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"Naquele Tempo" de Nora Roberts & J.D. Robb

Sinopse:
Laine Tavish é dona de uma loja de antiguidades chamada Naquele Tempo. É uma mulher discreta e vive uma vida igualmente discreta numa pequena localidade de Mariland.Pelo menos, isso é o que toda a gente pensa. Na verdade, o seu nome é Elaine O'Hara e é filha de Big Jack O'Hara, um dos mais conhecidos bandidos do seu tempo.E o passado de Laine acaba de a encontrar... de uma forma bem dramática. O seu tio, há muito sumido, aparece de repente na sua loja, apenas para deixar um aviso misterioso antes de ser atropelado mortalmente na rua. Pouco depois, a casa dela é revirada por assaltantes. Agora cabe a Laine e a um homem deliciosamente misterioso chamado Max Gannon, descobrir quem anda atrás dela, e porquê. A resposta está num tesouro escondido, um tesouro que vai mudar não só a vida de Laine mas também a de futuras gerações.

J. D. Robb é um pseudónimo que a autora Nora Roberts utiliza para assinar as suas obras de cariz mais policial.

A minha opinião:
Ainda bem que a minha amiga Betita me aconselhou a ler o "Nudez Mortal" antes deste. Caso contrário ficava um bocado perdida na leitura da 2ª parte deste livro. É que a autora vai buscar as personagens desse livro (Eve Dallas e Roarke) para resolverem um mistério de há 50 anos atrás. Passo a explicar: a primeira parte do livro passa-se em 2000, e aborda um caso policial nas entrelinhas do romance em si. (Gostei bastante desta história, embora o cenário me tenha parecido muito familiar com um dos da Trilogia dos Sonhos). A segunda parte do livro passa-se em 2057, com os netos dos protagonistas da primeira parte, e onde entra a tal detective Eve Dallas. (Desta 2ª parte já não fiquei tão convencida... acho que no fundo, dois livros da NR seguidos, cansam um bocado.)

Obrigada Betita querida amiga por mais este empréstimo!

"O Penúltimo Sonho" de Ángela Becerra

Sinopse
1939 - Joan Dolgut e Soledad Urdaneta vivem intensamente o seu primeiro amor, num contexto em que tudo os separa: as classes sociais, os costumes da época, o dinheiro e, até, um oceano. A sua existência converte-se num sonho por cumprir, que termina no final das suas vidas, com um desenlace surpreendente.
Muitos anos depois, os filhos de Joan e Soledad encontram-se pela primeira vez. Os dois são chamados para identificar os corpos dos respectivos pais, que se suicidaram vestidos de noivos. Confrontados com a trágica despedida do casal, vão tentar descobrir o grande segredo que dominou a vida dos pais e os conduziu à morte. Entre os filhos vai desenvolver-se uma relação que abarca sentimentos inesperados, paixões por resolver, contradições, equívocos, espiritualidade e erotismo, narrados com uma intensidade única.
O Penúltimo Sonho é um hino aos sentimentos que prevalecem sobre os interesses, as regras e os costumes de cada época.
Prémio Azorín 2005 - Melhor romance colombiano do ano

Sobre a autora:
Ángela Becerra nasceu em Cali, Colômbia, onde estudou Comunicação Visual e Desenho Publicitário. Foi redactora e directora criativa de agências publicitárias de Cali e Bogotá até 1998. Nesse ano veio para Barcelona, onde foi, durante 13 anos, vice-presidente criativa de uma das agências mais importantes de Espanha.

Em 2000, abandona a carreira publicitária, distinguida com vários prémios internacionais, para viver em exclusivo a sua paixão: a escrita literária. No ano seguinte publica uma selecção de poemas, Alma Abierta. Segue-se o romance, De los amores negados (2004), que obteve o Prémio Latin Literary Award, da Feira do Livro de Chicago, tendo sido distinguido pela crítica e pelos leitores tanto em Espanha como na América Latina. A sua obra seguinte, O Penúltimo Sonho, recebeu o Prémio Azorín.

A minha opinião:
São poucas as histórias que me tocam da forma como esta me tocou.
Terminei a leitura deste livro há momentos, e sem ainda ter secado as lágrimas que escorreram pelo meu rosto, quis escrever estas palavras.
Que história maravilhosa, esta a de Joan, o pianista das ondas e de Soledad, a sua menina do ar. É a história de um amor que negado, consegue ultrapassar a distância, o tempo, as vicissitudes da vida, as contrariedades e os próprios corpos. É a história de um amor que se ultrapassa a si próprio e se transforma, renascendo.
Joan, Soledad, Andreu, Aurora, Borja e Mar, nomes que não quero esquecer e que são sem dúvida um hino ao AMOR.
Tenho de encontrar mais livros desta autora.
Na minha humilde escala de classificação de 0 a 5, dou-lhe um 6!


(Obrigada pelo empréstimo, querida Semídio. Esta leitura encheu-me a alma!)

