Que espetáculo de livro!!! Um excelente policial à portuguesa, muito bem escrito e imaginado. Não só adorei o tema, que é deveras fascinante e atualíssimo, como me agradou de sobremaneira os locais escolhidos para o desenrolar da ação, pois o conhececemos bem os sítios por onde andam as personagens, facilita muito à interação com a leitura. ;)
Mas mesmo que eu não conhecesse esses locais, iria com toda a certeza entusiasmar-me com o enredo da mesma forma. É um feito que apenas alguns autores conseguem - envolver os leitores na história de tal maneira que se lhes torna difícil interromper a leitura. E como se diz em inglês, este livro é um verdadeiro page-turner!
Relativamente às personagens também só tenho a apontar coisas boas. Pareceram-me todas muito verosímeis e confesso que criei uma grande empatia com o jornalista Joaquim Barata, a personagem principal que assume os habituais contornos de detetive.
Não conhecia o autor, Frederico Duarte Carvalho, mas depois deste livro aguardo que publique mais dentro do género, pois estarei na primeira fila para o comprar.
É tão bom podermos ler bons policiais na nossa lingua materna!
É um excelente livro e uma ótima prenda de Natal para pais, tios, primos, cunhados e genros. lol
P.S. Adoro a capa, que espelha na perfeição o que se passa nas páginas que resguarda.
Para mais informações espreitem aqui ou visitem o site da Planeta.
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Opinião: "O Abrigo da Esperança" de Debbie Macomber
Acho que é a primeira vez que leio dois livros seguidos, em
que segundo é a continuação do primeiro. E pelo que me apercebo, podiam vir
mais cinco ou seis que marchavam em beleza!
Estes livros de Debbie Macomber são de facto muito apetecíveis.
De leitura fácil, com uma história de fundo - a da dona da estalagem,
dos seus amigos e habitantes de Cedar Cove - que se mantém presente ao longo da
narrativa, e com outras duas histórias relacionadas
com os hóspedes temporários da maravilhosa Estalagem de Rose Harbor.
Percebo perfeitamente o quão apetecível se tornou fazer uma
série de televisão com estes livros. E sim, consigo imaginar a Andie MacDowell a
desempenhar o papel de Jo Marie Rose! Fico muito curiosa para saber quem terá
sido escolhido para a personagem de Mark, o irascível vizinho e ajudante de Jo
Marie.
Não há muito mais que dizer, é uma leitura perfeita para
relaxar do stress do dia-a-dia e enviar os pensamentos para bem longe da crise! O enredo é simples, mas ao mesmo tempo tem
partes surpreendentes! Gostei muito e mesmo que não tivesse lido o livro
anterior conseguia-me situar na história da estalagem com facilidade.
Fico ansiosa por mais um episódio desta série! ;)
Para mais informações sobre este livro espreitem aqui.
Opinião: "A Estalagem de Rose Harbor" de Debbie Macomber
Este livro é leve e fresco! A capa condiz na perfeição e a história é tão inspiradora quanto comovente.
Confesso que inicialmente tive alguma hesitação em pegar-lhe... não me estava a apetecer ler sobre perdas e desgostos, mas uma amiga disse-me que não era nada de pesado, bem pelo contrário, e que eu havia de gostar. Que somos nós sem os conselhos das nossas amigas? Foi realmente foi uma leitura que me agradou bastante. :)
O livro está escrito de uma forma simples e cativante, quase como se tratasse de um diário, e cada capítulo é dedicado a cada uma das personagens principais, tornando fácil e claro o seguimento das suas histórias.
Depois, o local onde a ação decorre pareceu-me absolutamente idílico...
Debbie Macomber escreveu uma história muito gira, que já está a dar que falar! Passo a explicar... A personagem principal é Jo Marie que ao perder o seu marido antes de festejarem o seu primeiro aniversário de casamento, decide mudar radicalmente a sua vida e tornar-se proprietária de uma pequena estalagem na localidade de Cedar Cove. Aí, à medida que reorganiza a estalagem à sua maneira, e enquanto vai recebendo os seus hóspedes, vai igualmente sarando a sua ferida. O mais interessante é que cada hóspede tem a sua própria história, pelo que como devem imaginar, acaba por ser um livro sem fim! :)
Por essa razão, e porque a ideia está realmente bem engendrada, já existe uma série televisiva com base neste livro de Debbie Macomber!!
Espreitem aqui para mais informações sobre esta série, intitulada Cedar Cove, cuja 2ª temporada já foi aprovada para estrear em 2014.
Regressando ao livro, é como vos disse uma história fresca e inspiradora, e mal posso esperar para ler a continuação - O Abrigo da Esperança!
Uma excelente sugestão para prenda de Natal. :)
Confesso que inicialmente tive alguma hesitação em pegar-lhe... não me estava a apetecer ler sobre perdas e desgostos, mas uma amiga disse-me que não era nada de pesado, bem pelo contrário, e que eu havia de gostar. Que somos nós sem os conselhos das nossas amigas? Foi realmente foi uma leitura que me agradou bastante. :)
O livro está escrito de uma forma simples e cativante, quase como se tratasse de um diário, e cada capítulo é dedicado a cada uma das personagens principais, tornando fácil e claro o seguimento das suas histórias.
Depois, o local onde a ação decorre pareceu-me absolutamente idílico...
No entanto, escusam de procurar Cedar Cove no mapa, pois não é uma localidade real. É sim inspirada em Port Orchard, uma pequena cidade perto de Seattle no estado de Washington.
