"O Homem Que Sonhava Ser Hitler" de Tiago Rebelo

Faz hoje uma semana que tive o prazer de estar um par de horas à conversa com um dos autores portugueses que já ganhou lugar na minha estante: Tiago Rebelo.
Além de se revelar extremamente simpático e acessível, mostrou-se também uma pessoa muito bem disposta e perpicaz.
Sem que obviamente o adivinhasse, eu andava a modos que zangada com ele. Depois de ter lido “O Tempo dos Amores Perfeitos” e “O Último Ano em Luanda”, os outros livros que li dele não me preencheram, muito pelo contrário, até me desiludiram. Eram histórias simples demais, banais demais que permaneceram na sombra dos primeiros livros que havia lido. Por isso não seria de estranhar que uma das primeiras perguntas que me saíssem da boca fosse: "para quando um novo romance histórico?”.
Mas não vou adiantar mais sobre este encontro, até porque está na forja uma pequena entrevista que espero poder apresentar brevemente, junto com a opinião sobre o seu novo livro, "Breve História de Amor".

Esta pequena introdução serviu apenas para explicar porque fui eu ler um livro que comprei na feira do livro de 2010 para oferecer ao maridão, nunca o considerando para minha leitura. Foi o próprio autor que mo recomendou! ;)
E garanto-vos, foi mesmo um belo conselho, pois este livro “O Homem Que Sonhava Ser Hitler” é realmente muito bom.
Para já a história envolve personagens e situações que apesar de fictícias poderiam facilmente ser identificadas na conjuntura actual do nosso país, tornando a leitura uma constante surpresa. Mas não só por isso. Os locais onde se passa a acção são locais que conheço muito bem, como alfacinha que sou: a Graça e os seus miradouros, o Largo do Rato, o Restelo, a sede da PJ junto ao Conde Redondo, o Hospital da Estefânia, as esplanadas à beira-rio, enfim, a meu ver a cidade de Lisboa acaba por fazer parte da história como se tratasse de mais uma personagem.
Com um tipo de escrita rápida e fluida, capítulos curtos, e um suspense que vai crescendo à medida que avançamos na leitura, este livro tem todas as características para conquistar vários tipos de leitores.

É uma história deveras interessante. Um policial político que não deixa de ser um romance e que tem todos os ingredientes para deixar o leitor preso da primeira à última página.
Não percam a oportunidade e leiam este livro. Prometo-vos que não se vão arrepender!


Sinopse:
No pátio das traseiras de um prédio de um pacífico bairro de Lisboa, uma criança é atacada por três homens e deixada em coma. Ao investigar o que inicialmente se supõe ser um mero acto de cobardia de um grupo de cabeças-rapadas que resultou em tragédia, as autoridades vão descobrir uma gigantesca conspiração que prova que, nunca como hoje, a democracia e o estado de direito estiveram tão ameaçados em Portugal. Neste surpreendente romance, Tiago Rebelo abre-nos a porta dos fundos do lado mais obscuro da política nacional dos nossos dias, onde nada é o que parece ser e onde se desenrolam acontecimentos extraordinários que colocam em perigo toda a sociedade, sem que esta se aperceba do que está realmente a acontecer.
O inspector-chefe, António Gaspar, da Polícia Judiciária, leva a cabo uma investigação, que, a cada passo, ameaça a sua vida e a da mulher que ama, a ex-namorada que ele procura recuperar no desvario dos dias perigosos que põem em risco a nação.

1 comentários:

anamcf on 12/11/11 disse...

Olá!

Na mouche!
Também eu ando "zangada" com o Tiago Rebelo. Depois de ler “O Tempo dos Amores Perfeitos” e “O Último Ano em Luanda”, também eu aguardo o próximo Romance Histórico. Já li "O Homem que sonhava ser Hitler" e recomendo vivamente, mas...
Sinto o mesmo em relação ao Moita Flores, depois de ler "A Fúria das Vinhas", levar com um "Polícias sem História", que desilusão... Entretanto com "Mataram o Sidónio" já lhe "perdoei":)

Continue, gosto muito do seu blog!

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