ATENÇÃO! SPOILER ALERT!!
Elena é uma mulher de 63 anos que sofre de Parkinson. A sua única cuidadora é Rita, a sua filha. Um dia, Rita é encontrada enforcada no campanário da igreja. Elena não quer acreditar que Rita se tenha suicidado, embora todas as pistas, ou ausência de pistas contraditórias, indiquem isso mesmo. Ela acha que a filha nunca se aproximaria da igreja num dia de chuva (realmente nunca o tinha feito, pela ideia que, por haver aí um pára-raios, corria um grande risco de morrer eletrocutada se rebentasse uma trovoada). Mas, tal como o título indica, Elena sabe. Embora lute para que a polícia investigue mais, Elena sabe a razão e o desespero que levou Rita a cometer suicídio. E no fundo, o leitor acaba por ir assumindo que também sabe, à medida que vai avançando na história.
A escrita desta autora é maravilhosa. Adoro a forma como nos convida à interpretação do que lemos, mesmo que por vezes tenhamos de voltar atrás para reler o que acabámos de ler e captar o verdadeiro sentido. Continuo a gostar muitíssimo mais do outro livro de Claudia Piñeiro, mas vou ficar de olho em novas publicações.
