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"O Meu Coração Entre Dois Mundos" de Jojo Moyes (OPINIÃO)

Sabem quando mergulhamos de tal maneira num livro que parece que estamos lá, caladinhos, pequeninos, a observar as cenas que se desenrolam debaixo do nosso olhar? Foi o que me aconteceu com este livro. Mas vamos por partes...

Primeiro, o título. A-do-ro! Retrata muito bem a história de Lou, ao longo de todo o livro! ;) Podem pensar que é um título demasiado óbvio, mas quando chegarem ao fim irão perceber o quão fidedigno ele se revela.

Depois, o facto de finalmente termos a história de Lou, sem o Will. Houve quem dissesse que o segundo livro, Viver Sem Ti, foi um bocado forçado, uma forma da autora "fazer render o peixe". Sem dúvida que foi uma história um pouco mais negra do que a primeira, pois Lou teve de lidar com os efeitos da perda de Will, mas sinceramente, agora com este terceiro livro, dá para perceber que foi um degrau na escada da vida de Lou Clark e que sem ele não seria possível chegar até aqui.

Neste novo livro, a vida de Lou arranca finalmente. Ela parte para Nova Iorque decidida a vingar na cidade que nunca dorme. Mas o risco é grande e a tarifa por vezes demasiado alta. Afinal, ela deixou para trás, não só o mundo que conhecia, como a família e o recém namorado. Muitas voltas e reviravoltas acontecem e é fascinante imaginá-las já com a Emilia Clarke (do filme Viver Depois de Ti) na pele de Lou Clark.


Para mim, este foi o melhor dos três livros. Lou é uma personagem original, criativa, efusiva e é impossível não nos apaixonarmos por ela. Adorei descobrir Nova Iorque com ela, e ficar a conhecer mais uma mão cheia de personagens fascinantes que contribuem em muito para o sucesso deste livro. Recomendo sem hesitações. É um daqueles livros que não vão querer terminar. ;) 

Em destaque: "O Meu Coração Entre Dois Mundos" de Jojo Moyes

Lou Clark, a heroína de Viver depois de ti está de volta!

Sinopse:
Quando Lou Clark chega a Nova Iorque está convencida de que vai conseguir recomeçar uma nova vida e sente-se confiante para enfrentar todos os desafios, apesar dos milhares de quilómetros que a separam de Sam. Lou está determinada a aproveitar o mais possível a situação em que se encontra – vive e trabalha em Manhattan para uma família super-rica e vê-se inserida na alta sociedade nova-iorquina. E é assim que conhece Joshua Ryan, um homem que lhe traz recordações do passado. Em breve, Lou ver-se-á perturbada por aquele encontro, o que a leva a questionar-se sobre quem é a verdadeira Lou Clark e como poderá reconciliar as duas partes de um coração separado por um oceano.

Jojo Moyes dá vida, uma vez mais, a Lou Clark – a personagem de Viver depois de ti e Viver sem ti -, através de uma história que nos fala de lealdade, escolhas e, sobretudo, esperança.


Sobre a autora:
Jojo Moyes estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent durante 10 anos, até se dedicar a tempo inteiro à escrita criativa. Foi uma das poucas escritoras a receber por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e mais tarde com A Última Carta de Amor (2011).
É com o romance Viver Depois de Ti que Jojo Moyes alcança os tops de vendas nos 44 países onde o livro está publicado. Com mais de 12 milhões de exemplares vendidos, Viver Depois de Ti vê a sua adaptação ao cinema, para grande alegria dos seus leitores em todo o mundo.
Jojo Moyes escreveu até à data 14 romances, dos quais destacamos Silver Bay – A Baía do Desejo, Um Violino na Noite, Retrato de Família, A Última Carta de Amor, Viver Depois de Ti, O Olhar de Sophie e Viver Sem Ti, que figuram no catálogo da Porto Editora.

"Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade" de Jojo Moyes (opinião)

Tenho vindo a acompanhar a carreira de Jojo Moyes em Portugal e desde o primeiro livro (Silver Bay - A Baía do Desejo) que ela entrou para a minha lista de autoras preferidas. Os seus livros nunca são aborrecidos ou monótonos, e a sua escrita prende-nos com facilidade à história que nos vai contando, quer seja ela um romance rebuscado e atual, quer seja um mistério com ramificações no passado.

Este seu novo livro veio trazer aos leitores portugueses mais uma história apaixonante, que tem grandes hipóteses de sucesso caso seja convertida em filme, tal como foi o Viver Sem Ti. É, a meu ver, uma história completamente diferente do normal. Talvez pela forma como é abordada, ou porque aborda outro género de problemas sociais, e as personagens não poderia ser mais diferentes. Não sei. A verdade é que me prendeu de imediato. E não me largou até às últimas páginas!!

Os protagonistas não podiam ser mais adoráveis e verosímeis. Uma mistura explosiva para qualquer leitor, não é? Desde a jovem mãe, Jess, mãe solteira de dois miúdos, a cada um dos quais adoravelmente problemáticos, sem esquecer Norman, o maravilhoso e malcheiroso cão da família e, claro, um confuso e complicado cavaleiro andante que talvez precisa de mais ajuda do que a própria Jess. Todos eles são a fórmula mágica para o sucesso deste livro. Personagens adoráveis e verosímeis!

