"Como Estrelas Cadentes" de Sveva Casati Modignani (OPINIÃO)

Existem certos autores que tenho de ler sempre que publicam alguma coisa. Estou viciada neles, e mesmo que por vezes me desiludam, sei que o próximo livro não me vai escapar. Sveva Casati Modignani é um desses autores. Por isso, quando o "Como Estrelas Cadentes" foi publicado em Portugal tratei logo de o adquirir.

E ainda bem que o fiz, pois neste livro, ela regressa ao seu esquema anterior, desenvolvendo mais o cenário onde se desenrola a história, do que a parte mais romântica. Neste caso específico, ficamos a conhecer mais profundamente Itália durante o século XX, a ascensão e queda do Fascismo e o Nazismo, e as participações nas duas Grandes Guerras.

Como sempre, tudo se centra numa forte protagonista feminina que lidera a sua família ao longo do perturbado século XX. Rosa é-nos apresentada nos dias de hoje, como uma velha senhora que, contrastando com a sua condição física, nada de frágil tem, nem na sua maneira de ser nem na sua maneira de estar. Fundadora de uma das maiores companhias italianas de construção de aviões, ela mostrou ser uma verdadeira matriarca e apesar de alguns dissabores ao longo da vida, conseguiu triunfar num mundo de homens. 

Ao longo do livro nós vamos conhecendo a vida de Rosa, começando na sua infância e acompanhando-a até aos dias de hoje. Adoro os saltos temporais para explicar este ou aquele acontecimento. Num momento estamos em Milão em 1980 como no outro encontramo-nos em Nova Iorque nos anos quarenta! E Sveva fá-lo de uma forma maravilhosa. São quase histórias dentro da história que nos ajudam a conhecer profundamente as personagens e a apaixonarmo-nos por elas.


Como sempre, retomar um autor que há muito nos conquistou é muito gratificante. E reencontrar as histórias de Sveva é sempre uma leitura marcante e inspiradora. Recomendo!

Em destaque: "Lado a Lado" de Elisabete Bárbara

Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque quem lê gosta de se ler. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.

Vai correr tudo bem. Mesmo que, aqui e ali, possam surgir contratempos - e vão surgir, porque são as dificuldades que preparam a vitória - vai correr tudo bem. Mesmo que nem tudo dependa de ti, não dependas de ninguém. Tens a tua própria força: usa-a. Tens a tua determinação: testa-a. Tens os teus defeitos: anula-os. Tens as tuas qualidades: sublima-as. Tens o teu valor: estima-o. Tens capacidade para chegar lá: põe-te a caminho. 
Vai correr tudo bem. Só tens de fazer por ti o que só tu podes fazer.

Sobre os sonhos, sobre as escolhas, sobre tudo o que faz de nós as pessoas que somos, sobre o estarmos juntos, sobre o caminharmos lado a lado. Aqui, juntos.

Sobre a autora:

Elisabete Bárbara é licenciada em Estudos Portugueses e Franceses (FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), mestre em Linguística Portuguesa (FLUC) e doutora em Estudos de Tradução, especialidade de Teoria, História e Práticas da Tradução (FLUC), com a tese «Os contos de Perrault em Portugal no Estado Novo». Tem formação especializada em Didática das Línguas (UA), em Administração e Organização Escolar (UCP) e Supervisão e Avaliação de Docentes (UCP). É formadora acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua. Foi candidata do PNT (Grupo de Cidadãos Independentes Pela Nossa Terra) à assembleia Municipal de Sátão. Professora do Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, Aguiar da Beira, do qual é atualmente diretora.
O gosto pela escrita e pelas palavras esteve, desde sempre, presente na sua vida e em dezembro de 2017 decidiu criar a página de facebook Lado.a.Lado, que a transportou além das suas fronteiras. «Porque quem escreve gosta de ser lido. Porque estou deste lado para estar ao teu lado. Porque a escrita e a vida caminham lado.a.lado.»

Para além deste livro, publicou ainda A Caixa de Hepátia em 2011. 

