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Opinião: "O Passageiro Misterioso" de Louise Cavendish

Este é daqueles livros que promete e cumpre! Comecei a lê-lo, entrando devagar na história, quase ao sabor da ondulação deixada pelo barco que Jamie apanhava todos os dia para ir para o trabalho. Adorei a ideia de ir para o trabalho de barco. Não fazia ideia de que isso era possível em Londres. Deu-nos um fundo perfeito para a história se ir desenrolando.

Aos poucos, através das viagens de barco partilhadas, fiquei a conhecer as diversas personagens, a perceber as suas ligações, e aquilo que cada uma delas dava maior importância. E uma palavra se foi  destacando: dinheiro. Tudo anda à volta do quanto "vale" uma pessoa, ou seja, o que possui, o que a sua conta bancária lhe permite fazer e o status que adquire por isso. 

O tema foi muitíssimo bem escolhido, não há como o negar. Vivemos num mundo materialista. Onde somos olhados não pelo que realmente somos, mas pelo que temos. A casa onde vives, o carro que conduzes, as roupas que vestes, as viagens que fazes, os amigos que tens... Tudo isso condiciona a maneira como os outros (alguns) nos vêem. E tantas vezes acabam por nem sequer nos ver. No fundo, a autora acaba por fazer uma crítica velada à sociedade de hoje.

Voltando à história, tenho que dar os parabéns à autora, pois construiu muitíssimo bem todas as personagens. Até as de menor importância, pois mesmo essas têm um papel a desempenhar. E é no fogo lento que a história avança, quando, de repente, nos damos conta que o fogo já tomou outras proporções e que os acontecimentos começam a suceder em catadupa. 

Não posso mesmo adiantar mais sobre a história, pois não vos quero estragar a leitura. O que sei é que a partir do meio do livro, mal consegui respirar até ler a última página. São voltas e reviravoltas que nos surpreendem quando a verdade começa a vir ao de cima.

Este livro cumpriu todos os requisitos de um bom thriller: engano, inveja, traição e mentiras. Um enredo perfeito para uma mini série na Netflix. Será?

Adorei. Quero ler mais desta autora.

Em destaque: "O Passageiro Misterioso" de Louise Cavendish

Eleito Livro do Ano por diversas publicações, O Passageiro Misterioso é um thriller empolgante, tenso e repleto de reviravoltas, que o vai agarrar da primeira à última página.

Sinopse: 
Numa manhã gelada de Dezembro, um homem apanha o barco que o leva todos os dias para o trabalho. O amigo e vizinho Kit não apareceu, mas Jamie não está muito preocupado. No entanto, ao desembarcar, é surpreendido por dois agentes de polícia que o querem interrogar sobre a última vez em que os dois estiveram juntos. Kit está desaparecido desde então. 
 
Ao ser interrogado, Jamie percebe que alguém o acusou de discutir com Kit na última noite em que este foi visto. E o outro passageiro acredita que Jamie cometeu um crime. Incrédulo, Jamie recorda como conheceu Kit e a sua mulher, Melia, e de que forma as suas vidas ficaram irremediavelmente ligadas.
 
Imprensa Internacional: 

«Candlish é uma grande contadora de histórias, com o dom de nos envolver com as personagens, incluindo as mais desagradáveis.» Guardian

«As múltiplas camadas do enredo são surpreendentes.» Sunday Times

«Brilhante. Um livro excecionalmente misterioso e empolgante.» Escolha de Richard & Judy Book Club

