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"No Anexo" de Sharon Dogar

Não li “O Diário de Anne Frank” e sinto-o como uma grande falha no meu registo de leituras. Mas sinceramente, nunca consegui forçar-me a isso. O tema não é propriamente dos que mais me apelam, pois sei que essas histórias me levam sempre para lugares escuros que não gosto de visitar.
No entanto, de tempos a tempos, lá dou por mim a ler algo que toca no flagelo nazi. E apesar de tudo, leio. Leio porque é importante manter viva a memória do holocausto. Não deixar esquecer que o que um dia um homem mau sonhou, passado pouco tempo se tornou num pesadelo real. Não deixar esquecer, para que não volte a acontecer.
Daí o ter pegado neste livro.
“No Anexo” é um livro extraordinário.
Inspirado no “O Diário de Anne Frank” é na verdade uma narrativa imaginada sobre uma eventual história de amor entre Anne e um rapaz que coabitou com ela no anexo durante dois anos, Peter. É o colocar em palavras a ínfima esperança de que aqueles dois anos de cativeiro, medo e incertezas, tenham sido um pouco mais do que isso para aqueles dois jovens.
Mas este livro é também o relato provável, embora não confirmado, do que poderá ter acontecido àquelas oito pessoas depois de terem sido arrancadas do seu esconderijo. Apesar de toda a gente saber qual foi o seu fim…
Uma história para não esquecer.
Um livro a não perder.

Para mais informações sobre este livro pode consultar aqui ou no site da ASA.

Em destaque: "No Anexo" de Sharon Dogar

Como terá sido viver isolado com Anne Frank?
Apaixonar-se por ela e depois sofrer uma separação brutal?

Sharon Dogar traz-nos a incrível história do rapaz que amou Anne Frank, o livro "No Anexo".

Sinopse:
“Estou com medo. Com medo de cair e não conseguir parar. Com medo de nunca vir a fazer amor com uma rapariga. Com medo de ser cobarde. Com medo de estarmos encurralados. Com medo de podermos ser apanhados. Com medo de que seja o meu fantasma que ali está parado, à minha espera ao fundo das escadas. Que seja só isto – tudo o que resta da minha vida.”

Petervan Pels e a família estão escondidos com os Franks, e Peter vê tudo com um olhar diferente. Como será ser-se obrigado a viver com Anne Frank? Odiá-la e depois dar por si apaixonado por ela? Saber que se é tema do seu diário dia após dia? Como será ficar sentado à espera, olhar por uma janela enquanto outros morrem e desejar estar a combater?
O diário de Anne termina a 4 de Agosto de 1944, mas, nesta história imaginada, a experiência de Peter continua para além da traição e chega aos campos de extermínio nazis.
“Está aí alguém?”, pergunta ele. “Está alguém a ouvir?”
Nós devíamos estar.

Sobre a autora:
Sharon Dogar nasceu em Liverpool, no ano de 1962. É psicoterapeuta de crianças e vive em Oxford com a família. Descobriu o diário de Anne Frank quando era criança e, de novo mais recentemente, quando a filha começou a lê-lo.
Durante a pesquisa e a escrita deste livro, a autora passou várias horas a absorver a atmosfera do Anexo.
Este é o seu terceiro romance para jovens-adultos, que segue os títulos Waves (2007) e Falling (2009).

Sobre O Diário de Anne Frank:
O diário de Anne Frank, escrito entre 12 de Junho de 1942 e 1 de Agosto de 1944, durante a II Guerra Mundial, tem uma importância vital para a nossa história. Conta-nos com algum pormenor como foi viver escondido durante a ocupação nazi e “a limpeza na Holanda”.

O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX. No passado mês de Setembro foi lançado o Diário completo, uma nova edição que traz na íntegra o diário de Anne Frank, com todos os trechos que o seu pai cortou para a publicação de 1947, já tão conhecida e lida pelo grande público. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e da guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Anne Frank registou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. O seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa terna e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.

Eleanor Roosevelt descreveu-o como “um dos maiores e mais sábios comentários, sobre a guerra e o seu impacto no ser humano, que jamais li”.

Hillary Rodham Clinton, no seu discurso para os Humanitarian Awards em 1994, leu o diário de Anne Frank e relacionou-o com acontecimentos contemporâneos como os ocorridos em Sarajevo, Somália e Ruanda.

Sharon Dogar acredita que eles tiveram uma relação, que ele gostou dela … e você, quer formar uma opinião pessoal e voltar a reviver esta história?