Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Editora. Mostrar todas as mensagens

Opinião: "Por Cada Sorriso Falso" de Dorothy Koomson

Acompanho esta autora há muito tempo e é um prazer vê-la evoluir cada vez mais a cada livro que escreve. "Por Cada Sorriso Falso" é mesmo mais um passo em frente em direção ao género que ela decidiu explorar há alguns livros atrás. Thriller, é sem dúvida um dos carimbos que poderá colocar na sua lista de géneros.

E o que eu adoraria ver este enredo e estas personagens convertidas numa série ou num filme! Ação não falta, e as reviravoltas na história são verdadeiramente surpreendentes. Já para não falar nas personagens... (Desculpa-me Dorothy, não sei quem tinhas em mente para a personagem de Jeb, mas eu só imaginava o Idris Elba!). Estão todas incríveis, bem construídas e equilibradas. 

Há um pormenor que também me parece novo nos seus livros: digamos que acrescentou algumas cenas com mais tempero, a dar para o picante. Eu que não sou grande fã desse tipo de livros, achei que até ficou muito bem na história! E o Idris Elba... ai o Idris Elba. lol

Gostei muitíssimo deste novo livro, e claro, fico ansiosamente à espera do que virá a seguir!

Podem espreitar a sinopse aqui: https://www.wook.pt/livro/por-cada-sorriso-falso-dorothy-koomson/30137085?a_aid=4e7a0d2ded62d 


Opinião: "A contadora de histórias de Auschwitz" de Siobhan Curham

Embora já sejam demasiados os livros publicados sobre este tema, acabamos por encontrar sempre um que se destaca, e embarcamos mais uma vez numa viagem aquela época de horror que não devemos nunca esquecer.

A capa e o título do livro chamaram-me à atenção. E encontrei exatamente o que esperava. Mais uma história sobre os horrores de Auschwitz, com uma abordagem ligeiramente diferente. Fez-me lembrar um pouco o filme A Vida é Bela, se bem que não lhe chegue aos calcanhares. 

É uma história sobre a beleza e a força das palavras num mundo onde reina a escuridão. 

Etty Veil é uma jovem autora judia que viu os seus trabalhos cancelados após Paris ser alvo da ocupação nazi. Ao ser levada para um dos campos de concentração, ela testemunha a separação de uma mãe e da sua filha adolescente. A mãe seguiu para os "banhos" e a jovem desamparada acaba por encontrar refúgio nos braços de Etty que a adota como irmã mais nova.

Para ofuscar o horror do que se passa à sua volta, Etty começa a contar pequenas histórias a Danielle e apercebe-se, aos poucos, que não é só Danielle que a ouve. Também as outras mulheres no barracão onde dormem aproveitam as histórias de Etty para fugir à realidade. Etty encoraja-as então a partilharem as suas histórias e promete-lhe sobreviver para contar todas as suas histórias ao mundo.

É um livro duro, como todos os que retratam esta época de horrores, mas é também um livro de esperança e de amor. Gostei muito. Mas tão cedo não vou pegar noutro deste género...

Opinião: "A Casa entre os Pinheiros" de Ana Reyes

Quando um livro é recomendado pela Reese Witherspoon eu não resisto. Já percebi que os muitas das suas leituras estão em sincronia com as minhas, pelo que as recomendações que faz no seu Book Club são, para mim, quase uma garantia de que vou gostar do livro.

Como neste A Casa Entre os Pinheiros a sua opinião vinha mencionada na capa, logo o escolhi para ler a seguir. E à frase:

«Um thriller absolutamente impossível de largar»

acrescento apenas a palavra psicológico, pois é disso que se trata, um thriller psicológico

Existem pessoas que têm o dom de manipular os outros. Por artes e manhas inatas ou adquiridas, elas conseguem quase que hipnotizar as pessoas para que façam a sua vontade. Todos nós conhecemos alguém assim. Já para não falar das experiências levadas a cabo para controla da mente, que tão populares foram nos anos 50 / 60. Ora bem, a protagonista principal deste thriller foi vítima de um desses manipuladores, que conseguiu manipulá-la ao ponto de não conseguir reconhecer-se como vítima. Tudo aconteceu sete anos antes, e agora, ainda no rescaldo das consequências desse tempo, ela terá de voltar ao passado para poder seguir em frente.

Não sei qual foi o ponto de partida da autora para criar esta história, mas sinceramente gostava de lho perguntar. Teve de certo que investigar bastante sobre o tema, que confesso também é um tema que me suscita muita curiosidade - a manipulação da mente humana.

