Em destaque: "Marion" de Wendy Holden

Marion - Vinda do nada para educar uma rainha

Sinopse:
Marion veio do nada… para criar uma rainha.
O drama da Abdicação, o glamour da Coroação, o trauma da Segunda Guerra Mundial – Marion Crawford (ou Crawfie, para as jovens princesas) apoiou a família real inglesa em cada um destes desafios.

Em 1933, uma jovem professora progressista torna-se precetora das pequenas princesas Isabel e Margarida. Decidida a proporcionar às suas discípulas uma infância normal e divertida, levou-as a passear, a nadar em piscinas públicas e a fazer compras de Natal no Woolworths.

Durante 17 anos, Marion serviu no coração da família real britânica. Mas a sua devoção e lealdade de pouco contaram quando uma traição deitou por terra o seu legado.
Este romance inspirado em factos reais recupera uma história quase esquecida, e lança nova luz sobre a família mais famosa do mundo.

Se é fã do The Crown, este livro é para si.

Veja o booktrailer:


Sobre a autora: 
Wendy Holden foi jornalista do The Sunday Times, The Mail on Sunday Tatler, antes de se tornar escritora a tempo inteiro. Escreveu nove romances, figurando todos no top 10 do The Sunday Times. É casada e tem dois filhos. 

Opinião: "Canções em Ursa Maior" de Emma Brodie

Sou uma apaixonada por música. Por essa razão, um livro com este título nunca poderia escapar ao meu escrutínio. E a capa está fantástica, não concordam? Os meus parabéns à editora. Está bem melhor do que a original.

E na verdade, este era um livro que merecia uma banda sonora só sua. Tem, no entanto, uma música escrita pela autora e o seu irmão: Wallflower, com direito a video clip! Gostei. E dá um gostinho para o que podem encontrar ao ler esta história. 

Ora vejam:

Passado numa época, no mínimo interessante, os anos 70, "Canções em Ursa Maior" é inspirado numa história verdadeira: a relação amorosa entre James Taylor e Joni Mitchell. Por vezes parece que encontramos um pouco da história do filme "A Star is Born", com Bradley Cooper e Lady Gaga, mas não passa de uma impressão, já que os temas são semelhantes.

Mas ler "Canções em Ursa Maior" é uma experiência bem diferente de um outro qualquer livro.  Principalmente para quem gosta de música. Se bem que não ouvimos as melodias, somos presenteados com a elaboração das letras, e isso, meus caros, é pura poesia. O caos transformado em beleza.

Gostei imenso da personagem principal, Jane Quinn, merecia, sem dúvida, um filme só seu. Hollywood que ponha os olhos neste livro! Ela é forte e frágil, com falhas e pedaços partidos, mas ao mesmo tempo cheia de garra e de uma integridade absoluta. Já para não falar de que é possuidora de uma beleza intemporal. E depois de saber que era baseada em Janis Joplin, só me apetece descobrir mais sobre essa cantora. Conheço umas músicas, mas vou ter de mergulhar numa biografia. Será que há em português?

É um livro que me soube a pouco, simplesmente porque me apetecia continuar a ler sobre a vida desta mulher tão fascinante.

Recomendo. Foi uma leitura fantástica que dificilmente irei esquecer.

Opinião: "O Segredo de Dior" de Natasha Lester

Para mim, uma das funções mais importantes que um livro pode desempenhar, é ensinar. Se um livro, que  nos conta uma história, baseada em factos reais, nos apresenta algo da História que não conhecíamos, é sem dúvida um livro precioso. E se nos conquista como leitores enquanto cumpre essa função, é ouro sobre azul. É assim que posso descrever esta maravilha de livro. 

Com ele aprendi sobre um grupo de mulheres que em 1939 (Inglaterra) conseguiram conquistar o seu lugar no exclusivo grupo de pilotos da Segunda Guerra Mundial. Descobri os desafios que tiveram de superar, os seus sacrifícios, as suas conquistas, as suas derrotas e as suas vitórias. Fiquei igualmente a conhecer o papel importantíssimo que teve Catherine Dior, irmã do famoso estilista, que lutou ferozmente contra o jugo alemão em França, sendo uma participante ativa na Resistência francesa e tendo acabado por ser deportada para o terrível campo de concentração de mulheres em Ravensbrück. Desse campo, um dos piores, das 132.000 mulheres que por ali passaram, estima-se que 92.000 tenham perecido. Mas isto é apenas uma pequena parte do livro. Não é de todo mais um livro sobre os campos de concentração.

