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"A Ilha dos Encantos" de Mary Nickson

Ler este livro foi para mim um verdadeiro encanto. :) É um livro simplesmente belo. Sim, acho que é essa a palavra perfeita para o descrever. Belo.
A história é bastante interessante, mas é realmente a forma como está descrita que a torna extraordinária.
Ainda noutro dia comentava com uma amiga que os livros nos levam a viajar. Pois, Mary Nickson, conseguiu levar-me repetidas vezes até Corfu, uma ilha ao largo da Grécia que me soou como um destino de férias maravilhosamente idílico. Com pequenos detalhes, preciosamente inseridos na narrativa, quase posso dizer que consegui ouvir os pássaros a chilrear, a brisa a descer pelas encostas, o mar a banhar as rochas com suavidade.
Tal como prometia a sinopse, este livro fez-me realmente lembrar uma outra das minhas autoras favoritas, Rosamunde Pilcher, embora a escrita de Mary Nickson seja obviamente mais contemporânea. Fico ansiosa por uma nova publicação!

Há uma nota bastante importante que gostaria de salientar. Este livro proporcionou-me uma leitura deliciosa também por outra razão: a qualidade da edição. A encadernação é magnífica! É um livro com 523 páginas que pesa mais cerca de 200 grs. do que outro livro com o mesmo número de páginas. A qualidade das folhas, o notório cuidado que houve com a revisão, o próprio tipo de letra, tão agradável, tudo isto me leva a dar os parabéns a esta nova editora - o Clube do Autor!

Para ler a sinopse e umas notas sobre a autora, vejam aqui.

"Coração em Segunda Mão" de Catherine Ryan Hyde

Eis um livro sobre um tema muito interessante. A eterna questão que divide a comunidade cientifica: é possível que a memória celular permita aos receptores de orgãos experienciar situações que lhes são completamente estranhas? Como por exemplo desenvolver novos gostos, ter recordações de coisas que nunca viveram, amar quem nem sequer conheciam?
Vida, uma rapariga de 19 anos que desde bebé teve problemas de coração, recebe finalmente o orgão que lhe permitirá continuar a viver, ou melhor dizendo, começar a viver. Mas os sentimentos estranhos e confusos que sente pelo marido da ex-dona do seu coração acaba por a lançar numa busca incansável de algo que nem ela sabe muito bem explicar.
É uma história estranha, mas ao mesmo tempo bem bonita, e fez-me recordar uma rapariga que conheci e que infelizmente não teve a mesma sorte que Vida... a querida Snow.

Ser dador, de sangue, de medula óssea, e em último grau de orgãos, é algo que todos nós devemos considerar, pois muitas vidas dependem destes actos altruístas.

Sinopse:


Deram-lhe uma nova vida. Mas saberá ela vivê-la?


Uma rapariga. Vida tem 19 anos, está doente e pode morrer a qualquer momento. Uma nova esperança, um coração alheio, fá-la compreender que só pode viver se outra pessoa morrer. Um homem. Richard perdeu a sua esposa num acidente. A dor e o sofrimento levam-no a querer conhecer a rapariga que recebeu o coração da sua mulher. Um coração. No hospital, Vida conhece Richard e apaixona-se por ele. Pode um coração em segunda-mão unir duas pessoas?

"O Diário" de Eileen Goudge

Este pequeno livro não tem só uma capa encantadora, contém também uma história encantadora.

Eileen Gougde escreve de uma forma envolvente, ligando o leitor às suas personagens, enredando-o na história à medida que esta se vai revelando. É quase como se lhe tivesse dado um toque de magia.
E esta bela história de amor, é em primeiro lugar uma lindíssima homenagem aos pais da autora, cuja própria história de amor a inspirou, mas é acima uma bela homenagem ao Amor. Ao Amor pelo qual vale a pena esperar, ao Amor que só alguns têm a sorte de poder apreciar, ao Amor que nos faz sorrir ao imaginar-nos a envelhecer ao lado daquele que o nosso coração elegeu.

