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Opinião: "A Camareira" de Nita Prose

Que livro!!! Que história maravilhosa!!! Apaixonei-me pela personagem principal, Molly Gray, e a sua forma ímpar de ver o mundo. Se este é o romance de estreia de Nita Prose, mal posso esperar pelos que lhe irão seguir.

A Camareira foi o livro escolhido para a minha leitura noturna, ie. no Kobo, antes de dormir. Pois, admito: foi uma péssima escolha! Isto porque a história me entusiasmava tanto que poucos foram os dias em que consegui pousar o Kobo a horas decentes.

Molly Gray vê o mundo de uma forma diferente. Sofre provavelmente de algum transtorno do espetro autista, já que tem grandes dificuldades nas interações sociais. Sempre teve a ajuda da avó para lhe "explicar" o mundo, mas recentemente a sua avó morreu e Molly encontra-se um pouco desamparada.

Ela é camareira no Hotel Regency Grand, e a sua paixão (leia-se obsessão) pela limpeza e organização, torna-a perfeita no seu trabalho. Mas Molly não se limita a limpar e a "deixar os quartos num primor". Ela observa e sabe tudo o que se passa à sua volta, embora nem sempre consiga ver para lá do óbvio.

Um dos hóspedes mais importantes do Hotel aparece morto e é Molly que o descobre. Antes que dê por isso, devido ao seu comportamento um pouco diferente, ela é considerada suspeita. Está lançado o mote.

O que acontece depois, torna este livro num verdadeiro page-turner. Escusado será dizer que adorei! Adorei a forma como está escrito, adorei as personagens, adorei a cadência das cenas, e o desenrolar do mistério, levando o leitor ao clímax final.

Recomendo!!


Podem ler a sinopse ou até comprar o livro aqui.

Opinião: "O Outro Eu" de Daphne Du Maurier

Sou fã de Daphe Du Maurier desde que descobri que era ela a autora de "Os Pássaros" e de outro filmes do género. Ainda não li "Os Pássaros" (está na lista!), mas li "A Minha Prima Rachel", "A Pousada da Jamaica", "Rebecca", "A Casa na Praia" e agora este. 

De todos julgo que talvez  seja este o mais contemporâneo. Foi um livro quase sem época. A meu ver podia passar-se nos dias de hoje como em 1957, ano da sua publicação.

O mote é simples: um francês e um inglês encontram-se por acaso no bar de uma estação de comboios. A semelhança entre os dois é inacreditável. Dir-se-iam irmãos, no mínimo, senão mesmo gémeos. Passam as horas seguintes à conversa, até que John, o inglês, fica num torpor alcoólico que o remete para o esquecimento. Quando acorda, Jean-O, o francês roubou-lhe a identidade e John vê-se perante a inevitabilidade de ter de assumir o seu papel como patriarca aristocrático de uma família conturbada.

É uma história mirabolante, extremamente bem conseguida, não fora a autora uma das favoritas de Hitchcock. 384 páginas que se lêem num ápice. Não é impressionante a capacidade de determinados autores escreverem histórias intemporais?

Gostei imenso, e recomendo sem hesitações.

Opinião: "Os Esquecidos de Domingo" de Valérie Pérrin

Comecei este livro em 2023 mas terminei-o em 2024. É portanto a primeira leitura de 2024, certo? Fantástico. Já no ano passado iniciei o ano com esta autora, Valérie Perrin, lendo o seu primeiro livro "A Breve Vida das Flores" que muito me surpreendeu e encantou. Este ano repito a façanha. Fiquei completamente extasiada com este seu novo livro. Os Esquecidos de Domingos torna-se portanto o livro a bater em 2024. Excelente!

Como é fácil adivinhar pelo título, grande parte da ação desenrola-se num lar, onde é funcionária a protagonista desta história. Justine, uma jovem de 21 anos adora o seu trabalho. Os esquecidos de domingo, os velhotes que ali habitam, fascinam-na, não só pela sabedoria que têm para partilhar, como pelas histórias que lhe contam e pelos silêncios que guardam. 

Hélène tem 90 anos e é uma das utentes que mais encanta Justine. Hélène vive no passado. A sua mente não se encontra naquele quarto do lar de idosos As Hortências. Ela está numa praia solarenga junto do amor da sua vida, Lúcien. Durante o tempo que Justine permanece a seu lado, para a alimentar, lavar, vestir, etc, ela vai contado à auxiliar a história desse seu amor, a história da sua vida. 

É uma história absolutamente maravilhosa e ao mesmo tempo de partir o coração. Mas como esta autora o sabe bem fazer, torna-a mais fácil de ler ao intercalar a história da própria Justine, também ela interessantíssima e com um ou outro mistério por resolver.

Não vos sei explicar como é que ela o faz, mas Valérie Perrin tem a habilidade criar personagens incríveis, com empregos pouco valorizados (lembro que Violette do seu primeiro livro era inicialmente guarda de passagem de nível e depois guarda de cemitério), habitantes em vilarejos do interior, mas que encerram histórias de uma riqueza impressionante, envoltas quase sempre num ou outro mistério, que nos encantam e nos deixam ansiosos por saber mais sobre elas.

