qualquer sentido para Eddie, 83 anos, um veterano da Segunda Guerra Mundial. Trabalha ainda como responsável de manutenção num parque de diversões, assolado por uma profunda sensação de solidão e de arrependimento por não ter vivido mais intensamente. Mas é no dia do seu 83.º aniversário que Eddie morre num acidente trágico, ao salvar a vida a uma criança. A última coisa que sente são duas mãozinhas a segurar as suas – e depois um imenso silêncio. É então que Eddie desperta no Céu. Extraordinariamente, estão à sua espera cinco pessoas – umas são perfeitos desconhecidos, outras são-lhe muito próximas. Cada uma destas pessoas fez parte da vida de Eddie por uma razão especial, embora ele não o compreendesse na altura.
Através destas cinco pessoas, Eddie vai descobrir as ligações invisíveis que constituíram o padrão da sua vida.
Será que os 83 anos que passou na Terra foram mesmo insignificantes ou tiveram, na realidade, algum sentido?

Sobre o Autor:
Mitch Albom é jornalista e comentador desportivo. É também autor de vários livros, de entre os quais se destaca As Terças com Morrie, um best-seller internacional com milhões de exemplares vendidos que ocupou os primeiros lugares da lista de best-sellers do New York Times durante quatro anos seguidos.

Factos interessantes:
Esta obra já foi adaptada pelo próprio autor para televisão, em 2004, com Jon Voight e Ellen Burstyn nos principais papéis, tendo sido nomeada para vários prémios de televisão, como os Emmys e o Critics Choice Awards.Em 2007, Mitch Albom escreveu um guião, For One More Day, que foi adaptado a filme para televisão, e que obteve a especial recomendação da Oprah Winfrey, tendo sido também nomeado para vários prémios, como o Satellite Awards.

A minha opinião:
Entrei nesta leitura, confesso, com algum cepticismo. Não sou grande adepta de livros filosóficos ou espirituais, e de alguma forma este livro me soava a algo do género.
A sua descoberta, foi no entanto, uma verdadeira surpresa!
Está escrito de uma forma muito "terra a terra", e é com uma grande simplicidade que o autor nos conta uma fábula. A mensagem escondida entre as suas linhas é sem dúvida uma mensagem magnífica e verdadeira, e logo ao fim de um ou dois capítulos damos por nós a tecer conclusões sobre as grandes dúvidas do mundo.
Fez-me lembrar um pouco a teoria das cordas, em como todos estamos interligados de alguma forma e em como o nosso mundo é tão pequeno.
Gostei bastante e fiquei curiosa sobre este autor.

(Obrigada Lígia querida amiga por mais esta partilha!)

"Gosto de Fazer Amor" de José F. Zurita

Sinopse:
"Gosto de olhar-te e ver-te assim. Tranquila. Disponível. Desejosa de estar comigo, de dar-lhe e de que eu te dê. Um intercâmbio de experiências, de recordações, de pensamentos e, sobretudo, de emoções. Sei que posso contar contigo. Estou seguro disso - o que constitui o melhor presente que alguém pode receber na sua vida. A confiança. Viver com uma mulher a seu lado. Tranquila. Disponível. Unidos por uma relação estreita mas não amalgamada. Tendo o amor como emoção principal."

A minha opinião:
Achei-o um livro bonito e singelo. Quase se assemelha a um diário, ou uma carta de amor escrito por um homem que vê a relação com o seu par, com uma grande clareza, e que parece ter descoberto a chave, ou melhor os segredos para um bom relacionamento.
Apenas me confundiu um pouco o primeiro capítulo, pois inicialmente me deu a sensação que ele termina a relação que tem com a mulher para encetar outra logo no capítulo a seguir. Mais tarde, no entanto, fico com a ideia que a mulher é a mesma. A forma com que ele vê a sua relação com ela é que mudou... para melhor.
(As ilustrações são um "must"!)

Obrigada ninnoca por esta partilha!

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

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