Mostrar mensagens com a etiqueta Chá das Cinco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chá das Cinco. Mostrar todas as mensagens

"A Mulher Esquecida" de Katherine Webb (opinião)

Depois de ter lido "A Herança" e "O Mundo Invisível", desta mesma autora, soube que tinha de ler também este "A Mulher Esquecida".

Gosto imenso do título, pois convida-nos à reflexão. É uma questão interessante, o que faz alguém ser recordado e não ficar perdido nas brumas do tempo. Quem não se questiona se será lembrado, e até quando... Bem, no caso específico desta história, a mulher esquecida está também envolta num mistério, pelo que o seu esquecimento não foi pacífico. O seu desaparecimento e as razões para o mesmo é apenas conhecido por duas pessoas, e quem um dia a conheceu e a amou, não consegue descansar sem descobrir a verdade.

Saltitando entre duas faixas temporais, inícios de 1800 e vinte anos mais tarde, vamos conhecendo aos poucos a verdade sobre o que aconteceu a Alice, ao mesmo tempo que acompanhamos as vidas de quem lhe sente a falta, Starling, a sua protegida e Johnathan, o seu amor.

A história está escrita de uma forma bastante interessante, impelindo-nos a continuar a leitura de forma a chegar à tão esperada revelação. Simultaneamente, encontramos uma rica descrição sobre a vida naquela época, incluindo alguns episódios sobre a Guerra Peninsular, em que os britânicos lutaram ao lado dos portugueses contra os franceses e os espanhóis.

As personagens, principalmente Starling e Rachel, são as verdadeiras forças motoras por trás do avançar do enredo. Gostei imenso das duas, e julgo que são ótimas representantes para duas das classes de mulheres daquela época, revelando o que tinham de aguentar e até sofrer, às mãos de quem as controlava, marido ou senhor.


Foi uma leitura que adorei. Mais um excelente livro desta autora, Katherine Webb, que recomendo sem hesitações!

Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Saída de Emergência » aqui.

Em destaque: "A Mulher Esquecida" de Katherine Webb

As mentiras mais belas escondem as piores verdades.

Sinopse:
Bath, Inglaterra, 1821.
Jonathan Alleyn vive atormentado pelas memórias da guerra e pela dor de ter perdido Alice, o seu amor de infância. Nos últimos anos, a mansão em que vive apenas oferece abrigo aos seus fantasmas. Até Starling, a governanta, e irmã adotada de Alice, duvida que a jovem tenha simplesmente fugido e teme algo bem mais sinistro. Mas eis que chega Rachel, casada com um charmoso homem de negócios e que é convidada a fazer companhia a Jonathan. A sua presença tem um efeito perturbador na falsa harmonia da mansão Alleyn, pois Rachel é muito parecida com a desaparecida Alice. As ameaçadoras sombras do passado emergem para trazer à tona verdades desoladoras e cruéis. Quem terá coragem de desvendar um passado cheio de enigmas obscuros? Quem é Rachel? E o que aconteceu a Alice?


Sobre a autora:
Katherine Webb nasceu em 1977 e cresceu no Hampshire, em Inglaterra, antes de ir estudar História na Universidade de Durham. Após Londres e Veneza, vive actualmente em Newbury. A Herança, o seu primeiro romance, ganhou o YouWriteOn Book of the Year Award 2009, tendo a autora sido finalista do National Book Tokens New Writer of the Year 2010. Vai ser publicado em vinte países.

Para mais informações sobre este livro podem também consultar a página do mesmo no site da Saída de Emergência » aqui.

"O Que Ela Deixou Para Trás" de Ellen Marie Wiseman (opinião)

Quando um livro é bom, provoca-nos emoções fortes. Este, não tenho dúvidas, é um livro excelente!
Para já está escrito mesmo como eu gosto. De forma organizadinha, alternando entre o passado e o presente e entre duas histórias distintas que vêm a unir-se no final.
O tema é absolutamente assombroso. Arrepiante, enervante, baseado em factos verídicos, o que nos leva ainda mais àquele ponto de ebulição. Juro que houve alturas que tive de parar com a leitura e ir arejar. Mas não se deixem intimidar pela minha reação. Isto acontece-me com certas situações de injustiça (por exemplo, com grande pena minha não consegui ver o filme "12 Anos Escravo").
Passo a explicar um pouco da história para que percebam o que quero dizer...

