Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras 2012. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras 2012. Mostrar todas as mensagens

"Casamento em Veneza" de Elizabeth Adler


Começo o ano 2013 com a opinião do último livro lido em 2012: “Casamento em Veneza” de Elizabeth Adler. Era um livro que já queria ter lido há algum tempo pois algumas amigas mo tinham recomendado como sendo um dos melhores desta autora, mas só agora chegou a sua vez. Obrigada, Quinta Essência!

Acho que li quase todos os livros de Elizabeth Adler e todos me conseguiram proporcionar umas belas horas de leitura. Esta autora tem uma escrita suave, sem grandes floreados e com excelentes descrições que nos transportam de imediato para o local onde se desenrola a ação. Digamos que é perita em fazer viajar os seus leitores. Com este livro regressei a Paris e revisitei Xangai, dando uma espreitadela rápida a uma exuberante Veneza por altura do Carnaval.

Como sempre, Elizabeth Adler conseguiu misturar mistério e romance, e prendeu-me à narrativa com as voltas e reviravoltas do enredo. Foi como se estivesse a ver um filme!
Encontrei também um grupo de personagens interessantíssimas e cativantes, que apenas também contribuíram para me envolver mais na história.

Em resumo, gostei imenso e sinceramente adorava que algum senhor de Hollywood prestasse atenção a esta autora britânica. ;)

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem a sua página no site da Quinta Essência.

"Diz-me Só a Verdade" de Luísa Castel-Branco


Gosto muito de ler autores portugueses. Acho que ler algo escrito originalmente na língua de Camões é um pouco diferente de ler algo que foi traduzido. Para além disso os nomes, os sítios, os costumes, e as maneiras de ser, são sempre mais familiares. Não concordam?
E na minha lista de autores portugueses favoritos consta a Luísa Castel-Branco. J

Apaixonei-me pela sua menina de cabelos vermelhos de nome “Alma”, encantei-me com a fabulosa fábula moderna do “Não Digas Nada a Ninguém”, rendi-me à escrita de Luísa Castel-Branco com “Para Ti”, um colar de pérolas em forma de textos plenos de emoção, e pura e simplesmente senti-me arrebatada com o “Em Nome do Filho”.
Era óbvio que não podia deixar de ler este seu novo livro.

“Diz-me Só a Verdade” aborda novamente a vida de uma mulher, que mesmo lutando contra as adversidades que a vida lhe lançou desde menina, acaba por abraçar o seu destino junto de alguém que também não lhe dá o valor devido. Mas muito mais que um simples romance, este livro é também uma crítica velada à sociedade dos nossos dias e à forma como muitos se comportam. Actual e um pouco controverso, “Diz-me Só a Verdade” é mais um livro de Luísa Castel-Branco que prima pela qualidade da escrita e pela boa organização de um enredo.

Para dizer a verdade, li-o num só dia. É assim que escreve Luísa, de uma forma fluida, cativante e envolvente. Ao leitor apenas resta sentar-se confortavelmente, talvez com uma chávena de chá na mão, relaxar e deliciar-se com mais uma belíssima história.


Para mais informações sobre este livro espreite aqui ou visite o site do Clube do Autor.


"Uma Morte Súbita" de J.K.Rowling


Uma vez que não sou grande adepta do fantástico, não li nenhum dos livros da saga Harry Potter (devo ser uma de poucas pessoas!) e por essa razão não conhecia a escrita da famosa J.K. Rowling. Mas nem por isso parti para esta leitura sem curiosidade e algumas expetativas.
E para dizer a verdade, não me desiludi! Nem relativamente à escrita de J.K. Rowling, que é extraordinária, nem relativamente à história, que está organizada de uma forma muito coerente e cativante, abordando diversos temas controversos e atuais, e nem mesmo relativamente ao cenário, pois a vila de Pagford revelou-se muito encantadora.
Menos encantadores ao que parece são os seus habitantes, mais propriamente o pequeno grupo eleito pela autora para se tornarem nas personagens principais duma história verdadeiramente macabra e muito verosímil. Adorei a forma como a autora conseguiu descrever cada uma delas, os seus pensamentos, sentimentos, atitudes, e até a maneira de falar! E a maneira como as colocou a interagirem umas com as outras é absolutamente fantástica. É quase como J.K. Rowling tivesse pegado numa série de fotografias da pequena vila de Pagford e dos seus habitantes, e as desmanchasse, transformando-as num mega-puzle para o leitor organizar.
São vidas enredadas noutras vidas e segredos por revelar que subitamente são expostos, expondo simultaneamente a fragilidade do ser humano e das suas relações. São personagens que têm tanto de verosímil como de vulnerável, umas com personalidades fortes, outras fracas, mas todas a contribuir para um imenso painel de situações, similares à realidade com que nos deparamos no dia-a-dia.

