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"Re-Use" de Zélia Évora (opinião)

Quem me conhece sabe uma das minhas paixões, para além dos livros, são trabalhos manuais. Um deles, sim, é a costura, ou melhor dizendo, projetos interessantes e criativos  que envolvam a costura.
Por essa razão não pude deixar passar ao lado o novo livro da Zélia Évora, Re-Use.

Um vestido que fiz com as pernas de umas calças de ganga e a capa para a máquina de costura que fiz com uns restos de tecido de quando o meu filhote era pequenino.
O livro está muito bem conseguido, com sugestões de projetos que envolvem o reaproveitamento de materiais, o que nos dias de hoje é uma mais valia! Foi uma inspiração. :)

As fotos dos projetos realizados.

A explicação e moldes de como se faz.
Resumindo, é de certeza um livro que não vai ficar parado na estante. ;)

Para mais informações podem espreitar aqui ou no site de A Esfera dos Livros.

Em destaque: "Re-Use" de Zélia Évora

Mais de 50 projetos de costura surpreendentes para transformar o velho em novo!

Sinopse:
Quando uma peça de roupa já não nos serve, saiu de moda ou se estragou, o que fazemos com ela? Pomo-la de lado, deitamos fora ou despachamos para parte incerta, sabendo de antemão que ninguém lhe vai dar uso. É um desperdício. E pode também ser uma oportunidade perdida para exercermos a nossa criatividade e recebermos uma chuva de elogios dos nossos amigos. É que essa peça velha ou indesejada pode renascer numa peça única, digna de ser usada com toda a vaidade e orgulho. 

Aquelas calças de ganga que nos assentavam tão bem, mas que ficaram com um rasgão que as inutilizou por completo? Aquele vestido da nossa mãe que nos traz boas recordações, mas dentro do qual, por muito que tentemos, não conseguimos caber? Se não foram à vida, estão no fundo da gaveta há anos. Certo? Só que a partir de umas calças de ganga condenadas ao lixo pode nascer, pelas suas mãos, uma minissaia ou um saco de causar inveja; de uma t-shirt antiga, um gorro de bebé a que nenhuma mãe ficará indiferente; de um casaco furado pelas traças, umas calças giríssimas para rapaz; de um vestido, uma túnica que a sua filha irá adorar. As possibilidades são infinitas. 

E este livro reúne algumas das soluções mais simples e imaginativas para criar, a partir de trapos, peças e acessórios com muita personalidade que darão um cunho único ao seu estilo pessoal (e, claro, ainda lhe farão poupar imenso dinheiro). Com indicações passo-a passo e ilustrações explicativas, Zélia Évora, autora do bestseller A Terapia do Tricot, apresenta-lhe mais de 50 projetos de costura surpreendentes para transformar o velho em novo.

Sobre a autora:
Zélia Évora nasceu no Canadá em maio de 1969. Mãe de dois filhos, Alice de 4 anos e Rafael de 10, faz tricot e costura desde os 8 anos. Durante 24 anos, trabalhou como administrativa, altura em que se estabeleceu por conta própria, fazendo chapéus e outros acessórios no seu atelier nas Caldas da Rainha. Em outubro de 2013, com Filipe Almeida Santos, cria o «Gang da Malha», cujo objetivo era «assaltar» os cafés da sua cidade com pessoas que faziam tricot, tirando-as de casa para ocupar espaços públicos.

Em destaque: "Lugares Abandonados de Portugal" de Vanessa Fidalgo

Palácios, quintas, conventos, aldeias, fábricas, minas, sanatórios... 
As histórias. 
As memórias.
As lendas.
Os mistérios.

Sinopse:
É impossível passar pela Quinta do Comandante, em Oliveira de Azeméis, e ficar indiferente ao edifício em avançado estado de degradação que ali se ergue. Atrás daquelas paredes em ruínas tanto se escondem histórias de amor como episódios trágicos com um final surpreendente. Numa certa noite, o comandante Batista de Carvalho juntou um grupo de amigos e familiares para uma festa. A meio do jantar levantou-se, dirigiu-se ao quarto, pegou num revólver e suicidou-se. Não é caso único nas tragédias que assolam os lugares abandonados de Portugal. A 10 de Julho de 1957, a GNR avançou sobre a população do Colmeal, em Figueira de Castelo Rodrigo. Houve mortos, feridos e no fim da luta,  ninguém ficou na aldeia para contar a história.