Mas este livro, caros amigos, tem mesmo muito mais que se lhe diga. É daqueles cuja leitura nos despedaça o coração em mil pedaços, mas que se encarrega de colar novamente cada um deles antes do fim.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, não é o que nos costumam a dizer? Ao ler este livro acreditamos que não. Sentimos que Jess é real, e como tal poderia viver em uma qualquer casa perto de nós. Essa, para mim, é a magia que Jojo Moyes conseguiu ao escrever este livro. Não há outra maneira de o dizer, é uma história verdadeiramente maravilhosa que recomendo sem hesitações!!

Em destaque: "Um mais um – A fórmula da felicidade" de Jojo Moyes

Para Jojo Moyes, a equação é bastante simples: Um mais um – a fórmula da felicidade. Este é o título de um novo romance, nas livrarias a 18 de setembro, da autora de Viver depois de ti, bestseller recentemente adaptado ao cinema.

Sinopse:
Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha. E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser...
Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar. Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…
Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…
Uma história de amor inesperada
Um mais um – A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

Sobre a autora:
Jojo Moyes estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent durante 10 anos, até se dedicar a tempo inteiro à escrita criativa. Foi uma das poucas escritoras a receber por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e mais tarde com A Última Carta de Amor (2011).
É com o romance Viver Depois de Ti que Jojo Moyes alcança os tops de vendas nos 44 países onde o livro está publicado. Com mais de 12 milhões de exemplares vendidos, Viver Depois de Ti vê a sua adaptação ao cinema, para grande alegria dos seus leitores em todo o mundo.

Jojo Moyes escreveu até à data 14 romances, que venderam 20 milhões de exemplares, dos quais destacamos Silver Bay – A Baía do Desejo, Um Violino na Noite, Retrato de Família, A Última Carta de Amor, Viver Depois de Ti, O Olhar de Sophie e Viver Sem Ti, que figuram no catálogo da Porto Editora.

FIQUEM ATENTOS... PASSATEMPO EM BREVE!

"Viver Sem Ti" de Jojo Moyes (opinião)


Por vezes, tenho a certeza, há personagens que saem dos livros e continuam a viver para lá da história. Nunca acharam isso? Eu sim. E pelos vistos Jojo Moyes também. :)

Li numa entrevista que ela deu a propósito deste livro que muitos dos seus leitores lhe perguntavam sobre a vida de Louise. O que era feito dela depois de... Atenção! Para quem não leu o primeiro livro (Viver Depois de Ti), é melhor não ler esta minha opinião. Pelo menos até o ler. E depois sim, pode ler à vontade a opinião e o segundo livro. É que este é daqueles que é mesmo importante que se tenha lido o primeiro, e que a história esteja fresca na sua mente! Só assim, acho eu, podemos apreciar devidamente a vida de Louise no Viver Sem Ti. Ah e preparem-se, vai ser uma viagem maravilhosa! :)

Como eu estava a escrever, acho que foi uma ótima opção, a de Jojo Moyes, em dar ouvidos a esta personagem chatinha que lhe aparecia sorrateiramente às 5h30 da manhã a pedir-lhe que escrevesse sobre ela. É que realmente a forma como o outro livro termina... bem, deixa-nos um pouco desconsolados. Com esperança, mas desconsolados, perguntando-nos a nós próprios "e se fossemos nós"? Com este novo livro, Jojo conseguiu um feito notável. Escreveu uma história inteirinha sem chover no molhado... ou seja, não andou ali à volta dos mesmos assuntos do primeiro livro, mas pegou em assuntos novos, e andou para a frente com a vida de Louise.

Embora as emoções que este livro me causou não tenham sido tão fortes como o anterior, gostei de o ler e acrescento, foi mesmo muito interessante. É o tal caso de uma personagem que vive para lá da história, e nós temos o privilégio de acompanhar esse percurso. Esta é uma das principais razões porque gostei tanto desta leitura. Mas há mais! Ver a evolução da família de Louise - a hilariante atitude feminista da mãe e o desespero do pai - e principalmente perceber como o que Will fez veio a afetar mais do que uma pessoa. Ah e claro, a grande revelação, que apesar de espetável, é adorável! E não, Louise não está grávida! lol

Mais uma leitura que me agradou imenso!! Jojo veio para ficar, na minha estante e no meu coração!

Podem espreitar a minha opinião sobre o primeiro livro » aqui.


Em destaque: "Viver Sem Ti" de Jojo Moyes

É já na próxima segunda feira, dia 19 de setembro, que chega às livrarias Viver Sem Ti, o novo romance de Jojo Moyes - a muito esperada continuação do bestseller Viver Depois de Ti, é o sétimo título da autora a ser publicado pela Porto Editora

Sinopse:
Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. 
Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida.

Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding - um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. 
Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente....

Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica. Em "Viver Sem Ti", Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas.

Sobre a autora:
Jojo Moyes estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent durante 10 anos, até se dedicar a tempo inteiro à escrita criativa. Foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e com A Última Carta de Amor (2010). Do catálogo da Porto Editora constam já os romances Silver Bay - A Baía do Desejo, Um Violino na Noite, Retrato de Família, A última carta de amor, Viver Depois de Ti e O Olhar de Sophie.