"As Flores Perdidas de Alice Hart" de Holly Ringland (OPINIÃO)

Há muitas formas de qualificar uma leitura. Pela qualidade da escrita, pela profundidade do tema, pela riqueza das personagens, sei lá, até pela encadernação! Mas há algo que não se pode deixar de lado - o quanto um livro nos toca, mexe connosco, nos faz vibrar. Nesse sentido, para mim, "As Flores Perdidas de Alice Hart" merece uma pontuação excecional. Na minha modesta tabela, iniciada há uns anos, de 1 a 5 estrelas, tenho de atribuir as 10 estrelas a este livro.

A história é absolutamente extraordinária, está contada na perfeição e as personagens são maravilhosas. A juntar a isto, temos uma encadernação adorável, uma capa fora de série e um interior de uma riqueza visual primorosa. Mas acima de tudo, foi uma leitura que me emocionou e profundamente. Como não atribuir a pontuação máxima?

Escrito por uma autora de primeira volta, "As Flores Perdidas de Alice Hart" contem um pouco de tudo. Uma história sobre flores, fogo e família.

Alice Hart tem nove anos e vive isolada com os seus pais, numa zona costeira da Australia. Alice ama a sua mãe e não consegue entender as bruscas mudanças de atitude do seu pai. Quando a conhecemos está sentada na sua secretária feita de eucalipto a pensar como poderá lançar fogo ao pai. Assim, tal como certas plantas, o pai poderá renascer e florescer e talvez deixe de ser o homem violento controlador que está a destruir o seu lar e a apagar a luz da sua mãe.

Após a catástrofe atingir os Hart, Alice vê-se sózinha no hospital e acaba por ir viver com uma avó que nem sabia que existia, em Thornfield, uma quinta de flores nativas. Ali, ela recupera aos poucos do trauma e simultaneamente vai integrando a sociedade de mulheres sobreviventes que trabalham e vivem em Thornfield.

Anos mais tarde, Alice terá de enfrentar o seu passado e partir à procura de si própria, mas não sem antes aprender o negócio de família que lhe corre no sangue: o saber das flores.



E mais não vos posso contar. Até acho que já contei demais! Mas queria que percebessem um pouco do que se trata o livro. Abordando a linguagem das flores nativas da Austrália, abraçando as lendas e contos aborígenes, e levando-nos a lugares incríveis, a autora escreve com a delicadeza de uma borboleta a beijar uma flor, suavizando assim algo que é tão difícil de contar. É assim, quando se escreve com alma.

Um livro verdadeiramente excecional que não podem deixar de ler!

Podem começar a ler aqui as primeiras páginas.


Em destaque: "Um Dia em Dezembro" de Josie Silver

Este é o romance que todas as leitoras estavam à espera e promete ser o livro deste Natal.
Uma narrativa que conta a história de Laurie, Sarah e Jack ao longo de dez anos de amor, desgosto e amizade – o livro é uma grande história de amor.

Sinopse:
Laurie não acredita no amor à primeira vista. Mas e se o destino tivesse outros planos? Uma história de amor inesquecível Laurie tem certeza que o amor à primeira vista não existe em lado nenhum a não ser nos filmes. Mas um dia, através da janela de um autocarro, num dia de Dezembro, vê um homem que lhe faz bater o coração mais depressa. Os seus olhos encontram-se, há um momento de pura magia... e o autocarro afasta-se.

Um Dia em Dezembro é uma grande história de amor, comovente e com a mensagem que o destino toma caminhos inexplicáveis no respeitante ao amor e felicidade.

Críticas da Imprensa:
«O ritmo é perfeito, o tom quente e as personagens envolventes. Quem acredita no amor verdadeiro vai encontrar neste romance de estreia de Josie Silver uma leitura comovente e inesquecível.»
Kirkus Reviews

«A história de amor que todos estávamos à espera…Adorei!»
Miranda Dickinson, autora de Fairytale of New York

«O livro perfeito para nos perdemos nesta quadra natalícia»
Jill Santopolo, autora de The Light We Lost


Sobre a autora:
Josie Silver é uma romântica inveterada que conheceu o marido ao pisá-lo no dia em que ele fazia 21 anos. Vive com ele, numa pequena cidade nas Midlands, Inglaterra, com os seus dois filhos e os seus gatos.

