Mostrar mensagens com a etiqueta Isabel Allende. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Isabel Allende. Mostrar todas as mensagens

Opinião: "O vento conhece o meu nome" de Isabel Allende

Mais um livro desta autora que não para de evoluir. Arranja sempre maneira de incluir nas suas histórias temas atuais e por vezes bem controversos, e como a exímia contadora de histórias que é, conquista-nos sempre. Sem qualquer dúvida.

Em dois locais e tempos diferentes, duas crianças de tenra idade vêem-se separadas das respetivas mães. Samuel, há 81 anos foi enviado para Inglaterra através da operação Kindertransport (grande operação humanitária que consistiu no transporte de cerca 10 000 crianças judaicas, sem acompanhamento de seus pais ou parentes, da Alemanha Nazi, Polónia, Áustria, Checoslováquia e Cidade Livre de Danzig, para o Reino Unido, com o objetivo de as colocar a salvo das políticas antijudaicas do nazismo). A segunda criança, Anita, que fugia com a sua mãe de El Salvador por temerem pela vida, é igualmente separada da mãe na fronteira entre os EUA e o México, ao abrigo das leis de tolerância zero durante a administração Trump.

As voltas que estas duas histórias dão, as personagens que entretanto aparecem, contribuindo com histórias igualmente poderosas, incluindo uma incursão interessante pelos tempos do confinamento devido à pandemia de Covid carimbam este novo livro de Isabel Allende como épico e contemporâneo.

Achei esta leitura absolutamente magnífica. Um hino contra todos os tipos de repressão contra o ser humano, cujos temas deveriam ser lidos e aprofundados por todos. Magnífico.

Em destaque: "O vento conhece o meu nome" de Isabel Allende

Sinopse:
Viena, 1938. Samuel Adler tem apenas 5 anos quando o pai desaparece, na infame Noite de Cristal – a noite em que a sua família perde tudo. Procurando garantir a segurança do filho, a mãe consegue-lhe lugar num comboio que transporta crianças judias para fora do país, agora ocupado pelo regime nazi. Samuel embarca sozinho, deixando a família para trás, tendo o seu violino como única companhia.

Arizona, 2019.
 Anita Díaz e a mãe tentam entrar nos EUA, fugindo à violência que reina no seu país, El Salvador. No entanto, são separadas na fronteira, ao abrigo de uma nova lei que regulamenta a imigração, forçando à separação das famílias. A mãe desaparece sem deixar rasto, e Anita é colocada em sombrias instituições de acolhimento. O caso desperta a atenção de Selena Durán, uma californiana de ascendência latina, e de Frank Angileri, um promissor advogado, que tudo farão para reunir de novo mãe e filha. Juntos, vão conhecer de perto a violência que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem que dela consigam escapar.

Entrelaçando passado e presente, O vento conhece o meu nome conta-nos a história destas duas personagens inesquecíveis, ambas em busca da família e de um lar. É uma sentida homenagem aos sacrifícios que fazemos em nome dos filhos e uma carta de amor às crianças que sobrevivem a perigos inimagináveis – sem nunca deixarem de sonhar.

«Nada de começar a chorar. Temos de estar tranquilas. Não estamos perdidas. O vento conhece o meu nome e o teu também. Todos sabem onde estamos. Eu estou aqui contigo, sei onde estás e tu sabes onde estou. Viste? Não há que ter medo.»

Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942, no Peru. Passou a primeira infância no Chile e viveu em vários lugares na adolescência e juventude. Depois do golpe militar de 1973 no Chile, exilou-se na Venezuela e, desde 1987, vive como imigrante na Califórnia. Define-se como “eterna estrangeira”.
Iniciou a carreira de jornalista, no Chile e na Venezuela.
Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, transformou-se num dos míticos livros da literatura latino-americana. A este romance seguiram-se muitos outros, alcançando sucesso internacional. A sua obra foi traduzida em 40 línguas e vendeu mais de 75 milhões de exemplares, sendo a escritora mais lida em língua espanhola.
Recebeu mais de 60 prémios internacionais, entre os quais o Prémio Nacional de Literatura do Chile, em 2010, o Prémio Hans Christian Andersen, na Dinamarca, em 2012, pela sua trilogia As memórias da águia e do jaguar, e a Medalha da Liberdade, nos Estados Unidos, a mais alta distinção civil, em 2014.
Em 2018, Isabel Allende tornou-se a primeira escritora de língua espanhola premiada com a medalha de honra do National Book Award, nos Estados Unidos, pelo seu enorme contributo para o mundo das letras.

Opinião: "Violeta" de Isabel Allende

"Há um tempo para viver e um tempo para morrer. Entre ambos, há tempo para recordar."

Esta foi uma leitura que só posso definir como tranquila. Apesar de todos os acontecimentos, por vezes bem dramáticos e cruéis, o tom em que está escrito transmite aquela tranquilidade de quem fez as pazes com a vida. Perfeito para as memórias de uma idosa nos seus últimos meses de vida. Falo da personagem principal e narradora deste livro, Violeta del Valle. Mais uma vez, Isabel Allende, consegue a perfeição em forma de livro. Maravilhoso.

Acredito que deve haver muito de Isabel Allende escondido por entre as linhas desta história. Segundo ela, escreveu o livro como homenagem à sua mãe, e aos desafios que foi viver num regime opressão machista. Mas imagino que muito do que é Violeta, é igualmente Isabel. Uma mulher determinada, de bem com a vida, feliz, intensa, inderrubável.

Neste livro acompanhamos a história de Violeta del Valle, desde o dia em que nasceu "uma sexta feira de tempestade em 1920, o ano da peste", até aos seus últimos dias de vida, também num ano de pandemia, 2020. Esta carta / testamento, que deixou ao neto, Camilo, é um registo da sua vida, entrelaçada com os acontecimentos do país onde nasceu, algures na América Latina. Um país como ela diz, onde há sempre grandes calamidades. E elas não faltam neste relato, desde terramotos, guerras, depressão, golpe de estado, ditadura, repressão, e sobrevivência. No entanto é, na mesma medida, um relato de amor e paixão, dor, perda, família, amizade e perseverança

É uma história que nos enche as medidas. Sentimo-nos saciados quando chegamos ao fim. E cheios de esperança. Porque ainda vamos a tempo de mudar as nossas vidas, de dar importância ao que realmente a merece, e de lutar pelos nossos ideais. Adorei! Recomendo sem hesitações. Afinal, é Isabel Allende.

Em destaque: "Violeta" de Isabel Allende

Sinopse: 

Violeta del Valle é a primeira rapariga numa família de cinco irmãos truculentos. Nasce num dia de tempestade, em 1920, quando ainda se sentem os efeitos devastadores da Grande Guerra e a gripe espanhola chega ao seu país natal, na América do Sul.

Graças à ação determinada do pai, a família sairá incólume desta crise, apenas para ter de enfrentar uma outra: a Grande Depressão. A elegante vida urbana que Violeta conhecia até então muda drasticamente. Os Del Valle são forçados a viver numa região selvagem e remota, onde Violeta atinge a maioridade e viverá o primeiro amor.

Décadas depois, numa longa carta dirigida ao seu companheiro espiritual, o mais profundo amor da sua longa existência, Violeta relembra desgostos amorosos e apaixonadas relações, momentos de pobreza e de prosperidade, perdas terríveis e alegrias imensas. A sua vida será moldada por alguns dos momentos mais importantes da História: a luta pelos direitos da mulher, a ascensão e queda de tiranos, os ecos longínquos da Segunda Guerra Mundial.

Contado a partir do olhar de uma mulher determinada, de paixões intensas, com uma vida plena de sobressaltos, Violeta é um romance épico, inspirador e emotivo, ao melhor estilo de Isabel Allende.