Não querendo revelar muito mais sobre a história, posso apenas dizer que se por vezes me pareceu um pouco inverosímil, é porque na verdade estas coisas nunca parecem ser passíveis de acontecer. Mas o facto é que acontecem.

E deixando o mistério no ar, não posso deixar de vos recomendar este livro.

Em destaque: "A Casa entre os Pinheiros" de Ana Reyes

Aquilo de que não te consegues lembrar pode destruir-te?

Sinopse:
Maya estava prestes a terminar o ensino secundário quando a sua melhor amiga, Aubrey, morre misteriosamente na companhia de um homem enigmático chamado Frank, com quem Maya havia iniciado um relacionamento naquele verão.

Sete anos mais tarde, Maya vive em Boston com o namorado e luta contra o vício secreto que a ajudou a lidar com o que aconteceu anos antes e com as inexplicáveis lacunas na sua memória. Porém, o passado regressa em força quando descobre um vídeo recente no YouTube, onde uma jovem morre repentinamente durante um encontro com Frank. Decidida por fim a resolver o trauma que lhe marcou a vida, Maya regressa à sua cidade natal para reviver aquele verão fatídico e resolver de vez o mistério da morte de Aubrey.

Em casa da mãe, desenterra fragmentos do passado e, num manuscrito que o pai nunca chegou a concluir, encontra mensagens escondidas, pistas de que ainda não se tinha apercebido. Para se salvar, Maya precisa de conhecer a lição oculta numa história escrita antes do seu nascimento; porém, o tempo continua a passar e, rapidamente, todos os caminhos voltam a conduzi-la à cabana de Frank...

Críticas da imprensa:
«A forte tensão psicológica é aumentada pelos lapsos de memória e pelas perceções distorcidas de Maya, dando à história um toque sombrio e sobrenatural.»
Booklist
«O romance funciona como um thriller psicológico intenso, que se distingue graças ao enredo subtil, mas contundente.»
Shelf Awareness
«Reyes controla com segurança esta história de suspense, cheia de adrenalina […] e reviravoltas chocantes.»
CrimeReads
Sobre a autora:
Ana Reyes estudou na Louisiana State University e na University of Massachusetts. Os seus textos têm sido publicados em múltiplas revistas, como a BodegaPear Noir!, e The Delta Review. Vive atualmente no Massachusetts e ensina Escrita Criativa.

Em destaque: "Mais Cedo Secará a Terra" de Fernando J. Múñez

Quando o coração da terra bate é impossível não o ouvir.

Sinopse:
Galiza, 1845
André de Castronavea está radiante por regressar para junto da sua família e à casa onde nasceu, mas o seu maior desejo é rever a sua tia Iria, pouco mais velha do que ele, meia-irmã do seu pai. O reencontro dos dois liberta sentimentos até então aprisionados, e a relação proibida torna-se cada vez mais difícil de conter.

Enquanto isso, Dom Isidro Ordás, um empresário implacável de Ponferrada, abriu minas nas terras dos Castronaveas, iniciando um conflito com o patriarca Dom Dositeu, que preside a uma família marcada pelo seus próprios conflitos e segredos.

A luta pelo controlo da terra, o legado de Dom Dositeu e o inevitável confronto com os Ordás revelam como os laços familiares podem ser uma bênção ou uma condenação, levando a traições dolorosas, corações dilacerados e sacrifícios que exigem sangue, coragem e um amor inabalável.
A Cozinheira de Castamar foi o seu primeiro romance, adaptado à televisão e em exibição na Netflix.

Sobre o autor:
Fernando J. Múñez (Madrid, 1972) descobriu o encanto pela escrita ainda criança. Com 14 anos iniciou o seu primeiro romance e, aos 18, desenvolveu os primeiros guiões de cinema. Depois de se licenciar em Filosofia, iniciou a sua carreira como realizador de publicidade, acumulando os anúncios com curtas-metragens, e completando a formação académica em Cinematografia nos Estados Unidos. Em 2012 realizou Las nornas, exibido no Festival de Cinema de Alicante e na Seminci (Semana Internacional de Cinema) de Valladolid.

Opinião: "A Livraria Perdida" de Evie Wooks

Que história incrível!! Será que algum dia a poderemos ver adaptada ao grande écran? Eu adorava!
Fiz check em todas as caixinhas:

✅ Uma leitura fácil e cativante.

✅ Personagens apaixonantes.

✅ Uma história com livros, sobre livros e autores.

✅ Locais de extremo interesse bibliófilo, tal como algumas livrarias históricas (ex. Shakespear and Company em Paris)

✅ Dois mistérios para resolver.