Acho que é este o segredo desta autora. Mais do que uma história (ou neste caso, duas) ela é mestra em criar essas personagens que nos fascinam e conquistam o coração. Talvez seja o melhor livro de 2024. A fasquia ficou mesmo alta para este meu ano literário.

Opinião: "O Oceano no Fim do Caminho" de Neil Gaiman

Peguei neste livro ao calhas, sem saber ao que ía, como é a minha forma preferida de ler um livro. O nome do autor era-me familiar, embora não me lembrasse de ler nenhum livro dele. E lá fui eu. O que encontrei foi uma fábula maravilhosa sobre monstros e a forma como a nossa mente lida com o trauma.

Um homem regressa à sua cidade natal para um funeral. Apesar da sua casa já não existir, ele é atraído para uma quinta ali perto e recorda-se então do seu eu ainda criança com 7 anos e da aventura incrível que supostamente viveu e que havia esquecido.

É assim que conhecemos uma miríade de personagens inesquecíveis, acompanhando os dias daquele pequenote, quando algo de traumatizante aconteceu na sua família, e ele se refugiou junto das vizinhas.

Este é um livro que tem tanto de belo como de negro. Sem dúvida, um livro para adultos, que supostamente não o são. 

"- Oh, os monstros, têm medo - asseverou Lettie - Por isso é que são monstros. Quanto aos adultos... - Parou de falar e esfregou o nariz pintalgado de sardas. - Vou dizer-te uma coisa importante. Os adultos também não parecem adultos, no interior. Por fora, são grandes e intrépidos e sabem sempre o que fazer. Por dentro, são como sempre foram. Como eram quando tinham a tua idade. A verdade é que não há adultos. Não existe nem um, no mundo inteiro."

Recomendo, sem hesitações.

Podem consultar a ficha do livro no site da Editorial Presença » aqui.


Em destaque: "Os Esquecidos de Domingo" de Valérie Perrin

Sinopse:

Aos 22 anos, Justine vive com os avós e o primo, Jules, desde que os pais de ambos morreram num acidente. Os dias de Justine parecem suceder-se sem que nada se altere: trabalha nas Hortênsias, um lar de idosos na pequena aldeia onde habita, e adora conversar com os residentes. Entre eles, está Hélène, uma centenária cujo sonho sempre foi aprender a ler.

Justine e Hélène criam um profundo laço de amizade, alimentado pelas horas que passam a escutar-se e a partilhar memórias e sentimentos. E eis que, enquanto as conversas se multiplicam, três coisas acontecem: Justine começa a interrogar-se sobre a morte dos pais, compra um caderno no qual começa a escrever regularmente, e, no lar, surgem estranhos telefonemas que vão provocar uma pequena revolução nas Hortênsias… De que forma se entrelaçam as histórias? Como podem as antigas e novas memórias fazer Justine mudar o rumo da sua vida?

Como já nos habituou, Valérie Perrin deslumbra-nos com a sua enorme sensibilidade ao tratar os temas mais delicados das nossas vidas num romance em que a melancolia e a graça andam de mãos dadas e nada é deixado ao acaso do destino.

Críticas da Imprensa:
«Um livro que nos lembra - como só Valérie Perrin consegue fazer - que o amor verdadeiro dura para sempre. Que grande romance.»Paris Match«Justine é uma protagonista tão original que nos cativa imediatamente. E o universo desta história, surpreendente, prova mais uma vez o talento da autora. Valérie Perrin é uma contadora de histórias ímpar.»Elle«Em tudo o que lemos e vemos, há indulgência e delicadeza.»The Guardian
Sobre a autora:Romancista e uma das autoras mais importantes no atual panorama literário francês, Valérie Perrin nasceu em 1967, em Remiremont, Vosges. Em 1986, saiu da Borgonha, onde cresceu, para se fixar em Paris. A Breve Vida das Flores, o primeiro romance da autora publicado em Portugal, foi já traduzido para mais de 30 línguas, foi distinguido com os prémios Maison de la Presse e Prix des Lecteurs e tornou-se um dos livros mais vendidos em Portugal no seu ano de edição. Três, o seu mais recente romance, está já publicado em vários países e foi o livro mais vendido do ano em França, na edição de bolso. As obras da autora - incluindo Os Esquecidos de Domingo, agora publicado pela Presença - já venderam mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.Valérie Perrin, que foi também fotógrafa de cena e cenógrafa, juntamente com o seu companheiro Claude Lelouch, vive na Normandia.

Opinião: "A Boa Irmã" de Sally Hepworth

Finalmente! Um livro completamente fora da caixa. Adorei!

A minha recomendação é que o leiam sem sequer passar os olhos por esta minha opinião, pois ficarão muito mais satisfeitos com o que vão descobrindo aos poucos com a leitura. Desta vez, não consigo dar a minha opinião sem um bocadinho de spoiler, por isso, não continuem a ler este post, e arrisquem na leitura do livro, assim mesmo, às escuras! Não se vão arrepender.