Um livro lindíssimo! Sem dúvida uma bela prenda de Natal de última hora. ;)

Sinopse:

Quando duas irmãs encontram no sótão um velho diário da mãe, descobrem, para grande choque de ambas, que o seu verdadeiro amor não foi o pai. Mas será que as coisas são aquilo que parecem? Esse é o grande mistério com que se deparam e que têm de desvendar sozinhas, pois a mãe encontra-se no leito da morte, num lar, sem conseguir falar - só as páginas do seu diário podem fornecer as pistas. Numa viagem ao passado, revela-se uma jovem Elizabeth Marshall perdidamente apaixonada por um homem… estando comprometida com outro. Ela tem, por fim, de escolher entre Bob, estável e leal, e AJ, enérgico e imprevisível. Quando AJ é associado a um suspeito incêndio, a jovem enfrenta a decisão mais penosa da sua vida: Elizabeth é a única que pode limpar o nome dele, mas fazê-lo arruinaria a sua reputação e custar-lheia o amor do noivo. O Diário é uma história de amor e a história de uma família. É também sobre uma questão que, a determinada altura da vida, todos colocamos: até que ponto conhecemos realmente os nossos pais? A resposta pode ser surpreendente…

"E Depois do Amor" de Ray Kluun

Foi com algum receio que encetei a leitura deste livro. Afinal, apresentava-se como sendo a sequela de um outro que não li (Love Life - De Coração Aberto). Mas os meus medos foram infundados, isto porque, não só o autor faz um pequeno resumo da história logo no início do livro, como também a história deste é a continuação da vida de Dan e Luna após a morte de Carmen (que aconteceu no outro livro).
Está escrito na primeira pessoa, e a leitura seguiu-se a uma velocidade fabulosa. Ficamos a conhecer Dan intimamente, e de imediato percebemos que se trata de uma pessoa que anda completamente perdida nesta vida. A forma como ele se perde de maneira a evitar a todo o custo “sentir” o que quer que seja, é um relato impressionante. A presença da filha e o isolamento num grande e longínquo continente foi a fórmula que ele conseguiu arranjar para se reencontrar e para reencontrar o amor que afinal nunca tinha o abandonado.
É uma história muito bonita, escrita de uma forma crua e simples, bem ao jeito holandês. Nada de lamechices. ;)
Gostei imenso.

Podem ler a sinopse aqui, ou ir à página do livro no site da Editorial Presença para mais informações.


E não se esqueçam que ainda vão a tempo de participar no magnífico passatempo que As Leituras da Fernanda está a promover com o patrocínio da Editorial Presença.
Têm até dia 17 às 23h59 para enviar as vossas participações! ;)

"Para Ti" de Luísa Castel-Branco

Já experimentaram ler um livro só pelo gosto de o ler?
Quando as frases que um autor debita soam a algo que possa ter saído da nossa alma, quando a delicadeza das palavras nos toca o coração, nessas alturas, sim, dá gosto ler e reler, até que as palavras se enrolem debaixo da nossa roupa e nos façam cócegas na pele.
Para mim, Luísa Castel-Branco é uma dessas autoras. Adorei os outros dois livros que li dela, embora "Alma e os Mistérios da Vida" me tenha conquistado bem mais, do que o "Não Digas a Ninguém".
Quem gosta de escrever normalmente fá-lo de uma forma automática. Quando se sente em baixo, quando se sente feliz, quando tem problemas, quando se encontra em dúvidas. Eu pelo menos sou assim. Para mim a escrita é uma óptima terapia. Ao que parece para a autora também. Neste livro “Para Ti” ela não nos conta uma história. Trata-se de um conjunto de textos que a Luísa Castel-Branco foi escrevendo ao longo da vida, cheios de significado, alguns com uma nota melancólica, outros com alegria, mas todos eles cheios de alma, de coração, pois é assim que ela escreve.
Este livro é ele todo uma pérola! Do princípio ao fim.

Deixo-vos aqui um dos textos, intitulado "É isto a vida". Lindo.

«O coração tem mil formas de se despedaçar, mas é como se tivesse só uma. Uma única. Porque a dor é a mesma e não muda, não se transforma. Quando sofremos, é como se o coração se partisse em mil bocados e se apartasse do nosso corpo ao mesmo tempo, deixando-nos sem ar, sem força para viver, sem nada.
As dores do amor, da desilusão, todas as dores do mundo acabam ali. Um aperto no peito e depois uma explosão. Uma e outra vez. Talvez a vida endureça o coração. Talvez Deus nos tenha dado a capacidade de sobreviver àquilo que muitas vezes parece impossível, só para percebermos que efectivamente podemos reconstruir-nos e levantarmo-nos de novo. O ser humano é capaz de coisas surpreendentes. E por vezes tão simples como continuar em frente, como voltar a amar e acreditar e jurar que é para sempre aquilo que é tão fugidio como areia entre os dedos.
A verdade é que ninguém nos preparou para a vida, e não seremos nós que o vamos fazer com os nossos filhos. Dizer o quê? Para quê? Não se pode defender ninguém da vida todo o tempo.
E depois quem nunca amou, quem nunca chorou e sofreu, nunca será um ser humano completo. Há um preço a pagar por todas as gargalhadas, pelo nascer de cada dia, o beijo trocado, a amizade nos momentos mais difíceis. Há a magia de estar vivo e aprender com todas as dores. É isto a vida.»

