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"A Última Viagem do Valentina" de Santa Montefiore

Santa Montefiore parece-me ser uma autora pouco divulgada. No entanto os seus livros (acho que já li todos) são histórias muito boas, bem elaboradas, com personagens riquíssimas em sentimentos e personalidade, e um enredo que cativa quem lê e nos leva a perseguir a história e a tentar situarmo-nos no espaço e no tempo da acção por forma a inteirarmo-nos por completo dos acontecimentos.
Apesar disso, este livro A Última Viagem do Valentina surpreendeu-me. A autora introduziu na história o factor mistério, tornando-a ainda mais rica e interessante.
Como sempre as personagens principais que nos são apresentadas são figuras cativantes, quer pela sua personalidade exuberante, como no caso de Alba, quer pela calma e clareza de espírito de Fitz. Todas as outras personagens secundárias compõem de forma extraordinária o conjunto e colaboram para uma sensação de autenticidade.
Entre Inglaterra e a Itália, durante a Segunda Guerra Mundial algo se passou, e esse acontecimento é sem dúvida a causa do estilo de vida de Alba, assim como das relações tempestuosas com o seu pai e restante família.
Na realidade, é muito comum que o passado de uma família influencie a vida de uma pessoa, mesmo sem que ela o saiba. Nesses casos só há uma solução: descobrir o que se esconde por baixo de algumas pedras e de permeio resolver o que afinal não era assim tão difícil de resolver.
Foi uma leitura muito agradável e como sempre, fico à espera de um novo livro desta autora que escreve tão bem.

Sinopse:
Após o final da Segunda Guerra Mundial, um aristocrata excêntrico é assassinado no seu palazzo italiano. Vinte anos mais tarde, este crime por resolver toca a vida de Alba, uma rapariga que vive num barco em Chelsea, na década de 1960. Entre estas duas épocas estende-se uma narrativa de amor, decadência e traição que conduz Alba até à costa de Amalfi, ao drama da guerra e à decadência da tragédia. O passado ressurge, revelando uma teia secreta de resistentes e nazis, de camponeses e condes e, no centro de tudo, uma fascinante e misteriosa mulher - a sua mãe.
Alba não irá investigar apenas um homicídio: investiga igualmente uma verdade proibida, e o que descobre no passado é doloroso, mas é a porta para o seu próprio futuro.
Críticas de imprensa:
«Montefiore é uma grande contadora de histórias», Emily Melton, Booklist

«Pleno de mistério, romance e suspense», The Bookseller

«Quem gosta de Joanne Harris vai adorar os romances de Santa Montefiore», Mail on Sunday

"A Andorinha e o Colibri" de Santa Montefiore

Ok. Vamos falar de títulos. Há títulos curtos (Compaixão, de Jodi Picoult), há títulos longos (A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, de Stieg Larson), há títulos que fazem todo o sentido (O Menino que Não Gostava de Ler, de Susanna Tamaro) e há títulos que não têm nada a ver...
Alguém que tenha lido este livro me faça o favor de explicar o que é que o raio do colibri tem a haver com o assunto!!! É que nem se trata de uma "tradução livre" do título em inglês. Não! O título está traduzido à letra!
Está bem, eu entendo que ali no jardim de uma das personagens a magia estava no ar e era normal aparecerem pássaros fora da sua rota de migração... mas não se fala de colibris. Será uma analogia entre George, o aviador e Rita, a sua apaixonada? Não faço a mínima ideia.
E pronto, isto intrometeu-se na minha opinião do livro porque eu já nem conseguia pensar. Tinha de o tirar do meu sistema! lol Agora já está!

