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Em destaque: "Nos teus Olhos Vejo o Mundo" de Luísa Castel-Branco

Sinopse:
Neste novo livro, Luísa Castel-Branco expõe sem medo a sua verdade. Eis a vida como ela é, nem sempre colorida nem sempre a preto e branco.

Falo da magia das pequenas grandes coisas. Estou sentada aqui e olho à minha volta e nada me rodeia de grande valor, luxo ou ostentação.
Falo desta conjugação perfeita que se pode sentir numa casa nova, porque se encontrou a coragem para deitar fora o passado e tudo ao nosso redor se tornou leve. Branco. Luminoso.
Falo dos momentos pequeninos em que um dos meus netos me faz rir ou se dobra a rir em gargalhadas.
(…)
E aqui deixo-vos a minha verdade.
Sou apenas isto e nada mais.
Que vos faça boa companhia.




Sobre a autora:
Luísa Castel-Branco 
nasceu em Lisboa em 1954.
A sua vida esteve desde sempre ligada à comunicação:
começou por colaborar no jornal Semanário e mais tarde fez parte do grupo fundador da revista Máxima.


Foi assessora de imprensa de vários gabinetes ministeriais, criou uma agência de comunicação dedicando-se à área do marketing político.
Em 1999, foi convidada a integrar o projecto CNL, onde começou a sua carreira televisiva. Depois do talk show «Luísa», apresentou o concurso «Dinheiro à Vista» (TVI), seguido de «Emoções Fortes» e «O Elo Mais Fraco» (RTP1). Na SIC Mulher, apresentou «Vícios e Virtudes» e participou ainda em «Eles por Elas».


Depois de em 2001 ter publicado "Luísa" - o seu primeiro livro - estreou-se no romance com "Alma e os Mistérios da Vida", uma obra que convenceu a crítica e conquistou o público. Entretanto já publicou "Em Nome do Filho", "Diz-me só a Verdade" e "Estranho Lugar para Amar".

À conversa com... Luísa Castel-Branco

Há uns tempos, e por cortesia do Clube do Autor, tive a extraordinária oportunidade de estar à conversa com uma das minhas autoras favoritas, Luísa Castel Branco. A sua personalidade esfuziante conquistou-me tanto a sua escrita me havia conquistado. Foi uma honra falar com ela. 

Partilho agora convosco esta pequena entrevista que vos deixará a conhecer um pouco melhor a autora de "Alma e os Mistérios da Vida", "Em Nome do Filho" e "Estranho Lugar para Amar", entre outros. Espero que gostem. E se ainda não conhecem a sua escrita, aconselho-vos a não perder tempo e a mergulhar nas suas obras.

Como lhe surgiu a ideia para a história de Alma, a sua menina de cabelos vermelhos?
Não faço a mínima ideia. Este foi o meu primeiro romance e não o escrevi pensando alguma vez que tal seria possível. Simplesmente fui escrevendo e escrevendo o que me ia na alma, na cabeça, no coração. Quando finalmente falei com o editor e lhe disse que tinha uma coisa para ele ler, já tinha escrito mais de 180.000 caracteres. Nunca acreditei que fosse capaz de escrever um romance. Por isso fiquei espantada com a reação dele e continuei a escrever da mesma forma.
É engraçado. Aprendemos como se deve escrever um livro. As regras. As fórmulas corretas. Mas eu fiz e ainda faço tudo ao contrário. Tenho uma forma indisciplinada de escrever e que mais não é que um retrato de mim mesma.
Este livro tem muitas memórias da minha infância e juventude. Todas ficcionadas mas estão lá e eu só dei por isso quando o terminei.

Sobre este seu último livro, "Estranho Lugar para Amar" pode partilhar conosco algo especial?
Foi um livro difícil de escrever porque tinha que estar muito atenta aos factos que tinha pesquisado. Quando escrevemos sobre algo que aconteceu mas simultaneamente mergulhamos num outro mundo paralelo e imaginário torna-se complicado não perder o fio à meada.
Mas foi um desafio muito estimulante.

