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"Não Digas Nada" de Mary Kubica (opinião)

E a primeira opinião escrita em 2016 é do último livro lido em 2015!
Esta época é sempre um pouco difícil para as leituras. Pelo menos para mim. Por isso Dezembro acaba sempre por ser o mês com menos livros lidos. Mas não há problema! Janeiro entrou agora mesmo. Um mês inteirinho para começar a dar cabo da pilha de livros por ler.

Bem, sobre este livro específico, "Não Digas Nada" de Mary Kubica, foi um livro que me surpreendeu. Gostei muito da forma como a história está construída, da maneira que a autora arranjou para nos ir fornecendo pistas, pequenas peças, e nos dá verdadeiramente o trabalho de ir completando o puzzle. Não é bom quando o leitor é chamado para se chegar à frente?

As personagens não são nada complexas, bem pelo contrário. São personagens simples e banais, com um passado e um futuro, tal como eu ou vocês. Agora o que acontece com elas quando se encontram na situação em que se encontram é que as torna interessantes. Afinal, como seria com qualquer um de nós? 

Gostei imenso da forma como o teor de suspense é acentuado pela maneira como os capítulos nos são apresentados, saltitando entre o "antes" e o "depois" e entre personagens. Parece que nos baralha, mas não, na verdade não. São as tais pecinhas para o puzzle. Muito bom!

Quanto à história em si, não posso mesmo adiantar nada, pois correrei o risco de vos estragar a leitura. Apenas vos digo que foi um livro que não consegui pousar até chegar ao final. E quando chegar a vossa vez de chegar ao final, verão que o que importa não é o final em si, mas o que está por trás de tudo. Intrigante, não? ;) 
Recomendo!



"A Improbabilidade do Amor" de Hannah Rothschild (opinião)

Um dos comentários que se lê na capa deste livro: “Um livro perfeito.” E devo confessar, assim que cheguei ao final, soube que ía subscrever essa opinião.
“A Improbabilidade do Amor” é um livro completo. E sim, perfeito.
Ele é suspense, intriga, crime, romance, críticas ao exuberante mundo do "Jet Set", críticas ao mundo da arte, aventuras culinárias de uma chef inspiradíssima e uma viagem através dos séculos pela mão dos vários proprietários de um quadro do século XVII. E vem com bónus extra! Que não posso revelar para não vos estragar a leitura, mas que aumenta exponencialmente o interesse no enredo.

Foi logo no segundo capítulo que conheci um dos principais protagonistas desta história: um pequeno quadro, de 45 x 60 cm intitulado de A Improbabilidade do Amor. 
Ele é sem dúvida uma das personagens mais interessantes desta história. Snob até mais não, é ele que nos vai contando a sua própria história, as mãos por quem passou, os corações que arrebatou. Simultaneamente, vai fazendo comentários sobre o que se passa à sua volta e sobre a história que estamos a ler. É possuidor de uma perspicácia extraordinária e de uma língua sem pudor, fatores que o tornam na minha personagem favorita.

Este quadro especificamente não existiu na realidade, foi inventado pela autora, mas inspirado, no entanto, nos diversos quadros da mesma época pintados por Jean-Antoine Watteau, um pintor francês do séc. XVII / XVIII percursor do movimento rococó, que se destacou pelas suas pinturas de temas galantes e pastorais inspirados na commedia dell'arte (forma de teatro popular).
Aqui fica um dos seus quadros para que tenham uma ideia...



A história está tremenda e muito bem conseguida, e apesar de ter inúmeras personagens, cada uma com as suas intervenções na trama, a autora não nos deixa perder o fio à meada. Adorei!

Para mim, Hanna Rottschild não foi apenas a autora deste livro. Ela foi a encenadora de uma peça de teatro complexa, divertida e intrigante, pois é assim que nos sentimos ao ler "A Improbabilidade do Amor". Adorei ser “espectadora” desta peça grandiosa e entusiasmante.

Para mais informações podem espreitar aqui.

"Um Castigo Exemplar" de Júlia Pinheiro (opinião)

Há uns tempos surgiu a moda de tudo o que era ator ou apresentador de programas televisivos escrever um livro. No meio dessa onda surgiu o nome de Júlia Pinheiro. O livro, "Não sei nada sobre o Amor" nem sequer me despertou a atenção. Mas depois, por causa de uma amiga, li-o e mudei de ideias. O primeiro livro desta senhora foi um espanto! E agora com este segundo, "Um Castigo Exemplar", ela confirma-se como a excelente escritora que é. Por mim, podia reformar-se da televisão e dedicar-se exclusivamente à escrita, mas já sabemos que é difícil viver disso. Por isso, ao menos espero que ela não desista desta veia, e insista, insista, presenteando-nos com as suas histórias e bela escrita, pelo menos de vez em quando.