Sinopse:

Luísa Castel-Branco, jornalista e apresentadora de televisão, tornou-se reconhecida como escritora pela sua sensibilidade e profundo conhecimento das relações humanas. Uma mulher que revela na sua escrita uma grande riqueza interior e cultural, marcada ainda pela sinceridade das introspecções, e atenta contemplação do mundo, revelando um permanente deslumbre perante a vida e as pessoas que cruzam os nossos caminhos.

"Descobri um Esconderijo!" de Maria Teresa Maia Gonzalez

E eu descobri um livrinho lindo para oferecer ao meu filhote neste Natal! :)

Sempre gostei de ler livros deste género ao meu Senhor Guga desde que ele era pequenino, e agora que está mais crescido, já o vai ler sózinho.
Acho que a poesia infantil dá um toque de magia a qualquer história, não concordam? E cada poema é apresentado com um belíssimo enquadramento. As ilustrações são lindíssimas!
Os textos são de fácil entendimento, mas ao mesmo tempo muito ricos em vocabulário e expressões. Mesmo apropriados para se ler em voz alta, treinando a entoação.
Este "Descobri um Esconderijo!" de Maria Teresa Maia Gonzalez vai dar sem dúvida uma bela prenda de Natal! :)
Sinopse:
Sabias que cada bicho tem a sua casa, o seu esconderijo? E que lugares tão diferentes e extraordinários! Queres ver? Há animais misteriosos que vivem no fundo do mar, outros que passam toda a sua vida no deserto. Alguns preferem morar nos troncos das árvores velhas, outros, porém, são grandes engenheiros e constroem a sua casa à beira-rio. E há ainda umas minúsculas criaturas que fazem de uma bela flor o seu lar! Vem surpreender os nossos amigos do Reino Animal nos seus esconderijos!

"Oogy" de Larry Levin

Quem já teve o privilégio de ter mais do um amigo de quatro patas, sabe que há uns que se destacam dos outros. Não é que cada um não tenha a sua personalidade, mas a verdade é que há cães que são mesmo especiais.

Eu tive o privilégio de ter na minha vida uma cadela assim: a minha Nikita. Era um animal absolutamente fora do comum, de uma delicadeza e ternura extremas, uma inteligência fora de série e uma simpatia avassaladora que conquistava tudo e todos. Tenho tantas saudades dela que por vezes ainda me dói a sua ausência.

Quando vi a capa deste livro fiquei um pouco chocada, mas de imediato percebi o que tinha acontecido àquele pobre cachorro: lutas de cães.
Como fui dona de uma cadela dessas raças considerada perigosa, sei bem o quão cobiçados são esses cães para as lutas de cães, quer tenham o instinto, quer não. Podem ter sido criados por uma família amorosa, e serem absolutamente inofensivos, mas são cães-alvo, nem que seja para treinos, que foi exactamente o caso do Oogy.

E Oogy é sem dúvida um cão especial.
Adorei a sua história! Os relatos da sua recuperação, os laços que criou com cada membro daquela família e a sua simpatia, tudo me conquistou. Fiquei absolutamente fã deste amigo de quatro patas que com a sua força de viver dá uma grande lição a todos nós!

Sinopse:
O Oogy - O cão que só uma família poderia amar é um livro sobre o poder da redenção e o modo como os animais e as pessoas podem superar a maior das adversidades. E Oogy é um animal incrivelmente especial, cujo sentimento de segurança e a necessidade de ser amado prevaleceu apesar da sua provação. Este cão especial e a sua história entram nos nossos corações e ali permanecem durante muito tempo.

"Obrigada pelas Recordações" de Cecilia Ahern


Os livros de Ceilia Ahern são uma verdadeira caixinha de surpresas. Já li quase todos os que foram publicados em Portugal e confesso que todos eles me conquistaram.

