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"Naquele Tempo" de Nora Roberts & J.D. Robb

Sinopse:
Laine Tavish é dona de uma loja de antiguidades chamada Naquele Tempo. É uma mulher discreta e vive uma vida igualmente discreta numa pequena localidade de Mariland.Pelo menos, isso é o que toda a gente pensa. Na verdade, o seu nome é Elaine O'Hara e é filha de Big Jack O'Hara, um dos mais conhecidos bandidos do seu tempo.E o passado de Laine acaba de a encontrar... de uma forma bem dramática. O seu tio, há muito sumido, aparece de repente na sua loja, apenas para deixar um aviso misterioso antes de ser atropelado mortalmente na rua. Pouco depois, a casa dela é revirada por assaltantes. Agora cabe a Laine e a um homem deliciosamente misterioso chamado Max Gannon, descobrir quem anda atrás dela, e porquê. A resposta está num tesouro escondido, um tesouro que vai mudar não só a vida de Laine mas também a de futuras gerações.

J. D. Robb é um pseudónimo que a autora Nora Roberts utiliza para assinar as suas obras de cariz mais policial.

A minha opinião:
Ainda bem que a minha amiga Betita me aconselhou a ler o "Nudez Mortal" antes deste. Caso contrário ficava um bocado perdida na leitura da 2ª parte deste livro. É que a autora vai buscar as personagens desse livro (Eve Dallas e Roarke) para resolverem um mistério de há 50 anos atrás. Passo a explicar: a primeira parte do livro passa-se em 2000, e aborda um caso policial nas entrelinhas do romance em si. (Gostei bastante desta história, embora o cenário me tenha parecido muito familiar com um dos da Trilogia dos Sonhos). A segunda parte do livro passa-se em 2057, com os netos dos protagonistas da primeira parte, e onde entra a tal detective Eve Dallas. (Desta 2ª parte já não fiquei tão convencida... acho que no fundo, dois livros da NR seguidos, cansam um bocado.)

Obrigada Betita querida amiga por mais este empréstimo!

"O Penúltimo Sonho" de Ángela Becerra

Sinopse
1939 - Joan Dolgut e Soledad Urdaneta vivem intensamente o seu primeiro amor, num contexto em que tudo os separa: as classes sociais, os costumes da época, o dinheiro e, até, um oceano. A sua existência converte-se num sonho por cumprir, que termina no final das suas vidas, com um desenlace surpreendente.
Muitos anos depois, os filhos de Joan e Soledad encontram-se pela primeira vez. Os dois são chamados para identificar os corpos dos respectivos pais, que se suicidaram vestidos de noivos. Confrontados com a trágica despedida do casal, vão tentar descobrir o grande segredo que dominou a vida dos pais e os conduziu à morte. Entre os filhos vai desenvolver-se uma relação que abarca sentimentos inesperados, paixões por resolver, contradições, equívocos, espiritualidade e erotismo, narrados com uma intensidade única.
O Penúltimo Sonho é um hino aos sentimentos que prevalecem sobre os interesses, as regras e os costumes de cada época.
Prémio Azorín 2005 - Melhor romance colombiano do ano

Sobre a autora:
Ángela Becerra nasceu em Cali, Colômbia, onde estudou Comunicação Visual e Desenho Publicitário. Foi redactora e directora criativa de agências publicitárias de Cali e Bogotá até 1998. Nesse ano veio para Barcelona, onde foi, durante 13 anos, vice-presidente criativa de uma das agências mais importantes de Espanha.

Em 2000, abandona a carreira publicitária, distinguida com vários prémios internacionais, para viver em exclusivo a sua paixão: a escrita literária. No ano seguinte publica uma selecção de poemas, Alma Abierta. Segue-se o romance, De los amores negados (2004), que obteve o Prémio Latin Literary Award, da Feira do Livro de Chicago, tendo sido distinguido pela crítica e pelos leitores tanto em Espanha como na América Latina. A sua obra seguinte, O Penúltimo Sonho, recebeu o Prémio Azorín.

A minha opinião:
São poucas as histórias que me tocam da forma como esta me tocou.
Terminei a leitura deste livro há momentos, e sem ainda ter secado as lágrimas que escorreram pelo meu rosto, quis escrever estas palavras.
Que história maravilhosa, esta a de Joan, o pianista das ondas e de Soledad, a sua menina do ar. É a história de um amor que negado, consegue ultrapassar a distância, o tempo, as vicissitudes da vida, as contrariedades e os próprios corpos. É a história de um amor que se ultrapassa a si próprio e se transforma, renascendo.
Joan, Soledad, Andreu, Aurora, Borja e Mar, nomes que não quero esquecer e que são sem dúvida um hino ao AMOR.
Tenho de encontrar mais livros desta autora.
Na minha humilde escala de classificação de 0 a 5, dou-lhe um 6!


(Obrigada pelo empréstimo, querida Semídio. Esta leitura encheu-me a alma!)