«Repleto de reviravoltas engenhosas.» Stylist

«Um dos enredos mais geniais do ano.» Cosmopolitan

«Suspense psicológico ao mais alto nível.» AJ Finn

«Uma leitura viciante e emotiva.» BA Paris

«É arrepiante, tenso, muito bem escrito e com reviravoltas até ao fim. E quando pensamos que não pode haver mais surpre

sas, afinal, ainda há…» 5* Goodreads

Sobre a autora:
Louise Candlish estudou Língua Inglesa na University College London e trabalhou como editora de livros ilustrados e redatora antes de se dedicar exclusivamente à escrita. Atualmente vive em Londres com o marido, a filha e o cão labrador, Bertie. Madame Bovary é o seu livro favorito. 
Autora de várias obras, Candlish está publicada em mais de 15 idiomas e recebeu inúmeras distinções de melhor livro do ano. Recentemente foi distinguida com o British Book Award para o Melhor Thriller do Ano.
O Passageiro Misterioso foi um êxito junto dos leitores, vendendo 250 mil exemplares em poucos meses. Selecionado Livro do Ano por publicações como o Daily Mail, foi finalista do prémio Theakston Old Peculier 2021 Crime Novel of the Year e destacado pelo Clube de Leitura Richard & Judy e pela Apple Books.


Em destaque: "Oito Crimes Perfeitos de Peter Swanson

Um assassino recria os homicídios mais bem-sucedidos da literatura. É possível escapar impune seguindo os passos dos livros?

Sinopse:
Fenomenal, ra
ro, absolutamente original e muito envolvente, este livro não deixará nenhum leitor indiferente Mais do que um thriller carregado de emoção e suspense, psicologicamente astuto e inteligente e que presta homenagem aos clássicos policiais, Oito Crimes Perfeitos é uma obra prima imperdível. Tudo começa quando o livreiro e aficionado por policiais Malcolm Kersham compila uma lista dos assassinatos mais engenhosos na ficção, a que dá o título «Oito Homicídios Perfeitos».>

Trata se de crimes escolhidos entre os melhores dos melhores, incluindo obras de Agatha Christie Patricia Highsmith ou Donna Tart. A surpresa surge quando uma agente do FBI lhe bate à porta em busca de informações sobre uma série de assassinatos que se parecem perigosamente com os crimes da sua antiga lista. E enquanto o livreiro decide reler os livros escolhidos, o assassino aproxima se, vigia o, observa cada movimento seu, qual sombra diabólica que sabe demais sobre a sua verdadeira história.

Para se proteger, Malcolm decide procurar os potenciais suspeitos e começa a deixar atrás de si um rasto de morte.

Sobre o autor:
Peter Swanson nasceu em 1968, nos Estados Unidos. É autor de vários romances, incluindo Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do prémio New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger.

Opinião: "O Amigo" de Sigrid Nunez

A premissa deste livro prometia uma coisa, e cumpriu. Este livro é muito mais do que um simples relato da relação entre uma escritora e um cão que herda de um amigo falecido. É uma ode à literatura, à arte da escrita, à amizade, ao luto e à solidão. Perdi-me imensas vezes na leitura, pois ia à procura das referências literárias, passando para o meu caderno de memórias citações que me encantaram. Não é a história de uma mulher e um cão. É mesmo muito mais que isso. E percebemos logo ao início que a leitura que estamos a iniciar é maior que o próprio livro. Transcende-o.

Escrito com elegância, é uma delícia de leitura, mas não se pode dizer que tenha um enredo propriamente dito. Ou pelo menos não lhe é dada importância. Tal como num passeio. O importante é o destino ou o passeio em si?

O certo é que foi um livro que provocou o meu espírito de leitora, a minha alma de escritora. Fez-me rir. Fez-me pensar. E entrou no meu coração.

É uma leitura que recomendo aos amantes dos livros, aos que gostam mais de gatos do que de cães, e a quem dá valor aos Amigos que tem.

Em destaque: "O Amigo" de Sigrid Nunez

Uma história única, bela e comovente sobre a amizade de uma escritora e um cão.

Sinopse:

A protagonista desta obra é uma escritora que perde o grande amigo e mentor e se vê forçada a cuidar do seu cão: um enorme grand danois. Este livro narra a comovente história de amizade que se cria entre uma mulher solitária e um cão traumatizado pela inesperada perda do dono.