"O Fado da Severa" de Maria João Lopo de Carvalho (OPINIÃO)

Em relação aos livros da Maria João Lopo de Carvalho uma coisa já eu percebi - as suas protagonistas principais são sempre mulheres de boa fibra, personagens da nossa história que deixaram marca e das quais ainda hoje se fala. Só por isso, sempre que esta autora lança um novo livro, eu fico interessada. ;)

Neste seu último livro, O Fado da Severa, Maria João conta-nos a história dessa mítica figura do fado, a Severa, e com ela a história de uma Lisboa dividida entre finos paços e ruelas imundas e escuras.

Maria Severa Onofriana era filha de um cigano e de uma mulher da vida, profissão que veio igualmente a abraçar. Tinha uma forma especial de cantar e de "bater" o fado, que lhe conquistou inúmeros admiradores, entre eles alguns nobres, como o Conde de Vimioso que por ela se perdeu de amores. Severa, como era conhecida, vendia o seu regaço mas nunca a sua alma. Por todos era bem conhecida como altiva e impetuosa, mas simultaneamente generosa e cheia de afetos para os que estimava. Longe de ser uma mulher vulgar, Severa é rotulada como a primeira fadista, e foi imortalizada em fados, livros e filmes, tal era a sua fama.

Maria João Lopo de Carvalho soube retratar muito bem a Lisboa boémia daquela época, o antro de prostituição que se vivia no Bairro Alto e Mouraria, assim como os dias festivos de tourada, porque o fado andava de mão dada com estes eventos tauromáquicos.

Ler este livro é fazer uma viagem ao passado com vividas sensações, pelo que desde já louvo o trabalho da autora, não só pelos factos e informações fidedignas. como pela linguagem utilizada que nos conduz numa visita imersiva à época.

É uma leitura extremamente interessante que muito apreciei que recomendo a todos os que quiserem ficar a saber um pouco mais sobre Lisboa e a origem do fado.

Bem haja, Maria João, pelo seu excelente trabalho!




Em destaque: "Abandonada por Amor" de Roxanne Veletzos

Para escapar aos campos de concentração. Para sobreviver. Para, quem sabe, perdoar.

Sinopse:
Numa noite gélida, uma menina judia chora.
Está sozinha, sentada à porta de um prédio de Bucareste.
Chama-se Natalia e foi abandonada. 

Estamos em janeiro de 1941. A Roménia alia-se aos Nazis e a população judia é alvo de uma perseguição sem tréguas. A menina é levada para um orfanato, onde deixa de falar. Até ao dia em que é adotada por um casal abastado e, pouco a pouco, desperta para a sua nova vida. As memórias dos pais vão-se esbatendo. O destino deles é uma incógnita. Esses corajosos pais, que tomaram a mais dilacerante das decisões ao abandoná-la como única maneira de "apagar" a sua identidade... Anos depois, Natalia apaixona-se. E também esse amor será levado ao limite. Victor ama-a a ponto de - também ele... - abdicar dela para a salvar. Pois os vestígios das verdadeiras origens de Natalia teimam em não morrer... e levam a uma descoberta que poderá alterar o seu destino para sempre.

A autora baseou o seu romance nas experiências da mãe, que foi abandonada pelos pais biológicos durante a II Guerra Mundial.

Sobre a autora:
Roxanne Veletzos nasceu em Bucareste, na Roménia, tendo ido viver para a Califórnia durante a adolescência.  Desde cedo que começou a escrever contos sobre a sua vida na Europa de Leste, um tema que a apaixona.  Licenciou-se em Jornalismo e trabalhou como editora, criadora de conteúdos e gestora de Marketing.  Desde 2012 que se dedica à ficção histórica e contemporânea.  Abandonada por Amor é o seu romance de estreia.