"Dia da Mãe" de Patricia MacDonald

Sinopse:
É dentro de casa que se escondem os segredos. Portas a dentro, para lá da aparente calmaria dos dias.
Karen e Greg sempre viveram na pacata Bayland, em Massachusetts. Ali se conheceram, ali casaram, ali adoptaram Jenny. Uma harmonia que cedo se quebrará. O reaparecimento da mãe biológica da adolescente obriga Karen a enfrentar a dura verdade. Nada era como ela pensava, todos escondem alguma coisa.
Segredos e mentiras num ilustrado postal de falsa paz. Bayland é daqueles lugares em que nos imaginamos sem pressas, sem falsos amigos, sem falsas pretensões. Karen e Greg conhecem-se desde os tempos de liceu. A adopção de Jenny, agora uma adolescente, trouxe-lhes os problemas que qualquer casal tem de enfrentar mas, no todo, são uma família... feliz. A morte de uma jovem na cidade vem contudo anunciar uma violenta tempestade de mudança.
Quando, no Dia da Mãe, reaparece Linda Emery, a verdadeira mãe de Jenny, Karen percebe que nada voltará a ser como dantes. Ao mesmo tempo que Greg revela um negro segredo do seu passado, Linda aparece morta. E não faltam suspeitas. Parece afinal que todos tinham uma razão para a matar, que todos escondem uma qualquer mentira. Karen tudo terá de enfrentar. A revolta da filha, a traição do marido, a desilusão dos que julgava amigos.

Natural também ela de uma pequena cidade de província, Cape May, em Nova Jersey, Patricia MacDonald reafirma uma peculiar e negra imaginação. Nomeada para o Edgar Award com «Imperdoável», combina em o «Dia da Mãe» drama e suspense. Aos poucos as personagens vão-se revelando, aos poucos a aparente calma da província encobre diabólicas maquinações.

A minha opinião:
Um policial excelente! Não houve capítulo que não me deixasse com o coração apertado e com vontade de continuar a ler para desvendar toda a história.
Está escrito de uma forma clara que nos permite acompanhar o desenrolar da acção sem dúvidas sobre os seus personagens (coisa que me acontece com frequência nos livros da Mary Higgins Clark). A história está muito bem elaborada, sem erros de raciocínio e quase podemos dizer que "bem poderia ter acontecido".
Gostei imenso!

(Obrigada Lígia querida por mais este empréstimo e obrigada tb, Bé ;) pela dica!)

"Alguém para amar" de Jude Deveraux

Sinopse:
Jace Montgomery é um homem só. Passaram-se três anos, mas não conseguiu ainda ultrapassar o misterioso suicídio da sua noiva Stacy. Não voltou a interessar-se por outra mulher desde então e a família continua a culpá-lo pela sua morte. Ao folhear um dos antigos romances de Stacy, Jace descobre uma fotografia de uma casa com uma mensagem codificada. «Nossa, mais uma vez. Juntos para sempre. Até lá». O bilhete datava do dia anterior à morte dela. Obcecado pela necessidade de entender o suicídio de Stacy, Jace procura a propriedade - Priory House, uma enorme fortaleza de tijolo em Margate, Inglaterra - e compra-a. Jace parte para Inglaterra determinado em descobrir finalmente a verdade. Não demora a perceber que a casa está assombrada por um obstinado fantasma, Ann Stuart, com quem se vê obrigado a lidar para resolver o mistério. Ann morreu em circunstâncias idênticas às da sua falecida noiva e ele tem um palpite de que existe uma relação entre ambas. Através das suas investigações e com a ajuda de uma bela jornalista, Jace vê-se forçado a estabelecer a conciliação entre a vida e a morte da noiva.

"Alguém para amar" é uma bela descoberta sobre o tempo e o amor da autoria de uma das romancistas mais acarinhadas pelos leitores de todo o mundo.

A minha opinião:
Foi um livro interessante que me proporcionou alguns bons momentos de descontração.
A história está muito bem conseguida, com mistério q.b. e fantasmas apaixonados à mistura e até deu para dar algumas gargalhadas Não é de todo daqueles romances lamechas que me têm vindo a saturar.
Gostei bastante.

"Amar Demais" de Rita Matos

Sinopse:
O amor tem incontáveis modos e feitios, incontáveis que são as maneiras de o manifestar. Não tem explicação, nem será este livro que o fará, pois não é isso que se pretende. Pretende sim, por palavras que todos conhecem e situações por que muitos passaram, lembrar que o amor nem sempre tem a forma que procuramos ou escolhemos. Nem sempre encontra no seu objecto, aquilo que sonhou, mas também muitas vezes é muito mais do que esperávamos, do que procurámos, do que fizemos. Em todos os casos, por mais difícil que seja suportar ou por mais sublime que o seja viver, amar é demais.

A minha opinião:
Neste livro encontramos uma série de considerações sobre o amor. Sobre diversos tipos de amor e sobre diversas experiências, boas e más.
É um pequeno livro que se lê rapidamente e do qual consegui retirar algum prazer, principalmente por me rever em uma ou outra situação...

«O tempo tem uma medida estranha quando os momentos são importantes e especiais. Tudo podia ter sido diferente, se o tempo ou lugar fossem outros. São os fragmentos, juntos, que fazem as grandes histórias, os grandes sentimentos. É como se te conhecesse desde sempre. Ouço a tua voz e chego à tua alma. Ensinaste-me a entender-te e aprendi a saber o teu ser. A tua maneira. Aprendi-te. Mas já nos conhecíamos.»