Clara Cartwright tem 18 anos quando em 1930 é internada num asilo para doentes mentais. Mas Clara não está doente, nem sofre de nenhum problema mental. O único problema que Clara teve foi o facto de enfrentar o seu pai, recusando-se a casar com um homem que ela não amava. Embora o dito asilo tivesse boas condições, pois era particular, as situações e os "tratamentos" a que Clara é sujeita são arrepiantes. O que realmente me chocou, é pensar que casos como o que é relatado neste livro eram recorrentes naquela época. É assustador imaginar sequer que uma mulher podia ser internada num local destes, contra a sua vontade, só porque ousava desobedecer ao seu pai ou marido, ou teria atitudes vistas como menos corretas numa sociedade mais polida. Impressionante, mesmo!

Acho que a autora foi, como o seu nome indica, muito sábia. Ela soube intercalar as histórias de Clara e de Izzy (no presente) de forma a quebrar os picos emocionais provocados pelos relatos dos capítulos de Clara.
Adorei. Não tenho outra maneira de vos explicar o quão bom é este livro. Um verdadeiro "page-turner" que me fez perder horas de sono. Mesmo muito bom! Recomendo sem hesitações.

Em destaque: “O Que Ela Deixou Para Trás” de Ellen Marie Wiseman

Iluminado e provocador, este é um romance sublime sobre o desejo de pertença e os mistérios sob as vidas mais comuns. 

Sinopse:
Há dez anos, a mãe de Izzy Stone disparou sobre o seu pai enquanto este dormia. Arrasada pela insanidade da mãe, a jovem recusa-se a visitá-la na prisão. Para a ocupar, os seus pais de acolhimento inscreveram-na como voluntária num asilo público. Ali, no meio de pilhas de pertences sem dono, Izzy descobre um molho de cartas por abrir, um jornal antigo e uma janela improvável para o seu passado.

Clara Cartwright, com 18 anos em 1929, está encurralada entre os seus pais superprotetores e o amor por um italiano. Irado por Clara recusar um casamento arranjado para ela, o pai coloca-a num lar sofisticado para pessoas nervosas. Mas, quando a sua fortuna se perde com o crash de 1929, não consegue suportar os custos do lar e Clara é enviada para um asilo público.

A história de Clara mergulha Izzy num passado cheio de enigmas. Se Clara, na verdade, nunca foi doente mental, poderia explicar-se de outra forma o crime da sua mãe? Completar as peças deste puzzle do passado conduz Izzy à reflexão sobre a sua própria vida e a questionar-se sobre tudo o que pensava saber e acreditar.

Críticas
"Uma obra com imensa profundidade emocional, turbulência psicológica e um final inesperado e avassalador." RT Book Review Top Pick!

Sobre a autora:

Ellen Marie Wiseman descobriu o seu amor pela leitura e pela escrita enquanto dava aulas a alunos de primeiro ano ainda em Nova Iorque.
O seu livro de estreia The Plum Tree - uma história no contexto da Segunda Guerra Mundial em que uma alemã tenta salvar o amor da sua vida, um homem judeu - foi publicado em janeiro de 2013. Tem vindo a atrair cada vez mais editores internacionais, sobretudo com o segundo romance "O Que Ela Deixou Para Trás" de janeiro 2014. Por este livro recebeu distinções de cinco estrelas do New York Journal of Books, RT Book Review e foi Escolha do Mês de janeiro para RT Book Review Magazine. 
Mora em Lake Ontário com o marido e dedica os seus tempos livres aos netos, culinária, jardinagem e aos seus cães.

"A Invenção das Asas" de Sue Monk Kidd (opinião)

A história começa em 1803 na cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul nos EUA apresentando como uma das personagens principais, Sarah Grimké, filha de um dos mais proeminentes cidadãos da cidade, o juiz Grimké.
Sarah Grimké, em conjunto com a sua irmã Angelina (Nina) existiram de facto, e foram duas figuras históricas de grande importância nos movimentos abolicionistas tendo sido igualmente das primeiras ativistas pelos direitos das mulheres. Foi na história de Sarah e de Nina Grimké, que autora encontrou por acaso, que se baseou para criar história fabulosa.

De forma a dar mais corpo à história, e com base em muitos acontecimentos verídicos e práticas comuns da época e na cidade de Charleston, ela criou igualmente um lado ficcional: o lado que representa os escravos. A encabeçar esta parte da história está Hetty Handful e a sua mãe Charlotte. Hetty é uma pequena escrava que é oferecida a Sarah como presente do seu 11º aniversário - este facto é verídico. Mas a veracidade termina aqui. Alternando a narrativa entre Sarah e Hetty, a autora consegue mostrar-nos fidedignamente como era a vida na cidade de Charleston no início de 1800, tanto para uma jovem de uma família importante, como para uma jovem escrava, no meio dos 17 escravos pertences a essa família.

