Esta leitura foi uma das minhas tentativas de ler durante o confinamento social. Na realidade, a única que correu bem.
Bem, tinha este livro em estante há já alguns anos. Comprei-o numa promoção da Wook não só porque tinha ouvido falar muito bem dele, como porque o tema é muito chegado ao meu coração.
Podem espreitar a sinopse aqui.
Não é um livro fácil, nem simples. Mas é fenomenal. A autora consegue contar-nos a história apesar da personagem principal sofrer da doença de Alzheimer num estado algo avançado. Digo apesar, pois é exactamente através da complicada mente de Maud que vamos sabendo do que se passa na sua vida, e tentando descobrir não só o que aconteceu à sua amiga Elizabeth, como principalmente o que aconteceu à sua irmã, numa época imediatamente a seguir ao fim da Segunda Grande Guerra.
Como é infelizmente característica desta doença, Maud vai baralhando as épocas, trazendo para o presente aquilo que ficou no passado. E, na verdade, o mistério que a acompanha ao longo da narrativa, e que ela apregoa a quem a quiser ouvir, não é no fundo o que a preocupa. Talvez o verdadeiro mistério esteja no seu passado enquanto menina.
É uma história fascinante, mas simultaneamente triste, pois acompanhamos passo a passo esta querida octagenária enquanto perde a sua memória. Escrito num tom melancolicamente doce, é uma história que não vou facilmente esquecer. Pelo menos até o maldito alemão me apanhar!
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Em destaque: "Rumo aos Mares da Liberdade" de Sarah Lark
Sinopse:
Irlanda, 1846.
Kathleen e Michael amam-se e planeiam em segredo abandonar a terra natal, a humilde e faminta Irlanda, em busca de uma vida melhor no Novo Mundo. Mas todos os seus sonhos são truncados quando Michael é condenado como rebelde e desterrado para a Austrália.
Kathleen, grávida, será forçada a casar com um negociante de gado e emigrar com ele para a Nova Zelândia. Enquanto isso, Michael, com a ajuda da audaciosa Lizzie, tentará escapar da colónia penal para se reunir ao seu primeiro amor.
Sarah Lark seduziu sete milhões de leitores em todo o mundo com as suas grandes sagas familiares em lugares exóticos. Amplamente imitada, Lark conseguiu criar e consolidar um novo género narrativo, o landscape, em que as suas heroínas vivem destinos marcados pela aventura, as viagens, o romance e a história.
Sobre a autora:
Sarah Lark, é um pseudónimo de Christiane Gohl. Nascida na Alemanha, vive atualmente em Almería, Espanha. Formou-se em Educação e trabalhou como guia turística, redatora publicitária e jornalista.
Com uma produção literária vastíssima, alcançou o sucesso de vendas e o reconhecimento literário graças à saga maori. A sua Trilogia Maori (No País da Nuvem Branca, A Canção dos Maoris, também editados pela Marcador, e O Grito da Terra, que agora publicamos) atingiu a categoria de bestseller internacional, com um impressionante acolhimento por parte de milhões de leitores, num fenómeno de «passa a palavra» se precedentes.
Irlanda, 1846.
Kathleen e Michael amam-se e planeiam em segredo abandonar a terra natal, a humilde e faminta Irlanda, em busca de uma vida melhor no Novo Mundo. Mas todos os seus sonhos são truncados quando Michael é condenado como rebelde e desterrado para a Austrália.
Kathleen, grávida, será forçada a casar com um negociante de gado e emigrar com ele para a Nova Zelândia. Enquanto isso, Michael, com a ajuda da audaciosa Lizzie, tentará escapar da colónia penal para se reunir ao seu primeiro amor.
Sarah Lark seduziu sete milhões de leitores em todo o mundo com as suas grandes sagas familiares em lugares exóticos. Amplamente imitada, Lark conseguiu criar e consolidar um novo género narrativo, o landscape, em que as suas heroínas vivem destinos marcados pela aventura, as viagens, o romance e a história.
Sobre a autora:
Sarah Lark, é um pseudónimo de Christiane Gohl. Nascida na Alemanha, vive atualmente em Almería, Espanha. Formou-se em Educação e trabalhou como guia turística, redatora publicitária e jornalista.
Com uma produção literária vastíssima, alcançou o sucesso de vendas e o reconhecimento literário graças à saga maori. A sua Trilogia Maori (No País da Nuvem Branca, A Canção dos Maoris, também editados pela Marcador, e O Grito da Terra, que agora publicamos) atingiu a categoria de bestseller internacional, com um impressionante acolhimento por parte de milhões de leitores, num fenómeno de «passa a palavra» se precedentes.
Em destaque: “Psi-Q - Teste a sua Inteligência Psicológica” de Ben Ambridge
Uma viagem psicológica às profundezas da mente humana
Sinopse:
A psicologia está em todo o lado. Nos nossos desejos
e emoções, nas decisões que precisamos de tomar todos os dias - absolutamente
todos os aspetos da nossa forma de pensar e sentir têm sido estudados pelos
psicólogos. Apresentando esse conhecimento de forma clara e compreensível, o
psicólogo inglês Ben Ambridge conduz-nos num passeio pelo mundo da psicologia,
revelando quanto ela é essencial para compreendermos o comportamento humano.
Neste livro, Ben Ambridge mostra-nos o que as experiências conduzidas nas universidades mais prestigiadas do mundo revelam sobre nós mesmos, traduzindo para uma linguagem fácil, acessível e divertida os conceitos mais básicos da psicologia.
Com testes interativos, piadas e jogos, irá identificar as características marcantes da sua personalidade, avaliar a sua inteligência e descobrir que valores morais determinam o seu comportamento. Quando chegar ao fim do livro, irá dar-se conta de que passou a conhecer-se muito mais e a tentar compreender melhor as atitudes dos outros.
Descubra as respostas para algumas perguntas intrigantes:
• Porque consideramos os rostos simétricos mais atraentes?
• O que pode o seu gosto musical revelar sobre a sua personalidade?
• A cor dos seus olhos torna-o digno de confiança?
• É sensível às ilusões, e porquê?