Há uns anos tive o prazer de entrevistar esta autora por cujas histórias me apaixonei. Podem ler essa entrevista aqui.


Opinião: "O Olhar de Sophie" de Jojo Moyes

Jojo Moyes é uma das minhas autoras de eleição. E a cada livro que leio dela, reafirma-se como tal. Este livro, "O Olhar de Sophie" é uma história maravilhosa, muitíssimo bem elaborada, e é evidente o fabuloso trabalho de pesquisa da autora, que aumenta a qualidade da obra.

As personagens, quer as da história de 1900, quer as atuais, são extraordinárias, e é fantástica a forma como somos envolvidos nas suas vidas.

A primeira parte do livro é dedicada exclusivamente a Sophie e à sua família, e é por esta personagem, pela sua força e determinação em vencer todos os obstáculos, que não desiste do seu amor e não se deixa quebrar, que tão facilmente nos apaixonamos.

Não fazia ideia o quão similar a I Guerra Mundial foi à II Guerra Mundial, pelo menos no que diz respeito à ocupação dos territórios do norte da França pelos alemães, e o quanto sofreram na mão dos seus opressores...muito similar ao que 30 anos depois viriam a sofrer com os mesmos alemães, desta vez nazis.

A segunda parte do livro, passada nos dias de hoje, fala-nos também de uma outra heroína, Liv, desta vez uma mulher que se ergue das cinzas de um desgosto para reconstruir a sua vida, ao lutar por algo que lhe é tão importante como a sua própria história.

"O Olhar de Sophie" é sem dúvida um livro maravilhoso. Preencheu-me, ensinou-me, fez-me chorar, fez-me sorrir. É feito do mesmo material que são feitas as estrelas. Não duvidem. :)

Jojo, you're the best! :)


Para mais informações podem espreitar aqui ou visitar a página do livro no site da Porto Editora » aqui.


Em destaque: "O Olhar de Sophie" de Jojo Moyes

É hoje, 7 de março que a Porto Editora publica o muito aguardado novo romance de Jojo Moyes!
"O Olhar de Sophie" é uma história muito forte, na qual duas mulheres separadas por um século lutam por aquilo que amam.
Se o romance anterior foi muitíssimo elogiado pelo prestigiado The New York Times, desta nova obra jornais como o Washington Post e o USA Today destacam a qualidade do enredo e das personagens (cf. p.2). 
Jojo Moyes é uma ex-jornalista, que trabalhou no The Independent, até se ter tornado escritora a tempo inteiro. Foi jornalista especializada em cultura e correspondente em Hong Kong. Publicou doze romances; para além do novíssimo O olhar de Sophie, constam no catálogo da Porto Editora as obras Silver bay – A baía do desejo, Um violino na noite, Retrato de família, A última carta de amor e Viver depois de ti.

Sinopse:
Somme, 1916. Sophie vive numa vila ocupada pelo Exército alemão, tentando sobreviver às privações e brutalidade impostas pelo invasor, enquanto aguarda notícias do marido, Édouard Lefèvre, um pintor impressionista, que se encontra a lutar na Frente. Quando o comandante
alemão vê o retrato de Sophie pintado por Édouard, nasce uma perigosa obsessão que leva Sophie a arriscar tudo – a família, a reputação e a vida. Quase um século depois, o retrato de Sophie encontra-se pendurado numa parede da casa de Liv Halston, em Londres. Entretanto, Liv conhece o homem que a faz recuperar a vontade de viver, após anos de profundo luto pela morte prematura do marido. Mas não tardará que Liv sofra uma nova desilusão - o quadro que possui é agora reclamado pelos herdeiros e Paul, o homem por quem se apaixonou, está encarregado de investigar o seu paradeiro…
Até onde estará disposta Liv a ir para salvar este quadro? Será o retrato de Sophie assim tão importante que justifique perder tudo de novo?

Críticas de Imprensa

«Uma galeria de personagens magníficos e uma excelente história.» Washington Post

«Jojo Moyes escreve enredos deliciosos, com personagens tão bem construídas que parecem saltar das páginas de prosa em alta definição.» USA Today


«Jojo Moyes é uma contadora de histórias nata, de cujas heroínas é difícil não gostar.» Kirkus Review

Visite a página do livro no site da Porto Editora » aqui.

Opinião: "Viver Depois de Ti" de Jojo Moyes

É desta que tenho de alterar a minha escala de classificação de leituras. Passo a explicar… a escala é de 1 a 5 estrelas. No entanto, quando chega a altura de classificar um livro na minha página de Registo de Leituras, já dei por mim a classificar alguns com 6 estrelas (só este ano já vão em seis!) e no ano passado cheguei mesmo a dar 7 estrelas a dois!
Este livro de Jojo Moyes rebentou definitivamente a escala… vou ter de lhe dar 8 estrelas na minha semítica escala de 1 a 5. É que na realidade acho que este é o melhor livro que já li este ano! E muito provavelmente um dos melhores que li até hoje! Vai de certeza para o meu TOP 10, quando eu finalmente o conseguir definir. ;)

Eu já gostava de Jojo Moyes (love you, Jojo!) mas agora, com este “Viver Depois de Ti” acho que ela superou todas as minha expetativas. Com o tipo de escrita a que já nos habituou, fluida e bem organizada, ela vai preenchendo as linhas do seu romance com imperceptíveis dados sobre a história em si, sobre o tema central, aquele que se encontra escondido mais à frente. Quando finalmente o leitor se apercebe do que está a ler, tudo se encaixa no devido sítio, as coisas tomam outra forma e a dimensão do enredo extrapola para fora das páginas do livro e atinge-nos em pleno. E se? É a pergunta que se nos coloca durante o resto do livro. E se fosse eu que estivesse no lugar de Lou? No lugar da mãe de Will, ou do pai ou da irmã? No lugar de Will? E se?...