A casa da família Grimké em Charleston.
A relação entre as duas está presente durante todo o livro, mas não domina a história. Não é uma relação fácil, pois são ambas personagens muito fortes e com uma grande presença de espírito, mas é simultaneamente uma relação indestrutível. O que as une são as barreiras que as limitam. A de Sarah, os limites impostos às mulheres naquela época, não as permitindo sequer ter opiniões sobre o seu futuro; a de Hetty, os limites impostos pela sua condição de escrava. Também não há sobrevalorização de uma em detrimento da outra, como qualquer autor poderia facilmente sentir-se tentado a fazê-lo. São como duas faces da mesma moeda. Adorei encontrar esta igualdade entre as duas. Foi muito digno da autora fazê-lo desta forma.

É um livro assombroso. Escrito de forma maravilhosa, que nos incita a ler mais e mais, a acompanhar a vida de Sarah e de Hetty, a sentir, a entender, a reflectir. Uma leitura que adorei e que não hesito em recomendar. É mesmo um livro que preenche todos os requisitos. :)

Podem começar a ler as primeiras 50 páginas aqui. Tirarão todas as vossas dúvidas!


P.S. Se não leram nada desta autora até agora, não esperem mais e comecem por este livro. Depois procurem "A Vida Secreta das Abelhas", outro livro fenomenal, também em filme.

Em destaque: "Na Invenção das Asas" de Sue Monk Kidd

Da autora de "A Vida Secreta das Abelhas" e "A Ilha das Garças"

Sinopse:
Hetty, uma escrava do início do século XIX, sonha com uma vida para lá das paredes sufocantes da opulenta mansão Grimké. Sarah, a filha dos Grimké, desde cedo que quer fazer algo pelo mundo, mas é sufocada pelos limites rígidos impostos às mulheres.

Tudo tem início quando Sarah faz onze anos e lhe dão Hetty, um ano mais nova, para ser sua aia. Nas décadas seguintes, cada uma à sua maneira, as jovens lutam por liberdade e independência. Moldando o destino uma da outra, vivem uma intensa relação de amizade marcada pela culpa, rebeldia, separação, os caminhos ínvios do amor e também pelo nascimento do movimento abolicionista que mudará as suas vidas para sempre. Será que a religião, a sociedade e a família podem enfrentar os sonhos de duas jovens? Inspirada pela figura histórica de Sarah Grimké, Sue Monk Kidd transcende o registo histórico para nos oferecer um testemunho deslumbrante e poderoso da luta das mulheres e dos escravos em nome da liberdade. "A Invenção das Asas" é um triunfo da arte de contar histórias, abordando um tema sensível e atual, de uma forma honesta e poética.

Críticas:
"Não consigo expressar o quão feliz este livro me deixou e no impacto que teve em mim." - Oprah Winfrey

Sobre a autora:
Sue Monk Kidd nasceu em 1948 e é natural do estado da Geórgia. Formou-se em Enfermagem, exercendo a profissão ainda algum tempo antes de se dedicar à escrita. O seu primeiro romance A Vida Secreta das Abelhas tornou-se num verdadeiro fenómeno literário, vendendo mais de 6 milhões de cópias nos EUA e mantendo-se na lista de bestsellers do The New York Times durante mais de dois anos. Agraciado como Livro do Ano em 2004, foi adaptado a filme. O segundo romance de Kidd, A Ilha das Garças, de 2005, vendeu mais de um milhão de cópias e conquistou o Quill Award For General Fiction. Coescreveu um livro de memórias com a filha Ann Kidd Taylor, Traveling with Pomegranates: A Mother-Daughter Story, tendo sido também autora de outras biografias e livros de memórias, incluindo The Dance of the Dissident Daughter. Tem duas filhas e reside no sudoeste da Florida com o marido, Sandy, e um Labrador Retriever preto.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

ASA

Quinta Essência

Planeta

Porto Editora

Bertrand

Lua de Papel

Cultura Editora

Oficina do Livro

Editorial Presença

Jacarandá

D. Quixote

Clube do Autor

Livros d'Hoje

Casa das Letras

Suma de Letras

Vogais

Saída de Emergência

Esfera dos Livros

TopSeller

Objetiva

Marcador

Visualizações de página na última semana

Copyright 2005-2019 Blogger Template Ipietoon (Adaptado por Fernanda Carvalho - a escrever sobre livros desde 2005)