Entretanto, se quiserem, podem ler a sinopse na página do livro do site da Editorial Presença.

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A Boa Irmã é a história de duas irmãs, Fern e Rose. Rose tem sido sempre a boa irmã de Fern, que com as suas "esquisitices" vive a vida um pouco descontroladamente e se apoia muito em Rose para praticamente tudo. No entanto, à medida de vamos conhecendo Fern, pela sua própria vez, vamos ficando apaixonados por esta personagem quase caricata. Ela sofre de uma Perturbação do Processamento Sensorial (PPS) e a sua personalidade é muito especial, extremamente analítica e literal, o que faz que por vezes a sua narrativa seja absolutamente hilariante,  quebrar um pouco o tom mais grave da história.

Bem, Rose, será supostamente "a boa irmã". A que sempre protegeu Fern, que cuidou e cuida dos seus interesses, mesmo quando a mãe das duas não podia, ou conseguia. 

Como em quase todos os livros deste género, o que parece nem sempre é, e realmente Rose vai-se revelando através da memória de Fern que destoa do que a sua irmã sempre lhe contou.

Um thriller fabuloso, com uma história mesmo fora do normal, e que me manteve agarrada à leitura do princípio ao fim! Adorei!

Opinião: "Onde Crescem os Limoeiros" de Zoulfa Katouh

Este livro vai direto para o Top 5 deste ano!

Que livro! Uma história arrepiante sobre a realidade na Síria. Algo que todos sabemos, mas que preferimos não ligar. O número de mortos dos que tentam fugir são tantos que já nem nos damos conta que são vidas que se perdem.

Eu podia escrever um dicionário só com as palavras que me vêm à cabeça para descrever este livro. Terminei-o ontem, em lágrimas, e ainda não consigo verbalizar exatamente o que senti ao lê-lo. Apenas sei que o tenho de fazer, para que mais pessoas leiam, para que mais se sintam incomodados com esta situação, para que mais entendam o que é ser um refugiado, e porquê.

É a história de uma jovem que, como tantos outros na Síria, perderam os pais e são chamados à idade adulta antes sequer de deixarem de ser crianças. Salama estava na universidade a estudar Farmácia, quando de repente se vê como médica cirurgiã de urgência num palco de guerra. Com os seus tenros 19 anos ela faz os possíveis e impossíveis para salvar os que entram pela porta daquele hospital em Homs, tentando não quebrar pelo horror que sente quando não pode fazer nada pelos que morrem, ao mesmo tempo que tenta respirar por si e pelos que consegue ajudar. A sua coragem, resiliência e esperança são um hino a todos os jovens dessa nação refém de uma guerra civil que dura há já 12 anos. 

É uma leitura por vezes difícil. Mas é uma leitura maravilhosa. A dor, a angústia, a perseverança e a coragem de um povo, misturada com os sonhos e recordações de uma jovem muçulmana, cuja adolescência foi destruída junto com o seu país. 

Por favor, não deixem de ler esta história. Recomendo-a com todas as células do meu ser. 

"Porque a esperança é como os limoeiros em Homs: há-os em cada casa, em flor, e por mais que os tentem destruir, continuarão sempre a crescer."

Opinião: "O Lugar das Árvores Tristes" de Lénia Rufino

Este foi um livro que quis ler após ver algumas opiniões de valor sobre o mesmo. Não tendo aprofundado a história, nem sequer o tema, entrei como gosto, às escuras. E o que encontrei agradou-me de sobremaneira.

Adorei a escrita desta autora. Simples, sem subterfúgios, mas simultaneamente bela. Lénia Rufino escreve sem urgência, com a calma adequada ao lugar no tempo e no espaço onde se desenrola a ação. Consegue, no entanto, provocar no leitor um rol de emoções que é no fundo o que destaca os bons autores dos demais.

A história está bem concebida, e o tema é pujante e bem localizado. Numa aldeia perdida do interior Alentejano, em pleno regime salazarista, um padre abusa do seu poder, e uma jovem tenta descobrir um segredo escondido, que se acaba por revelar numa família destroçada pelas convenções católicas e sociais. As personagens são interessantes mas podiam estar um bocadinho mais bem desenvolvidas. 

Os pontos negativos para mim são poucos: algumas repetições, nomeadamente nas cenas que envolvem o padre, e umas quantas pontas soltas e assuntos por resolver. Nada que perturbe demasiado a leitura, mas que deixa um certo gosto amargo na boca, assim como o final em aberto, quase que prometendo um seguimento, que certamente não irá acontecer.

Em suma, foi uma leitura que muito me agradou, e que espero seja apenas a primeira desta autora. Recomendo.

Para saber mais sobre este livro ou a sua autora, podem visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença: https://www.presenca.pt/products/o-lugar-das-arvores-tristes.

Em destaque: "Onde Crescem os Limoeiros" de Zoulfa Katouh

Uma história de amor e perda.
Um país em plena revolução. Quanto estamos dispostos a pagar por aquilo em que acreditamos?