Um livro fabuloso. Absolutamente fabuloso. Um livro que aborda um tema atual e muito controverso e que nos faz pensar imenso, que nos incomoda, que nos obriga a imaginar o que as personagens sentem, que nos afeta. Um livro que nos faz desejar correr, saltar, viver, sorrir, e amar, como se não houvesse amanhã. Um livro que nos faz chegar a casa e abraçar o marido e o filho, telefonar aos familiares e amigos mais queridos, e dar graças a Deus pela sorte que temos.
Não é no entanto um livro choramingas, apesar de por vezes sentir que o meu coração ía saltar do peito e as lágrimas não se iam conter no mar dos meus olhos, acaba por ser uma abordagem sóbria e muito realista sobre a vida e a morte. E mais não digo.

Só um aparte… reparem no título em inglês (eu sei, eu sei, mas é uma mania que tenho!) – Me Before You. À primeira vista nem parece muito diferente do título em português, pois não? Mas acreditem, tem um fosso de quilómetros a separá-los. Apesar de ser uma escolha bem feita, vocês vão perceber a diferença quando lerem o livro.
E não deixem mesmo de o ler! A sério que não se vão arrepender.


Para mais informações sobre este livro, espreitem aqui ou visitem a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.


Em destaque: "Viver Depois de Ti" de Jojo Moyes

Quinto romance da autora no catálogo da Porto Editora nas livrarias a 20 de maio!

Este não é apenas mais um romance de uma autora de sucesso. Viver depois de ti tem merecido os melhores elogios. Na recensão feita pelo prestigiado The New York Times pode ler-se: «quando terminei a leitura deste romance, quis voltar a lê-lo».
Jojo Moyes é uma ex-jornalista, que trabalhou no The Independent, até se ter tornado escritora a tempo inteiro. Foi jornalista especializada na área da cultura e correspondente em Hong Kong. Publicou, até hoje, onze romances.

Sinopse:
Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Em "Viver depois de ti", Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Leia as primeiras págs. aqui.

Sobre a autora:
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e com A Última Carta de Amor (2010).

Críticas da Imprensa:

«Jojo Moyes oferece-nos um livro majestoso com um conjunto de personagens carismáticas, credíveis e profundamente envolventes. Lou e Will ficarão com os leitores durante muito tempo.» The Independent on Sunday

«O romance de Jojo Moyes provoca-nos lágrimas redentoras, lágrimas que são tudo menos gratuitas. Em algumas situações são mesmo necessárias.» The New York Times

«Uma história de amor poderosa. Um enredo narrado com mestria e percorrido por personagens atraentes e afáveis. Uma extraordinária leitura.» Daily Mail


Para mais informações pode visitar a página do livro no site da Porto Editora » aqui.

Jojo Moyes fala sobre "A Última Carta de Amor"


A propósito do livro "A Última Carta de Amor", tive a oportunidade de trocar umas palavrinhas com a autora, Jojo Moyes. :)
Para quem andou despistado, este livro, tal como o nome indica, anda à volta de uma carta de amor, que foi encontrada por acaso ao fim de 43 anos.
Ao longo do livro, os capítulos são apresentados de uma forma original, com excertos de textos encontrados em cartas ou mensagens trocadas entre um homem e mulher, sejam eles por sms, por email ou por carta.
Comentei com ela que a perda do hábito de escrever cartas é algo que me entristece um pouco. Mas confesso, mesmo querendo, hoje em dia, é difícil. Ou melhor dizendo, é mais fácil um email ou um sms. Dá menos trabalho, é mais rápido, mas… sem dúvida que se perde a magia.

Bem, voltando ao livro, uma das perguntas que os autores devem estar fartos de ouvir é esta, mas neste caso, não resisti a fazê-la:

Como surgiu a ideia para esta história, Jojo? Será que alguma carta perdida lhe caiu no colo? ;)
Gostava imenso que nos contasse a história por trás desta história. Pode ser?

A história surgiu-me em duas ocasiões distintas. A primeira foi através de uma prima que nunca tinha recebido uma carta de amor. Ela é um pouco mais nova do que eu, mas mesmo assim fiquei admirada ao pensar que hoje em dia as cartas de amor chegam através de email ou sms. Fiquei triste ao aperceber-me que uma geração inteira nunca irá entender a emoção de escrever e enviar ou receber uma verdadeira carta de amor.