✅ Dois tempos diferentes.

✅ Com um pózinho de magia à mistura.

Tudo isto acompanhado com uma chávena de chá no sofá com uma manta à disposição e temos a receita para um fim de semana perfeito.

Adorei esta leitura. Achei-a perfeita. Adequada a todas as idades, com temas chave bem profundos mas subtilmente introduzidos na história, não a tornando pesada nem maçadora, muito pelo contrário. É uma leitura leve e divertida, que me acompanhou nestes últimos dias.

Não vos posso contar muito mais sobre a história, já sabem que não revelo muito, não gosto de spoilers, imagino que vocês também não. Apenas vos digo que se vocês se consideram apaixonados por livros, este é um livro que não irão querer perder.

Convido-vos a ver o lindíssimo booktrailer que a Porto Editora preparou para este livro:


Em destaque. "A Contadora de Histórias de Auschwitz" de Siobhan Curham

Sinopse:

Auschwitz, 1942.
“Assim que tudo isto acabar, vai poder contar ao mundo o que nos fizeram.”
Os nazis puseram termo a muitas vidas inacabadas, mas ninguém morre verdadeiramente enquanto a sua história continuar a ser contada.
Tenho de sobreviver. O mundo precisa de saber o que se passa aqui…

Etty Weil, uma autora judia, atravessa os tenebrosos portões de Auschwitz, deixando para trás o apartamento com vista para o Sena, onde recebia amigos, com muita música, e onde escrevia na velha máquina de escrever perto da janela.

Agora observa com horror Danielle, uma jovem arrancada à mãe em lágrimas. Etty sempre quis sentir um abraço assim. Por isso, presa naquele labirinto de arame farpado, acolhe a jovem de 14 anos, que depressa se torna quase como uma irmã.
Todas as noites, Etty conta histórias a Danielle, construindo um maravilhoso mundo de imaginação e esperança para onde a menina possa escapar. Um mundo só dela… até que Etty repara que as outras mulheres do barraco também estão a ouvir. Etty encoraja-as a partilharem as suas próprias histórias, a falarem dos filhos queridos que correm atrás dos brinquedos, dos amores que viveram em tempos e da família que já perderam.

Etty tem de sobreviver. Mesmo que seja apenas para manter a promessa que fez a estas mulheres corajosas de que a história delas não será esquecida.

– Podes regressar e reacender esses sentimentos sempre que quiseres, sempre que precisares, basta invocares as tuas memórias – incentivei-a. – E ninguém te pode impedir.
As mulheres começaram a regressar às camas a sussurrar as memórias felizes que iam reviver, e eu fiquei a imaginar as suas palavras como minúsculas estrelas-cadentes a trespassar a caserna.
 

Sobre a autora:

Siobhan Curham é a autora premiada de quase 50 livros de ficção e não ficção. E seja qual for o tema, Siobhan adora escrever livros que elevem e inspirem. Além de escrever romances, colabora frequentemente com jornais e revistas, incluindo The GuardianBreathe e Cosmopolitan.

Em destaque: "A Livraria Perdida" de Evie Woods

Até onde iria para descobrir a sua própria história?

Sinopse:
Numa rua tranquila de Dublin, uma livraria perdida está à espera de ser encontrada.
Opaline, Martha e Henry parecem não ter nada em comum além de terem sido, durante demasiado tempo, personagens secundárias nas suas próprias vidas. Opaline tem de fugir de Londres para não ser obrigada a casar-se, Martha parece inevitavelmente presa numa relação tóxica, e Henry está noivo de uma mulher que não ama.

É em Ha’penny Lane, uma pacata rua de Dublin, que os caminhos destas personagens se cruzam. Era ali que devia estar a livraria fundada por Opaline, onde Henry entrou uma noite, pouco depois de chegar à Irlanda… mas não só não está, como também não há registos capazes de provar que alguma vez tenha existido.

Seguindo o pouco que sabem sobre a incrível vida desta misteriosa mulher, Henry e Martha tudo farão para encontrar a livraria perdida e descobrir os seus segredos. Por entre os ramos de uma árvore que teima em crescer numa cave da capital irlandesa, páginas que sussurram, mistérios literários desvendados e livros que aparecem em prateleiras sem que alguém os tenha posto lá, as histórias destas três personagens que o destino põe à prova serão reveladas, mostrando que até a vida mais banal pode tornar-se tão fascinante como as que se encontram nas páginas dos melhores livros.