Sinopse:
Quando os gritos pela liberdade se começam a ouvir na Síria, Salama está a estudar Farmácia. Por esses dias, ainda tem consigo os pais e o irmão mais velho, e há até um rapaz com quem se irá encontrar para falar de casamento.

Porém, de repente, a guerra civil instala-se no país e Salama vê-se no meio de um hospital onde cada vez mais pessoas chegam a precisar de ajuda. Agora voluntária, a jovem de 18 anos sente que o seu coração está como Homs, a cidade onde nasceu: destruído. Os pais e o irmão morreram. Só lhe resta Layla, a sua cunhada grávida, que quer tanto proteger. Sair do país parece ser a solução, mas Salama está tão ligada àquelas pessoas, à sua terra, onde, mais do que uma guerra, acontece uma revolução pela qual é preciso - e vale a pena - lutar. E Kenan, o rapaz de 19 anos que acaba de ali chegar, com os sonhos desfeitos e disposto a mostrar ao mundo o que se passa, pode ser mais uma grande razão para ­ficar. Porque a esperança é como os limoeiros em Homs: há-os em cada casa, em flor, e por mais que os tentem destruir, continuarão sempre a crescer.

Críticas da Imprensa:

«Extraordinariamente comovente, esta é uma história que nos devolve a esperança.» The Observer

«Um romance incrível, único, que mistura dor, beleza e esperança.» Guardian

«Um retrato poderoso e magistral.» NPR

«A força destas páginas, da história que nelas se conta, é impressionante.» Daily Mail

«Amor, sensibilidade, alegria e tristeza num romance que revela as consequências de lutarmospor aquilo em que acreditamos.» Publishers Weekly

«Um livro intenso e inesquecível que tão bem honra as muitas histórias de sírios e sírias.» Kirkus

Sobre a autora:
Zoulfa Katouh nasceu no Canadá, tem ascendência síria e vive na Suíça. Atualmente a concluir um mestrado em Ciências Farmacêuticas, a autora encontra inspiração no Studio Ghibli, nas montanhas, nos lagos e nas estrelas que a rodeiam. Gosta de falar consigo mesma enquanto caminha pela floresta, de beber café gelado, de fazer biscoitos e bolos e de dizer a todos os que a queiram ouvir que os BTS são pioneiros. Um dos seus sonhos é conseguir que Kim Nam-joon leia um dos seus livros. Onde Crescem os Limoeiros é o seu aclamado romance de estreia.
Sabe Mais Sobre a Autora em: zoulfakatouh.com

Em destaque: "O Pequeno Restaurante da Felicidade" de Ito Ogawa

A felicidade está nas pequenas coisas? Está, e há um restaurante numa aldeia japonesa que a serve, todos os dias, aos poucos que têm o privilégio de o encontrar.

Sinopse:
Rinko, uma rapariga de 24 anos, perde a voz ao rodar a chave na porta e encontrar a sua casa vazia. Tudo, absolutamente tudo, desapareceu, incluindo o almofariz e o pilão que herdara da avó. Também desaparecido sem deixar rasto está o namorado, o maître do restaurante que fica mesmo ao lado daquele em que ela trabalha. Para Rinko, não resta alternativa: tem de deixar Tóquio e regressar à sua aldeia, de onde partiu há mais de dez anos.

Às vezes, a vida tem caminhos misteriosos. É naquela aldeia, da qual, ainda adolescente, fugiu num dia de primavera, que Rinko tem uma ideia que muda o rumo da sua vida e tocará, de forma profunda, a vida de outras pessoas: abrirá um pequeno restaurante, muito especial, no qual só há uma mesa e onde, todos os dias, cozinhará pratos diferentes, em função dos gostos e desejos dos seus clientes.

É então que a verdadeira transformação começa. Cada uma das pessoas que degustam as receitas de Rinko vai encontrar a felicidade - uma rapariga consegue conquistar o coração do rapaz que ama, uma mulher reencontra a vontade de viver…

Bem-vindos ao Pequeno Restaurante da Felicidade, o bestseller japonês que junta os melhores ingredientes para lhe dar uma leitura doce, suave e inesquecível.

Críticas da Imprensa:

«Um romance magnífico, de fazer crescer água na boca.» The Independent

«Quando o ingrediente secreto é o amor, o resultado é um livro luminoso, uma pequena obra-prima com um toque gastronómico único.» Le Nouvel Observateur

«Este restaurante é muito especial: nele, há quem se apaixone, quem perdoe, quem reencontre a vontade de viver. Numa palavra: felicidade.» L’Espresso

Sobre a autora: 
Nascida no Japão em 1973, Ito Ogawa é autor
a de mais de trinta livros e colabora regularmente com revistas de culinária e viagens. O seu primeiro romance, O Pequeno Restaurante da Felicidade, publicado pela Editorial Presença, recebeu o Prémio Eugénie Brazer em França, foi adaptado para o cinema e tornou-se um bestseller internacional.

