Desconfio sempre quando um livro anuncia grandes críticas...
«Para quê poupar nas palavras? É uma obra-prima absoluta.» afirma Richard Russo, considerado um dos maiores escritores contemporâneos da América; «Melhor Livro do Ano» anuncia a Esquire, uma revista masculina, fundada nos E.U.A. em 1932, e hoje publicada em diversos países do mundo; «Livro notável do ano» categoriza tanto o New York Times como o Washington Post, e finalmente, o New York Times Book Review, vaticina «Vão adorar este livro.»
É de ficar com um pé atrás, não?
Talvez não.
Garanto-vos que, neste caso específico, não.
"A Bela Americana" é realmente um romance notável, invulgar, tremendo.
Diferente de tudo o que já li, com um enredo fascinante, montado de forma original e peculiar, é um livro que dificilmente irei esquecer. A sinopse revela bastante (ler aqui) mas não nos diz a forma engenhosa como personagens reais, como Elizabeth Taylor e Richard Burton, são introduzidas como personagens ativas na história. Acreditem que não sabemos onde acaba a realidade e onde começa a ficção, de tal forma estão entrelaçados os laços entre personagens. Quase nos faz querer e crer que é na sua integra, uma história verídica.
Apaixonei-me pelas personagens principais. Pasquale, o jovem italiano sonhador, dono de um insólito hotel, ao qual eu mais classificaria como pensão e Dee Moray, a dita bela americana, que vai ali parar devido a uma série de percalços e cujo desaparecimento após alguns dias se vai transformar no elo de ligação entre todas as histórias e personagens que se seguem.
Foi uma leitura muito cativante, intensa e simultaneamente curiosa. Não consegui parar de ler até ao último capítulo. E menciono-o porque este é um capítulo que talvez eu não gostaria de ter lido. É um capítulo diferente de todo o resto do livro. Escrito à laia de conclusão, trás-nos de volta à realidade, a uma realidade de Hollywood, em que nada é o que parece e o que não devia parecer, até é.
É mesmo muito provavelmente, o melhor livro do ano.
Mostrar mensagens com a etiqueta Jess Walter. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jess Walter. Mostrar todas as mensagens
Em destaque: "A Bela Americana" de Jess Walter
Sinopse:
Pasquale é um italiano sonhador. Tem 20 anos, vive numa aldeia costeira no mar da Ligúria, é dono do hotel local. Está na praia no dia em que uma inesperada hóspede chega de barco. É uma americana alta, frágil, de uma beleza aparentemente banal. Vai caminhando hesitante pelo cais, aproxima-se, até que se vira e o olha de frente. E o seu rosto, visto no ângulo certo, é o rosto perfeito. E o momento, aquele momento - perceberá Pasquale mais tarde -, vai durar uma vida inteira. Desde a primeira página, percebemos que A Bela Americana é um romance invulgar. Porque nos dá a ler um diário perdido, de cortar o coração. Porque nos fala de um músico vergado ao álcool e desesperado por se reencontrar. Porque nos revela um Richard Burton torturado pelo amor de Elisabeth Taylor nas filmagens de Cleópatra. E porque todas essas personagens, tão imperfeitas, tão impossivelmente românticas, estão misteriosamente ligadas umas às outras. E todas elas existem apenas porque, um dia, a bela americana desapareceu sem deixar rasto. E porque um italiano sonhador, passado meio século, cruzou o Atlântico na esperança de a reencontrar. Jess Walter assina aqui o seu melhor romance até à data. Traduzido em 28 países, A Bela Americana foi incluído na selecção de Melhores Livros do Ano.
Sobre o autor:
Jess Walter escreveu oito livros, alguns dos quais chegaram ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. Foi finalista do National Book Award em 2006 e, no mesmo ano, finalista do prémio PEN Literary nas categorias de ficção e não ficção; recebeu, em 2005, o prémio Edgar Allan Poe. O seu trabalho está traduzido em 30 línguas e os seus contos foram publicados em várias publicações, como Best American Short Stories, Harpers e Esquire. O autor vive com a mulher e os três filhos na mesma casa onde cresceu, no estado de Washington.
Pasquale é um italiano sonhador. Tem 20 anos, vive numa aldeia costeira no mar da Ligúria, é dono do hotel local. Está na praia no dia em que uma inesperada hóspede chega de barco. É uma americana alta, frágil, de uma beleza aparentemente banal. Vai caminhando hesitante pelo cais, aproxima-se, até que se vira e o olha de frente. E o seu rosto, visto no ângulo certo, é o rosto perfeito. E o momento, aquele momento - perceberá Pasquale mais tarde -, vai durar uma vida inteira. Desde a primeira página, percebemos que A Bela Americana é um romance invulgar. Porque nos dá a ler um diário perdido, de cortar o coração. Porque nos fala de um músico vergado ao álcool e desesperado por se reencontrar. Porque nos revela um Richard Burton torturado pelo amor de Elisabeth Taylor nas filmagens de Cleópatra. E porque todas essas personagens, tão imperfeitas, tão impossivelmente românticas, estão misteriosamente ligadas umas às outras. E todas elas existem apenas porque, um dia, a bela americana desapareceu sem deixar rasto. E porque um italiano sonhador, passado meio século, cruzou o Atlântico na esperança de a reencontrar. Jess Walter assina aqui o seu melhor romance até à data. Traduzido em 28 países, A Bela Americana foi incluído na selecção de Melhores Livros do Ano.
Sobre o autor:
Jess Walter escreveu oito livros, alguns dos quais chegaram ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. Foi finalista do National Book Award em 2006 e, no mesmo ano, finalista do prémio PEN Literary nas categorias de ficção e não ficção; recebeu, em 2005, o prémio Edgar Allan Poe. O seu trabalho está traduzido em 30 línguas e os seus contos foram publicados em várias publicações, como Best American Short Stories, Harpers e Esquire. O autor vive com a mulher e os três filhos na mesma casa onde cresceu, no estado de Washington.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