Debbie Macomber escreveu uma história muito gira, que já está a dar que falar! Passo a explicar... A personagem principal é Jo Marie que ao perder o seu marido antes de festejarem o seu primeiro aniversário de casamento, decide mudar radicalmente a sua vida e tornar-se proprietária de uma pequena estalagem na localidade de Cedar Cove. Aí, à medida que reorganiza a estalagem à sua maneira, e enquanto vai recebendo os seus hóspedes, vai igualmente sarando a sua ferida. O mais interessante é que cada hóspede tem a sua própria história, pelo que como devem imaginar, acaba por ser um livro sem fim! :)Espreitem aqui para mais informações sobre esta série, intitulada Cedar Cove, cuja 2ª temporada já foi aprovada para estrear em 2014.
Regressando ao livro, é como vos disse uma história fresca e inspiradora, e mal posso esperar para ler a continuação - O Abrigo da Esperança!
Uma excelente sugestão para prenda de Natal. :)
Opinião: "A Padeira de Aljubarrota" de Maria João Lopo de Carvalho
No passado fim de semana tive o prazer de estar presente na apresentação do novo livro de Maria João Lopo de Carvalho, "A Padeira de Aljubarrota", na FNAC de Cascais. E devo dizer-vos que esta senhora é um verdadeiro espetáculo! Apareceu sózinha, ligeiramente atrasada como é da praxe, e em 2 minutos, talvez nem tanto, conquistou a plateia que ali se encontrava deixando-nos suspensos nas suas palavras.
O seu entusiasmo e amor por Portugal, que é também notório na sua escrita, transparecia, e saímos dali a transbordar de orgulho deste nosso pequeno e belo jardim à beira mar, e com um coração cheio de esperança, que o mesmo povo que em 1385 lutou e venceu, volte a lutar e a ultrapassar a atual crise.
Sobre "A Padeira de Aljubarrota" que me acompanhou durante a última semana, tenho a dizer que é um livro maravilhoso. Escrito de forma soberba, leva-nos a conhecer Portugal na Idade Média, e a acompanhar de perto os eventos que tiveram lugar durante o reinado de D. Fernando I, o Formoso, e a crise política que se lhe seguiu, culminando com a ascenção ao trono de D. João I, o Mestre de Avis.
O livro está por assim dizer dividido em duas partes, capítulo sim, capítulo não, é-nos apresentada a história de uma Beatriz - Brites de Almeida (Brites era a forma arcaica de Beatriz), a mulher que se julga ter transformado em lenda com o nome de Padeira de Aljubarrota. Nos capítulos intercalares, outra Beatriz nos surge - a jovem Beatriz de Portugal, filha de D. Fernando e D. Leonor Teles, casada com o Rei de Castela após uns quantos noivados, e que do alto dos seus 11 anos nos conquista o coração, com as suas tiradas infantis e tão inocentes.
Adorei esta leitura, não só, porque aprendi imenso mas também porque a forma como a Maria João escreve é extremamente envolvente, levando-nos a ler quase de uma só assentada as 584 páginas do livro. Isto é uma grande valia para quem escreve romances históricos. Poucos autores têm esta habilidade! Está visto que vou ter de ler o "Marquesa de Alorna"...
Bem haja, Maria João, por partilhar connosco o seu amor por Portugal, inspirando-nos com o nosso próprio passado! E obrigada também por esta tão simpática dedicatória. ;) Adorei conhecê-la!
Opinião: "O Tango da Velha Guarda" de Artur Pérez-Reverte
Sou um verdadeiro “pé de chumbo” no que diz
respeito à dança, mas adoro ver dançar. E o tango é daquelas danças em que é
impossível ficar incólume, já que quem dança derrama no palco toda a sua essência
enquanto ser que vive, respira e sente.
O tango mistura a paixão e a sensualidade, com a
agressividade e a tristeza. É uma dança crua, onde o homem domina e a mulher seduz
e se torna submissa. É uma das danças de salão que mais me encanta, embora
acredite que o género esteja bem distante do que o autor apelida de tango da velha
guarda, o tango que ainda se dança em alguns locais na Argentina.
Relativamente
ao livro, é maravilhosa a simbiose entre a dança e a história. É quase como se
o que acabei de escrever acima sobre o tango, se aplicasse na perfeição à história.
É
um romance extraordinário que se desenrola ao longo de quatro décadas no século
XX. Inicia-se
lenta e lascivamente em 1928 em Buenos Aires, transformando-se e assumindo uma
posição mais audaz e arriscada 10 anos depois na Riviera Francesa, durante a
Guerra Civil Espanhola, para nos anos 60 chegar a uma conclusão tão inquietante quanto
brilhante, em Sorrento, Itália.
Uma paixão em três atos, uma história de espionagem, traições e desenganos. De tirar o fôlego a qualquer um. Fabuloso!
Foi
o meu primeiro contacto com Artur Pérez-Reverte e devo dizê-lo que me agradou
imenso a elegante escrita desde autor.
É sem dúvida uma leitura que espero revisitar. Gostei imenso!
É sem dúvida uma leitura que espero revisitar. Gostei imenso!
Opinião: "Cartas da nossa Paixão" de Karen Kingsbury
Karen Kingsbury é atualmente uma das mais lidas autoras cristãs
dos E.U.A. Os seus livros, que ela apelida de Life Changing Fiction (ficção transformadora de vidas) têm normalmente uma notória componente cristã. Neste "Cartas da nossa Paixão" essa presença é realmente muito forte, mas a história, à semelhança das outras que já li, não deixa de ser maravilhosa,
encorajadora, inspiradora e comovente.
É impressionante como esta antiga reporter desportiva tem a habilidade
de escrever, pois ela conquista os seus leitores de uma forma surpreendente. Toda a gente que já leu um dos romances de Karen Kinsgbury
(ex. "Mil Amanhãs", "Dois Anos e uma Eternidade" ou este "Cartas da Nossa Paixão") há-de concordar
comigo: quando começamos a ler, é difícil parar. Os capítulos são curtos, as
cenas sucedem-se e o enredo avança rapidamente. Para além disso as suas
personagens são pessoas com quem nós podemos facilmente nos relatar. São gente
comum, com as suas dúvidas, erros, arrependimentos… Mas existe sempre uma nota de esperança, as tais segundas oportunidades que tantos de nós procuram.