A segunda ocasião foi num bar onde eu estava sentada a ouvir um grupo de mulheres atrás de mim a discutir sobre um sms recebido por uma delas. A mensagem dizia: “Até breve. Beijo” (no original: “Later. x”).
Elas estavam a tentar chegar à conclusão sobre o que queria dizer esta mensagem. Será que ele gostava dela? Será que não? Era o “beijo” significante? Deveriam ter sido “beijos” em vez de “beijo”?
Elas continuaram durante imenso tempo nestas considerações e eu apercebi-me como apesar de todos estes novos meios de comunicação, às vezes ainda complicamos mais as coisas. Esta mulher não tinha ideia sobre se aquele homem gostava dela, porque ela apenas podia tentar “ler” qualquer coisa entre as poucas palavras.
E pensei em como tudo era tão diferente quando se recebia uma verdadeira carta…

Obrigada mais uma vez Jojo pela sua simpatia e disponibilidade!


Podem ler a minha opinião sobre este livro aqui.

"A Última Carta de Amor" de Jojo Moyes


Às vezes ler um novo livro de um autor que já conhecemos é como reencontrar um velho amigo. Um amigo cujos tiques e manias conhecemos tão bem. Um amigo em quem podemos confiar. Com quem podemos contar. Que não nos vai desapontar.
Li “A Baía do Desejo” e adorei. Depois devorei “Um Violino na Noite” e finalmente fiquei encantada com o “Retrato de Família”. Por essa altura, na Feira do Livro de 2011, conheci Jojo Moyes pessoalmente. Estive um bom bocado à conversa com ela, o que foi realmente um prazer. E fiquei à espera de um novo livro, que finalmente chegou. 
“A Última Carta de Amor” é uma história lindíssima, muitíssimo bem contada e apresentada de uma forma que, se inicialmente nos confunde, passado um ou dois capítulos, faz todo o sentido.

Jojo é daquelas autoras que leva-nos o leitor pela mão até ao fim da história, quase criando um vínculo único e original.
Com um tom ora meigo e suave, ora urgente e desesperado, a ação vai saltitando entre a vida de Jennifer na década de 1960, e Ellie, quarenta anos depois. É engraçado como algo que num dos casos consideramos imoral, no outro é-nos impossível de não achar natural. Falamos obviamente de infidelidades - talvez seja esse mesmo o tema “oculto” deste livro, não consigo ter a certeza… A verdade é que o Amor salta muito mais à vista. Talvez se aborde de uma maneira algo subtil, a diferença entre o Amor e a Paixão. Ou entre o Amor e o Sexo. É como vos digo, não sei. Fica ao vosso critério, sim? Leiam esta história lindíssima e cheguem às vossas próprias conclusões. Porque afinal de contas, o que um livro pode crer dizer para uma pessoa, pode não crer dizer o mesmo para outra pessoa.
O que não há forma de negar é que é mais uma excelente obra desta autora por quem eu sinto um grande carinho.
Obrigada Jojo por mais um maravilhoso livro!

P.S. Continuo à espera que chegue a Portugal o The Ship of Brides. ;)


Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site da Porto Editora.

Em destaque: "A Última Carta de Amor" de Jojo Moyes


Algumas palavras podem terminar uma relação ou fazer renascer um amor perdido.

Sinopse:
Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.

Pode começar a ler as primeiras páginas aqui.

Sobre a autora:
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.
Publicou depois Foreign Fruit (2003), The Peacock Emporium (2004), The Ship of Brides (2005), Silver Bay – A Baía do Desejo (2007), Um Violino na Noite (2008), The Horse Dancer (2009) e The Last Letter from your Lover(2010), título que obteve o prémio Romantic Novel of the Year. Com Foreign Fruit obteve o prémio Romantic Novel of the Year, para o qual esteve também nomeada por The Ship of Brides e por Silver Bay – A Baía do Desejo. Do catálogo da Porto Editora constam já os seus romances Silver Bay – A Baía do Desejo (2009), Um Violino na Noite (2010) e Retrato de Família (2011). 

No ano passado o blog As Leituras da Fernanda esteve à conversa com Jojo Moyes. Leia aqui como correu essa conversa. :)

À conversa com Jojo Moyes

No passado Domingo, na Feira do Livro de Lisboa tive o prazer de estar à conversa com a simpática autora do "Retrato de Família", o 3º livro dela publicado recentemente pela Porto Editora.
Jojo Moyes mostrou ser uma pessoa absolutamente adorável e acessível, pelo foi realmente fantástica esta oportunidade de a conhecer.
De forma a ficarem também a conhecê-la um pouco melhor, aqui fica um excerto dessa conversa (primeiro em inglês e um pouco mais abaixo traduzido para português):


F - Jojo, one of the greatest things about reading is being able to travel without leaving your spot on the sofa, and I do believe that you give us that opportunity in an amazing way. After a couple of paragraphs of a certain scene, we’re there. We’re actually there!

JM - I have to say that is one thing I feel very passionate about. I remember a long time ago, before I had a book published I read a book called The Memoirs of a Geisha, and what really struck me about that book was stepping into a world that I have never been before, I had no desire to know until I read it. So I do conscientiously try to do that in my books, and I do enjoy the research, sometimes too much.

F -That’s actually my question: do you know all the places that you talk about in your books?

