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Opinião: "Maame" de Jessica George

Terminei este livro ontem à noite, e nem sei bem o que achar dele. Por um lado gostei, por outro, não correspondeu bem às minhas expectativas, mas por outro ainda, também me surpreendeu. Percebem o que quero dizer? É um livro que me provocou sentimentos mistos. 

Não sendo bem o que eu estava à espera - a história de uma mulher dividida entre culturas à procura do seu lugar no mundo, assim do género de "Bolo Negro" de Charmaine Wilkerson - acabou por ser o que eu precisava de ler - uma história de afirmação e superação de um luto complicado. Mais do que isso, é a história de uma jovem que foi obrigada a crescer cedo demais, e que tenta afirmar-se como como adulta.

Gostei imenso da personagem de Maddie, tão real, tão cheia das "imperfeições" típicas da adolescência, mas simultaneamente tão resiliente. Grande parte da força desta história reside exatamente nesta personagem, na sua vulnerabilidade e na força, que vai arranjar não sei onde. 

Não apreciei particularmente as partes das pesquisas de opiniões nos chats online, mas acho que faz parte da dependência das tecnologias dos jovens de hoje, e talvez eles se revejam no gesto. 

Apesar de ser um livro que considero mais adequado a jovens adultos, posso dizer que gostei da leitura. É uma leitura algo leve, apesar de tocar em alguns temas mais pesados.

Opinião: "A Rapariga do Vestido às Riscas" de Ellie Midwood

Já tanto livro se escreveu sobre as atrocidades cometidas pelos nazis na Segunda Guerra que, por vezes, se torna complicado decidir pegar em mais um. Mas este surgiu-me com uma história que me pareceu diferente. Pelo menos, uma parte que eu desconhecia - os armazéns chamados Kanada, onde os prisioneiros tinham algumas regalias, e (sobre)viviam com alguns "luxos" interditos ao restantes. Podiam manter o seu cabelo, vestirem-se um pouco melhor, alimentar-se um pouco mais, e até ter almofadas para dormir, por exemplo.

O nome Kanada foi dado pelos prisioneiros que encaravam esses ditos  armazéns como a terra da abundância. Mais tarde, o nome foi adotado pelos próprios nazis. Tratava-se nem mais nem menos do local onde chegavam os bens dos quais eram despojados os prisioneiros à chegada aos campos. Ali, era feita uma seleção e limpeza para uma posterior reutilização dos mesmos pelo povo alemão. 

O livro fala-nos desta realidade através do julgamento de desnazificação de Franz Dahler em 1947, na Alemanha. Franz tem a seu favor uma testemunha peculiar, a sua mulher. A sua mulher judia e ex-prisioneira de guerra.

Recorrendo à presença de um psiquiatra no painel de supervisores americanos, este julgamento era um pouco diferente dos demais. E através do testemunho quer de Dahler, quer de Hélene (a sua esposa), vamos conhecendo a história deste casal que acabou por terminar a guerra juntos.

A dúvida permanece até ao fim: será um caso de Síndrome de Estocolmo, ou será possível que seja verdade, e que Dahler corresponda a um daqueles jovens nazis que apesar da lavagem cerebral a que foi sujeito desde criança, conseguiu ganhar alguma consciência contra a ideologia nazi e as atrocidades cometidas em nome do Führer?

Apesar de ser ficcionada, esta é uma história baseada em factos reais e nos testemunhos dos que sobreviveram a esta experiência, é mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial. Uma história um pouco diferente, que me acompanhou nestes primeiros dias do ano. Não é uma história de amor, mas uma história de sobrevivência. Gostei.

Opinião: "Olá, Linda" de Ann Napolitano

Primeiro foi o nome. Não sabia exatamente em que contexto se situaria a saudação. Depois a capa. Era diferente, um pouco estranha até. Mas não deixava de me agradar. Espreitei a sinopse... (algo que não gosto muito de fazer pois quero que o livro seja uma completa surpresa). 

Assim que li:

"com Julia vem a sua família, pois ela e as três irmãs são inseparáveis: Sylvie, a sonhadora, é feliz com o nariz enfiado nos livros; Cecelia é um espírito livre, apaixonado pelas artes; Emeline cuida pacientemente de todos eles. Com os Padavanos, William experimenta um novo sentimento: ter um lar, pois cada momento naquela casa é repleto de caos amoroso." 