Este "Cartas da nossa Paixão" é um livro lindíssimo que aborda
inúmeros problemas sobre os quais nos fartamos de ouvir falar. A dor e a mágoa
da separação, o ódio, a vergonha, tudo palavras bem conhecidas quando se fala de relações familiares. E se os livros têm sempre uma palavra chave, este tem
certamente duas = Amor e Fé. É através da segunda e com a ajuda da primeira que tudo se
resolve.
Não deveria ser assim também nas nossas vidas?
As histórias de Karen Kingsbury são sempre uma pausa bem
merecida. Apesar de me ter identificado mais com as personagens do livro
anterior (afinal havia uma livraria no meio!), gostei imenso desta leitura e recomendo-a sem reservas!
P.S. A capa é lindíssima e espelha perfeitamente a história. :)
Obrigada TopSeller por apostarem nesta autora!
Obrigada TopSeller por apostarem nesta autora!
Opinião: "A Bibliotecária de Auschwitz" de Antonio G. Iturbe
«Os livros conservam nas suas páginas a sabedoria de quem as
escreveu. Os livros nunca perdem a memória.» Pág. 80
Há livros que são difíceis de ler. Porque encerram verdades
tão horríveis que até nos queremos questionar se terão mesmo sido realidade,
quando sabemos bem que sim.
Mas são livros que têm de ser lidos, para que a leviandade e
o horror que ela provocou, nunca se esqueça.
Em maio de 1933, poucos meses depois da chegada de Hitler ao
poder, houve por toda a Alemanha uma queima generalizada de livros, como parte
do projeto de nazificar a cultura.
Não tardou a que se confirmasse o que poeta Heinrich Heine dizia:
"Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas."
Em breve todos os livros, e qualquer outro tipo de cultura,
seriam proibidos para os judeus, ciganos, e outras minorias étnicas, retirando-lhes
a possibilidade de fuga ou refúgio mental quando se viram perante os efeitos da segregação.
«Ler um livro é como entrar para um comboio que nos leva de
férias.» Pág. 102
Para mim era impensável que tivesse existido uma biblioteca
em Auschwitz. Mas a verdade, e como muito bem este livro o prova, é que
existiu.
A biblioteca era composta por oito livros de papel e meia dúzia
de livros vivos (pessoas que sabiam os livros de cor e os narravam para os seus
“leitores”), e durante os seus incríveis seis meses de existência nas mãos de Dita
Adlerova, foi certamente o alívio de muitos.
Esta é uma história quase inacreditável da força de vontade de
uma menina, que sem dúvida conquistará todos os que a lerem.
Mas preparem-se, pois se passagens menos boas vos trarão lágrimas
aos olhos, passagens melhores também terão o mesmo efeito.
Uma leitura à qual não ficarão indiferentes, e uma homenagem
maravilhosa a todos os que acreditam no poder que os livros têm.
Dita Adlerova fez certamente a diferença para muita gente.
«O papá tinha razão. Aquele livro levou-me mais longe do que
qualquer par de sapatos.» Pág. 102
Opinião: "O Barco Encantado" de Luanne Rice
Luanne Rice tem por hábito levar-nos a sítios maravilhosos. Por norma locais onde o mar se funde com o céu e a natureza respira livremente. Neste livro, ela volta a fazê-lo.
Desta vez leva-nos a Martha's Vineyard, uma ilha perto de Cape Cod, junto à costa de Massachusetts.
Já li uns quantos livros onde a ação se desenrola em Martha's Vineyard, e como não podia deixar de ser, apaixonei-me pelo local. Por essa razão fiquei muito feliz quando o reencontrei neste livro. Está visto que um destes dias tenho mesmo de lá dar um pulinho! (Sabiam que três dos filmes O Tubarão foram lá fimados? E também o remake de Sabrina, com o Harrison Ford, e a Julia Ormond!)
Voltar a ler Luanne Rice é como regressar a casa. A sua escrita é calma e reconfortante, contrastando com a intensidade das emoções que vivem as suas personagens. É uma autora que nos consegue transmitir uma calma impressionante pela forma como escreve. Gostava imenso de a conhecer pessoalmente, principalmente depois de já ter trocado algumas palavras com ela nesta entrevista por email.
O enredo, à semelhança da paisagem, é lindíssimo. Forte, pungente e tocante, não nos deixa indiferentes e leva-nos a querer ajudar as personagens a resolver a sua história. Tudo roda à volta de uma casa, a casa da família McCarthy que tem de ser vendida após a morte da mãe. Este local encerra um sem número de recordações, extremamente especiais para as três irmãs, Dar, Delia e Rory, mas também igualmente dolorosas.
Na realidade, o que se esconde por trás de todos os problemas é o abandono do pai, que partiu rumo à Irlanda quando Dar tinha 12 anos, e que condicionou a adolescência das três raparigas. A resolução deste drama passa por uma viagem à Irlanda levada a cabo pelas três irmãs, e a descoberta do que aconteceu realmente ao seu pai.
É um livro belo, gracioso, e sem ser ingénuo ou fugaz, aprofunda o tema das relações familiares tocando-nos, mexendo com os nossos sentidos e sentimentos e proporcionando-nos uma leitura extremamente agradável.
Por mais que a autora não queira, e não há escritor que não o faça, ela incorpora na história pedaços da sua vida pessoal. Após a morte da sua mãe, acabou por comprar a casa de férias da família. Luanne Rice é, tal como Dar, a mais velha de três irmãs.
