Pela primeira vez na vida, Selina Bruce não sabe o que o futuro lhe reserva. Impulsivamente, deixa para trás o noivo e advogado em Londres depois de receber deste um presente inesperado: um livro de um autor que mudará completamente a sua vida, e voa sozinha para uma ilha da costa de Espanha.
Está à procura do pai que nunca conheceu, mas o que encontra é uma inesperada verdade acerca de si mesma e do homem com quem planeia casar.
A exótica San Antonio oferece a Selina muito mais que dias ensolarados. Oferece o misterioso George Dyer, que lhe dá a chave não apenas do seu passado... mas do seu coração.
A minha opinião:
Foi numa tarde sossegada em que o filhote saiu para acampamento de escuteiros e o maridão dormia a sesta, que li este livrinho. Em 2 horas a calma e tranquilidade invadiram-me. É que a escrita desta senhora transmite calma, e o tempo que passamos a ler as suas histórias é sempre agradável e bom para o stress. :)
Desta vez ela conseguiu me surpreender em dois aspectos: primeiro com uma mudança radical de cenário (normalmente as suas histórias passam-se em lugares no Reino Unido, como a Cornualha, Escócia, Londres), e em segundo lugar com a ausência dos personagens "tipo" tão comuns em todos os livros que dela li até agora.
Esta história está contada de uma forma bastante simples e suave, quase transmitindo uma certa doçura e inocência, talvez retratando a personagem principal, Selina. O desenrolar dos acontecimentos são também surpreendentes, levando-nos a pensar nas escolhas que muitas vezes são feitas sem tomar em consideração o que diz o nosso coração.
Gostei bastante.
Muito obrigada Flicka pela oportunidade!
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"O Dia da Tormenta" de Rosamunde Pilcher
Sinopse:No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem.
A minha opinião:
Não é o primeiro livro que leio desta autora e concerteza não será o último. Agrada-me principalmente a calma e a tranquilidade que nos proporciona à medida que vamos entrando na história.
Lamento apenas o facto de uma notória falta de criatividade nas pesonagens que povoam os seus livros. Por exemplo, a presença de um pintor na família, ou a importância de um quadro, é um ponto fulcral nesta história, assim como o foi nos seus outros dois livros "Solstício de Inverno" e "Os Apanhadores de Conchas".
Foi no entanto uma leitura agradável, embora tenha ficado com a sensação que a história poderia ter sido mais desenvolvida e elaborada.
(Obrigada Lígia pela partilha!)
"Os Apanhadores de Conchas" de Rosamunde Pilcher
Sinopse: Penelope Keeling, filha de artista, é uma mulher suficientemente independente e activa para aceitar passivamente a velhice.
Olha para trás e recorda a sua vida: uma infância boémia em Londres e em Cornwall, um casamento desastroso durante a guerra e o homem que ela verdadeiramente amou.
Teve três filhos e aprendeu a aceitar cada um deles com as suas alegrias e desilusões.
Quando descobre que o seu bem mais importante vale uma fortuna - Os Apanhadores de Conchas -, um quadro que o pai lhe deu de presente e pintado por ele próprio, é ela que passa a decidir e determinar se a sua família continuará a ser mesmo uma família ou se se fragmentará definitivamente.
Os Apanhadores de Conchas é o 13º livro de Rosamunde Pilcher e é, sem dúvida, o seu melhor romance, confirmado pelas inúmeras semanas na lista dos best-sellers da revista americana Publishers Weekly e do The New York Times Book Review.
A minha opinião:
Adorei. É sem dúvida um dos livros que vou guardar no meu top 5 estrelas deste ano.
Quando li recentemente um primeiro livro desta autora (Solstício de Inverno) fiquei de imediato sua fã. Gosto da forma clara e concreta com que nos apresenta as suas histórias e é um prazer conhecer as suas principais protagonistas, sempre tão seguras de si, tão jovens apesar da idade algo avançada, sem dúvida inspiradas nela própria.
Voltando ao livro que me encantou, é sem dúvida um livro perfeito.
Como diz a própria:

«Acho que nada terá o impacto que “Os Apanhadores de Conchas” teve. Tudo o que eu amo está nesse livro: boémios, pintores, pinturas, Cornwall, o que Londres era. Fiquei despojada quando o terminei.»
Mais sobre a autora, aqui.
Rosamunde Pilcher
Nasceu em 1924 e foi encorajada a escrever desde pequena. Tinha 15 anos quando deflagrou a Segunda Guerra Mundial. Terminou os estudos e trabalhou durante um ano no serviço Real Naval.Rosamunde Pilcher escreveu ininterruptamente durante todos estes anos para várias revistas e publicou mais de uma dezena de livros.
Actualmente vive na Escócia, onde se dedica à literatura e à família.
Em Portugal foram publicados as seguintes obras:
- Os Apanhadores de Conchas
- Solstício de Inverno
- Montanhas Silvestres
- O Carrocel do Amor
- A Casa Vazia
- O Outro Lado do Amor
- Vozes de Verão
- O Dia da Tormenta
- O Tigre Adormecido
(Informação actualizada em Fevereiro de 2011)
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