A história passa-se na segunda metade do século XIX, e a protagonista é uma jovem burguesa, Amélia, filha de um juiz e de uma mãe eternamente doente. Ora Amélia, como todas as jovens casadoiras naquele tempo, tem de se sujeitar ao que o pai lhe propuser para marido, e quando um candidato de famílias nobre e com uma bela figura lhe aparece à frente, ela julga ter um futuro risonho e promissor. E aparentemente tudo indica que sim, mas os planos de Henrique são muito diferentes do que ela, ou o pai, poderiam suspeitar. E mais não digo. ;)

É uma excelente crítica à sociedade da época, em pleno revirar político da monarquia para a república, tema que a meu ver a autora poderia ter explorado um pouco mais. Gostei imenso de conhecer intimamente Amélia. Afinal a história é narrada pela própria. Os seus pensamentos, as suas ideias, e o contar dos acontecimentos após o facto, tudo isso contribui para que o leitor fique preso à leitura logo após as primeiras páginas.

Júlia Pinheiro, confirma-se, é uma autora a não perder de vista. 
Mais por favor, Júlia. ;)

Muito bom. Recomendo sem hesitações.


Para mais informações podem espreitar aqui ou consultar a página do mesmo no site de A Esfera dos Livros » aqui.

"A Mulher Esquecida" de Katherine Webb (opinião)

Depois de ter lido "A Herança" e "O Mundo Invisível", desta mesma autora, soube que tinha de ler também este "A Mulher Esquecida".

Gosto imenso do título, pois convida-nos à reflexão. É uma questão interessante, o que faz alguém ser recordado e não ficar perdido nas brumas do tempo. Quem não se questiona se será lembrado, e até quando... Bem, no caso específico desta história, a mulher esquecida está também envolta num mistério, pelo que o seu esquecimento não foi pacífico. O seu desaparecimento e as razões para o mesmo é apenas conhecido por duas pessoas, e quem um dia a conheceu e a amou, não consegue descansar sem descobrir a verdade.

Saltitando entre duas faixas temporais, inícios de 1800 e vinte anos mais tarde, vamos conhecendo aos poucos a verdade sobre o que aconteceu a Alice, ao mesmo tempo que acompanhamos as vidas de quem lhe sente a falta, Starling, a sua protegida e Johnathan, o seu amor.

A história está escrita de uma forma bastante interessante, impelindo-nos a continuar a leitura de forma a chegar à tão esperada revelação. Simultaneamente, encontramos uma rica descrição sobre a vida naquela época, incluindo alguns episódios sobre a Guerra Peninsular, em que os britânicos lutaram ao lado dos portugueses contra os franceses e os espanhóis.

As personagens, principalmente Starling e Rachel, são as verdadeiras forças motoras por trás do avançar do enredo. Gostei imenso das duas, e julgo que são ótimas representantes para duas das classes de mulheres daquela época, revelando o que tinham de aguentar e até sofrer, às mãos de quem as controlava, marido ou senhor.


Foi uma leitura que adorei. Mais um excelente livro desta autora, Katherine Webb, que recomendo sem hesitações!

Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Saída de Emergência » aqui.

"A Modista" de Rosalie Ham (opinião)

"A Modista" é uma sátira interessante sobre a vida e os habitantes de uma pequena vila. Embora a ação se passe na Austrália rural, nos anos 50, a verdade é que podemos encontrar o tipo de pessoas caracterizadas neste livro em qualquer lugar, e ainda nos dias de hoje. A mesquinhez, a traição, a falta de carácter e o cinismo são valores que infelizmente ainda consomem almas mais contemporâneas que as do livro.

Quem começar a ler esta história sem preparação, ficará certamente, como eu fiquei, um pouco confuso. É o que dá insistir em não ler a sinopse. Às vezes temos surpresas. Ora este livro com uma capa tão interessante associado a um título que promete, é na realidade um romance gótico, algo negro, cuja leitura por vezes nos choca e outra vezes intriga, e que apenas faz sentido quando nos aproximamos do final e a verdade sobre os acontecimentos do passado vêm ao de cima. Lembrou-me um pouco das histórias de Charles Dickens.

Os cidadãos de Dungatar são pessoas um pouco excêntricas, que primam pelo mais negativo que a raça humana pode ostentar. Cada um deles é-nos apresentado condignamente, num determinado momento-chave, que nos ajuda a formar uma opinião imediata e inequívoca sobre aquela pessoa.

Entretanto, Tilly, a personagem principal, e à roda da qual tudo sucede, é uma jovem modista que quando criança foi injustamente escorraçada de Dungatar. Sobreviveu e venceu no mundo da moda como modista, tendo apenas regressado à vila da sua infância para tomar conta da mãe. Com esse regresso Tilly vai colocar em cheque todos os que contribuíram para a sua proscrição, ao mesmo tempo que os vai conquistando com a sua arte parisiense. Mas será que é o reconhecimento que Tilly prentende? ;) E mais não digo.