Neste livro, Ben Ambridge mostra-nos o que as experiências conduzidas nas universidades mais prestigiadas do mundo revelam sobre nós mesmos, traduzindo para uma linguagem fácil, acessível e divertida os conceitos mais básicos da psicologia.
Com testes interativos, piadas e jogos, irá identificar as características marcantes da sua personalidade, avaliar a sua inteligência e descobrir que valores morais determinam o seu comportamento. Quando chegar ao fim do livro, irá dar-se conta de que passou a conhecer-se muito mais e a tentar compreender melhor as atitudes dos outros.
Descubra as respostas para algumas perguntas intrigantes:
• Porque consideramos os rostos simétricos mais atraentes?
• O que pode o seu gosto musical revelar sobre a sua personalidade?
• A cor dos seus olhos torna-o digno de confiança?
• É sensível às ilusões, e porquê?
Pode começar a ler aqui.
Ben Ambridge, doutorado em psicologia, é professor da
Universidade de Liverpool, especialista no desenvolvimento da linguagem nas
crianças. Escreveu cerca de quarenta artigos para revistas científicas e
trabalhos coletivos, um dos quais foi selecionado para o Prémio Wellcome Trust
de Melhor Artigo Científico de 2012, concedido em colaboração com os jornais
Guardian e Observer. Psi-Q, bestseller na Grã-Bretanha, é o seu primeiro livro
dirigido ao público geral.
Em destaque: “A Origem de (quase) Tudo” de Graham Lawton
Sinopse:
Essa descoberta transformou o debate sobre uma das questões mais fundamentais da existência humana: como começou o universo?
Quando Edwin Hubble olhou pelo seu telescópio na década de
1920, ficou chocado ao descobrir que quase todas as galáxias que conseguia ver
através dele estavam a afastar-se umas das outras. Se essas galáxias tivessem
viajado sempre, raciocinou ele, deviam ter estado, em algum momento, umas em
cima das outras.
Essa descoberta transformou o debate sobre uma das questões mais fundamentais da existência humana: como começou o universo?
Cada sociedade tem histórias sobre a origem do cosmos e dos
seus habitantes, mas agora, com a possibilidade de perscrutar o universo
inicial e usar os conhecimentos adquiridos graças à arqueologia, à geologia, à
biologia evolutiva e à cosmologia, estamos mais perto do que nunca de entender
de onde veio tudo.
A Origem de (Quase) Tudo oferece uma história única do passado, presente e
futuro do nosso universo, desde o início da vida na Terra à conquista do espaço.
Quando
Edwin Hubble olhou pelo seu telescópio na década de 1920, ficou chocado ao
descobrir que quase todas as galáxias que conseguia ver através dele estavam a
afastar-se umas das outras. Se essas galáxias tivessem viajado sempre, raciocinou
ele, deviam ter estado, em algum momento, umas em cima das outras.
Essa descoberta transformou o debate sobre uma das questões
mais fundamentais da existência humana: como começou o universo?
Cada sociedade tem histórias sobre a origem do cosmos e dos
seus habitantes, mas agora, com a possibilidade de perscrutar o universo
inicial e usar os conhecimentos adquiridos graças à arqueologia, à geologia, à
biologia evolutiva e à cosmologia, estamos mais perto do que nunca de entender
de onde veio tudo.
A Origem de (Quase) Tudo oferece uma história única do
passado, presente e futuro do nosso universo, desde o início da vida na Terra à
conquista do espaço.
Depois de uma licenciatura em Bioquímica e um mestrado em
Comunicação Científica, ambos no Imperial College de Londres, Graham Lawton foi
parar à New
Scientist, onde tem estado durante quase todo o século XXI, primeiro
como editor de conteúdos e atualmente como editor-executivo. O seu trabalho
como escritor e editor foi distinguido com vários prémios.
Em destaque: "Três Desejos" de Liane Moriarty
Sinopse:
Lyn, Cat e Gemma Kettle são trigémeas, têm trinta e três anos e parecem atrair a atenção de todos onde quer que se encontrem. Mas cada uma delas tem de lidar com os seus próprios problemas pessoais.
Lyn esforça-se duramente para alcançar o equilíbrio no seu papel de mãe, esposa e profissional sem perder a serenidade. Cat, cujo casamento perfeito é motivo de inveja de todos os amigos, não suspeita que o marido esconde um segredo que abalará profundamente a sua vida. E a desorientada Gemma, que muda de emprego e namorado constantemente, conheceu recentemente o homem que vai descobrir o seu passado oculto.
Perante tudo isto, os laços entre as três irmãs parecem ser suficientemente fortes para resistirem aos revezes da vida. Pelo menos,,, até àquela noite do jantar do seu trigésimo quarto aniversário em que as verdades de cada uma são reveladas e em que tudo parece irreversível.
Críticas de Imprensa:
«Divertido e enternecedor, com personagens poderosas. Uma leitura deliciosa.» Sunday Mirror
«Um livro original e encantador.» Publishers Weekly
«Três Desejos retrata o mundo real, onde pormenores triviais da vida doméstica, a dor angustiante e momentos de uma alegria súbita convivem regularmente.» The Daily Telegraph
«Ler um livro de Liane Moriarty é como beber um cosmopolitan rosa com uma pequena dose de arsénico.» USA Today
Sobre a autora:
Liane Moriarty nasceu em 1966, na Austrália. Antes de dar início à sua carreira de romancista, desempenhou funções de diretora de marketing numa editora de livros jurídicos e foi copyrighter numa agência de publicidade. Lançou o seu primeiro romance em 2004 e tornou-se uma autora bestseller, cuja obra conta já com mais de 3 milhões de exemplares vendidos e publicados em 55 países.
Liane vive em Sidney com o marido e os dois filhos.
Lyn, Cat e Gemma Kettle são trigémeas, têm trinta e três anos e parecem atrair a atenção de todos onde quer que se encontrem. Mas cada uma delas tem de lidar com os seus próprios problemas pessoais.