Sobre a autora:
Evie Woods é o pseudónimo de Evie Gaughan, uma autora irlandesa bestseller, cujos livros percorrem a intrigante linha entre o quotidiano e outros mundos, revelando a magia que existe nas nossas vidas comuns. 

Opinião: "Nos Teus Passos" de Jojo Moyes

Este foi um livro que me deu muitíssimo gozo ler. Já tinha saudades de uma história deste género, bem ao estilo de Jojo Moyes, divertida mas com conteúdo, com uma mensagem bastante importante nas entrelinhas.

E na realidade, só olhando para o título, não é que está mesmo subentendido? Que melhor maneira de percebermos o valor da vida quando somos obrigados a caminhar nos seus passos?

Gostei imenso das personagens. TODAS elas têm o seu valor, o seu lugar, e todas estão muitíssimo bem desenvolvidas. A história está perfeitamente bem organizada, pelo que a sua construção é simples e encadeada. Nada nos soa fora do lugar. A escrita de Jojo Moyes continua igual, cativante e envolvente,  com uma cadência algo rápida, imputando a velocidade perfeita para o desenrolar da ação.

Lembram-se dos livros Viver Depois de Ti, Viver Sem ti e O Meu Coração Entre Dois Mundos? Vão lembrar-se como se  sentiram ao ler este novo livro de Jojo Moyes. Eu adorei lê-lo e recomendo!


Em destaque: "Nos teus passos" de Jojo Moyes

Quem somos quando nos vemos no lugar do outro.

Sinopse:
Nisha Cantor passa a vida a viajar, entre hotéis de charme e lojas de luxo, até que o marido anuncia o divórcio e a deixa literalmente com a roupa do corpo. Nisha está determinada a recuperar a sua vida de glamour. Mas, entretanto, terá de se esforçar para além do que poderia imaginar – já que até os sapatos perdeu.
Sam Kemp está a viver a fase mais sombria da sua vida quando, acidentalmente, pega no saco de ginástica de Nisha. Uma troca que não lhe ocupa os pensamentos, pois anda a tentar evitar que a vida da sua família se desmorone por completo. Mas, quando Sam experimenta os sapatos vermelhos Christian Louboutin de Nisha, o choque de autoestima fá-la perceber que algo tem de mudar na sua vida – a começar por ela própria.

Críticas de Imprensa: 
Este é um romance sobre mulheres que de repente percebem que são invisíveis – para os seus companheiros, para os seus colegas, para o mundo – e encontram prazer em serem “vistas” umas pelas outras. The New York Times 

Uma deliciosa comédia romântica que é uma ode às mulheres e suas amizades. People
    
Sobre a autora:
Jojo Moyes

É escritora, jornalista e argumentista. Escreveu livros que foram enormes êxitos de vendas, como Viver depois de ti, A última carta de amor e As mensageiras da esperança, título destacado pelo Reese Witherspoon Book Club.
Os seus romances foram traduzidos para 44 idiomas, alcançaram o primeiro lugar de vendas em doze países e venderam mais de cinquenta milhões de cópias em todo o mundo. Viver depois de ti já vendeu mais de quatorze milhões de exemplares e foi adaptado para o cinema num filme protagonizado por Sam Claflin e Emilia Clarke.
Nos teus passos foi imediatamente bestseller do Sunday Times.
Em julho de 2023, foi anunciado que Jojo é a mais recente autora a integrar a plataforma online de especialistas de classe mundial da BBC Maestro, com o seu curso Writing Love Stories, que em breve ficará disponível.
Jojo Moyes vive no Reino Unido.




Em destaque: "O mercador de sonhos" de Sveva Casati Modignani

 

Um atentado, ambições, amor e vidas emocionantes são os ingredientes da mais recente obra da escritora italiana
Sinopse:
Um tiro ressoa no átrio de um elegante edifício no centro de Milão, e um homem cai no chão numa poça de sangue. O atentado é notícia de primeira página, porque a vítima é Raimondo Clementi, um lendário presidente da Bolsa, estimado e respeitado por todos.
O homem sobrevive, mas permanece o centro das atenções, pois uma conhecida revista resolve dedicar-lhe um longo artigo com destaque de capa. A jornalista é uma jovem ambiciosa, Giovanna Vitali, que tem a missão de vencer a resistência de Clementi, notoriamente tímido, para escrever a sua biografia.
As suas conversas na Villa Dorotea, no Lago Orta, tornam-se agradáveis confidências. Raimondo vai refazendo a sua vida página após página, num enredo envolvente como um romance. Dos estudos na Universidade Católica ao cimo da Piazza Affari, a carreira deste mercador de sonhos escreveu um pedaço da História italiana e, paralelamente, a sua vida privada foi uma sucessão de paixões deslumbrantes e dramas indescritíveis, até ao grande amor por Tilli, a mulher que verdadeiramente conquistou o seu coração.