Soube que tinha de o ler, pois adooooro dramas familiares e histórias com irmãs.

Foi uma excelente decisão, pois este livro habilitou-se a ficar no meu TOP 5 de 2023. Que história! Simplesmente adorei conhecer as irmãs Padavano, tão diferentes umas das outras! Que personagens tão ricas e bem desenvolvidas. Sei que me vão acompanhar durante algum tempo, assim como a sua bela e algo triste história.

O título sempre me fez espécie, mas garanto-vos, quando finalmente percebi o seu porquê, o meu coração saltou uma batida. Apesar de ser um drama, não fez chorar. Fez-me sim sentir agradecida e de coração cheio. Se há livros que têm esse efeito, este é, sem dúvida, um deles. 

Demorei algum tempo a lê-lo, pois quis lê-lo devagar, saboreando cada pormenor, adiando o final, para poder passar mais tempo na companhia das irmãs Padavano. Aposto que se fosse a Chicago, mesmo sabendo que ía ficar desiludida, pois não existem, iria à procura dos murais de Cecelia.

Adorei este livro. Por favor, não deixem de o ler.

Em destaque: "A Rapariga do Vestido às Riscas" de Ellie Midwood

Ela recusou-se a desistir. 
E ousou voltar a sentir.
Sinopse:
Helena desce da carruagem de transporte de gado para o chão gelado de Auschwitz. Tem 24 horas de vida. Programada para ser morta no dia seguinte, nem chegou a ser tatuada com o número de prisioneira. Quando um oficial de uniforme cinzento marcha na sua direção e a puxa para longe, ela teme o pior. Ele, todavia, diz-lhe que é o aniversário de um outro oficial e ordena que ela cante para ele.
Dentro do barracão da SS, o ar é quente, carregado de fumo de cigarros e barulho. Quando Helena termina de cantar, Franz, o oficial aniversariante, oferece-lhe uma fatia de bolo — a primeira coisa que ela come desde há dias. E aí mesmo, ele ordena que a vida dela seja salva, mudando para sempre o curso do seu destino.
O que se segue é uma história que deveria ser impossível, mas que salvou a vida de ambos - e de centenas de outras pessoas - de mais do que uma maneira.

Sobre a autora:
Ellie Midwood é uma autora norte-americana premiada e bestseller do USA Today.
Deve o seu interesse pelo tema da Segunda Guerra Mundial ao avô, militar numa importante formação do Exército Vermelho durante aquele conflito.
Em criança, escutava os seus relatos sobre a experiência na frente de batalha. Depois, quando cresceu, o seu interesse pela História intensificou-se e Ellie passou das leituras sobre a guerra para a escrita sobre a mesma.
Após concluir uma formação em Linguística, Ellie decidiu fazer da escrita a sua carreira e passou a dedicar-se inteiramente a esta atividade.

Em destaque: "Maame" de Jessica George

A história de crescimento e autodescoberta de uma mulher dividida entre duas culturas em busca do seu lugar no mundo.

Sinopse:
Maddie está à espera de que a sua vida comece. Aos 25 anos, é a principal cuidadora do pai, que sofre de doença de Parkinson, enquanto a mãe se ausenta durante longos períodos no Gana. O seu emprego como assistente administrativa num teatro de Londres está a revelar-se um beco sem saída e Maddie está cansada de sentir que é a única pessoa negra em qualquer reunião de trabalho.

Quando a mãe anuncia que vai regressar a Londres durante um ano, Maddie aproveita para sair de casa e começar a fazer todas as coisas que as outras pessoas da sua idade já parecem dominar. Começa a partilhar um apartamento com duas outras raparigas, aceita sair à noite com as amigas, decide pedir mais responsabilidades no trabalho e lança-se no desconcertante mundo das aplicações de encontros amorosos.

