Mostrar mensagens com a etiqueta Emílio Miranda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emílio Miranda. Mostrar todas as mensagens

"A Princesa do Corgo" de Emílio Miranda


Costumo a dizer que não sou uma aficionada de livros históricos (embora muitas vezes me tenham provado que não é bem assim! lol), mas a verdade é que gosto de intercalar um ou outro deste género nas minhas leituras. Quando o livro aborda a história de Portugal e ainda por cima o autor escreve na língua de Camões, para mim é ouro sobre azul.

Na verdade, acho que nunca li um livro como este, que me levou a viajar até à época de D. Dinis e à forma como o comum dos mortais vivia nesses tempos. A influência da Igreja, o abuso do poder por parte da nobreza, a fome e as dificuldades pelas quais passava o povo. As personagens são fascinantes por soarem tão reais e por se tornarem tão “nossas”. Adorei a forma como o autor incorpora os pensamentos, moralidade e convicções de cada uma delas na narrativa. Lindo!
Mas na realidade, o mais fascinante deste livro, e que a meu ver merece todo o crédito e destaque, é percebermos como era construída uma vila em Portugal naquela época. Pedra a pedra, cada muralha, cada edifício, construídos com suor e sangue e extrema dedicação, são ainda hoje encontrados em todas as cidades deste nosso Portugal. Era assim que eram construídos e ainda hoje muitos deles se mantêm orgulhosamente de pé.

Adorei ler A Princesa do Corgo e a grande vontade que este livro me deixou foi revisitar a cidade que aprendi como foi construída, Vila Real, e vê-la certamente com outros olhos, talvez procurando em cada esquina alguma das personagens que enriqueceram a história.
Os meus sinceros parabéns a Emílio Miranda pelo seu excelente trabalho de pesquisa e pelo amor que notoriamente devota às letras.
Muito obrigada por me ter lançado este desafio!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site do autor.

"De Névoa e de Vento" de Emílio Miranda

Como sou uma ávida leitora, não consigo andar sem ter um livro sempre atrelado a mim. Ora acontece que o livro que ando atualmente a ler é ligeiramente pesado, por isso, quando vou a qualquer lado onde sei que não me vou demorar muito, opto por levar uma companhia mais levezinha para me entreter, tipo nas filas de trânsito, supermercado, ou na sala de espera do dentista. ;)
Esta semana que passou, a minha companhia mais levezinha foi esta.
“De Névoa e de Vento” é um conjunto de contos escritos de forma sublime por um autor português, Emílio Miranda. Já ouviram falar? Pois então descubram-no, porque é um autor que vale mesmo a pena ler.
Uma das coisas que mais me tocou é a maneira como Emílio Miranda consegue transmitir na perfeição os cenários que compõem as suas histórias. Tanto nos transporta para um cenário de guerra, onde o cheiro a sangue se mistura com o pó levantado pelos cascos dos cavalos e o sabor a medo nos passa pelos lábios, como nos consegue pousar gentilmente num campo ponteado pelo orvalho, junto a num pomar efervescente de sons, cheiros e sabores. Extraordinário, mesmo.

Como acontece nos livros de contos, há uns dos quais se gosta mais do que outros, mas por incrível que pareça, neste “De Névoa e de Vento” quase não consigo destacar um conto. Existe uma certa consistência na escrita de Emílio Miranda que torna difícil esse destaque. Talvez o conto que dá nome ao livro me tenha tocado um pouco mais. Romântica como sou, não é de admirar… ao fim e ao cabo é uma história de amor.

“De Névoa e de Vento” foi um bom cartão de apresentação de Emílio Miranda. Estou ansiosa por pegar num dos outros livros deste autor português – “A Princesa do Corga” e “Uma Linha de Torres” já estão na minha estante. :)

Para mais informação sobre este livro ou sobre os outros livros deste autor, convido-vos a espreitar o seu site.

Em destaque: "De Névoa e de Vento" de Emílio Miranda


Do mesmo autor de "A Princesa do Corgo" chega-nos este livro de contos que muito promete...

Excerto:
«Heitor tinha apenas dez anos e na alma o mesmo frio que lhe enregelava o corpo; os pés descalços estavam roxos e os dentes tiritavam como castanholas, enquanto ele fitava o seu senhor escarranchado sobre o cavalo, a armadura posta sobre uma grossa túnica de lã, os pés envoltos em botas de cabedal fino, protegido contra as espadeiradas pelas caneleiras reluzentes. Fitava o seu senhor sabendo que teria de o seguir, fosse ele para onde fosse, carregando-lhe as armas e atendendo aos seus pedidos, mal fossem sequer pensados. Para ele, tudo aquilo era novo; menos o terror que lhe apertava as entranhas, aquele medo que toda a criatura deve sentir quando se encontra perante a morte, ou pelo menos perante a possibilidade pensada de ela ocorrer.»