Por norma não são livros de leitura fácil, e este não fugiu à regra. Quase que me atrevo a dizer que é inicialmente confuso, mas na verdade não o é. A dita "confusão" inicial acaba por se ir esclarecendo à medida que entramos na história, e às duas por três sentimo-nos tão envolvidos no enredo que é a custo que conseguimos pousar o livro sem deslindar todo o mistério.
Gostei imenso e recomendo-o a quem gosta de histórias que puxam pela nossa imaginação e nos leva a dizer "E se fosse verdade?".

Deixo aqui um pedacinho que encerra uma grande verdade e me tocou especialmente:
Pág. 221 / 222

«Penso no Connor e em mim, na rapidez com que um momento de amor se transformou num momento de ódio. Em como bastou um comentário para destruir tudo. Em como o amor e a a guerra assentam nos mesmo alicerces. Em como, ao enfrentar os meus piores momentos, as alturas que sinto mais medo, estes se transformam nos meus momentos de maior coragem. Quando nos sentimos mais fracos é quando acabamos por demonstrar mais força, quando estamos no fundo do poço e somos elevados a alturas que nunca atingiríamos. Todos estes momentos e sentimentos confinam uns com os outros, são opostos que rapidamente podem mudar. O desespero pode desaparecer com o simples sorriso de um estranho, a confiança pode transformar-se em medo com a chegada de uma presença incómoda. (...) Tudo está no limite, sempre à tona da superfície, basta um ligeiro abanão, um tremor, para que a derrocada aconteça. E as emoções são muito semelhantes.
»

(Um grande obrigada a uma querida amiga que me ofereceu este livro pelos meus anos! Tu sabes mesmo o que eu gosto de ler. :)

Sinopse:
Filha do ex-primeiro-ministro irlandês, a autora bestseller Cecelia Ahern é, tal como afirma o The Irish Times «a rainha do conto de fadas moderno». Prova disso é que Ahern reforça neste novo livro - Obrigada Pelas Recordações - um jogo entre a imaginação e a realidade. Como é possível conhecermos os pensamentos e sentimentos de uma pessoa com quem nunca sequer nos cruzámos? Foi esta a experiência vivida pela irlandesa Joyce Conway, a narradora, depois de ter tido alta do hospital na sequência de um grave acidente de viação. Um livro caracterizado por uma linguagem simples, acessível e divertida.

"Os Ingredientes do Amor" de Nicky Pellegrino

Que livrinho magnífico! Soube-me mesmo bem lê-lo. Foi refrescante e envolvente.  :)
É uma história muito gira, com personagens mundanos, simples mas cativantes, e com algumas lições de vida deveras interessantes.
Agora, a verdadeira magia desta autora está na forma como incorpora a comida nas suas histórias, nomeadamente a cozinha italiana. É sem dúvida uma verdadeira tentação ler os seus livros, e este não foi excepção!
Dei por mim vezes sem conta a tirar notas sobre este ou aquele prato, como até sobre algo tão simples como xarope de romã (sabiam que é perfeito para pincelar uma peça de porco que vá ao forno?).
E a localização daquela villa perto de Triento, em Itália? Apeteceu-me correr para o aeroporto e lançar-me na aventura de descobri-la.
Um livrinho mesmo fantástico!

Obrigada por este maravilhoso empréstimo querida Paulinha! Tenho a certeza absoluta que vais adorar este livro. É perfeito para ti!

Sinopse:

Olhei pela janela, para a desfocada Inglaterra a passar, e decidi que dali em diante cada dia seria um bónus. O meu tempo seria usado sabiamente. Eu ia espremer tudo o que a vida tinha para dar.

A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora a filha já seguiu o seu próprio caminho e o marido caiu num misterioso silêncio, deixando-a a sós com a sua horta numa pequena casa isolada junto à costa italiana.
Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena vila no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…

Porque o amor e a coragem são alguns dos ingredientes essenciais para uma vida repleta de sabor, Nicky Pellegrino está de volta com um romance de fazer crescer água na boca e inspirar os corações mais obstinados.

"Uma Palavra Tua" de Elvira Lindo

Há livros que são para ser saboreados. Cada palavra, cada frase, calmamente reconhecidas, interiorizadas, degustadas. Este é desses livros assim. Sem dúvida que me aguçou o palato literário.
A forma de escrita intimista é absolutamente surpreendente. Dei por mim a ler duas e três vezes o mesmo parágrafo para recebê-lo na sua plenitude, dei por mim a rir com o sarcasmo, com o humor negro, com os trocadilhos de linguagem, dei por mim de lágrima no olho, ou chocada com esta ou aquela situação.
Não é uma história floreada, cor-de-rosa, um romance bonito que nos faz sonhar. É uma história escrita a crú, sobre duas mulheres, sobre as suas vivências, sobre a sua estranha mas poderosa amizade.
É realmente um livro extraordinário.