A ação deste livro passa-se em duas épocas distintas: uma entre 1929 e 1945 e outra bem mais atual, nos nossos dias. Em 1929 conhecemos Skye e Liberty, duas jovens irmãzinhas que não poderiam sem mais diferentes uma da outra, que vivem na Cornualha, em Inglaterra. Depois dá-se um salto temporal e já as vamos reencontrar adultas. Fiquei completamente apaixonada por Skye. A sua personalidade é maior que a vida. É daquelas personagens que admiramos e queremos que tudo acabe bem para elas. Mas será que acaba? 

É esse o mistério que o livro encerra nas suas páginas. Quem é a avó de Kat, uma conservadora de moda australiana, que descobre num pequena propriedade na Cornualha uma série de vestidos Dior, um por cada ano desde 1947?

Extraordinário, pungente e encantador, assim é este livro maravilhoso. Uma leitura que preencheu todos os requisitos e me encantou! Recomendo sem hesitações.

Opinião: "Quando acreditávamos em Sereias" de Barbara O'Neal

Bem, o título "Quando Acreditávamos em Sereias" foi o grande responsável pela aquisição deste livro. Fiquei apaixonada. A promessa da sinopse também contribuiu. Uma família complicada, duas irmãs separadas pela morte de uma delas, uma imensidão de perguntas sem resposta... enfim, o meu tipo de praia. E não posso dizer que não tenha encontrado o que procurava, pois encontrei. Mas soube-me a pouco.

Com uma escrita cativante a autora soube-nos levar onde queria. Viajámos no tempo, conhecemos a família de Kit antes de um acontecimento trágico a ter atingido, cantámos à volta da fogueira, fizemos surf, chorámos e rimos com duas meninas quase selvagens...

No entanto, e a meu ver (aposto que muitas de vocês até irão gostar!) há uma personagem a mais - uma figura masculina, encantadora, que vai conquistar a personagem principal, e de certa forma tirar o foco da questão de fundo.

Não quero dizer com isto que o romance estragou a história, nem pensar. De certa forma contribuiu para a enriquecer. Mas preferia que a autora tivesse deixado a Kit sozinha com os seus fantasmas.

É um livro excelente para os dias quentes que se aproximam, pois as paisagens e as descrições das praias e sítios veraneios são fantásticas! A leitura é leve e descomplicada, embora com alguma profundidade. Recomendo como leitura de verão. :) Gostei bastante.

Opinião: "O Casal do Lado" de Shari Lapena

Este foi um livro que apanhei numa promoção maluca e que adquiri por impulso. O título chamou-me à atenção e o tema era cativante, como me apetecia um thriller levezinho, embarquei na leitura.

A leitura foi rápida, e ainda bem. É daqueles livros que iniciados tens de ler até ao fim, para saber como acaba, e não consegues deixar de o fazer, mesmo que não estejas a gostar lá muito.

Foi o que me aconteceu. A história é interessante e até promete, mas a escrita é muito banal e repetitiva. Não me conquistou. Mas li-o até ao fim. Tinha de confirmar o fim da história, e descobrir o mau da fita. Até nisso fiquei desiludida, pois a meio do livro já lá tinha chegado.

Não digo que foi uma perda de tempo, pois ler é sempre uma mais valia, mas gostaria de ver este livro escrito por outra autora, com mais twists e menos repetições.

Opinião: "Uma Cidade nas Nuvens" de Anthony Doerr

Veio muito bem recomendado por quem leu "Toda a Luz que não Podemos Ver", e foi uma leitura que me surpreendeu completamente. 

Gostava de conhecer este senhor, Anthony Doerr. Como será possível alguém ter uma imaginação tão complexa, inventar várias histórias completamente dispares, separá-las por séculos, encontrar-lhes um ponto comum, e simultaneamente escrever com tão grande habilidade, cativando e deslumbrando os seus leitores?

Não é um livro fácil de ler. Não só pela complexidade das histórias, como pelas descrições exaustivas, mas tão necessárias, dos locais onde se desenrola ação. Acredito que muitos desistam. Mas os que perseverarem na leitura, irão encontrar pura magia, daquela que todos os leitores almejam encontrar nos livros que leêm.

As personagens conquistaram-me com a sua beleza e simplicidade. Ana e Omeir, que partilham a narativa em duas histórias passadas em Constantinopla em 1400. Alternando, encontramos Zeno, um emigrante no Idaho, EUA, em duas fases distintas da sua vida - quando muito jovem e já octagenário, quando então partilha a mesma época e o mesmo local com Seymor, um rapaz com um transtorno no espetro do autismo. Finalmente, em parte incerta, talvez até mesmo sobrevoando a Terra numa nave espacial, encontramos Konstance, várias décadas à frente do nosso tempo.