Lyn esforça-se duramente para alcançar o equilíbrio no seu papel de mãe, esposa e profissional sem perder a serenidade. Cat, cujo casamento perfeito é motivo de inveja de todos os amigos, não suspeita que o marido esconde um segredo que abalará profundamente a sua vida. E a desorientada Gemma, que muda de emprego e namorado constantemente, conheceu recentemente o homem que vai descobrir o seu passado oculto.
Perante tudo isto, os laços entre as três irmãs parecem ser suficientemente fortes para resistirem aos revezes da vida. Pelo menos,,, até àquela noite do jantar do seu trigésimo quarto aniversário em que as verdades de cada uma são reveladas e em que tudo parece irreversível.
Críticas de Imprensa:
«Divertido e enternecedor, com personagens poderosas. Uma leitura deliciosa.» Sunday Mirror
«Um livro original e encantador.» Publishers Weekly
«Três Desejos retrata o mundo real, onde pormenores triviais da vida doméstica, a dor angustiante e momentos de uma alegria súbita convivem regularmente.» The Daily Telegraph
«Ler um livro de Liane Moriarty é como beber um cosmopolitan rosa com uma pequena dose de arsénico.» USA Today
Sobre a autora:Liane Moriarty nasceu em 1966, na Austrália. Antes de dar início à sua carreira de romancista, desempenhou funções de diretora de marketing numa editora de livros jurídicos e foi copyrighter numa agência de publicidade. Lançou o seu primeiro romance em 2004 e tornou-se uma autora bestseller, cuja obra conta já com mais de 3 milhões de exemplares vendidos e publicados em 55 países.
Liane vive em Sidney com o marido e os dois filhos.
"Regresso à tua Pele" de Luz Gabás (Opinião)
Por vezes gosto de deixar passar alguns dias após a leitura
para finalmente escrever a minha opinião. Esse tempo serve para deixar assentar
a história em mim. Mesmo que já esteja a ler um novo livro, sinto que tenho de
dar tempo para que as personagens se desvaneçam e para que a história se cristalize
na minha memória, para então sim, poder transmitir o que senti e achei da leitura.
Este livro foi uma completa surpresa para mim. Não conhecia
a obra de Luz Gabás, e agora que conheço, não vou deixar escapar o anterior
livro dela (Palmeiras na Neve). Gabás sabe escrever muitíssimo bem, cativando o
leitor a entrar história adentro mergulhando nos sons, cheiros e visões de um
outro lugar, de uma outra época. Ela conta-nos uma história dentro de outra história,
estando ambas conectadas, pelo que ao resolver mistério de uma, também o nevoeiro
da outra se dissipa.
Gostei imenso das personagens que a autora criou. A Brianda
dos nossos dias poderia muito bem ser uma amiga com um nome interessante e uma
história de família desconhecida ainda mais interessante. A Brianda do passado
é uma personagem fortíssima, que inspira admiração e cujo percurso é uma
delícia desbravar.
Na narrativa misturam-se diversos temas: esoterismo,
história, romance… e a ação desenrola-se num lugar absolutamente mágico, Tiles,
em Espanha, que apesar de não existir, foi inspirado numa região deveras mágica
junto aos Pirenéus espanhóis.
E na realidade, há uma história verídica na qual a autora se
inspirou para escrever este livro. Não há mitos anos um pároco de uma
localidade espanhola aragonesa, Laspaúles, encontrou alguns documentos
escondidos na torre da sua igreja. Esses documentos datavam de 1592 e falavam
de um evento que havia sido esquecido pela História. Um grupo de mais de vinte mulheres
foram julgadas e enforcadas como sendo bruxas, embora não tenha sido a Inquisição
a levar a cabo esse processo, mas sim a sociedade civil. É claro que se deixarmos
a imaginação à solta, milhentas histórias poderiam surgir desse facto. Foi exatamente
o que fez Luz Gabás. E o resultado está à vista. Um livro riquíssimo que me deu
imenso prazer ler.
Recomendo.
Resultado do Passatempo "Regresso à tua Pele"
Aqui fica o resultado do Passatempo "Regresso à tua Pele".
A sorteio, com o gentil apoio da Marcador, a quem muito agradecemos, tínhamos um exemplar do novo livro de Luz Gabás, "Regresso à tua Pele".
A vencedora deste passatempo é:
Clarinda Rosa Faria
A sorteio, com o gentil apoio da Marcador, a quem muito agradecemos, tínhamos um exemplar do novo livro de Luz Gabás, "Regresso à tua Pele".
Tivemos 187 participações consideradas válidas e antes de divulgar o vencedor, deixo-vos as respostas corretas:
O que Brianda deixou para trás, quando regressou à sua casa de infância? Uma vida agitada em Madrid.
Onde se situava essa casa? Numa aldeia nos Pirenéus.
Sobre a autora, Luz Gabás, qual o nome do seu primeiro romance, também publicado pela Marcador? Palmeiras na Neve
A vencedora deste passatempo é:
Clarinda Rosa Faria
de Coruche
Muitos parabéns! Irás receber o livro em breve na morada fornecida.
Muitos parabéns! Irás receber o livro em breve na morada fornecida.
"As Ondas do Destino" Saga das Caraíbas - Livro II de Sarah Lark (OPINIÃO)
Guardei o primeiro livro desta saga para ler quando saísse o segundo, e agora que aconteceu, li os dois de seguida! Foi uma experiência fantástica, pois apesar de haver um certo refresh da primeira história, está muitíssimo bem integrado nesta nova história.
E o que aborda este novo livro? Se o primeiro nos levou a conhecer a Jamaica, este segundo leva-nos até à Ilha Hispaniola, hoje dividida em Haiti e República Dominicana, para onde viajou a jovem Deirdre, filha de Nora, após casar com Victor Dufresne.
Os Dufresne são uma das famílias mais influentes da parte francesa dessa ilha e através deles vamos conhecendo a realidade das plantações de tabaco que prosperam graças ao trabalho escravo.