Sinopse:
Galardoado com o Premio Biblioteca Breve 2005, Uma Palavra Tua traz-nos as histórias de vida de Rosário e Milagros, duas mulheres desajustadas, dois percursos existenciais que se cruzam nas ilusões e realidades que dão forma ao medo de não merecerem ser felizes. Uma amizade feita de encontros e desencontros, de solidariedade e de influências mútuas entre duas varredoras de rua madrilenas, duas pessoas comuns, com vidas comuns que escondem uma natureza indomitável, grandiosa. Um romance arrebatador, irónico, que adquire a profundidade da nobreza humana de uma tragédia antiga no mundo contemporâneo.

Em 2008 este belíssimo livro foi adaptado por Ángeles González Sinde para o grande écran, obtendo excelentes críticas.
Aqui fica o trailer:

"Troca de Identidades" de Don & Susie Van Ryn - Colleen, Newell e Whitney Cerak

Este era um livrito que eu queria ler há já imenso tempo, cuja história me suscitou imensa curiosidade. Graças a uma amiga atenta, pude finalmente lê-lo. (Obrigada, Cris!)

Não sou grande fã de histórias verídicas, mas esta realmente chamou a minha atenção, não só pelo “bizarro” da situação (como é que a família da sobrevivente, que afinal não era, a reconheceu como sua?), como também pelo fantástico testemunho dos próprios familiares e demais intervenientes através de entradas num blog e em diários.

É uma história verdadeiramente interessante de se conhecer. A fé é realmente uma poderosa arma, e abençoados são os que a possuem.

 

Sinopse:

Laura Van Ryn e Whitney Cerak, duas jovens universitárias, foram vítimas de um trágico acidente de viação. Uma foi sepultada sob o nome errado, a outra ficou em estado de coma e a ser tratada por uma família que não era a sua. Troca de Identidades é uma história sem precedentes de duas famílias traumatizadas, que, ao descreverem a bizarra provação a que foram sujeitas, descobrem o laço que as une enquanto enfrentam a reviravolta de uma vida perdida e de uma vida redescoberta.

Enquanto as famílias tentam lidar da melhor forma com a chocante revelação, Whitney Cerak, a única sobrevivente, luta por um novo começo.
Troca de Identidades tece uma envolvente narrativa de perda, esperança, fé e amor perante uma das mais estranhas ironias do destino que se possa imaginar e celebra as dádivas e os mistérios insondáveis da vida.

"O Rapaz de Olhos Azuis" de Joanne Harris

Era com algum entusiasmo que aguardava por esta nova publicação de Joanne Harris, uma das minhas autoras favoritas. Custa-me escrever isto aqui, mas é a verdade, sinto-me desiludida.
Eu sei que Joanne Harris não é uma autora da qual se goste à primeira. Recordo-me bem dos primeiros livros que li dela, e o quão difícil foi continuar a leitura para além dos primeiros capítulos. Só que a "magia" que se operava após esses primeiros capítulos era fascinante, e aprendi a ser paciente com os seus livros, esperando pelo momento em que de repente a história se "abria" e acabava por se tornar viciante, mal me deixando pousar o livro.
Mas aqui, encontrei uma Joanne Harris diferente, com uma tentativa de trazer à luz do dia o lado negro deste mundo virtual onde todos nós andamos. No entanto, história não me conquistou, e nem ao fim dos muitos capítulos (cada um deles um post de um determinado weblogger) me senti convencida. Nada se "abriu", nenhuma magia se operou. Bem pelo contrário. Deu-me vontade de fechar este livro e dirigir-me à minha estante, onde tenho para ler o único livro que ainda me falta ler dela...