De onde lhe surge a inspiração para as várias histórias que escreve? Aparece-lhe primeiro a ideia para o enredo ou as personagens?
A maior parte das vezes são as personagens que vêm ter comigo. Alguém que vi na rua. Um olhar que me marcou. Um mulher numa janela, sei lá, as coisas mais estranhas.
Outras vezes são os locais que me marcam. Sou uma apaixonada pelo campo, pela natureza. E ligo sempre os modos, amores e Estados de alma das personagens ao poder da Terra, da Lua.

Tem algum tipo de rotina de escrita? 
Há anos atrás quando tinha a casa cheia com os meus filhos e dias de horários pesados levantava-me de noite para escrever. Eles recordam bem esses tempos. Hoje em dia acordo muito cedo, independentemente da hora a que me deito e é a essa hora que gosto de escrever. Ainda o dia não nasceu e é tempo de magia.

Qual foi o livro que lhe deu mais luta?
Por incrível que possa parecer, sem dúvida o “Não Digas a Ninguém”! Tinha acabado o Alma e como sempre precisava de me atirar a um novo desafio. Quando dei por mim estava novamente a escrever sobre tempos idos e coloquei a mim mesma o desafio de escrever algo contemporâneo. Mas não sei como o livro acaba por ser quase todo em diálogos e aprendi que é sem dúvida uma das formas mais difíceis de escrever principalmente quando há tantas personagens e somos obrigados a partir de dado momento a conseguir que o leitor identifique quem está a falar sem a necessidade de o nomear.

Recebe com toda a certeza feedback dos seus leitores. Tem alguma história interessante que queira partilhar?
AH! Tinha imensas, mas talvez as mais marcantes sejam sobre a Alma e os Mistérios da Vida. Recebi imensos emails, e continuo a receber de mulheres que não conseguiam parar de chorar ao ler o livro e  a quem os maridos diziam : mas se choras porque lês isso! E elas a explicarem-lhes que era um choro bom!
Mas tenho a sorte das pessoas me contactarem ou mesmo me abordarem na rua a dizerem o quanto gostam dos meus livros. É uma sensação maravilhosa!


Este foi daqueles dias que dificilmente irei esquecer. E cá estou, no meio de duas Mulheres Magníficas que muito admiro. A presença da D. Simone de Oliveira foi sem dúvida a cereja no topo do bolo!
Um grande obrigada ao Clube do Autor, e acima de tudo um obrigada especial de coração à Luísa Castel Branco por esta oportunidade. :)

Opinião: "Estranho Lugar para Amar" de Luísa Castel-Branco


Terminei hoje esta leitura que tanto prazer me deu. Luísa Castel-Branco, a quem tive o prazer de conhecer recentemente e cuja entrevista irei publicar em breve, escreve com a mestria de uma alma intemporal. Neste “Estranho Lugar para Amar” encontrei a mesma cadência de um dos meus livros favoritos de sempre, o “Alma e os Mistérios da Vida”. Embora já nos tenha provado ser-lhe fácil escrever qualquer género, revisitar este tipo de história é quase como voltar a casa após prolongada ausência.

Não conhecia a história do Colmeal. Escondida por entre as páginas da história, não é fácil descobrir o porquê do abandono desta pequena aldeia. Mas com a ajuda de Luísa Castel-Branco, acabamos por entender como foi possível acontecer o que aconteceu.


«No concelho de Figueira de Castelo Rodrigo ficava a aldeia do Colmeal, um povoado com 14 famílias de origens antigas. O fado da aldeia ficou ditado no início da década de 40 com a chegada de uma nova proprietária. As disputas entre a enigmática fidalga e os camponeses desencadeiam o processo de expulsão violenta de todos os habitantes, processo que consta até hoje como uma das páginas mais negras do período da ditadura portuguesa.»

A autora pega nesta história e conta-a acrescentando algum romance e muita fantasia. Temos então dois locais, a aldeia do Colmeal e um lugar diferente conhecido só por alguns, como o Sítio. O Sítio é talvez o lugar onde todos gostaríamos de viver. Um local sem ódios nem invejas, onde reina a pureza do coração e a bondade. Um local interdito, a que apenas conseguem aceder alguns. Na história que Luísa Castel-Branco nos conta, a ação vai saltitando entre um lugar e outro, e o que acontece no primeiro acaba por afetar o segundo. Esta assimetria entre o real e o surreal, entre o verdadeiro e o imaginário, acaba por ser a maior beleza deste livro.