Em destaque: "Ao Serviço de Portugal - Uma viagem ao interior dos serviços secretos" de Jorge Silva Carvalho

Sinopse:
Em 2016, Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), o serviço português de inteligência externa, foi condenado em tribunal por violação de segredo de Estado, acesso a dados pessoais e devassa da vida privada. Na altura, como até hoje, contestou essa sentença - e, dois anos depois, quebra o silêncio com um livro que não se limita a abordar «o seu caso», mas que é, também, uma viagem à história e à vida recente dos serviços secretos portugueses. Nele, responde a questões que interessam a todos nós: como se organizam os serviços de informação? Quais são os limites e o alcance do trabalho dos «espiões portugueses»? É possível manter um serviço de inteligência sem atravessar as fronteiras da legalidade? 

Numa linguagem viva e direta, resultado de longas conversas, Jorge Silva Carvalho começa por recordar as acusações durante a última sessão do seu julgamento, recua aos tempos da formação no SIS, à especialização em contraespionagem, à formação da «Casa da Rússia», a atividade dos serviços em alguns casos de vigilância e contrainformação, e mostra — pela primeira vez — como decorrem essas operações em Portugal e no estrangeiro.


Sobre o autor:
Jorge Silva Carvalho nasceu em Lourenço Marques em 1966. Licenciado Direito em Lisboa (FDL) e Mestre em Gestão de Empresas, entrou para o Serviço de Informações de Segurança (SIS) em 1991. Desde muito cedo ocupou vários cargos dirigentes nos serviços de informações, tendo terminado a sua carreira como diretor-geral do SIED – sendo um especialistas de referência em informações, segurança nacional e internacional, espionagem e contraespionagem, vigilância e contra vigilância. Foi professor de Direito e Segurança em várias universidades e fundou o primeiro curso de pós-graduação português em Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento. Desde 2011 que trabalha no setor privado como gestor de empresas e consultor em matérias de segurança e inteligência estratégica e económica.

Em destaque: "Cartas a um Amor Perdido" de Iona Grey

Sinopse:
1943, nas ruínas de uma Londres arrasada pelo Blitz. 
Stella é casada. Dan é um soldado americano prestes a partir para a guerra. Quando um encontro acidental os junta, os dois apaixonam-se de forma inesperada. Mas o amor deles é tão intenso quanto impossível. Obrigados a uma separação dolorosa, Stella e Dan começam a trocar cartas todos os dias, sendo esta a única forma de se manterem juntos. 

Setenta anos depois.
Dan ainda não desistiu de voltar a encontrar a sua amada. Apesar da idade, vai tentar uma última vez. A carta que envia, para a única morada que conhece, é recebida por Jess. Embora assoberbada com os seus problemas, ao ler a história comovente da carta, Jess ganha uma nova determinação. É impossível ignorar um amor tão bonito, que ardeu tão forte, e que a vida separou.

Imediatamente, ela decide que vai ajudar Dan a encontrar Stella. Tem de dar um novo rumo àquela história de amor... 

Críticas da Imprensa:
«Uma narrativa envolvente de amores perdidos e amores encontrados.» - Booklist 

«Uma história maravilhosa.» - Rosamunde Pilcher, autora n.º 1 do New York Times

«Uma história épica de amor e perda que lhe vai partir o coração.» Santa Montefiore

Sobre a autora:
Iona Grey licenciou-se em Língua e Literatura Inglesa pela Universidade de Manchester e tem uma pequena obsessão por História, sendo que a vida das mulheres ao longo do século XX a fascina particularmente.
Vive no Cheshire, em Inglaterra, numa zona rural, com o marido e três filhas

Este livro traumatizou-me! Mas estou à espera do segundo. ;)

Um livro maravilhoso, cujas personagens me marcaram.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Um livro magistral! Para mim, o melhor de 2017!

Uma leitura magnífica.

 

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