O silêncio passou a ser o único habitante daquela que é apenas uma das muitas aldeias abandonadas de Portugal. Na quinta da Arealva, à beira Tejo, em Almada, ainda restam os armazéns, o cais e até os rótulos dos vinhos, negócio que, em 1757, trouxe os O'Neill para Portugal. A família viveu na quinta por várias gerações, mas a azáfama acabou por dar lugar ao vazio que ali perdura. Os lugares abandonados são uma viagem fascinante ao passado. Saber o que foi aquele lugar, quem ali viveu, o que aconteceu e porquê, perceber o que restou, de tudo isso nos falam os escombros ou as paredes que se mantiveram de pé. De uma forma geral, somos surpreendidos com o que descobrimos. Neste livro, a jornalista Vanessa Fidalgo percorre o país de norte a sul e revela-nos a história de dezenas de lugares abandonados. Recupera personagens que os habitaram, as suas vivências, amores e desamores, os episódios que conferiram a esses locais uma alma e uma memória. São histórias de aldeias inteiras que, de um dia para o outro, ficaram abandonadas; de estações ferroviárias onde o apito dos comboios deixou de se ouvir; de mansões e palacetes em que o silêncio se instalou como uma herança maldita. 

Sobre a autora:
Vanessa Fidalgo nasceu em São Domingos de Benfica, a 15 de maio de 1978. Licenciou-se em Comunicação Social, na variante de Publicidade e Marketing, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade Técnica de Lisboa (UTL). Como colaboradora, assinou artigos para as revistas SábadoLoud Magazine, jornal Inside e também para o portal Disco Digital. Desde 1997 é jornalista no diário Correio da Manhã. Foi aqui que publicou a reportagem Ainda há histórias de casa assombradas, uma viagem pelo país real e pela internet sobre os mitos de fantasmas que de norte a sul do país continuam a alimentar a imaginação popular, e que viria a dar origem ao seu primeiro livro, Histórias de Um Portugal Assombrado (5ª edição). Na senda deste trabalho, seguiram-se 101 Lugares para Ter Medo em Portugal (3ª edição), Seres Mágicos de Portugal e Avistamentos de Ovnis em Portugal.

Em destaque: "Prazer sem Pecado" de Gilberto Costa e Cláudia Viegas

Destinadas a todas as pessoas que se preocupam com a saúde e, muito particularmente, àquelas que, como os diabéticos, os obesos ou os celíacos, estão impedidas de ingerir uma série de alimentos, as 65 receitas de Prazer sem Pecado são uma boa ajuda quando faltam ideias para sobremesas saborosas mas saudáveis.

Devidamente avaliadas e testadas, estas sobremesas são indicadas para quem se vê diariamente confrontado com limitações severas na alimentação, mas não quer dispensar os pequenos prazeres da vida.

Prazer sem Pecado – 65 receitas de doces irresistíveis para gulosos com juízo, é um livro prático, repleto de ideias saudáveis, que resulta de um exaustivo trabalho de equipa de dois especialistas em diferentes áreas da alimentação: o chef Gilberto Costa, um dos mais reputados profissionais portugueses de pastelaria, e a nutricionista Cláudia Viegas.

À venda a 21 de abril.

Chef Gilberto Costa nasceu em São Miguel, nos Açores. Fez o Curso Profissional de Cozinha e Pastelaria na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, licenciou-se em Produção Alimentar na Restauração e fez um mestrado em Segurança e Qualidade Alimentar na Restauração. Em Paris e na Bélgica ganhou uma nova perspectiva da criação culinária. Com um percurso dedicado à formação, é docente e director do curso de Produção Alimentar na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. É autor do livro Biscoitos, Bolachas & Bolinhos, editado por A Esfera dos Livros.