A história, como é habitual nesta autora, está muitíssimo bem construída, sendo que incorpora na narrativa diversos eventos históricos reais fascinantes. As perturbações levadas a cabo por diversos piratas no mar das Caraíbas, e o princípio da revolução escrava são os pontos fulcrais. Fiquei mesmo surpreendida com as vívidas descrições das incursões levadas a cabo por um navio pirata. Este pormenor, que se mantém ao logo da história, associado às rebeliões de escravos lideradas pelo famoso Mackandal, dão a esta história uma ação que se revela surpreendente. Não conseguimos pousar o livro com facilidade, pois damos por nós imersos na narrativa em expetativa do que se vai seguir.
Resumindo, foi uma leitura fascinante! Adorei todos os pedacinhos desta história e recomendo sem hesitações para quem quer fugir um pouco à rotina dos dias. ;)
Obrigada à Marcador por continuar a apostar nesta autora!
💗
E o que aborda este novo livro? Se o primeiro nos levou a conhecer a Jamaica, este segundo leva-nos até à Ilha Hispaniola, hoje dividida em Haiti e República Dominicana, para onde viajou a jovem Deirdre, filha de Nora, após casar com Victor Dufresne.
Os Dufresne são uma das famílias mais influentes da parte francesa dessa ilha e através deles vamos conhecendo a realidade das plantações de tabaco que prosperam graças ao trabalho escravo.
A história, como é habitual nesta autora, está muitíssimo bem construída, sendo que incorpora na narrativa diversos eventos históricos reais fascinantes. As perturbações levadas a cabo por diversos piratas no mar das Caraíbas, e o princípio da revolução escrava são os pontos fulcrais. Fiquei mesmo surpreendida com as vívidas descrições das incursões levadas a cabo por um navio pirata. Este pormenor, que se mantém ao logo da história, associado às rebeliões de escravos lideradas pelo famoso Mackandal, dão a esta história uma ação que se revela surpreendente. Não conseguimos pousar o livro com facilidade, pois damos por nós imersos na narrativa em expetativa do que se vai seguir.
Resumindo, foi uma leitura fascinante! Adorei todos os pedacinhos desta história e recomendo sem hesitações para quem quer fugir um pouco à rotina dos dias. ;)
Obrigada à Marcador por continuar a apostar nesta autora!
💗
"A Ilha das Mil Fontes" Saga das Caraíbas - Livro I de Sarah Lark (OPINIÃO)

“A Ilha das Mil Fontes” é o primeiro livro da Saga das
Caraíbas da escritora Sarah Lark. Fiquei fã desta autora quando li a Saga do
País da Nuvem Branca que aborda a história da Nova Zelândia, por isso fiquei
entusiasmada quando a Marcador decidiu publicar esta segunda saga. Uma coisa é
certa, ao ler Sarah Lark, para onde quer que vamos, temos uma maravilhosa viagem
garantida.
Quando comecei a ler os primeiros capítulos e percebi que a
ação apenas se desenrolava em Londres comecei a ficar apreensiva. Afinal, quase
me parecia um romance de época com uma jovem inglesa presa a uma paixão impossível,
mas que teimosamente e aproveitando uma ausência parental, foge para junto do
seu amado para cuidar dele no seu leito de morte. A sério. Comecei a lembrar-me
do Monte dos Vendavais e livros do género. Romances trágicos com um tom de
desespero que não suporto. Mas. Aliás, MAS (tem de ser em maiúsculas) foi uma
primeira parte do livro que se veio a revelar mesmo necessária. Tínhamos de saber
o que Nora experienciou nessa época, pois tudo se irá revelar como útil quando
finalmente ela ruma à Jamaica.
Depois de chegar à Jamaica a leitura muda de tom, talvez
com um certo ritmo caribenho, e é fácil apaixonarmo-nos pela ilha. A parte
histórica é preciosa e, uma vez mais, como no País da Nuvem Branca, Sarah Lark
conquista-nos ao personalizá-la. Adorei conhecer as plantações de cana do açúcar,
condoí-me com a vida dos escravos e a forma como eram tratados pelos seus bhakras.
Tal como Nora apaixonei-me por aquelas paisagens maravilhosas, cavalguei
livremente por praias desertas banhadas por um mar azul a perder de vista. A
partir de uma determinada altura os acontecimentos precipitam-se e a vida de Nora
e da plantação do seu marido dá uma grande reviravolta. Somos então
apresentados à parte mais selvagem da ilha onde vivem os quilombolas – os negros
livres, ou que fugiram das plantações. A história da Jamaica e o fim anunciado da
escravatura começa então a dar os primeiros passos e a autora baseia-se em
personagens reais, como a Rainha Nanny, para dar continuidade à sua história.
Adorei esta leitura e fico imensamente feliz por poder
continuar esta viagem pelas Caraíbas, saltando para a ilha de São Domingos ou Hispaniola.
É uma saga maravilhosa que recomendo a quem se quiser deixar arrebatar pela
escrita desta autora. Absolutamente fabulosa.
Em destaque: "As Ondas do Destino" Saga das Caraíbas - Livro II de Sarah Lark
Um romance cheio de sensibilidade e sentimentos ambientado na exótica ilha Hispaniola Ilha da Jamaica, 1753.
Sinopse:
Deirdre, filha da inglesa Nora Fortnam e do escravo Akwasi, leva uma vida protegida na plantação da mãe e do pai adotivo, Doug, que a acolheu como se fosse sua.
Apesar das origens pouco claras da menina, os rapazes da ilha nunca a largam. Deirdre, no entanto, não sente o menor interesse por nenhum deles até que o jovem médico Victor Dufresne pede a sua mão.
Depois de uma esplêndida cerimónia de casamento, o casal recémcasado zarpa para Saint-Domingue, na parte francesa de Hispaniola.
Os eventos que ali têm lugar vão transformar completamente as suas vidas... As Ondas do Destino é o segundo livro da Saga das Caraíbas, iniciado com A Ilha das Mil Fontes, e transporta-nos para a beleza destas ilhas afrodisíacas.
Sobre a autora:
Sarah Lark é um pseudónimo de Christiane Gohl. Nascida na Alemanha, vive actualmente em Almería, Espanha. Formou-se em Educação e trabalhou como guia turística, redactora publicitária e jornalista. A inclinação para a escrita marcou todos os empregos por onde passou. Com uma produção literária vastíssima, alcançou o sucesso de vendas e o reconhecimento literário graças à saga maori cujo primeiro volume é: No País da Nuvem Branca. Com mais de dois milhões de leitores em todo o mundo, para ela «escrever romances não é muito mais do que sonhar acordada».