"Dia da Mãe" de Patricia MacDonald

Sinopse:
É dentro de casa que se escondem os segredos. Portas a dentro, para lá da aparente calmaria dos dias.
Karen e Greg sempre viveram na pacata Bayland, em Massachusetts. Ali se conheceram, ali casaram, ali adoptaram Jenny. Uma harmonia que cedo se quebrará. O reaparecimento da mãe biológica da adolescente obriga Karen a enfrentar a dura verdade. Nada era como ela pensava, todos escondem alguma coisa.
Segredos e mentiras num ilustrado postal de falsa paz. Bayland é daqueles lugares em que nos imaginamos sem pressas, sem falsos amigos, sem falsas pretensões. Karen e Greg conhecem-se desde os tempos de liceu. A adopção de Jenny, agora uma adolescente, trouxe-lhes os problemas que qualquer casal tem de enfrentar mas, no todo, são uma família... feliz. A morte de uma jovem na cidade vem contudo anunciar uma violenta tempestade de mudança.
Quando, no Dia da Mãe, reaparece Linda Emery, a verdadeira mãe de Jenny, Karen percebe que nada voltará a ser como dantes. Ao mesmo tempo que Greg revela um negro segredo do seu passado, Linda aparece morta. E não faltam suspeitas. Parece afinal que todos tinham uma razão para a matar, que todos escondem uma qualquer mentira. Karen tudo terá de enfrentar. A revolta da filha, a traição do marido, a desilusão dos que julgava amigos.

Natural também ela de uma pequena cidade de província, Cape May, em Nova Jersey, Patricia MacDonald reafirma uma peculiar e negra imaginação. Nomeada para o Edgar Award com «Imperdoável», combina em o «Dia da Mãe» drama e suspense. Aos poucos as personagens vão-se revelando, aos poucos a aparente calma da província encobre diabólicas maquinações.

A minha opinião:
Um policial excelente! Não houve capítulo que não me deixasse com o coração apertado e com vontade de continuar a ler para desvendar toda a história.
Está escrito de uma forma clara que nos permite acompanhar o desenrolar da acção sem dúvidas sobre os seus personagens (coisa que me acontece com frequência nos livros da Mary Higgins Clark). A história está muito bem elaborada, sem erros de raciocínio e quase podemos dizer que "bem poderia ter acontecido".
Gostei imenso!

(Obrigada Lígia querida por mais este empréstimo e obrigada tb, Bé ;) pela dica!)

"Em Troca de um Coração" de Jodi Picoult

Sinopse:
Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho?
Com uma sensibilidade literária invulgar, Jodi Picoult conduz uma vez mais o leitor a uma encruzilhada moral. Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia?
Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o órgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha. Picoult hipnotiza o leitor com uma história de redenção, justiça, e amor.

A minha opinião:
Quando me cruzei pela primeira vez com este livro foi num email de lançamento da Webboom (agora Wook) e saltou-me logo à vista que a sinopse apresentada se resumia a uma única frase: "Realizava o desejo do seu inimigo para salvar a sua filha?"

A partir surgiram-me imensas conjecturas na minha mente e automaticamente, como mãe que sou, vi-me colocada do lado “correcto” da vedação. E não gostei disso, pois não era assim que queria entrar nesta leitura. Ideias preconcebidas não vão bem com os livros de Jodi Picoult – isso eu já aprendi.
Assim, quando recebi o livro como empréstimo e o tive nas minhas mãos, passei apenas uma breve vista de olhos pela verdadeira sinopse, pois não me queria influenciar ainda mais.
E ainda bem que o fiz, pois tal como na vida real, as coisas revelaram-se não ser assim tão lineares. Neste livro, a meu ver, não há um lado dos “bons” e um lado dos “maus”. Há vítimas e há assassinos. Mas nem sempre estão em lados opostos da vedação.

Jodi Picoult tem o dom de mexer com o nosso âmago quando entramos nas suas histórias. Sentimo-nos revoltados, desiludidos, enganados, tristes, e muitas vezes questionando o que é para tanta gente uma verdade indiscutível.
Neste livro ela aborda temas muito fortes, como a pena de morte, a religião e a doação de órgãos. Não é um livro fácil. Tive muitas vezes que andar para trás e reler capítulos inteiros para entender as coisas como deve de ser. Mas é um livro excelente e embora possa ser uma leitura capaz de chocar alguns, é também sem dúvida capaz de encantar outros.

Relativamente à pergunta inicial, a resposta nem poderia ser outra, que não sim. Que pai não salvaria o seu filho? E isto é para mim a mensagem mais importante do livro. O Amor. O amor daquela mãe pela sua filha. O amor daquela mãe pela outra filha. O amor que redime, que salva. O amor, pura e simplesmente.


(Obrigada Betita Amiga por mais este empréstimo!)