Cláudia Viegas nasceu em Lisboa em 1976. Licenciada em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, trabalhou em Educação para a Saúde, Segurança Alimentar e Consulta Nutricional. É Mestre em Saúde Pública, pela Escola Nacional de Saúde Pública, na especialização de Promoção da Saúde, e Doutorada em Ciências da Vida pela Faculdade de Ciências Médicas. É docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, onde leciona cadeiras de Fisiologia Alimentar, Nutrição, Dietética e Saúde e Alimentação.

Em destaque: "Manual Básico de Costura Criativa" de Joana Nobre Garcia


De certeza que já lhe aconteceu encontrar, em revistas ou livros, projectos de costura que gostaria de fazer, mas, quando começa a olhar bem para eles, rapidamente percebe que são demasiado complicados, pois não domina as técnicas-base de costura.

Mas não só: quantas vezes tem de pedir à sua mãe que lhe cosa os botões da roupa dos seus filhos, porque não sabe como fazê-lo, ou recorre a uma costureira para lhe tratar da bainha das calças?

A máquina de costura que comprou está arrumada a um canto porque não faz ideia de como trabalhar com ela?

E aquele tecido que era perfeito para as janelas da sua sala, mas que acabou por não comprar porque costurar uns cortinados lhe pareceu uma tarefa impossível?

Joana Nobre Garcia, autora do bestseller Costura-mania, apresenta este manual em que explica o bê-a-bá da costura em 51 lições – que vão do trabalho mais simples ao mais elaborado. Nestas páginas, poderá aprender a marcar e a cortar tecidos, a chulear, a rematar, a fazer bainhas e decotes e, num nível acima, a costurar capas de almofadas, cortinados e toalhas de mesa ou mesmo a criar uma manta em patchwork.


"A Rainha Santa" de Isabel Machado (opinião)

Existem personagens na História de Portugal que deixaram a sua marca. Isabel de Aragão foi uma delas. Ainda hoje se ouvem os ecos da sua voz nas lendas do povo português. 

A Rainha Santa e o Milagre das Rosas é uma história que todos nós conhecemos. Quem não se lembra da sua cândida resposta ao Rei D. Dinis, seu esposo, quando indagada sobre o que levaria no regaço ao sair do paço:
«São rosas, Senhor!»
E desconfiado, D. Dinis retroquiu: «Rosas, em Janeiro?»
D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara.

Das aulas de História ficou-me na memória esta lenda, bem como a recordação desta  Rainha Santa como uma rainha muito devota e piedosa, que mais tarde foi canonizada. Por diversas razões, esta, foi uma leitura muito feliz. Adorei descobrir a mulher por trás da lenda, a dona do coração de D. Dinis, o quinto rei de Portugal.


Conhecemos Isabel desde tenra idade, dando os primeiros passos na corte de Aragão, e acompanhamo-la na sua viagem, aos 11 anos, rumo a Portugal para se juntar a D. Dinis. Quase que posso dizer que mais do que a história de uma Rainha, este livro conta-nos a história de um amor. Um amor altruísta, sofrido, leal... o amor de uma rainha pelo seu rei. Um amor e uma humildade tal que a levaram a aceitar os filhos bastardos do rei e a criá-los como seus. Quantas mulheres fariam isso? Ao longo de 446 maravilhosas páginas, acompanhamos o dia-a-dia de Isabel na corte e as interações com os seus súbditos portugueses, que lhe conquistaram igualmente o coração.


Mas Isabel, a autora, quis também que ficássemos a conhecer um pouco melhor este rei que arrebatou o coração à princesa aragonesa, D. Dinis. Dele ficaram para a História os cognomes de O Lavrador e O Poeta. Foi um rei que dedicou grande parte do seu reinado ao despertar em Portugal da consciência de estado-nação, levando a cabo importantes reformas judiciais, e instituindo a língua portuguesa como língua oficial da corte. Criou também a primeira Universidade portuguesa, e no intervalo das guerras civis que teve com o seu irmão e mais tarde com o seu filho levou a cabo importantes ações de fomento económico (como a criação de concelhos e feiras). Foi  igualmente um grande amante das artes e das letras, cultivando as famosas Cantigas e Amigo e Cantigas de Amor, que ainda hoje se estudam nas nossas escolas. 