Sinopse:
Deirdre, filha da inglesa Nora Fortnam e do escravo Akwasi, leva uma vida protegida na plantação da mãe e do pai adotivo, Doug, que a acolheu como se fosse sua.
Apesar das origens pouco claras da menina, os rapazes da ilha nunca a largam. Deirdre, no entanto, não sente o menor interesse por nenhum deles até que o jovem médico Victor Dufresne pede a sua mão.
Depois de uma esplêndida cerimónia de casamento, o casal recémcasado zarpa para Saint-Domingue, na parte francesa de Hispaniola.
Os eventos que ali têm lugar vão transformar completamente as suas vidas... As Ondas do Destino é o segundo livro da Saga das Caraíbas, iniciado com A Ilha das Mil Fontes, e transporta-nos para a beleza destas ilhas afrodisíacas.
Sobre a autora:
Sarah Lark é um pseudónimo de Christiane Gohl. Nascida na Alemanha, vive actualmente em Almería, Espanha. Formou-se em Educação e trabalhou como guia turística, redactora publicitária e jornalista. A inclinação para a escrita marcou todos os empregos por onde passou. Com uma produção literária vastíssima, alcançou o sucesso de vendas e o reconhecimento literário graças à saga maori cujo primeiro volume é: No País da Nuvem Branca. Com mais de dois milhões de leitores em todo o mundo, para ela «escrever romances não é muito mais do que sonhar acordada».
"Uma Herança de Amor" de Cristina Campos (Opinião)
Quando peguei neste livro não sabia o que ía encontrar. A sinopse falava de uma relação entre irmãs que estava algo azedada e uma estranha herança - um moinho e uma padaria - que ambas receberam de uma mulher que nada lhes dizia. Podia ser um livro espectacular, como podia ser mais uma historieta de amor. Mas logo após as primeiras páginas tive a certeza: ía ser uma leitura maravilhosa. E não me enganei. Aliada a uma paisagem maravilhosa, que me conquistou e que um dia quero ir conhecer, encontrei uma escrita fenomenal que enleva o leitor e o transporta para dentro das páginas do livro. Ao que parece este é o primeiro livro da autora, Cristina Campos. Espero sinceramente que ela não fique por aqui e que mais histórias brotem da sua alma para o papel.
A história parece realmente simples, duas irmãs, que não se vêem há muitos anos, herdam um moinho com uma padaria, mas tal como todos os bons livros, o que acontece na realidade são inúmeras histórias interligadas que seguem esse fio condutor, ou seja, a história principal. E a autora consegue saltitar entre acontecimentos, personagens e anos sem nos deixar baralhados em momento algum. Tudo nos é revelado no momento certo, nem antes, nem depois, e o mistério da herança que serve de mote para a história, vai-se compondo aos poucos, só sendo desvendado mesmo no final.
Adorei as personagens femininas. A sua força, as suas fraquezas, as suas diferentes maneiras de ser e formas de encarar a vida. As suas dúvidas e as suas certezas, os seus sonhos e as suas realidades... absolutamente maravilhosas. Encontrei um pouco de mim em cada uma delas. E sei que, de certeza absoluta, que quem ler este livro vai ser igualmente conquistado pelas mesmas personagens. São daquelas que nos acompanham muito para lá da última página do livro, sabem?
Outra "personagem" maravilhosa é mesmo a ilha de Mallorca, as suas praias secretas, as suas gentes e o seu dialecto que me diverti a tentar decifrar sem recorrer às notas da autora. Sabem que é muito parecido com o português? Adorei conhecer a ilha pelos olhos dos seus habitantes, e principalmente a vila de Valldemossa, que até o Michael Douglas (sim, o ator!) conhece tão bem. ;)
Acima de tudo, o que mais me conquistou neste livro foi o facto de não ser propriamente daquelas histórias cor-de-rosas em que tudo termina em beleza (atenção, não estou a revelar nada do final, ok?). Este livro fala da vida como ela é, sem subterfúgios, sem máscaras. As coisas são como são e nem sempre correm da maneira que desejamos, não é? Mas o importante é mantermos o nosso pé. É esse toque de realismo que amei. Esta poderia ser uma história tão real como qualquer outra.
É um dos melhores livros que li este ano, e olhem que já li coisas muito boas...
Recomendo vivamente. Uma leitura que vos vai encher a alma e acender um brilho no vosso olhar.
Obrigada à Marcador pela aposta e pela oportunidade! Adorei.
"A Mulher à Janela" de A. J. Finn (Opinião)
Como cinéfila que sou, aprecio os grandes clássicos de Hollywood, com os filmes de Hitchcock a encimar a lista, ou não fosse eu igualmente fã de thrillers. Portanto, assim que vi o título deste livro a minha memória saltou logo para o filme "A Janela Indiscreta" com o James Stuart e a Grace Kelly. (Não sei se viram, mas se não viram, têm de ver!)
E pelo que percebi ao ler este livro, A.J. Finn é igualmente um fã desses filmes clássicos, já que os referencia constantemente. Essa foi sem dúvida uma das mais valias deste livro: a forma como o autor introduziu cenas dos filmes na história. A personagem principal passa o tempo a ver esses filmes e os mesmos chegam a influenciar o seu pensamento, e claro, a baralhar por completo o leitor. Só sei que fiquei com vontade de ver e rever os filmes mencionados. :)
Bem, apesar de toda a influência "negra" de Hitchcock, "A Mulher À Janela" é um thriller moderno, também negro, mas à sua maneira.
Ana Fox, a personagem principal está fechada em casa há 10 meses, sofrendo de agorafobia, para além de outras condições algo psicóticas, que não sabemos se relacionadas com um determinado evento no passado, ou se com a mistura de medicação e bebidas alcoólicas que ela não se coíbe de ingerir. No entanto, e apesar de a vermos (des)governar a sua vida como um carro sem travões desfiladeiro abaixo, ela é uma mulher inteligente, que tem consciência dos seus atos e não arranja desculpa para os mesmos. É quase como se ela estivesse deliberadamente a querer destruir-se.
