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"Segredos de Família" de Kim Edwards

De leitura cativante e profundamente comovente, Segredos de Família é uma história brilhante sobre vidas paralelas e o poder redentor do amor.

Sinopse:
A história deste romance notável começa numa noite de Inverno de 1964, quando uma tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto dos seus filhos gémeos. O filho, o primogénito, é perfeitamente saudável, mas David apercebe- -se de imediato de que a filha é portadora de síndrome de Down. Convencido de que está a fazer o que está correcto, David toma uma decisão precipitada que irá ensombrar as suas vidas para sempre. Pede a Caroline, a enfermeira, que leve a bebé para uma instituição, mas ela acaba por fugir para outra cidade, onde irá criar a bebé como sua própria filha.

Críticas de imprensa:

“Em Segredos de Família, Kim Edwards criou uma história de arrependimento e redenção, de emoção honesta, de personagens perseguidas pelo passado. Escrito numa linguagem tão bela que irá reler algumas passagens só para se encantar de novo… este é simplesmente um belo livro – mal posso esperar por saber o que escreverá a seguir.” Jodi Picoult

“Qualquer um ficaria impressionado com a sabedoria e a compaixão extraordinárias de Segredos de Família.” The Washington Post

“Edwards é uma romancista nata… Segredos de Família está repleto de pormenores psicológicos e das nuances das relações humanas.” Chicago Tribune

“Um romance extremamente bem escrito e de levar às lágrimas de emoção.” Publisher’s Weekly

“Segredos de Família é um estouro de emoções que vai manter os leitores a virar páginas.” Bookmarks Magazine

“Um livro incrível que levanta uma discussão difícil.” The New York Times

A minha opinião:
Um livro tão bonito quanto uma pintura.
Adorei a forma como a autora escreve e descreve. Prima mais pela narração do que pelo diálogo, mas as palavras que usa formam imagens na nossa mente que só nos apetece voar para dentro do livro.
A história em si é muito forte. Um drama, mas na verdade, um relato como tantas vidas que se cruzam com as nossas vidas, e o quanto as nossas vidas são afectadas por escolhas.
Gostei mesmo muito e volto a dizer: este livro é tão bonito quanto uma pintura.

"A Praia Roubada" de Joanne Harris

Tal como os livros que li até agora desta autora, este é também um livro muito envolvente. A história é interessante: uma ilha, a rivalidade entre o lado desenvolvido, e o outro que está estagnado no tempo; a mentalidade de “Velho do Restelo” da maioria da população, a ganância, o derrotismo, a fé… tudo anda de mãos dadas.
Gostei muito.
Uma das frases que retive, e que era o lema da ilha: “Tudo Retorna” - é sem dúvida uma verdade universal. Há muitos anos que adoptei este como um dos meus lemas favoritos: “O que vai, volta” (what goes arround, comes arround).
Sinopse:
Encerradas numa pequena ilha na costa do Atlântico, duas comunidades vivem de costas voltadas entre si. Enquanto La Houssinière se transformou numa cidade próspera devido ao turismo que a única praia de toda a ilha lhe proporciona, Les Salants permaneceu esquecida no tempo, habitada apenas por pescadores e marinheiros que, tal como a vida que levam, são rudes e amargos.
Mado nasceu em Les Salants, mas cedo partiu com a mãe para Paris. Após a morte desta, a jovem decide voltar à ilha da sua infância e reencontrar o pai. Mas o regresso ao passado não é fácil. A ilha, constantemente varrida por um vento inclemente, encerra em si todo um universo de mistérios e contradições, inacessíveis a uma «desconhecida». Mas, estranhamente, tal parece não ter acontecido com Flynn, um jovem irlandês que, embora recém-chegado, é alvo da afeição e da confiança de todos, até do pai de Mado, um homem cujo coração está fechado para o mundo e que se mantém teimosamente recolhido num silêncio sepulcral.
Face a uma comunidade fechada, supersticiosa e apostada em manter acesos ódios ancestrais, Mado decide desafiar a sorte e as marés e consegue vencer o orgulho e as crenças dos habitantes de Les Salants. Juntos, vão tentar mudar o futuro da povoação e o seu próprio destino. Para Mado, esta vai ser uma incursão no amor e o (re)encontro com os valores familiares e comunitários. Poderá um castelo de areia sobreviver às marés?

Inspirado na ilha onde Joanne Harris passou alguns momentos da sua infância, A Praia Roubada transporta-nos de imediato para a nossa própria infância e, especialmente, para os inesquecíveis dias ociosamente passados à beira-mar. Um romance evocativo, pleno de personagens misteriosos e segredos há muito guardados. Tal como já havia feito nos seus romances anteriores com os aromas e os sabores, Joanne Harris proporciona-nos deste feita uma viagem pelos prazeres da vida costeira, onde facilmente o leitor sentirá a areia a escapar-se por entre os dedos e, ao longe, o vento marítimo a fustigar a terra com o seu sal.

