Dorothy Koomson - Entrevista exclusiva

Por ocasião do lançamento do seu novo livro em Portugal, "Amor e Chocolate", Dorothy Koomson acedeu a responder a algumas perguntas ao blog As Leituras da Fernanda. É uma pessoa extraordinária e facilmente conseguimos perceber, tanto pela sua simplicidade como pela sua intensidade, porque é que escreve livros extraordinários.
Agradeço desde já a Dorothy por ter nos dispensado algum do seu precioso tempo e agradeço também à Porto Editora por esta oportunidade maravilhosa.
Aqui fica a entrevista:

Could you please tell us about this latest novel, The Chocolate Run?
The Chocolate Run is a love story about a woman called Amber who has had a few troubles in her life so she is constantly keeping people – especially men – at arm’s length. But after she ‘accidentally’ spends the night with her male best friend, Greg, she has to re-evaluate how she feels about love and relationships – especially when Greg confesses he thinks she’s The One. Does Amber want to give things a go with Greg or does she want to keep her heart safe and keep him at a distance, too?

Relationships are always one of the main notes on your stories, especially between family members and friends. Why is this subject so appealing to you?
I love writing about human relationships, especially families. They’re the most interesting group of people, don’t you think? You can have lots of friendships that are close, but it’s so much easier to walk away from a friendship – and in some respects – a marriage than a family relationship. Even when people are estranged from their families, and go as far as to disown them, they are still aware of the link they have at the most basic, biological level with these people. I love exploring the intricacies of such relationships that are incredibly difficult to completely dissolve. Your family are there, always. And that can be fantastic thing or a daunting thing, depending on who you are.

Your novel “The Ice Cream Girls” has been described by many as a psychological thriller, drifting away from your previous novels. Can we expect more novels of this sort?
Yes, many people have described The Ice Cream Girls as a psychological thriller but I didn’t set out to write one - just like I didn’t set out to make people cry with My Best Friend’s Girl. I don’t really know what type of book a novel is going to be until I am writing it. So I’ll just have to see what sort of book I end up writing for the next one, that’s part of the fun of making up stories – never quite knowing what you’ll end up with.

Some of your books are named after sweets. Marshmallows For Breakfast, The Ice Cream Girls, and now The Chocolate Run….  Do you consider yourself to be a sweets person? Even perhaps a chocoholic? ;)
I do love sweet foods – the other day I ate a whole bag of marshmallows and didn’t even feel guilty! But I have to add that I love food. I think it’s one of life’s greatest pleasures and as long as you eat everything in moderation, you shouldn’t deny yourself sweet treats. I’m not a chocoholic, I’m more of what one of the characters in The Chocolate Run calls a True Chocolate Lover! I’m not addicted, I just love it – truly.

What sort of books do you enjoy reading? And what are you currently reading?
I rarely stick to a particular type of genre – I love reading so will give most things a try. Although I do avoid horror because it would cause far too many sleepless nights. I’ve got more than 2000 books (actually nearer to 3,000 now) and many of them are ‘to be read’ but span many, many genres. I used to read The List of Seven by Mark Frost at least once a year, and I’ve read My Sister’s Keeper by Jodi Picoult several times. But I like books for how they’re written and if they touch me. I’m currently reading Precious by Precious Williams – the story of a black woman who was adopted by a white woman when she was a child, even though her mother was still around. It’s a true story and it’s fascinating.

It has been almost a year since you’ve been to Portugal. Did you enjoy our country and when will you be coming back?
I loved visiting Portugal and I would LOVE to come back. Maybe for a bit longer so I can visit several places, not just Lisbon. I’m hoping to come back next year, but don’t hold me to that – I may turn up a bit earlier!

Thank you Dorothy for taking the time to answer my questions, and I'm really glad you enjoyed the interview! 
See you soon in Portugal! ;)

Pode por favor falar-nos um pouco sobre este seu novo romance, "Amor e Chocolate"?
"Amor e Chocolate" é uma história de amor, sobre uma mulher chamada Amber que teve alguns acidentes de percurso na sua vida e que por essa razão não deixa ninguém se aproximar demais, principalmente, os homens. Ao passar acidentalmente a noite com Greg, o seu melhor amigo, ela acaba por ter de reavaliar o que pensa sobre o amor e relacionamentos – principalmente após Greg lhe confessar que acha que ela é “a tal”.
Será que Amber vai dar uma hipótese a Greg, ou vai preferir resguardar o seu coração, mantendo-o à distância?