"Tim" de Colleen McCullough


Sinopse
Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

A minha opinião:
Esta autora é sem dúvida uma excelente contadora de histórias. Por muito que a história não nos agrade ou que não nos convença, a forma como está escrita cativa-nos a continuar e apenas nos damos por satisfeitos quando chegamos à última página.
Foi o que me aconteceu com esta história.
É uma história algo diferente do normal, propensa a escandalizar alguns e a tocar outros.
Confesso que fiquei a meio termo.
Não posso negar que a espiritualidade manifesta daquela relação era muito forte, o que a tornou aos meus olhos bastante comovente, mas na verdade o factor físico que se materializou mais tarde, veio a denegri-la um pouco.
Uma coisa é certa, se a personagem de Mary não me convenceu, a personagem de Tim tocou-me profundamente. Pessoas como ele são seres especiais, anjos disfarçados que entram nas nossas vidas e nos modificam. Quem já conheceu alguém assim, sabe do que falo. Só por ele e pelo evoluir da sua personalidade apoiado no amor "da sua Mary" este livro já valeu a pena.

(Obrigada Lígia por mais este empréstimo)
B.O.

"A Casa na Praia" de Anita Shreve

Sinopse:
Quando casou, Sydney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro. Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva à loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio. Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino prega-lhe uma partida, e o seu segundo marido morre subitamente no hospital onde trabalha. Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão na magnífica costa do New Hampshire. O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.

A minha opinião:
Neste romance voltamos a visitar a casa de um dos meus livros favoritos: "A Praia do Destino". De igual modo nos apercebemos que é também esta a casa onde nos cruzámos com "A Mulher do Piloto".
Foi uma surpresa bastante agradável voltar aquele local que tanto me maravilhou no primeiro livro.
A história, no entanto, nada tem a haver com as anteriores. É também uma história que fala de escolhas, de verdades, de mentiras e de destino. Acima de tudo de destino, que tantos acreditam estar traçado desde o momento que se nasce, e tantos outros juram sermos nós próprios os responsáveis por ele. Este é um livro que fala também de segundas oportunidades e recomeços. Acho que muitas vezes isso é o mais importante, o saber recomeçar.
Gosto da forma de escrever desta autora, pausada, reflectidamente. E este livro ela fá-lo de uma forma sublime.
Foi sem dúvida uma leitura muito boa.

(Obrigada Aviciada por mais este empréstimo!)

"Alma e os Mistérios da Vida" de Luisa Castel-Branco

Sinopse:
A história de uma mulher invulgar num país mergulhado nas trevas da ditadura.
“Na noite em que nasceste, madrugada adentro, coisas estranhas aconteceram”. Começa assim a história de Alma. Depois dessa madrugada o destino da criança de cabelos cor de fogo estava traçado. Na pequena aldeia todos a olhavam, a menina especial como um ser estranho, rejeitada pelo povo e pela família, restava-lhe refugiar-se na Ti Efigénia, também ela isolada do resto das pessoas e considerada bruxa. Anos mais tarde a mãe de Alma, que a considerava uma inútil, envia-a para Lisboa como criada de servir. Na casa de Dona Sofia a menina de cabelos cor de fogo é acolhida e educada como a filha que Sofia não teve e pela primeira vez Alma sente-se amada e desejada. Alma vai estudar para Coimbra onde conhece os prazeres da vida académica, do sexo e Ricardo. Inesperadamente Sofia morre e Alma regressa a Lisboa. Para superar o desgosto muda-se para Paris, mas acaba por voltar à capital, reencontra Ricardo e, apesar do casamento deste, vivem uma relação proibida de onde nasce Pedro. Alma nunca revela a Ricardo que têm um filho, mas o destino encarrega-se de cruzar os caminhos de pai e filho.

A minha opinião:
Confesso que entrei nesta leitura um pouquinho de pé atrás. Numa altura em que "está na moda" figuras públicas lançarem livros, alguns deles com um défice de qualidade lastimável, foi com alguma desconfiança que peguei em "Alma e os Mistérios da Vida". Não fora a sua autora alguém que sempre me inspirou confiança e nem sequer lhe tinha dado hipótese.
Mas graças a Deus que o fiz! :)
Este livro é deveras uma maravilha!!!
Adorei a forma como está escrito. Impressionante a maneira como a autora consegue dividir a narração com uma das personagens.
A história é fantástica, faz-nos vibrar, faz-nos sorrir, faz-nos pensar, faz-nos chorar.
Saboreei esta leitura com muito prazer e fico ansiosamente à espera de outra publicação desta autora.
Muito obrigada Luísa Castel-Branco, pelas horas de puro prazer literário que são algo tão raro de encontrar a nível nacional!

Deixo aqui algumas passagens que são absolutamente deliciosas.

Pág. 50
(...) Porque a vida é apenas isto mesmo, um piscar dos olhos, o esvoaçar de um pássaro.
O amor quando vive numa casa, seja ela pobre ou rica, pega-se aos objectos, dá perfume aos sentimentos, dá doçura aos movimentos, ao passar dos anos. (...)

