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"Um Castigo Exemplar" de Júlia Pinheiro (opinião)

Há uns tempos surgiu a moda de tudo o que era ator ou apresentador de programas televisivos escrever um livro. No meio dessa onda surgiu o nome de Júlia Pinheiro. O livro, "Não sei nada sobre o Amor" nem sequer me despertou a atenção. Mas depois, por causa de uma amiga, li-o e mudei de ideias. O primeiro livro desta senhora foi um espanto! E agora com este segundo, "Um Castigo Exemplar", ela confirma-se como a excelente escritora que é. Por mim, podia reformar-se da televisão e dedicar-se exclusivamente à escrita, mas já sabemos que é difícil viver disso. Por isso, ao menos espero que ela não desista desta veia, e insista, insista, presenteando-nos com as suas histórias e bela escrita, pelo menos de vez em quando.

A história passa-se na segunda metade do século XIX, e a protagonista é uma jovem burguesa, Amélia, filha de um juiz e de uma mãe eternamente doente. Ora Amélia, como todas as jovens casadoiras naquele tempo, tem de se sujeitar ao que o pai lhe propuser para marido, e quando um candidato de famílias nobre e com uma bela figura lhe aparece à frente, ela julga ter um futuro risonho e promissor. E aparentemente tudo indica que sim, mas os planos de Henrique são muito diferentes do que ela, ou o pai, poderiam suspeitar. E mais não digo. ;)

É uma excelente crítica à sociedade da época, em pleno revirar político da monarquia para a república, tema que a meu ver a autora poderia ter explorado um pouco mais. Gostei imenso de conhecer intimamente Amélia. Afinal a história é narrada pela própria. Os seus pensamentos, as suas ideias, e o contar dos acontecimentos após o facto, tudo isso contribui para que o leitor fique preso à leitura logo após as primeiras páginas.

Júlia Pinheiro, confirma-se, é uma autora a não perder de vista. 
Mais por favor, Júlia. ;)

Muito bom. Recomendo sem hesitações.


Para mais informações podem espreitar aqui ou consultar a página do mesmo no site de A Esfera dos Livros » aqui.

Em destaque: "Um Castigo Exemplar" de Júlia Pinheiro

Sinopse:
Muito antes de amar o meu marido, odiei-o profundamente. Não tive alternativa, nem ninguém me ensinou outro caminho. Procurei conselho junto da minha família, entrei desesperada no confessionário para revelar a sombra que se apoderava do meu coração. Todos os esforços se revelaram em vão. Eu, como qualquer mulher do meu tempo e da minha classe, fui ensinada a fazer dos sentimentos a razão da minha existência. Não me posso sujeitar à indignidade do trabalho e não escondo que acho a caridade entediante. Só me restou o amor, o casamento e a maternidade. Como falhei estes desígnios, abracei o ódio com a ternura e o empenho com que qualquer marido gostaria de ter sido amado. Até o meu.

Amélia Novaes, uma jovem tímida, sem berço e de aparência banal, é inesperadamente cortejada por um dos solteiros mais desejados do Porto do final do século XIX — Henrique Bettancourt Vasconcelos, filho do terceiro visconde De Lara. Apesar do desagrado da família do aristocrata, o casamento não tardará a acontecer e, no seu novo estatuto, Amélia antevê uma vida de conforto e alegria. Mas a sua ilusão começa a ruir quando Henrique decide partir sozinho para uma longa viagem pela Europa, para dar asas aos seus negócios. É então que a mágoa toma o lugar do sonho no espírito de Amélia, a cujas transformações vamos assistindo neste romance intenso, surpreendente e profundamente revelador da natureza humana, que marca o regresso de Júlia Pinheiro à ficção depois do sucesso de "Não Sei Nada Sobre o Amor".

Sobre a autora:

Júlia Pinheiro é profissional de comunicação há trinta anos. Apresenta diariamente Queridas Manhãs na SIC, estação onde também exerce o cargo de directora de Conteúdos. Apresentou inúmeros programas nos três canais de televisão generalistas portugueses. É Publisher da revista Activa. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Tem uma pós-graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lisboa.
É casada e mãe de três filhos. Tem 53 anos e já é avó.

"Não Sei Nada sobre o Amor" de Júlia Pinheiro

Sinopse:
Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensanguentada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério. A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados numa saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca-vergonha. Não Sei Nada sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de história, através do olhar de Maria Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.

A minha opinião:
Admito que não teria pegado neste livro se não fosse uma querida amiga insistir que era uma excelente obra. Não pela autora em si, que neste momento não me diz grande coisa (apenas recordo com saudade a outra Júlia Pinheiro dos velhos tempos das Noites da Má Língua), mas pelo facto da moda que anda agora pelo nosso país de que tudo o que é celebridade ou vedeta da TV publicar livros a torto e a direito, sendo que a qualidade da grande maioria deixa muito a desejar. Mas fugiu à regra a Luísa Castel-Branco e fugiu também à regra este livro da Júlia Pinheiro.
O livro conta-nos a história de 4 mulheres, iniciando-se nos anos 30 com Maria da Glória. Mais tarde, a sua filha Maria da Purificação sobrevive ao Estado Novo, e a sua neta Maria da Glória, que assiste às alterações sociais e políticas do 25 de Abril. No final surge Benedita, filha de Maria Clara, que bem podia ter sido uma colega minha de escola.
Gostei imenso e confesso que aprendi bastante. Gostei muito de ver a evolução do nosso país reflectida na vida destas 4 mulheres, que afinal de contas, pelos revezes da vida em si, que ao que parece não sabiam nada sobre o amor.

Estou feliz por ter lido este livro e confesso que espero com alguma curiosidade uma próxima publicação.

(Obrigada querida Bé, não só por me teres facultado este livro, mas pela tua insistência para que o lesse.)

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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