Gostei imenso deste livro e fico, agora sim, com grandes expetativas, a aguardar o próximo romance da autora.

P.S. Acho que a BBC já pegou no livro e vai adaptá-lo numa série televisiva!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem a página do livro no site da Presença!

"A Sua Última Duquesa" de Gabrielle Kimm


Confesso que apesar de curiosa, também estava com um certo receio sobre este livro. É que por vezes, alguns autores de romances históricos ao dar primazia os factos históricos acabam por tornar a narrativa um pouco maçuda. Mas felizmente não foi o caso. Bem pelo contrário! Apesar de estar bem apoiada em factos históricos, a história com que nos brinda Gabrielle Kimm é extraordinária. Os pormenores relativos à época em questão, as diversas formas de vida, o vestuário, a decoração com pinturas e sobretudo com frescos, que estavam muito na moda na Itália do séc. XVI, tudo contribui para engrandecer uma história de amor e ódio, paixão e traição, mistério e suspense.

É fabulosa a forma como a autora pega num simples poema (ou monólogo) de Robert Browning, "My Last Duchess“ e cria uma história em roda de Lucrécia de Médici, cujo desaparecimento é ainda hoje um mistério sem explicação. Lucrécia, uma jovem de 16 anos é entregue pela sua família numa partilha de interesses com o Duque Afonso d´Este. A sua inocência e graciosidade encantam o leitor, ao mesmo tempo que nos arrasta para o turbilhão de emoções que rodeia o seu recente casamento e novo lar em Ferrara que se revela ser longe de idílico.

Este romance faz lembrar de alguma forma os romances trágicos tão comuns na Inglaterra do séc. XIX, no entanto o desenvolvimento da própria história acaba por o tornar numa obra onde prima o suspense, a par e passo com o romance, e que torna a sua leitura muito cativante.
Adorei!


Para mais informações sobre este livro espreite aqui ou visite o site da Planeta.

"Noite de Reis" de Trisha Ashley

Não sei se já alguma vez leram Rosamunde Pilcher ou Maeve Binchy, mas são duas autoras cujas obras me encantaram e que infelizmente já não estão entre nós para nos brindar com novas publicações.
De entre as várias preciosidades que nos deixaram encontram-se, entre os meus livros favoritos, Os Apanhadores de Conchas, da primeira, e De Alma e Coração, da segunda. A meu ver, ambas tinham o dom de descrever o dia a dia das suas personagens sem nos aborrecer ou enfastiar. Coisas simples como cozinhar, preparar um chá ou arrumar uma casa eram incorporadas na história com uma naturalidade tal que nos fazia sentir dentro da própria.

De Trisha Ashley ainda não tinha lido nenhum livro e foi por essa razão uma agradável surpresa quando encontrei o mesmo género de escrita, afável e reconfortante, dentro do mesmo género de história, envolvente e cativante.
A meu ver a história está mesmo muito bem conseguida e nenhum dos pontos principais que enriquecem uma boa história foram descurados. Temos um bom leque de personagens - família (muitos membros familiares!) e amigos - cada um com os seus dramas e problemas mas sempre bem temperados com uma dose de boa disposição; temos uma história do passado que se intromete no presente; temos um romance em lume brando; e temos um cenário natalício, cheio de neve e muito, muito frio.

Gostei imenso desta leitura, que me trouxe calma, tranquilidade e simultaneamente boa disposição. Ah, e algum apetite, pois os pratos principais que foram cozinhados durante aquelas duas semanas também têm destaque no fim, na forma de generosas receitas. ;)
Foi sem dúvida uma admirável entrada na quadra natalícia e é um livro que recomendo vivamente. Uma leitura apetecível para estes dias frios em que só nos apetece ficar no sofá embrulhadas numa manta quentinha, tendo como música de fundo a chuva a cair lá fora.

E Feliz Natal para todos! :)

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site da Quinta Essência.

P.S. Entretanto já arranjei o anterior livro desta autora - Desejos de Chocolate. Estou mesmo a ver que vai ser uma perdição! lol

"O Fotógrafo da Madeira" de António Breda Carvalho


“O Fotógrafo da Madeira” de António Breda Carvalho é um livro que não pode passar despercebido no círculo de leitores portugueses. Porque na verdade um bom livro é aquele que nos espevita a curiosidade, nos ensina e ao mesmo tempo nos conquista a alma. E esta foi realmente uma leitura que me conquistou em absoluto.