Para enfrentar a dor, ela começa a escrever. Ao fazê-lo, reflete sobre a literatura e a arte de escrever, além de relembrar o passado. Enquanto os mais próximos temem que esteja mergulhada numa depressão profunda, a mulher, cada vez mais isolada e obcecada com o bem-estar do cão, recusa-se a separar-se do novo amigo, pois encara esse vínculo como a única hipótese de redenção para ambos.

Críticas de Imprensa:
«Uma meditação sobre a leitura e a escrita, o amor e a perda. (…) A escrita de Nunez é iluminada por uma perspicácia, afeto e sabedoria sem par - um verdadeiro prazer.» Financial Times

«Um livro magnífico.» Wall Street Journal

«Discretamente brilhante, sóbrio e elegante. Um livro único.» 
Kirkus

«Um livro íntimo e belo, repleto de sabedoria.» The Economist

Sobre a autora:
Sigrid Nunez (1951) nasceu em Nova Iorque, onde ainda vive. Trabalhou na revista The New York Review of Books e colaborou com publicações conceituadas como The New York Times e The Wall Street Journal, entre outras. Galardoada com vários prémios, as suas obras estão traduzidas em mais de vinte línguas.

OPINIÃO: "Tundavala" de Paula Lobato de Faria

Tundavala é um nome estranho, pelo que fui procurar o que significava. Tundavala, ou melhor dizendo, a Fenda de Tundavala é um enorme abismo de cerca de 1200 m situado na Serra da Leba, a 18 km do Lubango, na província da Huíla, em Angola.

Utilizar esta palavra como título do seu segundo livro, foi um ato bem estudado da autora, Paula Lobato de Faria. É o abismo que encontramos em cada uma das personagens. A eminência de uma queda vertiginosa, por diferentes razões, à distância de um passo, e cabe a cada uma delas decidir se recuam ou se dão esse passo em frente.

A par e passo com o tumulto interior das personagens, está igualmente tumultuoso um regime que se prolonga há demasiado tempo em Portugal. A guerra colonial afeta tudo e todos, e apesar de no continente chegarem poucas notícias, sente-se uma mudança no vento, que começa a soprar contra Salazar. Ainda se sente a força da censura e dos seus tentáculos, mas mesmo os portugueses que se encontram no exílio começam a mexer-se e a sonhar com um regresso.

As personagens principais deste livro são as mesmas que conhecemos no primeiro livro da autora, Imaculada, e é muito interessante ver como evoluíram, como cresceram. Principalmente as mulheres, pois são filhas do regime, e do regime começam a tentar libertar-se. 

Mas, apesar de reconhecer a qualidade da escrita e a capacidade de organização da autora no que diz respeito aos factos históricos, sinto que falta algo. Talvez o próprio tema em si não me tenha cativado por aí além, ou talvez a altura em que o li não tenha sido a melhor... não sei. O que sei é que vou querer continuar a ler Paula Lobato de Faria. Acredito que o ingrediente mágico acabará por se revelar.

É, no entanto, um livro que recomendo. Sem dúvida. Haverá imensa gente a identificar-se com as personagens principais, e com o tema de fundo. 

Em destaque: "Tundavala" de Paula Lobato de Faria

O novo livro da autora do muito elogiado romance Imaculada. Memórias de um tempo de guerra e segredos pela nova voz da literatura portuguesa. 

Sinopse:
O destino separa as duas primas, Cristiana e Lourença, próximas desde crianças. Estamos em 1966, e a primeira é dona de casa e mãe de três filhos em Lisboa, enquanto a segunda segue a carreira de enfermeira-páraquedista na guerra em Angola. O quotidiano das suas vidas desenrola-se em cenários opostos, tal como acontecia entre a Metrópole e as Colónias durante a guerra do Ultramar.

Portugal encontra-se na agonia do salazarismo; o país vive a censura e a repressão da PIDE, abafando escândalos sexuais, massacres e atentados aos direitos humanos nos territórios em guerra. As únicas notícias credíveis chegam através da imprensa estrangeira.