"Porque te amo" de Guillaume Musso

Sinsopse:
Uma verdadeira sucessão de emocionantes surpresas. É assim em “Porque te Amo”, o quarto romance de um dos mais recentes escritores franceses, Guillaume Musso. O mistério e o suspense temperam esta envolvente história que consegue prender o leitor do início ao fim.
Editado pela Bertrand, este livro relata-nos os meandros de um estranho desaparecimento. Layla, uma menina de cinco anos, desaparece sem deixar rasto num centro comercial em Los Angeles. Os pais, desfeitos, acabam por se separar. Cinco anos mais tarde Layla é encontrada exactamente no mesmo sítio onde tinha desaparecido, envolta num estranho mutismo. À alegria do reencontro sucedem-se então as interrogações. Onde esteve Layla estes anos? Com quem? E não menos importante, porque voltou? As respostas parecem óbvias mas estão longe de o ser. Aqui tudo o que o parece não o é, à excepção do amor infinito de um pai por uma filha que não acredita morta e por quem desce aos subúrbios numa tentativa frustrada de diminuir a dor.

Guillaume Musso publicou apenas três romances – “E Depois…” (2005), “Salva-me” (2006) e “Estarás Aí?” (2007). Este jovem autor de 32 anos conquistou milhões de leitores e impôs um estilo original, onde o suspense se mistura com a emoção. Só em França, os três títulos venderam mais de 1,5 milhões de exemplares. Traduzidos em 22 línguas, estes romances estão agora a ser adaptados para cinema.

A minha opinião:
A sinopse diz tudo.
Esta leitura leva-nos a um ritmo alucinante pelos caminhos incontornáveis da mente humana. Ao longo desse caminho todas as nossas certezas são colocadas em dúvida mas uma vez mais o autor nos surpeende. Achei-o melhor que os anteriores e fico com toda a certeza à espera da versão cinematográfica.
Gostei bastante!!

(Obrigada misshiva pela partilha!)

"A outra metade da laranja" de Joana Miranda

Sinopse:
Bárbara tem a impetuosidade das almas fortes e apaixonadas, o espírito sonhador e rebelde dos artistas, um olhar profundo, oceânico, eternamente sensível à beleza do mundo. Aparentemente, tem uma vida perfeita, um marido que a adora, dois filhos lindos, uma casa de sonho à beira-mar e uma posição prestigiada enquanto analista política numa revista da capital. Mas Bárbara sabe que o equilíbrio entre uma vida familiar harmoniosa, nos moldes mais tradicionais, e uma natureza interior ávida de novos horizontes e afectos é extremamente difícil de gerir. Optar pela liberdade e afirmação pessoais torna-se a única decisão possível e Bárbara protagoniza então uma viagem de autodescoberta profundamente enriquecedora que lhe trará uma nova maturidade, uma outra atitude perante si, os outros e a vida. Uma viagem que irá atravessar vários países - o da amizade, o da desilusão, o da renúncia, o da paixão, o do amor eterno.
Romance de estreia de Joana Miranda, A Outra Metade da Laranja é uma narrativa coesa, bem contada, que nos impressiona quer pelo interesse do enredo e das personagens quer pela fluidez, vivacidade e clareza da sua escrita. Joana Miranda é licenciada em Psicologia e tem um mestrado em Relações Interculturais. É autora de inúmeras publicações científicas.

A minha opinião:
Ao ler este livro e à medida que fui “conhecendo” Bárbara, uma frase afigurou-se-me à mente: “La donna é mobile, qual piuma al vento” (a dama é volúvel, como uma pena ao vento). E foi assim que vi Bárbara. Uma tiazinha da Costa da Caparica que nunca teve de lutar muito pelos seus objectivos e que não sabe muito bem o que fazer com a sua vida.
Não posso dizer que tenha gostado da história em si, mas confesso que até gostei da forma como está escrito. Não sei até que ponto esta escritora evoluiu após esta primeira obra, mas confesso-me curiosa em ler um livro mais recente e ver qual a evolução.

(Obrigada Semídio querida por mais esta partilha. :)

"Segredo de Família" de Elizabeth Berg

Sinopse:
Todos os anos, Laura Bartone se reencontra com os pais, a irmã e o irmão na casa de família, um acontecimento que espera sempre com um misto de entusiamo e ansiedade.
Mas este ano, tudo é diferente. Passa-se algo com Caroline, a irmã. Na primeira noite juntos, Caroline confronta os irmãos com graves alegações sobre a mãe. Surpreendida com as diferentes percepções que os irmãos têm da sua infância, Laura não sabe como lidar com o assunto e não tem a certeza de onde reside a verdade.
Até que uma súbita tragédia obriga toda a família a olhar para o passado, para a culpabilidade de cada um e para a necessidade íntima de amor e perdão que lhes é comum.

