Passatempo

Em destaque: "Uma Família Quase Normal" de Mattias Edvardsson

Até onde seria capaz de ir se a sua filha fosse acusada de assassinato?

Sinopse: 
Stella é uma adolescente comum, de uma família honesta. O pai, Adam, é pastor da Igreja da Suécia, respeitado e de uma moral irrepreensível, casado com Ulrika, advogada de defesa.

Os Sandell são a família perfeita, até que Stella é acusada do assassinato brutal de um homem muito mais velho, Christopher Olsen. Mas que motivo poderia ela ter para conhecer um homem de negócios obscuro, quanto mais para o matar? Tudo deve não deve passar de um erro terrível.

Neste emocionante thriller, o magistral contador de histórias Mattias Edvardsson arquitecta uma teia na qual todos se envolvem e nada é o que parece. A história de um crime e a destruição de uma família é contada através de uma estrutura incomum de três partes que mantém o leitor a questionar tudo e todos. Tudo é virado do avesso à medida que a perspectiva muda, uma nova voz assume o controlo e novas sombras são lançadas na luz.

Sobre o autor:
Mattias Edvardsson é escritor e professor na Suécia. O seu romance de suspense psicológico, Uma Família Quase Normal, publicado em mais de 30 línguas, é um grande sucesso de vendas e da crítica em todos os países onde já foi pulicado. Thriller recomendado pelo The New York Times.

Em destaque: "Minha Irmã Luísa Todi" de Maria Helena Ventura

A vida épica de uma das maiores cantoras líricas de sempre.

Sinopse:
Três anos antes do terramoto de 1755 nasceu em Setúbal uma jovem que iria, também ela, abalar a Europa: Luísa de Aguiar. Aos dez anos mudou-se para Lisboa, aos 14 estreou-se no palco e poucos anos depois casava-se com o napolitano Francesco Todi. Aos 24 anos abandonou Portugal, grávida do quarto filho, para começar uma carreira internacional em Londres. Nascia uma estrela, Luísa Todi, a maior cantora lírica do seu tempo. 

Com uma vontade indomável e o dom de despertar emoções com a voz, facilmente conquistou a capital inglesa. Logo de seguida foi a vez de Paris, prestes a mergulhar no terror da Revolução Francesa. O seu talento tornou-se lendário, conquistando eruditos, políticos e vários soberanos do seu tempo, bem como os palcos habituados à presença das maiores divas, como Espanha, Itália, Prússia, Áustria ou Alemanha. Gloriosos foram os três anos que passou na Rússia, onde privou com Catarina, a Grande, e dela recebeu muitos presentes.

Quando Luísa regressou a Portugal, para viver em paz depois de uma carreira gloriosa, o destino foi-lhe cruel. Primeiro as invasões francesas e depois as lutas liberais delapidaram muito do que acumulara. Ignorada pelos governantes do país e esquecida pelos seus compatriotas, a luz de Luísa Todi, que um dia iluminara toda a Europa, apagou-se em Lisboa, sem direito sequer a uma sepultura digna. 


Este é um romance histórico escrito com o rigor factual de uma biografia e o talento único de Maria Helena Ventura, autora de Afonso, o Conquistador e Onde Vais Isabel?


Sobre a autora:
Maria Helena Ventura nasceu em Coimbra, terra de toda a família materna. Mantém ainda uma profunda ligação afetiva ao Porto, de onde o pai era natural, e a Lisboa, para onde veio no final da adolescência, onde se licenciou e fez o Mestrado em Sociologia da Cultura. Vive no concelho de Cascais. É membro da IWA – International Writers and Artists Association, Sociedade de Geografia de Lisboa e Associação Portuguesa de Escritores. Tem dezanove títulos publicados, até ao momento: sete de poesia, onze de ficção (romance) e um título de literatura infantil, além de trabalhos académicos nas áreas da Sociologia da Educação e da Cultura.

OPINIÃO: "Tundavala" de Paula Lobato de Faria

Tundavala é um nome estranho, pelo que fui procurar o que significava. Tundavala, ou melhor dizendo, a Fenda de Tundavala é um enorme abismo de cerca de 1200 m situado na Serra da Leba, a 18 km do Lubango, na província da Huíla, em Angola.

Utilizar esta palavra como título do seu segundo livro, foi um ato bem estudado da autora, Paula Lobato de Faria. É o abismo que encontramos em cada uma das personagens. A eminência de uma queda vertiginosa, por diferentes razões, à distância de um passo, e cabe a cada uma delas decidir se recuam ou se dão esse passo em frente.

A par e passo com o tumulto interior das personagens, está igualmente tumultuoso um regime que se prolonga há demasiado tempo em Portugal. A guerra colonial afeta tudo e todos, e apesar de no continente chegarem poucas notícias, sente-se uma mudança no vento, que começa a soprar contra Salazar. Ainda se sente a força da censura e dos seus tentáculos, mas mesmo os portugueses que se encontram no exílio começam a mexer-se e a sonhar com um regresso.

As personagens principais deste livro são as mesmas que conhecemos no primeiro livro da autora, Imaculada, e é muito interessante ver como evoluíram, como cresceram. Principalmente as mulheres, pois são filhas do regime, e do regime começam a tentar libertar-se. 