Gostei da forma como a autora incorpora a descrição dos vestidos que Tilly executa. Dei por mim a
consultar o Google para saber do que falava quando por exemplo mencionava o Lys Noir de Chanel.

Foi uma leitura bastante surpreendente, e fico muito curiosa como será a adaptação ao cinema, tendo Kate Winslet no papel principal, o de Tilly.

Deixo-vos o trailer do filme, que a meu ver, muito promete! ;)


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"A Carta" de Kathryn Hughes (opinião)

Este é o romance de estreia de Kathryn Hughes. O tema escolhido não é original: uma carta que une a história de duas mulheres, separadas por décadas. Mas a forma como a autora desenvolve a história e a leva a bom porto, é bastante interessante.
Gostei muito desta leitura.  Assim que entrei na história foi difícil parar de ler. É uma autora que promete, pelo que vou ficar atenta ao seu nome.

O livro começa com a história de Tina, nos anos 70, que descobre uma carta dirigida a Chrissie, a filha de um médico em 1939. As histórias destas duas mulheres não se tocam, excepto mais para o final, quando Tina decide procurar Chrissie para lhe entregar a carta, mas a autora vai-nos revelando as suas vidas, os seus problemas e as vicissitudes que têm de enfrentar, cada uma no seu tempo.

Gostei muitíssimo da forma como a autora envolve o leitor levando-o a entender ao pormenor as vidas destas duas mulheres, que apesar de separadas por quase 40 anos, sofrem de um certo abuso por parte dos homens que rodeiam a sua vida, mostrando que, apesar do passar do tempo, esses abusos continuam a existir, prolongando-se até aos nossos dias.

É uma leitura interessante, e um livro relativamente fácil de ler. Uma autora, a que, como já referi, vou ficar atenta. :)

Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da TopSeller » aqui.

"A Contadora de Histórias" de Jodi Picoult (opinião)

Demorei quase uma semana a escrever esta minha opinião. Por uma simples razão: este livro não é simples. É tremendamente bom. Mas não é simples.

Aliás, os livros de Jodi nunca o são. Ela aborda temas tão atuais quanto controversos, e arranja sempre forma de arrastar a nossa mente para o torvelinho de situações e emoções que cria nas suas histórias. Mas logo nos primeiros capítulos uma pergunta impôs-se na minha mente: será que ela consegue fazer o mesmo com um tema não tão atual, embora igualmente controverso e chocante? A única resposta possível ao chegar à última página deste livro é sim. Inequivocamente, sim.

Neste “A Contadora de Histórias” não encontramos um livro típico de Jodi Picoult. Não existem tribunais, nem somos impelidos a tomar partido de um ou de outro lado. Ela simplesmente nos conta uma história dentro de uma outra história, e ao fim e ao cabo, mesmo sem o fazer, coloca-nos uma questão… e se fossemos nós naquela situação? É desta a forma que Jodi se revela como a brilhante autora que é. E é desta forma que mais uma vez que conquista o meu coração de leitora.
Não vos quero revelar muito sobre a história, pois este é mesmo daqueles livros que aconselho a irem descobrindo a história página a página. Cada personagem tem sempre um contributo importante, cada situação nos ajuda a construir uma opinião, cada linha, cada frase, tem o seu objetivo: ajudar-nos a perceber o que está em causa.

Foi uma leitura que adorei. Não me canso de recomendar esta autora, Jodi Picoult. Uma maestrina das palavras e da manipulação dos leitores. Absolutamente fabulosa. Não deixem de a ler.


Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Bertrand » aqui.

"O Amante Japonês" de Isabel Allende (opinião)

A apresentação deste novo romance de Isabel Allende prometia que a autora regressava ao estilo que tantos leitores tinha conquistado. E realmente, reencontrei em O Amante Japonês, a mesma voz narradora de Eva Luna, A Casa dos Espíritos ou “A Ilha Debaixo do Mar”.

Desta vez Isabel Allende conta-nos a história de duas mulheres europeias que viram o seu percurso de vida alterado quando crianças, e que por diferentes razões foram parar aos Estados Unidos da América. Alma, a mais velha, devido à guerra; a mais nova, Irina, devido à pobreza extrema que assolava o seu país, a Moldávia.

A história começa com uma apresentação da residência sénior onde Irina começa a trabalhar. Irina é uma jovem com um passado violento que lhe assombra as relações no presente. Mas de igual modo, é também uma jovem determinada e trabalhadora, que rapidamente entra no coração e na vida de Alma, uma das séniores mais notáveis na residência sénior.
Alma é uma anciã que teve uma vida fascinante e que por opção própria decidiu ingressar na residência, embora com um apartamento independente. Com a ajuda de Seth, o seu neto, e da jovem Irina, predispôs-se a organizar as suas memórias. E é através das descobertas de Irina e Seth, e dos relatos da própria Alma que vamos navegando por diversas épocas e lugares, abordando temas tão apaixonantes como chocantes e que fizeram parte do século XX, incluindo a II Guerra Mundial, o genocídio judeu, os campos de concentração americanos para os japoneses e nipo-americanos, a sida, a afirmação homossexual, a revolução das flores, as drogas, etc.