Adiante... sobre o livro só posso dizer que mais uma vez me senti fascinada com a forma com que Santa Montefiore nos apresenta os locais onde se passa a acção, nomeadamente o Sudoeste de Inglaterra (Devonshire) e uma vez mais, a Argentina, a bela e apaixonante Argentina, que tive o prazer de conhecer através do seu primeiro livro, A Árvore dos Segredos. Não há dúvida que esta autora se encontra eternamente dividida entre estas duas regiões, pois até agora, todos os romances que li dela saltitavam de um ponto para o outro.
Bem, a história em si, no entanto, pareceu-me desta vez, um pouco ultrapassada. A ideia de uma jovem que fica eternamente à espera que o seu amor regresse (mesmo depois de saber que ele casou com outra!) soa-me demasiado trágica e um péssimo exemplo para as mulheres, deixem-me que vos diga! Talvez fosse assim naquela época do pós-guerra, mas para mim, se o tal Sr. George a tinha trocado por outra, aquela D. Rita devia era ter dado a volta por cima, casar com outro, e arranjar maneira de lhe ensinar uma lição. Assim é que era! ;)
De qualquer das formas, é um romance muito lindo, com personagens fascinantes, tanto na família do lado de Rita, como na família de George.
Gostei.

(Já agora... outra pergunta para quem também leu este livro... a história da fulana americana - Susan - não vos soou demasiado falsa? lol)

Sinopse:
George partiu para a guerra. Rita, a namorada de infância, alegra-se com o seu regresso mas cedo percebe que o homem que amava mudou. Distante, guardando para si as histórias de guerra que o atormentam, aceita o convite da tia e parte para a Argentina. Não quer contudo que Rita o acompanhe. Ela promete esperar, mas muito acontecerá até ao seu regresso a Devonshire. Uma tocante história de amor e auto-descoberta entre a Inglaterra e a Argentina do pós-guerra. George partiu rapaz, regressa homem. Para trás deixou a pequena vila rural onde nasceu e onde planeara viver toda a sua vida (ao lado de Rita). Mas quando volta à terra Natal George não é já o mesmo. Inquieto, incapaz de assentar, decide aceitar o convite da tia que tem uma quinta na Argentina e parte sem a noiva de infância. Ela ainda promete esperar, e também ele espera voltar a apaixonar-se por ela, mas cada um vai viver a sua própria vida, em continentes diferentes. Voltará o destino a uni-los? Uma intensa saga de família, reveses, amor e reencontros, a envolver-nos do princípio ao fim de mais um romance assinado por Santa Montefiore.

"A Caixa da Borboleta" de Santa Montefiore

«A vida (...) tem muitos capítulos e no entanto é só um livro. Há um fio condutor que liga todos os capítulos.
- E qual é, pai? . quis saber Ramon, suspirando.
- O amor.»
É o amor que muitas vezes nos leva a fazer disparates, mas é também a falta dele que às vezes nos desorienta a vida.
Por vezes somos como uma andorinha que se esqueceu do caminho de regresso a casa ou como uma criança perdida no meio de uma multidão que busca ansiosamente o rosto de um dos seus pais.
Quando isso nos acontece, o mais que desejamos, o que mais queremos é que alguém nos dê a mão e nos diga que está tudo bem.
Mas nem sempre isso acontece.
Por vezes temos de penar um pouco, sofrer um pouco, andar descalços sobre as rochas, passar frio na alma, para então sim, dar valor às coisas importantes e sorrirmos com as bençãos que povoam nossas vidas.

Este livro é um relato interessante e colorido de uma família que sofreu dessa falta de amor e cujos membros se perderam durante o percurso de uma vida um pouco atribulada. São várias histórias de amor, de diversos tipos de amor, todas lindíssimas e igualmente tocantes, que me fez suspirar, sorrir, chorar, recordar e até lamentar um pouco... (o amor de um pai é algo de que uma criança precisa mais do que tudo).
Com cenários extraordinários (espalhados entre o Chile e a Cornualha em Inglaterra), mais uma vez esta autora conquista o meu coração.