JM - No. I do the research. Before being an author I was a journalist, so for me it is very important to get it right. I really enjoy that in the books I’m reading, to be taken away, so when I write and read it back, I have to almost see it, like a film. For instance, I lived in Hong Kong for one year, but my grandmother lived there many years ago, so I asked her lots of questions and did a lot of research.

F - I read your book Silver Bay during my summer holidays two years ago, on the beach. I just loved it. I could swear that I was seeing the whales and the dolphins whenever I stopped reading and looked at the sea right in front me. Tell me a little about the research you did for that book.

JM - I did a tour book in Australia, and when I was finished I stayed with my children for a short holiday in a small fishing village which inspired me so much. The weather was bad so the only thing we could do was whale watching. I took the boat ride several times, but it wasn’t so much for the whales, although they were amazing. It was this strange group of people, perfectly mixed together, that made a community that I enjoyed observing so much. So I took that boat ride, not really to watch the whales but actually to watch the people.

F - Your book Night Music is very different from the other two; the story has nothing to do with the others, here you talk about the importance of a home, of family, of love and betrayal. Do you want to comment?

JM - This was a difficult book to write because I had for a main character, a mother who was a slightly selfish person, and my publishers didn’t like that, they said readers are not going to like her, you have to make her a more sympathetic character.
It came because I had a friend who was a violinist and I used to watch her, and she would be playing with her children all around, and she would be in her own world. It amazed me how she could lose herself, even with all the chaos around her. And the difficult thing if you're a woman is trying to do the things that you love and be a good parent at the same time. Of course my character fails at the beginning but she gets it right by the end.

F - Talking about characters, in both your books Silver Bay and Sheltering Rain, we can find strong older women which we immediately fall in love with, or to be more exact, aspire to be when we grow old. I have to ask you, did your grandmother inspire you to build those characters?

JM - Yes. It's very important that we have some strong women characters. It's very easy, especially if you write fiction that has romance in it, to have the women be the kind that needs rescuing. So I try to avoid that.
For instance the Kathleen character from Silver Bay was actually inspired by an old photograph of a young woman holding a shark she had caught. And this was in 1920! There are some characters that are obviously flakier, but I really like to have strong women. There's a kind of grit in those older women who stop caring about what everyone else thinks and just go their own way. There's a famous poem in England that says "When I'm an old woman, I shall wear purple" and it describes exactly the kind of character we're talking about.

F - My last question is about your name - Jojo, is it your real name or a nickname?

JM - It's a nickname that I have had since birth. There's actually a story about it. I was born very premature, two and a half months, back in 1969. So my mother was told that I was not going to live, and that she had to christen me very quickly for me to have a proper burial and so she just thought of the three girl friends she had, Pauline, Sara and Jo. But then they said no, no, she's going to live, and then she thought I was so tiny that she could no longer call me Pauline, Sara or Jo. At that time there was a Beatle song called Get Back and there was a Jojo on it, so I just became Jojo. Later on I found out that the Jojo on that song was about a man, but I never asked my mother about that. I don't want to know the answer. ;)
A funny thing is that when I worked for a newspaper, people used to think that I was a Nigerian man - Jojo Moyes.

Thank you so much, Jojo for this wonderful conversation! I loved chatting with you.

F – Uma das vantagens de se ler um livro é podermos viajar sem sair do sofá, e a meu ver, acho que Jojo proporciona aos seus leitores essa oportunidade de uma forma absolutamente maravilhosa. Após o segundo parágrafo de uma determinada cena, nós estamos realmente lá!

JM – Tenho de confessar que esse é um ponto muito importante para mim. Lembro-me de que há uns tempos, antes de ter um livro publicado, li o livro “As Memórias de uma Gueixa” e o que mais me fascinou nesse livro foi o entrar dentro de um mundo que eu não conhecia, nem sequer tinha o desejo de conhecer, pelo menos até então. Por isso, e conscientemente, tento fazer o mesmo nos meus livros. E eu adoro o trabalho de pesquisa que faço. Às vezes um pouco demais.

F – Essa é exactamente uma das minhas perguntas: a Jojo conhece todos os locais de que fala nos seus livros?

JM – Não. Eu faço um trabalho de pesquisa. Antes de escrever livros, fui jornalista, de forma que os pormenores são deveras importantes para mim. E é mesmo uma coisa que aprecio nos livros que leio, o ser transportada para outro local, por isso quando leio o que escrevi tenho de visualizar toda a cena, quase como um filme. Por exemplo, vivi em Hong Kong durante um ano, mas acabei por fazer imensas perguntas à minha avó, que viveu lá há muitos anos e também fiz imensa pesquisa.

F – Li o seu livro Silver Bay – A Baía do Desejo há dois anos durante umas férias na praia, e simplesmente adorei. Quase podia jurar que via baleias e golfinhos no mar à minha frente de cada vez que levantava os olhos do livro. Fale-me por favor um pouco da pesquisa que fez para esse livro.

JM – Andei a fazer um livro sobre turismo na Austrália e quando terminei esse trabalho pude desfrutar de alguns dias de férias com os meus filhos numa pequena aldeia piscatória, que me inspirou imenso. O tempo estava mau e a única coisa que se podia fazer por ali era sair num barco para ir ver as baleias. Fui imensas vezes nessa viagem, não só pelas baleias, que por si só era uma coisa espectacular, mas acima de tudo pelas pessoas. Adorei poder observar aquele estranho grupo de pessoas, com uma simbiose fantástica e que constituíam uma comunidade fantástica.