Deixo-vos a sua apresentação pela autora, a querida Isabel Allende:


Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais.

A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Entre outras distinções, foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile e agraciada, em 2014, com a Medalha Presidencial da Liberdade, por Barack Obama. Em setembro de 2020 recebeu o Prémio Liber, outorgado pela Federación de Gremios de Editores de España, que a classifica como a autora latino-americana mais destacada da atualidade.

Opinião: "Mulheres da minha Alma" de Isabel Allende

Este foi o primeiro livro não ficção que li de Isabel Allende. Tenho lido os outros, os de ficção, e sei que ela é uma exímia contadora de histórias, por isso não foi difícil embarcar nesta viagem com ela. E que viagem interessante foi!

Uns dias antes de pegar na leitura tive a oportunidade de ver em direto uma entrevista no Facebook da Porto Editora*. A entrevistadora, Raquel Marinho, tinha as perguntas certas para lhe colocar, e a maravilhosa Isabel Allende, do alto dos seus 78 anos, encantou tudo e todos. Eu pelo menos fiquei fascinada com esta senhora, tão sóbria, tão consciente de si mesma e do mundo que a rodeia, a dar verdadeiras lições de vida a quem quiser aprender. Adorei. Não pude por isso adiar muito mais a leitura. Foi apenas terminar o livro que tinha em mãos e lá fui eu. 

O que encontrei foi pura e simplesmente a própria Isabel Allende em cada página daquele livro. Numa verdadeira conversa informal com o seu leitor, ela aborda diversos temas que lhe são queridos, ao mesmo tempo que fala de marcos importantes da sua vida e também de como é envelhecer e até da situação atual de pandemia que agora vivemos. 

Com temas sempre à volta das Mulheres, ou não tivesse este livro o título que tem, ela fala das que a formaram, as da sua família e as outras, das que como ela tentaram fazer diferença na história do feminismo, das que sucumbiram, das que se salvaram. Contando histórias, desfiando memórias, ela encanta, ensina, aconselha. Emocionante, por vezes até chocante, foi uma leitura que muito me agradou. Sinto que fiquei a conhecer um pouco mais esta Mulher tão rica, que ainda tem tanto para nos dar. Espero que dure ainda muitos anos e nos continue a brindar com pérolas deste género ou de ficção. É uma honra e um prazer ler Isabel Allende.

*Podem ver o vídeo da entrevista aqui.

Em Destaque: "Mulheres da minha alma" de Isabel Allende

«Cada ano vivido e cada ruga contam a minha história.»

Sinopse:
Isabel Allende percorre os labirintos da memória e oferece-nos um emocionante testemunho sobre a sua relação com o feminismo e a sua condição de mulher.

Em Mulheres da minha alma, a autora chilena convida-nos a acompanhá-la nesta emocionante viagem, em que revisita a sua ligação ao feminismo, desde a infância até aos dias de hoje. Recorda algumas mulheres incontornáveis na sua vida: Panchita, Paula e a agente Carmen Balcells, cuja ausência chora ainda hoje; escritoras de nomeada como Margaret Atwood; jovens artistas que trazem na pele a rebeldia das novas gerações; mulheres anónimas que sofreram na pele a violência de género e, com dignidade e coragem, se levantam e avançam. Todas elas a inspiram e a acompanham ao longo da vida: as mulheres da sua alma.

Reflete, ainda, sobre as mais recentes lutas sociais, nomeadamente as revoltas no seu país de origem e, claro, sobre este novo contexto que o mundo atravessa com a pandemia. Tudo isto sem deixar de manifestar a sua inconfundível paixão pela vida e a sua crença em que, independentemente da idade, há sempre tempo para o amor.

Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
Recentemente foi homenageada pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade a mais importante distinção civil daquele país.
Em setembro de 2020 vence o Prémio Liber atribuído pela Federación de Gremios de Editores de España (FGEE), um reconhecimento pela sua longa carreira e pelo esforço em despertar o interesse pela leitura em todo o mundo.