Rica e plena de sentimentos, esta é também uma história sobre a vida e a morte, e sobre como o que é importante está exatamente no meio, e no que fazemos nesse período.

Adorei. Mais um livro excelente desta autora, que já vai sendo considerada como uma sábia  anciã (73 anos). Não me deixo de interrogar o quanto de Alma é inspirada em si mesma…

Oxalá continue a escrever por muitos anos, dando-nos a possibilidade de nos deleitarmos nas suas obras. 


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"Pura Coincidência" de Renee Knight (opinião)


Gosto imenso de thrillers psicológicos. Ao ler um livro desse género sinto que a minha mente é puxada e empurrada em diversos sentidos, e que tenho de fazer um esforço extra para deslindar a história que estou a ler. E isso dá pica! Não concordam?

A premissa deste livro é no mínimo intrigante, e como leitora compulsiva que sou, fiquei fascinada:

«E se de repente se apercebesse de que o protagonista do aterrador romance que está a ler?”

O segredo negro de Catherine estava bem guardado há 20 anos. Pensava ela. Mas pelos vistos não estava. E de repente Catherine começa a ver esse segredo revelado, terminando com o frágil equilíbrio da sua vida. As revelações sucedem-se, e gradualmente o enredo complica-se. No caminho nada mais que enganos e ilusões. É uma leitura absorvente. E as perguntas amontoam-se... Quem está por trás desse livro que conta a história do segredo de Catherine? Porquê? E acima de tudo, será que as coisas aconteceram como ali está narrado?

Com uma prosa incrivelmente veloz e clara, a autora suga-nos para um remoinho de emoções à medida que entramos na mente de cada uma das personagens, e damos por nós a não conseguir interromper a leitura.
É um livro fascinante e que nos faz pensar um pouco sobre como a perspectiva que cada pessoa tem de um determinado acontecimento pode mudar consoante o seu interesse.
Fabuloso!

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"De Amor e de Sangue" de Lesley Pearse (opinião)

Adoro sagas familiares que atravessam décadas, épocas e até países. Lesley Pearse já nos brindou com umas quantas, mas sempre que aparece uma nova fico extasiada com a sua capacidade em escrever uma história assim. É que não é para todos, ok?

“De Amor e de Sangue” começa com o nascimento de Hope. Filha de uma aventura ilícita de uma senhora da aristrocacia, ela é criada por uma família rural como mais uma filha, sendo com eles que se desenvolve como uma jovem equilibrada, inteligente e de grande coração. As vicissitudes da vida vão fortalecendo a sua personalidade, e damos por nós a acompanhá-la, torcendo para que consiga encontrar o seu local no mundo e a sua felicidade.

A história deste livro é sem dúvida a história de Hope. Ela é a personagem principal, a que nos faz apaixonar por este livro. Com ela sofremos, lutamos, vencemos, choramos e sorrimos. Não necessariamente por esta ordem. Mas este “De Amor e de Sangue” encerra igualmente uma grande parte da História da Inglaterra do séc. XIX. Foi fascinante ler sobre alguns acontecimentos e situações, como uma das grandes epidemias de cólera e a forma como os serviços médicos lidaram com ela. Foi horrível perceber como é que viviam as pessoas em Londres, as diferenças sociais, e também as diferenças de uma vida no campo para uma vida na cidade. Viver naquela época não era pera doce!

A Guerra da Crimeia e a participação de Inglaterra foi no entanto o que mais me fascinou. Através do olhar de Hope assistimos a algumas das batalhas mais conhecidas, e que ficaram imortalizadas na História, como Batalha de Balaclava. Com ela sofremos no cerco a Sebastopol, onde a doença atacou em forte as tropas inglesas, e com ela também ajudámos a tratar dos feridos e a enterrar os mortos.



Houve partes difíceis de ler, mas foi sem dúvida uma leitura extraordinária!! Um livro extremamente bem escrito, com uma história maravilhosa que nos conquista logo nas primeiras linhas.
Simplesmente a-d-o-r-e-i!!


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"Vai e Põe uma Sentinela" de Harper Lee (opinião)

“Vai e Põe uma Sentinela” é um título estranho para um livro. Mas tal como no “Por Favor Não Matem a Cotovia” ou “Matar a Cotovia”, a meio do livro, a escolha revela-se perfeita. Entendemos o significado, e achamos que outro título não faria mais sentido.