Apesar do aviso do autor no inicio, a realidade mistura-se com a ficção, e chegamos ao final com a esperança de que as personagens de papel tenham sido inspiradas em personagens reais. O percurso de Afonso Elias Ayres Drummond e a postura com que é apresentado não pode ser apenas fruto da imaginação. Uma personagem tão extraordinária deverá ter sido certamente inspirada em dois ou três personagens reais. Pessoas com ideais mais altos que lutaram em prole de um povo e influenciaram o modo de pensar de uma população. Quero acreditar nisso!

António Breda Carvalho faz parecer que escrever é simples. Cativa-nos com a sua forma de escrever e com a maneira como envolve o leitor. Julgo que a grande riqueza deste livro é mesmo essa, a facilidade com que entramos na história e naquela época. O autor entrelaça a história da Madeira com o desenrolar de um romance, à partida condenado pela diferença social.
Adorei cada pedacinho deste romance ao mesmo tempo que relembrava o que aprendi na escola e com outras leituras sobre a História de Portugal.
Tenho apenas um ponto a apontar: a rapidez com que se deu o desfecho, que apesar de tudo o sabíamos como sendo a única solução.

Não obstante, foi uma leitura extremamente interessante, com a qual aprendi imenso e me fez pensar que a actual realidade política e social apenas reflete o passado.
Recomendo!

Para mais informações espreite aqui ou visite o blog da Oficina do Livro.

"O Livro dos Perfumes Perdidos" de M.J. Rose

Na contra capa deste livro, vem mencionado o seguinte.

“O Livro dos Perfumes Perdidos” combina a atracão sensual de “O Perfume” com a beleza de “A Mulher do Viajante no Tempo” apresentando uma história envolvente e inspirada em factos históricos.

Ora, um dos meus livros favoritos de sempre é “O Perfume” de Patrick Suskind. Para além disso também vi há pouco tempo o filme “A Mulher do Viajante do Tempo” e gostei imenso. Era óbvio que eu tinha de ler este livro.
E realmente, que livro absolutamente fabuloso!
Trata-se de uma história que envolve dois temas-base verdadeiramente fascinantes: a história da arte da perfumaria, desde os tempos de Cleópatra, e a reencarnação. Gosto imenso de perfumes e tenho um olfacto relativamente bom, pelo que foi extraordinária fazer esta viagem pelo mundo dos perfumistas. Por outro lado também me agrada ler histórias que envolvam a ideia de reencarnação. Normalmente contribuem para enredos fascinantes e faz-nos sempre pensar “e se”, não concordam?

Adorei esta leitura. Foi realmente muito interessante e surpreendente!
É um livro com imensa ação, cuja leitura se torna rápida e efervescente. E para isso muito contribui a forma como está escrito. Saltitando entre personagens, em capítulos curtos, a autora vai criando um crescendo de suspense que culmina nos últimos capítulos onde todas os personagens acabam por se encontrar.
M.J. Rose revelou-se uma autora verdadeiramente interessante. Leiam a sua pequena biografia e convençam-se que esta é uma leitura que não vão querer deixar passar!

Para mais informações sobre o livro ou a autora espreitem aqui ou visitem o site do Clube do Autor.

"Os Que Vieram de África" de Rita Garcia


Nasci no início dos anos 70 e desde muito cedo que percebi que a palavra “retornado” tinha uma conotação algo negativa. Não entendia muito bem porquê, mas assim o era quando eu era menina.
Quando as coisas em Angola começaram a sair fora de controlo e a violência contra os portugueses começou a agravar-se, iniciou-se um êxodo rumo a Portugal nunca antes visto. Cerca de meio milhão de portugueses regressava a casa. Para muitos deles nem sequer se tratava de um “regressar” propriamente dito, pois nunca haviam cá estado, tendo nascido lá, na terra do sol e do mar.
Como sempre tive muita curiosidade sobre esta época, para mim ler um livro sobre este tema é mais uma peça do puzzle que talvez consiga encaixar. E com este livro de Rita Garcia, julgo que sim.

A década de 70 foi uma década em que tudo mudou para muita gente. E não só para os que vieram de África – retornados/refugiados. Foi uma época em que tudo mudou e em que, quer quiséssemos quer não, os que viviam no Portugal continental, acabaram por ser influenciados pela maneira de ser e de estar dos portugueses/angolanos.
O drama de tantas famílias não pode passar pela história sem ao menos um reconhecimento. A verdade é que se houve uns quantos que beneficiaram da independência das colónias, muitos outros viram uma vida de trabalho deitada ao ar em breves instantes. A alguns valeu-lhes as famílias que cá os esperava, outros tiveram menos sorte. O certo é que o termo “retornado” também trás uma conotação negativa para os que empregavam essa palavra.