Tudo parece estar a entrar nos eixos quando algo terrível acontece, obrigando Maddie a confrontar-se com a natureza pouco convencional da sua família e a complexidade de se sentir dividida entre dois países e duas culturas. Porém, é ao lidar com questões como o trauma, o racismo, a sexualidade e a saúde mental que Maddie tem a oportunidade de descobrir a sua própria força e a sua própria voz.

Sobre a autora:
Jessica George é uma autora britânica, natural de Londres, filha de pais ganeses. Estudou Literatura Inglesa na Universidade de Sheffield. Depois de trabalhar numa agência literária e num teatro, conseguiu um emprego no departamento editorialda Bloomsbury UK.

Maame é o seu primeiro livro, que se estreou como bestseller do New York Times e recebeu excelentes críticas por parte de várias publicações e de outros autores, tendo sido também um dos quatro finalistas dos TikTok Book Awards UK and Ireland 2023, na categoria de BookTok Book of the Year.

Opinião: "O Diário do Meu Desaparecimento" de Camilla Grebe

Esta foi uma leitura que me escapou das mãos. Não sei precisar a razão, porque tanto o tema como o local onde se desenrola a ação estão entre os meus favoritos. Gosto de um bom policial nórdico! No entanto, a atmosfera em que nos sentimos imersos ao longo do livro, deixou-me um gosto amargo na boca. 

Não consegui sentir empatia pela dona do diário - a psicóloga comportamental que supostamente estaria a analisar o crime, e que está a sofrer de uma espécie de Alzheimer precoce. E o sentimento de estar a ser sufocada por um manto de neve, quase me fez largar o livro.

Mas mantive-me fiel e continuei. Acabei por descobrir duas personagens mais ricas e verosímeis. Uma delas foi Malin, a jovem polícia que está de regresso à sua vila natal para assistir num caso com dez anos que foi entretanto reaberto. Apreciei sinceramente a dificuldade em gerir os seus sentimentos, quer relativamente à mãe, que ainda vive ali, como à própria vila de Ormberg, de onde Malin sempre tentou fugir.

A outra, não posso dizer para não estragar a leitura a quem for ler o livro. Mas digo apenas que foi uma personagem muito bem explorada pela autora. Um tema bem atual e interessante, principalmente neste contexto de pequena vila.

Confesso que se de início me custou um pouco a leitura, mais para o fim ela apurou-se, e deparei com um desenvolvimento que não estava nada à espera, pelo que a nível de surpresa, tenha de dar a este livro nota máxima. 

É uma leitura que recomendo para os amantes do género, desde que não coloquem as vossas expetativas muito lá em cima, já que, a meu ver, é uma leitura um pouco morna.

Opinião: "As Outras Mães" de Katherine Faulkner

Um thriller escrito por uma jornalista tem tudo a seu favor. O rigor dos factos, a organização da história, o perfil das personagens, são os fatores mais importantes de que pode ser considerado um bom thriller e esta autora não desilude.

Foi uma leitura que me cativou e me instigou a querer sempre continuar a ler. Não fosse a vida intrometer-se e tinha-o lido num dia!

O enredo é fantástico, cheio de voltas e reviravoltas que nos atraiçoam e nos deixam boquiabertos. A tensão e a suspeita sobem à medida que avançamos no livro, e lamento apenas o final, que lhe faltou um pouco de tcharan!

Adorei a abordagem do ponto de vista materno, visto que praticamente todas as personagens são mães recentes, e autora aborda alguns temas importantes dessa viagem, como a depressão pós-parto, ou traumas infantis, ou até o stress a que uma relação é sujeita após o nascimento de um filho.

De resto, gostei imenso da personagem principal, Tash, uma recém mamã que quer fazer o melhor para o seu filho, ao mesmo tempo que não deixar deixar por completo a sua profissão de jornalista. Gostei da sua falibilidade, da sua insegurança, advindas do seu novo estado, mas também da forma como a sua perseverança a impulsiona a querer descobrir mais sobre a morte e a vida de Sophie, trazendo ao de cima o bichinho de jornalista.

É um bom livro para desfrutar junto da piscina ou ao pé do mar. Uma leitura perfeita para o Verão! Recomendo.

Em destaque: "As Outras Mães" de Katherine Faulkner

Elas têm tudo. Incluindo segredos.