Este é sem dúvida um livro extremamente completo, escrito de forma maravilhosa, que nos embala e seduz à medida que nos revela um Portugal nos finais do século XII, início do século XIV.
Adorei. Simplesmente adorei ler este livro. Isabel Machado é uma autora que ainda não conhecia mas que agora quero conhecer melhor. A História pela sua mão é-nos mais próxima ao coração. 
O meu bem haja a esta autora.

Em destaque: "A Rainha Santa" de Isabel Machado

«Na vossa mansidão, Senhora, nunca deixou de haver rebeldia...»
D. Dinis, rei de Portugal, sobre Isabel de Aragão

Sinopse:
Em finais do século XIII, Aragão é um reino poderoso e rival de Castela, o gigante que acaba de se unir a Leão. Isabel, a filha mais velha do rei aragonês, exibe desde cedo uma personalidade rara. É bela, inteligente, devota, caridosa – e, por isso, naturalmente cobiçada por várias cortes europeias para uma aliança de casamento. 
Isabel tem outros sonhos, que não passam por ocupar um trono nem exercer o poder, mas interesses políticos acabam por ditar a sua união com D. Dinis, o brilhante e ambicioso rei de Portugal, no ano de 1282. O jovem soberano português sabe que, para pôr em prática os seus grandes planos de desenvolvimento do reino, deve manter- se afastado das guerras que grassam pela Península Ibérica. 

Mas nem a paz perdura, nem Isabel se torna uma jovem submissa e alheada dos problemas políticos e sociais. Pelo contrário. Revela-se firme na defesa dos pobres, dos doentes e dos excluídos, em nome dos quais move montanhas, desafia convenções e se entrega aos maiores sacrifícios. E nos conflitos que vão abalar o reinado de D. Dinis, opondo pais e filhos ou lançando a discórdia entre irmãos, mostra-se corajosa e decidida, capaz de desafiar a autoridade do próprio marido e de influenciar o curso dos acontecimentos com a sua sensibilidade, poder de antevisão e amor à paz. 

Baseado numa pesquisa exaustiva, eis um romance que revela finalmente, em toda a sua plenitude e complexidade, a rainha de Portugal que sempre foi santa na memória do povo – mas que era, antes de mais, uma mulher invulgar e à frente do seu tempo.

Sobre a autora:
Isabel Machado é escritora e jornalista, nasceu em Lisboa, concluiu o 12.º ano nos Estados Unidos e é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Nos anos 80 recebeu o primeiro prémio nacional de um concurso europeu de dissertação, promovido pela Alliance Française de Paris e, em 2003, foi-lhe atribuído um prémio de jornalismo da Fundação Roche e da Liga Portuguesa Contra o Cancro, por uma reportagem publicada na revista Lux Woman sobre cancro infantil. Fez trabalhos de tradução e de interpretação simultânea, leccionou Português e Francês no ensino básico e Português como língua estrangeira. Durante 11 anos foi pivô e jornalista da Televisão de Macau, colaborando regularmente com publicações locais. Em Portugal, foi pivô do Canal Parlamento desde 2003 até Janeiro de 2011. 
Em 2011 publicou o seu primeiro romance histórico, Isabel I e o seu médico português e, em 2014, Vitória de Inglaterra – A rainha que amou e ameaçou Portugal. Já em 2015 publicou Constança – A princesa traída por Pedro e Inês, cuja acção decorre num período da História de Portugal imediatamente posterior ao de A Rainha Santa, o seu quarto romance histórico.


Para entrar em contacto com a autora: isabelmachado.autora@gmail.com
www.facebook.com/isabelmachado.autora

"Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval (opinião)

E neste dia de chuva, termino mais uma leitura. Enquanto Maria Pia se despede do mundo, as gotas na minha janela, escorrem luminosas, banhadas por este sol tímido que, como esta rainha, ousou brilhar num dia de tempestade.