Opinião: "Mel, Louco Mel" de Jodi Picoult e Jennifer Finney Boylan

Mel, Louco Mel... eu é que fiquei louca com este livro. No final, só me apetecia não saber nada e voltar a lê-lo do início! Este vai ser, sem dúvida, um dos meus Livros do Ano.

E o que dizer quando um livro nos enche as medidas?

  • Uma história interessantíssima sobre um tema muito atual e bastante polémico;
  • Cenas de tribunal (que eu adoro). O advogado de defesa é o mesmo que surgiu num outro livro da autora, O Pacto.
  • Personagens principais cativantes pelas quais sentimos uma empatia impressionante. Ficamos a conhecê-las intimamente, pois cada capítulo é narrado alternadamente por cada uma delas, mostrando o seu ponto de vista sobre os acontecimentos, o que na realidade nos leva a ir mudando de opinião à medida que o caso avança;
  • Um tema secundário também ele super interessante, neste caso específico, e para que não hajam dúvidas sobre o título, trata-se de abelhas. Uma das personagens principais é apicultora;
  • Um twist ou dois que ninguém espera. Verdadeiros murros no estômago, que nos faz querer atirar o livro contra a parede. Esteve quase, confesso.

E pronto. Que mais dizer? Não podendo falar mais sobre a história sem correr o risco de fazer spoiler, só vos digo que LEIAM este livro. Não deixem mesmo de o ler. Acreditem que vão aprender imenso, e quem sabe, talvez vos ajude a formar opinião sobre algo que faz parte da nossa vida em sociedade e que tantas vezes é varrido para debaixo do tapete. 

Para quem não leu Jodi Picoult, este é um bom livro para começar. Assemelha-se aos livros mais antigos dela, pelo que quem não ficou fã dos mais recentes (apesar de eu não entender como), pode retomar a leitura desta autora com Mel, Louco Mel. Vale mesmo a pena!

Merece os meus 💙💙💙💙💙+💙💙.

(numa escala de 1 a 5)

Para mais informações, espreite a página do livro no site da Editorial Presença: https://www.presenca.pt/products/mel-louco-mel


Em destaque: "Mel, Louco Mel" de Jodi Picoult e Jennifer Finney Boylan

Quando duas vidas se cruzam, quantas voltas pode a vida dar?

Sinopse:

O novo e surpreendente romance de uma das autoras mais lidas em todo o mundo.

Olivia sabe bem o que é ter de recomeçar. A vida perfeita que tinha - em Boston, casada com um cirurgião brilhante, e com um filho muito amado, Asher - foi completamente arrasada quando o marido revelou ter um lado negro. Olivia nunca podia ter imaginado que voltaria para a casa e para a cidade onde cresceu, no New Hampshire, e que ficaria à frente do negócio de apicultura do pai.

Lily também sabe o que é ter de começar do zero. Quando veio com a mãe para aquela cidade, no último ano da escola secundária, ambas acreditavam que aquele seria o início de uma vida diferente.

Os caminhos de Olivia e Lily cruzam-se quando Asher se apaixona por Lily. Alunos na mesma escola, o amor que os une deixa Lily num estado de absoluta felicidade. Porém, às vezes, Lily sente que talvez não possa confiar plenamente em Asher…

Até que um dia, Olivia recebe um telefonema. Do outro lado da linha, alguém lhe diz que Lily foi encontrada morta e Asher está a ser interrogado pela polícia. Olivia acredita, com todas as suas forças, que Asher está inocente, mas não seria honesta consigo própria se não admitisse que, ao mesmo tempo, vê alguns traços do temperamento do ex-marido no filho. À medida que a investigação avança, esta mãe percebe que o filho escondeu muito mais do que partilhou com ela.

Misturando suspense com uma história de amor inesquecível, Mel, Louco Mel é um romance poderoso, atual e intemporal. 

Sobre as autoras:
Jennifer Finney Boylan
, autora de mais de 18 livros de grande sucesso, é professora e a primeira escritora no programa de residências literárias Anna Quindlen na Faculdade de Barnard da Universidade de Columbia. Colaboradora regular do New York Times, é também uma reconhecida defensora dos direitos humanos e membro do Conselho de Curadores da PEN America. Entre 2011 e 2018, exerceu funções no Conselho de Administração da GLAAD. O seu livro de memórias, She's Not There: A Life in Two Genders, foi o primeiro bestseller de uma autora americana transgénero.
Vive em Nova Iorque e em Belgrade Lakes, Maine, com a mulher, Deedie. Têm um filho, Sean, e uma filha, Zai.
Jodi Picoult formada em Escrita Criativa em Princeton e pós-graduada em Harvard, Jodi Picoult é autora de 28 romances bestsellers. Muito apreciados pelos leitores e pela crítica, os seus livros estão publicados em 35 países e já venderam mais de 40 milhões de exemplares. Jodi Picoult recebeu vários prémios e distinções, entre os quais o New England Bookseller Award for Fiction, o Alex Awards da YALSA, o prémio de carreira da Romance Writers of America e o NH Literary Award for Outstanding Literary Merit. Quatro dos seus romances deram origem a telefilmes e Para a Minha Irmã foi adaptado ao grande ecrã, com realização de Nick Cassavetes. Os seus últimos livros entraram diretamente para nº 1 do top do New York Times. Também na Editorial Presença estão publicados Um Clarão de LuzO Poder das Pequenas CoisasTempo de Partir e O Livro dos Dois Caminhos. Jodi Picoult vive nos Estados Unidos da América com o marido e os três filhos

Saiba mais sobre a autora emjodipicoult.com


Mais informações, consulte o site da Editorial Presença.