Um thriller original e habilidoso sobre assassínio, classes sociais e maternidade, ambientado numa das zonas mais elegantes de Londres.

Sinopse:
Depois de ter deixado o seu emprego como jornalista por não o conseguir conjugar com a maternidade, Tash está agora determinada a regressar ao jornalismo como freelancer. Quando Sophie, uma jovem ama, é encontrada morta, em circunstâncias suspeitas, Tash percebe que esta pode ser a história de que precisa para relançar a carreira. Gerir a investigação e cuidar do filho, todavia, está a deixá-la esgotada, pelo que precisa de encontrar alguém em quem se apoiar.

Depois de conhecer uma das outras mães junto à creche onde deixa o filho, dá subitamente por si no sedutor mundo dos bairros abastados de Londres, repletos de casas deslumbrantes, brunches caros e festas infantis luxuosas. É então que outra jovem é encontrada morta. E quanto mais Tash investiga, mais lhe parece que as respostas a levam sempre para aquele grupo de mães.

Serão elas realmente suas amigas? Ou haverá outra razão pela qual Tash foi tão bem recebida naquele mundo exclusivo? É ela quem as tem observado? Ou será o contrário?

Sobre a autora:
Katherine Faulkner é uma autora e jornalista inglesa.
Estudou História na Universidade de Cambridge e fez uma pós-graduação em Jornalismo.
Desde então, trabalhou como editora, como chefe de redação adjunta no jornal The Times e também como jornalista de investigação, tendo recebido o prestigiado prémio Hugh Cudlipp de jornalismo de interesse público.
Vive em Londres com as duas filhas e o marido.

Opinião: ""Uma Espia Americana em Lisboa" de Madeline Martin

Que livro emocionante! Acho que é a primeira vez que leio um livro de ficção, de um autor estrangeiro, em que a ação se desenrola neste nosso cantinho à beira-mar durante a II Guerra Mundial. Adorei os pormenores que a autora desencantou, e a forma como retratou tão bem o ar que se respirava em Lisboa naquela época. 

Simultaneamente, outro local é abordado - Lyon em França, refém da opressão nazi, com a Resistence em plena atividade. É óbvio que a ação em Portugal, mais propriamente em Lisboa, Estoril e Sintra, é bem mais suave do que a que se desenrola em França. Mas não deixa de ser emocionante, pois forças  opostas movimentam-se na obscuridade, e a nossa "neutralidade" é bem demonstrada.

Adorei a personagem principal, Ava, uma jovem bibliotecária americana, enviada para Lisboa para recolher jornais, revistas e outros documentos, para enviar por micro-filme para os E.U.A. com informações relevantes sobre o conflito. Na realidade esta personagem foi inspirada nos bibliotecários americanos enviados para Lisboa, que eram homens, não mulheres, e todos eles deram um grande contributo para a participação positiva do seu país na guerra.

Este é o segundo livro de Madeline Martin que leio. Gosto como ela consegue abordar a II Guerra Mundial de uma forma diferente do habitual, sempre com personagens principais femininas, fortes e independentes, e com o mesmo amor e paixão pelos livros. Que venham mais livros dela! 


Em destaque: "Uma Espia Americana em Lisboa" de Madeline Martin

Da mesma autora de 
A Última Livraria de Londres, chega-nos um romance envolvente inspirado na história verdadeira de espiões bibliotecários a operar em Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial.

Sinopse:
Ava sempre achou que o seu emprego na Biblioteca do Congresso, em Washington, D. C., lhe traria uma existência pacata e rotineira. Mas uma inesperada proposta do exército norte-americano leva-a até Lisboa com uma missão: fazer-se passar por bibliotecária enquanto trabalha como espia, recolhendo informações secretas para os Estados Unidos. Enquanto isso, na França ocupada, Elaine começa a sua aprendizagem numa tipografia dirigida por membros da Resistência. Era um trabalho geralmente reservado aos homens, mas em tempo de guerra essas regras foram esquecidas.

No entanto, ela sabe que os nazis estão atrás da imprensa e das suas gráficas para silenciá-los. à medida que a batalha na Europa se agrava, Ava e Elaine, separadas por milhares de quilómetros, começam a comunicar através de mensagens codificadas, publicadas em jornais, e descobrem a esperança em tempos de guerra.