As personagens, tanto as que povoam a aldeia do Colmeal como as que povoam o Sítio, são extremamente verosímeis e algumas são tão odiosas quanto as outras nos conquistam com a facilidade de uma borboleta. Gostei especialmente de Alva, e do seu amado Tadeu, quais Romeu e Julieta de terras portuguesas, e de Cisne, cuja pureza de coração me encantou. Mas também adorei conhecer o Zé da Bernarda e a Ti Deolinda, gente simples mas plena da sabedoria que caracteriza os mais velhos, principalmente aqueles que sabem ver o mundo com outros olhos.
Sim, porque é sempre necessário sabermos olhar para a vida com outros olhos para a podermos viver plenamente.

Numa palavra: adorei.
Obrigada Luísa por mais um livro excelente!

Em destaque: "Estranho Lugar para Amar" de Luísa Castel-Branco


"Estranho lugar para amar" tem a aldeia do Colmeal, abandonada desde 1957 na sequência de uma decisão judicial inédita em Portugal, como palco e fonte de inspiração. É aí que encontramos as personagens principais do novo romance da escritora Luísa Castel-Branco e todo um universo mágico e encantatório. Por isso, ficção e realidade caminham lado a lado neste livro em que nos desafiamos a adivinhar o que teve existência real e o que é fruto da imaginação da autora.

No concelho de Figueira de Castelo Rodrigo ficava a aldeia do Colmeal, um povoado com 14 famílias de origens antigas. O fado da aldeia ficou ditado no início da década de 40 com a chegada de uma nova proprietária. As disputas entre a enigmática fidalga e os camponeses desencadeiam o processo de expulsão violenta de todos os habitantes, processo que consta até hoje como uma das páginas mais negras do período da ditadura portuguesa.

Mas porque neste livro há muito mais do que episódios reais, esta história é também sobre o Sítio que ficava para lá do monte, para lá do bosque, para lá de todos os caminhos… sobre esse um lugar onde as pedras do feitiço escondem mistérios insondáveis e vidas que desejam a outra metade do céu.

Nota: as fotografias que mostram as ruínas da aldeia foram retiradas da internet.

Segundo informação recolhida junto da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, a aldeia está neste momento a ser recuperada.

"Diz-me Só a Verdade" de Luísa Castel-Branco


Gosto muito de ler autores portugueses. Acho que ler algo escrito originalmente na língua de Camões é um pouco diferente de ler algo que foi traduzido. Para além disso os nomes, os sítios, os costumes, e as maneiras de ser, são sempre mais familiares. Não concordam?
E na minha lista de autores portugueses favoritos consta a Luísa Castel-Branco. J

Apaixonei-me pela sua menina de cabelos vermelhos de nome “Alma”, encantei-me com a fabulosa fábula moderna do “Não Digas Nada a Ninguém”, rendi-me à escrita de Luísa Castel-Branco com “Para Ti”, um colar de pérolas em forma de textos plenos de emoção, e pura e simplesmente senti-me arrebatada com o “Em Nome do Filho”.
Era óbvio que não podia deixar de ler este seu novo livro.

“Diz-me Só a Verdade” aborda novamente a vida de uma mulher, que mesmo lutando contra as adversidades que a vida lhe lançou desde menina, acaba por abraçar o seu destino junto de alguém que também não lhe dá o valor devido. Mas muito mais que um simples romance, este livro é também uma crítica velada à sociedade dos nossos dias e à forma como muitos se comportam. Actual e um pouco controverso, “Diz-me Só a Verdade” é mais um livro de Luísa Castel-Branco que prima pela qualidade da escrita e pela boa organização de um enredo.

Para dizer a verdade, li-o num só dia. É assim que escreve Luísa, de uma forma fluida, cativante e envolvente. Ao leitor apenas resta sentar-se confortavelmente, talvez com uma chávena de chá na mão, relaxar e deliciar-se com mais uma belíssima história.


Para mais informações sobre este livro espreite aqui ou visite o site do Clube do Autor.