Sobre a autora:
Sveva Casati Modignani
É um dos nomes mais amados da narrativa contemporânea: os seus romances estão traduzidos em vinte países e venderam mais de 12 milhões de exemplares. A autora vive desde sempre em Milão, na casa onde nasceu e que pertencia à sua avó.
No catálogo da Porto Editora figuram já as seguintes obras: Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa, Um Dia Naquele Inverno, O Diabo e a Gemada (texto autobiográfico), O Barão, A Família Sogliano, 6 de Abril’96, A Vinha do Anjo, Como Vento Selvagem, O Regresso da Primavera, Lição de Tango, Como Estrelas Cadentes, Suite 405, Qualquer Coisa de Bom, Festa de Família, Uma chuva de Diamantes, O Falcão, A Cor da Paixão, O amor faz milagres Caterina.


Opinião: "A Hóspede Silenciosa" de Clémence Michallon

Bem, que surpresa de livro!! 

Começo por uma curiosidade: a autora diz que a ideia para este livro surgiu quando, em Abril de 2020 (ano da Pandemia, por altura do isolamento) teve de viver com uns familiares do marido. Nessa altura começou a pensar que, apesar de podermos conhecer bem os nossos familiares e amigos, não os ficamos a conhecer intimamente até que tenhamos de partilhar uma habitação. E se algum deles tiver um segredo, um hábito terrível que não queira que se saiba?

Assim surgiu a ideia para A Hóspede Silenciosa.

Confesso que fui surpreendida com a escrita desta autora. Sei que ela é francesa, e acho que notei isso através do modo de expor os factos, não sei, não consigo especificar o quê de "senti-la" francesa. Mas depois, o tom em está escrito, meus amigos, acaba por destoar. Já não é tão "francês", o que me fez confusão. A razão, descobri mais tarde, tem a ver com o facto dela ter estudado em Londres, em Nova Iorque, mudando-se definitivamente para os EUA em 2014, casando com um americano, e exercendo a profissão de jornalista no The Independent. Sinceramente não vos sei dizer como funciona, mas o país onde vivem ou escolhem viver, assim como a profissão que exercem, influencia o tipo de escrita que os autores produzem. Conseguem imaginar Stephen King francês? Por isso é que este livro foi tão interessante a nível literário.

De resto, adorei a história e a forma como está organizada. A personagem principal, extremamente bem desenvolvida, conquistou-me, com todas as suas fragilidades e inseguranças. Mas também porque não faz exatamente o que se espera dela. A resiliência é sem dúvida uma grande arma. O vilão também foi bem explorado, se bem que a autora podia ter desenvolvido um pouco mais o seu passado.

Foi uma leitura que me agradou de sobremaneira, e me fez querer ler mais livros desta autora. Foi o primeiro dela. Será que irá escrever mais? Recomendo!

Uma grande estreia para esta nova chancela da Porto Editora - Singular!!

Em destaque: "A hóspede silenciosa" de Clémence Michallon

És sua refém há cinco anos.
Devias ter desistido, 
mas estás atenta, a espreita...
Tem de ser agora.

Sinopse:
Aidan Thomas é pai de família, trabalhador e um respeitado membro da comunidade. E também é um assassino em série que já matou oito mulheres e mantém a nona, a quem chama Rachel, presa há 5 anos no abrigo do jardim. 

Quando a sua mulher morre, Aidan tem de deixar a casa onde vive com a filha adolescente. Confiando que, após cinco anos de cativeiro, Rachel está demasiado submissa e assustada para tentar fugir, leva-a consigo e apresenta-a à sua filha, Cecilia, como sendo uma amiga da família que precisa de um sítio onde ficar.

Mas Rachel é uma lutadora e vê em Cecilia a hipótese de salvação por que sempre esperou.
Quando Emily, a dona de um restaurante local, se apaixona pelo encantador Aidan, vê-se atraída para aquela órbita de mulheres, ficando perigosamente perto de ser mais uma vítima.