Num mesmo livro encontramos vários géneros: ficção cientifica, romance histórico, ficção contemporânea. Não há como não agradar a quem se decidir lançar nesta leitura. Eu dou-me como muito feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro. E um dos próximos a pegar, será sem dúvida o "Toda a Luz que não Podemos Ver". 

Bem haja, Anthony Doerr!

Em destaque: "Terra" de Eloy Moreno

Sinopse:
Dentro de uma cabana escondida na floresta, um homem faz uma promessa aos dois filhos: «Pensem naquilo que mais vos agradaria neste mundo, no que gostariam de alcançar quando fossem mais velhos. Seja o que for, se conseguirem terminar o jogo, prometo que farei os possíveis para que se torne realidade.» Mas esse jogo nunca acabou.
Trinta anos depois, uma das crianças conseguiu realizar o seu desejo, mas a irmã não. É então que ela recebe um presente estranho, um objeto que lhe permitirá continuar o jogo.
Oito pessoas decidiram voluntariamente participar num reality show que consiste em isolar-se do mundo, para sempre.
O público pensa que sabe tudo sobre elas, mas nem suspeita os motivos pelos quais tomaram essa decisão.
A criança que não conseguiu realizar o seu desejo, agora jornalista, deve descobrir a ligação entre o presente que recebeu e aqueles oito concorrentes, de modo a realizar o seu desejo, caso ainda seja essa a sua vontade.
A resposta está na Islândia.

Sobre o autor:
Eloy Moreno nasceu em 1976, em Castellón de la Plana, e, em 2010, aventurou-se a autopublicar o seu primeiro romance, que já vendeu mais de duzentos mil exemplares.
Começava, assim, uma bonita história editorial, e todos os livros que se seguiram foram grandes bestsellers. Com milhões de exemplares dos seus livros vendidos, Eloy Moreno é um dos escritores mais lidos e queridos pelo público, o que se deve, em grande parte, à sua capacidade de abordar questões universais com uma sensibilidade única e sempre com pontos de vista surpreendentes Terra foi publicado em Espanha em 2020, entrando em todas as listas de livros mais vendidos.

Opinião: "No País dos Outros" de Leïla Slimani

Até este momento exato, achava que tinha gostado imenso da história que Leila nos conta, mas que me parecia ter ficado incompleta. Pelos vistos, O País dos Outros é o primeiro livro de uma trilogia, e assim faz mais sentido.

Nunca tinha lido nada desta autora, que tanto se tem vindo a falar nos últimos tempos. Decidi experimentá-la, e confesso-vos, fiquei encantada. A sua escrita é de uma delicadeza que por vezes contrasta com a dureza dos acontecimentos. Neste livro ela retrata a vida de uma mulher francesa, recém casada, que após o fim da guerra, deixa o seu país para se juntar ao seu marido Amine, em Marrocos.

A vida que encontra como mulher de um agricultor é completamente diferente à que estava habituada e Mathilde, assim é o seu nome, percorre o seu caminho como mulher e mãe, sempre dividida entre dois mundos. O pano de fundo é terrível. Inicialmente tem de se impor e integrar numa família marroquina num país governado por franceses, que se acham superiores aos locais. Mais tarde, aquando da revolução, volta a encontrar-se numa posição periclitante, já que as suas origens francesas a comprometem.

A par e passo com a sua vida e a da sua família, vamos conhecendo um país de uma imensa riqueza cultural, que sofreu imenso à mão de outros e com muito que aprender. 

Leila Slimani é uma autora francesa de origens marroquinas, e escreveu esta história com base na história da sua própria avó. É uma saga que promete e que espero continuar a ler. Gostei muitíssimo. Recomendo.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

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O Regresso de Isabel Allende

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Uma viagem maravilhosa.

A fabulosa Tetralogia Napolitana - Amiga Genial

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Espreite a minha opinião e decida-se finalmente a ler os livros de que todos falam.

O que espera por ter estes dois livros na sua estante?

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Maria Dueñas, a autora, é uma verdadeira contadora de histórias. Encanta-nos, quase que nos hipnotiza, e leva-nos de mão dada até lugares e situações longínquas no tempo. - Fernanda Carvalho de "As Leituras da Fernanda"

"Gente Feita de Terra" - o último livro de Carla M. Soares.

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Uma leitura imprescindível!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

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