A minha opinião:
Todas as famílias têm os seus problemas, os seus "segredos". Ainda há pouco tempo estive a falar com o meu marido sobre este assunto. Todos nós temos o nosso lado bom e o nosso lado mau, e por vezes só em família é que eles se revelam plenamente.
A descrição de família com que a autora "fecha" o livro, é simples e muito, muito verdadeira:

(...) Mas a Hannah, que estava agora no sexto ano, tivera recentemente de escrever uma composição sobre o significado de família. Ela tinha descrito esse trabalho como impossível, o que nem parecia dela. Quando lhe perguntei porquê, disse:
- Porque é demasiado incerto dizer o que é uma família. Está sempre a mudar!
Mas acabou por fazer o trabalho e disse nele uma coisa que achei muito sensata: disse que nascemos na nossa família e que a nossa família nasce em nós. Não há devoluções nem trocas. (...)
E não é mesmo verdade?
Temos de aprender a lidar com a nossa família, pois é a única que temos.

Gostei muito deste livro, que me proporcionou momentos de leitura calma.
Identifiquei-me bastante com a personagem principal, a Laura e adorava ter o atelier dela e de dedicar-me como ela a fazer colchas por encomenda. ;)
Também não posso deixar de referir a relação excepcional que ela tinha com o marido, e com a qual também me identifiquei:

(...) Aquilo que sei sobre mim e Peter é que a chama nunca se extinguirá. Não levanto os olhos da salada que estou a mexer a pensar Oh, meu Deus! Como diabo vim aqui parar? Não olho para a nuca dele a pensar Eu não te conheço. Acordo com o meu companheiro e vou dormir com o meu amante. Ele ainda me causa arrepios, não só sexualmente, mas devido à forma como vê a vida que se desenrola à sua volta. Estou interessada naquilo que ele diz sobre mim e os filhos e os nossos respectivos trabalhos, mas também estou interessada naquilo que ele diz sobre o Médio Oriente e os padrões migratórios das monarcas e a quantidade de noz-moscada que se deve pôr no puré de batata e o impacte que teve na vida de Hitler o facto de ele ser um artista frustrado. Creio que o Pete é um indivíduo verdadeiramente honesto, consciente e bom. Se vivermos mais de uma vez, quero voltar a encontrá-lo. A família que construí com ele é o meu abrigo e a minha espada. Eles são uma outra forma de oxigénio: sem eles, tudo em mim morreria. É aterrador saber que o amor pode ter um tal poder, mas também é compensador.(…)


(Obrigada aviciada por mais esta partilha!)

"Em Troca de um Coração" de Jodi Picoult

Sinopse:
Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho?
Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?
Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor.

A minha opinião:
Quando me cruzei pela primeira vez com este livro foi num email de lançamento da Webboom (agora Wook) e saltou-me logo à vista que a sinopse apresentada se resumia a uma única frase: "Realizava o desejo do seu inimigo para salvar a sua filha?"

A partir surgiram-me imensas conjecturas na minha mente e automaticamente, como mãe que sou, vi-me colocada do lado “correcto” da vedação. E não gostei disso, pois não era assim que queria entrar nesta leitura. Ideias preconcebidas não vão bem com os livros de Jodi Picoult – isso eu já aprendi.
Assim, quando recebi o livro como empréstimo e o tive nas minhas mãos, passei apenas uma breve vista de olhos pela verdadeira sinopse, pois não me queria influenciar ainda mais.
E ainda bem que o fiz, pois tal como na vida real, as coisas revelaram-se não ser assim tão lineares. Neste livro, a meu ver, não há um lado dos “bons” e um lado dos “maus”. Há vítimas e há assassinos. Mas nem sempre estão em lados opostos da vedação.

Jodi Picoult tem o dom de mexer com o nosso âmago quando entramos nas suas histórias. Sentimo-nos revoltados, desiludidos, enganados, tristes, e muitas vezes questionando o que é para tanta gente uma verdade indiscutível.
Neste livro ela aborda temas muito fortes, como a pena de morte, a religião e a doação de órgãos. Não é um livro fácil. Tive muitas vezes que andar para trás e reler capítulos inteiros para entender as coisas como deve de ser. Mas é um livro excelente e embora possa ser uma leitura capaz de chocar alguns, é também sem dúvida capaz de encantar outros.

Relativamente à pergunta inicial, a resposta nem poderia ser outra, que não sim. Que pai não salvaria o seu filho? E isto é para mim a mensagem mais importante do livro. O Amor. O amor daquela mãe pela sua filha. O amor daquela mãe pela outra filha. O amor que redime, que salva. O amor, pura e simplesmente.


(Obrigada Betita Amiga por mais este empréstimo!)

"Tim" de Colleen McCullough


Sinopse
Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

A minha opinião:
Esta autora é sem dúvida uma excelente contadora de histórias. Por muito que a história não nos agrade ou que não nos convença, a forma como está escrita cativa-nos a continuar e apenas nos damos por satisfeitos quando chegamos à última página.
Foi o que me aconteceu com esta história.
É uma história algo diferente do normal, propensa a escandalizar alguns e a tocar outros.
Confesso que fiquei a meio termo.
Não posso negar que a espiritualidade manifesta daquela relação era muito forte, o que a tornou aos meus olhos bastante comovente, mas na verdade o factor físico que se materializou mais tarde, veio a denegri-la um pouco.
Uma coisa é certa, se a personagem de Mary não me convenceu, a personagem de Tim tocou-me profundamente. Pessoas como ele são seres especiais, anjos disfarçados que entram nas nossas vidas e nos modificam. Quem já conheceu alguém assim, sabe do que falo. Só por ele e pelo evoluir da sua personalidade apoiado no amor "da sua Mary" este livro já valeu a pena.