Críticas de Imprensa:
Absolutamente incrível. ALAFAIR BURKE

Uma leitura perturbadora, explosiva e viciante. BOOKLIST 

Uma história que levanta questões morais inesperadas. KIRKUS REVIEWS 

Sobre a autora:
Clémence Michallon
nasceu e cresceu perto de Paris. Estudou jornalismo na City, Universidade de Londres, concluiu um mestrado em jornalismo na Universidade de Columbia e começou a trabalhar como jornalista no The Independent, em 2018, onde entrevistou artistas, desde Judd Apatow a Ben Platt, e autores como Rumaan Alam, Taylor Jenkins Reid e Curtis Sittenfeld. Escreveu ensaios e peças sobre criminalidade, celebridades e literatura. 
Mudou-se para Nova Iorque em 2014 e, desde 2022, é cidadã americana.
Atualmente, divide o seu tempo entre Nova Iorque e Rhinebeck com o marido e a cadela dos dois. É fã de policiais desde que, em adolescente, roubava os livros da mãe. A Hóspede Silenciosa é o seu thriller de estreia.

Opinião: "O vento conhece o meu nome" de Isabel Allende

Mais um livro desta autora que não para de evoluir. Arranja sempre maneira de incluir nas suas histórias temas atuais e por vezes bem controversos, e como a exímia contadora de histórias que é, conquista-nos sempre. Sem qualquer dúvida.

Em dois locais e tempos diferentes, duas crianças de tenra idade vêem-se separadas das respetivas mães. Samuel, há 81 anos foi enviado para Inglaterra através da operação Kindertransport (grande operação humanitária que consistiu no transporte de cerca 10 000 crianças judaicas, sem acompanhamento de seus pais ou parentes, da Alemanha Nazi, Polónia, Áustria, Checoslováquia e Cidade Livre de Danzig, para o Reino Unido, com o objetivo de as colocar a salvo das políticas antijudaicas do nazismo). A segunda criança, Anita, que fugia com a sua mãe de El Salvador por temerem pela vida, é igualmente separada da mãe na fronteira entre os EUA e o México, ao abrigo das leis de tolerância zero durante a administração Trump.

As voltas que estas duas histórias dão, as personagens que entretanto aparecem, contribuindo com histórias igualmente poderosas, incluindo uma incursão interessante pelos tempos do confinamento devido à pandemia de Covid carimbam este novo livro de Isabel Allende como épico e contemporâneo.

Achei esta leitura absolutamente magnífica. Um hino contra todos os tipos de repressão contra o ser humano, cujos temas deveriam ser lidos e aprofundados por todos. Magnífico.

Em destaque: "O vento conhece o meu nome" de Isabel Allende

Sinopse:
Viena, 1938. Samuel Adler tem apenas 5 anos quando o pai desaparece, na infame Noite de Cristal – a noite em que a sua família perde tudo. Procurando garantir a segurança do filho, a mãe consegue-lhe lugar num comboio que transporta crianças judias para fora do país, agora ocupado pelo regime nazi. Samuel embarca sozinho, deixando a família para trás, tendo o seu violino como única companhia.

Arizona, 2019.
 Anita Díaz e a mãe tentam entrar nos EUA, fugindo à violência que reina no seu país, El Salvador. No entanto, são separadas na fronteira, ao abrigo de uma nova lei que regulamenta a imigração, forçando à separação das famílias. A mãe desaparece sem deixar rasto, e Anita é colocada em sombrias instituições de acolhimento. O caso desperta a atenção de Selena Durán, uma californiana de ascendência latina, e de Frank Angileri, um promissor advogado, que tudo farão para reunir de novo mãe e filha. Juntos, vão conhecer de perto a violência que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem que dela consigam escapar.

Entrelaçando passado e presente, O vento conhece o meu nome conta-nos a história destas duas personagens inesquecíveis, ambas em busca da família e de um lar. É uma sentida homenagem aos sacrifícios que fazemos em nome dos filhos e uma carta de amor às crianças que sobrevivem a perigos inimagináveis – sem nunca deixarem de sonhar.

«Nada de começar a chorar. Temos de estar tranquilas. Não estamos perdidas. O vento conhece o meu nome e o teu também. Todos sabem onde estamos. Eu estou aqui contigo, sei onde estás e tu sabes onde estou. Viste? Não há que ter medo.»

Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942, no Peru. Passou a primeira infância no Chile e viveu em vários lugares na adolescência e juventude. Depois do golpe militar de 1973 no Chile, exilou-se na Venezuela e, desde 1987, vive como imigrante na Califórnia. Define-se como “eterna estrangeira”.
Iniciou a carreira de jornalista, no Chile e na Venezuela.
Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, transformou-se num dos míticos livros da literatura latino-americana. A este romance seguiram-se muitos outros, alcançando sucesso internacional. A sua obra foi traduzida em 40 línguas e vendeu mais de 75 milhões de exemplares, sendo a escritora mais lida em língua espanhola.
Recebeu mais de 60 prémios internacionais, entre os quais o Prémio Nacional de Literatura do Chile, em 2010, o Prémio Hans Christian Andersen, na Dinamarca, em 2012, pela sua trilogia As memórias da águia e do jaguar, e a Medalha da Liberdade, nos Estados Unidos, a mais alta distinção civil, em 2014.
Em 2018, Isabel Allende tornou-se a primeira escritora de língua espanhola premiada com a medalha de honra do National Book Award, nos Estados Unidos, pelo seu enorme contributo para o mundo das letras.

