"A Livraria" - O FILME

Noutro dia tive a oportunidade de ir ver mais um filme baseado num livro que já li - A Livraria, um filme de Isabel Coixet baseado no livro com o mesmo nome de Penelope Fitzgerald. E, acho que pela primeira vez, gostei muito mais do filme do que do livro! A razão é simples, no final do filme há um pequeno twist que nos dá uma sensação de desforra, coisa que não acontece no livro. Para além disso a prestação dos atores escolhidos é simplesmente fenomenal. Adorei!

De qualquer das formas desafio-vos a tirarem as vossas dúvidas. Leiam o livro e depois vejam o filme. Vale a pena. ;)

Deixo-vos o trailer para que se sintam inspirados e se quiserem podem espreitar a minha opinião do livro aqui.

"A Filha do Mercador de Seda" de Dinah Jefferies (OPINIÃO)

Por vezes precisamos de uma lufada de ar fresco nas nossas vidas, e nessas alturas não há como embarcar numa viagem rumo a terras desconhecidas. “A Filha do Mercador de Seda” pareceu-me uma boa aposta. E não me desiludi. 😊

O enredo é fascinante. A autora apresenta-nos a história de uma família francesa durante um período conturbado na Indochina francesa, mesmo no início dos anos 50, quando o Cambodja lutava pela independência dos franceses que obteve em 1953.

Nicole é uma jovem mestiça, filha de pai francês e de mãe vietnamita que morreu ao dar à luz. Nicole herdou os traços vietnamitas da mãe, ao passo que a sua irmã mais velha, Sylvie, herdou os franceses do pai. Toda a história é-nos contada pela perspetiva da jovem Nicole, que se sente um pouco baralhada relativamente à sua identidade. Por um lado, está cada vez mais atraída por aquela terra e aquele povo que sente como seus, por outro, ama profundamente a sua família, embora a façam sentir cada vez mais abandonada. A relação com o pai não é fácil e com a irmã sempre foi conturbada. E mesmo a condizer com o que se passa no interior de Nicole, a terra que considera como sua está igualmente a passar por tempos difíceis. O povo, farto do domínio francês, começa a juntar-se aos rebeldes e a guerra afinal não está tão longe quanto aparentava. Nicole terá de fazer várias escolhas ao longo desta narrativa e nem todas serão as mais acertadas.

A escrita da autora proporciona uma leitura deveras cativante. Quase conseguimos captar os aromas dos locais descritos, apreciar as cores das flores e da natureza, assim como sentir o toque da seda nas nossas mãos. Dinah Jeffries é sem dúvida uma excelente contadora de histórias e “A Filha do Mercador de Seda” revelou-se um livro encantador que me conquistou e que recomendo. Uma viagem maravilhosa por uma terra que não conhecia e que tanto tem para partilhar.

Sugestão da Semana

Por estes dias, e em rescaldo da Feira do Livro, a Wook entrou em promoções, por isso cá estou eu para vos tentar! ;)

Como sugestão desta semana trago-vos um thriller que há uns anitos muito me agradou:
"Não Digas Nada" de Mary Kubica
Deixo-vos parte da minha opinião:

"Não Digas Nada" de Mary Kubica, foi um livro que me surpreendeu. Gostei muito da forma como a história está construída, da maneira que a autora arranjou para nos ir fornecendo pistas, pequenas peças, e nos dá verdadeiramente o trabalho de ir completando o puzzle. Não é bom quando o leitor é chamado para se chegar à frente?
(...) foi um livro que não consegui pousar até chegar ao final. E quando chegar a vossa vez de chegar ao final, verão que o que importa não é o final em si, mas o que está por trás de tudo. Intrigante, não? ;) 
Recomendo!


Está à venda na Wook por 9,40€ com Portes Grátis!


Cascais também tem uma Biblioteca Móvel! :)


Tudo começou em 1952. Saiba aqui a história toda. :)


ONDE PODE ENCONTRAR A BIBLIOTECA MÓVEL!
A nova Biblioteca Móvel de Cascais estará, nos seguintes locais das 10h às 14h:

Quarta – Praia da Poça
(30 maio; 6, 13, 20 e 27 junho)
Quinta– Praia de Carcavelos
(31 maio; 7, 14, 21 e 28 junho) 
Sexta – Praia do Guincho 
(1, 8, 15, 22, 29 junho)
Sábado  – Parque Quinta da Alagoa
(2, 9, 16, 23, 30 junho)
Domingo – Praia do Tamariz
(3, 10, 17 24 junho) 

Em destaque: "O que fica somos nós" de Jill Santopolo

Duas vidas.
Dois amores.
Uma escolha.