Sobre a autora:
Madeline Martin é uma autora ~bestseller do New York Times e do USA Today, que expressa o seu amor pela História através da escrita de romances históricos.
O seu romance A Última Livraria de Londres foi bestseller imediato do New York Times e os seus direitos de tradução foram vendidos para 12 países.

Opinião: "Marlene" de C. W. Gortner

 Este autor é daqueles que não desilude. Antes deste livro, li "Mademoiselle Channel" e "Lucrécia Borgia" e sinceramente, já cheguei à conclusão que tudo o que este homem escreva, eu vou querer ler. 

Gortner é um exímio contador de histórias, e todas as suas obras são fruto de um intenso trabalho de pesquisa, dando vida a personagens reais que deixaram a sua marca neste nosso mundo. É quase como um privilégio, entrarmos nas suas vidas pela mão deste autor, e ficarmos a conhecê-las intimamente, não só pelas histórias que deixaram, mas a sua personalidade, quem na realidade eram.

É esse o caso de Maria Magdalena Dietrich, mais conhecida por Marlene Dietrich. Neste magnífico trabalho, acompanhamos Marlene desde tenra idade, quando os seus sonhos ainda não alcançavam o seu potencial. Ficamos a conhecer a sua história familiar, o quanto ela influenciou as suas escolhas, o seu percurso na Alemanha e mais tarde em Hollywood. 

O autor consegue igualmente transmitir a realidade daqueles dias que antecederam a subida ao poder de Hitler, e as diferenças entre a Alemanha do antes e do depois. O que for ser alemã fora da Alemanha naquela altura, e como Marlene se tornou uma pedra no sapato de Hitler.

É sem dúvida um trabalho fenomenal, a qualidade da escrita a par e passo do rigor histórico. Adorei conhecer Marlene e recomendo a leitura deste livro sem hesitações!

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Deixo-vos a sinopse:

Criada num ambiente de relativa privação após a 1.ª Guerra Mundial, Maria Magdalena Dietrich, conhecida como Marlene, sempre sonhou com uma vida no palco. Quando a sua carreira como violinista é interrompida, Marlene decide desafiar as convenções sociais e forjar o seu próprio caminho. Envereda, assim, por um mundo boémio e desregrado ao atuar nos mais viciosos cabarés de Berlim. O seu estilo irreverente, a sua sensualidade e a sua voz única fazem de Marlene uma estrela.

Em 1933, quando os nazis ascendem ao poder, Marlene zarpa para a América, tornando-se uma das atrizes mais glamorosas de Hollywood, atuando junto a lendas como Gary Cooper, John Wayne e Cary Grant, e rivalizando com a enorme Greta Garbo. Manifestando sempre uma clara aversão ao regime nazi, Marlene decide pedir a cidadania americana e, quando o seu novo país entra na 2.ª Guerra Mundial, aceita deixar a América para atuar na linha da frente para milhares de soldados aliados.

Marlene parte como uma estrela, ansiosa por demonstrar o seu patriotismo, mas também por obter mais fama. Porém, o sangue derramado nos campos de guerra e o espetro de uma Alemanha devastada mudam-na para sempre.

Opinião: "Onde me Leva o Coração" de Sarah Ferguson

Que caixinha de surpresas! Este foi um livro cuja leitura me encantou e fascinou. A história de uma antepassada de Sarah Ferguson, a Duquesa de York, ruiva como ela, e talvez com outras características em comum, embora mais em sintonia com a época.

Belissimamente bem escrito, com a ajuda de uma co-autora a quem Sarah Ferguson agradece no fim, esta foi uma leitura tão cativante quanto interessante.

Adorei conhecer a Lady Margaret Montagu Douglas Scott, tão genuína nas suas ações, quanto nos seus pensamentos. O que me ri com certas situações! Uma verdadeira pedra no charco da sociedade aristocrata inglesa da altura. Embora por vezes hilariante, é também uma história de amor, mas à independência e à autodescoberta, que leva Margaret a sítios onde nunca sequer havia sonhado.