Este livro, que tanta tinta já fez correr nas notícias, não é "o novo livro de Harper Lee”, nem uma sequela ou prequela do “Por Favor Não Matem a Cotovia”. É talvez uma espécie de primeiro esboço para esse livro que se tornou num clássico da literatura americana. O facto de termos a oportunidade de o ler é já de si fantástico, pois em condições normais, ele muito provavelmente teria sido destruído.

Mas “Vai e Põe uma Sentinela” continua a fazer correr tinta. As opiniões de quem já o leu contradizem-se: uns acham que foram enganados, outros confessam-se desiludidos, outros ainda acham-no perfeito, enfim… Para mim, um livro que causa tanta divergência de opiniões, é no mínimo interessante, e há que tirar as dúvidas nós próprios, não concordam?

Após ter adorado ler o “Por Favor Não Matem a Cotovia”, fiquei feliz por poder reencontrar as duas personagens principais: a pequena Scout - Jean Louise Finch – agora uma jovem senhora, que vive em Nova Iorque, e que regressa à sua cidade natal para uns quantos dias de férias, e Atticus Finch, já reformado e algo debilitado fisicamente, que é uma personagem que ainda me fascina, não só pela sua presença de espírito, como pela sua eloquência.

A ação desenrola-se em Maycomb, que apesar de terem passado cerca de 20 anos, continua a ser uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, onde a mesma conservadora comunidade tenta preservar intactos certos valores… como o preconceito e o racismo.

Não posso desenvolver muito sobre a história em si, não quero "estragar-vo" a leitura, mas digo-vos que ler este livro levou-me a refletir imenso. É que para mim, “Vai e Põe uma Sentinela”, é uma história sobre a mudança. O tempo passa, e naturalmente as coisas mudam. É inevitável. Tal como é inevitável crescermos e percebermos que as coisas que tínhamos como certas quando éramos crianças, afinal não o são. Esse é o fim do deslumbramento. O fim da infância. Por vezes este é um processo lento, quase que agradável. O livro “Vai e Põe uma Sentinela” é um lembrete em como na maior parte das vezes esse processo não é nem lento, nem agradável. 

Gostei imenso e recomendo sem hesitações. 
Recomendo igualmente que, se ainda não o fizeram, leiam o “Por Favor Não Matem a Cotovia”.

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"As Gémeas do Gelo" de S. K. Tremayne (opinião)

Perturbador. Inquietante. Arrepiante.
São três palavras perfeitas para descrever o livro "As Gémeas do Gelo".
Bem firmado no reino dos thrillers psicológicos, este livro sem dúvida que me conquistou.

O tema, só por si, é um pouco perturbador. Uma gémea de seis anos morre num acidente terrível. Sendo gémeas monozigóticas (completamente iguais, incluindo no ADN, à exceção das impressões digitais) sempre foi difícil distingui-las. Apenas pela personalidade os pais o conseguiam. Mas após um evento tão traumático, até as personalidades mudam, portanto coloca-se a questão, qual foi a gémea que sobreviveu e qual a que morreu? Podemos confiar na que agora diz ser uma e depois diz ser outra? Perturbador!

Outro factor que muito contribui para a inquietação do leitor é o facto de não termos um narrador fiável. A narração da história está entregue aos próprios protagonistas, e a partir de determinada altura percebemos que deixamos de poder confiar no que eles nos contam, no que vêem e no que sentem. É mesmo inquietante não saber em quem confiar quando avançamos história a dentro.

O local escolhido – as ilhas hébridas na costa oeste da Escócia – são um local tão belo quanto misterioso. Foi uma excelente escolha por parte da autora, pois as descrições das paisagens acabam por nos colocar no estado de espírito certo, como sempre deve acontecer neste género de livros.



As voltas e reviravoltas perseguem-nos mesmo até ao final, e até me deu a impressão de ter parado de respirar nos últimos capítulos.
Uma leitura muito intensa, que me fez lembrar um pouco de “Rebecca” de Daphne Du Maurier.

Muito bom!

"O Que Ela Deixou Para Trás" de Ellen Marie Wiseman (opinião)

Quando um livro é bom, provoca-nos emoções fortes. Este, não tenho dúvidas, é um livro excelente!
Para já está escrito mesmo como eu gosto. De forma organizadinha, alternando entre o passado e o presente e entre duas histórias distintas que vêm a unir-se no final.
O tema é absolutamente assombroso. Arrepiante, enervante, baseado em factos verídicos, o que nos leva ainda mais àquele ponto de ebulição. Juro que houve alturas que tive de parar com a leitura e ir arejar. Mas não se deixem intimidar pela minha reação. Isto acontece-me com certas situações de injustiça (por exemplo, com grande pena minha não consegui ver o filme "12 Anos Escravo").
Passo a explicar um pouco da história para que percebam o que quero dizer...