Este livro de Rita Garcia foi mesmo muito esclarecedor. A autora não despiu a sua pele de jornalista e o resultado foi um livro muito equilibrado e bem elaborado. Nele encontramos histórias de pessoas reais, obtidas em entrevistas, intercalados com relatos factuais, aos quais a jornalista conseguiu imprimir um timbre extraordinário, não cedendo lugar à monotonia que por vezes se encontram em obras do género.

Um livro muito bom! A não perder.


Para mais informações sobre este livro, espreite aqui ou visite o site da Oficina do Livro.

"Nas Asas da Memória" de Sarah Sundin

Se eu tivesse de elaborar uma lista com os livros que gostaria de ver transformados em filme, “Nas Asas da Memória” seria definitivamente um deles! Este e o primeiro da saga. E aposto que o terceiro, cuja publicação não deve tardar muito, também lá iria ter o seu lugar.
É que realmente, embora tenha um amigo que discorda (lol), amor e guerra combinam muito bem! Então quando as personagens principais são enfermeiras do exército e aviadores… bem, o romance está definitivamente no ar. ;)

Mais uma vez, tal como me aconteceu com a leitura do “Nas Asas do Amor”, adorei andar dentro de uma Fortaleza voadora a disparar bombas contra os nazis e acompanhei com grande entusiasmo as vitórias dos aliados. Depois, aprender sobre o lado feminino da guerra, foi realmente a cereja no topo do bolo. Se eu tivesse vivido naquela altura não sei se tinha a coragem que aquelas mulheres tiveram. Não só levavam a cabo um trabalho já por si difícil, o da enfermagem, como o faziam com a maior dignidade nas condições mais absurdas. Uma raça de mulheres intrépidas, indomáveis e corajosas, que ajudaram a vencer uma guerra.

Sarah Sundin fez um excelente trabalho de pesquisa e conseguiu incorporar neste belo romance uma série de factos históricos que o enriquecem. Simultaneamente envolve-nos com o desenrolar de um romance atribulado, ameaçado por um segredo do passado que teima em não desaparecer.
É sem dúvida um daqueles livros que nos tiram o fôlego. E eu adorei lê-lo.
Fico ansiosamente à espera do terceiro livro desta saga.
Quer-me parecer que não foi a última vez que ouvi falar da família Novak! ;)

Para mais informações sobre este livro, espreitem aqui ou visitem o site da Quinta Essência.


"A Lista da Nossa Mãe" de St John Greene

Não gosto de histórias verídicas que sejam lamechas. Que nos façam sentir pior do que por vezes nos sentimos. Que nos mostrem como temos tanta sorte quando outros nem por isso. Não gosto. Não aprecio. Não quero ler. Por isso me senti um pouco em dúvida quando ponderei ler este livro. Mas a última frase da sinopse fez-me decidir avançar com esta leitura:

«Este  livro é o relato comovedor de como a lista de Kate ajudou a família a ultrapassar a dor e a construir uma nova vida, mantendo a mãe sempre viva na memória»

Eu gosto de listas. Normalmente são apenas mentais, mas gosto de me sentir organizada, orientada. E acredito perfeitamente que esta lista tão especial que Kate escreveu para a sua família, nomeadamente para o seu marido, ajudou-o, sem dúvida, a orientar-se, a reoganizar-se numa altura em que o tapete lhe foi tirado debaixo dos pés.
Como mãe e como esposa, só consigo imaginar como deve ter sido difícil àquela mãe escrever uma lista assim. Mas de algum modo, consigo também entender como lhe trouxe algum conforto ao saber o que estava a fazer.
Kate parece-me ter sido uma mulher fabulosa, tanto na vida quanto na morte, e o facto de ter conseguido ajudar a sua família para lá do adeus só me prova que o ser humano quando quer, quando precisa, consegue feitos extraordinários.

Um livro que é uma verdadeira inspiração e que me aqueceu o meu coração.  E que também me lembrou como é importante criarmos recordações, passar momentos magníficos com a nossa família e acima de tudo fazer listas e lembretes sobre as coisas que são realmente importantes e que devemos completar enquanto podemos. (Ah e não foi uma leitura nada lamechas, acreditem!)
Uma excelente prenda de Natal para qualquer mãe. :)

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site da Vogais.