Sinopse:
A mágica caixa de uma antiga princesa inca. Escritor e fotógrafo, o pai de Frederica traz de uma das suas muitas viagens pelo mundo um presente especial. A filha adora-o, e quando os pais se separam aquela será a única recordação do pai. A menina torna-se mulher, mas será sempre ao passado que irá buscar as suas melhores memórias. É contudo quando se apaixona pela primeira vez e sente a força do amor, mas também a dor da perda, que entende o significado daquela mágica caixa com o desenho de uma borboleta. Um intenso e delicado romance a levar-nos do Chile à Cornualha. Um dos mais aplaudidos romances de Santa Montefiore.
Ramon precisa de viajar pelo mundo. Quando conheceu a mulher, Helena, ela sabia da sua paixão e seguia-o nas suas aventuras. Com o nascimento dos filhos tudo se altera. Helena fica no Chile enquanto o marido continua as suas explorações pelo mundo. A quem não parece incomodar a ausência do pai é a Frederica, a sua filha. Aguarda-o a cada viagem com igual entusiasmado, ansiosa por ouvir as suas histórias e descobertas. No regresso de mais uma das suas incursões pelo Peru, Ramon oferece à filha uma caixa com pedras incrustadas em forma de borboleta. Aquela caixa, assim conta à filha, teria pertencido a uma princesa inca... Frederica fica encantada com o presente. A distância cresceu contudo entre os pais e Helena decide regressar com os filhos à Cornualha, na Inglaterra. Frederica não se conforma. Muito ligada ao pai guarda a caixa da borboleta que ele lhe ofereceu como um dos seus mais queridos objectos. Em Inglaterra tem de se adaptar a uma nova vida, mas, já só mulher, descobre o verdadeiro segredo daquele presente. Descobrindo o amor e a perda, a jovem Frederica embarca numa viagem de auto descoberta. Ou se afunda na tristeza, ou se ergue mulher, inteira, mais forte do que nunca.
História de amor, perda e transformação vivida entre a paisagem chilena as zonas rurais de Inglaterra. Depois d’ «A Árvore dos Segredos», este romance confirma Santa Montefiore como uma das mais apaixonantes romancistas da actualidade.

"A Árvore dos Segredos" de Santa Montefiore

Sinopse:
As árvores ficam onde estão. O oposto sucede no coração humano.
Um amor proibido nas Pampas argentinas.
Numa apaixonante paisagem onde o sol se põe em tons de fogo, a escritora inglesa, Santa Montefiore, escreve um épico de amor, desilusão e segundas oportunidades.
No rancho de Santa Catalina os irmãos Solanas vivem e crescem juntos.
Quando Paco se apaixona por uma irlandesa, Anna Melody, tudo muda na família. A filha de ambos, Sofia, que cresceu sob a sombra da Ombu na quente planície, vive um amor proibido que a obriga a deixar a terra que sempre amou. Uma saga de família a levar-nos da Inglaterra à Argentina, numa cuidada narrativa de emoções fortes com um inigualável odor a gardénias...

O Ombu é a única árvore nativa nas Pampas. De ancestrais raízes essa árvore cresce e observa em silêncio os homens e mulheres que por ali passam. Sofia, filha de um argentino e de mãe irlandesa, espiga rebelde e decidida. A sombra da árvore é o seu esconderijo favorito. Ali pode passar horas a observar a vasta paisagem, conversando com os primos Maria e Santiago. Enquanto a sua mãe, Anna Melody, se tenta adaptar à terra do marido, Sofia cresce enraizada naquele lugar não concebendo sequer partir. Ao apaixonar-se pela pessoa errada é obrigada pela família a abandonar o rancho voltando vinte anos depois....Um épico de amor, perda e aprendizagem da vida.

Natural de Winchester, Inglaterra, mas de ascendência argentina, Santa Montefiore escreveu um poderoso romance sobre o sentimento de pertença a um lugar, sobre a violência das paixões e o deixar para trás o passado recomeçando noutro lugar, investindo em outros afectos. Na vida não amamos só uma vez, nem de uma só forma. Sofia, a protagonista, descobre isso já mulher. Mas descobre-o ainda a tempo de ser feliz.