Uma ótima sugestão de leitura para estes dias que já vão sendo frios mas que o sol ainda nos aquece a alma e a pele. Eu adorei! Já tinha saudades de Luanne Rice. :)
Desta vez leva-nos a Martha's Vineyard, uma ilha perto de Cape Cod, junto à costa de Massachusetts.
Já li uns quantos livros onde a ação se desenrola em Martha's Vineyard, e como não podia deixar de ser, apaixonei-me pelo local. Por essa razão fiquei muito feliz quando o reencontrei neste livro. Está visto que um destes dias tenho mesmo de lá dar um pulinho! (Sabiam que três dos filmes O Tubarão foram lá fimados? E também o remake de Sabrina, com o Harrison Ford, e a Julia Ormond!)
Voltar a ler Luanne Rice é como regressar a casa. A sua escrita é calma e reconfortante, contrastando com a intensidade das emoções que vivem as suas personagens. É uma autora que nos consegue transmitir uma calma impressionante pela forma como escreve. Gostava imenso de a conhecer pessoalmente, principalmente depois de já ter trocado algumas palavras com ela nesta entrevista por email.
É um livro belo, gracioso, e sem ser ingénuo ou fugaz, aprofunda o tema das relações familiares tocando-nos, mexendo com os nossos sentidos e sentimentos e proporcionando-nos uma leitura extremamente agradável.
Por mais que a autora não queira, e não há escritor que não o faça, ela incorpora na história pedaços da sua vida pessoal. Após a morte da sua mãe, acabou por comprar a casa de férias da família. Luanne Rice é, tal como Dar, a mais velha de três irmãs.
Uma ótima sugestão de leitura para estes dias que já vão sendo frios mas que o sol ainda nos aquece a alma e a pele. Eu adorei! Já tinha saudades de Luanne Rice. :)
Opinião: "Até ao Fim do Mundo" de Maria Semple
Excêntrico
Original
Fabuloso
Excepcional
Prodigioso
Estes são os adjetivos que me vieram à ideia assim que
terminei esta leitura.
Não há volta a dar, é um livro verdadeiramente extraordinário
que devorei em tempo recorde.
Está escrito de uma forma brilhante! A autora pega em
diversos tipos de documentação, tipo cartas, emails, sms, relatórios, faxes, notícias,
etc, e consegue dar um formato coeso a toda a narrativa. A história por si só já
é fantástica, mas escrita desta forma torna-se verdadeiramente original.
É claro que o facto da autora ser guionista, tem muito que
se lhe diga, pois a ação é ininterrupta, não há um momento de folga. Algumas
personagens passam de bestas a bestiais e outras o contrário, e como se isso não
bastasse, de repente a meio do livro, o enredo altera-se por completo. É ou não
é o suficiente para deixar um leitor de cara à banda? Isso ou não conseguir
pousar o livro e continuar a ler, pela noite fora, como se no dia seguinte não
fosse dia de trabalho! lol
No entanto, e colocando de lado tudo o que escrevi acima, este livro é também uma enorme crítica à superficialidade da sociedade
dos nossos dias, um hino ao amor entre mãe e filha e um lembrete sobre o que é realmente
importante nas nossas vidas.
Adorei!!
Se puderem não deixem de o ler. É mesmo um livro fabuloso. :) E Maria Semple é uma
autora a não perder de vista!!
P.S. Adoro a capa!
Opinião: "A Minha História com Bob" de James Bowen
Diz-se que muitos dos animais de companhia que aparecem nas nossas vidas, são na realidade anjos disfarçados. E por sinal eu até tenho razões para acreditar nisso! Tive uma vez uma bela cadela que apanhei da rua e que me ajudou a ultrapassar uma fase menos boa da minha vida. Não podia deixar de mencionar aqui a minha querida Blue, pois ao ler este livro, foi com grande saudade que a recordei.
Bob, o gato, é sem dúvida um desses anjos disfarçados que entrou na vida de James para o ajudar. É uma história absolutamente deliciosa que me deu imenso prazer ler, pois sei que é mais um exemplo da bondade infinita de certos bichos para com os seus humanos.
James queria endireitar a sua vida, mas faltavam-lhe as forças ou os motivos para isso, até que Bob lhe entrou pela porta. Esse gato laranja passou a acompanhá-lo no seu trabalho de músico de rua e angariou-lhe mais fãs do que algum dia James imaginara. Um simples gato com uma personalidade fabulosa, conquistou o coração de milhares de pessoas, e ajudou o seu dono a deixar definitivamente para trás uma fase negra da sua vida.
Espreitem abaixo o filme sobre Bob e James, e pesquisem no You Tube mais vídeos sobre os dois.
Maravilhoso!
É uma leitura que garanto, vos vai deixar um sorriso nos lábios e um calorzinho no coração.
Podem começar a ler já as primeiras páginas aqui.
Já que Bob provou ser um gato extremamente inteligente e com uma personalidade fabulosa, tenho muita curiosidade sobre o segundo livro "O Mundo Segundo Bob".
Bob, o gato, é sem dúvida um desses anjos disfarçados que entrou na vida de James para o ajudar. É uma história absolutamente deliciosa que me deu imenso prazer ler, pois sei que é mais um exemplo da bondade infinita de certos bichos para com os seus humanos.
James queria endireitar a sua vida, mas faltavam-lhe as forças ou os motivos para isso, até que Bob lhe entrou pela porta. Esse gato laranja passou a acompanhá-lo no seu trabalho de músico de rua e angariou-lhe mais fãs do que algum dia James imaginara. Um simples gato com uma personalidade fabulosa, conquistou o coração de milhares de pessoas, e ajudou o seu dono a deixar definitivamente para trás uma fase negra da sua vida.
Espreitem abaixo o filme sobre Bob e James, e pesquisem no You Tube mais vídeos sobre os dois.