Clara Cartwright tem 18 anos quando em 1930 é internada num asilo para doentes mentais. Mas Clara não está doente, nem sofre de nenhum problema mental. O único problema que Clara teve foi o facto de enfrentar o seu pai, recusando-se a casar com um homem que ela não amava. Embora o dito asilo tivesse boas condições, pois era particular, as situações e os "tratamentos" a que Clara é sujeita são arrepiantes. O que realmente me chocou, é pensar que casos como o que é relatado neste livro eram recorrentes naquela época. É assustador imaginar sequer que uma mulher podia ser internada num local destes, contra a sua vontade, só porque ousava desobedecer ao seu pai ou marido, ou teria atitudes vistas como menos corretas numa sociedade mais polida. Impressionante, mesmo!

Acho que a autora foi, como o seu nome indica, muito sábia. Ela soube intercalar as histórias de Clara e de Izzy (no presente) de forma a quebrar os picos emocionais provocados pelos relatos dos capítulos de Clara.
Adorei. Não tenho outra maneira de vos explicar o quão bom é este livro. Um verdadeiro "page-turner" que me fez perder horas de sono. Mesmo muito bom! Recomendo sem hesitações.

"A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da Torre Eiffel" de Romain Puértolas (Opinião)


Tal como o primeiro livro, este também nos apresenta uma história desenfreada, quase surreal, envolvendo uma carteira parisiense (sim, daquelas que distribuem correio), uma viagem a Marrocos, uma menina à beira da morte, e um vulcão islandês de nome impronunciável.

Saltitando de peripécia em peripécia, o autor consegue um periclitante equilíbrio entre a ação e a mensagem, sendo que por vezes quase que parece perder-se nessa viagem.
Embora não o tenha achado tão bom como o primeiro, talvez porque este não teve o fator novidade a seu favor, acabei por gostar mais da mensagem que este livro encerra – a escolha entre o possível e o impossível, e qual é realmente a única escolha que se pode fazer por amor.

Pleno de humor e de detalhes que nos fazem sorrir, “A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da Torre Eiffel” apresenta-se como um conto de fadas moderno, com uma história um pouco mais ternurenta, mais meiga, que nos amolece o coração e que culmina num final extraordinário que nos acompanhará durante algum tempo.
Muito bom!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui, ou visitem a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.

"Éden" de Andrés Pascual (opinião)

Este é um livro cheio de surpresas. Para já a escrita do autor, Andrés Pascual, que não conhecia: fresca, jovem, rápida. Perfeita para o tipo de história que ele nos apresenta. Sabe como cativar o leitor, doseando a informação que lhe fornece. À medida que se vai entrando na leitura sentimos uma necessidade de saber mais e mais, uma atração indiscutível pela história que se esconde nas páginas deste livro com uma capa tão bonita.

Pela mão da jovem Mika, a personagem principal, vemo-nos então imersos numa cadeia de acontecimentos enigmáticos. Junto com ela, e tal como num labirinto, temos de encontrar o caminho certo através de um mar de intriga e de ação.


“Éden” é uma história com uma grande influência ecológica, ou não fosse o cenário escolhido pelo autor, o Brasil. No meio de um thriller enigmático encontramos uma forte crítica ao mundo moderno, que destrói a natureza e os já parcos recursos naturais em prole do “desenvolvimento”. Dá-me a ideia que o autor também optou por incluir no cenário a cidade de São Paulo. Uma linda cidade, infelizmente notória pela flagrante desigualdade social e corrupção política, onde todos os meios justificam os fins. São fabulosas as suas descrições das favelas, que quase parecem nos colocar lá. Tal como as descrições sobre a floresta da Amazónia, dos seus indígenas e das suas vidas, ameaçados pela desflorestação desse pulmão tão importante do nosso planeta.



Foi uma leitura diferente. Fez-me refletir um pouco… afinal, “Até onde chegarias para mudar o mundo?”
Uma leitura que recomendo para todas as idades, principalmente para quem ainda acha que tem a capacidade de acreditar e força para mudar.



"Peregrino" de Terry Hayes (opinião)

O "Peregrino" tem sido minha companhia constante na última semana.
Finalmente (ou infelizmente, porque detesto separar-me de determinados livros), ontem à noite, cheguei ao fim da leitura. Foi um dos melhores livros que já li!!


Após ler o "Peregrino", percebo o quão importante foi o facto de o seu autor, Terry Hayes, ter sido um argumentista cinematográfico. Ele soube dar a dose certa de suspense à ação, cativando, conquistando e até manipulando o seu leitor. É um livro absolutamente fenomenal!
É no entanto difícil atribuir-lhe um género. Podemos dizer que se trata de um policial, um livro sobre espionagem, uma mistura de Segurança Nacional e Identidade Desconhecida (série Bourne Identity), mas na realidade, tudo isto soa a pouco quando se tenta defini-lo.