Pág. 55
(...) Perco-me no relato do que te quero contar, como se fizesse e desfizesse um bordado por engano no desenho.
Estou velha e cansada, e as memórias de uma vida inteira são tantas que as confundo, baralho, e salto de uma história de alguém para a de outra pessoa como as crianças quando saltitam nas pedras do charco ou brincam à macaca. Tanta coisa para te dizer, tanto para te contar.
Mas escrevo vagarosamente, o lápis risca a folha de linhas do caderno, cada vez com mais e mais força, conforme as horas vão passando. (...)

Pág. 63
(...)A minha querida mãe, que crescera envolta nos braços da morte e sobrevivera para contar, ensinara-me a amar as mais pequenas coisas, a vibrar com a cor de uma borboleta ou o pôr dp Sol no monte.
São estas pequenas coisas que edificam a alma de uma pessoa, como se de um castelo fosse. O amor é o cimento mais sólido para esta construção e ele dá-nos uma força superior a nós mesmos e à nossa circunstância.(...)


(E obrigada a ti, Bé, por esta oportunidade. Este é daqueles livrinhos que vou ter mesmo de comprar para a minha colecção pessoal! ;)

"As Regras da Sedução" de Madeline Hunter

Sinopse:
Hayden chega sem aviso e sem ser convidado – um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras…

A minha opinião:
Li este livrinho e 1 dia! E posso dizer que foi uma leitura fácil e agradável, com algumas surpresas pelo meio.
É uma história interessante com todos os ingredientes para tornar a sua leitura apetecível: romance, mistério e cenários bem imaginados (incluindo um guarda-roupa maravilhoso!)
Gostei bastante!

(Obrigada semidio por mais esta partilha!)

"A Coleccionadora de Ilusões" de Chris Bohjalian

Sinopse
Quando Laurel Estabrook é atacada durante um passeio de bicicleta pelas estradas secundárias do estado do Vermont, a sua vida muda por completo. Anteriormente expansiva, Laurel afasta-se, dedica-se à fotografia e começa a trabalhar num refúgio para os sem-abrigo. Aí conhece Bobbie Crocker, um doente mental com uma caixa de fotografias que não deixa ninguém ver. Quando Bobbie morre subitamente, Laurel descobre que ele afinal não mentira: antes de se tornar sem-abrigo, fora um fotógrafo bem-sucedido que trabalhara, de facto, com personalidades como Chuck Berry, Robert Frost e Eartha Kitt. O fascínio de Laurel pela vida de Bobbie começa a transformar-se numa obsessão, convencendo-se de que algumas das fotografias do idoso revelam um obscuro e bem escondido segredo de família. A sua busca da verdade vai afastá-la ainda mais da sua antiga vida e conduzi-la a um jogo do gato e do rato com perseguidores que afirmam quererem salvá-la. Neste arrebatador thriller literário, cheio de complexas e atraentes personagens, Chris Bohjalian conduz o leitor na sua mais intrigante, assombrosa e inesquecível viagem de sempre.

Críticas de imprensa

«Um cativante quebra-cabeças... Um número de trapézio para Bohjalian que consegue uma premissa arriscada e intrigante.» Publishers Weekly

«A Coleccionadora de Ilusões corre em direcção a uma conclusão mas, no fim, revela uma chocante reviravolta. Uma história, escrita de forma magistral, em cuja leitura vale a pena mergulhar.» Booklist

A minha opinião:
Desconcertante, é a palavra que me ocorre para descrever esta história, neste preciso momento em que terminei a leitura.
Não posso acrescentar muito mais sem revelar o enredo, mas posso dizer que valeu a pena.
De acrescentar que se inicialmente achei que por vezes o autor se perdia um pouco no seu raciocínio, ou pelo menos se alongava demasiado em determinados pontos, no final essa impressão foi completamente desfeita. Quem ler até ao fim perceberá porquê.

(Obrigada querida amiga semídio por mais esta partilha!)

"Olhar nos Olhos" de Alice Peterson

Sinopse:
Kate tem uma vida absolutamente perfeita: é bonita, é dona de uma loja de roupas muito na moda e tem uma relação com um homem rico e bem sucedido. Mas também tem um segredo: uma irmã mais nova, Bells, que é muito diferente dela e não encaixa no mundo perfeito que ela criou para si própria. Quando os pais de Katie lhe dizem que precisam absolutamente de tirar umas férias sozinhos, ela vê-se forçada a receber a irmã no apartamento imaculado que partilha com Sam, o namorado. O problema é que Katie nunca disse a ninguém que tinha uma irmã porque Bells nasceu com uma deficiência e a sua relação com ela sempre se pautou por uma mistura de embaraço e ressentimento por o amor e a atenção da mãe sempre se terem dirigido prioritariamente à pequena e indefesa Bells. Acontece que Bells é tudo menos indefesa, e a primeira coisa que faz assim que se instala no apartamento é encher de posters foleiros do David Beckham as belas paredes brancas de Katie, ouvir Stevie Wonder no máximo do volume e meter conversa com desconhecidos no supermercado. A relação de Katie com Sam fica rapidamente abalada e as coisas tornam-se ainda mais difíceis quando Katie recebe notícias perturbadoras sobre a mãe. Mas, com a ajuda de Bells, Katie irá acabar por perceber que o amor verdadeiro tem muitas faces e que as aparências podem efectivamente ser muito enganadoras.
Um romance inteligente, divertido e reconfortante sobre a rivalidade entre irmãs, as relações familiares e a descoberta do verdadeiro significado do amor.