"Um Casamento no Natal" de James Patterson e Richard DiLallo

Quando um autor é bom num determinado género de livros, isso não significa que também seja bom a escrever outro género de livros. No entanto, James Patterson, para além de ser o mestre que é no género policial e thriller, continua a marcar pontos neste género, o romance.
Nunca são livros monótonos, e tem lá sempre a sua assinatura habitual, o suspense, embora no caso deste "Um Casamento no Natal" o suspense não é o mesmo normalmente associado aos thrillers... é um suspense mais divertido. ;) 
Ao longo de todo o livro, o leitor é cativado pela curiosidade em descobrir qual dos três potenciais noivos de Gaby Summerhill vai ser o escolhido para casar com ela. Simultaneamente, vamos desvendando a vida dos quatro filhos de Gaby, todos adultos e com as suas diferentes maneiras de ser, modos de vida e os seus problemas.
O mais interessante é como todos se encaixam e conseguem fazer sobressair o Amor que une aquela família. 
Na verdade, e por ser uma história que se desenrola no Natal (o casamento está marcado para o dia 25), acaba por ser uma história algo natalícia. E num ano em que as finanças estão magras, e toda a gente treme com o que pode acontecer no próximo, este livro torna-se mais rico por nos lembrar o que é realmente importante, a cola que nos une uns aos outros, e dar mais valor ao Amor que partilhamos com a nossa família e amigos.

Uma leitura perfeita para dias chuvosos friorentos, acompanhada de uma fumegante chávena de chá, com travo a maçã e canela. ;) Já cheira a Natal!

"Um Dia Naquele Inverno" de Sveva Casati Modignani

Depois de finalmente conhecer pessoalmente uma das autoras que mais admiro, foi com duplo prazer que completei a leitura deste seu "Um Dia Naquele Inverno".

Sveva é exímia a envolver os seus leitores no enredo das histórias que nos conta. Sinto-me sempre como se estivesse a ouvir a minha mãe a contar-me histórias dos meus familiares mais antigos, aqueles que não conheci mas que tornaram a nossa família no que é hoje.
Os saltos temporais, tão naturais, para contar como se iniciou uma relação, ou a infância de uma das suas personagens, são absolutamente magníficos. Perfeitos. O verdadeiro segredo, julgo eu, desse fascínio que ela nos cria ao contar a história de uma família ao longo dos tempos.

As personagens femininas são sempre as personagens principais (excepto em Mister Gregory), mas neste livro conseguimos também encontrar a seu lado homens fascinantes e inteligentes. Com personalidades fortes, perspicazes e encantadoras, as suas personagens são sem dúvida uma verdadeira inspiração para quem as lê. 

Mais uma vez neste "Um Dia Naquele Inverno", Sveva prova que é realmente a grande senhora do romance italiano, e é com pena que cheguei ao fim da saga da família Cantoni.
Fico ansiosamente à espera de uma nova publicação!

Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar o site da Porto Editora.

"Delícias da Nigella" de Nigella Lawson


Uma das coisas que mais aprecio quando sigo uma receita é a simplicidade e a clareza com que ela está descrita. Com a Nigella sei que posso contar com uma receita descomplicada, original e perfeita.
Já tenho feito algumas experiências - que por sinal têm corrido muitíssimo bem! ;) - com base no seu programa televisivo. Agora chegou a hora de ver como está compilado o livro.

A receita escolhida foi do Bolo de Chocolate e Natas para a sobremesa de um jantar de amigos no sábado. Não tinha muito tempo e a receita parecia-me mesmo simples de fazer. E ao mesmo tempo diferente: um bolo sem farinha!!

A conceção foi super simples (e deliciosa). O único problema foram os penetras, sempre a tentarem meter o dedo para "provar". lol
A conjugação entre o doce e o amargo não foi apreciada por todos os convivas, mas acho que o problema foi erro meu, pois o bolo devia ter estado mais algum tempo no frigorífico para estar mesmo muito fresquinho e não estava. No dia seguinte, acreditem, estava mesmo uma delícia. À Nigella!!

Cá em casa já andámos a namorar outras receitas e temos ali algumas experiências que queremos experimentar, tipo um Caril Tailandês de Abóbora-Menina e Marisco e também um Guisado Aromático de Perna de Borrego. Em relação a doces... bem, há mais um Bolo de Chocolate com Cobertura que me parece delicioso e também uma receita de Leite-Creme. Enfim, imenso por onde escolher!

Deixo-vos a foto do resultado final do Bolo de Chocolate e Natas que fiz. Não ficou exatamente como na fotografia do livro, mas não está mau para uma primeira vez, pois não?





Para mais informações sobre este livro podem espreitar o site da Civilização. Aqui.


"A Princesa do Corgo" de Emílio Miranda


Costumo a dizer que não sou uma aficionada de livros históricos (embora muitas vezes me tenham provado que não é bem assim! lol), mas a verdade é que gosto de intercalar um ou outro deste género nas minhas leituras. Quando o livro aborda a história de Portugal e ainda por cima o autor escreve na língua de Camões, para mim é ouro sobre azul.