Uma vez que Anna não sai de casa, tem pouco com que se entreter. Vê filmes, tem uma vida online mais ou menos ativa, e bisbilhota a vida dos vizinhos através das suas janelas. E é aí que surge o problema. Um dia ela vê, ou acha que vê, acontecer um crime - a mulher do vizinho a ser morta, embora não tenha visto o assassino. A partir daí as cenas sucedem-se em catadupa e a tensão vai subindo à medida que são envolvidos outros personagens e a dúvida aumenta. Será que aconteceu mesmo?
Gostei da forma como o livro está escrito. Apesar de achar que tem algumas páginas a mais (a 1/3 do livro a ação a modos que fica a marinar), pareceu-me que o autor conseguiu escrever um bom thriller negro, com inspiração Hitchcockiana. Confesso que fiquei surpreendida com o final. Não estava mesmo nada à espera...
Recomendo. Se querem ser surpreendidos, mas tentar à mesma descobrir o que aconteceu, vale a pena lerem este livro.
Para mais informações, incluindo o um vídeo do autor a falar sobre o livro, convido-vos a visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença.
E pelo que percebi ao ler este livro, A.J. Finn é igualmente um fã desses filmes clássicos, já que os referencia constantemente. Essa foi sem dúvida uma das mais valias deste livro: a forma como o autor introduziu cenas dos filmes na história. A personagem principal passa o tempo a ver esses filmes e os mesmos chegam a influenciar o seu pensamento, e claro, a baralhar por completo o leitor. Só sei que fiquei com vontade de ver e rever os filmes mencionados. :)
Bem, apesar de toda a influência "negra" de Hitchcock, "A Mulher À Janela" é um thriller moderno, também negro, mas à sua maneira.
Ana Fox, a personagem principal está fechada em casa há 10 meses, sofrendo de agorafobia, para além de outras condições algo psicóticas, que não sabemos se relacionadas com um determinado evento no passado, ou se com a mistura de medicação e bebidas alcoólicas que ela não se coíbe de ingerir. No entanto, e apesar de a vermos (des)governar a sua vida como um carro sem travões desfiladeiro abaixo, ela é uma mulher inteligente, que tem consciência dos seus atos e não arranja desculpa para os mesmos. É quase como se ela estivesse deliberadamente a querer destruir-se.
Uma vez que Anna não sai de casa, tem pouco com que se entreter. Vê filmes, tem uma vida online mais ou menos ativa, e bisbilhota a vida dos vizinhos através das suas janelas. E é aí que surge o problema. Um dia ela vê, ou acha que vê, acontecer um crime - a mulher do vizinho a ser morta, embora não tenha visto o assassino. A partir daí as cenas sucedem-se em catadupa e a tensão vai subindo à medida que são envolvidos outros personagens e a dúvida aumenta. Será que aconteceu mesmo?
Gostei da forma como o livro está escrito. Apesar de achar que tem algumas páginas a mais (a 1/3 do livro a ação a modos que fica a marinar), pareceu-me que o autor conseguiu escrever um bom thriller negro, com inspiração Hitchcockiana. Confesso que fiquei surpreendida com o final. Não estava mesmo nada à espera...
Recomendo. Se querem ser surpreendidos, mas tentar à mesma descobrir o que aconteceu, vale a pena lerem este livro.
Para mais informações, incluindo o um vídeo do autor a falar sobre o livro, convido-vos a visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença.
Resultado do Passatempo de Maio "Uma Herança de Amor"
E não há como começar a semana a oferecer livros! :) Mais um passatempo terminou ontem, e aqui fica o resultado do mesmo. Com o gentil apoio da Marcador, a quem muito agradecemos, tínhamos para oferecer um exemplar do livro "Uma Herança de Amor" de Cristina Campos.
Antes de mais, deixo-vos as respostas corretas às perguntas colocadas:
Quem são as protagonistas principais desta história? Anna e Marina.
O que herdaram elas de Maria Dolores? Um moinho com uma padaria
A profissão principal da autora, Cristina Campos, centra-se em que setor? No setor cinematográfico.
E a vencedora, escolhida aleatoriamente de entre os 194 participantes considerados válidos é:
Maria dos Anjos Nascimento
de Parede
Muitos parabéns! Irás receber o livrinho na morada fornecida. Boas leituras!!
Antes de mais, deixo-vos as respostas corretas às perguntas colocadas:
Quem são as protagonistas principais desta história? Anna e Marina.
O que herdaram elas de Maria Dolores? Um moinho com uma padaria
A profissão principal da autora, Cristina Campos, centra-se em que setor? No setor cinematográfico.
E a vencedora, escolhida aleatoriamente de entre os 194 participantes considerados válidos é:
Maria dos Anjos Nascimento
de Parede
Muitos parabéns! Irás receber o livrinho na morada fornecida. Boas leituras!!
Em destaque: "Uma Herança de Amor" de Cristina Campos
Uma história de amizade, segredos e coragem na paisagem encantada de Maiorca.Sinopse:
Anna e Marina não se veem há muitos, muitos anos. Inseparáveis durante a infância nas praias ensolaradas de Maiorca, afastaram-se cada vez mais. Anna, a irmã mais velha, loira e delicada, permaneceu na ilha, presa num casamento infeliz; Marina, a maria-rapaz da família, fez do mundo a sua casa e vive onde a leva o seu trabalho na Médicos sem Fronteiras.
Quando
descobrem que herdaram um moinho com uma padaria, as duas irmãs mal podem esperar
para se livrar dele e continuar com as suas vidas. Mas, no momento da
assinatura do contrato de venda do imóvel, Marina volta atrás. As
circunstâncias e motivações por detrás da doação são demasiado misteriosas para
serem ignoradas: quem era María Dolores? Que tipo de ligação tinha com elas
essa mulher? Graças à padaria e às antigas receitas familiares, Marina, Anna e
a sua filha Anita encontrarão força para perdoar os erros do passado e enfrentar
o difícil futuro que as aguarda.