Maravilhoso!
É uma leitura que garanto, vos vai deixar um sorriso nos lábios e um calorzinho no coração.
Podem começar a ler já as primeiras páginas aqui.
Já que Bob provou ser um gato extremamente inteligente e com uma personalidade fabulosa, tenho muita curiosidade sobre o segundo livro "O Mundo Segundo Bob".
Opinião: "Ele Está de Volta" de Timur Vermes
Segundo, porque já me tenho deparado com alguns autores que se aproveitam de temas polémicos para angariar alguma discussão e assim fazer render um livro que talvez até nem seja assim tão bom.
Mas... a verdade é que dei por mim a rir e a acompanhar as aventuras de um Hitler que acorda nos nossos dias após 66 anos de sono tranquilo, e que fica pasmado com tudo o que vê e descobre.
No entanto, este livro é muito mais do que uma sátira a esse homem. Muito mais mesmo. É sem dúvida uma crítica à superficialidade da vida nos dias de hoje e à forma como as pessoas se desresponsabilizam dos seus atos. Mas é acima de tudo uma chamada de atenção para o facto de quão fácil seria embarcarmos agora numa outra viagem, rumo ao horror e ao genocídio, tal como aconteceu anteriormente.
Com um certo humor negro, Timur Vermes, consegue retratar Hitler como o homem extremamente narcisista e egocêntrico que foi, mas ao mesmo tempo conseguiu embutir-lhe um carisma e uma personalidade forte que consegue conquistar qualquer um, permitindo-nos perceber facilmente como tudo se passou há 80 anos atrás...
É um livro excelente, que recomendo sem reservas.
Muito bom!
Opinião: "Memórias de um Amigo Imaginário" de Matthew Dicks
Existem livros que se distinguem pela originalidade. Este é um
deles. Uma história fabulosa, bem forjada, escrita com uma sensibilidade
incrível que nos envolve, embala e surpreende.
O título resume bem do que se trata, as memórias
de um amigo imaginário. Budo, que nos conta toda a história, é amigo de uma criança especial cuja presença transforma toda a esta experiência de leitura. Max é um
menino com uma forma ligeira de autismo, tendo alguma dificuldade em lidar com
o mundo da forma como o conhecemos e que utiliza o seu melhor amigo para o ajudar. No entanto, a informação que Budo nos
revela na sinopse, é o mote para uma história para além do óbvio…
«O meu nome é Budo. Existo há cinco anos. Cinco anos é muito tempo para alguém
como eu. Foi Max quem me deu o nome. Max tem oito anos. Max é o único
ser humano que consegue ver-me. Sei aquilo que Max sabe e algumas coisas que
não sabe. Sei que Max corre perigo. E sei que sou o único que pode salvá-lo.»
Com uma simplicidade ensurdecedora, e através da inocência
de Budo, o autor consegue falar-nos de coisas extremamente importantes ao mesmo tempo que no enredo nos distrai com algo que mexe com os nossos sentidos e nos põe alerta e a querer ler mais e mais, para saber como se desenlaça a ação.
É uma leitura pela qual não conseguimos passar incólumes. É sem dúvida um livro original cheio de surpresas e
repleto de significado que me entrou no coração. Adorei!
A não perder.
Opinião: "O Menino de Cabul" de Khaled Hosseini
O que dizer quando um livro nos deixa sem palavras? Quando
um livro nos enche de tal forma que não conseguimos expressar o que estamos a
sentir? Quando na realidade sentimos intensamente tudo o que acabamos de ler... O que dizer?
Terminei esta leitura há três dias e só hoje consegui sentar-me em frente ao computador e tentar juntar as letras, formar algumas palavras e com elas frases que dêem sentido ao meu sentir.
Estou convicta que Khaled Housseini é uma pessoa especial. Tem o
dom de escrever livros grandiosos, histórias que tocam quem as lê, que tornam
impossível o leitor ficar indiferente. Este é o terceiro livro que leio ele, e
é tão impressionante como os outros dois - E as Montanhas Ecoaram e Mil Sóis Resplandecentes.
Não creio que este autor saiba escrever de outra forma. E ainda bem!
A história de O Menino de Cabul é pungente e revoltante. É
chocante, angustiante e simultaneamente poderosa. Dá-nos esperança, educa-nos
enquanto pessoas, e leva-nos a viajar por uma cultura tão diferente da nossa. E dá-nos
a conhecer um pouco do Afeganistão, de como era e de como passou a ser após a ascensão
do regime Talibã. Mas O Menino de Cabul é muito mais do que isto. É uma história que nos fala de amor, de amizade, de lealdade e de traição. Fala-nos de arrependimento, perdão e de segundas oportunidades.
É um livro poderoso e portentoso. Uma história que me irá
acompanhar por muito, muito tempo.
"A vida é um comboio... Não o percas!"
Para mais informação sobre este livro espreitem aqui ou visitem a página do mesmo no site da Editorial Presença » aqui.
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Opinião: "Encantamentos" de Kathryn Harrison
Rasputine foi uma figura interessante
para com quem a história não tem sido particularmente gentil. Mas o conhecido “Monge
Louco” foi para além de tudo o
resto, também um pai. É pegando neste facto que a autora constrói este romance,
levando-nos a conhecer Rasputin e os seus feitos através dos gentis olhos da sua filha mais velha,
Masha. Simultaneamente faz-nos acompanhar a a Revolução Russa e a queda do czarismo,
sem dúvida um tema apaixonante.
Este foi o
primeiro contacto que tive com esta autora, e na verdade gostei bastante da sua
escrita. Parece ter uma aptidão fabulosa para misturar factos reais com ficção,
e nos transportar com facilidade para época a que se refere.