Na verdade, acho que nunca li um livro como este, que me levou a viajar até à época de D. Dinis e à forma como o comum dos mortais vivia nesses tempos. A influência da Igreja, o abuso do poder por parte da nobreza, a fome e as dificuldades pelas quais passava o povo. As personagens são fascinantes por soarem tão reais e por se tornarem tão “nossas”. Adorei a forma como o autor incorpora os pensamentos, moralidade e convicções de cada uma delas na narrativa. Lindo!
Mas na realidade, o mais fascinante deste livro, e que a meu ver merece todo o crédito e destaque, é percebermos como era construída uma vila em Portugal naquela época. Pedra a pedra, cada muralha, cada edifício, construídos com suor e sangue e extrema dedicação, são ainda hoje encontrados em todas as cidades deste nosso Portugal. Era assim que eram construídos e ainda hoje muitos deles se mantêm orgulhosamente de pé.

Adorei ler A Princesa do Corgo e a grande vontade que este livro me deixou foi revisitar a cidade que aprendi como foi construída, Vila Real, e vê-la certamente com outros olhos, talvez procurando em cada esquina alguma das personagens que enriqueceram a história.
Os meus sinceros parabéns a Emílio Miranda pelo seu excelente trabalho de pesquisa e pelo amor que notoriamente devota às letras.
Muito obrigada por me ter lançado este desafio!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site do autor.

"Escândalos em Família" de Susan Lewis


Para mim existem vários níveis de “bom” quando classifico um livro. Pode acontecer estar muito bem escrito, pode acontecer mexer muito com as minhas emoções, pode fazer-me pensar ou analisar melhor uma situação, pode levar-me a viajar, ou pode pura e simplesmente divertir-me.
Este novo livro de Susan Lewis “Escândalos em Família”, levou-me ao cinema. A sério! Senti-me como se estivesse perante uma tela a ver um filme. E… UAU!... que filme! Sabem quando vos apetece saltar para dentro de uma cena e pregar uns bons tabefes ao vilão da fita, ou quando uma personagem está a sofrer e vos toca e entristece tanto que só vos dá vontade de ir lá falar com ela dizer-lhe que vai ficar tudo bem? Foi o que me aconteceu com este livro. Vi-me completamente envolvida num verdadeiro turbilhão de emoções!

Por acaso já tinha lido dois livros desta autora, e lembro-me que Susan Lewis me conquistou logo com o primeiro, “Desaparecido” (espreitem aqui a minha opinião!) e achei o segundo ("Depois da Luz") bem especial. Descobri entretanto é que, não sei bem como, o  livro “Um Amor Inesperado” me passou completamente ao lado! (Tenho de o ler. Vai já para a minha wishlist!).
Mas voltando a este “Escândalo em Família, não é fácil escrever uma opinião sobre um livro assim tão surpreendente. É quase como tentar descrever o que sentimos ao abrir uma daquelas caixas de surpresas, tipo, abrimos a tampa e salta de lá qualquer coisa, confetis ou um palhaço, por exemplo. Um misto de emoções que passa pelo susto, raiva, alívio e diversão. Não necessariamente por esta ordem. ;)
Quando começamos a ler o livro, imaginamos, pelo que lemos da sinopse, que já sabemos mais ou menos do que se trata, o que se vai passar. Mas na realidade, não podíamos estar mais enganados. E mais não revelo. Terão de mergulhar nestes “Escândalos em Família” e entender como é tão fácil perder por completo o controle das nossas vidas.
Para mim esse é um dos principais trunfos de Susan Lewis. Os romances dela dizem-nos sempre entre-linhas… podia acontecer-te.
Muito, muito bom!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site da Porto Editora.

"O Tempo dos Milagres" de Karen T. Walker


Para mim, um bom livro mexe sempre com quem o lê. Mexe com os sentimentos e emoções, com a mente e coração ou com as ideias e convicções do leitor. 
Este “O Tempo dos Milagres” fez tudo isso e muito mais. Foi um livro que me inquietou. Dei por mim, inúmeras vezes, com a respiração em suspenso, ou a murmurar em concordância com algo que estava a ler. É um daqueles livros que nos fazem perder por completo na sua leitura. Afeta-nos. Faz-nos pensar. Faz-nos falar sobre o assunto. Coloca na nossa boca duas pequenas palavras: e se…?

Apesar de ser ficção, aborda um tema bastante atual que causa imensas discussões e polémica. E se o movimento de rotação da Terra começasse a abrandar? O que aconteceria?
É quase tema de ficção científica, não é?, embora assustadoramente presente nas nossas mentes pela sua passibilidade de acontecer.
Mas a par e passo com essa catástrofe lenta e silenciosa que modifica a vida como nós a conhecemos, surgem também as transformações que ocorrem na vida da jovem Julia, que com os seus 11 anos encerra dentro de si um mundo de sabedoria, dúvidas e desejos. A forma como a autora consegue encaixar os diversos acontecimentos é simplesmente fenomenal.