Opinião: "No Sítio Errado, à Hora Errada" de Gillian McAllistar

Esqueçam tudo o que pensam que sabem sobre este livro. Não tem nada a ver! Ok, a história anda para trás. Sim. Mas é só isso. Nada mais neste livro é parecido com algo que tenham visto ou lido. Falaram-me no filme O Feitiço do Tempo, com o Bill Murray, que por acaso detestei. Mas nem a história desse filme chega aos calcanhares deste livro. Acreditem.

Tudo começa quando uma mãe presencia uma cena impensável: o seu filho acaba de assassinar um homem mesmo à porta de casa. Como qualquer mãe ela vai tentar perceber o que acabou de acontecer, mas a situação atropela-a e de repente o filho está algemado, a ser levado num carro de polícia para a esquadra. Mal consegue acreditar. Um jovem com o futuro comprometido. O seu filho de apenas 18 anos. Mas porquê?

Exausta, vai dormir. E quando acorda, não é o dia seguinte. É o dia anterior.

Isto é mais ou menos o que podem ler na sinopse. E é realmente a introdução à história. Depois, o que acontece é depararmo-nos com uma leitura que nos deixa à beira da loucura a tentar descobrir as onde encaixam as peças de um puzzle impossível de montar.

"No Sítio Errado, à Hora Errada" é um thriller psicológico do mais alto nível. Viciados na leitura não conseguimos quase pousar o livro e estamos sempre à beira de querer ler o fim para enfim, tudo entender. Só que não é assim tão fácil. Há que seguir, capítulo a capítulo. E com Jen, a mãe do jovem assassino, vamos analisar todo o percurso da sua vida, debruçando-nos sobre temas tão comuns como a maternidade, o trabalho, as relações amorosas e a culpa.

Com reviravoltas impressionantes, este foi um livro que me surpreendeu bastante, e que me conquistou continuamente, arrebatando a minha alma de leitora de thrillers mesmo até ao fim.

Recomendo, sem hesitações. E de preferência, que o leiam, sem grandes aprofundamentos prévios sobre a história.

 

Em destaque: "No sítio errado, à hora errada" de Gillian McAllister

Sinopse:

Outubro está a acabar. Já passa da meia-noite.

Jen espera que o filho de 18 anos chegue a casa. Da janela, vê-o aproximar-se e percebe que Todd não está sozinho: o jovem caminha na direção de um homem armado. 

Jen duvida do que os seus olhos veem: o filho adolescente, um jovem equilibrado e feliz, acaba de assassinar um estranho, ali mesmo no meio da rua onde mora. Sem saber quem é a vítima nem a razão de tudo aquilo, a única certeza de Jen é que o filho de 18 anos foi levado pelas autoridades e está agora detido.

Jen nem quer acreditar no que está a acontecer. 

O futuro de um jovem brilhante comprometido. Tudo parece um pesadelo. 

Por fim, exausta, adormece. 

E quando acorda… está no dia anterior. 

Confusa, Jen só tem um pensamento: será que ainda pode evitar que o filho se torne um assassino?

Críticas de Imprensa:

“Uma resposta brilhantemente intrigante para a pergunta Até onde iria para salvar seu filho?” Ruth Ware, autor bestseller do New York Times 

«É perfeição; cada palavra, cada momento. Um obra-prima. Um dos melhores livros que já li.» Lisa Jewell, autor bestseller #1 New York Times 

«Mais um enredo engenhoso e perfeitamente planeado… McAllister consegue mesmo envolver-nos e o resultado é notável» The Guardian

Sobre a autora:

Depois de um percurso em advocacia, Gillian McAllister é agora a autora de vários best-sellers do Sunday Times e NYT. 

Após ter sido selecionada pelo Richard & Judy Book Club, a autora foi nomeada para o Prémio da National Book Foundation, um dos mais relevantes do EUA.

No Sítio Errado, à Hora Errada é a sua obra mais recente e está publicada em mais de 35 línguas. Vive na zona rural do Reino Unido com a família.