Mas, apesar de reconhecer a qualidade da escrita e a capacidade de organização da autora no que diz respeito aos factos históricos, sinto que falta algo. Talvez o próprio tema em si não me tenha cativado por aí além, ou talvez a altura em que o li não tenha sido a melhor... não sei. O que sei é que vou querer continuar a ler Paula Lobato de Faria. Acredito que o ingrediente mágico acabará por se revelar.

É, no entanto, um livro que recomendo. Sem dúvida. Haverá imensa gente a identificar-se com as personagens principais, e com o tema de fundo. 

Recomeçar...


No início de cada ano costumo fazer um balanço do que li no ano anterior. Mas este ano vai ser diferente. Vou fazer planos. Não que depois não possam não se concretizar ou serem alterados. ;) O balanço fica para mais daqui a uns dias. Agora apetece-me planear.

Em 2020 gostava de...

... ler um livro em inglês (já não o faço há imenso tempo, embora tenha de trabalhar todos os dias nessa língua)
... ouvir um audiobook (Uma maneira diferente de ler. Quem sabe não fico fã e finalmente posso fazer as minhas manualidades enquanto "leio"!)
... ler mais livros emprestados (tenho-me recusado a aceitar empréstimos, porque com tanto livro para ler é difícil intercalar, mas ultimamente há algumas pessoas a quem não consigo dizer que não. ;) Isto inclui ler os que tenho lá em casa por empréstimo, que ainda são uns quantos (4 ou 5).
... apostar em mais biografias ou histórias reais. É mais uma forma de aprender sobre o mundo que nos rodeia. E isso também é importante!
... chegar aos 50 livros lidos no final do ano. Se bem que o meu ano literário abranda radicalmente em novembro/dezembro, este ano cheguei aos quarenta e tal. A quantidade diminuiu bastante nos últimos anos porque passei a dar primazia à qualidade e dividir melhor o meu tempo entre os livros e a vida. ;) E não me arrependo. Já lá vai o tempo em que quase chegava aos 100.

Desejo a tod@s um excente ano de leituras!

Boas Festas!


"A Hora Mágica" de Kristin Hannah (OPINIÃO)

Não há como negá-lo, os livros de Kristin Hannah começam a ser um vício para mim. As suas histórias são muito interessantes e ela consegue captar a minha atenção logo nos primeiros parágrafos. Se intervalar a leitura de um livro é sempre um suplício, acreditem com este A Hora Mágico, foi mesmo complicado!

Existem três histórias dentro desta história. A história de Julia, uma psicóloga que acabou de atravessar uma fase complicada na sua vida profissional, a história da pequena Alice, por quem me apaixonei, e a história das duas irmãs, Julia e Ellie, que juntas vão ter de ultrapassar o que as separa para conseguir ajudar Alice, e para encontrar a felicidade que, sem que o saibam, está mesmo ao virar da esquina.

Este é um daqueles livros. A história de Alice é extremamente pungente, difícil de aceitar, mesmo sabendo que se trata de uma história fictícia. Ela aparece um dia na cidade de Ellie, um verdadeiro animal selvagem, que não consegue comunicar nem entender o que a rodeia.

Assim que a conheci lembrei-me imediatamente de outra história, esta com uma jovem adulta em vez de uma criança, mas com os mesmos contornos. Se não viram, ou se viram há muito tempo, aconselho... Nell, um filme com Jodie Foster e Liam Neeson. Deixo-vos o trailer embaixo.

Regressando à pequena Alice, é sem dúvida uma das minhas personagens favoritas deste ano. É uma personagem maravilhosamente bem explorada, e a sua evolução completamente verosímil. Acredito que Kristin Hannah deva ter feito um exaustivo trabalho de pesquisa, pois o resultado é fabuloso.

É um livro que não foge ao género que esta autora já nos habituou, mas prima pela originalidade e cuidado, pelo que não hesito em recomendá-lo, visto que o classifiquei como um dos melhores deste meu ano literário. Adorei.

"O Segredo da Minha Mãe" de Clare Swatman (OPINIÃO)


E se de repente descobrissem que a vossa família, não era realmente a vossa família? É o que acontece a Georgie, a protagonista principal deste livro: sem querer, descobre que a sua mãe e irmã podem não ser a sua família biológica. Como lidar com esses sentimentos, como descobrir o que aconteceu quando atualmente a sua mãe se encontra numa acelerada espiral descendente rumo ao Alzheimer, e a sua irmã mais velha, a sua rocha de apoio, se afasta com a incredulidade?

É este o enredo que Clare Swatman nos apresenta no seu livro O Segredo da Minha Mãe. Como os segredos de família são um dos meus temas favoritos, não pude dizer que não a este livrinho. No entanto, posso dizer que, apesar de saber o que ía encontrar, acabei por encontrar algo mais. Para além da história da mãe de Georgie, e das razões que a levaram a fazer o que fez, há igualmente uma parte muito importante sobre o "depois", coisa que por norma não é muito aprofundada nestas histórias. Essa acaba realmente por ser talvez a parte mais interessante da história, perceber como duas famílias podem ser afetadas por um acontecimento traumático, e como todos lidam com o assunto depois de se descobrir a verdade. Ficará Georgie com uma família destroçada ou duas famílias, que apesar dos remendos, se esforçam por encontrar um equilíbrio e com ele a felicidade?

Foi uma leitura que me agradou e fico deveras interessada em outros livros que esta autora possa vir a publicar em Portugal. Uma ótima sugestão para prenda de Natal! Recomendo.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

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