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"O Que Falta ao Tempo" de Ángela Becerra

A minha opinião:
Ángela Becerra tem sido comparada a Gabriel García Marquez, a Isabel Allende e a Paulo Coelho. Conhecendo a obra destes três autores consigo encontrar os pontos em comum e entendo a comparação. No entanto e a meu ver, a forma como ela escreve e a maneira como nos faz chegar a história ao entendimento é demasiado diferente, especial mesmo, ultrapassando os autores citados, apesar de todo o seu protagonismo.
Fiquei logo rendida com o seu primeiro livro “O Penúltimo Sonho” que me arrebatou completamente. Depois devorei “Amores Negados”, um livro de extrema espiritualidade, sensualidade e erotismo. Agora, perante “O Que Falta ao Tempo” quase fiquei sem palavras.
É um romance magnífico, pincelado com cores fortes que nos leva numa surreal viagem através da dualidade humana. Com o pêndulo da pintura em eterno movimento, é-nos apresentada a história de Mazarine e da “sua” Santa Sienna, que por sua vez foi inspirada na verdadeira história de Santa Clara Mártir.
Por um labirinto de emoções, desfila um rol de personagens incríveis, desde pintores e artistas conhecidos de todos os séculos, a uma seita oculta milenar.
Mas neste livro a mensagem subliminar que surge no título, é sem dúvida a sua mais preciosa lição. A eterna pergunta “o que falta ao tempo?”, à qual surge como lugar comum a resposta errada: “tempo”, é definitivamente respondida da única forma possível, e que não vou aqui revelar.

Esta leitura deixa-nos com um gosto de sabor a pouco nos lábios, e apenas nos resta esperar por uma próxima publicação. Ao que parece a autora já publicou um novo romance na sua língua natal. Aguardamos a versão portuguesa para “Ella, Que Todo Lo Tuvo” que já recebeu o Prémio Casamerica 2009.

"Amores Negados" de Ángela Becerra

Sinopse:
Um romance magistral marcado pela espiritualidade, pela sensualidade e pelo erotismo de uma autora por muitos comparada a Isabel Allende.
Classificada como «romance magistral» e «uma bela lição literária de erotismo» pela crítica da Colômbia, Amores Negados mergulha-nos na sensibilidade mais refinada e no humor mais subtil, no que foi definido como idealismo mágico.
A história de amor entre Fiamma dei Fiori e Martín Amador é como as ondas do mar. Açoita, bate, acaricia, lambe, vem e vai, num vaivém de sentimentos desencontrados que submergem o leitor na voragem das contradições sentimentais. O amor e o desamor, a rotina e a paixão, a espiritualidade e a rebeldia fazem parte da vida de Fiamma dei Fiori, uma mulher inteira e verdadeira no momento mais pleno… e mais vazio da sua vida.

É uma belíssima história de amor que decorre numa cidade portuária onde o tempo parece acompanhar os desassossegos deste casal. Transbordante de vibrações de vida, procura, idealismos, sonhos possíveis e impossíveis, alegrias e solidões, até conseguir o que todos desejamos: encontrar-nos a nós mesmos.

A minha opinião:
Um dos melhores livros que li no ano passado foi exactamente desta autora “O Penúltimo Sonho” por isso quando me surgiu a oportunidade de ler o “Amores Negados”, agarrei-a com as duas mãos e devo dizê-lo não me desiludi.
Apesar de ser uma história diferente, escrita também num outro contexto, é um livro sem dúvida magnífico, merecedor do prémio que arrecadou do Latino Literary Award.
Basicamente, é uma história de amores que não chegam a ter a oportunidade de o ser na sua plenitude, no fundo, amores negados.
Mas na verdade é muito mais do que isso. É uma história que pega na fantasia e no esotérico, na filosofia e no fantástico, e habilmente os mistura com a realidade. As alegorias e as analogias utilizadas são uma delícia que me encantaram e sem saber bem como consegui rever-me em tantas situações... esse, acho eu, é capaz de ser o segredo fechado a chave de ouro nas entrelinhas desta história: o fazer o leitor pensar seriamente nas coisas que realmente são as mais importantes nas relações.
É daquele tipo de livros que pegando nele só a contra gosto o conseguimos pousar, mas atenção, não é um tipo de leitura para toda a gente. Apesar de saber que muitos não concordarão, para mim, a forma como este livro está escrito é simplesmente divinal. Deixo aqui um pequeno exemplo:

(…) Tinham voltado as temíveis tempestades. Em Garmendia del Viento, a gravilha revoltosa andava agitada fazendo das suas, metendo-se em todos os orifícios que encontrava. Era o maldito vento salgado que tanto temiam os confeiteiros que costumavam instalar-se no Portal de los Dulces. Todas as doçuras dos seus escaparates acabavam salgadas por culpa do chicote castigador vindo do mar. Esse pozinho salitroso encarregava-se de desajustar as dobradiças, fazer chorar os galos, temperar as hóstias e oxidar até os corações mais blindados. Os dentes moíam a areia, sendo impossível um beijo limpo de sais minerais. (…)

Merece indubitavelmente as minhas 5 estrelas.

