"Sob um Céu Escarlate" de Mark Sullivan (OPINIÃO)

Este é daqueles livros que, se não tivesse sido me oferecido, nunca o teria lido. A capa, não me perguntem porquê, transportava-me para a Austrália, e como estive lá há pouco tempo (em livro, eheheh) não me apetecia voltar já. Depois, pela sinopse, parecia-me demasiado "masculino", muito sangrento, blá blá blá... No entanto, o autor suscitou-me a curiosidade. Mark Sullivan, embora tenha alguns livros publicados e premiados em nome individual, é mais conhecido em Portugal como o coautor de James Patterson na série de livros Private, que já tive o prazer de experimentar.

Decidi então abrir o prólogo e ler. Mark Sullivan explicou como a história de Pino Lella lhe chegou às mãos, e depois falou do seu trabalho de pesquisa e das entrevistas que levou a cabo, ao próprio Pina e a outras pessoas intervenientes. A escrita de Mark conquistou-me de imediato. É certo que era apenas o prólogo de um livro, mas ele estava a contar uma história, a explicar as coisas e a expor-se com determinação e simplicidade. Gostei. Depois a curiosidade aguçou-se e fiquei a querer saber mais sobre esse rapaz  que tinha a idade do meu filho (17 anos) quando o o seu bairro em Milão começa a ser bombardeado pelos Aliados e a guerra rebenta em força na Itália de Mussolini. As dúvidas dissiparam-se. "Sob um Céu Escarlate" era a minha próxima leitura.


 Pino Lella é-nos apresentado como um dos muitos heróis desconhecidos da Segunda Guerra Mundial e a sua história verídica como emocionante, chocante, comovente e inspiradora. Depois de ler este livro só tenho a acrescentar uma palavra: inesquecível.


Mark Sullivan não me desiludiu. É um autor que prometeu e cumpriu. A história que ele conta é deveras extraordinária e a forma como ele escreve mantém-nos cativos, a querer ler e descobrir mais e mais sobre Pino Lella e a sua família e amigos. Simultaneamente aprendemos imenso sobre a Segunda Guerra Mundial num território que normalmente fica fora das publicações históricas - pouco ou nada eu sabia sobre o que aconteceu em Itália nessa época. Fiquei absolutamente assombrada e interessadíssima em saber mais. A dualidade dos sentimentos dos italianos é fascinante. Por um lado queriam ficar do lado do seu país mas por outro lado abraçar o nazismo era para muitos deles uma ideia insuportável. A rebelião foi inevitável e a resistência italiana acabou por ter um papel extremamente importante na queda da Alemanha.

É uma leitura adequada a todos. Homem ou mulher, jovem ou adulto, vão apaixonar-se pela história de Pino Lella que a meu ver deveria ser consagrada no grande écran. Um livro extraordinário. Para mim, o melhor de 2018. Recomendo.

Mark Sullivan e Pino Lella

"Cartas a um Amor Perdido" de Iona Grey (OPINIÃO)

Adoro histórias cujo pano de fundo seja a II Guerra Mundial. Não falo da guerra propriamente dita, e nem tanto do holocausto nazi, mas simplesmente a forma como tantas vidas foram afetadas, quer estivessem ou não diretamente envolvidas no conflito. Existem tantas histórias por contar, tantas por ler, que fico sempre feliz quando encontro um livro como este. Cartas a um Amor Perdido preenche todos os requisitos para uma leitura extraordinária.

A foto escolhida para a capa portuguesa é perfeita. Faz lembrar o poster de um filme, não concordam? E que filme encerram as páginas deste livro!! :) É uma história romântica, é certo, mas é também uma história de luta e sobrevivência, de perda e desgosto. Vão ficar revoltados com algumas das situações abordadas, e vão-se derreter com outras. Aborda alguns temas importantes, alguns deles bem atuais!

A escrita da autora é cativante e fluída, proporcionando uma boa leitura que nos dificulta intervalar.  As personagens são muito reais e estão muito bem construídas, perfeitas para cada uma das épocas em que se inserem - os anos 40, em plena guerra, e a atualidade. Os saltos temporais e a organização da história, tão importante em livros deste género, são perfeitos o que nos impulsiona a leitura e nos faz querer ler e ler sempre mais.