As histórias que Masha conta a Alyosha, qual Xerazade russa, são verdadeiras pérolas ou melhor dizendo, pequenos ovos Fabergé de uma beleza extraordinária.
Repleto de vividas descrições
e personagens fascinantes, este é um livro muito interessante, principalmente
para os que apreciam e tem curiosidade sobre a história dos Romanov e da Rússia.
Eu confesso, tenho de ler mais alguns livros sobre este tema para depois
reler este livro e aí sim, certamente apreciá-lo dignamente.
Fico porém atenta a outras publicações desta autora, pois sem dúvida que não as quero perder.
Para mais informações espreitem aqui ou visitem a página do livro no site da Porto Editora » aqui.
Opinião: "Quando O Cuco Chama" de Robert Galbraith
Saber antecipadamente que este livro foi escrito por
J.K. Rowling influenciou-me no sentido de espicaçar a minha curiosidade. Nada
mais. É obvio que sabia que ía encontrar a mesma qualidade de escrita, o mesmo
envolvimento, o mesmo género de personagens que não nos deixam indiferentes, e é
óbvio que este “selo de garantia” levou-me a entrar na leitura de Robert
Galbraith sem medos. No entanto, estava longe de imaginar o quanto iria realmente apreciar conhecer este lado “policial” de J.K. Rowling.
É realmente um policial fabuloso, a todos os níveis! Ao
mesmo tempo que é atual e aborda um tema bastante atual e controverso - o
mediatismo das estrelas e o assédio sem tréguas por parte dos media - conseguiu
transportar-me para uma época em que os detetives privados enchiam os écrans da
televisão a preto e branco, e personagens como Philip Marlowe, interpretado por
Humphrey Boggard, ou mais tarde Columbo interpretado por Peter Falk, nos
conquistavam fascinavam e conquistavam a atenção.
A personagem principal, o detetive Strike, que penso teremos
o prazer em rever numa próxima publicação, é um detetive à moda antiga. Cheio
de defeitos e com pouca sorte na vida, é um mestre na sua arte, e acaba por ser
um dos grandes pontos a favor deste livro. A maneira como a autora nos leva a
observar o seu raciocínio e a sua maneira de ser, é absolutamente fantástica. Faz-nos
querer ser parte da história, entrar nesse “filme” e ajudar Strike a desvendar
o mistério. A sua secretária Robin, personagem sempre muito importante neste género de histórias, acaba por marcar uma viragem na vida de Strike, e é notória a porta que a autora deixa entreaberta, permintindo-nos sonhar com mais um livro com estes personagens.
O fator surpresa, tão importante em livros do género, não
nos desilude, e foi com uma certa satisfação que só me apercebi do desfecho exatamente
antes do mesmo ocorrer. O enredo é fabuloso e o ritmo da ação não nos deixa
descansar.
Resumindo, para os amantes do género, este é um livro que não
podem deixar de ler. Para os que não conhecem ou acham que não gostam de
policiais, arrisquem e preparem-se para ficar deslumbrados.
Muito, muito bom!
Opinião: "O Quanto Amamos" de W. Bruce Cameron
Quando eu era miúda havia uma história que se contava sobre
um cão. Hoje reconheço que se tratava provavelmente de um daqueles mitos
urbanos, em que uma história com um fundo real há muito se diluiu na imaginação
de quem a conta, mas era uma história que eu adorava e pedia para a minha mãe
ma contar vezes sem conta…
Um senhor já com uma certa idade ensinou o seu cão a ir às
compras sozinho. Ía à mercearia e ao talho levando um cesto com a lista e o
dinheiro. Os comerciantes até achavam piada à situação pelo que não só aviavam a
lista e a colocava dentro do cesto junto com o troco, como até davam uma
guloseima ao simpático canídeo. Acontece que a determinada altura o cão começou
a demorar-se um pouco mais nas suas viagens e as compras do talho não vinham
completas. O dono estanhou pois confiava no cão e no homem do talho. Decidiu
então seguir o seu amigo no dia seguinte. Sem o deixar aperceber-se, seguindo-o
com uma grande distância, viu-o ir à mercearia e ao talho, iniciando depois o
seu regresso a casa. No entanto, ao invés de vir pelo caminho habitual, o cão
virou numa rua. O dono estranhou pelo que se dirigiu à boca dessa rua mas não
viu o cão em lado nenhum. Decidiu então voltar a tentar no dia seguinte. Assim
que o cão saiu de casa para os habituais recados, o dono dirigiu-se de imediato
para a dita rua e escondeu-se num vão de escada. Passado algum tempo lá passou
o seu de cesto na boca. Viu-o então dirigir-se a um prédio devoluto e entrar
por um buraco na porta. O dono saiu do esconderijo e foi espreitar a uma
janela. O quadro que lhe surgiu diante dos olhos era inacreditável. O cão
retirava com cuidado um dos sacos do talho e entregava-o a uma cadelinha
esfomeada. A um dos cantos um monte de jornais remexia-se… era uma ninhada de
cachorros, aflitos a choramingar com a súbita ausência da mãe.
A história terminava deixando a conclusão à mercê de quem a
ouvia.
Conseguem então imaginar o que senti ao ler este livro?
A história nada tem a ver com esta, é óbvio, mas o espírito é
o mesmo… o amor pelos nossos amigos de quatro patas e a maravilha que é o seu
amor por nós.
Deliciei-me a ler estas páginas. Passei o tempo todo aos “ohhh
que fofinhos…” e de lagrimeta no olho, pois na realidade este autor tem uma
capacidade incrível nos levar para a cena num abrir e fechar de olhos.
Já o tinha constatado em Teu Para Sempre, outra maravilhosa história
de amor canino, e sei que W. Bruce Cameron é um autor cujas publicações vou querer
sempre ler.