Sinopse:
Numa luminosa manhã de fim de Verão, Lucy e Gabe encontram-se na universidade, em Nova Iorque, e apaixonam-se. Parece o começo de uma história como muitas outras, mas estamos a 11 de setembro de 2001 e, enquanto a cidade está envolta em poeira e detritos, eles beijam-se e trocam promessas. Assumem que têm de encontrar um significado para as suas vidas, tirar proveito dela, deixar uma marca. Jovens e apaixonados, pareciam ter o mundo a seus pés. Não esperavam que os seus próprios sonhos os separassem. Mas Gabe aceita trabalhar como fotógrafo de imprensa no Médio Oriente e Lucy decide continuar a sua carreira em Nova Iorque.

Treze anos depois, Lucy está numa encruzilhada. Sente a necessidade de revisitar as épocas fundamentais do seu relacionamento com Gabe, marcado por escolhas que os conduziram por diferentes caminhos, ao longo de diferentes vidas. Escolhas que, no entanto, nunca romperam o vínculo profundo que os une. Então, é chegado o momento, naquele dia... Lucy mantém um último segredo, e é hora de o revelar a Gabe. Todas as suas escolhas os conduziram até ali. Agora, uma última escolha decidirá o seu futuro.

Um romance comovente sobre o poder imperecível do primeiro amor com um final inesquecível.


Críticas de Imprensa:

«Uma história irresistível de amor e segundas oportunidades.» People


Sobre a autora:
Jill Santopolo era aluna na Universidade de Columbia a 11 de setembro de 2001. Desde então, concluiu um mestrado em Ficção e construiu uma carreira de grande sucesso no mundo da literatura infantil e juvenil. Além de trabalhar no mundo da edição, é professora adjunta do programa de escrita criativa em The New School, Nova Iorque. Uma das suas paixões é viajar pelos EUA, pelo Canadá e pela Europa para falar sobre escrita e narração de histórias.

"Fahrenheit 451" de Ray Bradbury (Opinião)


Noutro dia cruzei-me com um post no Facebook a perguntar, mais ou menos assim, «E vocês, que livro queimariam?»A pergunta, apesar de perceber que havia sido feita num sentido figurativo, chocou-me. Chocou-me porque, tal como muitos de vocês, a imagem de um livro a arder transporta-me para a Alemanha nazi e para a perda de liberdades, incluindo a do conhecimento e da vida. Nessa época foram queimados mais do que 20.000 livros. Tudo o que fosse considerado "pouco alemão" ía parar à fogueira. E não passou muito tempo até que fossem as pessoas a ir parar ao mesmo sítio. A queima de livros ou a proibição de ler certos livros está sempre ligada à condução de uma sociedade para a ignorância com vista à manipulação. Por isso, mesmo que um livro seja uma porcaria, e nós sabemos que há aí autores que só são lidos porque estão na moda, não pode, nem deve ser alvo de "queima" 

Bem, sobre este livro de Ray Bradbury, não sendo eu fã de ler ficção científica, sabia que era uma leitura obrigatória. Aproveitei a nova edição da Saída de Emergência a propósito do filme que está para estrear em breve, arranjei um exemplar e li-o.

A história que este livro nos conta passa-se numa sociedade imaginária e claramente ditatorial, em que as pessoas vivem em perfeita ignorância, como ovelhas num rebanho, sem vontade própria, presas a uma vida evasões coloridas e programas de televisão sem conteúdo. A personagem principal, Guy Montag, é um bombeiro. Mas naquela distopia tudo é à prova de fogo, pelo que os bombeiros apenas existem para queimar livros. No quartel a sirene toca quando há suspeita de alguém que esconda livros e os bombeiros correm para "apagar" o perigo do conhecimento, das ideias e opiniões que podem surgir ao ler e queimam os livros e tudo o que lhes diga respeito. 

Um dia, Montag cruza-se com uma estranha jovem de 17 anos que lhe coloca uma semente de dúvida na mente: o que terão os livros de tão importante para terem de ser queimados para que ninguém os leia? E aí começa a viagem de Guy rumo à rebelião. É interessante acompanhar o desabrochar de Guy Montag enquanto ser pensador. Achei piada à sua urgência em querer sentir que estava a ter pensamentos originais e não simples ecos do que outros diziam. 

Entristeceu-me perceber que este livro, apesar de ter sido escrito nos anos 50, descreve uma realidade que nos é extremamente próxima. A nossa sociedade, tão cheia de programas de televisão ocos, revistas e jornais que não publicam mais do que fofoquices e onde o entretenimento rápido é o mais importante, releva para segundo plano a importância do conhecimento, quase o considerando como sobrevalorizado e inútil. Foi realmente como uma crítica à sociedade da época que Ray Bradbury o escreveu, mas certamente nunca imaginou que sessenta e tal anos depois seria uma crítica ainda mais pungente.