Baseada em factos verídicos, foi uma aventura e pêras! Não sabia bem o que espera, e até fui um pouco a medo, mas não havia nada a temer. É uma história maravilhosa, sobre uma pessoa real, uma mulher muito à frente do seu tempo que deixou marca por onde passou.

Recomendo sem hesitações! É uma leitura genial. :)




Opinião: "O Segredo da Livraria de Paris" de Lily Graham

Mais uma história do tempo da Segunda Guerra que fez o meu coração bater um bocadinho mais forte. Sugiro que acompanhem a leitura com uma caixinha de lenços de papel. ;)

Como em muitos livros do género, a ação passa-se em dois tempos: um, em plena Segunda Guerra Mundial, aquando da invasão de Paris pelos alemães; outro, duas décadas após o fim da guerra.

O local é o mesmo em ambas as épocas: uma livraria encantadora situada no centro de Paris.

As personagens: uma jovem franco-inglesa que arranja emprego numa livraria de Paris, enquanto tenta descobrir a história da sua família; e o dono da livraria, um velho rezingão e mal disposto, que afugenta os clientes ao sabor das opiniões dos livros que lêem.

Temperado com algum humor, é sem dúvida uma história bem bonita e por vezes complicada de se ler. Principalmente se imaginarmos o quão difícil foi para o amor prosperar num tempo em que não havia lugar para ele.

Adorei conhecer Valerie e a sua curiosidade sobre aquela época e a sua família. Eu também estaria curiosa ao saber que vivi em Paris durante os meus primeiros 3 anos, para depois ir viver com uma "tia" exatamente quando a guerra terminou. É esse o mote que empurra Valerie numa perseguição da verdade, e que a leva ao encontro de um segredo muito bem escondido do passado.

Acho que a autora abordou um tópico ligeiramente diferente do dito "normal" de quando falamos de nazis e invasão na Segunda Guerra. E fê-lo com habilidade e mestria, mostrando-nos que nem sempre, só um dos lados tem razão, mas que às vezes essa apenas se encontra no meio, na reconciliação.

Recomendo sem hesitações. É uma leitura que vale a pena!

Em destaque: "O Segredo Da Livraria De Paris" de Lily Graham

Uma encantadora livraria parisiense esconde um segredo trágico capaz de destruir uma família…

Sinopse:

Valerie tinha apenas 3 anos quando viu Paris pela última vez. Perante os horrores da Segunda Guerra Mundial e das perseguições nazis, foi enviada pelo avô para Inglaterra com um familiar, para longe do único lar que alguma vez conheceu. Duas décadas após o final da guerra, Valerie, já adulta e praticamente sozinha no mundo, está determinada a regressar a Paris e perceber o que aconteceu com os seus pais.

Ao saber através de um amigo que a livraria do avô está à procura de contratar alguém, Valerie responde ao anúncio e, dando um nome falso, trava conhecimento com o taciturno e rabugento Vincent, que não a reconhece. E é aí que, entre livros e a sombra de um passado com feridas difíceis de sarar, Valerie fica a conhecer a trágica história de uma Paris ocupada pelos nazis, de um amor proibido e de uma mãe disposta a sacrificar tudo pela sua filha.

Os elogios da crítica:

«Aviso: este livro vai fazê-lo chorar. Uma das histórias mais comoventes que já li.» — The Book Trail


Sobre a autora:

Lily Graham cresceu na África do Sul e foi jornalista durante vários anos. É autora de sete romances, incluindo The Paris SecretThe Island Villa, e O Bebé de Auschwitz, cujos direitos de tradução já foram vendidos para seis países. Lily vive atualmente no sudeste de Inglaterra.

Em destaque: "Onde me leva o coração" de Sarah Ferguson - Duquesa de York

Romance histórico de SARAH FERGUSON, Duquesa de York, uma das personalidades mais reconhecidas da família real britânica.

Uma história de coragem, amor e liberdade, inspirada na família da Duquesa de York

Sinopse:

Londres, 1865. Na tentativa de se rebelar contra uma sociedade que espera das mulheres uma submissão conformada, a indomável Lady Margaret Montagu Douglas Scott decide escapar dos grilhões que a aprisionam, fugindo de um casamento forçado com um homem que despreza. Os olhares públicos, no entanto, não perdoarão essa escandalosa demonstração de desobediência, especialmente vinda da filha do duque e da duquesa de Buccleuch, próximos da rainha, e Margaret é afastada do luxo e conforto da vida na alta sociedade.