Gostei imenso de conhecer a penúltima rainha de Portugal. Assumindo a coroa com apenas 15 anos, aquando do seu casamento com D. Luís I de Portugal, Maria Pia de Sabóia ficou conhecida como O Anjo da Caridade e Mãe dos Pobres. Fundou inúmeros estabelecimentos de solidariedade social e foi uma rainha atenta às necessidades dos mais pobres e das vítimas de catástrofes nacionais, como foi exemplo as cheias de 1876 ou o calamitoso incêndio do Teatro Baquet, no Porto. Foi igualmente uma mãe extremosa, sendo uma voz ativa na educação dos filhos, coisa que não era propriamente comum nessa época e nos lares mais nobres.

Maria Pia, aos 15 anos.
Mas a par e passo com a sua piedade para com os mais necessitados, Maria Pia era também uma rainha exuberante com a sua toilette e decoração das suas casas. Habituada aos luxos de Turim, não se viu rogada a gastos exagerados, rapidamente criticados, tanto no parlamento como na imprensa. Em resposta chegou a proferir uma frase que ficou na história: "Quem quer rainhaspaga-as!»


No final, após o regicídio dos seus filho e neto (D. Carlos e D. Luís Filipe), esta rainha acabou por sucumbir ao desgosto, dando mostras de um início de demência. O golpe final foi talvez o ter sido votada ao exílio aquando da implantação da república em 1910. Morreu um ano depois, em Piemonte (Itália), expressando o desejo de regressar a Portugal para ser enterrada junto dos seus, o que nunca chegou a acontecer.

Diana de Cadaval, a autora, conseguiu trazer esta rainha à vida, e torná-la real aos nossos olhares de leitores, quer através de correspondência trocada com a sua irmã Maria Clotilde, quer através da sua própria voz, na forma de um diário pessoal. Foi a primeira vez que li algo desta autora e gostei muito.

É um livro que recomendo para quem quer saber um pouco mais sobre a História de Portugal, pois não só retrata muitíssimo bem a sociedade da época, como aborda alguns eventos que nos marcaram enquanto povo português.

Em destaque: "Eu, Maria Pia" de Diana de Cadaval

O destino trágico de uma princesa italiana, rainha de Portugal

Sinopse:
Chegou a minha vez de morrer.
Como último desejo peço que me virem na direcção de Portugal, o país que me encheu de alegria o coração de menina e me tirou tudo o que de mais sagrado tinha quando mulher.
Olhando para trás, reconheço que a minha vida foi marcada pela tragédia. Vi partir uma mãe cedo de mais, morria de doença e de desgosto por um marido que a traía publicamente. Não me consegui despedir do meu pai, enterrei um marido que, com palavras doces e promessas vãs conquistou o meu ingénuo coração e no final me humilhou com as suas traições, um filho em quem depositava todas as esperanças, um neto adorado, e, por fim, a minha querida Clotilde, irmã de sangue e confidente.
Claro que também tive momentos de felicidade. Quando sonhava acordada com Clotilde, deitadas nos jardins do Palácio de Stupigini, com príncipes e casamentos perfeitos, quando cheguei a Lisboa e o povo gritava o meu nome, quando viajava por essa Europa fora de braço dado com Luís, quando brincava no paço com os meus filhos ou quando estendia as mãos para ajudar os mais necessitados, abrindo creches e asilos. Mas mesmo nestas alturas havia quem me apontasse o dedo. Maria Pia a gastadora, a esbanjadora do erário público. A que dava festas majestáticas no paço, a que ia a Paris comprar os tecidos mais caros e as jóias mais exuberantes. Não percebiam eles que assim preenchia o vazio que, aos poucos, se ia instalando no meu coração.

Diana de Cadaval traz-nos um retrato impressionante de D. Maria Pia, rainha de Portugal. Num romance escrito na primeira pessoa, ficamos a conhecer a trágica vida de uma princesa italiana feita rainha com apenas catorze anos.