Enquanto os acontecimentos políticos fervilham no final do regime, as vidas de Cristiana e de Lourença sofrem o embate de encontros e reencontros inesperados que as podem transformar para sempre. 

Miguel, o marido de Cristiana, não é quem ela pensava e a descoberta de uma carta antiga fá-la perceber como ele manipulou o seu futuro com Nils, o seu grande amor. Por seu turno, Lourença, refugiada em África há anos, teme não conseguir libertar-se da paixão pelo primo João, casado e a viver em Lisboa. 

As histórias das personagens deste romance enlaçam-se com a própria História. A autora cria uma narrativa complexa, cativante, com um ritmo que imita o da própria vida.

Sobre a autora:
Paula Lobato de Faria é mãe de dois filhos e vive em Lisboa. É licenciada e doutorada em Direito, exercendo a profissão de professora universitária na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos. Estudou e viveu em França, Itália e nos Estados Unidos, mas é Portugal o país que mais a apaixona. Desde criança que é uma leitora voraz e sempre quis ser escritora. Imaculada é o seu primeiro romance, dedicado à mãe, Teresa, cuja história a inspirou.

A autora deseja que o seu romance possa recompensar, com o prazer da leitura, aqueles que sofrem, porque estão doentes, sós, ou perderam alguém que amam. Os livros já lhe salvaram várias vezes a vida.

Em destaque: "O Rapaz de Auschwitz" de Steve Ross

A força, a coragem e a esperança inabalável da criança que sobreviveu a 10 campos de concentração.

Sinopse:
Um testemunho da capacidade de superação do ser humano.

Esfomeado, espancado e molestado assim foi a vida de Steve Ross nos anos que passou nos campos de morte de Hitler. Ross nunca perdeu a esperança, mesmo quando foi deixado inconsciente numa pilha de corpos para incinerar.

Sobreviveu a 10 campos de concentração e esta obra é o seu testemunho de dor e de crueldade, mas também uma demonstração da resiliência e da capacidade de superação do ser humano.


Críticas de Imprensa:
«Ross ajudou outros para cicatrizar as suas feridas. Mas é impossível que alguém que sofreu os atos mais cruéis possa alguma vez esquecer o que aconteceu.»
The Washington Post

Sobre o autor:
Steve Ross nasceu em 1931 e em 1940 foi levado pelos nazis para o campo de trabalhos forçados em Budzyn, o primeiro de dez campos de trabalho ou de extermínio por onde passou ao longo dos anos seguintes até à sua libertação, em 1945.

Em destaque: "Tundavala" de Paula Lobato de Faria

Inspirado em acontecimentos reais, a memória de um tempo de guerra e segredos e a luta pela liberdade nos anos da ditadura.

Sinopse:
Depois de uma muito elogiada estreia literária com Imaculada, Paula Lobato de Faria regressa às livrarias nacionais com uma narrativa ainda mais ousada. Tundavala decorre nos últimos anos da ditadura e viaja entre Angola, Lisboa e Londres.

Aí encontramos as personagens centrais deste livro, quase todas em lutas interiores contra um passado de mentiras, segredos e submissão. Cristiana e Lourença, próximas desde crianças, estão hoje separadas pelo destino, uma em Lisboa, outra na guerra em Angola.

Portugal encontra se na agonia do salazarismo; o país vive a censura e a repressão da PIDE, abafando escândalos sexuais, massacres e atentados aos direitos humanos nos territórios em guerra. E é neste fervilhar de acontecimentos políticos e sociais que as vidas de Cristiana e de Lourença sofrem inesperados encontros e reencontros capazes de transformar as suas vidas para sempre.


Sobre a autora:
Paula Lobato Faria é professora universitária da ENSPUNL. Tem várias publicações internacionais em direito de saúde, bioética e direitos humanos.

"Crime Disse o Livro" de Anthony Horowitz (OPINIÃO)

Que livro mais original! Com um segundo livro dentro do livro, um narrador que de repente fala connosco e partilha a nossa opinião, e dois mistérios para resolver. Não sei como o autor se lembrou disto, mas acreditem, está mesmo muito giro.