Sinopse:
Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.
Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…
Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…

"Aurora Boreal" de Ǻsa Larsson

Não li a trilogia do Stieg Larsson, mas vi os filmes. Apesar de bons policias, são um pouco violentos demais para o meu gosto. Quando ouvi falar desta autora e da comparação que lhe faziam ao Stieg, achei logo que deveria gostar. Afinal de contas tratava-se de uma autora, e imaginei que a violência seria um pouco mais branda. Não me enganei. Este é um excelente policial!
Tendo como pano de fundo as belas e geladas paisagens nórdicas, esta bela história, está cheia de suspense e mistério, e consegue prender o fôlego do leitor até à última página. Foi o que me aconteceu! Mal consegui pousar o livro a partir dos últimos capítulos.
Muito bom mesmo!
Um livro que recomendo a todos os amantes de policiais e de boas histórias.

Para ler a sinopse ou mais informações sobre a autora, ver aqui.

"Longe do Meu Coração" de Júlio Magalhães

Júlio Magalhães não é das pessoas que mais gosto de ver na televisão, bem pelo contrário... Acho que embirrei com ele na altura em que fazia o Programa da Manhã (irritava-me a forma como ele "cilindrava" a sua co-apresentadora). Mas nisto dos livros já aprendi que por vezes temos de colocar de lado algumas opiniões pessoais sobre os autores e dar uma hipótese à sua escrita.
Pela insistência de uma amiga minha, dei-lhe a primeira hipótese com "Amor em Tempos de Guerra" e não me arrependi. Não é de todo um daqueles livros que nos tira o fôlego, nem nada que se pareça. Mas são histórias simples, sobre gente simples. Portugueses, que provavelmente passaram pelo mesmo que os nossos pais e avós na altura do Salazar.
Ainda não cheguei a ler o seu primeiro livro (Os Retornados), mas não perdi a oportunidade quando me surgiu a hipótese de ler este "Longe do Meu Coração".
É um tema diferente, mas lá está, também passado nessa mesma época da qual eu tenho tanta curiosidade. Desta vez o autor aborda a emigração dos portugueses para França e foi interessante perceber como as coisas funcionavam naquela época. Sempre ouvi dizer (e já o senti na própria pele) que os portugueses não são muito amados pelos franceses, e após ler este livro compreendo melhor a situação. Gostei da introdução das fotos e da notória investigação levada a cabo pelo autor. Achei que desta vez fez melhor os "T.P.C.". ;)

Quer-me cá parecer que a história da vida de Joaquim, não foi assim tão ficcionada quanto isso. Joaquim não foi apenas uma pessoa que existiu, mas uma série de gente anónima que se desapaixonou por um país que não lhes dava de comer e saiu para vencer noutro país que nunca os reconheceu como seus filhos adoptivos.

Gostei e vou ficar à espera de um novo livro deste autor. :)

Sinopse:

Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

"Quem me Dera que Aqui Estivesses” de Francesc Miralles

É engraçado como existem livros dos quais esperamos muito, e depois nos desiludimos, e livros que praticamente nada de novo nos prometem a não ser umas horas de entretenimento e que depois nos surpreendem.
Este foi um desses casos! :)
Dentro deste pequeno livro com uma capa original e um título a prometer romance, encontrei uma história deliciosa, cheia de pequenas pérolas e ao mesmo tempo muito divertida. Adorei a forma como as coincidências se entrelaçavam e confesso que apesar de adivinhar o final, não imaginei a forma original como acabou por se desvendar o mistério.
O toque de mestre para mim é o modo como o autor inclui letras de músicas conhecidas na história. Por sinal, o título do livro é baseado na música dos Pink Floyd “Wish you were here”.
Muito giro! :)

Aqui fica uma das suas pequenas pérolas:

NUNCA SE APAGUEM!

Ao ler esta mensagem sobre o fundo estrelado estremeci sem saber porquê, como se o subconsciente tivesse compreendido algo essencial que ainda não tivesse emergido à razão.
Interroguei-me sobre o que quereria dizer aquilo. Talvez se referisse ao facto de as estrelas estarem sempre acesas, indiferentes às calamidades do mundo. Inclusive quando não as vemos continuam lá, à espera de guiar os navegantes.
Também os sonhos são como as estrelas que se acendem no nosso horizonte. Ainda que os percamos de vista, continuam a brilhar nalgum lugar recôndito do nosso ser. Será isso a esperança?
Surpreendido com as minhas próprias conclusões, levantei a cabeça em direcção ao céu e senti vertigens. Havia milhares de estrelas visíveis, algumas resplandecentes como holofotes, outras tímidas e vacilantes como flores na névoa cósmica.
Inspirei profundamente e senti que aquela explosão de luz distante penetrava no meu interior até o preencher. Quase sem me aperceber, repeti: «Nunca se apaguem.»

