As Leituras da Fernanda... na TSF :)


Foi na passada quinta feira, dia 28 de maio. 
Mais uma experiência interessante que vos convido desde já a escutar. 

"Pequenas Grandes Mentiras" de Liane Moriarty (opinião)

Que livro sensacional! Mesmo espetacular!! Liane Moriarty entra, com este terceiro livro, para o meu top de autoras favoritas. :)

A ação passa-se numa pequena comunidade da península de Pirriwee, perto de Perth na Austrália, e logo nas primeiras páginas somos presenteados com um homicídio numa escola primária. No entanto, nem a vítima nem o motivo são divulgados. E esse vai ser um processo lento e demorado, mas muito intenso e cativante, do género de não conseguirmos pousar o livro, estão a ver?

Após essa introdução, a história retrocede alguns meses, e as três principais protagonistas da história começam a ser-nos apresentadas. Madeline, Celeste e Jane são mães de crianças que frequentam o jardim de infância, e que se tornam amigas, apesar de serem de diferentes idades e estratos sociais. À sua volta a história vai-se desenrolando. Madeline, a minha personagem favorita, é um verdadeiro furacão. Não deixa nada por dizer, e gere a sua família com uma mão terna e firme. Tem verdadeiros acessos de loucura e os seus disparates são por vezes hilariantes. A forma como o ex-marido e a sua nova família lhe complica o sistema é o máximo. Mas eu não gostava de estar na situação dela! 
Celeste é a mulher perfeita. Dona de uma beleza, corpo e vida invejáveis, tem um marido igualmente perfeito e uma conta bancária ilimitada. Mas, e aqui se aplica o costumeiro ditado, nem tudo o que parece é. Sou sincera, gostei do evoluir de Celeste. É um bom exemplo para muitas pessoas.
Relativamente a Jane, não sei se hei-de adiantar muito ou não. Digo-vos apenas que foi uma personagem que cresceu durante o livro. E a Jane do início não é definitivamente a Jane do final. 
Todas as personagens estão muito bem elaboradas e têm o seu lugar e objetivo específico. Por exemplo, há personagens que vamos conhecendo através de pequenas entrevistas, no final ou no início de cada capítulo. E este é um pormenor é fantástico! As entrevistas não só nos fornecem pistas, como nos baralham, e isso, meus caros, é desconcertante! Aliás, todo o livro está projetado para causar um efeito de antecipação no leitor, que por vezes não se concretiza, pois a ação muda subitamente de direção. Fabuloso! Absolutamente fabuloso!

As críticas da autora à sociedade também são notórias: a forma como determinados assuntos do foro escolar são tratados por parte de alguns pais, extrapolando a sua importância, e assumindo contornos absolutamente ridículos, o bulling, tão atual nos dias de hoje, e a violência doméstica, um segredo sempre muito bem escondido no seio familiar.
Mas este livro é também à volta da amizade. Uma amizade, por vezes sem explicação, mas que se insurge contra tudo e todos, unindo aquelas três mães, e levando a história a bom porto.

O final é brilhante! Não só tudo é revelado, como resolvido. E a mim só me apetecia dar com a cabeça na parede por não ter visto o que estava mesmo em frente aos meus olhos!
É como vos digo, é um livro fabuloso e viciante que vos vai fazer perder horas de sono!!

Recomendo sem hesitações. J

"O Filho Pródigo" de Colleen McCullough (opinião)

Há alguns anos li “Um Passo à Frente” de Colleen McCullough, o seu primeiro policial. Escusado será dizer que adorei, como todos os outros livros que li dela. Mas lembro-me que não foi uma leitura fácil, tal como este agora não o é. Mas a autora é fenomenal. Mesmo com os cenários mais complicados, naquele caso em relação a um laboratório de investigação médica, ela consegue transpor a barreira de uma eventual dificuldade linguística (muitos termos médicos complicados) e escreveu um policial fabuloso. Tal e qual como neste que agora terminei!

Uma das características dos seus livros, quer sejam policiais ou não, é que Colleen McCullough aborda sempre questões sociais importantes, normalmente relacionadas com o papel das mulheres na sociedade. Este livro não escapou à regra. Aqui, ela põe o dedo na ferida e esmiúça a sociedade típica dos anos 60, e o que era esperado ou não de uma mulher, sendo provável que ela própria tenha passado por algumas situações menos boas, uma vez que encetou, exatamente nos anos 60, e no Connecticut, uma carreira na pesquisa neurológica.
A par e passo com essa discriminação, a autora aborda ainda neste livro os preconceitos existentes naquela época (e quiçá ainda hoje em dia) sobre os casamentos inter-raciais – a história roda à volta de um casal de biocientistas, ele negro e ela caucasiana.
Mas o enredo complica-se na medida em que o local onde começam a acontecer homicídios, é uma pequena e pacata vila no Connecticut, que cresceu à volta de uma universidade, e onde toda a gente sabe a vida uns dos outros.