Para quem gosta de mistérios do género do Poirot de Agatha Christie, este livro será um puro deleite, já que a personagem principal do livro dentro do livro, nos faz lembrar esse mítico detective. Mas para quem gosta de mistérios um pouco mais atuais também se irá deleitar com o mistério que envolve o autor do livro dentro do livro. E claro, para quem simplesmente gosta de livros, não vai ficar indiferente pois a história envolve uma editora (empresa) e dois editores (pessoas) e o mundo editorial. 

Acham confuso? Desenganem-se pois o génio de Anthony Horowitz, o autor que também escreve para o cinema (incluindo alguns episódios da série Poirot e Midsummer Murders), consegue separar muitíssimo bem as águas, não nos deixando confundir sobre quem é quem e o que aconteceu tanto num lado como no outro.

Confesso que gostei bem mais da história do livro dentro do livro do que o outro. Talvez pela personagem principal, que achei mais interessante, do que o autor, que é personagem do outro. Bem, já devem estar a ficar baralhados... uma coisa é certa, foi uma leitura muito interessante que me surpreendeu e cativou. Gostei! 

Em destaque: "Crime, Disse o Livro" de Anthony Horowitz

ABSORVENTE e VICIANTE, e com um final verdadeiramente prodigioso!

Sinopse:
Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em "Crime, Disse o Livro" encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente.

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai ser difícil pousar o livro! 

«Um policial tão bom quanto as obras de Agatha Christie.» Stephen King

Sobre o autor:
Anthony Horowitz já escreveu mais de 40 livros, incluindo a série juvenil de espiões Alex Rider, que vendeu mais 19 milhões de exemplares. Escreveu dois novos romances de Sherlock Holmes, muito elogiados pela crítica, e mais recentemente também o romance de James Bond, a pedido da Ian Fleming Estate. É autor de várias séries de televisão. Em 2014, recebeu o prémio OBE pelos serviços prestados à literatura.

Em destaque: “O Rinoceronte do Rei” de Sérgio Luís de Carvalho

Sinopse:
Esta é a história do rinoceronte que chegou a Lisboa em maio de 1515 e que espantou toda a Europa.
Esta é a história do seu tratador indiano e de Esperança, de Modafar o sultão de Cambaia, do impressor morávio do rei de Portugal e do pintor alemão que se embasbacou com o dito bicho e o celebrizou.
Esta é a história do capitão Rusticão de um frade piedoso e do seu cão, de duques homicidas, de índios canibais, de mercadores e de escravos, de imperadores e de papas, de reis invejosos, poderosos e deprimidos e de médicos italianos que escreviam má poesia.
Esta é a história dos lisboetas de quinhentos, dos ricos aos pobres, das viúvas alucinadas aos marinheiros, dos oficiais aos arquitetos.

Sobre o autor:
Sérgio Luís de Carvalho nasceu em Lisboa em 1959. Licenciou-se em História (1981) e é mestre em História Medieval (1988). Profissionalmente é Diretor Científico do Museu do Pão. Publicou os romances "Anno Domini 1348" (Edição C. M. S., 1990; Prémio Literário Ferreira de Castro 1989; finalista do Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia, Cognac 2004 e finalista do Prémio Amphi de literatura Europeia Lille 2005), "As Horas de Monsaraz" (Campo das Letras, 1997), "El-Rei-Pastor" (Campo das Letras, 2000), "Os Rios da Babilónia" (Campo das Letras, 2003) e "Retrato de S. Jerónimo no seu Estúdio" (Campo das Letras, 2006).
Alguns dos seus romances estão traduzidos e publicados em França e Espanha. É ainda autor de vários livros de investigação histórica e literatura juvenil.

"Romeu e Julieta" de William Shakespeare

A Clube do Autor publica a 6 de março uma nova edição de "Romeu e Julieta", a obra-prima de um dos maiores escritores de todos os tempos.