Sinopse:
No dia em que faz 30 anos, Daniel, um arquitecto de sucesso em Barcelona, é abandonado repentinamente pela sua noiva. Em pleno naufrágio emocional, tenta distrair-se a ouvir um disco que lhe foi oferecido por uma das suas poucas amigas íntimas. O CD é de uma jovem cantora quase desconhecida chamada Eva Winter - e, para de Daniel surpresa, cada canção do álbum parece descrever, ao pormenor, a sua vida e as suas emoções. Intrigado, Daniel toma uma decisão impetuosa: sem avisar ninguém, parte para Paris, em busca desta misteriosa cantora que parece conhecê-lo melhor que qualquer pessoa. À sua espera, encontra as mais insólitas surpresas… e talvez até o amor da sua vida.

"O Registo dos Mortos" de Patricia Cornwell

Foi a primeira vez que li um livro desta autora, e confesso, não estava nada à espera de encontrar um policial tão interessante. Tem lá todos os ingredientes!
É certo que o facto de eu saber que a Dra. Kay Scarpetta já tinha uma história para trás me dificultou um pouco a leitura, mas apenas porque me suscitou a curiosidade sobre ela. Queria saber mais, percebem? Mas isso não afecta de forma alguma o desenvolvimento do enredo, que é daqueles que apetece mesmo ver em série ou no cinema. E sabem que mais? Não vamos ter de esperar muito. Até já está destinada uma actriz conhecida para desempenhar o papel da Dra. Kay no grande écran. Adivinhem quem?... A Angelina Jolie. As filmagens estavam programadas para começar agora no Outono de 2010. Em príncípio para o ano teremos a Kay Scarpetta no grande écran.
Vai ser um filme a não perder.
E este é sem dúvida um livro perfeito para os amantes dos CSI's e séries do género. :)

Podem ver a sinopse: aqui.

"Marina" de Carlos Ruiz Zafón

Este é daqueles autores que sempre que publicar um livro, eu estarei lá para o comprar. Não há nada a fazer. Os seus livros são quase como que um vício, e uma vez entrados nesse mundo, dificilmente conseguimos ou sequer queremos de lá sair.
Sinceramente não consigo compreender. As suas histórias não são nada de especial. São enigmáticas, macabras, fascinantes, mas nada fora do normal. As personagens são absolutamente banais. Plenas de magnetismo, mas ao mesmo tempo simples, banais. Acho que é a forma como ele escreve que nos prende, nos fascina. E arrisco-me a dizê-lo, nos hipnotiza.
É algo que não consigo explicar, mas seja o que for que Carlos Ruiz Zafón faz com as palavras, fá-lo de forma magistral.

Sinopse:
Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável.

Classificado pela crítica como «macabro, fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte.
Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.

«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.»

"A Dança das Borboletas" de Poppy Adams

Este é certamente um daqueles livros que passa despercebido. A capa não é nada apelativa e a autora uma desconhecida. No entanto, houve algo que me atraiu para esta leitura e muito sinceramente, ainda bem que assim foi, pois revelou-se um livro muito, muito interessante.

A história é narrada na primeira pessoa, por Ginny, uma das personagens mais enigmáticas e extraordinárias que conheci nas minhas leituras deste ano. É uma história algo inquietante e envolvente, com um crescendo de suspense que nos impossibilita pousar o livro enquanto não o terminarmos.
A forma como está escrito é, para mim, a razão principal para o seu sucesso.

Vou ficar de olho nesta autora, que com este romance de estreia foi finalista do Costa Book Awards para primeiro romance e foi alvo de rasgados elogios da crítica literária, tendo a sua escrita sido comparada às de Patricia Highsmith e A.S. Byatt.

Sinopse:
Assomando à janela do primeiro andar da mansão degradada que em tempos fora a sua idílica casa de família, Ginny aguarda ansiosamente a chegada da irmã, que partiu há quarenta e sete anos e nunca mais voltou. Especialista em borboletas, Ginny leva uma vida de reclusão, com medo de se aventurar no mundo exterior.
Com o regresso de Vivien, os segredos que provocaram a separação das duas irmãs irão perturbar o quotidiano de Ginny muito para além das rotinas precisas que lhe definem os dias.
Das suas infâncias, apenas o sótão da casa permanece inalterado, com as suas paredes revestidas com mostruários de borboletas cuidadosamente preservadas ao longo de várias gerações.
Narrado pela voz inesquecível de Ginny, este brilhante romance de estreia descreve-nos o que as famílias são capazes de fazer - especialmente em nome do amor.

