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Opinião: "O Último Comboio para a Liberdade" de Meg Waite Clayton


Comecei esta leitura com grande entusiasmo, pois o que nos é importante saber, para além da Segunda Grande Guerra no seu todo, são as histórias individuais, que dão cor à História. No fundo, cada árvore, ao invés da floresta.

O tema abordado é o Kindertransport (transporte de crianças), um movimento que surgiu na Europa, no início da Guerra, em que o objetivo principal era enviar as crianças judias para locais seguros, como a Inglaterra. O livro aborda a história de Geertruida Wijsmuller-Meijer, um membro ativo da Resistência Holandesa, mais conhecida por Tante Truus, que existiu mesmo e que conseguiu salvar  mais de 10.000 crianças judias.

Paralelamente, vamos acompanhando o drama de dois jovens:
- Stephan, filho de uma proeminente família judia de Viena, que se vê despojada do seu negócio e bens;
- Zophie, amiga de Stephan e filha de uma jornalista austríaca que se recusa a deixar de escrever sobre as atrocidades cometidas pelos alemães.

A cereja no topo do bolo é Adolf Eichmann, o encarregado de "limpar" a Alemanha de todos os judeus, que figura igualmente como personagem nesta história. Ele e o seu cão.

Foi interessante acompanhar a anexação da Áustria em 1938, e a campanha de reeducação levada a cabo por Hitler. É igualmente interessante o pormenor dedicado à Arte, e o que era considerado degenerado ou não pelos nazis. É um livro cheio de pormenores históricos interessantíssimos, e só por isso valeu a pena ler.

No entanto, tenho de ser sincera, não me conseguiu cativar o suficiente para fazer aquele "click". Talvez por estar à espera de uma história mais emocional e não tão factual, ou porque pura e simplesmente não foi a altura certa para o ler. De qualquer das formas é um livro que quero manter em estante. Um dia hei-de voltar a ele. Mas recomendo a quem é apaixonado pelo tema. É um livro mesmo muitíssimo interessante.

Em destaque: "O Último Comboio para a Liberdade" de Meg Waite Clayton

Sinopse:

Em 1936, para o adolescente de quinze anos Stephan Neuman, os nazis são apenas uns brutos barulhentos. Stephan faz parte de uma família judia conhecida de Viena e é um dramaturgo incipiente cujos cenários são as ruas da capital austríaca e até os seus esgotos intrincados. A sua melhor amiga é Žofie-Helene, uma rapariga cristã cuja mãe é a editora de um jornal antinazi. Contudo, a inocência livre de preocupações de ambos os adolescentes será devastada quando os nazis tomarem o controlo. 

Porém, há esperança na escuridão. A holandesa Truss Wijsmuller, mais conhecida como Tante Truss, faz parte da resistência e arrisca constantemente a sua vida para afastar as crianças judias do controlo nazi e levá-las para países dispostos a acolhê-las. Uma missão que se torna ainda mais complicada quando a Alemanha se apodera da Áustria, o Anschluss, já que, por toda a Europa, os países fecham as suas fronteiras ao número crescente de refugiados desesperados. No entanto, Tante Truss está decidida a salvar tantas crianças quantas seja capaz. 

Quando a Grã-Bretanha decide acolher um certo número de refugiados, terá de se atrever a aproximar-se de Adolf Eichmann (o homem que, anos depois, estará por trás da Solução Final), numa corrida contrarrelógio para salvar jovens como Stephan, o seu irmão mais novo, Walter, e Žofie-Helene. Para isso, terão de empreender uma viagem perigosa para um destino desconhecido no estrangeiro.

Críticas de Imprensa:

«Uma história absolutamente fascinante e maravilhosamente executada de amor, perda e heroísmo nos dias sombrios que antecederam a Segunda Guerra Mundial.» Kristin Hannah, autora dos best sellers do The New York Times O rouxinol e A grande solidão

«Que delícia é ler esta história brilhante sobre o Kindertransport. Um romance cheio de compaixão, esperança e amor. Obrigada, Meg Waite Clayton, por nos recordar o que acontece quando as boas pessoas se juntam contra o mal.» Heather Morris, autora de O tatuador de Auschwitz


Sobre a autora:
O Último Comboio para a Liberdade é o sétimo livro de Meg Waite Clayton, cujas muitas obras anteriores entraram nas listas dos mais vendidos do The New York TimesLos Angeles TimesThe Washington PostThe San Francisco Chronicle e Forbes. Licenciou-se em Direito na Universidade de Michigan e escreveu para a rádio pública, geralmente sobre os desafios que as mulheres têm de enfrentar.