A história inicia-se nos dias de hoje com Jess, que foge de uma relação abusiva. Sem outra alternativa, ela refugia-se numa casa aparentemente abandonada onde vem a receber a carta de um tal Dan endereçada a uma Stella, que aparentemente não é a pessoa que morava na casa. E aí se inicia a aventura temporal que vai revolucionar a vida de todos os envolvidos.

Fez-me lembrar um pouco as histórias de Lucinda Riley, que por sinal comentou este livro como «Um belo e terno romance escrito por uma autora com um talento natural para contar histórias.». Uma história impossível de não adorar. Recomendo!

Em destaque: "Sob Um Céu Escarlate" de Mark Sullivan

Uma história verídica. 
Um herói improvável. Um épico irresistível.

Sinopse:
Pino Lella não quer nada com a guerra ou com os nazistas. Ele é um adolescente italiano normal - obcecado por música, comida e miúdas, mas os seus dias de inocência estão contados. Quando a sua casa em Milão é destruída pelas bombas dos Aliados, Pino junta-se a uma via-férrea subterrânea ajudando judeus a escapar dos Alpes e apaixona-se por Anna, uma bela viúva seis anos mais velha do que ele. Numa tentativa de protegê-lo, os pais de Pino forçam-no a alistar-se como soldado alemão - julgando que assim o manteriam longe de combate.

Mas Pino é ferido e depois recrutado, aos dezoito anos, como motorista pessoal do general Hans Leyers, o caudilho de Adolf Hitler na Itália, e um dos comandantes mais misteriosos e poderosos do Terceiro Reich. Agora, com a oportunidade de espiar o Alto-Comando Alemão, Pino luta em segredo, suportando os horrores da guerra e da ocupação, tendo a sua coragem reforçada pelo seu amor por Anna e pela vida que ele sonha que um dia compartilhar.

Sobre o autor:
Mark Sullivan é o aclamado autor de dezoito romances, incluindo a série Private, bestseller do New York Times, que ele escreve em coautoria com James Patterson. Mark recebeu inúmeros no jornalismo de investigação. prémios literários, incluindo o WHSmith Fresh Talent Award, e algumas das suas obras foram nomeadas como o Notable Book do New York Times e o Melhor Livro do Ano do Los Angeles Times.

Cresceu em Medfield, Massachusetts, e formou-se no Hamilton College em literatura inglesa, antes de trabalhar como voluntário no Corpo da Paz no Níger, na África Ocidental. Após o seu regresso aos Estados Unidos, estudou na Medill School of Journalism, na Northwestern University, e iniciou a sua carreira. Um ávido esquiador e aventureiro, ele vive com sua mulher em Bozeman, Montana, onde continua grato pelo milagre de todos os momentos.

Em destaque: "A Casa das Meninas Indesejadas" de Joanna Goodman


Um emocionante romance baseado na história real da família da autora e no escândalo que envergonhou a sociedade canadiana nos anos 50, quando crianças órfãs eram declaradas deficientes para beneficiar as instituições de acolhimento.


Sinopse:
Aos 16 anos, Maggie Hughes faz algo imperdoável aos olhos da família: apaixona-se e engravida. O nome do rapaz é Gabriel e a relação de ambos é proibida. A bebé vai chamar-se Elodie e não conhecerá o amor dos pais.

Em vez disso, é enviada para um orfanato miserável, onde cresce sem saber o que é ter um lar e uma família. E quando uma lei atribui mais dinheiro aos hospitais psiquiátricos do que aos orfanatos, a situação de Elodie piora dramaticamente. Juntamente com milhares de outros órfãos, é declarada “atrasada mental”. O orfanato transforma-se num “hospital” onde as crianças são submetidas a “tratamentos” para doenças que não têm, as janelas estão cobertas por grades e as aulas são substituídas por trabalho pesado. 


Maggie, entretanto, faz os possíveis por ter uma vida normal. Mas não consegue esquecer a bebé que foi forçada a abandonar. Após um encontro inesperado com Gabriel, que faz ressurgir memórias avassaladoras do passado, ela decide enfrentar a sua perda. E começa então uma busca desenfreada pela sua menina e pela vida que lhes foi negada…


Joanna Goodman baseou-se em factos reais e na história da sua família para escrever A Casa das Meninas Indesejadas. Um romance que relata um momento negro da História e que é universal na abordagem aos laços indestrutíveis que unem mães e filhas.