Opinião: "Três" de Valérie Perrin

Há livros que não se esquecem. Que são um privilégio ler. Que nos entretêm, conquistam, emocionam, marcam. Este é isso tudo.

Quando li o A Breve Vida das Flores no início deste ano, fiquei na dúvida se tinha encontrado uma autora especial ou se era mais um daqueles "one hit wonders", um livro único cuja qualidade o autor não volta a replicar. Este "Três" é a prova dos nove. Não há dúvida, Valérie Perrin é uma autora absolutamente maravilhosa. Conquistou-me com este livro, tal como com o primeiro.

Mas, há que dizê-lo. São diferentes. Têm a mesma qualidade, a escrita, o desevolvimento da história, as personagens, a forma como está organizado, tudo perfeito, cinco estrelas. Apenas são diferentes. 

Enquanto o primeiro se centra numa única personagem principal, por quem nos apaixonamos completamente, este "Três" tem, como bem o nome indica, três personagens principais que acompanhamos desde a infância até à idade adulta. São personagens incríveis, super bem estruturadas, com as suas personalidade, virtudes e defeitos, enredadas numa amizade sem mácula, que perdura apesar do que a vida lhes atira para cima. Acompanhamos os seus percursos, as suas alegrias e tristezas, a forma como se apoiam, os que os rodeiam, os que os amam e os que os odeiam. E descobrimos o seu âmago, que por vezes não é bom nem mau, apenas diferente.

Tal como no primeiro livro, este também tem o seu segredo, que engenhosamente a autora nos vai revelando aos bocadinhos, quase sem darmos por isso. E é também esta habilidade, que é uma delícia descobrir na leitura. Valérie Perrin é uma verdadeira contadora de histórias. Fiquei refém da sua escrita. Quero mais!

Opinião: "Os Meus Dias na Livraria Morisaki" de Satoshi Yagisawa

Quer-me parecer que cada vez estou a gostar mais de ler autores japoneses. A sua escrita é sempre tão delicada, as suas histórias tão cheias de profundidade e significado, que me deixam a meditar sobre o que li e o que senti.

Este pequeno livro conta-nos a história de uma rapariga que vive a sua vida sem grandes objetivos. Tatako saiu da sua aldeia e vive na grande cidade de Tóquio, mas arrasta-se num emprego que não a preenche, e num relacionamento sem futuro. Quando o namorado a deixa para casar com outra rapariga, tudo se desmorona e Tatako cai numa forte depressão. 

Como tudo na vida tem o seu lugar no tempo, o tio de Tatako aparece-lhe na altura certa e necessária, arrastando-a para a sua vida e para a livraria da família. A Livraria Morisaki fica no distrito de Jinbocho, em Tóquio, um bairro de livraria, um local lindo e maravilhoso.

O que acontece de seguida não vos vou contar, mas lembro que há alturas nas nossas vidas em que o Destino tem um lugar importante, e esta é uma história sobre a magia do despertar para a vida. Uma leitura tão cheia de simplicidade quanto profundidade, que me encheu as medidas e me fez sorrir. Recomendo!!

E quem não se sente tentado a visitar este bairro em Tóquio?
Deixo-vos algumas imagens.



Em destaque: "Três" de Valérie Perrin

A autora do bestseller A Breve Vida das Flores regressa com um romance tocante sobre a amizade.

Sinopse:
Uma história em que a adolescência, a passagem para a vida adulta e as dores de crescimento nos mostram de que matéria é feito um dos mais profundos sentimentos da vida: a amizade.
Adrien, Étienne e Nina têm dez anos quando se conhecem na escola, em 1986. Rapidamente, tornam-se muito próximos, criam um laço fortissimo e fazem um pacto: vão partir, juntos, para Paris e jamais se separarão.
Muitos anos mais tarde, em 2017, é encontrado um carro no fundo de um lago, no lugar onde os três amigos cresceram. Virginie, uma jornalista com um passado nebuloso, faz a cobertura do caso. Pouco a pouco, ela vai 
descobrindo o que aproximou aqueles três amigos. Que pessoas são, hoje, Adrien, Étienne e Nina? Qual é a relação entre este estranho acontecimento e a história de amizade que une os três?

Valérie Perrin regressa com um romance tocante em que, uma vez mais, consegue não só imprimir beleza às pequenas coisas da vida, mas revelá-la perante os nossos olhos. É um mergulho nas águas tumultuosas - e tantas vezes turvas - da adolescência e, sobretudo, no tempo que passa e nos separa das pessoas que fomos então.

