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Em destaque: "A Ilha Onde Batem os Corações" de Laura Imai Messina


Uma amizade inesperada e uma viagem a uma remota e mágica ilha japonesa. Bem-vindos a Shinzo-on no Akaibu.

Sinopse: 
No Sudoeste do Japão, situa-se a pequena ilha de Teshima, um local remoto onde se encontra um edifício no qual estão catalogados os batimentos do coração de dezenas de milhares de pessoas.

Shuichi, um conhecido ilustrador de quarenta anos, com uma cicatriz marcada no peito, acaba de regressar à sua casa de infância numa cidade banhada pelo mar e rodeada de montanhas. Quando pensava estar sozinho com as suas memórias, Shuichi apercebe-se de uma misteriosa criança a rondar a casa. Kenta, um menino de oito anos que vive aventuras prodigiosas em absoluta solidão.

Com o passar dos dias, entre o ilustrador e o menino forma-se uma inesperada e extraordinária amizade que acabará por mudar as suas vidas para sempre. E que os levará a um lugar que bate ao ritmo do coração, falado em todas as línguas do mundo.

A Ilha Onde Batem os Corações é uma história sobre perda e esperança, dor e alegria, realidade e imaginação, e a promessa de cura e superação, graças às relações que construímos e redescobrimos.

Críticas de Imprensa:

«Cada página de "A ilha onde batem os corações" de Laura Imai Messina está cheia de palavras, sentimentos e sensações para recordar. Este é um romance sobre amizade que não conhece limites, sobre cuidar um do outro, sobre as relações entre adultos e crianças, sobre amar, respeitar e perdoar. Este é um romance que persegue a felicidade.» La Stampa

Sobre a autora:

Laura Imai Messina nasceu em Roma. Aos 23 anos, mudou-se para Tóquio, onde obteve um Doutoramento na Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio. É professora em algumas das universidades mais prestigiadas da capital japonesa. Depois de alguns romances publicados em Itália, O QUE CONTAMOS AO VENTO, baseado na existência real do Telefone do Vento, é a sua estreia internacional. Os direitos foram vendidos para mais de 20 países antes da sua publicação em Itália, onde vendeu mais de 30 000 exemplares e se manteve na lista de mais vendidos durante mais de 13 semanas.

Opinião: " O que Contamos ao Vento" de Laura Imai Messina

No nordeste do Japão, em Iwate, um homem instalou uma cabine telefónica no seu jardim. Dentro dela está um antigo telefone preto, que não está ligado a nenhuma rede, mas que leva as vozes no vento. Esse local existe e é necessário. Ali muitos vêm deixar as suas palavras ao vento para que as leve aos destinatários. Por todo o mundo replicam-se locais semelhantes, mas este foi o primeiro. Criado pela necessidade após o terrível evento que assolou o Japão a 11 de março de 2011 (sismo e tsunami de Tohoku), peregrinação para muitas pessoas que ali encontraram uma forma de "comunicaram" com os seus entes queridos. 

A autora deixa um pedido bem claro no seu livro. Este local não é um local de turismo. É um local sagrado, onde só deve ir quem dele precisa.

Através de uma simples e doce história, Laura Imai Messina, toca os nossos corações. O mote é que todos nós temos algo para dizer a quem já partiu. E é essa oportunidade que proporciona o telefone do vento. Na realidade não é este telefone, nem o local que são importantes. É a ideia que é importante. Todos nós temos alguém que perdemos. Não só para a morte. Por vezes amizades que se desfazem, amores que se desvanecem. E tantas vezes fica algo por dizer. O importante sabermos lidar com isso. Com as palavras que ficam para trás. Com a dor que não nos abandona. Com a saudade...

Pegando nesse local real, ao qual tanta gente já recorreu, a autora conta-nos a história de Yui, uma radialista, que perdeu a mãe e a filha no terrível terramoto / tsunami de 2011. Com as águas desse tsunami seguiu também a sua alegria de viver, e a sua vontade de estar neste mundo. Num dos programas que apresenta na rádio, ouve falar então desse local, e decide ir visitá-lo. Ali ela conhece Takeshi, um médico com uma filha de quatro anos, que emudeceu no dia em que a mãe morreu. Juntos eles enfrentam as suas perdas e criam uma estranha amizade que se vai fortalecendo ao longo dos tempos e das intempéries. 

Apesar de ficção, sabemos que é uma história que bem poderia ser real. Por isso não é uma história fácil. É uma história sobre a dor e a incapacidade de lidar com a perda. Mas é uma história intemporal e provavelmente bastante útil para quem se encontra numa situação similar. Fechada na sua dor, sem conseguir fazer chegar a sua voz a quem partiu.

Fico feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro. Fez-me bem. Perdi a minha mãe em 2020... 

Para além disso é um livro muitíssimo bem escrito, num tom doce e melancólico, e de alguma forma respeitando os modos do local onde se passa a ação, o Japão. Gostei mesmo muito. Apesar de triste, é sem dúvida lindíssimo.

Em destaque: "O que contamos ao vento" de Laura Imai Messina

Sinopse:

No lado íngreme de Kujira-yama, a Montanha da Baleia, existe um imenso jardim chamado Bell Gardia. No meio há uma cabine, dentro da qual repousa um telefone que não funciona, carregado de vozes sopradas ao vento. De todo o Japão, milhares de pessoas que perderam alguém passam por ali todos os anos e usam o telefone para falar com aqueles que já partiram.

Yui é uma jovem de trinta anos, e 11 de Março de 2011 é a data que a mudou para sempre. Naquele dia, o tsunami varreu o país onde mora, engoliu a sua mãe e a sua filha, tirou-lhe a alegria de estar no mundo. Ao saber, por acaso, daquele lugar surreal, Yui vai até Bell Gardia e conhece Takeshi, um médico que mora em Tóquio e tem uma filha de quatro anos, que emudeceu no dia em que a mãe morreu.

Quando Yui percebe que aquele lugar precioso corre o risco de ser arrasado por um furacão, decide enfrentar o vento, tanto aquele que sacode a Terra como o que levanta a voz de quem já não está presente.

Críticas da Imprensa:

«Uma história sobre a obstinada sobrevivência da esperança quando tudo o resto está perdido. Messina mostra-nos que, mesmo ante uma terrível tragédia, como um terramoto ou a perda de um filho, as pequenas coisas - uma chávena de chá, uma mão estendida - podem oferecer um caminho a seguir. O seu minimalismo meditativo transforma-o num notável haiku do coração humano.» The Times

«Contada delicadamente e com muito cuidado, esta parece uma história particularmente ressonante para estes dias.» Stylist

«Com a sua linguagem poética, este belo livro é uma pequena e tranquila história de amor e uma vasta e expansiva meditação sobre o luto e a perda.» Heat

Sobre a autora:
Laura Imai Messina nasceu em Roma. Aos 23 anos, mudou-se para Tóquio, onde obteve um Doutoramento na Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio. É professora em algumas das universidades mais prestigiadas da capital japonesa.

Depois de alguns romances publicados em Itália, O QUE CONTAMOS AO VENTO, baseado na existência real do Telefone do Vento, é a sua estreia internacional. Os direitos foram vendidos para mais de 20 países antes da sua publicação em Itália, onde vendeu mais de 30 000 exemplares e se manteve na lista de mais vendidos durante mais de 13 semanas.