Em destaque: "Diz-me Só a Verdade" de Luísa Caste-Branco


Uma história intensa e apaixonada que nos lembra que é urgente voltar a sonhar.

Desde muito cedo que contamos histórias aos nossos filhos que começam o célebre frase «Era uma vez». Histórias de encantar, de magia, histórias em que tudo é possível e o final é sempre feliz.
Mais tarde voltamos a contar as mesmas histórias aos nossos netos, muitas vezes embelezando ainda mais a narrativa. Mas o que nos sobra? A vida, e essa encarrega-se de nos destruir a capacidade de sonhar, de acreditar que tudo é possível, de acreditar nos outros e em nós mesmos. Não há mais finais felizes.
A realidade pesa-nos como um casaco molhado. E sobrevivemos aos dias sem a ajuda desse tempo mágico que deixámos para trás. Nunca como hoje foi tão urgente retomarmos essa fantástica capacidade de voltar a sonhar.

Estas são palavras de Luísa Castel-Branco e esta é a principal mensagem do seu novo romance, "Diz-me só a Verdade".

Sinopse:
Francisca tem quarenta e dois anos, três filhos e um casamento com o seu primeiro amor. Mas a sua vida aparentemente feliz encontra sombras do passado e um presente sem as luzes que sonhara para si.

A vida desta mulher cruza-se com a saga de duas famílias unidas pelo passado e divididas por um presente armadilhado por desejos de vingança e revelações esmagadoras. Entretanto, a chegada de uma carta inesperada denuncia um segredo e muda o destino de Francisca. Mas será que ainda acreditamos em finais felizes?

Nunca como hoje foi tão urgente retomarmos essa fantástica capacidade de voltar a sonhar. Um romance é isso mesmo. Páginas que nos levam a levantar voo, que nos transportam para um mundo que podia ser. Também nós merecemos essa frase mágica “Era uma vez.” Também nós temos direito a acreditar em finais felizes.
E este romance é isso mesmo. Um óasis do que podia ser, do que podia acontecer, algo para nos aconchegar a alma e nos fortalecer estes tempos de compasso de espera. O tempo que medeia entre o hoje e aquilo a que temos direito.

Sobre a autora:
Luísa Castel-Branco nasceu em Lisboa em 1954. A sua vida esteve desde sempre ligada à comunicação, primeiro na imprensa onde colaborou com o Semanário e mais tarde com a Máxima, e depois na televisão onde apresentou vários programas de sucesso como «Dinheiro à Vista» (TVI) e «O Elo Mais Fraco» (RTP1). Na SIC, apresentou «Vícios e Virtudes» e participou ainda em «Eles por Elas». 


"Em Nome do Filho" de Luísa Castel-Branco

Foi com grande entusiasmo que soube que a Luísa Castel-Branco ía ter um novo romance publicado. Depois de me ter surpreendido com “Alma e os Mistérios da Vida”, de me ter conquistado com “Não Digas a Ninguém” e de me ter maravilhado com “Para Ti”, tinha a certeza que este livro não me ía desiludir. E não desiludiu. Bem pelo contrário, com “Em Nome do Filho”, Luísa Castel-Branco tornou-se uma das minhas autoras portuguesas de eleição.

O livro está escrito de uma forma maravilhosa. A maneira como a autora vai intercalando a vida das duas personagens principais e das suas famílias é fantástica. A história então, é assombrosa! Preparem os vossos corações pois garanto-vos alguns batimentos bem mais fortes. ;)

Sabem, sou daquelas pessoas que não gosta de ler as sinopses. Que me perdoem as editoras, pois sei o trabalho que isso dá, mas é verdade. Normalmente apenas leio a sinopse quando escolho um livro, mas depois como passa algum tempo até que lhe pegue, esqueço-me completamente da história. Confesso que há autores que nem preciso de ler a sinopse. O seu nome na capa é para mim suficiente. A Luísa é um deles. ;)
Bem, a verdade é que gosto mesmo de entrar num livro “a crú”. Não sabendo de antemão o que vai acontecer, sinto mais fortemente os acontecimentos. Convosco não vos acontece?
Pois com “Em Nome do Filho” este truque funcionou na perfeição! O desenrolar da história arrebatou-me por completo. Por essa razão não quero revelar muito. Não quero vos estragar a leitura. Apenas vos digo que para além da história ser realmente fantástica, tendo como pano de fundo a Lisboa e arredores que tão bem conheço, possuir um conjunto de personagens muito interessantes e característicos, o livro está realmente bem escrito, no tom a que Luísa Castel-Branco já nos habituou. Aquele tom que nos faz sentir que o que estamos a ler foi escrito com alma, com amor.
Adoro a maneira como ela consegue transmitir os sentimentos das suas personagens. Tenho a certeza de que elas "falam" com ela, lhe desabafam o que vai na alma, lhe sussurram no silêncio da noite, até que a história esteja toda no papel. É um dom maravilhoso que esta autora possui.