Com um rol de potenciais testemunhas e suspeitos para interrogar, o detetive encarregue do caso é novamente Carmine Delmonico, que iniciou esta saga em “Um Passo à Frente”. É um detetive à moda antiga que prima pela dedução lógica e por confiar nos instintos, seus e de alguns colegas. A sua equipa é deveras fascinante, começando por Delia, uma britânica com um sentido de moda algo excêntrico, que consegue chegar a determinados locais onde os homens não conseguem, até à sua esposa, Desdemona Delmonico, que o brinda com uma boa dose de sabedoria e humor ao jantar. Desdemona é uma das minhas personagens favoritas!

Gostei muito da leitura deste 4º policial de Colleen McCullough, que apesar de pertencer a uma saga, aguenta-se bem sozinho, não sendo necessário ler os anteriores para o complementar. Adorei a voltas e reviravoltas no enredo, que nos leva a suspeitar primeiro deste, depois daquele e mais tarde de um outro.

Espero que a Bertrand aposte na publicação do último desta saga, pois ler Colleen McCullough nunca me cansa. J

Em destaque: "Animorphia" de Kerby Rosanes

O mais aguardado e deslumbrante livro de colorir para adultos chega às livrarias no dia 8 de junho!


Bem-vindo ao estranho e fabuloso universo de Kerby Rosanes, um dos artistas de doodles mais populares em todo o mundo. O seu universo é composto de espantosas criaturas e objetos que se fundem e transformam em animais de uma beleza ofuscante. Aqui encontra
imagens assombrosas para completar e colorir, que o ajudarão a relaxar e a melhorar a sua capacidade de concentração.
Animorphia é um livro para colorir, desenhar e explorar como não há igual.


Sobre o autor:
Kerby Rosanes é um jovem desenhador filipino que utiliza vulgares canetas pretas na criação do seu mundo encantado de desenhos exaustivamente detalhados.
O jovem artista considera as suas criações como um hobby que se transformou em trabalho assim que surgiu o reconhecimento por parte de blogues de design, revistas e comunidades online. É hoje um dos desenhadores de doodles mais populares em todo o mundo, com 1,3
milhões de seguidores na sua página de Facebook.
Abandonou recentemente o seu emprego como designer gráfico para abraçar finalmente a sua paixão: criar mais arte para projetos pessoais e para diversos clientes, entre os quais se encontram empresas como a Nike, a Ford, a Mazda ou a Huawei.
Animorphia é o seu primeiro livro de colorir para adultos, que tem feito furor nas redes sociais.

PASSATEMPO EM BREVE!!

(ATUALIZADO) Passatempo "Mandalas e Outros Desenhos Zen para colorir"

Lembram-se deste livrinho?
Pois, a Planeta lançou outro livro do género, e o blog As Leituras da Fernanda tem o prazer de anunciar um passatempo para sortear um exemplar entre os seus seguidores.

Mas desta vez vamos fazer as coisas de um modo diferente. :)
Convido-vos a enviar uma mandala pintada por vós para o meu email. A mais bonita e original será a vencedora, e o/a seu/sua autor/a receberá este livro.
Preparados?
Canetas e lápis em riste e vamos a isto!
Têm até dia 5 de junho de 2015 para participar. :)

Boa sorte!

P.S. Para escolher uma mandala aconselho-vos a procurar no Google "mandalas para imprimir".

Exemplos de mandalas


Em destaque: "D. Teresa" de Isabel Stilwell

Esta é a história de Teresa, uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações.

Filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Viúva aos 25 anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha.

Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal. D.Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder é um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história - mãe de D.Afonso Henriques, amante de Fernão Trava e Rainha de Portugal.

Para mais informações sobre este livro, podem consultar a página do mesmo no site da Editorial Presença » aqui.

"Quando o Sol Brilha" de Rui Conceição Silva (opinião)

Há algo de especial em ler um livro que foi originalmente escrito na nossa língua mãe. É que não há comparação, mesmo que a tradução seja muito boa. E quando um livro está tão bem escrito como este que agora terminei, a sua leitura é mágica, toca-nos nas terminações nervosas, e quando chegamos à última página, sentimo-nos mais cheios, mais completos.
Não conheço o autor, e pelo que parece este é o seu primeiro romance. Espero que encontre mais histórias dentro de si, e que continue a escrever, dando-nos a possibilidade de o ler.