Podem ler o 1º capítulo aqui.



A minha opinião:
Que história magnífica!
Fiquei completamente apaixonada pela pampas da Argentina, pelo rancho de Santa Catalina, pela personalidade de Sofia, e pelo amor intemporal entre ela e Santi.Na verdade é esse o tema central de toda esta história: o Amor. Vários tipos de amor, se formos a ver bem.
É uma leitura muito intensa, que nos arrasta por dois continentes, e ao longo de 4 gerações. Apercebemo-nos da evolução da Argentina enquanto país, e admiramo-nos ao verificar que o núcleo duro da família Solanas conseguiu manter-se incólume e unido.
Não é uma história cor-de-rosa. É sim uma história verosímil que nos fala de escolhas e consequências.
Adorei! :)
Gostei muito de uma história que o avô de Sofia lhe contou sobre o "Presente Precioso" e que aqui transcrevo:

"(...)
- É uma história verdadeira sobre um rapazinho que vivia com os avós. O avô era um homem sereno e espiritual que lhe contava histórias maravilhosas. Uma das histórias que contou ao neto foi a do Presente Precioso.
(...)
- O menino ficou muito entusiasmado e perguntou ao avô que presente era. O velho disse-lhe que, a seu devido tempo, ele acabaria por descobrir, mas que era uma coisa que lhe traria uma felicidade duradoura como nunca antes sentira. Então o rapazinho manteve os olhos bem abertos e quando lhe deram uma bicicleta no dia dos anos, pensou que fosse aquele o "Presente Precioso", que o avô lhe descrevera. Mas, algum tempo depois, aborreceu-se do brinquedo novo e aprecebeu-se que aquele não poderia ser o "Presente Precioso", porque o avô lhe tinha dito que lhe traria uma felicidade duradoura.
Então o rapazinho cresceu e transformou-se num jovem que conheceu uma rapariga por quem se apaixonou. Por fim, pensou, «É este o presente precioso que me vai trazer a felicidade duradoura.». Mas discutiram, não se entenderam e acabaram por se separar. Então o jovem viajou e correu o mundo e em cada lugar novo pensou ter encontrado a verdadeira felicidade, mas estava sempre à procura de mais um país, de mais um local maravilhoso e descobriu que a felicidade nunca durava muito. Era como se procurasse uma coisa inatingível, mas que, mesmo assim procurava. E isto entristecia-o. Depois, tendo voltado a casar-se e já com filhos, achou que ainda não tinha descoberto o seu "Presente Precioso" de que o avô lhe tinha falado e começou a ficar desiludido.
Por fim o avô morreu e com ele o segredo do "Presente Precioso".... ou pelo menos foi o que o jovem pensou. Sentou-se muito triste a pensar nos momento felizes que tinha partilhado com o seu sábio avô. E por fim, depois de tantos anos de busca apercebeu-se.
Porque seria que o seu avô estava sempre tão satisfeito, tão contente, tão sereno? Porque seria que, quando se falava com ele, ele nos fazia sentir a pessoa mais importante deste mundo? Porque seria ele capaz de criar uma atmosfera tão pacifica à sua volta que a passava a todos que conhecia? Afinal o Precioso Presente não era um presente no sentido material da palavra. Era de facto o aqui e agora, o presente, el momento... ahora.
O avô tinha vivido o momento e saboreara cada segundo. Não existia o amanhã, pois porque razão gastar energia numa coisa que pode não acontecer? E não se demorava no ontem, porque ontem já passar e já não existia.
O Presente é a unica realidade e para obter a felicidade duradoura é preciso aprender a viver o aqui e agora e não nos preocuparmos ou perdermos tempo com outras coisas..."


Muito e muito obrigada querida Bé por insistires para que eu lesse este livrito.
E é claro, obrigada pela partilha! :)

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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