A meu ver tudo o que se faz com amor, sai sempre bem feito, e é de certeza por essa razão este livro merece lugar de destaque nas minhas leituras deste ano.

Obrigada Luísa por mais um livro tão espectacular!

Para mais informações sobre este livro podem consultar aqui ou no site do Clube do Autor.

Em destaque: "Em Nome do Filho" de Luísa Castel-Branco

Será que o destino de duas mulheres pode desafiar os desígnios de Deus?
Luísa Castel-Branco apresenta-nos Ema e Felismina e conta-nos a história de duas mulheres separadas pela vida e unidas por um destino.

Ema, uma menina de Lisboa, filha mais nova de uma família burguesa, que, no período da Revolução, se vê obrigada a mudar-se para uma propriedade no campo. Conhecendo todos os segredos da terra, Ema tem o dom de comunicar com a vida e os outros de forma misteriosa e especial. Com o fim da idade da inocência, a sua felicidade, no entanto, só é plenamente conseguida depois de satisfazer o seu desejo de maternidade. Felismina, uma rapariga pobre, anormalmente recatada para a época, cresce nos arredores de Lisboa. Educada por uma mãe cruel e manipuladora, consegue libertar-se das amarras da sua vida de miséria. Sai de casa, muda de identidade, passa a chamar-se Mi Sores, e o seu aspecto, outrora macilento e triste, passa a ser sofisticado e luminoso. O destino destas duas mulheres cruza-se inesperadamente quando a bebé de Ema é raptada. O pesadelo vivido pela mãe desencadeia uma teia de mistérios e revelações inesperadas. Numa atmosfera densa, o mundo de Ema convive com o de Felismina que, depois da descida aos infernos, tenta atingir o céu. Mas nem todos os meios são lícitos para atingir os fins. Felismina não sabe disso e Ema precisa mesmo de acreditar nos «desígnios de Deus». 

Uma história sobre os abismos da natureza humana, mas também do poder redentor do amor.

Sobre a autora:
Luísa Castel-Branco nasceu em Lisboa em 1954. A sua vida esteve desde sempre ligada à comunicação: começou por colaborar no jornal Semanário e mais tarde fez parte do grupo fundador da revista Máxima. Foi assessora de imprensa de vários gabinetes ministeriais, criou uma agência de comunicação, dedicando-se à área do marketing político.
Em 1999, foi convidada a integrar o projecto CNL, onde começou a sua carreira televisiva. Depois do talk show «Luísa», apresentou o concurso «Dinheiro à Vista» (TVI), seguido de «Emoções Fortes» e «O Elo Mais Fraco» (RTP1). Na SIC Mulher, apresentou «Vícios e Virtudes» e participou ainda em «Eles por Elas».
Depois de em 2001 ter publicado Luísa – o seu primeiro livro – estreou-se no romance com Alma e os Mistérios da Vida, seguido de Não Digas a Ninguém (2009). 