A história é simples. É a história de uma família, passada numa aldeia perdida nos confins de uma serra no tempo do outro senhor. Mas a forma como nos é contada… logo desde as primeiras palavras, sabemos que transpusemos uma porta e não podemos voltar atrás. Sabemos que temos de continuar a ler.

«Acho que vi cavalos no horizonte.»
Disse o meu pai com olhos de luz, naquele sábado tão longe dos sonhos.
Assim começa o livro.
E de imediato somos transportados para aquele lugar. À medida que as letras desfilam perante os nossos olhos, somos embalados pelo relato de uma vida, pela história de uma aldeia, pelo caminho que uma família que tem de percorrer para lidar com a perda e arranjar maneira de sobreviver. E a própria história é relato desse percurso, que nem sempre é fácil, pois um caminho cheio de pedras é sempre difícil de percorrer. Mas o autor consegue transformar a dor em esperança, por isso este é também um relato da redescoberta da esperança, do amor.

«Que a felicidade está no amor que distribuímos e que apenas recebemos amor para que o passamos redistribuir por aqueles que amamos. Porque o náufrago que chega à praia sabe que a sua vida nunca mais será igual. Que há agora um tempo diferente dentro do mundo, anos que se transformaram em instantes e futuros que se transformaram em hoje e agora. Que os sonhos já não são feitos de triunfos nem de dias ainda longínquos, mas sim da sensação de acreditar. Que as estrelas à noite já não são tão discretas como dantes, mas sim os olhos do Universo e da imensidão, pontos de luz que nos podem salvar, indicando-nos o Norte e o Sul, o Leste e o Oeste. Que a vida já não é uma estrada sem fim, mas antes um pequeno caminho num simples vale, entre contrafortes de grandes montanhas. Que tem de existir amor, uma qualquer forma de amor, um pretexto de alma que nos impulsione a partilhar. Pois o náufrago que chega à praia sabe agora que a luz da manhã é melhor do que qualquer sonho que a noite possa ter oferecido. Que acordar, mesmo ferido, é melhor do que morrer sem cicatrizes. Que mesmo no deserto existem oásis que nos podem salvar. Mas que, para isso, é preciso que tenhamos aprendido a orientar-nos pelas estrelas.»

Este livro é um hino. A uma época, à inocência e ao amor.
Espreitem a sinopse, e deixem-se envolver pela história de Edmundo, um homem simples, que amava a sua família, e que gostava de ler. Leiam o livro e deixem-se encantar com as palavras de um autor que escreve com o peso da alma na ponta da caneta…

«Dizia-se na aldeia que a madrugada libertava músicos da floresta. Que era um bosque encantado. Uma daquelas tolices que muitos acreditam. Não obstante, a floresta era generosa. Quando as giestas acordavam, deixava passar o sol educadamente, e este entrava nas ruelas da aldeia como se fosse uma espécie de salvador. Ao vê-lo, as almas dos aldeões beliscavam os corpos e diziam-lhes: «Acorda, preguiçoso, que o dia está bonito e os campos anelam a tua presença.»
(…)
Em volta da aldeia, existiam hortas bem cuidadas e muitos pastos penteados pelo vento, bosques adormecidos como cães velhos e uma ribeira que não descansava, trabalhando dia e noite a levar água.»

Absolutamente maravilhoso!

Resultado do Passatempo "Mindfulness"

Cá estou eu para anunciar o vencedor deste passatempo magnífico!
Como sou grande fã deste género de livrinhos, é com muito prazer que ofereço, junto com o exemplar do livro "Mindfulness", cortesia da Lua de Papel, a quem muito agradecemos, um conjunto de lápis para que o feliz contemplado possa começar desde logo com as suas pinturas. :)


Aqui ficam as respostas corretas às questões colocadas:
O que é o mindfulness? É dedicar a nossa atenção plena a uma atividade.
Do que precisa para praticar o mindfulness com este livro? Lápis ou canetas de feltro.
Complete: "Terapia anti-stress para..." Toda a família.

Aqui fica então o nome da vencedora, escolhida aleatoriamente de entre um total de 259 participantes considerados válidos:

Eunice Sousa
de Castelo Branco

Muitos parabéns!!! Irás receber o livro e os lápis muito em breve na tua morada.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

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Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

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