Com um narrador extremamente credível, o próprio Peregrino, o leitor é completamente sugado para o seu mundo: vê o que ele vê, sabe o que ele sabe e quase que sente o que ele sente. Este ex-agente que se retirou há já alguns anos do mundo da espionagem e contra-inteligência, e que escreveu entretanto um livro, mudou de identidade e país, vê-se envolvido na resolução de um crime em Nova Iorque. Essa é a porta de entrada para que o Peregrino volte ao ativo. Por uma série de coincidências, acaba envolvido na perseguição a um homem invisível, um terrorista com a sua própria agenda e motivação.
O Sarraceno é um homem terrível que não olha a meios para atingir o seu fim. Através dos capítulos que lhe são dedicados ficamos a conhecê-lo melhor, a perceber as suas motivações, o seu passado, a sua tenacidade. O autor consegue fazer com que quase o admiremos! É mesmo um mau muito mau. ;)
Esse é talvez um dos grandes trunfos desta história, tanto o herói como o vilão são personagens ativas, pensantes, e não meras figuras de ação.

Não posso deixar de referir que as páginas que o livro contém são a medida certa. Não se intimidem com as suas 651 páginas pois não há um momento monótono nesta leitura! A tensão está sempre presente, a ação é ininterrupta, e por incrível que pareça o leitor não consegue deixar de se sentir como parte ativa nesta história. Absolutamente fabuloso!

Juro que não consigo deixar de pensar o quão estrondoso é este livro. Terminei-o ontem à noite e só me dá vontade de recomeçar a lê-lo para ver o que me escapou. É sem dúvida nenhuma um dos melhores livros do género que já li. Absolutamente fa-bu-lo-so!

Fiquem atentos ao site da Topseller e à sua página no Facebook. Este livro vai dar muito que falar!

Se quiserem saber mais sobre este fantástico autor, espreitem o seu perfil no IMDB. Lá descobrirão que foi argumentista de alguns filmes bem conhecidos: dois dos Mad Max originais, Calma de Morte (com Nicole Kidman), Payback, A Vingança (com Mel Gibson), Limite Vertical (com Chris O'Donnell) e A Verdadeira História de Jack, o Estripador (com Johnny Depp).


"Pura Vida" de José Maria Mendiluce (opinião)

Ariadna abandona uma vida segura e convencional para se lançar numa aventura laboral na América do Sul, mais propriamente, na Costa Rica. 
Rapidamente se vê numa espiral vertiginosa de loucuras e exageros, lançando-se num rol de paixões desenfreadas, potenciadas pelo álcool e pela cocaína. Mas correr de mão dada com o perigo acaba sempre, mais tarde ou mais cedo, por trazer dissabores. E Ariadna não foge à regra. Acaba por acordar para a realidade, e decide que os seus dias naquele paraíso de praias brancas tem de terminar. Deixa para trás a memória de um grande amor e regressa às suas origens, Barcelona, não só para recuperar, como para recomeçar.

É mais ou menos este o resumo da história. Mas o livro é muito mais do que apenas isso. A meu ver, José Maria Mendiluce acabou por escrever um verdadeiro hino à liberdade. À liberdade de nos perdermos para nos voltarmos a encontrar. À liberdade de viver o hoje, sem pensar no amanhã. À liberdade de quebrar com todas as convenções e viver a vida no seu expoente máximo, a pura vida... Quem já não sonhou um dia em poder fazê-lo? 
Mas... será essa é verdadeira pura vida? Ou essa encontramo-la no olhar do nosso filho, no suave respirar do nosso amor junto a nós? 

É uma história interessante, diferente do que se lê por aí ultimamente. Escrita num tom morno, sedutor, que quase nos parece querer embalar, o autor consegue transportar-nos para aquele mundo tão diferente do nosso, onde a humidade se mistura com o suor e o som dos tambores ecoam na selva não muito longínqua.
Gostei muito.

"A Vinha do Anjo" de Sveva Casati Modignani (opinião)

Mais uma vez Sveva conquista o meu coração de leitora. :)
Com este seu "A Vinha do Anjo", a autora conta-nos uma história de amor. Mas não apenas daquele amor entre duas pessoas, ou pela família. Ela fala-nos de um outro tipo de amor, igualmente poderoso: o amor pela vida, pelo trabalho e pela terra. 

Angelica é uma das damas do vinho italiano, herdeira de uma propriedade vinícola com mais de duzentos anos que pertencia ao mosteiro de Borgofranco. Com trinta e cinco anos, Angelica, é mãe de Elizabeta, uma adolescente de 14 anos, com quem tem uma relação bastante próxima, e é casada com Raffaello, o diretor de um jornal, com quem já viveu melhores dias.
Se incialmente Angelica se nos apresenta como uma mulher algo fragilizada pela recente traição do marido, muito rapidamente essa sensação é posta de lado. É uma das personagens principais desta história, e como sempre nos romances de Sveva, é uma mulher extraordinária que não se demove perante nenhum obstáculo e segue determinada em vencer na vida, quer profissionalmente quer a nível pessoal.