Informação Técnica
PVP: 16,50 € • 300 Páginas

"Para Ti" de Luísa Castel-Branco

Já experimentaram ler um livro só pelo gosto de o ler?
Quando as frases que um autor debita soam a algo que possa ter saído da nossa alma, quando a delicadeza das palavras nos toca o coração, nessas alturas, sim, dá gosto ler e reler, até que as palavras se enrolem debaixo da nossa roupa e nos façam cócegas na pele.
Para mim, Luísa Castel-Branco é uma dessas autoras. Adorei os outros dois livros que li dela, embora "Alma e os Mistérios da Vida" me tenha conquistado bem mais, do que o "Não Digas a Ninguém".
Quem gosta de escrever normalmente fá-lo de uma forma automática. Quando se sente em baixo, quando se sente feliz, quando tem problemas, quando se encontra em dúvidas. Eu pelo menos sou assim. Para mim a escrita é uma óptima terapia. Ao que parece para a autora também. Neste livro “Para Ti” ela não nos conta uma história. Trata-se de um conjunto de textos que a Luísa Castel-Branco foi escrevendo ao longo da vida, cheios de significado, alguns com uma nota melancólica, outros com alegria, mas todos eles cheios de alma, de coração, pois é assim que ela escreve.
Este livro é ele todo uma pérola! Do princípio ao fim.

Deixo-vos aqui um dos textos, intitulado "É isto a vida". Lindo.

«O coração tem mil formas de se despedaçar, mas é como se tivesse só uma. Uma única. Porque a dor é a mesma e não muda, não se transforma. Quando sofremos, é como se o coração se partisse em mil bocados e se apartasse do nosso corpo ao mesmo tempo, deixando-nos sem ar, sem força para viver, sem nada.
As dores do amor, da desilusão, todas as dores do mundo acabam ali. Um aperto no peito e depois uma explosão. Uma e outra vez. Talvez a vida endureça o coração. Talvez Deus nos tenha dado a capacidade de sobreviver àquilo que muitas vezes parece impossível, só para percebermos que efectivamente podemos reconstruir-nos e levantarmo-nos de novo. O ser humano é capaz de coisas surpreendentes. E por vezes tão simples como continuar em frente, como voltar a amar e acreditar e jurar que é para sempre aquilo que é tão fugidio como areia entre os dedos.
A verdade é que ninguém nos preparou para a vida, e não seremos nós que o vamos fazer com os nossos filhos. Dizer o quê? Para quê? Não se pode defender ninguém da vida todo o tempo.
E depois quem nunca amou, quem nunca chorou e sofreu, nunca será um ser humano completo. Há um preço a pagar por todas as gargalhadas, pelo nascer de cada dia, o beijo trocado, a amizade nos momentos mais difíceis. Há a magia de estar vivo e aprender com todas as dores. É isto a vida.»

Sinopse:

Luísa Castel-Branco, jornalista e apresentadora de televisão, tornou-se reconhecida como escritora pela sua sensibilidade e profundo conhecimento das relações humanas. Uma mulher que revela na sua escrita uma grande riqueza interior e cultural, marcada ainda pela sinceridade das introspecções, e atenta contemplação do mundo, revelando um permanente deslumbre perante a vida e as pessoas que cruzam os nossos caminhos.

Uma das minhas próximas leituras vai ser:

Luísa Castel-Branco, jornalista e escritora, acabou de lançar o mais intimista dos seus livros. Nas livrarias desde o dia 8 de Novembro, "Para Ti" reúne dezenas de pequenos textos sobre a maternidade, o amor, a solidão, a morte, a saudade, sempre num registo muito pessoal e de quase confidência por parte da autora.

Feito de momentos vários da vida da escritora, de boas e más recordações, de memórias antigas e mais recentes, de episódios divertidos e outros tristes, "Para Ti" tem tanto de esperança como de desencantamento, de força como de renúncia, de solar e de soturno. "Para Ti" não é um diário mas tem muito desse característico caderno de apontamentos: estados de alma, reflexões sobre a vida e sobre a morte, sobre a desilusão e sobre a felicidade, sobre os pequenos prazeres da vida, pequenos nadas que fazem tudo. Um livro para quem viver a sonhar, a crescer e a amar.

«Toda a minha vida foi assim. Esta urgência da escrita que não se destinava a ninguém, que nunca seria lida, mas nada disso importava, eu tinha de passar para o papel o que me ia na alma», reconhece a escritora, que viu alguns desses textos publicados no jornal diário Destak, onde colabora, e n’ A Capital.
E tal como ela escreve «estes textos são o resultado desse sobrevoar as casas e as ruas e vestir de histórias seres humanos que não conheço, lares em que nunca entrei, dores que não conheci. Partilhar a vida, sem máscaras, artifícios ou mentiras. A vida tal como ela é.» "Para Ti".