A meu ver, esta edição prima pela beleza da encadernação, pelo que sendo um livro que deverá constar em todas as bibliotecas, se encarregará igualmente de as embelezar.

«A mais reconhecida das referências shakespearianas, juntamente com Hamlet, que ganharam carta de alforria na cultura urbana contemporânea. (...) Este é um livro para a vida de toda a gente.» Mega Ferreira

Sinopse:
Uma das maiores histórias de amor de todos os tempos, o clássico intemporal de William Shakespeare conta-nos a paixão de Romeu Montéquio e Julieta Capuleto, dois jovens de famílias separadas pelo ódio e pela vingança. Um amor ardente e proibido, que acaba de forma trágica e se torna uma referência na cultura contemporânea. 
A história de amor mais célebre da literatura integra grandes seleções de obras a não perder:
100 livros que mudaram a História - BBC
As maiores histórias de amor alguma vez contadas - The Telegraph
14 livros mais lidos de todos os tempos - Esquire
100 livros que todos deveriam ler - Amazon e Goodreads
Desde o tempo de William Shakespeare que Romeu e Julieta é uma das suas peças mais populares. Foi levada a cena inúmeras vezes, adaptada para ópera e filmes, e inspiração para obras de literatura, música e pintura. Ainda hoje é sinónimo de romantismo e tragédia.
Publicada em volumes in quarto em 1597 e 1599, a obra é ambientada numa Verona dilacerada por disputas e lutas sangrentas, e conta a história de dois trágicos amantes, Romeu Montéquio e Julieta Capuleto, descendentes de duas dinastias rivais e separados por uma vingança cruel.
Uma obra magistral romântica e violenta, plena de drama e sensualidade e pontuada por deliciosos trocadilhos. Romeu e Julieta é um hino à juventude, aos seus amores proibidos e paixões desmedidas e uma das obras imortais de William Shakespeare. 


Em destaque: "A Ilha dos Segredos" de Nadia Marks

Um livro para ver, viajar e sonhar

Sinopse:
Muitas vezes, a vida corre ao contrário do planeado. Anna sabe-o melhor do que ninguém. Por isso, a viagem até à ilha onde estão as suas raízes promete dar-lhe a força de que tanto precisa. Na Grécia, Anna irá enfrentar a história desconhecida da sua família e descobrir mistérios enterrados há mais de cinquenta anos. Nessa ilha paradisíaca do mar Egeu e à sombra dos limoeiros da casa de família, Anna irá confrontar-se com segredos dolorosos,  histórias antigas e sensações adormecidas.

À medida que recupera os cheiros e os sabores da meninice, fica a conhecer a história do amor proibido entre a tia Ourania e o pai, antes de este se apaixonar pela mãe, Rosaria, filha de uma prostituta que vivia sob os tentáculos da Camorra. Através das cartas descobertas no fundo de velho baú, e pela boca do próprio pai, Anna vê-se, de súbito, transportada aos dias da Segunda Guerra Mundial.

A Ilha dos Segredos é um romance sobre como o passado, o afeto pelos outros e a liberdade podem curar as feridas mais profundas.

O grego antigo tem quatro palavras distintas para amor: agápe, eros, philía e storgé. Poderá afinal existir mais uma?

Sobre a autora:
Nadia Marks nasceu no Chipre, mas foi criada em Londres. Ex-diretora criativa e editora associada em diversas revistas britânicas de destaque, é agora romancista e trabalha como escritora freelance para várias publicações nacionais e internacionais.

"A Livraria" - O FILME

Noutro dia tive a oportunidade de ir ver mais um filme baseado num livro que já li - A Livraria, um filme de Isabel Coixet baseado no livro com o mesmo nome de Penelope Fitzgerald. E, acho que pela primeira vez, gostei muito mais do filme do que do livro! A razão é simples, no final do filme há um pequeno twist que nos dá uma sensação de desforra, coisa que não acontece no livro. Para além disso a prestação dos atores escolhidos é simplesmente fenomenal. Adorei!