Cristina Campos nasce em Barcelona em 1975. É licenciada em Ciências Humanas pela Universidade Autónoma de Barcelona. Acaba os seus estudos na universidade alemã de Heidelberga, onde também trabalha como coordenadora do Festival Internacional de Cinema da referida cidade. Depois de regressar ao país natal, começa a sua carreira no setor cinematográfico. Ao longo de dez anos, dedica-se à direção de casting para longas-metragens e séries de televisão. Atualmente, combina o seu trabalho no setor audiovisual com a sua paixão pela escrita. Uma Herança de Amor é o seu primeiro romance. Foi um dos dez romances selecionados para participar no Festival de Cinema de Berlim de 2016, na secção Books at Berlinale, com o propósito de realizar uma adaptação cinematográfica.
"Encontrei-te nas Páginas de um Livro" de Xavier Bosch (opinião)
Adoro livros que falem sobre livros, leitores, livrarias e afins…
por isso esta capa e este título fizeram logo o meu coração palpitar. E na
verdade, chegada agora ao fim desta leitura posso dizer, sem sombra de dúvida,
que muito mais do que a história de um amor ao qual o destino não sorriu, este livro é uma homenagem aos
livros e às livrarias, esses refúgios das palavras e museus do pensamento.
O enredo centra-se na história de um amor inesperado, fortuito,
entre Paulina, uma mulher barcelonesa casada e com uma jovem filha, e Jean-Pierre
Zanardi , o verdadeiro bon vivant, dono de uma galeria de arte em Paris. Os
dois conhecem-se no casamento de uma prima de Paulina, e entre eles surge algo
tão intenso que, mesmo tendo o relacionamento durado apenas quatro dias, lhes
durará para toda uma vida. O autor fala de amor. Eu cá já não sei se assim lhe
chamaria.
Bem, este affair é descoberto acidentalmente, muitos anos mais
tarde, pela filha de Paulina que, por ter perdido a mãe em tenra idade e sentir que não a conheceu verdadeiramente, decide
ir em busca de mais informação sobre o tal romance. O
que ela descobre é, sem dúvida, precioso para uma jovem mulher que se encontra meio perdida na vida e que precisa de um empurrão para seguir no caminho certo, mas para nós, leitores, é igualmente preciosa a história que aos poucos se revela - a de um amor em que um dos protagonistas decide deixar o seu desenlace nas mãos do destino.
As personagens não são muitas, mas para preencher esse
vazio, quase que me dá a sensação que o autor criou um conjunto de personagens
silenciosas que enriquecem a história e dão cor aos livros de que tanto gostamos
– as livrarias. Paulina visita imensas livrarias (depois perceberão porquê) e até
há uma pequena passagem sobre a Livraria Lello que não posso deixar de
partilhar:
«Paulina nunca tinha visto uma livraria com uma fachada tão
imponente como a da Lello. Um edifício neogótico singular, com acabamentos modernistas
de pedra esbranquiçada. Pareceu-lhe mais uma igreja do que uma loja. No entanto, ela estava ali com uma ideia, e
naquele momento de obsessão não tinha tempo para contemplar os pormenores arquitectónicos.
Porém, quando entrou, a primeira vista de olhos minava toda a livraria
lembrou-lhe a escadaria do Titanic que tinha visto num livro que tinha em casa.
Era uma escada senhorial, com essa forma nobre de envelhecer que a madeira
escura tem. Depois, quando levantou a cabeça e viu a grande curva da escada,
como um bicho de conta gigante a espreguiçar-se, ficou extasiada. Com as indicações
em português, não teve problemas para se orientar. Aquilo que procurava tinha
de estar no primeiro andar. Ao chegar lá, apercebeu-se que a escada tinha uma
barriga que parecia mágica, como se estivesse suspensa no vazio. O teto, um vitral
de cores de ponta a ponta, era outra obra de arte que iluminava toda a Livraria
Lello & Irmão.»
O que poderia ter sido uma simples e banal história de amor,
Xavier Bosch conseguiu transformar numa pequena pérola para os amantes de
livros, como eu. A não perder!
«- Sabes como é que chamam no Egipto a uma biblioteca? (…) O
tesouro do remédio da alma.»
P.S. Adorava fazer uma viagem a visitar todas as livrarias que
Paulina visitou. Que itinerário maravilhoso seria!!
Para mais informações sobre este livro podem visitar a página do mesmo no site da Marcador.
"Dei o Teu Nome às Estrelas" de Rui Conceição Silva (Opinião)
Antes de escrever seja o que for, tenho de agradecer ao autor pela homenagem prestada às terras que tão bem descreve e aos pintores que me levou a conhecer tão pormenorizadamente. Isto para além de nos ter brindado com uma história de amor lindíssima, daquelas que nos trazem as lágrimas aos olhos e nos amolecem o coração. Obrigada, Rui. 💚
E foi exatamente a pureza das terras e das gentes que conquistou igualmente os pintores José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, adeptos do Naturalismo, ou seja, um movimento na Literatura e nas Artes Plásticas, que se traduz num radicalismo do Realismo, em que se dá mais importância à representação fiel da natureza em detrimento da imaginação ou criatividade.
Bem, para quem quer saber do livro em si, desenganem-se se pensam que tudo o que vos falei acima, contribui para o tornar maçudo ou desinteressante. Muito pelo contrário! É absolutamente maravilhoso, cativante e interessantíssimo. E a forma como o autor entrelaçou a vida de pessoas que foram reais com personagens ficcionadas, é fabulosa! Para além do mais, esta história está maravilhosamente bem escrita, com a fluidez característica do autor, sendo que os meus post-its levaram um grande sumiço graças a este livro. Podem ver o resultado: uma lombada colorida a anunciar as pérolas escritas por Rui Conceição Silva.
Após ter ficado encantada com o livro "Quando o Sol Brilha", voltei a encantar-me com este "Dei o teu nome às estrelas". Dei por mim a passear por terras que descobri há uns anos e que em 2017 foram devastadas pelos incêndios. Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande, Ribeira de Age, Fragas de São Simão, e por aí fora... Vilas, aldeias e lugares portugueses que pertencem a um mundo à parte, longe do rebuliço dos turistas e do litoral, representam o que Portugal ainda conserva de mais puro e genuíno.