Em destaque: "Longa pétala de mar" de Isabel Allende

Sinopse:
Espanha, final da década de 1930.
A vitória iminente das tropas franquistas na Guerra Civil obriga milhares de pessoas a abandonar o país, numa perigosa viagem através dos Pirenéus. Entre eles, Roser Bruguera, uma jovem viúva, e Víctor Dalmau, médico e irmão do falecido marido de Roser. Em França, conseguem embarcar no Winnipeg, um navio fretado pelo poeta Pablo Neruda que transportou mais de 2 mil espanhóis até ao Chile – essa «longa pétala de mar, de vinho e de neve» –, onde são recebidos como heróis. Víctor e Rosa integram-se com sucesso na vida social do país de acolhimento, durante várias décadas, até ao golpe de Estado que derruba Salvador Allende, parceiro de xadrez de Víctor Dalmau. Os dois amigos de toda uma vida voltam a ser obrigados ao exílio, mas, como diz a autora, «se vivermos o suficiente, todos os círculos se fecharão.»

Isabel Allende propõe-nos uma viagem através da História do séc. XX, pela mão de personagens inesquecíveis que descobrirão que numa só vida cabem muitas vidas e que, por vezes, o difícil não é fugir, mas regressar.

Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile. Recentemente foi homenageada pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade a mais importante distinção civil daquele país.

Em destaque: "Para lá do inverno" de Isabel Allende

«No meio do inverno, aprendi por fim que havia em mim um verão invencível»

Sinopse:
Isabel Allende parte da célebre frase de Albert Camus para nos apresentar um conjunto de personagens próprios da América contemporânea que se encontram «no mais profundo inverno das suas vidas»: uma mulher chilena, uma jovem imigrante ilegal guatemalteca e um cauteloso professor universitário.

Os três sobrevivem a uma terrível tempestade de neve que se abate sobre Nova Iorque e acabam por perceber que para lá do inverno há espaço para o amor e para o verão invencível que a vida nos oferece quando menos se espera.

Para lá do inverno é um dos romances mais pessoais da autora: uma obra absolutamente atual que aborda a realidade da migração e a identidade da América de hoje através de personagens que encontram a esperança no amor e nas segundas oportunidades.

Sobre a autora:
Isabel Allende, nascida em 1942, de nacionalidade chilena-americana, viveu no Chile entre 1945 e 1951, quando começou a viajar seguindo o seu padrasto, um diplomata chileno. Iniciou no Chile a sua carreira como jornalista. Após o golpe militar de 1973, refugiou-se na Venezuela, onde residiu treze anos, e aí começou a escrever. Desde 1988 vive na Califórnia.

Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, transformou-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Desde então escreveu vinte e dois livros, que se tornaram êxitos internacionais. A sua obra foi traduzida para trinta e cinco línguas e vendeu mais de sessenta e sete milhões de exemplares. Recebeu mais de cinquenta prémios internacionais e treze doutoramentos honorários. Em 2010 foi galardoada no Chile com o Prémio Nacional de Literatura, e em 2014
recebeu a Medalha da Liberdade, o galardão civil mais importante dos Estados Unidos.

Mais informações sobre a autora estão disponíveis em:
www.isabelallende.com e www.facebook.com/isabelallende.

"O Amante Japonês" de Isabel Allende (opinião)

A apresentação deste novo romance de Isabel Allende prometia que a autora regressava ao estilo que tantos leitores tinha conquistado. E realmente, reencontrei em O Amante Japonês, a mesma voz narradora de Eva Luna, A Casa dos Espíritos ou “A Ilha Debaixo do Mar”.