Este foi um dos melhores livros que li este ano. Sem dúvida alguma! E sei que determinados pormenores voltarão sub-repticiamente para me assombrar…
A não perder.

Para mais informações sobre o livro podem espreitar aqui ou visitar o site da Civilização.

Deixo-vos o booktrailer para que fiquem a pensar sobre o assunto. Como eu.

"Não Odiarei" de Izzeldin Abuelaish


Se há algo que não deixa de me admirar, é o poder que certos livros detêm.
Este “Não Odiarei” é sem dúvida um desses exemplos. Em meia dúzia de páginas conseguiu abrir os meus olhos para uma situação que se arrasta há inúmeros anos (décadas!) e que aprendi a ignorar, como muito provavelmente a grande maioria dos portugueses. Levou-me mesmo a procurar mais informação sobre o assunto, de forma a entender o que é exatamente o conflito Israelo-árabe, qual a sua origem e o que tem sido feito para tentar resolvê-lo.
A verdade é que todos os dias no noticiário lá aparecem notícias de mais umas quantas explosões no Médio Oriente, notícias que tão facilmente se tornaram para nós em ruído de fundo, tomando apenas atenção ao facto de termos de mudar de canal ou tapar os olhos à criançada pois certas imagens podem chocar. Mas lá por viverem longe de nós e de terem modos de vida e religião diferentes das nossas, não quer dizer que não sejam pessoas válidas, dignas de ter uma vida decente e a possibilidade de, como nós, educar os seus filhos em paz e harmonia.

A história de Izzeldin Abuelaish e da sua família é deveras impressionante. Este homem, um médico palestiniano que dedicou a sua carreira a ajudar casais inférteis a serem pais independentemente da sua origem (palestinianos ou israelitas, ricos ou pobres), defendeu sempre a conquista de um entendimento entre os dois povos pela via da Paz, do Amor e da Saúde.
Este homem, que em 2010 foi nomeado para o Prémio Nobel da Paz, é um verdadeiro exemplo da boa vontade, e apesar de todos os infortúnios que lhe foram lançados para cima, continua a defender com convicção a sua ideia sobre a PAZ.
Mas o que torna verdadeiramente extraordinário Izzeldin Abuelaish, o que o lançou para a boca do mundo, foi um acontecimento brutal que quase abalou a sua existência em 2009 - a morte de 3 filhas e uma sobrinha, durante a chamada Operação Chumbo Fundido ou o Massacre de Gaza. O chamado Médico da Paz, conseguiu entrar em contacto com um apresentador da televisão israelita seu conhecido que tomou a decisão de atender a chamada em direto, acabando por partilhar com o mundo a angustia daquele pai que apenas tentava proteger a sua família. Muito provavelmente graças a essa intervenção, os olhos do mundo se detiveram, e o terror que durava já desde meados de Dezembro cessou de imediato.
O conflito não terminou, mas o exemplo deste homem que envergonha qualquer um de nós que imediatamente (e justificadamente) gritaria vingança no lugar dele, faz-me acreditar que a Paz é passível de alcançar.
Uma das coisas que mais me marcou foi a sua resposta a uma pergunta que lhe fizeram após a morte das suas filhas: "Tu não odeias os israelitas?"
«Quais são os israelitas que devo odiar? Os médicos e enfermeiras com quem trabalho? Aqueles que estão a tentar salvar a vida da Ghaida e a visão à Shatha? Os bebés a quem assisti aos partos? Famílias como a dos Madmoony que me deram trabalho e abrigo quando eu era rapaz?»

Como disse no inicio, certos livros são poderosos. Abrem a nossa mente, a nossa alma, e fazem-nos pensar. Incitam-nos a procurar mais informações e a tentar ver todas as perspetivas sobre um determinado assunto.
Este é um livro que não devem deixar de ler.

Para mais informações sobre este livro podem consultar aqui.

"Apetite Saudável" de Gordon Ramsay

Desta vez, tive a oportunidade de recriar dois pratos apresentados neste livro de Gordon Ramsay, um conhecido rude chefe de cozinha escocês, famoso por alguns explosivos programas televisivos de culinária.

Neste livro, "Apetite Saudável", as receitas estão muito bem apresentadas e bem organizadas, tornando fácil a sua execução.
A divisão é também muito interessante! Deixo aqui alguns exemplos:
- o Pequeno-almoço saudável, com deliciosas sugestões com panquecas, aveia, ovos mexidos, cogumelos e batidos;
- o Almoço de trabalho saudável, com diversas saladas e sopas;
- o Almoço de domingo, por exemplo, um prato de caril de vaca e especiarias;
- o Jantar saudável, com alguns pratos mais completos e elaborados;
- A divisória Crianças saudáveis, é sem dúvida uma das mais interessantes, com muitas sugestões divertidas e saudáveis para a pequenada;
- As Festas saudáveis e as Sobremesas saudáveis, completam o pacote e ajudam qualquer um com magníficas ideias e sugestões.