Sobre a autora:
Romancista e uma das autoras mais importantes no atual panorama literário francês, Valérie Perrin nasceu em 1967, em Remiremont, Vosges. Em 1986, saiu da Borgonha, onde cresceu, para se fixar em Paris. A Breve Vida das Flores, o primeiro romance da autora publicado em Portugal, foi já traduzido em mais de 30 línguas, foi distinguido com os prémios Maison de la Presse e Prix des Lecteurs e tornou -se o livro mais vendido em Itália no ano da sua publicação. Três, o seu mais recente romance, está já publicado em vários países e foi o livro mais vendido do ano em França, na edição de bolso. As obras da autora já venderam mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.

Valérie Perrin, que foi também fotógrafa de cena e cenógrafa, juntamente com o seu companheiro Claude Lelouch, vive na Normandia.

Opinião: "A Breve Vida das Flores" de Valérie Perrin

Este foi o primeiro livro deste ano. Já o tinha há algum tempo em estante, empréstimo de uma amiga, que muito mo recomendou. Como uma das decisões de início de ano foi despachar empréstimos, lá peguei nele. E bendita hora o fiz, porque realmente se revelou num dos melhores livros que já li.  Mereceu os meus 💙💙💙💙💙+💙, e foi daqueles livros que tentamos ler devagar para não chegar demasiado depressa ao fim, sabem?

É deveras um livro extraordinário. A forma como está escrito, a história de uma vida, com tantos pormenores deliciosos, que nos encanta, seduz, entristece e anima em simultaneo.

É uma história demasiado especial para eu a "estragar" simplificando-a. Por isso não o vou fazer. Leiam a sinopse, dir-vos-á tudo o que necessitam saber. Porque o resto, terão de descobrir vocês próprios, durante a leitura, e ficar completamente assoberbados com a imensidão de sentimentos que vos irão avassalar. Porque vão.

Com um toque de humor maravilhoso, Violette Toussaint, vai-nos contanto a sua história, e a história de todos os que preenchem a sua vida. Uma personagem que subiu direto para o topo do rol das minhas personagens favoritas. Uma vida que não vou facilmente esquecer. Absolutamente maravilhoso. Não deixem de ler.

Podem ler a sinopse aqui.

Em destaque: "O Último Jantar" de B. P. Walter

Quatro pessoas entram numa sala. Uma delas nunca sairá.

Sinopse:
Quem matou Matthew? Como? E porquê? No final, morre um, mas esta história está toda por contar. Um dos thrillers mais surpreendentes do ano. 

Charlie e Matthew têm uma vida perfeita: casados, moram em Londres e têm um filho, Titus. Matthew adora ler e falar sobre os autores de que gosta, e por isso criou um clube de leitura. A felicidade parece ser a nota predominante nas vidas destas três pessoas. Até àquele dia. 

Charlie e Matthew estão na livraria e conhecem Rachel, que acaba de se mudar para a cidade. Rapidamente, num impulso, Matthew convida Rachel para se juntar ao seu clube de leitura. Charlie tem um pressentimento e discorda, mas é tarde de mais. o convite está feito e ela aceitou. 

E é então que, certa noite, o impensável acontece. O que seria um jantar normal entre quatro pessoas transforma-se numa cena brutal: Titus está paralisado, Matthew está morto, Charlie está a olhar para Rachel… e Rachel está a ligar para a polícia, ainda com a faca ensanguentada na mão.

Sobre o autor:
B. P. Walter é autor de vários thrillers de grande sucesso, entre os quais se destaca O Último Jantar. Nascido em Essex, foi lá que passou a infância e a adolescência a ler avidamente. Trabalhou em várias livrarias e frequentou a Universidade de Southampton, na qual se formou em Cinema e Inglês, tirando depois um mestrado em Cinema e Gestão Cultural. Passou pela Faber Academy e foi gestor de redes sociais da cadeia de livrarias Waterstones. Mora em Essex. Saiba mais sobre o autor em: bpwalter.com

Opinião: "Queria tanto que estivesses aqui" de Jodi Picoult

Este foi um dos livros mais difíceis que tive de ler. Tive, porque quis, claro está. Porque se só lermos coisas fáceis e simples, não crescemos, não aprendemos, não evoluímos.

Bem, de Jodi Picoult, esta autora que não é por acaso que está no meu Top 5, eu já espero tudo. Mas nunca, em tempo algum, pensei que ela fosse atingir tão perto de casa.

Por norma, quem me lê sabe que não sou fã de estragar a leitura a quem está interessado em ler o livro. Refreio-me de divulgar certos factos. Mas desta vez, não tenho como deixar de mencionar um pequeno pormenor, que irá de imediato condicionar-vos. Portanto, quem for ler o livro, não leiam esta opinião daqui para a frente.

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Gosto de entrar nas leituras sem ler a sinopse. Principalmente, se for de um autor que conheço. Por isso, fui às cegas. Nunca imaginei eu que a conjuntura em que se desenrola a história fosse a pandemia e o ano 2020, quando o mundo parou.