Desta vez Isabel Allende conta-nos a história de duas mulheres europeias que viram o seu percurso de vida alterado quando crianças, e que por diferentes razões foram parar aos Estados Unidos da América. Alma, a mais velha, devido à guerra; a mais nova, Irina, devido à pobreza extrema que assolava o seu país, a Moldávia.

A história começa com uma apresentação da residência sénior onde Irina começa a trabalhar. Irina é uma jovem com um passado violento que lhe assombra as relações no presente. Mas de igual modo, é também uma jovem determinada e trabalhadora, que rapidamente entra no coração e na vida de Alma, uma das séniores mais notáveis na residência sénior.
Alma é uma anciã que teve uma vida fascinante e que por opção própria decidiu ingressar na residência, embora com um apartamento independente. Com a ajuda de Seth, o seu neto, e da jovem Irina, predispôs-se a organizar as suas memórias. E é através das descobertas de Irina e Seth, e dos relatos da própria Alma que vamos navegando por diversas épocas e lugares, abordando temas tão apaixonantes como chocantes e que fizeram parte do século XX, incluindo a II Guerra Mundial, o genocídio judeu, os campos de concentração americanos para os japoneses e nipo-americanos, a sida, a afirmação homossexual, a revolução das flores, as drogas, etc.

Rica e plena de sentimentos, esta é também uma história sobre a vida e a morte, e sobre como o que é importante está exatamente no meio, e no que fazemos nesse período.

Adorei. Mais um livro excelente desta autora, que já vai sendo considerada como uma sábia  anciã (73 anos). Não me deixo de interrogar o quanto de Alma é inspirada em si mesma…

Oxalá continue a escrever por muitos anos, dando-nos a possibilidade de nos deleitarmos nas suas obras. 


Para mais informações sobre este livro, queiram espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.

Em destaque: "O Amante Japonês" de Isabel Allende

Um dos acontecimentos editoriais do ano!
A 29 de outubro a Porto Editora publica “O Amante Japonês”, o novo e extraordinário romance de Isabel Allende.

Sinopse:
Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se quando, na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família – como milhares de outros nipo-americanos – são declarados inimigos e enviados para campos de internamento. Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.

Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.

Em O Amante JaponêsIsabel Allende regressa ao estilo que tanto entusiasma o seu público, relatando de forma soberba uma história de amor que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes.

Leia aqui as primeiras páginas deste livro.

Podem acompanhar a autora em: https://www.facebook.com/isabelallende


"O Plano Infinito" de Isabel Allende (opinião)

Esta é uma das belíssimas histórias que Isabel Allende escreveu e que apaixonou milhões. Passada nos E.U.A. na segunda metade do século XX, aborda temas intensos como o racismo e a marginalização social, a Guerra do Vietname, a revolução sexual, e não deixa ninguém indiferente, pois muito do que a autora escreve, é tão atual como na época que retrata.

O protagonista desta história apaixonante é Gregory Reeves, filho de um pregador errante, cuja família leva uma existência nómada viajando pelo velho Oeste, anunciando o Plano Infinito, uma espécie de religião, que defende que tudo tem o seu propósito, a sua finalidade, e que temos de estar preparados para o que o destino nos lançar para o colo.
Por motivos incontornáveis, a família é obrigada a abandonar o seu modo de vida e assenta arraiais numa fechada comunidade hispânica na Califórnia. Aí conhece Carmen Morales e a sua família, que desde logo o adopta como um dos seus. Esta, que se torna em sua amiga-irmã vai ser uma das presenças mais estáveis na sua vida. No entanto, a vida não é gentil para Gregory, e ao longo de várias décadas, acompanhamos a sua busca incansável por uma afirmação pessoal e o seu verdadeiro eu.
Sobrevivendo ao facto de ser um gringo em terra de hispânicos, às profundas diferenças sociais, à extrema pobreza, a um renascer de combatente do Vietname, e a uma aparente carreira de sucesso como advogado, Gregory consegue encontrar, após muitas perdas e poucos ganhos, a paz e o verdadeiro caminho para a felicidade.