![]() |
| Campanário de Figueiró, José Malhoa, 1908 |
(Não sou grande especialista em Arte, pelo que espero ter conseguido passar a ideia corretamente. Que me corrijam os entendidos no assunto, caso esteja para aqui a escrever disparates.)
![]() |
| Embraçar cebolas, José Malhoa, 1896 |
Em destaque: "Dei o teu nome às estrelas" de Rui Conceição Silva
A vida passa, o tempo escasseia, o amor prevalece.
Sinopse:
Em 1883, numa terra como tantas outras, perdida na imensidão das serras e longe dos olhares do mundo, vivia Joaquim, professor e narrador desta história, um homem sem alento, esperando por tempos que não vinham.
Contudo, nesse ano, chegam à terra duas pessoas que irão mudar a sua vida para sempre: José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, semeadores de maravilhas. É com eles, e com outros caminhantes, que Joaquim encontrará o lado bonito da sua terra, qual paraíso escondido entre montanhas.
Um dia, ele escuta a voz de Olinda, a mulher que lhe seduz os silêncios e os sonhos, e fica preso a esse amor, o único que guardará eternamente.
Sobre o autor:
Rui Conceição Silva nasceu em 1963 em Figueiró dos Vinhos, onde reside. É casado e tens dois filhos. Apesar de ter vivido em Coimbra, Tavira e Lisboa, é na sua terra que se sente completo. Escreveu um primeiro romance, Quando o Sol Brilha (2015), onde fala da saudade triste da perda de alguém que se ama, mas também da reconciliação necessária com a vida e com toda a sua beleza. Dei o Teu Nome às Estrelas é o seu segundo romance.
Sinopse:
Em 1883, numa terra como tantas outras, perdida na imensidão das serras e longe dos olhares do mundo, vivia Joaquim, professor e narrador desta história, um homem sem alento, esperando por tempos que não vinham.
Contudo, nesse ano, chegam à terra duas pessoas que irão mudar a sua vida para sempre: José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, semeadores de maravilhas. É com eles, e com outros caminhantes, que Joaquim encontrará o lado bonito da sua terra, qual paraíso escondido entre montanhas.
Um dia, ele escuta a voz de Olinda, a mulher que lhe seduz os silêncios e os sonhos, e fica preso a esse amor, o único que guardará eternamente.
Sobre o autor:
Rui Conceição Silva nasceu em 1963 em Figueiró dos Vinhos, onde reside. É casado e tens dois filhos. Apesar de ter vivido em Coimbra, Tavira e Lisboa, é na sua terra que se sente completo. Escreveu um primeiro romance, Quando o Sol Brilha (2015), onde fala da saudade triste da perda de alguém que se ama, mas também da reconciliação necessária com a vida e com toda a sua beleza. Dei o Teu Nome às Estrelas é o seu segundo romance.
"Lições da Matilha" de Cesar Millan (opinião)
Qualquer pessoa que tenha um cão ou goste destes amigos de quatro patas, sabe bem do que eles são capazes. Não falo das brincadeiras, ou dos sapatos estragados ou mobiliário roído. Falo do amor incondicional que eles demonstram pelos seus donos, da vontade de nos agradar, do respeito que merecem. Os que se enquadram nesta categoria, fiquem atentos, pois este livro é para vocês.
No Lições da Matilha, Cesar propõe-se, não a ensinar-nos como treinar o nosso cão, mas a partilhar com o leitor o que os cães da sua vida lhe ensinaram. Todos nós tivemos experiências com cães. Boas, menos boas, excecionais e inesquecíveis... bem, eu por mim falo. Já dava para escrever um livro com as histórias dos patudos que partilharam a minha vida, sendo a Lucille a última (ver foto abaixo).
Pontuado com pequenas pérolas, frases de filósofos, escritores, psicólogos, e até provérbios de diversos países, sobre estes nossos amigos de quatro patas, Cesar vai-nos contando, na sua linguagem simples e direta ao coração, sobre a sua vida, e principalmente sobre as lições que foi aprendendo ao conviver com os cães.
«Os cães são a nossa ligação ao Paraíso.
Eles não conhecem maldade, nem inveja, nem descontentamento. Sentar-se com um cão numa colina durante uma tarde gloriosa é regressar ao Éden, onde não fazer nada não era aborrecido - era paz.»
Milan Kundera
Respeito, Confiança, Perdão, Sabedoria, Aceitação, são alguns dos temas de aprendizagem, já para não falar da partilha de experiências de algumas personalidades famosas que recorreram à ajuda de Cesar com os seus animais.
Eu, que gosto de ver o programa deste encantador de cães onde aprendo sempre qualquer coisa para por em prática com a minha pipoca, gostei especialmente deste livro, onde pude aprender um pouco mais sobre estes seres que são anjos na Terra, e sobre a vida deste homem que lhes dedica o seu tempo e amizade.
Gostei imenso. Um excelente livro para todos os amantes de cães.
Recomendo!!
No Lições da Matilha, Cesar propõe-se, não a ensinar-nos como treinar o nosso cão, mas a partilhar com o leitor o que os cães da sua vida lhe ensinaram. Todos nós tivemos experiências com cães. Boas, menos boas, excecionais e inesquecíveis... bem, eu por mim falo. Já dava para escrever um livro com as histórias dos patudos que partilharam a minha vida, sendo a Lucille a última (ver foto abaixo).
Pontuado com pequenas pérolas, frases de filósofos, escritores, psicólogos, e até provérbios de diversos países, sobre estes nossos amigos de quatro patas, Cesar vai-nos contando, na sua linguagem simples e direta ao coração, sobre a sua vida, e principalmente sobre as lições que foi aprendendo ao conviver com os cães.
«Os cães são a nossa ligação ao Paraíso.
Eles não conhecem maldade, nem inveja, nem descontentamento. Sentar-se com um cão numa colina durante uma tarde gloriosa é regressar ao Éden, onde não fazer nada não era aborrecido - era paz.»
Milan Kundera
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