Todos nós ouvimos falar de histórias de pessoas que ficaram dois meses "presos" num local de férias quando tudo rebentou. E foi num desses exemplos que Jodi Picoult se baseou para construir a sua história. 

Como sempre, a autora rodeou-se de gente informada, especialistas, técnicos, gente que trabalhou na linha da frente durante esse período. Daí o termos uma personagem médica, que nos relata como tudo aconteceu desde o dia em que foi registado o primeiro caso Covid positivo. Também temos personagens que sobreviveram. Casos raros de resiliência. E algures no meio de tudo, uma história. Daquelas mesmo à Jodi Picoult, que, a certa altura, nos leva a querer atirar o livro contra a parede, para depois o ir buscar a correr para continuar a ler.

Não foi uma leitura fácil. Mas foi uma leitura necessária e certa no tempo certo. Um livro brutal que todos deveriam ler. Ninguém vai ficar indiferente.

A minha mãe não morreu de Covid. Mas por causa da Covid. Há bombas que caem demasiado perto de casa.

Em destaque: "Queria Tanto que Estivesses Aqui" de Jodi Picoult

A vida é o que acontece enquanto fazemos outros planos.

Sinopse: 
Diana tem tudo perfeitamente planeado. Vai casar aos 30, ter filhos aos 35 e mudar-se para os subúrbios de Nova Iorque. E tudo enquanto sobe na carreira supercompetitiva dos leilões de arte. Ainda não está noiva, é certo, mas sabe que o namorado, Finn, um médico-cirurgião interno, vai pedi-la em casamento na escapadinha romântica que vão fazer às ilhas Galápagos. Vai ser poucos dias antes de Diana fazer 30 anos. Mesmo a tempo.

Mas, de repente, algo acontece na cidade e Finn é chamado pelo hospital na véspera da partida. Diana fica dececionada, porém, o namorado insiste que vá na mesma, e ela lá parte rumo às ilhas paradisíacas, ainda que com muita pena de ir sozinha.

A viagem de sonho cedo se transforma num novelo de complicações. A bagagem de Diana desaparece, o wi-fi quase não funciona, o hotel onde ia ficar é fechado e toda a ilha fica isolada devido a uma doença ainda sem explicação. É neste cenário que, completamente só e sem conhecer ninguém, ela se vê obrigada a sair da sua zona de conforto e…

É assim que Diana começa a criar uma relação com uma adolescente, que encontra nela a confidente perfeita. E é assim que Diana, uma mulher que tinha toda a vida planeada na sua cabeça, se vê confrontada consigo própria, ali, naquele paraíso de onde, durante bastante tempo, não poderá partir.

Quanto da nossa vida é realmente o que queremos? Estaremos, como Diana, no momento de parar, calar o ruído do mundo e pôr em perspetiva o nosso caminho?

Um romance que nos faz voltar ao lugar mais próximo e mais longínquo, o lugar onde é mais difícil chegar - dentro de nós, onde a verdadeira voz se ouve e o coração bate bem alto, sem nada que o faça calar.

Sobre a autora:

Jodi Picoult, uma das romancistas mais populares da atualidade, nasceu em 1966, em Long Island, Nova Iorque. Licenciou-se em Escrita Criativa pela Universidade de Princeton – Picoult foi eleita como uma das dez mais influentes antigas alunas, numa lista que conta com personalidades como Michelle Obama ou Jeff Bezos – e obteve, depois, o grau de Mestre em Educação pela Universidade de Harvard. Autora bestseller nº 1 do New York Times, os seus romances encontram-se traduzidos para trinta e quatro línguas, em trinta e cinco países – e muitos deles adaptados ao cinema. Com uma vasta bibliografia, Picoult foi galardoada com diversos prémios, dos quais destacamos o New England Bookseller Award for Fiction, o Lifetime Achievement Award for Mainstream Fiction, atribuído pela Romance Writers of America, o Alex Award, atribuído pela Young Adult Library Services Association, e o Sarah Josepha Hale Award.

Opinião: "O Casal do Lado" de Shari Lapena

Este foi um livro que apanhei numa promoção maluca e que adquiri por impulso. O título chamou-me à atenção e o tema era cativante, como me apetecia um thriller levezinho, embarquei na leitura.

A leitura foi rápida, e ainda bem. É daqueles livros que iniciados tens de ler até ao fim, para saber como acaba, e não consegues deixar de o fazer, mesmo que não estejas a gostar lá muito.

Foi o que me aconteceu. A história é interessante e até promete, mas a escrita é muito banal e repetitiva. Não me conquistou. Mas li-o até ao fim. Tinha de confirmar o fim da história, e descobrir o mau da fita. Até nisso fiquei desiludida, pois a meio do livro já lá tinha chegado.

Não digo que foi uma perda de tempo, pois ler é sempre uma mais valia, mas gostaria de ver este livro escrito por outra autora, com mais twists e menos repetições.