A minha opinião:
É uma história lindíssima que nos faz pôr em perspectiva a importância das pessoas na nossa vida.
Adorei.

(Obrigada linda Bé, por esta oportunidade!!)

"Para sempre, talvez" de Cecelia Ahern

Sinopse:
Rosie e Alex vivem em Dublin e conhecem-se desde a escola primária. Sempre se mantiveram amigos e passaram juntos por muitas experiências desde a gravidez, ao casamento e divórcio. Um dia a distância separa-os: Alex parte com os pais para os Estados Unidos e Rosie sente-se muito sozinha. Consciente de que iria encontrar a felicidade junto de Alex, planeia ir ter com ele a Boston mas o destino força-a a manter-se na Irlanda. Uma série de malentendidos e azares deixa-os afastados e quando finalmente se reencontram não sabem o que fazer com a atracção que esteve sempre presente. Contado inteiramente através de correspondência escrita desde emails a cartas é um romance subtil e encantador sobre as nuances da amizade e amor.

A minha opinião:
Uma leitura incrivelmente refrescante e deliciosa.
Tudo começa com os pequenos bilhetes trocados durante as aulas na Primária. É dessa forma que ficamos a conhecer Alex e Rosie, dois melhores amigos que estariam destinados a sê-lo por toda a vida. Através desses bilhetes, mais tarde cartas, emails, sms e conversas no messenger não só entre eles mas entre diversas pessoas, familiares e amigos de ambos, ficamos a saber da vida dos dois, que apesar de interligadas sofrem constantemente de um péssimo sentido de timing.
Não quero ser considerada "spoiler" por isso mais não conto, apenas quero salientar que esta leitura me deu um grande prazer e a forma como a história nos é apresentada é realmente diferente e engraçada.
Não quero no entanto que deixar aqui a ideia que esta é apenas (ou não) mais uma história de amor.
Tal como nos seus livros anteriores ("Se me pudesses ver agora" e "P.S. Amo-te"), Cecelia Ahern faz-nos pensar na vida que levamos, nas escolhas que fazemos e acima de tudo no facto de deixarmos de perseguir os nossos sonhos.
Deixo aqui uma passagem especial:

(...) É engraçado, mas quando somos miúdos, acreditamos que podemos ser aquilo que quisermos, ir para onde quisermos. Não há limites. Esperamos o inesperado, acreditamos na magia. Depois crescemos, e essa inocência é despedaçada. A realidade da vida intromete-se no nosso caminho e constatamos que não podemos ser tudo o que queríamos, que temos de contentar-nos com um pouco menos.
Por que é que deixamos de acreditar em nós mesmos? Porque é que deixamos os factos e números e tudo o resto que não sejam os sonhos governarem as nossas vidas? (...)

MUITO obrigada Betita por esta recomendação e oportunidade ;)

"O Contrário do Amor" de Julie Buxbaum

Sinopse:
Quando Emily Haxby, uma jovem e bem sucedida advogada de Manhattan, põe fim a uma relação aparentemente feliz no momento exacto em que o namorado se propõe pedi-la em casamento, não consegue explicar nem mesmo à sua melhor amiga a razão por que o fez. Algures por detrás do seu sentido de humor, do seu sucesso profissional e da sua independência, Emily sabe que o seu rompimento com Andrew tem menos a ver com ele e mais a ver com… ela. «Tu és o teu pior inimigo», diz-lhe Jess, a melhor amiga. «É como se tivesses prazer em sofrer.»
«As mulheres procuram histórias que reproduzam os desafios que enfrentam no amor, na carreira e na família. O romance de Julie Buxbaum reflecte estes conflitos com notável inteligência e graça, ao explorar esse tempo de incertezas de quem já atingiu a idade adulta mas que ainda não se sente como tal… Este seu primeiro romance vai certamente dar que falar… É um retrato realista e bem escrito de uma jovem à procura da realização.»

A minha opinião:
É sem dúvida uma história interessante e muito muito realista.
Gostei bastante da forma como Emily consegue quase auto-destruir-se e depois dar uma reviravolta à sua vida, percebendo que essa quase auto-destruição foi realmente necessária e importante para que se descobrisse a ela pópria.
Todos nós passamos por algo semlehante nas nossas vidas. Mais cedo ou mais tarde, de uma forma mais ou menos "violenta" somos obrigados a crescer, a abrir os olhos e a perceber que a vida não é assim tão complicada como inicialmente nos parece.
Há qualquer coisa de muito especial nesta história que nos força a ver as relações familiares de uma forma diferente, e nos faz pensar a sério no amor nas suas mais diversas formas.
No fim de ler este livro sorri, feliz, porque graças a Deus não hesitava um segundo em dar um dos meus rins ao maridão! ;)

(Obrigada querida Semídio por esta oportunidade de leitura!)