(Obrigada Lígia por mais este empréstimo)
B.O.

"A Casa na Praia" de Anita Shreve

Sinopse:
Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio. Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha. Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.

A minha opinião:
Neste romance voltamos a visitar a casa de um dos meus livros favoritos: "A Praia do Destino". De igual modo nos apercebemos que é também esta a casa onde nos cruzámos com "A Mulher do Piloto".
Foi uma surpresa bastante agradável voltar aquele local que tanto me maravilhou no primeiro livro.
A história, no entanto, nada tem a haver com as anteriores. É também uma história que fala de escolhas, de verdades, de mentiras e de destino. Acima de tudo de destino, que tantos acreditam estar traçado desde o momento que se nasce, e tantos outros juram sermos nós próprios os responsáveis por ele. Este é um livro que fala também de segundas oportunidades e recomeços. Acho que muitas vezes isso é o mais importante, o saber recomeçar.
Gosto da forma de escrever desta autora, pausada, reflectidamente. E este livro ela fá-lo de uma forma sublime.
Foi sem dúvida uma leitura muito boa.

(Obrigada Aviciada por mais este empréstimo!)

"Sessenta Luzes" de Gail Jones

Sinopse:
Um romance extraordinário, nomeado para o Booker Prize de 2004
Com apenas 8 e 10 anos, Lucy e o seu irmão Thomas ficam órfãos. Deixados ao cuidado de um tio extravagante e totalmente desconhecido, começam lentamente a encontrar o seu lugar num mundo difícil. Assim começa a jornada de descoberta de Lucy, numa viagem que inicialmente a levará a deixar a Austrália rumo a Londres. Mas vai ser numa viagem à Índia - para onde ia enfrentar um casamento arranjado - que conhece a paixão e que aprende a arte da fotografia, que a acompanhará até à morte, aos 23 anos. É uma vida abreviada, mas não uma vida diminuída, que deixa uma marca nas pessoas com quem se cruza. Lucy é uma jovem à frente do seu tempo na conservadora era vitoriana; independente e visionária, o seu universo deixará recordações comoventes de uma existência extraordinária. Um legado feito de imagens, já que Lucy era uma devota da luz, de todas as suas sombras e formas; desde criança que ela via o mundo fotograficamente - mesmo antes de aprender o processo fotográfico -, tornando-se obcecada com a captura de imagens, que inscrevia no seu diário como "Coisas Especiais Vistas".

A minha opinião:
É uma história estranha, mas ao mesmo tempo com passagens belíssimas, nomeadamente a descrição das "fotografias" que Lucy tirava com a sua mente desde muito nova e que registava no seu diário.
Gostei, embora dê para perceber porque não ganhou o prémio para o qual foi nomeado (Man Booker Prize de 2004). Acho que a autora se perde um pouco em deambulações entre a história e a fotografias.

(B.O.)

"Os Predadores" de Martina Cole

Sinopse:
As famílias devem continuar unidas, mas, atrás das fachadas, as invejas e traições avançam até infectar todas as vidas. E para os Jacksons, a lealdade não prevalece. Porque no seu mundo, não se pode confiar em ninguém. No seu mundo são todos predadores.Freddie Jackson pensa que é o dono do submundo, depois de sair da prisão. Cumpriu a sua pena, fez os contactos certos e prepara-se para usá-los. A sua mulher, Jackie, só queria o seu marido em casa, mas já estava esquecida das zaragatas, da violência e das outras mulheres que Freddie não consegue largar.

Sobre a autora:
Martina Cole é uma londrina de gema. Todos os seus livros são best sellers e mantêm-se nos tops de vendas durante meses. É a maior escritora inglesa de policiais, vende em média mais de 10 000 exemplares por semana e as suas histórias são frequentemente adaptadas para televisão. Os seus livros são os mais requisitados nas prisões e os mais roubados das livrarias. Martina Cole é publicada em 21 países e o seu grupo de fãs inclui o Príncipe Carlos. O segredo do seu sucesso é ser a única que escreve do ponto de vista do criminoso, e escreve tal como pensa. Os seus livros falam de crimes, drogas, violência, incesto, violações e prostituição e, ao contrário dos outros autores de policiais, Martina Cole conhece o mundo sobre o qual escreve porque já viveu nele e baseia-se nas experiências das pessoas que conhece. Com 20 anos começou a escrever um livro, mas o seu ritmo de vida obrigou-a a “arrumar” a ideia de escrever durante dez anos. Quando abriu a sua agência de enfermagem e se estabilizou, decidiu terminar o livro e enviá-lo a um agente que depois de o ler lhe telefonou a dizer: “Martina, prepare-se para ser uma estrela”.