Recebida em clima de grande euforia, Maria Pia foi, 48 anos depois, expulsa de um país a quem dedicou toda a sua vida. Morria pouco tempo depois, demente, longe dos seus tempos de fausto e opulência, mas com a secreta esperança de que a morte lhe trouxesse a tranquilidade há tanto desejada.

Sobre a autora:
Diana, duquesa de Cadaval,
nasceu em Genebra, na Suíça, e vive atualmente em Portugal, entre o Estoril e Évora. Formou-se em Comunicação Internacional na Universidade Americana de Paris e trabalhou na leiloeira Christie's, em Londres. Tem a seu cargo a atividade cultural do Palácio Cadaval, em Évora, o berço da família ducal há mais de seis séculos.
Da agenda do palácio destaca-se o Festival Évora Clássica - desde 1994, hoje um Festival de Músicas do Mundo -, as mostras anuais de Arte Contemporânea e o Museu e a Igreja, abertos ao público e um dos polos de atração da capital alentejana.
Com o marido, o príncipe Charles-Philippe d'Orléans, duque d'Anjou, Diana de Cadaval tem participado em missões humanitárias na Etiópia, Camboja, Sérvia e Egito.
Publicou com grande sucesso Eu, Maria Pia, em 4.ª edição, Maria Francisca de Saboia, em 2.ª edição, e Mafalda de Saboia, todos com A Esfera dos Livros.

Em destaque: "A Terapia do Tricot" de Zélia Évora

Reduz o stress. Aumenta a autoestima. Ajuda a reduzir o batimento cardíaco. Melhora a motricidade fina e estimula o raciocínio.
Não falo de nenhum exercício físico nem de nenhuma técnica oriental de relaxamento.
Venho falar-lhe simplesmente de Tricot! Não requer muito material, podemos praticá-lo em qualquer lugar e também não exige aptidões especiais.
Apenas com agulhas e lã é possível realizar trabalhos simples e bonitos. Neste livro pode aprender a fazer desde cachecóis, mantas e meias a casacos para pequenos e grandes.

Se ainda não sabe tricotar, irá descobrir um novo mundo. Se já sabe, A Terapia do Tricot vai ajudá-lo a aperfeiçoar a técnica, dando-lhe também ideias para trabalhos criativos e originais.

Há apenas um senão e impõe-se que o avise: o tricot poderá tornar-se o seu maior vício.

Sobre a autora:
Zélia Évora nasceu no Canadá em maio de 1969. Mãe de duas crianças, Alice de 4 anos e Rafael de 10, faz tricot e costura desde os 8 anos. Durante mais de duas décadas trabalhou como administrativa, altura em que se estabeleceu por conta própria, fazendo chapéus e outros acessórios no seu atelier nas Caldas da Rainha. Em outubro de 2013, com Filipe Almeida Santos, criou o «Gang da Malha», cujo objetivo era «assaltar» os cafés da sua cidade com pessoas que faziam tricot, tirando-as de casa para ocupar espaços públicos.

"Um Castigo Exemplar" de Júlia Pinheiro (opinião)

Há uns tempos surgiu a moda de tudo o que era ator ou apresentador de programas televisivos escrever um livro. No meio dessa onda surgiu o nome de Júlia Pinheiro. O livro, "Não sei nada sobre o Amor" nem sequer me despertou a atenção. Mas depois, por causa de uma amiga, li-o e mudei de ideias. O primeiro livro desta senhora foi um espanto! E agora com este segundo, "Um Castigo Exemplar", ela confirma-se como a excelente escritora que é. Por mim, podia reformar-se da televisão e dedicar-se exclusivamente à escrita, mas já sabemos que é difícil viver disso. Por isso, ao menos espero que ela não desista desta veia, e insista, insista, presenteando-nos com as suas histórias e bela escrita, pelo menos de vez em quando.