Sobre a autora:
Joanna Goodman vive em Toronto com o seu marido e dois filhos.Originalmente de Montreal ela baseou o livro "A Casa das Meninas Indesejadas" em parte da história da sua mãe.

"Como Estrelas Cadentes" de Sveva Casati Modignani (OPINIÃO)

Existem certos autores que tenho de ler sempre que publicam alguma coisa. Estou viciada neles, e mesmo que por vezes me desiludam, sei que o próximo livro não me vai escapar. Sveva Casati Modignani é um desses autores. Por isso, quando o "Como Estrelas Cadentes" foi publicado em Portugal tratei logo de o adquirir.

E ainda bem que o fiz, pois neste livro, ela regressa ao seu esquema anterior, desenvolvendo mais o cenário onde se desenrola a história, do que a parte mais romântica. Neste caso específico, ficamos a conhecer mais profundamente Itália durante o século XX, a ascensão e queda do Fascismo e o Nazismo, e as participações nas duas Grandes Guerras.

Como sempre, tudo se centra numa forte protagonista feminina que lidera a sua família ao longo do perturbado século XX. Rosa é-nos apresentada nos dias de hoje, como uma velha senhora que, contrastando com a sua condição física, nada de frágil tem, nem na sua maneira de ser nem na sua maneira de estar. Fundadora de uma das maiores companhias italianas de construção de aviões, ela mostrou ser uma verdadeira matriarca e apesar de alguns dissabores ao longo da vida, conseguiu triunfar num mundo de homens. 

Ao longo do livro nós vamos conhecendo a vida de Rosa, começando na sua infância e acompanhando-a até aos dias de hoje. Adoro os saltos temporais para explicar este ou aquele acontecimento. Num momento estamos em Milão em 1980 como no outro encontramo-nos em Nova Iorque nos anos quarenta! E Sveva fá-lo de uma forma maravilhosa. São quase histórias dentro da história que nos ajudam a conhecer profundamente as personagens e a apaixonarmo-nos por elas.


Como sempre, retomar um autor que há muito nos conquistou é muito gratificante. E reencontrar as histórias de Sveva é sempre uma leitura marcante e inspiradora. Recomendo!

Em destaque: "Lado a Lado" de Elisabete Bárbara

Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque quem lê gosta de se ler. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.

Vai correr tudo bem. Mesmo que, aqui e ali, possam surgir contratempos - e vão surgir, porque são as dificuldades que preparam a vitória - vai correr tudo bem. Mesmo que nem tudo dependa de ti, não dependas de ninguém. Tens a tua própria força: usa-a. Tens a tua determinação: testa-a. Tens os teus defeitos: anula-os. Tens as tuas qualidades: sublima-as. Tens o teu valor: estima-o. Tens capacidade para chegar lá: põe-te a caminho. 
Vai correr tudo bem. Só tens de fazer por ti o que só tu podes fazer.

Sobre os sonhos, sobre as escolhas, sobre tudo o que faz de nós as pessoas que somos, sobre o estarmos juntos, sobre o caminharmos lado a lado. Aqui, juntos.

Sobre a autora:

Elisabete Bárbara é licenciada em Estudos Portugueses e Franceses (FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), mestre em Linguística Portuguesa (FLUC) e doutora em Estudos de Tradução, especialidade de Teoria, História e Práticas da Tradução (FLUC), com a tese «Os contos de Perrault em Portugal no Estado Novo». Tem formação especializada em Didática das Línguas (UA), em Administração e Organização Escolar (UCP) e Supervisão e Avaliação de Docentes (UCP). É formadora acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua. Foi candidata do PNT (Grupo de Cidadãos Independentes Pela Nossa Terra) à assembleia Municipal de Sátão. Professora do Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, Aguiar da Beira, do qual é atualmente diretora.
O gosto pela escrita e pelas palavras esteve, desde sempre, presente na sua vida e em dezembro de 2017 decidiu criar a página de facebook Lado.a.Lado, que a transportou além das suas fronteiras. «Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.»

Para além deste livro, publicou ainda A Caixa de Hepátia em 2011. 