É mais um livro emocionante desta fabulosa autora, que através de um percurso difícil e quase desesperante das suas personagens, consegue transmitir ao leitor uma mensagem de esperança, despertanto inclusivé as nossas mentes para algumas questões existênciais, e apontando-nos o caminho para a sabedoria de uma vida feliz.
Um livro assombroso. Muito muito bom.

Para mais informações queiram por favor visitar a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.

Novos livros de Isabel Allende no catálogo da Porto Editora

"Inês da Minha Alma" e "O Plano Infinito" de Isabel Allende reeditados no início de junho!

A 11 de junho, ficam disponíveis nos pontos de venda os romances "Inês da Minha Alma" e "O Plano Infinito". Com a publicação destes dois títulos, passam a ser 13 as obras da grande autora chilena no catálogo da Porto Editora.

"Inês da Minha Alma" é um romance cujo enredo a autora dedicou a uma das personagens mais fascinantes da História de Espanha, Inéz Suárez. Já em "O Plano Infinito", Isabel Allende explorou pela primeira vez uma realidade distante do contexto sul-americano que lhe é tão familiar e conduz o leitor até à Califórnia da segunda metade do século XX. Estasobras estavam esgotadas no mercado português há vários anos.

Inés Suarez é uma jovem e humilde costureira, oriunda da Extremadura, que embarca em direção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado pelos seus sonhos de glória no outro lado do Atlântico. Anseia também por uma vida de aventuras, vedada às mulheres na sociedade do século XVI.
Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre de campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile.
Neste romance épico, a força do amor prevalece sobre a rudeza, a violência e a crueldade de um momento histórico inesquecível. Pela mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser mais surpreendente que a ficção, e igualmente cativante.

Podem começar a ler as primeiras páginas aqui.

Explorando pela primeira vez uma realidade distante do mundo sul-americano que lhe é tão familiar, Isabel Allende conduz-nos até à Califórnia da segunda metade do século XX, seguindo os passos de duas famílias: a do pregador Reeves que percorre o Oeste num velho camião, anunciando um Plano Infinito que justifica a existência humana; e a dos Morales, imigrantes mexicanos que vivem num bairro hispânico marcado pela violência.
Gregory Reeves, a personagem central do livro, cresce à sombra da pobreza e da negligência. Quando decide que o futuro só pode estar longe do bairro hispânico onde vive, e onde não passa de um gringo, parte em busca de algo melhor. O plano de que o seu pai tanto falava parece ser mais real do que Gregory gostaria de acreditar, e tudo acontece como se o destino estivesse traçado, sem que ele consiga evitar a sucessão de más decisões que afetam a sua vida. 
Depois de um casamento falhado, da guerra do Vietname, da dor de perder um amigo e ver morrer tanta gente, Gregory regressa ao seu passado, sem aprender nada com os erros cometidos. Só mais tarde, quando é obrigado a enfrentar a realidade, começa a perceber que o seu destino depende apenas de si mesmo, e que o Plano Infinito pode afinal ainda estar em aberto.

Opinião: "O Jogo de Ripper" de Isabel Allende

Este é o primeiro policial de Isabel Allende que leio. Não sei se será o primeiro do género que ela escreve, mas assim que iniciei esta leitura percebi que ía ser bom e uma pergunta se me afigurou de imediato: porque é que ela demorou tanto a encetar esta aventura da escrita pelos caminhos dos policiais?