A história passa-se na segunda metade do século XIX, e a protagonista é uma jovem burguesa, Amélia, filha de um juiz e de uma mãe eternamente doente. Ora Amélia, como todas as jovens casadoiras naquele tempo, tem de se sujeitar ao que o pai lhe propuser para marido, e quando um candidato de famílias nobre e com uma bela figura lhe aparece à frente, ela julga ter um futuro risonho e promissor. E aparentemente tudo indica que sim, mas os planos de Henrique são muito diferentes do que ela, ou o pai, poderiam suspeitar. E mais não digo. ;)

É uma excelente crítica à sociedade da época, em pleno revirar político da monarquia para a república, tema que a meu ver a autora poderia ter explorado um pouco mais. Gostei imenso de conhecer intimamente Amélia. Afinal a história é narrada pela própria. Os seus pensamentos, as suas ideias, e o contar dos acontecimentos após o facto, tudo isso contribui para que o leitor fique preso à leitura logo após as primeiras páginas.

Júlia Pinheiro, confirma-se, é uma autora a não perder de vista. 
Mais por favor, Júlia. ;)

Muito bom. Recomendo sem hesitações.


Para mais informações podem espreitar aqui ou consultar a página do mesmo no site de A Esfera dos Livros » aqui.

"Biscoitos, Bolachas & Bolinhos" do Chef Gilberto Costa

Uma preciosa selecção de receitas por um dos mais prestigiados especialistas portugueses em pastelaria.

Em Biscoitos, Bolachas & Bolinhos, encontrará 64 receitas de diferentes proveniências escolhidas criteriosamente pelo chef Gilberto Costa. Com estas receitas de leitura clara e execução fácil, poderá servir aos amigos e à família os melhores doces tradicionais portugueses confeccionados em absoluto respeito pelas nossas memórias e pelos nossos costumes. Além desses sabores bem conhecidos, poderá também cozinhar e provar delícias surpreendentes trazidas de outras culturas, inspiradas por viagens exóticas ou concebidas propositadamente para este livro pela vasta experiência e imaginação do chef Gilberto Costa. Desde as célebres grades de Lamego aos almendrados do Algarve, com recurso a ingredientes obrigatórios como a amêndoa, a erva-doce ou o azeite, são aqui apresentadas numerosas receitas oriundas de 

Norte a Sul de Portugal, sempre com o mesmo rigor imaculado que presta homenagem à nossa tradição. Igualmente deliciosas são as receitas recolhidas pelo chef Gilberto Costa em países como o Brasil ou a Grécia – e também outras inspiradas em lugares mais exóticos, perfumadas com especiarias como o cardamomo ou o cravinho, que nos transportam de imediato para latitudes dominadas por sabores intensos e cores vibrantes. Biscoitos, Bolachas & Bolinhos proporciona todo um mundo de experiências inesquecíveis, seja para quem confecciona, seja para quem saboreia. E de modo a que a culpa e o pecado não perturbem este mundo irresistivelmente doce, a informação nutricional foi incluída em cada uma destas receitas intemporais…

Em destaque: "Um Castigo Exemplar" de Júlia Pinheiro

Sinopse:
Muito antes de amar o meu marido, odiei-o profundamente. Não tive alternativa, nem ninguém me ensinou outro caminho. Procurei conselho junto da minha família, entrei desesperada no confessionário para revelar a sombra que se apoderava do meu coração. Todos os esforços se revelaram em vão. Eu, como qualquer mulher do meu tempo e da minha classe, fui ensinada a fazer dos sentimentos a razão da minha existência. Não me posso sujeitar à indignidade do trabalho e não escondo que acho a caridade entediante. Só me restou o amor, o casamento e a maternidade. Como falhei estes desígnios, abracei o ódio com a ternura e o empenho com que qualquer marido gostaria de ter sido amado. Até o meu.

Amélia Novaes, uma jovem tímida, sem berço e de aparência banal, é inesperadamente cortejada por um dos solteiros mais desejados do Porto do final do século XIX — Henrique Bettancourt Vasconcelos, filho do terceiro visconde De Lara. Apesar do desagrado da família do aristocrata, o casamento não tardará a acontecer e, no seu novo estatuto, Amélia antevê uma vida de conforto e alegria. Mas a sua ilusão começa a ruir quando Henrique decide partir sozinho para uma longa viagem pela Europa, para dar asas aos seus negócios. É então que a mágoa toma o lugar do sonho no espírito de Amélia, a cujas transformações vamos assistindo neste romance intenso, surpreendente e profundamente revelador da natureza humana, que marca o regresso de Júlia Pinheiro à ficção depois do sucesso de "Não Sei Nada Sobre o Amor".