(Muito obrigada Canochinha por esta partilha maravilhosa!)

"O Penúltimo Sonho" de Ángela Becerra

Sinopse
1939 - Joan Dolgut e Soledad Urdaneta vivem intensamente o seu primeiro amor, num contexto em que tudo os separa: as classes sociais, os costumes da época, o dinheiro e, até, um oceano. A sua existência converte-se num sonho por cumprir, que termina no final das suas vidas, com um desenlace surpreendente.
Muitos anos depois, os filhos de Joan e Soledad encontram-se pela primeira vez. Os dois são chamados para identificar os corpos dos respectivos pais, que se suicidaram vestidos de noivos. Confrontados com a trágica despedida do casal, vão tentar descobrir o grande segredo que dominou a vida dos pais e os conduziu à morte. Entre os filhos vai desenvolver-se uma relação que abarca sentimentos inesperados, paixões por resolver, contradições, equívocos, espiritualidade e erotismo, narrados com uma intensidade única.
O Penúltimo Sonho é um hino aos sentimentos que prevalecem sobre os interesses, as regras e os costumes de cada época.
Prémio Azorín 2005 - Melhor romance colombiano do ano

Sobre a autora:
Ángela Becerra nasceu em Cali, Colômbia, onde estudou Comunicação Visual e Desenho Publicitário. Foi redactora e directora criativa de agências publicitárias de Cali e Bogotá até 1998. Nesse ano veio para Barcelona, onde foi, durante 13 anos, vice-presidente criativa de uma das agências mais importantes de Espanha.

Em 2000, abandona a carreira publicitária, distinguida com vários prémios internacionais, para viver em exclusivo a sua paixão: a escrita literária. No ano seguinte publica uma selecção de poemas, Alma Abierta. Segue-se o romance, De los amores negados (2004), que obteve o Prémio Latin Literary Award, da Feira do Livro de Chicago, tendo sido distinguido pela crítica e pelos leitores tanto em Espanha como na América Latina. A sua obra seguinte, O Penúltimo Sonho, recebeu o Prémio Azorín.

A minha opinião:
São poucas as histórias que me tocam da forma como esta me tocou.
Terminei a leitura deste livro há momentos, e sem ainda ter secado as lágrimas que escorreram pelo meu rosto, quis escrever estas palavras.
Que história maravilhosa, esta a de Joan, o pianista das ondas e de Soledad, a sua menina do ar. É a história de um amor que negado, consegue ultrapassar a distância, o tempo, as vicissitudes da vida, as contrariedades e os próprios corpos. É a história de um amor que se ultrapassa a si próprio e se transforma, renascendo.
Joan, Soledad, Andreu, Aurora, Borja e Mar, nomes que não quero esquecer e que são sem dúvida um hino ao AMOR.
Tenho de encontrar mais livros desta autora.
Na minha humilde escala de classificação de 0 a 5, dou-lhe um 6!


(Obrigada pelo empréstimo, querida Semídio. Esta leitura encheu-me a alma!)

Ángela Becerra

Ángela Becerra nasceu em 1957 em Cali na Colômbia, onde estudou Comunicação Visual e Desenho Publicitário. Foi redactora e directora criativa de agências publicitárias de Cali e Bogotá até 1998.
Nesse ano veio para Barcelona, onde foi, durante 13 anos, vice-presidente criativa de uma das agências mais importantes de Espanha.
Em 2000, abandona a carreira publicitária, distinguida com vários prémios internacionais, para viver em exclusivo a sua paixão: a escrita literária.
No ano seguinte publica uma selecção de poemas, Alma Abierta. Segue-se o romance, De los amores negados (2004), que obteve o Prémio Latin Literary Award, da Feira do Livro de Chicago, tendo sido distinguido pela crítica e pelos leitores tanto em Espanha como na América Latina. A sua obra seguinte, O Penúltimo Sonho, recebeu o Prémio Azorín e foi considerada o melhor romance colombiano de 2005, pela Associação de Livreiros da Colômbia.

Em Portugal foram editados pela Casa das Letras os seguintes livros:
- "O Penúltimo Sonho" (2007)
- "Amores Negados" (2008)
- "O Que Falta ao Tempo" (2009)

Já se encontra publicado em espanhol o seu novo romance "Ella, Que Todo Lo Tuvo", do qual já ouvi falar muitíssimo bem. Aguardamos que o mesmo seja publicado na língua de Camões. ;)

(Informação actualizada em Fevereiro de 2011)

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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