Os relacionamentos, especialmente entre família e amigos, são sempre uma das notas principais nas suas histórias. Porque é que este tema lhe é tão apelativo?
Adoro escrever sobre relações, especialmente entre familiares. Eles são sem dúvida o mais interessante grupo de pessoas, não concorda? Podemos ter imensos amigos que nos são chegados, mas é tão mais fácil afastarmo-nos de uma amizade – e em muitos casos de um casamento – do que de um familiar. Mesmo quando as pessoas estão afastadas, e até se repudiam, têm a perfeita noção do elo biológico que as une. Adoro explorar a complexidade dessas relações, que são de facto muito difíceis de dissolver. A nossa família está lá. Sempre. E isso, pode ser uma coisa fantástica ou algo extremamente desanimador, tudo depende de quem nós somos.

O seu romance “Um Erro Inocente” foi descrito por muitos como um thriller psicológico, afastando-se dos seus romances anteriores. Podemos esperar mais romances deste género?
Sim, muita gente tem descrito “Um Erro Inocente” como um thriller psicológico, no entanto eu não o comecei a escrever com esse sentido – tal como não foi minha intenção escrever um drama que pusesse toda a gente a chorar com “A Filha da Minha Melhor Amiga”. Eu sinceramente não sei qual será o género do livro que estou a escrever até o acabar. Por isso vou ter de esperar até chegar ao fim do meu próximo livro para ver em que género encaixará. Essa é também uma parte da diversão de inventar histórias – nunca sabemos ao certo o que vai sair dali.

Alguns dos seus livros têm títulos relacionados com doces. Marshmallows For Breakfast (tradução directa: Marshmallows ao Pequeno Almoço, é o livro “Bons Sonhos, Meu Amor”), The Ice Cream Girls (tradução directa: As Meninas do Gelado, é o livro “Um Erro Inocente”), e agora The Chocolate Run (tradução directa: Corrida ao Chocolate, é o livro “Amor e Chocolate”)… Considera-se uma aficionada de doces? Talvez até uma chocoólica? 
Eu na verdade adoro doces – ainda noutro dia comi uma embalagem completa de marshmallows e nem sequer me senti culpada! Mas tenho de salientar que eu simplesmente adoro comer. Acho que é um dos maiores prazeres da vida, e desde que o façamos com moderação, não nos devemos negar guloseimas. Não sou uma chocoólica. Sou mais o que uma das personagens do “Amor e Chocolate” define como Uma Verdadeira Apreciadora de Chocolate. Não sou viciada. Apenas adoro chocolate, sinceramente.

Que género de livros mais aprecia? E o que está a ler actualmente?
Eu raramente me restrinjo a um único género – como adoro ler, dou uma oportunidade a praticamente todo o género de livros. Embora evite o terror, pois iria ficar demasiadas noites sem dormir. Tenho mais de 2.000 livros (na verdade perto de 3.000) e muitos deles são TBR (To Be Read = para ler) e abrangem os mais diversos géneros. Costumava a ler The List of Seven de Mark Frost pelo menos uma vez por ano, e já li “Para a Minha Irmã” da Jodi Picould várias vezes. Gosto dos livros pela forma como estão escritos e pela maneira como me tocam. Neste momento ando a ler o livro Precious de Precious Williams – a história de uma mulher negra que foi adoptada em criança por uma mulher branca, apesar da sua mãe ainda estar viva. É uma história verídica e está a ser fascinante.

Está quase a fazer um ano que veio a Portugal. Gostou do nosso país? E quando pensa voltar?
Adorei visitar Portugal e ADORARIA regressar. Talvez para uma visita mais prolongada de forma a poder visitar outros locais sem ser Lisboa. Espero voltar no próximo ano mas, embora não possa prometer, talvez apareça mais cedo que isso!

1 comentários:

Paulinha on 5/5/11 disse...

Olá Fernanda,
Excelente entrevista que aqui tens! Dorothy Koomson é uma das minhas escritoras preferidas.
Ainda esta semana coloquei no meu blog a minha opinião em relação ao seu livro "Um Erro Inocente".

Este seu mais recente livros, "Amor e Chocolate" confesso que também me deixou curiosa!

Beijinhos e continua com estas excelentes rúbricas.

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