"Não digas a ninguém" de Luísa Castel-Branco


Não existem segredos inconfessáveis nem perdões impossíveis

Sinopse:
Beatriz, Rita e Samuel são amigos desde a infância, tendo as suas vidas seguido rumos diferentes: a primeira é casada, mãe de três filhos e um casamento (aparentemente) feliz; a segunda, separada, com um namorado ausente e uma filha problemática; Samuel, casado e com dois filhos adolescentes, vive a imagem da família tradicional. Quando os três amigos decidem passar uns dias juntos, não imaginam até que ponto as suas vidas podem mudar.

O aparecimento de uma mulher misteriosa, Benedita, vai transformar o que deveria ser um fim-de-semana tranquilo numa descida ao inferno, onde cada uma das personagens é confrontada com os seus medos e desejos proibidos.

Luísa Castel-Branco regressa ao romance e surpreende os leitores com esta fábula moderna em tom de crítica social, que é também uma história sobre os afectos, o valor da amizade e o poder do amor e do perdão.

A minha opinião:
Comecei esta leitura meio a medo, com um pé atrás, confesso, pois o registo da história de acordo com a sinopse, não era em nada semelhante ao “Alma e os Mistérios da Vida”, livro que adorei. E sinceramente, histórias sobre “tios” e “tias” com muitos “tá bens” e “não sei quês”, e um certo nível social como crachá, não me apelam. Mas por ser da mesma autora, e porque gosto sempre de dar uma oportunidade aos livros, entrei na leitura.
Cedo me apercebi que havia algo mais para lá do óbvio, e bem depressa a leitura se tornou imparável.

Não gosto de adiantar muita informação sobre a história e prometo que não vou fazê-lo mas, há uma espécie de comparação que não posso deixar de fazer. A quantidade de personagens, as relações entre elas, o ritmo alucinante de acontecimentos assombrados por uma estranha tempestade… tudo me trouxe à ideia o “Sonho de Uma Noite de Verão” de Shakespeare. Simplesmente fantástico!!

Outra coisa absolutamente magnifica, são as pequenas pérolas de sabedoria que a autora espalha pelo texto. Tenho de transcrever uma passagem belíssima, que nos fala da verdadeira amizade (em especial para ti, Ana!):

«A amizade pode tomar muitas formas. Ou, melhor dizendo, a adulteração da palavra desvirtuou o seu sentido original. Tempos houve em que era um bem maior, uma força que unia seres humanos até ao leito da morte. Mas não nos tempos que correm.
As amizades, tal como as relações afectivas ou laborais, revelavam-se cada vez mais precárias, mais descartáveis e, simultaneamente, mais vazias de conteúdo; passaram a ser sinónimo de momentos partilhados entre determinadas pessoas, em determinadas circunstâncias, e tão só isso. Contudo, sobravam as amizades da infância. Essas pareciam ser o último reduto do conceito antigo da palavra, da profundidade do sentimento.
Nem todas sobreviviam ao passar dos anos, aos casamentos, divórcios, à mutação que cada ser humano conhece ao longo da vida. Mas quando tal acontecia, tratava-se sem dúvida de um bem maior.
Era como que magia, não a do amor, mas algo muito semelhante que permitia dois seres humanos lerem um no outro como um livro aberto, reencontrarem-se por vezes passado um largo tempo e retomarem a conversa que tinham abandonado no exacto dia em que se despediram num qualquer café, num jantar, não importa onde.
O verdadeiro valor da amizade só é do conhecimento daqueles poucos que a possuem, que abrangem o verdadeiro significado da palavra e a amplitude do seu alcance. Porque quem tem um amigo nunca viverá só. Nunca morrerá só.»

Este livro é sem dúvida uma fábula soberba, onde a importância da amizade e do amor se sobrepõe a tudo o resto. Magnífico!