"As Flores Perdidas de Alice Hart" de Holly Ringland (OPINIÃO)

Há muitas formas de qualificar uma leitura. Pela qualidade da escrita, pela profundidade do tema, pela riqueza das personagens, sei lá, até pela encadernação! Mas há algo que não se pode deixar de lado - o quanto um livro nos toca, mexe connosco, nos faz vibrar. Nesse sentido, para mim, "As Flores Perdidas de Alice Hart" merece uma pontuação excecional. Na minha modesta tabela, iniciada há uns anos, de 1 a 5 estrelas, tenho de atribuir as 10 estrelas a este livro.

A história é absolutamente extraordinária, está contada na perfeição e as personagens são maravilhosas. A juntar a isto, temos uma encadernação adorável, uma capa fora de série e um interior de uma riqueza visual primorosa. Mas acima de tudo, foi uma leitura que me emocionou e profundamente. Como não atribuir a pontuação máxima?

Escrito por uma autora de primeira volta, "As Flores Perdidas de Alice Hart" contem um pouco de tudo. Uma história sobre flores, fogo e família.

Alice Hart tem nove anos e vive isolada com os seus pais, numa zona costeira da Australia. Alice ama a sua mãe e não consegue entender as bruscas mudanças de atitude do seu pai. Quando a conhecemos está sentada na sua secretária feita de eucalipto a pensar como poderá lançar fogo ao pai. Assim, tal como certas plantas, o pai poderá renascer e florescer e talvez deixe de ser o homem violento controlador que está a destruir o seu lar e a apagar a luz da sua mãe.

Após a catástrofe atingir os Hart, Alice vê-se sózinha no hospital e acaba por ir viver com uma avó que nem sabia que existia, em Thornfield, uma quinta de flores nativas. Ali, ela recupera aos poucos do trauma e simultaneamente vai integrando a sociedade de mulheres sobreviventes que trabalham e vivem em Thornfield.

Anos mais tarde, Alice terá de enfrentar o seu passado e partir à procura de si própria, mas não sem antes aprender o negócio de família que lhe corre no sangue: o saber das flores.



E mais não vos posso contar. Até acho que já contei demais! Mas queria que percebessem um pouco do que se trata o livro. Abordando a linguagem das flores nativas da Austrália, abraçando as lendas e contos aborígenes, e levando-nos a lugares incríveis, a autora escreve com a delicadeza de uma borboleta a beijar uma flor, suavizando assim algo que é tão difícil de contar. É assim, quando se escreve com alma.

Um livro verdadeiramente excecional que não podem deixar de ler!

Podem começar a ler aqui as primeiras páginas.


Em destaque: "Um Dia em Dezembro" de Josie Silver

Este é o romance que todas as leitoras estavam à espera e promete ser o livro deste Natal.
Uma narrativa que conta a história de Laurie, Sarah e Jack ao longo de dez anos de amor, desgosto e amizade – o livro é uma grande história de amor.

Sinopse:
Laurie não acredita no amor à primeira vista. Mas e se o destino tivesse outros planos? Uma história de amor inesquecível Laurie tem certeza que o amor à primeira vista não existe em lado nenhum a não ser nos filmes. Mas um dia, através da janela de um autocarro, num dia de Dezembro, vê um homem que lhe faz bater o coração mais depressa. Os seus olhos encontram-se, há um momento de pura magia... e o autocarro afasta-se.

Um Dia em Dezembro é uma grande história de amor, comovente e com a mensagem que o destino toma caminhos inexplicáveis no respeitante ao amor e felicidade.

Críticas da Imprensa:
«O ritmo é perfeito, o tom quente e as personagens envolventes. Quem acredita no amor verdadeiro vai encontrar neste romance de estreia de Josie Silver uma leitura comovente e inesquecível.»
Kirkus Reviews

«A história de amor que todos estávamos à espera…Adorei!»
Miranda Dickinson, autora de Fairytale of New York

«O livro perfeito para nos perdemos nesta quadra natalícia»
Jill Santopolo, autora de The Light We Lost


Sobre a autora:
Josie Silver é uma romântica inveterada que conheceu o marido ao pisá-lo no dia em que ele fazia 21 anos. Vive com ele, numa pequena cidade nas Midlands, Inglaterra, com os seus dois filhos e os seus gatos.

Este livro traumatizou-me! Mas estou à espera do segundo. ;)

Um livro maravilhoso, cujas personagens me marcaram.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Um livro magistral! Para mim, o melhor de 2017!

Uma leitura magnífica.

 

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