F – O seu livro Night Music (Um Violino na Noite) é bastante diferente dos outros dois. Nele a Jojo fala da importância de um Lar, de uma casa de família, de amor e de traição. Quer comentar?

JM – Este foi um livro difícil de escrever pois a personagem principal era uma mãe que era um bocadinho egoísta, e o meu editor dizia-me que os leitores não iriam gostar dela, e que eu devia torná-la numa personagem mais simpática, mais apelativa.
Na verdade esta personagem surgiu-me pois eu tinha uma amiga que era violinista e eu costumava vê-la tocar com os filhos de um lado para o outro, com ela absolutamente isolada no seu próprio mundo. Para mim era incrível como ela conseguia perder-se daquela maneira, mesmo com o caos que a rodeava.
Eu acho que a coisa mais difícil para uma mulher que é mãe, é fazer aquilo que gosta e ao mesmo tempo ser uma boa mãe. Claro que a minha personagem nesse livro falha completamente no início, mas no fim ela acaba por conseguir.

F – Falando em personagens, em ambos os seus livros Silver Bay – A Baía do Desejo e Retrato de Família, encontramos duas personagens extremamente fortes, duas mulheres já com uma certa idade, pelas quais nos apaixonamos imediatamente, ou melhor dizendo, nas quais nos ambicionamos tornar quando envelhecermos. Tenho de lhe perguntar, foi na sua avó que se inspirou para construir estas personagens?

JM – Sim. Acho que é muito importante termos algumas personagens femininas com uma personalidade forte. Quando se escreve ficção que tem algum romance, é muito fácil cairmos na tentação de arranjar uma personagem feminina frágil, que precise de ser salva. E é isso que eu tento evitar.
Por exemplo a Kathleen do livro Silver Bay – A Baía do Desejo foi na verdade inspirada numa fotografia de 1920 de uma jovem mulher a segurar o tubarão que tinha pescado!
Claro que há uma ou outra personagem que é mais fraca, mas por norma gosto de ter personagens femininas fortes. Há uma espécie de garra nessas mulheres mais velhas que deixam de se preocupar com o que os outros dizem e simplesmente seguem o seu caminho. Em Inglaterra temos um poema muito famoso que fala desse tipo de mulheres, “Quando eu envelhecer, vou usar púrpura”.

F – A minha última pergunta é sobre o seu nome – Jojo, é o seu verdadeiro nome ou um diminutivo?

JM – É um diminutivo que tenho desde que nasci. Há por acaso uma história por trás desse nome. Eu nasci prematura, dois meses e meio mais cedo, em 1969. Por isso avisaram logo a minha mãe que era muito provável que eu não sobrevivesse e que talvez fosse melhor baptizarem-me rapidamente para poder ter um funeral como deve de ser. Então ela pensou em dar-me o nome de uma das suas melhores amigas, Pauline, Sara ou Jo. Entretanto disseram-lhe que afinal eu iria sobreviver, e ela achou que eu era tão pequenina que ela não podia me dar um daqueles nomes. Na altura ouvia-se uma música dos Beatles, Get Back, que falava de um Jojo, por isso eu fiquei Jojo. Mais tarde percebi que o Jojo dessa música era um homem, mas nunca perguntei nada à minha sobre isso. Acho que não iria querer saber a resposta! ;)
Uma coisa engraçada sobre o meu nome é que quando trabalhava num jornal muitas pessoas pensavam que eu era um homem nigeriano - Jojo Moyes.

Obrigada Jojo por esta conversa tão interessante! Adorei falar consigo.

"Retrato de Família" de Jojo Moyes

Este livro há-de ser daqueles especiais, que nunca irei esquecer. Pelas seguintes razões:
1º Porque tive a oportunidade de falar pessoalmente com a autora, sobre esta história (e não só! - esperem pela publicação da entrevista!);
2º Porque ela mo autografou;
3º Porque a história sem si, apesar de aparentemente simples, encerra a verdade sobre a grande maioria das famílias, em que uma aparência “normal” quase nunca corresponde à verdade.

E foi realmente este 3º ponto que me fez apaixonar por esta história. Há muita gente que pensa que a galinha do vizinho é mais gorda que a sua… em relação a tudo, inclusive às famílias. Todos nós temos daqueles amigos fantásticos, cuja família é um assombro, perfeita, invejável e… absolutamente utópica. Em todas as famílias há segredos, problemas, inimizades, conflitos, remorsos, mesmo que tudo isto esteja muito bem escondido. Mas quer que se nasça numa família perfeitamente disfuncional, ou numa família ilusoriamente normal, só há uma coisa a fazer: aprender a estar, a lidar, a conviver, a viver, retirando o melhor, para que nos ajude a crescer equilibradamente, e relevando o pior para segundo plano.
Este é o retrato de uma família que estando há muitos anos em forma de puzzle, desconjuntada, tem de aprender a ser novamente um todo, mesmo que para isso seja necessário desenterrar alguns segredos do passado.
É um livro muito bem escrito e organizado, que, do jeito especial a que a autora já nos habituou, nos leva a viajar entre Hong Kong nos anos 50, e a Irlanda na actualidade. Foi mesmo um livro que tive imenso prazer em ler e que recomendo vivamente.
Preparem-se pois o final é deveras surpreendente!