P.S. Tenho no entanto de fazer uma ressalva. Não ao trabalho da autora, mas da editora. É impressionante o tipo de erros que encontrei e que me dificultaram a leitura.
Numa história onde logo no princípio temos de aprender o nome das primeiras 12 personagens, há que ter um pouco mais de atenção.
Dois exemplos:
Pág. 65, linha 30: -Carmo, vou contigo.”
Não existe nenhuma Carmo, nem antes nem depois. O nome que aqui deveria estar era Graça, que não é sequer remotamente parecido.
Pág. 97, nos primeiros 2 parágrafos aparece Beatriz por duas vezes, quando na verdade se fala de uma Benedita. Aqui sinceramente muito contribuiu para a confusão da história, uma vez que existe mesmo uma Beatriz.
O mesmo acontece na pág. 168, linha 12: em vez de Rita, escreveram Matilde, que é a filha de Rita.

Um pouco mais de atenção, é o que se pede à editora. Afinal, o livro que li já vai na 2ª edição, e erros destes são inadmissíveis.

"Alma e os Mistérios da Vida" de Luisa Castel-Branco

Sinopse:
A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas da ditadura.
“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram”. Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Na pequena aldeia todos a olhavam, a menina especial como um ser estranho, rejeitada pelo povo e pela família, restava-lhe refugiar-se na Ti Efigénia, também ela isolada do resto das pessoas e considerada bruxa. Anos mais tarde a mãe de Alma, que a considerava uma inútil, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como a filha que Sofia não teve e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada. Alma vai estudar para Coimbra onde conhece os prazeres da vida académica, do sexo e Ricardo. Inesperadamente Sofia morre e Alma regressa a Lisboa. Para superar o desgosto muda-se para Paris, mas acaba por voltar à capital, reencontra Ricardo e, apesar do casamento deste, vivem uma relação proibida de onde nasce Pedro. Alma nunca revela a Ricardo que têm um filho, mas o destino encarrega-se de cruzar os caminhos de pai e filho.

A minha opinião:
Confesso que entrei nesta leitura um pouquinho de pé atrás. Numa altura em que "está na moda" figuras públicas lançarem livros, alguns deles com um défice de qualidade lastimável, foi com alguma desconfiança que peguei em "Alma e os Mistérios da Vida". Não fora a sua autora alguém que sempre me inspirou confiança e nem sequer lhe tinha dado hipótese.
Mas graças a Deus que o fiz! :)
Este livro é deveras uma maravilha!!!
Adorei a forma como está escrito. Impressionante a maneira como a autora consegue dividir a narração com uma das personagens.
A história é fantástica, faz-nos vibrar, faz-nos sorrir, faz-nos pensar, faz-nos chorar.
Saboreei esta leitura com muito prazer e fico ansiosamente à espera de outra publicação desta autora.
Muito obrigada Luísa Castel-Branco, pelas horas de puro prazer literário que são algo tão raro de encontrar a nível nacional!

Deixo aqui algumas passagens que são absolutamente deliciosas.

Pág. 50
(...) Porque a vida é apenas isto mesmo, um piscar dos olhos, o esvoaçar de um pássaro.
O amor quando vive numa casa, seja ela pobre ou rica, pega-se aos objectos, dá perfume aos sentimentos, dá doçura aos movimentos, ao passar dos anos. (...)

Pág. 55
(...) Perco-me no relato do que te quero contar, como se fizesse e desfizesse um bordado por engano no desenho.
Estou velha e cansada, e as memórias de uma vida inteira são tantas que as confundo, baralho, e salto de uma história de alguém para a de outra pessoa como as crianças quando saltitam nas pedras do charco ou brincam à macaca. Tanta coisa para te dizer, tanto para te contar.
Mas escrevo vagarosamente, o lápis risca a folha de linhas do caderno, cada vez com mais e mais força, conforme as horas vão passando. (...)

Pág. 63
(...)A minha querida mãe, que crescera envolta nos braços da morte e sobrevivera para contar, ensinara-me a amar as mais pequenas coisas, a vibrar com a cor de uma borboleta ou o pôr dp Sol no monte.
São estas pequenas coisas que edificam a alma de uma pessoa, como se de um castelo fosse. O amor é o cimento mais sólido para esta construção e ele dá-nos uma força superior a nós mesmos e à nossa circunstância.(...)


(E obrigada a ti, Bé, por esta oportunidade. Este é daqueles livrinhos que vou ter mesmo de comprar para a minha colecção pessoal! ;)

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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