Há quem diga que uma imagem vale mais do que mil palavras... bem, e talvez por vezes isso seja mesmo verdade. Deixo-vos aqui os dois pratos que escolhi para recriar:


Uma colorida salada de quatro couves, cujo molho faz toda a diferença!


Para o jantar, tivemos um fabuloso Lombinho de porco estufado com alho-francês e pak choi!

Absolutamente delicioso! Uma prenda fantástica para quem gosta de cozinhar.

"O Aroma das Especiarias" de Joanne Harris


Se há uma coisa que adoro nos livros de série é a possibilidade de revermos personagens e lugares que já anteriormente nos conquistaram. É quase como revermos velhos amigos, relembrando o que deles se colou a nós. Certamente que por vezes nos desiludimos, pois aquilo que pensávamos ir encontrar já lá não está. Mas em muitos dos casos, o reencontro é saboroso, reconfortante e mágico.
Assim foi reencontrar Vianne e a sua família.
Já a tínhamos revisto em “Sapatos de Rebuçado”, no meio do rebuliço de Paris, mas agora as cores de Vianne voltam a brilhar com mais força ao regressar a Lansquenet-sur-Tannes, a vila de “Chocolate”.
Foi fabuloso reencontrar aquelas personagens que ficámos a conhecer tão bem quando Vianne era a dona de La Celeste Praline (a loja de chocolates junto à praça central da vila) e foi surpreendente descobrir que, enquanto algumas (muito poucas) se mantiveram inalteradas, outras se transformaram por completo, quiçá, influência da anterior estadia de Vianne na vila.
Julgo que o filme com Juliette Binoche, Judi Denche e Johnny Depp muito contribuiu para que eu recorde tão facilmente aquela pequena e pitoresca vila. Este é um daqueles filmes que não estragou o livro, não concordam?
Voltando a “O Aroma das Especiarias”, uma coisa é certa, há mesmo grandes alterações na própria dinâmica da vila. Novas personagens surgem neste romance de Joanne Harris, trazendo diferentes aromas, sabores e cores para a pequena vila.
Qual será essa a missão que leva Vianne de regresso a Lansquenet-sur-Tannes? 
Terão de ler o livro, mesmo até ao fim, para o descobrir. ;)

Uma aventura fabulosa, deliciosa e surpreendente, novamente pela mão de Joanne Harris, autora de quem eu já tinha muitas saudades.


Para mais informações sobre este livro espreitem aqui.

"De Névoa e de Vento" de Emílio Miranda

Como sou uma ávida leitora, não consigo andar sem ter um livro sempre atrelado a mim. Ora acontece que o livro que ando atualmente a ler é ligeiramente pesado, por isso, quando vou a qualquer lado onde sei que não me vou demorar muito, opto por levar uma companhia mais levezinha para me entreter, tipo nas filas de trânsito, supermercado, ou na sala de espera do dentista. ;)
Esta semana que passou, a minha companhia mais levezinha foi esta.
“De Névoa e de Vento” é um conjunto de contos escritos de forma sublime por um autor português, Emílio Miranda. Já ouviram falar? Pois então descubram-no, porque é um autor que vale mesmo a pena ler.
Uma das coisas que mais me tocou é a maneira como Emílio Miranda consegue transmitir na perfeição os cenários que compõem as suas histórias. Tanto nos transporta para um cenário de guerra, onde o cheiro a sangue se mistura com o pó levantado pelos cascos dos cavalos e o sabor a medo nos passa pelos lábios, como nos consegue pousar gentilmente num campo ponteado pelo orvalho, junto a num pomar efervescente de sons, cheiros e sabores. Extraordinário, mesmo.

Como acontece nos livros de contos, há uns dos quais se gosta mais do que outros, mas por incrível que pareça, neste “De Névoa e de Vento” quase não consigo destacar um conto. Existe uma certa consistência na escrita de Emílio Miranda que torna difícil esse destaque. Talvez o conto que dá nome ao livro me tenha tocado um pouco mais. Romântica como sou, não é de admirar… ao fim e ao cabo é uma história de amor.

“De Névoa e de Vento” foi um bom cartão de apresentação de Emílio Miranda. Estou ansiosa por pegar num dos outros livros deste autor português – “A Princesa do Corga” e “Uma Linha de Torres” já estão na minha estante. :)

Para mais informação sobre este livro ou sobre os outros livros deste autor, convido-vos a espreitar o seu site.