"O Olhar Oblíquo do Mal" de Dean Koontz

É sem dúvida um livro muito intenso e bastante surpreendente!
De um simples (mas potente) policial passa para um livro em que se aborda a física e a metafísica, e o universo de mundos paralelos! Fantástico!
Também adorei a forma como o autor narra a história, adaptando o "tom" a cada personagem, e proporcionando ao leitor momentos de verdadeiro deleite, quando os personagens são amorosos (como a pequena Angel ou Barty) e momentos de verdadeiro horror, quando o personagem é, obviamente, Júnior.
Falando desse Júnior, e como fã de policiais, adorei a forma como é elaborada esta personagem. Os pormenores são deveras extraordinários, e é necessário ter uma mente bastante maquiavélica para criar uma figura assim.

Sinopse:
Quatro destinos misteriosamente ligados numa sucessão de acontecimentos insólitos.
Bartholomew Lampion vem ao mundo na Califórnia. Tem os olhos mais belos que se possam imaginar. No mesmo instante, a centenas de quilómetros desse local, Junior Cain, um ser cruel vítima de uma perturbação misteriosa, tem o pressentimento de que um homem genial que virá um dia a ser seu inimigo mortal acaba de nascer… Cain não sabe quem é esse homem nem onde possa estar - sabe apenas que terá de o eliminar.
Enquanto Cain semeia o terror e faz correr sangue por onde quer que passe, o detective Vanadium lança-se em sua perseguição para o impedir de levar a cabo o seu intento. Ao mesmo tempo, em São Francisco, nasce Angel, uma criança dotada de poderes misteriosos...
Ao longo de uma intriga surpreendente, estes quatro destinos vão acabar por se entrelaçarem, aparentemente para o pior e - talvez - para o melhor…

Uma aventura de cortar a respiração num thriller psicológico que é também uma exploração apaixonante da natureza humana. Dean Koontz nunca foi tão longe no terror e na exploração das nossas ansiedades mais profundas.
Dean Koontz é um dos autores de suspense de maior sucesso nos Estados Unidos da América e nos inúmeros países onde os seus livros foram e continuam a ser traduzidos.

"A Filha da Minha Melhor Amiga" de Dorothy Koomson


Adorei. Pura e simplesmente.
É sem dúvida o melhor livro que já li este ano.
Chorei imensas lágrimas, ri inúmeras vezes, e acima de tudo SENTI. Senti muito. Recordei a minha amizade com a minha melhor amiga (que ainda hoje graças a Deus subsiste!), reconheci muitas coisas do meu filho naquela menina que é da mesma idade que ele, espelhei-me imensas vezes nas dificuldades de Kamryn em ser mãe, e nas suas dúvidas e indecisões...
 É um livro muito lindo, com uma história muito forte e por vezes difícil de se ler, mas vou sem dúvida tentar comprá-lo para o ter na minha estante!

Sinopse:
A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adopte a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.
Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?
Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração. 

"Cinco Quartos de Laranja" de Joanne Harris

Acabei de o ler ontem na sala de espera de um consultório médico.
Adorei!!!
É o primeiro livro da Joanne Harris que não me custa "a entrar" na história (aconteceu isso com os outros 2 que li).
Com este realmente, logo nos primeiros parágrafos a narrativa prende-nos!
Valeu a pena a espera - quase 1 ano, salvo erro!
Gostei mesmo muito!
Mais uma vez (como o fez no Vinho Mágico) me fascinou a mistura que a autora faz com os segredos culinários. Devia ser fascinante poder desfolhar aquele caderninho da mãe da Boise...
Enfim...Adorei mesmo!

Sinopse:
Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe.

Essa espécie de diário contem igualmente uns estranhos apontamentoscuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista...

"P.S. - Eu Amo-te" de Cecelia Ahern

Terminei-o agora mesmo. E gostei muito!!
É no fundo o pesadelo de qualquer pessoa: perder a sua cara-metade, o amor da sua vida. (É pelo menos o meu, de certeza!)
Gostei da forma como a “tragédia” foi abordada pela autora. Algumas das pessoas que leram este livro disseram que era um pouco dramático, pois eu cá achei que era trágico q.b. e que as situações de autêntica comédia o aligeiram muito bem.
O final não foi o previsível, o que me agradou.
E gostei muito da ideia da lista!

Enfim, fez-me rir, fez-me chorar e fez-me pensar.
Numa palavra: adorei.

Sinopse:
Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão - qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu!