Mostrar mensagens com a etiqueta Daphne Du Maurier. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Daphne Du Maurier. Mostrar todas as mensagens

Opinião: "O Outro Eu" de Daphne Du Maurier

Sou fã de Daphe Du Maurier desde que descobri que era ela a autora de "Os Pássaros" e de outro filmes do género. Ainda não li "Os Pássaros" (está na lista!), mas li "A Minha Prima Rachel", "A Pousada da Jamaica", "Rebecca", "A Casa na Praia" e agora este. 

De todos julgo que talvez  seja este o mais contemporâneo. Foi um livro quase sem época. A meu ver podia passar-se nos dias de hoje como em 1957, ano da sua publicação.

O mote é simples: um francês e um inglês encontram-se por acaso no bar de uma estação de comboios. A semelhança entre os dois é inacreditável. Dir-se-iam irmãos, no mínimo, senão mesmo gémeos. Passam as horas seguintes à conversa, até que John, o inglês, fica num torpor alcoólico que o remete para o esquecimento. Quando acorda, Jean-O, o francês roubou-lhe a identidade e John vê-se perante a inevitabilidade de ter de assumir o seu papel como patriarca aristocrático de uma família conturbada.

É uma história mirabolante, extremamente bem conseguida, não fora a autora uma das favoritas de Hitchcock. 384 páginas que se lêem num ápice. Não é impressionante a capacidade de determinados autores escreverem histórias intemporais?

Gostei imenso, e recomendo sem hesitações.

"A Casa na Praia" de Daphne Du Maurier (OPINIÃO)


Há muita gente que não conhece Daphne Du Maurier. Desde que a Editorial Presença a publicou em 2009 tenho tentado ler tudo o que esta autora escreveu. Há algumas edições antigas dos Livros do Brasil, mas confesso, prefiro ler uma edição mais atual. E aí, dou graças a Deus pela Editorial Presença que ao longo destes anos lança um livro dela de tempos a tempos. Foi o caso de A Pousada da Jamaica, Rebecca, A Minha Prima Rachel e agora, A Casa na Praia.

Bem, para quem não sabe quem foi Daphne Du Maurier, ou o que escreveu, passo a fazer um pequeno resumo: Daphne nasceu em Londres em 1907, era filha de atores e neta de um escritor, por isso podemos crer que a arte da escrita que lhe corria nas veias. Em 1936, deu-se o primeiro encontro da obra desta jovem autora e o famoso realizador de cinema Alfred Hitchcock. O seu livro A Pousada da Jamaica foi adaptado ao grande écran, mas seria apenas com Rebecca em 1940 que a dupla produziria frutos - o filme ganhou o Óscar de Melhor Filme e Melhor Fotografia (a preto e branco), para além de ter sido nomeado em onze das mais importantes categorias.
Aposto que muitos de vós ainda não sabe de quem falo. Ok. E se eu vos falar de um dos mais famosos filmes de Hitchcock, Os Pássaros? Sim. É também uma das histórias de Daphne. Acredito que tenham ficado curiosos com esta autora. Procurem-na. Vale a pena!

Em relação a este livro que hoje vos trago, A Casa na Praia, foi publicado originalmente em 1969 mas é tão atual que impressiona. A autora apresenta-nos um autêntico conto de assombrar, puxando-nos em ato contínuo para dentro da história. Lido à média luz num ambiente recatado e fustigado pelo vento, acredito que produziria efeitos arrepiantes. Abordando o tema das viagens no tempo, que não é dos meus temas favoritos, ela consegue contar uma história dentro da história principal, sendo que o protagonista principal se torna num mero espectador nessa outra época. Adorei as descrições dos locais, as diferenças do antes e depois, todas as personagens agarradas ao seu tempo. A forma como ela escreve é magnífica. Ajuda-nos a situar, entendem? E para além disso, já vos disse que a Cornualha é um daqueles sítios que hei-de um dia visitar? ;)


Enfim, apesar de não ter sido um dos meus livros favoritos da Daphne, gostei muito de poder apreciar novamente a sua escrita e a forma como tece os seus enredos. Recomendo.

P.S. Na imagem encontram a verdadeira casa na praia, local onde Daphne se inspirou para escrever esta história. Não é um local lindíssimo? Estava à venda há uns anos por 3 milhões de libras. ;)

Em destaque: "A Casa na Praia" de Daphne Du Maurier

Sinopse:
Dick Young vive na Cornualha, em casa do seu amigo Magnus Lane, um cientista que faz investigação química na Universidade de Londres. Dick sente-se intrigado quando Magnus lhe pede que sirva de cobaia de uma nova droga que este descobriu, mas aceita participar na experiência

A droga fá-lo viajar no tempo, transportando-o para o século XIV, no local exato onde vive: Kilmarth. A cada viagem proporcionada pela misteriosa droga, Dick vai-se envolvendo mais profundamente nos assuntos de pessoas que morreram há seiscentos anos, enredadas numa teia de amor, ciúme e intrigas.

Progressivamente, vai perdendo o controlo da sua vida o do seu próprio tempo. 

Quando surge a chocante notícia de que Magnus fora assassinado quando se dirigia a Kilmarth, apenas Dick se apercebe da causa aparentemente inexplicável da morte do amigo. Mas tendo Magnus desaparecido, o que acontecerá à experiência em curso e a Dick.

Um romance clássico notável, de um dos maiores nomes da literatura britânica.


Sobre a autora:
Daphne du Maurier nasceu em Londres em 1907. Filha de atores e neta de escritor, recebeu formação escolar em casa e despois em Paris. Publicou o seu primeiro romance, The Loving Spirit, em 1931. Viria a tornar-se numa das autoras britânicas mais apreciadas de sempre, e foi com A Pousada da Jamaica (1936) e Rebecca (1938) - de longe o seu livro mais conhecido - que conquistou o seu vasto público. Muitos dos romances que escreveu são bestsellers e inspiraram filmes inesquecíveis de grande sucesso. Foi agraciada com a DBE (Dame da Ordem do Império Britânico) em 1969, e viveu, até à sua morte em 1989, na sua amada Cornualha.

Para além dos dois romances já citados, a Editorial Presença publicou igualmente A Minha Prima Raquel.

Para mais informações sobre este, ou outros, livros da autora, queiram por favor visitar o site da Editorial Presença » aqui.

"A Minha Prima Rachel" de Daphne Du Maurier (Opinião)

Quem não leu esta autora não sabe o que está a perder. Daphne Du Maurier foi uma escritora do século XX, nascida em 1907 e falecida em 1989. Na sua bibliografia encontramos livros que muitos conhecem, principalmente por terem sido adaptados ao cinema pelo fabuloso Sr. Hitchcock. Daphne era a sua autora de eleição. Falo-vos de títulos como Os Pássaros, A Pousada da Jamaica ou Rebecca. Na verdade, e até à data, julgo que pelo menos treza das suas obras foram adaptadas ao grande écran, e mais de quarente foram transformadas em séries ou filmes televisivos.

É exatamente o caso deste livro. A Minha Prima Rachel já havia sido adaptado ao cinema em 1952 com o realizador Henry Koster, e Olivia de Havilland e Richard Burton nos papéis principais. Foi por sinal o primeiro filme americano deste grande ator!
Agora, ao final de 65 anos, A Minha Prima Rachel volta ao grande 
écran numa adaptação de Roger Michell (o realizador de Notting Hill) e com um fabuloso elenco onde constam nomes como Rachel Weisz e Sam Claflin (sigh*).

Mas falemos do livro em si. A Minha Prima Rachel é uma história marcada pela constante inquietação, característica comum aos livros que já li desta autora, e que para mim a torna tão excecional. Estamos com esta constante sensação de inquietude. De dúvida. Não vos sei explicar melhor do que isto. Daphne Du Maurier é uma maestrina na arte de deixar o seu leitor suspenso na incerteza. Será que sim? Será que não? Será que Philip tem razão sobre Rachel ou a sua intuição inicial estava certa e foi corrompida pela impressionante personagem que é a prima Rachel? Ou será que Philip é que é impressionável? E afinal, qual deles é a vítima e o vilão? A verdade é que não sabemos exatamente quem é Rachel. E não há forma de o descobrir a não ser por alguns testemunhos escritos deixados por Ambrose, tutor de Philip, que foi brevemente casado com Rachel e acabou por morrer em sua casa na longínqua Itália. (Podem ler a sinopse na página do livro no site da Editorial Presença.)



Como vêem, uma história aparentemente simples, torna-se num verdadeiro intenso e dramático mistério...

A ação tem lugar em Inglaterra, mais especificamente na Cornualha, algures na primeira metade do século XVIII, pelo que o próprio envolvimento é por si só um pouco negro, quase gótico. Perfeito para a história que Daphne nos conta.

Como já devem ter percebido, adorei o livro. Só me apetece escrever e falar sobre ele. E claro, estou mortinha por ver o filme, que aposto, me vai desiludir um pouco. É sempre assim quando gosto muito de um livro. Daphne Du Maurier é uma autora que não podem deixar de ler. E "A Minha Prima Rachel" é um bom livro para se iniciarem. Não percam a oportunidade!

«Eles costumavam enforcar homens em Four Turnings.
Agora já não.»

Em destaque: "A Minha Prima Rachel" de Daphne du Maurier

O livro que deu origem ao filme!
Adaptação cinematográfica com Rachel Weiss e Sam Clafin

Sinopse:
Sem sequer nunca se terem encontrado, Philip odeia Rachel, com quem Ambrose, seu primo, casou durante uma estadia em Itália. E quando este lhe escreve e lhe transmite a suspeita de que a mulher o quer envenenar , Philip não sente quaisquer dúvidas. Ambrose morre em circunstâncias pouco claras e Philip jura vingar a sua morte. Semanas depois, Rachel visita-o na sua propriedade da Cornualha, e a animosidade que Philip sentia por ela vai dando lugar a um fascínio incontrolável. 
Quem é Rachel afinal? Uma mulher realmente apaixonada? Ou movida por interesses pessoais?

Daphne du Maurier confirma nesta obra o seu enorme talento para escrever histórias com uma grande riqueza narrativa, suspense e intriga permanentes e uma apurada caracterização das personagens. Um romance clássico, cativante, com uma escrita belíssima.

Críticas da Imprensa:

«O leitor é levado desde a primeira página à atmosfera soturna e cruel de Rebecca.» New York Times Book Review

«Daphne du Maurier tinha como principal objetivo cativar e seduzir através da escrita. Neste livro consegue -o na perfeição, na esteira de Rebecca.» New York Times

«Da mesma categoria de Rebecca, mas com uma narrativa ainda mais conseguida.» Guardian

Sobre a autora:
Daphne du Maurier (1907-1989) nasceu em Londres. Filha de atores e neta de escritor, recebeu formação escolar em casa e depois em Paris. Em 1928, começou a escrever contos. Publicou o primeiro romance, The Loving Spirit, três anos mais tarde. Viria a tornar-se numa das autoras britânicas mais famosas de sempre, com Rebecca - de longe o seu livro mais conhecido. Muitos dos romances que escreveu são bestsellers e inspiraram filmes inesquecíveis de grande sucesso. Viveu a maior parte da sua vida na Cornualha, cenário natural de grande parte dos seus livros. À medida que a obra literária de Daphne du Maurier lhe foi granjeando fama à escala mundial, a escritora foi-se tornando mais solitária, acabando por se afastar do mundo que a rodeava. Da autora, a Presença publicou A Pousada da Jamaica e Rebecca nesta mesma coleção.