Podem começar a ler este livro aqui.

"O Mensageiro" de Andy Andrews

Quando lemos muito, de tempos a tempos lá surge uma ou outra história, frase ou momento, que nos toca especialmente.
Este livro, do princípio ao fim, é um desses casos.
Dei por mim a querer sublinhar certas passagens, a lê-las e a relê-las, a tomar notas, a fazer contas. Tanto do que eu lia se aplicava a mim!
Não gosto dos denominados livros de auto-ajuda, e este realmente não se enquadra nesse estilo, mas será que me ajudou de alguma forma? Será que me modifiquei graças ao que li, como promete a sinopse?
Não sei. Sei é que fiquei a pensar em muitas das coisas que descobri e acima de tudo, apercebi-me realmente que TUDO é mesmo uma questão de perspectiva!
:)

Sinopse:
«Eu sou um mensageiro. É o meu dom. Enquanto outros podem saber cantar bem ou conseguir correr velozmente, eu reparo em coisas que outras pessoas menosprezam. E, sabes, a maior parte delas está à vista. (…) Reparo em coisas sobre situações e pessoas que originam perspectiva. É isso que falta à maior parte das pessoas, perspectiva, uma visão mais alargada. Por isso, transmito-lhes essa visão mais alargada... e isso permite-lhes recompor-se, respirar fundo e recomeçar a vida.»

O seu nome é Jones. Ninguém sabe muito bem que idade tem e parece que ninguém o consegue descrever muito precisamente; mas este misterioso e sábio desconhecido muda a vida de todos aqueles com quem se cruza.
Orange Beach, no Alabama, é uma pequena vila de gente simples. Mas, como todos os seres humanos no mundo, os habitantes de Orange Beach têm os seus problemas – casamentos à beira do divórcio, jovens desanimados e desmotivados com tudo, negócios em risco de falência, enfim, todos aqueles obstáculos que a vida nos serve em doses generosas.
Contudo, sempre que as coisas parecem estar mais negras e parece que não há solução à vista, um misterioso desconhecido chamado Jones aparece, como que por milagre. Este homem de aparência singela (de cabelo branco, vestido de jeans, t-shirt branca e sandálias, e sempre com a sua mala de cabedal) é uma alma invulgar. Ele não oferece soluções mágicas, nem tem conselhos infalíveis para dar; o que ele traz a quem precisa é simplesmente… a capacidade de reparar. De reparar no amor, na beleza, na esperança e em todas as coisas que a vida tem para oferecer, mesmo nos momentos mais obscuros.

O Mensageiro é um livro inesquecível, comovente e inspirador que vai transformar a sua vida.

"De Bagdade, com amor..." de Jay Kopelman

Este era um pequeno livro que se encontrava estacionado na minha estante há uns bons dois anos e que decidi agora despachá-lo.
Não é uma daquelas histórias lamechas que nos fazem chorar desalmadamente. Afinal, não podíamos esperar uma coisa dessas de um fuzileiro do Exército dos Estados Unidos da América, certo? É sim uma história sobre um cão doido, que no meio de uma guerra sem sentido, acaba por tocar profundamente a vida de todos os que com ele se cruzaram. É também o relato minucioso sobre o seu resgate do Iraque e entrada nos E.U.A., a prova de que quando todos os esforços se unem, tudo se consegue.

Um bonito livro, perfeito para se oferecer a quem gosta de animais - e os homens não estão excluídos! Muito pelo contrário. ;)

Sinopse:

Ao entrarem numa casa abandonada em Fallujah, no Iraque, alguns fuzileiros ouvem ruídos suspeitos, empunham as armas, contornam uma parede e preparam-se para abrir fogo.
O que encontram durante o ataque americano à "cidade mais perigosa do mundo," contudo, não é um rebelde apostado em vingar-se, mas um cachorrinho, abandonado durante a fuga da maior parte da população civil antes de começar o bombardeamento. Apesar da lei militar que os proíbe de ter animais de estimação, os fuzileiros tiram as pulgas ao cachorro com querosene, desparasitam-no com tabaco de mascar e empanturram-no com refeições de consumo imediato (RCI).
Inicia-se assim a dramática tentativa de resgatar um cão chamado Lava, que por sua vez irá salvar das feridas emocionais da guerra pelo menos um fuzileiro, o tenente-coronel Jay Kopelman.