De qualquer das formas desafio-vos a tirarem as vossas dúvidas. Leiam o livro e depois vejam o filme. Vale a pena. ;)

Deixo-vos o trailer para que se sintam inspirados e se quiserem podem espreitar a minha opinião do livro aqui.

"Simplificar" de Brooke Mcalary (Opinião)

E hoje, no Dia Mundial da Felicidade, escrevo a minha opinião sobre um pequeno livro que com a sua simplicidade nos pode ajudar a tornar a vida mais simples e mais feliz.

Trata-se do livro "Simplificar" de Broke Mcalary.
Confesso que não sou grande adepta de livros de auto-ajuda, mas este, talvez pelo pequeno formato e pela sua simplicidade, catrapiscou-me o olho. ;)

Um dos primeiros conselhos deixou-me com a certeza de ter feito bem ao escolher este livro. Afinal, há já alguns meses que a mesmíssima frase se encontra à minha frente, colada na base do écran do meu pc.

«UMA COISA DE CADA VEZ.» - transmite-nos uma mensagem importante. Dar tempo ao tempo. Respirar fundo e com calma ao levar a cabo uma tarefa. Não acelerar sem sentido. E concentrarmo-nos nessa única tarefa é mesmo a melhor solução para começar a abrandar. :)

Uma das outras ideias que Brooke Mcalary nos transmite, é a importância dos nos desconectarmos. E todos nós sabemos o quão isso é importante. Importante para a nossa saúde mental e física e importante para a nossa família e amigos. Embora as redes sociais / emails / sms nos sirvam para estarmos "conectados" com os outros, há valores que falam mais alto e desconectar é tão ou mais importante do que estar conectado. Faço sentido?


Recomendo este livrinho pela simples razão de que vos vai lembrar do que é realmente importante e de como podemos / devemos fazer para levar uma existência mais feliz!


Em destaque: "As Sombras de Leonardo Da Vinci" de Christian Gálvez

Todos admiram o génio, mas poucos conhecem o homem.

Sinopse:
Século XVI. 
Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados.

Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes. 

Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro. 

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os
grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por
trás de toda a genialidade.

Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos
da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas. 
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.

Em destaque: "Simplificar" de Brooke Mcalary

Rituais e dicas práticas para descomplicar a vida

UM TESTEMUNHO INSPIRADOR SOBRE A RIQUEZA DA SIMPLICIDADE

Uma sesta, um bom livro ou vinho: Brooke McAlary sabe bem quanto vale cada um destes
momentos. Saboreia-os de forma consciente e intencional, dando-lhes mais significado, e
sobretudo, tempo. É bom viver devagar, desfrutando das pequenas coisas da vida, sem querer
fazer tudo ao mesmo tempo. Mas nem sempre foi assim.

Após sofrer uma grave depressão pós-parto, Brooke teve de abrandar o ritmo. Dedicou-se ao
estudo das filosofias minimalistas e descobriu os benefícios de uma vida com menos coisas. Em
dois anos, retirou de casa 25 mil objetos, criou o blogue Slow Your Home e deu início a uma
nova forma de estar na vida. A sua transformação deu-lhe reconhecimento internacional e os
direitos de Simplificar estão vendidos em vários países.

Nesta obra, Brooke McAlary defende os benefícios de uma vida mais simples e com mais
significado. Segundo ela, antes de nos dedicarmos a arrumar objetos é preciso limpar a nossa
desordem mental. Através de dicas e exercícios curtos e transformadores, a autora ajuda-nos a
assumir o controlo dos nossos dias, a trabalhar a atenção plena, a recusar as pressões para a
perfeição e, acima de tudo, a desfrutar do momento e da vida que temos.

Sobre a autora:
Brooke McAlary vive nos arredores de Sidney, na Austrália, com a família. Ela e o marido produzem e apresentam Slow Your Home, o podcast mais popular na área da Saúde do iTunes, ultrapassando os 3,5 milhões de downloads, que vos convidamos a ouvir.