A meu ver, a história acaba por estar dividida em três partes: a principal, que aborda a vida de Angelica - atual e passada -, a que aborda a vida de Raffaello e a que aborda o passado misterioso de Tancredi, a terceira figura nesta história e que por mim daria um excelente personagem para um novo livro. Gostei imenso da abordagem que a autora fez a cada um. Ajuda-nos a entender melhor a maneira de ser de cada um deles e de alguma forma. ajuda-nos a entender as suas ações.

Para mim o livro prima pela aprendizagem. A aprendizagem sobre o funcionamento do negócio do vinho mas também pela aprendizagem sobre a própria vida. Angelica é uma mulher que apesar de tudo, necessita de se encontrar. E nem sempre é tarde para nos reencontramos, nem nunca devemos desistir de encontrar a nossa felicidade, embora por vezes tenhamos de abrir bem os olhos para nos apercebemos que ela está mesmo ao nosso alcance, afinal, onde sempre esteve.

Um romance extraordinário, que nos prende da primeira à última página. 
Recomendo sem hesitações, como aliás, todos os outros romances desta grande senhora. Adorei!


Tive o privilégio de receber um exemplar de pré-lançamento da Porto Editora, que muito me honrou, mas que nem por isso influenciou de algum modo esta minha opinião, que como sempre prima pela isentabilidade.

"A 19ª Esposa" de David Ebershoff (opinião)

Este era um livro que já há bastante tempo queria ler. Li há uns anos "A 27.ª Mulher" de Irving Wallace, e adorei. Sempre gostei de saber mais sobre as diversas religiões do mundo, principalmente as mais recentes, e este livro foi bastante esclarecedor no que diz respeito à origem da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como mórmons, e os seus costumes relativamente ao casamento.

A vigésima sétima mulher de quem Irving fala, Anna Eliza Webb Young é uma das vinte e sete mulheres de Brigham Young (o segundo presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sucessor do seu fundador, Joseph Smith) e é exatamente ela a inspiração para este livro de David Ebershoff.

Pegando na história de Anna Eliza Webb Young, o autor cria uma história paralela mas atual, a história de Jordan Scott. Jordan é um dos muitos jovens expulsos da sua comunidade ao chegar à puberdade. Anos mais tarde regressa com o objetivo de descobrir a verdade por trás do assassinato do seu padrasto, uma vez que incriminada está a sua mãe, a 19.ª esposa desse homem.
Alternando entre o passado e o presente, incluindo alguns excertos do livro que Ann Eliza Webb Young escreveu em 1876, e publicações da época, o autor consegue apresentar-nos uma obra magnífica não só pelo seu rigor histórico, como pela força da narrativa, que carrega uma grande carga emocional, como sempre acontece quando se abordam temas tão polémicos quanto este, a poligamia.

Se não leram este livro na altura da sua publicação, façam-no agora. Vale mesmo a pena!

"A Confissão da Parteira" de Diane Chamberlain (opinião)

Depois de ter lido o novo livro desta autora, soube que tinha de ler o que já havia sido publicado em Portugal, pelas mãos da Editorial Presença. O tipo de escrita da autora, a forma como nos envolve, cativa e surpreende,era demasiado precioso para ser ignorado. E tinha toda a razão para procurar "A Confissão da Parteira". Este livro, que nos pisca o olho com a sua capa adorável e um título cheio de promessas, é uma verdadeira caixinha de surpresas.

Tudo começa quando Noelle, uma mulher extraordinária, cheia de vida e querida por todos os que a conhecem, decide terminar a sua vida. As suas melhores amigas, inconformadas com essa tomade de atitude tão drástica que não condizia com a maneira de ser de Noelle, devidem tentar descobrir o que teria levado a suicidar-se. Mas à medida que vão desenrolando o novelo que era a vida de Noelle, e revelando segredos há muito escondidos e mistérios ainda por resolver, apercebem-se que não a conheciam de todo.

Foi uma leitura muito absorvente! Daqueles livros que mexem mesmo connosco. Cada página traz novas surpresas, novos desenvolvimentos, e damos por nós tão estupefactos com o que Tara e Emerson vão descobrindo, e igualmente chocados como elas. Uma história fabulosa, plena de significado, carregadinha de emoções fortes e que aborda também alguns temas bastante polémicos. Um enredo repleto de voltas e reviravoltas e com um desfecho absolutamente fenomenal e surpreendente. 
Simplesmente adorei! É mesmo daqueles livros que não podem deixar de ler!

Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença » aqui.
Em www.bertrand.pt

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