"Jogo de Mãos" de Nora Roberts

Sinopse:
Max Nouvelle é o patriarca de uma ilustre família de ilusionistas e ladrões de jóias, constituída por Lily – a sua companheira; Roxanne – a sua filha, tão linda quanto casmurra; e Luke – um rapaz que Max recolheu das ruas e que entretanto se transformou num homem muito interessante. No palco fazem números elaborados e, fora dele, assaltos ainda mais refinados. Durante muitos anos Roxanne e Luke deram-se como cão e gato mas agora, já adultos, descobrem que há entre eles algo que não esperavam. Mas é então que Luke, receoso que o seu passado manche a sua família adoptiva, é vítimade alguém que quer vingar-se dos Nouvelle. E vão ser precisos alguns anos em fuga antes que ele volte e, juntamente com Roxanne, dê o golpe mais audacioso das suas vidas.
Com Jogo de Mãos, Nora Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam e nada parece o que é.

A minha opinião:
Terminei ontem esta leitura!
É um livrinho mesmo ao estilo da Nora com um cenário verdadeiramente refrescante: uma família de mágicos / ilusionistas.
A história e o enredo estão bem enquadrados com o sua habitual pitada de paixão. Adorei o toque de mistério.
Só tive pena foi que não fossem revelados alguns truquezitos. lol
Acho também que merecia um título mais adequado. "Jogo de mãos" parece algo demasiado simples para o "glamour" que ela nos apresenta neste livro.
Gostei bastante!
(Obrigada Betita linda por mais este empréstimo!)

"Uma Aliança de Choque" de Amanda Quick

Sinopse:
Amanda Quick regressa com o seu novo e emocionante romance de mistério, em que apresenta uma aliança extraordinariamente compatível e incendiária entre Tobias March e a sua atraente companheira, Lavinia Lake.
Um convite para uma festa no campo, oferece uma solução perfeita para o mais irritante desafio com que ultimamente se deparavam: como fugir ao caos de Londres, em busca de um local retirado, longe das más-línguas e dos olhares curiosos.
Contudo, os planos dos amantes são arruinados, quando o primeiro interlúdio do fim-de-semana é interrompido pelo aparecimento de uma mulher espantosa, vinda do passado de Tobias.
A beleza de Aspasia Gray é tão assombrosa quanto a sua ligação com Tobias. O seu noivo, há muito falecido, era amigo deste, para além de ser um assassino excêntrico. A misteriosa natureza do laço que une Tobias e Aspasia incomoda Lavinia, principalmente porque o seu primeiro encontro com Aspasia tem lugar quando a encontra no quarto de Tobias... Aparentemente, Aspasia procura protecção - e consolo - depois de receber uma agoirenta mensagem que, misteriosamente, lhe recorda o pasado.
De súbito os obstáculos entre Tobias e Lavinia já não se limitam aos mexericos de Londres e tornam-se perigosos. Quando os acontecimentos no castelo surgerem que alguém quer imitar os métodos do assassino morto, a equipa formada por Tobias e Lavinia prossegue afanosamente a investigação, cujas pistas os levam das mais elegantes caçadas na alta sociedade e dos mais discretos esconderijos, para as ruelas sombrias de Londres. A intriga inflama-se a par da relação de ambos. Em breve, Lavinia terá de empregar todos os seus talentos para desorientar o meliante que tão indelicamente lhes interrompeu o rendez-vous. Depois ela e Tobias podem voltar a entregar-se aos seus prazeres...

A minha opinião:
Optei por ler este livrito agora, que me faltavam apenas 3 dias para ir de férias. É que a Amanda lê-se Quick! Lol
Bem, agora a sério, esta é uma autora que não me agrada nem desagrada. São livros que se lêem com facilidade, e as suas histórias apesar de bem temperadas com mistério, são talvez um pouco picantes demais para o meu gosto (há demasiadas cenas "com bolinha", se é que me faço entender). Este livro não fugiu à regra, mas leu-se bem.
Uma característica que me agradou foi a época em que se desenrola a acção. Gosto dos pormenores sobre a roupa e penteados. Permite-nos imaginar as cenas com exactidão.
Gostei. :)

(Obrigada afilhada aviciada por mais este empréstimo!)

"Xeque ao Rei" de Joanne Harris

Sinopse
Por detrás de uma fachada irrepreensível agitam-se segredos antigos…
Em St Oswald's - uma selecta escola secundária masculina do Norte de Inglaterra - um novo ano escolar acabou de começar, mas para os seus funcionários e alunos sopram ventos indesejados de mudança. Todo um universo de novas tecnologias e valores se tem vindo a impor e Roy Straitley, professor de Latim, excêntrico e já veterano na escola, sente-se excluído e, ainda que de forma relutante, capaz de contemplar a hipótese de se reformar. Mas, por detrás das pequenas rivalidades, disputas infantis e crises quotidianas da escola, agita-se algo mais sombrio. E um rancor, secreta e cuidadosamente alimentado durante treze anos, está prestes a eclodir.
Quem é o misterioso autor das cruéis partidas que estão a tornar-se gradualmente mais violentas – e talvez fatais?
E como pode um velho, já obscuro e meio-esquecido escândalo tornar-se na pedra que derrubará o gigante?