Não percam a oportunidade de se perderem de amores por uma
ninhada de cachorros e ver como alguém que nunca teve um cão, se desenrasca
como “pai à força”, ao mesmo tempo que resolve a sua própria vida.
ADOREI!!
Para mais informações sobre este livro espreitem aqui.
Opinião: "Miopia e Astigmatismo" de Nuno Markl
É impossível separar o Nuno Markl – escritor, do Nuno Markl que
ouvimos na rádio ou vemos na televisão. Lê-lo é estar a ouvi-lo. Sem tirar nem
pôr. O mesmo entoamento das palavras, o mesmo tipo de frases curtas a rematar a
piada, a mesma parvoeira! lol E como gosto de ouvi-lo também me agrada lê-lo. Não podia perder este livro... e não perdi. ;)
“Miopia e Astigmatismo” reúne várias crónicas e episódios humorísticos e tudo o que ele promete na sinopse, está lá. Não há como ficar
desiludido. ;)
Aqui fica um resumo do que pode esperar, na primeira pessoa. «O meu nome é Nuno Markl. Aqui dentro falo de bifes, lagostas, leitões, circos, touradas, a minha barriga de camionista, as minhas pernas de Popeye, os meus pulsos de bailarina, cães, gatos, filmes para adultos, acordo ortográfico, Scrabble, dinheiro, empresas, cronistas cor-de-rosa, censos, lojas chinesas, música pop, televisão, assaltos, os 40 anos, saladas, telemóveis, praia, almoços de trabalho, filmes, séries, patuscadas, beijos, vandalismo, Espanha, TV Shop, spam, futebol, feiras medievais, sinais, e há-de haver mais qualquer coisa que agora me escapa. É questão de ler. Mas em casa. Não é aqui na loja sem pagar. Pronto.»
Opinião: "O Vôo das Águias" de Ken Follett
Este é o primeiro livro que leio do Ken Follett.
Eu sei, eu sei… é inacreditável. A verdade é que vi a série “Os Pilares da Terra” e adorei, e já há imenso tempo que me sentia curiosa em ler qualquer coisa dele, mas cada vez que olhava para aqueles calhamaços que são os seus livros… juro, perdia a coragem.
Eu sei, eu sei… é inacreditável. A verdade é que vi a série “Os Pilares da Terra” e adorei, e já há imenso tempo que me sentia curiosa em ler qualquer coisa dele, mas cada vez que olhava para aqueles calhamaços que são os seus livros… juro, perdia a coragem.
Entretanto, surgiu a oportunidade de ler este “O Vôo das Águias”
cuja história me suscitou alguma curiosidade, principalmente por ser verídica,
e atirei-me à leitura.
Este livro é um relato quase fidedigno de uma série de acontecimentos
que tiveram lugar em 1978 em plena revolução iraniana. Foi escrito a pedido de Ross
Perot, o fundador e presidente da firma americana EDS, que recorreu a todo o tipo de
soluções para conseguir libertar dois dos seus funcionários que haviam sido
injustamente presos pelo regime iraniano.
Ken Follett aceitou o desafio e o resultado é este livro
extraordinário, pleno de ação e emoção, que cativa e envolve o leitor,
colocando-o in loco e a tentar
sobreviver num país hostil, de mão dada com as personagens do livro.
Uma das coisas que realmente me ajudou imenso a entrar na
história foi o pequeno resumo sobre cada personagem colocado nas primeiras páginas
do livro. Foi uma excelente ideia, pois como as personagens são mesmo muitas, acabei por recorrer diversas
vezes a esta “cábula” de forma a poder situar-me melhor. Outra coisa que também gostei imenso, foi poder visualizar como eram realidade
aqueles heróis e as suas famílias através das fotos de arquivo colocadas a meio do
livro. Apesar de sabermos de antemão que se tratava de uma história verídica, as fotos ajudam a humanizar as personagens. Bem jogado!
Foi sem dúvida uma leitura extraordinária. Um livro que recomendo e um
autor que anseio por continuar a descobrir.
Notas adicionais:
Por curiosidade descobri que foi feita uma mini série em
1986 tendo por base este trabalho de Ken Follett. Mais pormenores aqui.
Opinião: "Uma Vida ao Teu Lado" de Nicholas Sparks
Acho que desta vez, Nicholas Sparks superou-se. :) Não vos quero confundir... no último livro dele ("Dei-te o Melhor de Mim") achei que ele tinha amadurecido, que se tinha reencontrado e continuo a achar o mesmo. Mas com este "Uma Vida ao Teu Lado", a certeza de que NS é um autor melhorado, é um facto.
Sempre gostei de uma boa história de amor, e as dos NS cumpriam os objetivos e faziam-nos sempre suspirar. Mas ultimamente, não sei, andava a achar os seus romances um bocadinho previsíveis demais.
Pois, meus caros, previsível não é uma palavra que se possa utilizar para descrever este livro! Bem pelo contrário!!!
Assim que comecei esta leitura (por sinal nas primeiras páginas disponibilizadas online - aqui) senti que algo diferente se me apresentava... quando dei por mim, já tinha chegado à última página e estava consumida por uma vontade enorme de correr para casa onde me aguardava o livro propriamente dito.
A história de Ira ,com que se inicia o livro, é absolutamente deliciosa. Adorei como NS consegue escrever na primeira pessoa, encarnando esta doce personagem. Os capítulos dedicados a Ira e a Ruth, que nos levam a viajar pelos anos fora até à Segunda Guerra, são verdadeiras gemas.
Mas não quero estragar-vos a leitura! Digo-vos apenas que este livro é composto por duas histórias de amor. Duas histórias de gerações e épocas diferentes. Duas histórias até com pronúncia diferente, mas ambas poderosas e simultaneamente delicadas. Exatamente como o verdadeiro Amor, não?