Sobre a autora:

Júlia Pinheiro é profissional de comunicação há trinta anos. Apresenta diariamente Queridas Manhãs na SIC, estação onde também exerce o cargo de directora de Conteúdos. Apresentou inúmeros programas nos três canais de televisão generalistas portugueses. É Publisher da revista Activa. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Tem uma pós-graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lisboa.
É casada e mãe de três filhos. Tem 53 anos e já é avó.

"Não nos Roubarão a Esperança" de Júlio Magalhães (Opinião)


Não sou grande fã de Júlio Magalhães, mas a verdade é que desde que li o livro “Um Amor em Tempos de Guerra” e logo a seguir "Longe do meu Coração" tenho perseguido as suas publicações. Agrada-me o facto das suas estórias terem sempre um enquadramento temporal que me apela – a época de Salazar e do pós-revolução.

No entanto, quis-me parecer que neste último romance o autor deu primazia à história romântica em detrimento do contexto histórico, que é na verdade, o que enriquece os seus livros.
Soube-me, por isso, a oco.

O tema, a Guerra Civil Espanhola, e principalmente a participação portuguesa na mesma, é sem dúvida um tema riquíssimo e daria pano para mangas. Achei que foi mal explorado e nem mesmo as histórias pessoais das personagens foram condignamente esmiuçadas, tendo autor optado pela repetição (por exemplo, é referido imensas vezes que a irmã de Pedro e Duarte, Teresa, assumiu o papel da mãe que morreu quando eram novos).

Enfim, pouco mais há a dizer. Apesar de ter sido uma leitura fácil e algo agradável, fica muito aquém do “Longe do meu Coração“ que me encantou. 

Para mais informações espreitar aqui.

"Longe do Meu Coração" de Júlio Magalhães

Júlio Magalhães não é das pessoas que mais gosto de ver na televisão, bem pelo contrário... Acho que embirrei com ele na altura em que fazia o Programa da Manhã (irritava-me a forma como ele "cilindrava" a sua co-apresentadora). Mas nisto dos livros já aprendi que por vezes temos de colocar de lado algumas opiniões pessoais sobre os autores e dar uma hipótese à sua escrita.
Pela insistência de uma amiga minha, dei-lhe a primeira hipótese com "Amor em Tempos de Guerra" e não me arrependi. Não é de todo um daqueles livros que nos tira o fôlego, nem nada que se pareça. Mas são histórias simples, sobre gente simples. Portugueses, que provavelmente passaram pelo mesmo que os nossos pais e avós na altura do Salazar.
Ainda não cheguei a ler o seu primeiro livro (Os Retornados), mas não perdi a oportunidade quando me surgiu a hipótese de ler este "Longe do Meu Coração".
É um tema diferente, mas lá está, também passado nessa mesma época da qual eu tenho tanta curiosidade. Desta vez o autor aborda a emigração dos portugueses para França e foi interessante perceber como as coisas funcionavam naquela época. Sempre ouvi dizer (e já o senti na própria pele) que os portugueses não são muito amados pelos franceses, e após ler este livro compreendo melhor a situação. Gostei da introdução das fotos e da notória investigação levada a cabo pelo autor. Achei que desta vez fez melhor os "T.P.C.". ;)

Quer-me cá parecer que a história da vida de Joaquim, não foi assim tão ficcionada quanto isso. Joaquim não foi apenas uma pessoa que existiu, mas uma série de gente anónima que se desapaixonou por um país que não lhes dava de comer e saiu para vencer noutro país que nunca os reconheceu como seus filhos adoptivos.

Gostei e vou ficar à espera de um novo livro deste autor. :)

Sinopse:

Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

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Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

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