"A Pousada da Jamaica" de Daphne Du Maurier

Quando no ano passado li pela primeira vez esta autora fiquei apanhada. "Rebecca" é um livro estranho e extraordinário e deu-me imensa vontade de saber que mais livros teria esta autora escrito. Fiquei admiradíssima ao saber que entre vários, se contavam "Os Pássaros" e "A Pousada da Jamaica", livros que ficaram automaticamente na minha lista dos MR (Must Read). ;)

Este Natal que passou decidi colocar este livro no meu sapatinho, mas só agora consegui pegar nele.
"A Pousada da Jamaica" é sem dúvida um livro inquietante e absorvente, uma verdadeira obra-prima do romance de mistério. Daphne Du Maurier tem uma capacidade fantástica de escrever de forma quase perturbadora (também reparei nisso no "Rebecca") e é logo após as primeiras frases que o leitor se sente quase que incomodado, inquieto, alerta para o que aí vem.
Relativamente ao cenário, veio-me amiúde à memória "O Monte dos Vendavais", embora o registo seja completamente diferente. A heroína é uma jovem de 23 anos possuidora de um forte carácter que a leva a enfrentar os seus adversários com uma presença de espírito pouco comum naquela época, apesar da sua fragilidade enquanto mulher.
Não adianto mais sobre a história pois não quero estragar o "suspense", mas digo-vos que é um livro que vale bem a pena, apesar de não ser tão bom como o "Rebecca".
Alfred Hitchcock também partilhou desta opinião, pois adaptou "A Pousada da Jamaica" para o grande écran em 1939, sendo a sua última obra de produção inglesa.

Para terem uma ideia do que falo, podem começar a ler o livro aqui.

Sinopse:
"A Pousada da Jamaica" é uma obra-prima do romance de mistério, que se passa na Cornualha no ano de 1820.
Mary Yellan, uma jovem de vinte e três anos, vê-se obrigada, após a morte da mãe, a ir viver com uma tia num local ermo e isolado onde esta, juntamente com o marido, explora a Pousada da Jamaica. Mas Joss Marlyn, o marido da tia Patience, é um homem obscuro e violento, e uma atmosfera ameaçadora e sinistra envolve aquele lugar.
Suspense, paixão e aventura numa obra reveladora da capacidade única de Du Maurier para captar o espírito perturbador, quase sobrenatural, dos locais que elege como cenário dos seus romances.

Críticas de imprensa:

«Uma autora incomparável.» Sunday Telegraph

«A Pousada da Jamaica é uma leitura excelente, difícil de interromper.» The Times

"Rebecca" de Daphne du Maurier

Que livro fantástico!
Uma história simples e ao mesmo tempo desconcertante, bem ao estilo de Hitchcock. Não admira pois que ele lhe tivesse pegado e em 1940 arrebatado à Academia o Óscar de Melhor Filme.
Mas na verdade (e isto muito me surpreendeu) "Rebecca", que é considerado um dos grandes clássicos de Hitchcock, não é a única obra de Daphne du Maurier que foi  aproveitada por ele. "Os Pássaros" e "A Pousada da Jamaica" também foram transferidos com sucesso para o grande écran.

Relativamente ao livro só posso dizer que é uma leitura extraordinária e que nos prende desde a primeira frase. "A noite passada sonhei que voltava novamente a Manderley" transmite a ideia que algo de estranho terá acontecido. Vamos então conhecendo aos poucos a jovem heroína, cujo nome nunca nos é divulgado, e apercebêmo-nos que à medida que a história evolui e o mistério se adensa, também a nossa heroína se transforma, deixando para trás a sua ingenuidade e assumindo o seu papel como Mrs. de Winter.
Mas o que aconteceu a Rebecca, a anterior Mrs. de Winter? Que mistério envolve a sua morte, e principalmente a sua vida?
É realmente um livro extraordinário que vale mesmo a pena ler!!


Sinopse:
Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

Obrigada querida amiga. pela tua perspicácia e gentileza!