A minha opinião
Joanne Harris é uma das minhas autoras favoritas, mas verdade seja dita, alguns dos seus livros não são nada fáceis. Este foi um desses. Só mesmo a minha predilecção por ela é que me levou a não desistir. Entretanto, lá para o meio do livro, algo a modos que "despertou" e entrei na história, apreciando-a como deve de ser. A 2/3 do livro a reviravolta na história quase me fez recomeçar a leitura desde o principio e já não o consegui largar até o terminar.

É esta a "magia" de Joanne Harris, que já tinha testemunhado noutros livros dela como é o caso de "Na Corda Bamba".
Resumindo e concluindo, é um livro muito interessante!
Gostei bastante. :)

(Muito obrigada, querida Ligiafteixeira por mais este empréstimo!)

"A Fúria das Vinhas" de Francisco Moita Flores

Sinopse
Uma história emocionante passada nos socalcos do Douro no tempo em que se abriam as portas da ciência e do conhecimento.
Este romance recupera factos e histórias que Francisco Moita Flores não incluiu na série que escreveu para a RTP com o título A Ferreirinha. Narra a epopeia da luta contra a filoxera, uma praga que, na segunda metade do século XIX, ia destruindo definitivamente as vinhas do Douro. Na mesma altura em que, por toda a Europa, surgiam as primeiras técnicas e tentativas de criação de um método para a investigação criminal. Moita Flores criou um bacharel detective – Vespúcio Ortigão – que, na Régua, persegue um serial killer, confrontando-se com o medo, com as superstições, com as crenças do Portugal Antigo que, temente a Deus e ao Demónio, estremecia perante o flagelo da praga e dos crimes. É uma ficção, é certo, mas também um retalho de vida feita de muitos caminhos que a memória vai aconchegando conforme pode.

A minha opinião:
Um livro extraordinário! Ainda bem que o maridão insistiu para que o lesse. (conhece-me bem, não?)
Fiquei fascinada com esta história, não só por se passar numa região que eu muito prezo (e muito me diz) como também pela força dos seus personagens.
Antónia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, era uma força da natureza, característica tão comum nas mulheres daquelas paragens. :) Adorei conhecê-la.
Adorei conhecer também a evolução da Região Demarcada do Vinho do Porto, o nascer do Douro como nós o conhecemos, a construção da linha-férrea até ao Pocinho (uma viagem maravilhosa que tive o prazer de fazer sozinha aos meus 18 anos, mas do Pocinho ao Porto), o nascimento da ciência forense (Vespúcio Ortigão era um antepassado dos CSI’s!) e toda uma época de grandes revoluções.
Será que estou a ficar fã de romances históricos?
lol
Se sim, é graças à minha boa amiga Betita que este livro, entre tantos outros, me emprestou.

Sobre o autor:
Francisco Moita FloresFrancisco Moita Flores é um especialista na área da criminologia e tem escrito obras de grande sucesso quer em livro quer para televisão. A crítica considera-o um dos melhores argumentistas portugueses e algumas das suas séries são marcos de excelência da ficção portuguesa, como foi o caso d’A Ferreirinha.
Pese o facto de ter dedicado a sua vida ao estudo da violência, da polícia e à ficção, é a primeira vez que escreve um romance policial. A acção decorre no século XIX, nos primórdios da investigação criminal como hoje a conhecemos. Uma história emocionante ocorrida nas vinhas do Douro num tempo que abriu as portas da ciência e do conhecimento ao tempo que é o nosso presente.

(Obrigada Betita, querida amiga, por mais este empréstimo!)

"Caçadora de Imagens" de Deborah Copaken Kogan

Sinopse:
Acabada de sair da universidade, mas apaixonada pela fotografia, Deborah Copaken Kogan mudou-se para Paris, em 1988, onde foi bater à porta das agências, a pedir que lhe arranjassem trabalho como repórter fotográfica. Pouco tempo depois, partia, num camião, em direcção ao Afeganistão. Era a única mulher - e a única jornalista também - a integrar um grupo de mujaedines, os então rebeldes e auto-intitulados "guerreiros da liberdade". Viajou acompanhada de um jovem francês, bonito, mas perigosamente imprevisível.
A mistura da vida sentimental com o trabalho de fotojornalismo pontua o ritmo dos diferentes capítulos da viagem, que, além de ocorrerem em locais diferenciados e distantes, são "marcados" por homens diferentes.
Do Zimbabué à Roménia, da Rússia ao Haiti, Kogan conduz os seus leitores através de uma viagem que, alargada por uma década, é dominada por guerras, revoluções e sofrimento (a profissão de repórter a isso a obriga), onde as balas, as emboscadas e as minas se misturam com questões do foro pessoal, que vão do sexismo aos medos, à dor ou à "justificação" da própria guerra. Todos estes factos não impedem, no entanto, que, com inesperada frequência, se verifiquem situações hilariantes.