Opinião: "A Guardiã de Histórias" de Sally Page

Comecei a ler este livro a seguir a um daqueles que nos deixa de ressaca literária. Não estava a conseguir entrar na leitura nem a conseguir concentrar-me, por isso decidi colocá-lo em pausa.
Quantos livros por vezes nos escapam assim? E eu sabia que a história da guardiã de histórias era demasiado boa para a deixar fugir, e de facto, ainda bem que a pousei. Agora, duas ou três semanas depois, já refrescada e sem vestígios de ressacas literárias, voltei à carga e pude apreciar devidamente esta leitura.

Para além de uma capa lindíssima, este livro encerra umas quantas histórias maravilhosas, algumas delas verdadeiras e narradas com uma pureza refrescante. Adorei cada pedacinho de leitura. 

Mas a história principal é a da própria guardiã de história, pois como muito bem se menciona no livro:

"Todos temos uma história para contar"

Janice é uma simples empregada de limpeza, que de simples não tem nada. O seu hobbie mais querido é coleccionar histórias. Não se lembra de como iniciou esta coleção. Apenas sabe que um dia percebeu que as pessoas lhe contavam as suas histórias de livre e espontânea vontade, e essa tornou-se uma das regras da coleção.

Provavelmente como muitos de nós, Janice vai-se apercebendo ao longo do tempo, que de forma a avançar com a vida, também ela tem a necessidade de contar a sua história. E aos poucos, por entre as histórias dos outros, ela o vai fazendo.

Adorei este livro. No entanto, acho que a narrativa podia ter sido mais bem explorada. Senti-a demasiado superficial. Julgo que a autora pode ser perdoada por isto, já que este é o seu romance de estreia. Mas não duvidem que o recomendo, pois recomendo! É uma leitura leve e deliciosa. Perfeita para intercalar leituras mais pesadas.

Em destaque: "A Guardiã de Histórias" de Sally Page

Todos temos uma história para contar. 

Mas nem todos temos a coragem de a partilhar...

Sinopse:
Janice, empregada de limpeza, sabe que é através das histórias que as pessoas nos contam que as conhecemos verdadeiramente.

Quando começa a trabalhar para a Sra. B – uma mulher astuta de 92 anos –, Janice encontra, finalmente, alguém que quer conhecê-la a sério.
Mas Janice não se deixa enganar: coleciona as histórias dos outros, mas não quer revelar a sua. Porque nela se esconde um segredo que não está preparada para partilhar.
Mas a Sra. B é muito perspicaz e sente que a mulher que lhe limpa a casa tem muito que se lhe diga.
Afinal, todos temos uma história para contar, certo?
Um romance comovente e um sucesso instantâneo de vendas em todo o mundo.

Sobre a autora:
Depois de estudar História na universidade, Sally mudou-se para Londres, para trabalhar em publicidade. Nos tempos livres, estudou artes decorativas florais e acabou por abrir a sua própria loja. Rapidamente se apercebeu de que as floristas funcionam como uma janela privilegiada para as vidas das pessoas, que começaram a figurar em vários livros de não ficção da sua autoria. Mais tarde, Sally continuou a explorar o seu interesse pela escrita quando fundou uma empresa de canetas de tinta permanente, a Plooms.co.uk. Neste seu romance de estreia, Sally combina o seu amor por História e pela escrita com o interesse implacável pelas experiências que as pessoas têm para partilhar. Sally vive em Dorset.

Opinião: "O meu outro marido" de Dorothy Koomson

Cada vez que leio Dorothy Koomson fico à espera que ela me volta a surpreender. E assim foi novamente. Este é um thriller de excelência! 

A história está muito bem contada. Não há momentos de confusão, tudo é claro e bem explicado, o enredo está muito bem organizado e a ação desenrola-se a um bom ritmo, lento no início, mas a aumentar de velocidade à medida que avançamos na leitura. Dá para perceber que Dorothy Koomson já começa a estar muitíssimo à vontade com este género. E thrillers psicológicos são mesmo os meus favoritos. 

A história é contada do ponto de vista de Cleo, o seu passado e o seu presente, até à colisão dos dois, e tudo começa a fazer sentido. A partir desse momento foi-me muito doloroso ter de para de ler. Julgo que, se pudesse, teria lido tudo de seguida.

As personagens são fantásticas, muito fortes e bem delineadas. Elas fazem a história. Elas fazem-nos querer ler mais e saber o que lhes acontece. E as reviravoltas? Estão lá para nos surpreender ou baralhar? É uma pergunta que vou guardar para quando estiver novamente com a DK. 

Brilhante, este livro! Muitos parabéns. Recomendo!