Em destaque: "Uma Linha de Torres" de Emílio Miranda


Sinopse: 
A Aventura de um Rapaz, em busca do pai, que nos transporta até ao tempo das invasões Francesas e da construção das linhas de Torres Vedras.

Excerto:
«Mas quem eram aqueles franceses que todos temiam?
O padre Isildo afirmava constantemente, com o ar zangado que lhe fazia eriçar os pêlos das sobrancelhas, dando-lhe o ar de um cachorro atiçado, que eram como uma praga, devorando tudo à sua frente!
Considerava-os responsáveis por todas as desgraças, havidas e a haver, e uma espécie de demónios a quem chamava hereges, destruidores de igrejas e Jacobinos. (Nunca percebera o que tal nome queria dizer, mas não devia ser grande coisa, pela forma como o proferia.) Na sua opinião, os franceses pretendiam não apenas mudar a face do mundo, mas destruí-lo, como se fosse um baralho de cartas. Eram - afirmava ainda - os maiores ladrões que o Demo largara à face da Terra.»

Em destaque: "A Princesa do Corgo" de Emílio Miranda

Sinopse:
El-Rei Dom Dinis redige, a 4 de Janeiro de 1289, aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.
Para este projecto concorrem um conjunto de personagens, entre os quais se contam Simão da Cruz, fugido por um crime que em Guimarães cometeu, Maria da Conceição e família, fugidos à pobreza, à fome e à mão pesada de um senhor severo, Manuel Mestre-de-Obras, a quem é dada a missão de erguer os muros da vila, Zacarias, o prestamista, de quem muitos dependem e poucos gostam, Robalo o tolo - sentinela vigilante e tudo menos néscio - Adosinda, a Bruxa do Corgo, uma excêntrica que vive só junto às margens do Corgo e assiste com as suas mezinhas a quem se socorre dela, Pero Anes Foucinha - personagem real, clérigo de Mouçós, que foi procurador de El-Rei naquela região - e tantos outros que, página após página, vão desfilando perante os nossos olhares, colhendo simpatias, ou nem por isso.
A bela Filomena, rapariga muda, cuja paixão nos comove e por quem, irremediavelmente, nos apaixonamos, Maria da Conceição que nos divide os afectos, Gertrudes e Ana Vesga, as coscuvilheiras da vila que nos molestam quase tanto como aos personagens da história, Padre Hermenegildo que morre após uma lauta refeição, como um santa a quem não se escutou um ai ou um ui e o seu sucessor que vê finalmente construída a igreja que o primeiro tanto ansiou e nunca chegou a ver. Por fim, Salomão e Inês, a quem o amor venceu e a vida surpreendeu e, provando uma vez mais que a mentira tem perna curta e que mais tarde ou mais cedo acabamos por nos confrontar com as nossas culpas e os nossos fantasmas... deparamo-nos com o (in)esperado desfecho, que é afinal o princípio daquela que, tão orgulhosamente, conhecemos nos nossos dias como Vila Real (de Trás-os-Montes) a Princesa do Corgo.


Sobre o autor:
Emílio Gouveia Miranda nasceu em Luanda, Angola, a 28 de Março de 1966. Em 1975, em resultado da guerra colonial, vem para o norte de Portugal, de onde os pais são originários. Durante o resto da sua adolescência reside em Vila Real, onde começa a escrever os primeiros textos que compõem esta obra, em 1986, pouco antes de iniciar o serviço militar, cuja carreira vem a seguir, ao ingressar no Curso de Formação de Sargentos. 
Apaixonado pela História e pelo mundo medieval, de que esta obra é exemplo, além de «A Princesa do Corgo» já terminou o seu próximo romance a publicar: «Teppô-Ki – O Livro dos Mosquetes». Emílio Miranda presta serviço no Campo Militar de Santa Margarida e reside actualmente em Vila Nova da Barquinha.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

ASA

Quinta Essência

Planeta

Porto Editora

Bertrand

Lua de Papel

Cultura Editora

Oficina do Livro

Editorial Presença

Jacarandá

D. Quixote

Clube do Autor

Livros d'Hoje

Casa das Letras

Suma de Letras

Vogais

Saída de Emergência

Esfera dos Livros

TopSeller

Objetiva

Marcador

Visualizações de página na última semana

Copyright © 2005-2017 Blogger Template (Adapted by Fernanda Carvalho)