Em destaque: "A Herdeira dos Olhos Tristes" de Karen Swan

A verdade por trás das aparências. O testemunho de um amor escondido nos túneis de Roma.

Sinopse:
"A Herdeira dos Olhos Tristes" centra-se na vida de uma mulher que tinha tudo para ser feliz e na de uma jovem advogada em fuga do seu passado.

Duas histórias improváveis que se cruzam, revelando um mundo assente em intrigas e mentiras e todo o esplendor da cidade de Roma. Os leitores dizem que se trata de um romance de leitura compulsiva, uma obra contemporânea tão convincente quanto fascinante. No site Goodreads há quem o classifique como um livro "inteligente, enigmático e hipnotizante sobre o poder do amor e tudo aquilo que somos capazes de fazer por ele."

Críticas de Imprensa:

«Uma leitura muito envolvente.» Daily Express

«Pura evasão.» Candis Magazine

Sobre a autora:
Karen Swan vive em Inglaterra e é autora dos livros Christmas at Tiffany's, Summer at Tiffany's, The Perfect Present, Christmas in the Snow, Christmas on Primrose Hill, The Paris Secret e The Christmas Secret, todos muito bem recebidos pelos leitores de vários países.

"Imaculada" de Paula Lobato de Faria (opinião)


Quis ler este livro por duas razões e mais uma. ;)
Primeiro, porque é uma autora portuguesa e gosto de ler autores portugueses sempre que possível. Neste caso, como o tema me atraía (eis a segunda razão), não hesitei. A razão extra prende-se com o nome da autora... Sempre gostei muito das obras da senhora sua prima, Rosa Lobato de Faria, e embora, obviamente, não estivesse à espera que a escrita de uma fosse semelhante à da outra, congratulei-me por descobrir que Paula Lobato de Faria é também uma boa contadora de histórias.

A ação desenrola-se numa vila no interior do nosso país durante a época de Salazar, e é no seio de uma família conservadora e fiel ao lema "Pátria, Deus e Família" que encontramos Cristiana, uma jovem em idade casadoira, qual flor em cativeiro, completamente atrofiada pela sua mãe, senhora de rígidos costumes.

Gostei de conhecer Cristiana e condoí-me um pouco da sua situação, mas sou sincera, houve ali qualquer coisa que não me pareceu certo. Em determinada altura é permitido à jovem ir passar uns dias de férias com uma amiga na Costa do Estoril. Assim? Sem mais nem menos? Sem supervisão materna? Achei estranho. E a suposta ingenuidade de Cristiana também me soou um pouco a exagerada. Afinal a rapariga lia revistas às escondidas da mãe, tinha amigas, uma delas bem vivaça, e primas (!), tinha sonhos, esperanças, sede de liberdade... e depois, deixa-se ficar? Resume-se à sua insignificante existência imposta pela mãe e acede casar com quem já sabe não amar? Perdoem-me, amigos, se vos revelo demasiado. Só que isto deixou-me mesmo revoltada! Será que a autora resolve esta questão na sequela. ;) Será?

Todos os lugares estão belissimamente retratados, a decoração das casa, o guarda roupa, os penteados, tudo enriqueça a narrativa e nos envolve ainda mais na história. Gostei muito, Paula Lobato de Faria. Sei o quão difícil é mantermo-nos fiel a uma época em todos os pormenores!

Resumindo, apesar daquelas dúvidas que espero ver resolvidas na continuação, gostei imenso de ler este livro. Reflecte bem como era a vida num típico lar burguês naquela época, e a quão pouco poder, tinham as jovens portuguesas, sobre as suas vidas, sendo completamente submissas à vontade dos pais. Recomendo! É uma excelente sugestão para prenda de Natal.

P.S. Adoro a capa. E o título, que afinal não é o nome de nenhuma personagem, mas da própria casa da família. 
5 estrelas, Clube do Autor!