A minha opinião:
Tal como nos outros livros que li desta autora, esta mais uma história que retrata uma família típica da estracto mais baixo da sociedade inglesa.
Uma pessoa tem de estar minimamente preparada para o que vai ler, pois esta não é uma leitura fácil. Muito pelo contrário! Lembro-me que no primeiro livro tive que parar de ler por diversas vezes, pois não aguentava continuar. Não é só a linguagem que nos arrepia, mas principalmente as próprias situações, pois apesar de ser ficção, sabemos que é um retrato fiel da realidade.
Apesar de tudo, conseguimos retirar uma lição destas histórias, destas vidas. Talvez seja por isso que os continue a ler... Agora, no entanto, acho que vou demorar um bom bocado até pegar num próximo.

(B.O.)

"Alma e os Mistérios da Vida" de Luisa Castel-Branco

Sinopse:
A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas da ditadura.
“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram”. Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Na pequena aldeia todos a olhavam, a menina especial como um ser estranho, rejeitada pelo povo e pela família, restava-lhe refugiar-se na Ti Efigénia, também ela isolada do resto das pessoas e considerada bruxa. Anos mais tarde a mãe de Alma, que a considerava uma inútil, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como a filha que Sofia não teve e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada. Alma vai estudar para Coimbra onde conhece os prazeres da vida académica, do sexo e Ricardo. Inesperadamente Sofia morre e Alma regressa a Lisboa. Para superar o desgosto muda-se para Paris, mas acaba por voltar à capital, reencontra Ricardo e, apesar do casamento deste, vivem uma relação proibida de onde nasce Pedro. Alma nunca revela a Ricardo que têm um filho, mas o destino encarrega-se de cruzar os caminhos de pai e filho.

A minha opinião:
Confesso que entrei nesta leitura um pouquinho de pé atrás. Numa altura em que "está na moda" figuras públicas lançarem livros, alguns deles com um défice de qualidade lastimável, foi com alguma desconfiança que peguei em "Alma e os Mistérios da Vida". Não fora a sua autora alguém que sempre me inspirou confiança e nem sequer lhe tinha dado hipótese.
Mas graças a Deus que o fiz! :)
Este livro é deveras uma maravilha!!!
Adorei a forma como está escrito. Impressionante a maneira como a autora consegue dividir a narração com uma das personagens.
A história é fantástica, faz-nos vibrar, faz-nos sorrir, faz-nos pensar, faz-nos chorar.
Saboreei esta leitura com muito prazer e fico ansiosamente à espera de outra publicação desta autora.
Muito obrigada Luísa Castel-Branco, pelas horas de puro prazer literário que são algo tão raro de encontrar a nível nacional!

Deixo aqui algumas passagens que são absolutamente deliciosas.

Pág. 50
(...) Porque a vida é apenas isto mesmo, um piscar dos olhos, o esvoaçar de um pássaro.
O amor quando vive numa casa, seja ela pobre ou rica, pega-se aos objectos, dá perfume aos sentimentos, dá doçura aos movimentos, ao passar dos anos. (...)

Pág. 55
(...) Perco-me no relato do que te quero contar, como se fizesse e desfizesse um bordado por engano no desenho.
Estou velha e cansada, e as memórias de uma vida inteira são tantas que as confundo, baralho, e salto de uma história de alguém para a de outra pessoa como as crianças quando saltitam nas pedras do charco ou brincam à macaca. Tanta coisa para te dizer, tanto para te contar.
Mas escrevo vagarosamente, o lápis risca a folha de linhas do caderno, cada vez com mais e mais força, conforme as horas vão passando. (...)

Pág. 63
(...)A minha querida mãe, que crescera envolta nos braços da morte e sobrevivera para contar, ensinara-me a amar as mais pequenas coisas, a vibrar com a cor de uma borboleta ou o pôr dp Sol no monte.
São estas pequenas coisas que edificam a alma de uma pessoa, como se de um castelo fosse. O amor é o cimento mais sólido para esta construção e ele dá-nos uma força superior a nós mesmos e à nossa circunstância.(...)


(E obrigada a ti, Bé, por esta oportunidade. Este é daqueles livrinhos que vou ter mesmo de comprar para a minha colecção pessoal! ;)

"As Regras da Sedução" de Madeline Hunter

Sinopse:
Hayden chega sem aviso e sem ser convidado – um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras…

A minha opinião:
Li este livrinho e 1 dia! E posso dizer que foi uma leitura fácil e agradável, com algumas surpresas pelo meio.
É uma história interessante com todos os ingredientes para tornar a sua leitura apetecível: romance, mistério e cenários bem imaginados (incluindo um guarda-roupa maravilhoso!)
Gostei bastante!

(Obrigada semidio por mais esta partilha!)

"A Coleccionadora de Ilusões" de Chris Bohjalian

Sinopse
Quando Laurel Estabrook é atacada durante um passeio de bicicleta pelas estradas secundárias do estado do Vermont, a sua vida muda por completo. Anteriormente expansiva, Laurel afasta-se, dedica-se à fotografia e começa a trabalhar num refúgio para os sem-abrigo. Aí conhece Bobbie Crocker, um doente mental com uma caixa de fotografias que não deixa ninguém ver. Quando Bobbie morre subitamente, Laurel descobre que ele afinal não mentira: antes de se tornar sem-abrigo, fora um fotógrafo bem-sucedido que trabalhara, de facto, com personalidades como Chuck Berry, Robert Frost e Eartha Kitt. O fascínio de Laurel pela vida de Bobbie começa a transformar-se numa obsessão, convencendo-se de que algumas das fotografias do idoso revelam um obscuro e bem escondido segredo de família. A sua busca da verdade vai afastá-la ainda mais da sua antiga vida e conduzi-la a um jogo do gato e do rato com perseguidores que afirmam quererem salvá-la. Neste arrebatador thriller literário, cheio de complexas e atraentes personagens, Chris Bohjalian conduz o leitor na sua mais intrigante, assombrosa e inesquecível viagem de sempre.