A história está muito bem organizada, como um bom policial deve ser, e cheia de pormenores que nos fazem pensar e ajudam a raciocinar como um verdadeiro detetive.
O leque de personagens são extremamente interessantes e apesar de serem mais do que uma mão cheia, é-nos fácil identificá-las pois na primeira parte do livro a autora dedica algum tempo à história pessoal de cada uma.
Relativamente ao ritmo, julgo que Isabel Allende conseguiu um bom equilíbrio, pois embora não tenhamos um ritmo acelerado como em muitos policiais, ele também não é muito lento.
Quanto ao fator surpresa, o que é sempre muito importante em livros deste género, confesso que fiquei realmente surpreendida, pela positiva. ;) E mais não digo, pois não vos quero estragar a vossa experiência de leitura.
Apenas acrescento que para quem gosta de policiais, este é um daqueles que não devem perder. E para quem gosta de Isabel Allende… bem, não se vai mesmo arrepender!


Para mais informações podem espreitar aqui ou visitar a página do livro no site da Porto Editora » aqui.

Em destaque: "O Jogo de Ripper" de Isabel Allende

Está a chegar o novo romance de Isabel Allende!

A 21 de fevereiro, chega às livrarias portuguesas "O Jogo de Ripper", o novo e muitíssimo aguardado romance de Isabel Allende. A chilena é uma das escritoras mais populares do mundo, tendo já ultrapassado os 60 milhões de livros vendidos.

Autora de êxitos incontornáveis, como "A Casa dos Espíritos", "Eva Luna" e "Paula", Isabel Allende oferece aos leitores o primeiro policial da carreira. 
O sucessor de "O Caderno de Maya" é um romance surpreendente, narrado com a prosa única que deu fama a Isabel Allende.

Sinopse:
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.


Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de  estreita cumplicidade. Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.

Comece a ler aqui as primeiras páginas.

Para mais informações queiram por favor visitar a página do livro no sitre da Porto Editora » aqui.

"A Ilha Debaixo do Mar" de Isabel Allende

Há livros que lemos e que no momento a seguir esquecemos. Há personagens que nada nos dizem e que saem da nossa mente tão suavemente como entraram.

E há livros e personagens que nos deixam saudades, no preciso momento em que lemos a última linha da sua história.
Este livro e a história de Tété e de sua família e seus amigos, são um desses casos.

Um dos meus livros favoritos de sempre é Eva Luna, desta mesma autora (e que por sinal tenho de reler em breve!) e cuja personagem nunca me esqueci.
"Chamo-me Eva Luna, que quer dizer ‘vida’ (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória."

Li também a Casa dos Espíritos e vi o filme, pelo qual me apaixonei, e ainda me lembro das mulheres daquela família (Clara, Blanca e Alva), mas passados uns anos, quando peguei em "A Soma dos Dias" a desilusão instalou-se em mim. Senti-me quase que defraudada, pois a magia que me tinha envolvido com Eva Luna não se encontrava ali.
Desiludida (leia-se quase zangada) não voltei a pegar em nenhum livro de Isabel Allende. Até agora. Quando achei que esta birra não fazia sentido e que estava a perder leituras magníficas.
E pronto. Embarquei rumo a Saint Domingue e conheci a Tété. E encontrei novamente a mesma magia sedutora e envolvente de Eva Luna e da Casa dos Espíritos. :)

Nesta história Isabel Allende aborda o tema da escravatura em finais do séc. XVIII, e pela mão da pequena Tété, ficamos a conhecer como nasceu o Haiti, naquela altura conhecido por Saint Domingue. A opressão dos colonos franceses, as plantações de cana de açúcar, a escravatura e finalmente a rebelião dos escravos que dizimou milhares, tanto de um lado como do outro. Nessa altura viajamos com Tété rumo a Cuba e mais tarde para Nova Orleães no Louisianna, ainda colónia espanhola, prestes a ser vendida aos franceses e uns anos mais tarde à América do Norte.

A vida de Tété, os seus sofrimentos, as suas paixões, a forma simples e honesta como encarava a vida, a sua integridade como pessoa, a sua fragilidade e a sua força, são sem dúvida as principais razões que nos levam a ler com avidez cada página desta sua história.

«Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova.»

É uma história lindíssima que não irei esquecer.

(Obrigada querida Betita por este empréstimo!)

Sinopse:
Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica.
A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.