Acabei por gostar. Não é uma escrita fácil, esta a de Ray Bradbury, e não sendo eu grande apreciadora de ficção científica, ainda mais me custou ler este livro. Mas, apesar de rebuscada, tem uma certa beleza e não interfere com o ritmo da leitura, por isso pude apreciar a história de que tanto já tinha ouvido falar. Marcou-me, como certamente marcou e vai marcar a todos os que lerem este livro. Uma obra indispensável em qualquer estante.

Os cartazes dos filmes (de 2018 e 1966)

Curiosidades: 

  • 451º F (= 233ºC) é a temperatura a que arde o papel dos livros; 
  • O título originalmente pensado para este livro foi "O Bombeiro", mas Ray e os seus editores acharam que seria demasiado monótono, pelo que ligaram para um quartel de bombeiros para saber qual a temperatura a que arde o papel - 451ºF;
  • Ray Bradbury escreveu Fahrenheit 451 rodeado de livros, na cave da Biblioteca Powell na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) onde se podia alugar uma máquina de escrever a 20 cents à hora. Ray, no entanto, nunca foi para a Universidade, ficando com apenas o equivalente ao nosso secundário;
  • O primeiro filme com base neste livro foi lançado em set/1966 mas só chegou a Portugal mais de um ano depois com o título "Grau de Destruição";
  • Está para estrear brevemente em Portugal um novo filme baseado neste livro. Intitulado de Fahrenheit 451 conta com Michael B. Jordan (Black Panter) e Michael Shannon (A Forma da Água) nos papéis principais. Podem ver o trailer aqui.

Mais um livro que vira filme :)

Quem se lembra desta hilariante história?
Pois o famoso faquir de Romain Puértolas chega ao cinema!


A extraordinária viagem do faquir estreia a 14 de junho nos cinemas nacionais.
A crítica foi unânime, também o foram os milhares de leitores. Com A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea, Romain Puértolas revelou-se como a grande surpresa da literatura francesa atual, e a 14 de junho este seu romance de estreia chega finalmente ao grande ecrã com A extraordinária viagem do faquir, filme realizado por Ken Scott e protagonizado pela estrela de Bollywood Dhanush.

A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea é uma aventura rocambolesca passada nos quatro cantos da Europa e na Líbia pós-Kadhafi, uma história de amor, mas também o reflexo de uma terrível realidade: o combate travado por todos os clandestinos, últimos aventureiros do nosso século.

Espreitem o trailer:

"Uma Mãe Perfeita" de Aimee Molloy (opinião)


Este livro fez-me lembrar um pouco de Liane Moriarty (Pequenas Grandes Mentiras), apesar de ser uma história completamente diferente. É que aborda as relações entre um grupo de mulheres, neste caso, recém mamãs, as Mães de Maio, que se vêm unidas pelo rapto de um dos bebés. Acho mesmo que apesar de ser considerado um thriller – e é! – “Uma Mâe Perfeita” é também uma grande crítica à sociedade de hoje em dia e à forma como as mães se sentem pressionadas a almejar a perfeição na maternidade. Basta darmos uma espreitadela nas revistas online de fofoquices para ler uma manchete sobre esta ou aquela que foi vista a amamentar em público ou a outra que deverá deixar a filha muitas horas ao sol pois a miúda está super bronzeada… É caso para dizer que somos presas por ter cão e por não ter!

As mães (e pai) do grupo Mães de Maio são muito diferentes umas das outras. Têm os seus desejos e motivações, e cada uma está a lidar com a maternidade de forma diferente. Gostei de conhecer cada uma das personagens e acho que a autora soube desenvolvê-las muitíssimo bem. Esta será, a meu ver, uma das principais razões para, se vier realmente a acontecer, vermos esta história no grande écran.

Também me parece que a autora conseguiu um certo criar um bom mistério relativamente ao desaparecimento do bebé. Não consegui adivinhar o que aconteceu! E acreditem, coloquei imensas hipóteses. E essa dúvida sobre quem terá sido aumenta à medida que os segredos das Mães de Maio vão sendo revelados. É que, tal como na realidade, nem tudo o que parece é. 

Foi uma daquelas leituras cuja história não me saía da cabeça quando intervalava a leitura. Recomendo. É um livro que vos vai por a falar sozinhas. 😉

Este livro traumatizou-me! Mas estou à espera do segundo. ;)

Um livro maravilhoso, cujas personagens me marcaram.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Um livro magistral! Para mim, o melhor de 2017!

Uma leitura magnífica.

 

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