A minha opinião:
Não sou grande fã de autobiografias, no entanto, e como o tema tb me cativou, embarquei nesta leitura. E devo dizer, não me arrependo. Muito pelo contrário!
Gostei imenso de “conhecer” Deborah e ficar a saber do seu percurso como jovem profissional e como mulher.
Devo dizer que este relato é um pouco como as fotografias que qualquer bom fotojornalista tira: rude e crú. Houve partes que não consegui ler. Era demasiado forte. Mas a realidade É por vezes demasiado forte.
Gostei especialmente do último capítulo, onde ela reúne as suas conclusões de vida.
Deborah é, sem dúvida, uma mulher muito especial e sinto-me honrada por ter podido ler a história da sua vida.

(Obrigada Lilalopes por este empréstimo!)

"O Último Ano em Luanda" de Tiago Rebelo

Sinopse:

Em 1974 uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano.
É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada.
Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria.

A minha opinião:
Gostei muito.
É um romance histórico interessante, que retrata a relação de um casal durante o último e atribulado ano de Luanda na mão dos Portugueses. Fiquei a saber um pouco mais sobre esse período, o que me agradou.
Quanto ao autor, por pouco que não me ía desiludindo. ;) Não gosto da forma como termina os seus capítulos, com vaticínios sobre o que vai ou não acontecer. Acho que é um "vício" que ele tem de pôr de lado. De resto, gostei muito, e fico interessada em ler os outros livrinhos deste autor.

(Obrigada Betita por mais este empréstimo! :)

"O Jardim Encantado" de Sarah Addison Allen

Sinopse:
Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam... As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

A minha opinião:
Por vezes precisamos de um bocadinho de magia nas nossas vidas.E este é, sem dúvida, um livrinho maravilhoso e muito mágico!!! ;)Adorei! Era óptimo que se lembrassem de o transformar em filme.Esta história florida e fresca, é propícia a ser lida no Verão, naquelas tardes calmas de brisa suave à sombra de uma árvore. Uma macieira, por exemplo! ;)

(Obrigada querida ligiafteixeira por mais este empréstimo!)

"Nunca É Tarde para Recomeçar" e "A outra face do Amor" de Catherine Dunne

Sinopse:
Rose é uma mulher de quarenta e dois anos que vive para o marido e para os três filhos. Tem um casamento, aparentemente feliz, de vinte anos com Ben, um empresário de sucesso. Numa manhã como tantas outras, enquanto Rose prepara o pequeno-almoço para a família, Ben comunica-lhe que já não a ama e que a vai deixar. Durante algum tempo, a culpa, o desespero e a raiva dominam-na, mas Rose depara-se com a triste realidade: está sozinha, sem dinheiro e tem três filhos para sustentar. É então que a sua vida dá uma volta de 180º... "Nunca É Tarde para Recomeçar" é o diário lúcido e dramático da nova vida de Rose, que vai alternando em flashback com a vida passada, dos seus sonhos de juventude e ilusões românticas acerca do seu casamento. Uma história intensa e comovente marcada por um forte realismo, que regista os esforços de uma mulher para recomeçar.

Sinopse
A sequela do bestseller internacional "Nunca É Tarde Para Recomeçar" é agora publicada recuperando a história de Rose, abandonada pelo marido Ben, após vinte anos de casamento. Com a ajuda de uma boa rede de amigos, uma grande determinação e trabalho duro, Rose não só conseguiu sobreviver emocionalmente a uma perda tão profunda, como se tornou uma bem sucedida mulher de negócios. Um dia, a campainha da porta toca e para surpresa de todos Ben reaparece mostrando-se interessado em reatar a relação com os filhos e recuperar metade do património familiar que considera pertencer-lhe. Rose lutará com toda a perseverança para garantir a salvaguarda do seu legado, com a ajuda do contabilista Sam, por quem acabará por se apaixonar.

A minha opinião:
Li estes dois livros de uma assentada só!
É uma história bastante realista que retrata a realidade infeliz de tantos e tantos casamentos por todo o mundo. Rose, é uma mulher anulada, que sobrevive num casamento de 20 anos. De repente o seu mundo fica de pernas para o ar, mas corajosamente não desiste e encara cada dia como um novo desafio.

«Calma. Calma. A cada dia a sua pena.»
Gostei muito de a conhecer. É sem dúvida um bom exemplo para tantas mulheres.

Depois, como tantas vezes desejamos ao “conhecermos” personagens interessantes num livro, tive o prazer de saber o que aconteceu “depois”. E gostei muito de ver como ela evoluiu, tanto como pessoa, mulher, mãe, como profissionalmente.

No entanto, achei o 2º livro um pouco mais fraco que o primeiro, e não gostei muito da “pressa" com que a autora terminou a história. Mas no fundo, pode-se dizer que gostei, por ser a continuação da história.

(Um empréstimo da Wiccaa. Obrigada, linda!)