Críticas de imprensa

«Um cativante quebra-cabeças... Um número de trapézio para Bohjalian que consegue uma premissa arriscada e intrigante.» Publishers Weekly

«A Coleccionadora de Ilusões corre em direcção a uma conclusão mas, no fim, revela uma chocante reviravolta. Uma história, escrita de forma magistral, em cuja leitura vale a pena mergulhar.» Booklist

A minha opinião:
Desconcertante, é a palavra que me ocorre para descrever esta história, neste preciso momento em que terminei a leitura.
Não posso acrescentar muito mais sem revelar o enredo, mas posso dizer que valeu a pena.
De acrescentar que se inicialmente achei que por vezes o autor se perdia um pouco no seu raciocínio, ou pelo menos se alongava demasiado em determinados pontos, no final essa impressão foi completamente desfeita. Quem ler até ao fim perceberá porquê.

(Obrigada querida amiga semídio por mais esta partilha!)

"Diário de uma Mãe" de James Patterson

Sinopse:
Katie trabalha numa prestigiada editora em Nova Iorque quando conhece Matt, o homem perfeito em tudo o que ela tinha imaginado e que está à sua frente a pedir-lhe que ela publique o seu livro de contos. O amor entre os dois inevitavelmente acontece e uma vibrante relação é vivida ao longo de onze meses. Mas um dia, sem explicação, ele desaparece deixando apenas um diário, escrito por uma mulher chamada Suzanne. Recentemente mãe, Suzanne descrevia como conheceu o pai do seu filho Nicholas, quais as suas perspectivas de família e esperanças de casamento e como se sentia feliz em ter uma criança na vida dela. Ao ler este comovente documento Katie percebeu que o homem que a tinha acabado de deixar era o marido e o pai desta jovem família. Estranhamente surpreendida será que o seu amor resistirá ao choque?

Sobre o autor:
James Patterson cresceu em Newburg, New York, USA. Formou-se com louvor em Inglês e concluiu o seu mestrado, também com louvor.
Patterson é hoje um dos romancistas mais vendidos no mundo. A sua primeira obra, The Thomas Berryman Number, ganhou o Prémio Edgar para Melhor Primeira Obra de Mistério. O livro foi publicado em 1976, quando Patterson tinha apenas 27 anos, depois de ser rejeitado por mais de vinte editoras.
Desde então ele escreveu uma série de bestsellers, que incluem os nove livros onde aparece o detetive-psicólogo Alex Cross.
Um deles, Kiss the Girls (Beijos que matam), foi adaptado para o cinema com Morgan Freeman como Alex Cross, e foi um sucesso de bilheteira em 1997. O actor voltou a encarnar o detective-psicólogo novamente em 2001 em Along Came a Spider (A Conspiração da Aranha), mais um filme de sucesso.
"Diário de uma Mãe" é o seu primeiro romance.

A minha opinião:
Este é daqueles livros que não conseguimos pousar assim que o começamos a ler.
Acho que chorei compulsivamente durante os últimos três capítulos e limitava-me a limpar as lágrimas e a assoar-me para continuar a ler.
A história está escrita de uma forma muito envolvente, e é claro, qualquer pessoa que leia este livro não vai conseguir deixar de se emocionar.
É um livro lindíssimo, tocante e intenso.
Adorei.

(Ler aqui a minha passagem favorita)


(Obrigada RainhaClaudia e Betita por esta partilha maravilhosa!)

"Desencontros Virtuais" de Maria Eugénia Ponte

Sinopse:
À janela de um lar de idosos, Ana espera ansiosamente a chegada de João que prometera vir visitá-la. Recorda como há 30 anos atrás o conheceu quando navegava na Internet.
João conduz o seu carro ao longo de uma viagem através de uma estrada molhada pela chuva torrencial com a companhia do seu neto adormecido no banco de trás, e tal como Ana, recorda aquela profunda amizade de 30 anos.