A forma como estas duas histórias se entrelaçam é maravilhosa e surpreendente e se antes já tinha reconquistado o meu coração, foi aqui que NS reconquistou o meu espírito de leitora.
"Uma Vida ao Teu Lado" merece as minhas 5* e é um livro que vos recomendo sem hesitar!
Obrigada à ASA por nos brindar com mais um excelente livro, perfeito para ler enroscada no sofá, numa tarde de chuva como a de hoje.
Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui. ;)
Sempre gostei de uma boa história de amor, e as dos NS cumpriam os objetivos e faziam-nos sempre suspirar. Mas ultimamente, não sei, andava a achar os seus romances um bocadinho previsíveis demais.
Pois, meus caros, previsível não é uma palavra que se possa utilizar para descrever este livro! Bem pelo contrário!!!
Assim que comecei esta leitura (por sinal nas primeiras páginas disponibilizadas online - aqui) senti que algo diferente se me apresentava... quando dei por mim, já tinha chegado à última página e estava consumida por uma vontade enorme de correr para casa onde me aguardava o livro propriamente dito.
A história de Ira ,com que se inicia o livro, é absolutamente deliciosa. Adorei como NS consegue escrever na primeira pessoa, encarnando esta doce personagem. Os capítulos dedicados a Ira e a Ruth, que nos levam a viajar pelos anos fora até à Segunda Guerra, são verdadeiras gemas.
Mas não quero estragar-vos a leitura! Digo-vos apenas que este livro é composto por duas histórias de amor. Duas histórias de gerações e épocas diferentes. Duas histórias até com pronúncia diferente, mas ambas poderosas e simultaneamente delicadas. Exatamente como o verdadeiro Amor, não?
A forma como estas duas histórias se entrelaçam é maravilhosa e surpreendente e se antes já tinha reconquistado o meu coração, foi aqui que NS reconquistou o meu espírito de leitora.
"Uma Vida ao Teu Lado" merece as minhas 5* e é um livro que vos recomendo sem hesitar!
Obrigada à ASA por nos brindar com mais um excelente livro, perfeito para ler enroscada no sofá, numa tarde de chuva como a de hoje.
Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui. ;)
Opinião: "A Travessia" de Wm. Paul Young
Há uns anos li "A Cabana" e fiquei fascinada, não só pelo conteúdo como pela forma como tocava cada tipo de pessoa. Foi um livro que deu pano para mangas! Conversei com diversas pessoas, com diferentes interesses e religiões, que tinham lido o livro e não havia uma única cuja a opinião coincidisse com outra, embora todas tivessem adorado lê-lo. Foi sem dúvida um fenómeno literário extraordinário e acabei por oferecê-lo no Natal desse ano a uma série de pessoas! Salvo erro comprei 9 ou 10 exemplares. lol
Entretanto, ao saber desta nova publicação do autor fiquei com algum receio. E se fosse uma repetição do primeiro mas sem a mesma intensidade? E se fosse um aproveitar do sucesso do primeiro para lançar um segundo livro? Mesmo assim, com estas dúvidas mas simultaneamente com muita curiosidade, avancei para esta leitura.
Devia confiar melhor na Porto Editora, pois se inicialmente este livro me pareceu ser algo similar ao "A Cabana" - o mesmo esquema de personagens, a mesma mensagem - a partir do segundo ou terceiro capítulo deu para perceber que isso era apenas o formato de apresentação da história, nada tendo a ver com a história em si.
Dei por mim a devorar o livro com grande intensidade e assim que o terminei senti-me... satisfeita. Feliz.
A história é simples e já um tanto batida (desde A Christmas Carol de Charles Dickens lol) mas o autor consegue apresentá-la de uma forma bastante original e muito tocante.
Não posso (nem quero) revelar-vos muito sobre este livro, pois é uma leitura em que têm de sentir desde o início. O que posso dizer é que adorei. Adorei certos personagens, como Cabby, um rapaz muito especial, gostei da intereção entre todos, e o final, apesar de algo expecatável é extraordinário.
Foi uma leitura que me fez refletir mas acima de tudo me colocou um sorriso nos lábios. Gostei mesmo muito! Está visto que as pessoas a quem ofereci "A Cabana" no Natal de 2009, devem receber este "A Travessia". ;)
Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.
Entretanto, ao saber desta nova publicação do autor fiquei com algum receio. E se fosse uma repetição do primeiro mas sem a mesma intensidade? E se fosse um aproveitar do sucesso do primeiro para lançar um segundo livro? Mesmo assim, com estas dúvidas mas simultaneamente com muita curiosidade, avancei para esta leitura.
Devia confiar melhor na Porto Editora, pois se inicialmente este livro me pareceu ser algo similar ao "A Cabana" - o mesmo esquema de personagens, a mesma mensagem - a partir do segundo ou terceiro capítulo deu para perceber que isso era apenas o formato de apresentação da história, nada tendo a ver com a história em si.
Dei por mim a devorar o livro com grande intensidade e assim que o terminei senti-me... satisfeita. Feliz.
A história é simples e já um tanto batida (desde A Christmas Carol de Charles Dickens lol) mas o autor consegue apresentá-la de uma forma bastante original e muito tocante.
Não posso (nem quero) revelar-vos muito sobre este livro, pois é uma leitura em que têm de sentir desde o início. O que posso dizer é que adorei. Adorei certos personagens, como Cabby, um rapaz muito especial, gostei da intereção entre todos, e o final, apesar de algo expecatável é extraordinário.
Foi uma leitura que me fez refletir mas acima de tudo me colocou um sorriso nos lábios. Gostei mesmo muito! Está visto que as pessoas a quem ofereci "A Cabana" no Natal de 2009, devem receber este "A Travessia". ;)
Para mais informações sobre este livro podem espreitar aqui ou visitar a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.
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