Podem ler a sinopse aqui. :)

Adivinhem com quem estive à conversa hoje à tarde? :)

Com a Jojo Moyes!! :)


Em breve terei mais detalhes sobre esta pequena entrevista. A Jojo é uma pessoa absolutamente adorável e conversar com ela foi realmente um prazer.
Desde já o meu obrigada à Porto Editora por mo ter proporcionado.
Foi mesmo uma tarde fantástica!

“Um Violino na Noite” de Jojo Moyes

Até ao ano passado, altura em que se editou cá em Portugal o livro “A Baía do Desejo”, nunca tinha ouvido falar de Jojo Moyes, apesar de aparentemente ela já contar com alguns romances na sua bibliografia.
Li esse livro nas férias de Verão na praia, e não poderia ter sido numa altura mais apropriada! Uma baía com golfinhos e baleias e uma comunidade algo tradicional e unida empenhada na preservação do seu habitat. Já aí fiquei rendida ao modo simples e envolvente como a autora escreve.
Com este livro estava à espera de algo bom, mas nunca tão extraordinário! Uma história aparentemente banal é transformada numa história incrível.
Como a sinopse indica é realmente um livro que nos fala de obsessões, vulnerabilidades, paixões, escolhas… e de obras de reconstrução! ;)
A recuperação de uma casa antiga é algo que me fascina, mas depois de ler este livro, sinceramente sei que teria de ter mais atenção ao tipo de empreiteiro que contratasse.
Também dei por mim a desejar mudar-me para o campo e aventurar-me no cultivo de uma horta, a criar galinhas e a vasculhar os bosques em busca de cogumelos e ervas comestíveis!
Gostei imenso. É um livro fantástico que recomendo!
Recado para os senhores das editoras: Por favor, não demorem tanto tempo para publicar um novo livrinho desta autora!

Sinopse:
Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música - era violinista numa orquestra sinfónica.
O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.
A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura.
Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor.


Um Violino na Noite é um romance que nos fala de obsessões, vulnerabilidades, paixões e escolhas. A história envolve completamente o leitor, tornando este novo livro de Jojo Moyes uma leitura compulsiva e irresistível.

"A Baía do Desejo" de Jojo Moyes

Sinopse:
Mike Dormer chega a Silver Bay, uma pacata vila costeira da Austrália, com um único e secreto intuito que abalará por completo a vida dos seus habitantes.Mas Silver Bay reserva-lhe um destino diferente.Liza McCullen e a sua filha Hannah, de dez anos, residem no familiar Hotel Silver Bay - tão excêntrico como a sua proprietária Kathleen - onde Mike se hospeda. As suas personalidades enigmáticas exercerão um fascínio inexplicável sobre o pragmático executivo londrino, que se deixará envolver irremediavelmente pelos membros da pequena comunidade de Silver Bay e pela magia que descobre no seu modo de vida. Em pouco tempo, Mike sentir-se-á dividido entre a culpa e o desejo, a responsabilidade... e a paixão inesperada. Paralelamente, a vida de Liza sofrerá uma reviravolta inevitável.Prisioneiros de uma perigosa teia de segredos e mentiras, estarão eles preparados para enfrentar os acontecimentos que se avizinham?

A minha opinião:
Qualquer história que envolva golfinhos, baleias e o mar ganha de imediato pontos comigo. Teria que ser mesmo bastante má para que eu a detestasse. Esta história, apesar da capa enganadora (incluindo título e frases publicitárias), ultrapassou as minhas expectativas.
Está uma história muito bem conseguida e engendrada, sendo que as personagens são sem dúvidas seres humanos absolutamente credíveis e apaixonantes. Não se trata de uma simples e banal história de amor, muito pelo contrário! Aborda um tema bastante actual e vital para o futuro da nossa Terra - a preservação de locais marinhos.
Foi uma deliciosa leitura de férias!

Jojo Moyes

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou jornalismo e foi mais tarde correspondente do jornal The Independent até 2002, ano em que publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família (Sheltering Rain), e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.
Publicou depois Foreign Fruit (2003), The Peacock Emporium (2004), The Ship of Brides (2005), Silver Bay – A Baía do Desejo (2007), Um Violino na Noite (2008), The Horse Dancer (2009) e The Last Letter from your Lover (2010), título que obteve o prémio Romantic Novel of the Year.

Com Foreign Fruit obteve o prémio Romantic Novel of the Year, para o qual esteve também nomeada por The Ship of Brides e por Silver Bay – A Baía do Desejo.
Do catálogo da Porto Editora constam já os seus romances Silver Bay – A Baía do Desejo (2009), Um Violino na Noite (2010), Retrato de Família (2011), A Última Carta de Amor (2012), Viver Depois de Ti (2013) e O Olhar de Sofia (2014).

Vive hoje numa quinta no Essex com o seu marido, o jornalista Charles Arthur, e os seus três filhos.

É uma das pessoas mais simpáticas e afáveis que o blog As Leituras da Fernanda teve o prazer de entrevistar.
Leia a entrevista aqui.


Informação actualizada em julho/2014.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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