A minha opinião:
Li-o durante a minha hora de almoço.
Gostei muito da forma como está escrito. Uma escrita límpida e clara, sem os subterfúgios que por vezes certos autores portugueses utilizam e que nos leva a perder o fio à meada. Com esta autora isso não acontece!
Em relação á história em si, bem confesso que achei as personagens algo inverosímeis, um pouco "perfeitos" demais. E além disso há 30 anos não havia net, como era possível aquela velhota de 75 anos ser uma informática reformada? lol Enfim, são apenas pequenos pormenores que tornam este romance numa história intemporal.
No entanto, devo dizer que consegui entender a química entre os dois. Consegui perceber o infeliz desencontro de 2 almas. Não consegui foi perceber porque ambos se dispuseram a prolongar um sofrimento que na verdade atingiu a mais pessoas que apenas a eles os dois.
Mariana (a mulher de João) tinha toda a razão em sentir ciúmes. Aquela amizade era muito mais que uma amizade e nunca deveria ter continuado a partir do momento que se ambos decidiram não assumir o seu amor.
Quem sabe Ana não teria encontrado alguém e João teria tido um melhor casamento com Mariana?
O final, foi realmente muito bem pensado e vistas as coisas, não poderia ter terminado de outra forma.
Resumindo, apesar da história não me agradar a 100% (fiquei um bocado frustrada com aquela Ana, confesso!) gostei muito de conhecer esta nova autora, Maria Eugénia Ponte, e fico à espera de uma próxima publicação! :)
(Muito obrigada GenaPonte por este empréstimo original!)

"Olhar nos Olhos" de Alice Peterson

Sinopse:
Kate tem uma vida absolutamente perfeita: é bonita, é dona de uma loja de roupas muito na moda e tem uma relação com um homem rico e bem sucedido. Mas também tem um segredo: uma irmã mais nova, Bells, que é muito diferente dela e não encaixa no mundo perfeito que ela criou para si própria. Quando os pais de Katie lhe dizem que precisam absolutamente de tirar umas férias sozinhos, ela vê-se forçada a receber a irmã no apartamento imaculado que partilha com Sam, o namorado. O problema é que Katie nunca disse a ninguém que tinha uma irmã porque Bells nasceu com uma deficiência e a sua relação com ela sempre se pautou por uma mistura de embaraço e ressentimento por o amor e a atenção da mãe sempre se terem dirigido prioritariamente à pequena e indefesa Bells. Acontece que Bells é tudo menos indefesa, e a primeira coisa que faz assim que se instala no apartamento é encher de posters foleiros do David Beckham as belas paredes brancas de Katie, ouvir Stevie Wonder no máximo do volume e meter conversa com desconhecidos no supermercado. A relação de Katie com Sam fica rapidamente abalada e as coisas tornam-se ainda mais difíceis quando Katie recebe notícias perturbadoras sobre a mãe. Mas, com a ajuda de Bells, Katie irá acabar por perceber que o amor verdadeiro tem muitas faces e que as aparências podem efectivamente ser muito enganadoras.
Um romance inteligente, divertido e reconfortante sobre a rivalidade entre irmãs, as relações familiares e a descoberta do verdadeiro significado do amor.

A minha opinião:
É uma história lindíssima que nos faz pôr em perspectiva a importância das pessoas na nossa vida.
Adorei.

(Obrigada linda Bé, por esta oportunidade!!)

"Para sempre, talvez" de Cecelia Ahern

Sinopse:
Rosie e Alex vivem em Dublin e conhecem-se desde a escola primária. Sempre se mantiveram amigos e passaram juntos por muitas experiências desde a gravidez, ao casamento e divórcio. Um dia a distância separa-os: Alex parte com os pais para os Estados Unidos e Rosie sente-se muito sozinha. Consciente de que iria encontrar a felicidade junto de Alex, planeia ir ter com ele a Boston mas o destino força-a a manter-se na Irlanda. Uma série de malentendidos e azares deixa-os afastados e quando finalmente se reencontram não sabem o que fazer com a atracção que esteve sempre presente. Contado inteiramente através de correspondência escrita desde emails a cartas é um romance subtil e encantador sobre as nuances da amizade e amor.

A minha opinião:
Uma leitura incrivelmente refrescante e deliciosa.
Tudo começa com os pequenos bilhetes trocados durante as aulas na Primária. É dessa forma que ficamos a conhecer Alex e Rosie, dois melhores amigos que estariam destinados a sê-lo por toda a vida. Através desses bilhetes, mais tarde cartas, emails, sms e conversas no messenger não só entre eles mas entre diversas pessoas, familiares e amigos de ambos, ficamos a saber da vida dos dois, que apesar de interligadas sofrem constantemente de um péssimo sentido de timing.
Não quero ser considerada "spoiler" por isso mais não conto, apenas quero salientar que esta leitura me deu um grande prazer e a forma como a história nos é apresentada é realmente diferente e engraçada.
Não quero no entanto que deixar aqui a ideia que esta é apenas (ou não) mais uma história de amor.
Tal como nos seus livros anteriores ("Se me pudesses ver agora" e "P.S. Amo-te"), Cecelia Ahern faz-nos pensar na vida que levamos, nas escolhas que fazemos e acima de tudo no facto de deixarmos de perseguir os nossos sonhos.
Deixo aqui uma passagem especial:

(...) É engraçado, mas quando somos miúdos, acreditamos que podemos ser aquilo que quisermos, ir para onde quisermos. Não há limites. Esperamos o inesperado, acreditamos na magia. Depois crescemos, e essa inocência é despedaçada. A realidade da vida intromete-se no nosso caminho e constatamos que não podemos ser tudo o que queríamos, que temos de contentar-nos com um pouco menos.
Por que é que deixamos de acreditar em nós mesmos? Porque é que deixamos os factos e números e tudo o resto que não sejam os sonhos governarem as nossas vidas? (...)

MUITO obrigada Betita por esta recomendação e oportunidade ;)