Encontrando a força necessária num grupo de espíritos rebeldes como ela, entre os quais a princesa Louise, lha da Rainha Vitória, Margaret embarca numa viagem de autodescoberta que, dos salões nobres da corte vitoriana, a levará à Irlanda, à América e de regresso ao Reino Unido, em busca da vida, do amor e da liberdade que, contra todas as expetativas e dificuldades, sempre sentiu merecer.

Os elogios da crítica:

«Os fãs de Downton Abbey irão maravilhar-se com este livro, que torna vívidas as intrigas e o requinte aristocrático do século XIX.» — Kirkus Reviews

«Uma história de coragem e determinação, tendo como pano de fundo o charme e as duras restrições da aristocracia britânica de meados do século XIX.» — Sir Julian Fellowes, criador de Downton Abbey

Sobre a autora:

Sarah Ferguson é duquesa de York e ex-nora de Isabel II, rainha do Reino Unido.
É também autora bestseller de livros infantis e de memórias, e produtora cinematográfica.
Atualmente, tem trabalhado na Children in Crisis, uma organização sem fins lucrativos fundada por si, que visa melhorar a vida de crianças e mulheres de origens desfavorecidas, e em produções acerca da época vitoriana, um dos seus maiores interesses.




Opinião: "Quando acreditávamos em Sereias" de Barbara O'Neal

Bem, o título "Quando Acreditávamos em Sereias" foi o grande responsável pela aquisição deste livro. Fiquei apaixonada. A promessa da sinopse também contribuiu. Uma família complicada, duas irmãs separadas pela morte de uma delas, uma imensidão de perguntas sem resposta... enfim, o meu tipo de praia. E não posso dizer que não tenha encontrado o que procurava, pois encontrei. Mas soube-me a pouco.

Com uma escrita cativante a autora soube-nos levar onde queria. Viajámos no tempo, conhecemos a família de Kit antes de um acontecimento trágico a ter atingido, cantámos à volta da fogueira, fizemos surf, chorámos e rimos com duas meninas quase selvagens...

No entanto, e a meu ver (aposto que muitas de vocês até irão gostar!) há uma personagem a mais - uma figura masculina, encantadora, que vai conquistar a personagem principal, e de certa forma tirar o foco da questão de fundo.

Não quero dizer com isto que o romance estragou a história, nem pensar. De certa forma contribuiu para a enriquecer. Mas preferia que a autora tivesse deixado a Kit sozinha com os seus fantasmas.

É um livro excelente para os dias quentes que se aproximam, pois as paisagens e as descrições das praias e sítios veraneios são fantásticas! A leitura é leve e descomplicada, embora com alguma profundidade. Recomendo como leitura de verão. :) Gostei bastante.

Em destaque: "Quando Acreditávamos em Sereias" de Barbara O´Neal

Duas irmãs inseparáveis . Um Passado doloroso e difícil de esquecer.

Sinopse:

Kit passou os últimos 15 anos a acreditar que a sua irmã tinha morrido num atentado terrorista. Mas tudo muda quando, certa noite, vê um vislumbre de Josie numa imagem transmitida no noticiário. A reportagem em direto mostra um incêndio numa discoteca em Auckland, na Nova Zelândia, e a mulher que Kit vê por breves instantes é inacreditavelmente parecida com a sua irmã. Mais do que surpreendida, Kit sente-se dominada pela angústia e pela raiva. Se Josie está viva, porque terá fugido e mentido à família durante tantos anos?

Por vezes confrontar o passado é a única maneira de seguir em frente.

Pressionada pela mãe, Kit viaja até à Nova Zelândia, determinada a encontrar a irmã. E é aí que inicia uma viagem pelas memórias da sua infância: recordações dos dias passados a brincar na praia com Josie e a aprender a surfar com Dylan, o rapaz que se tornou parte da família. Mas é também aí que relembra o trauma que lhes assombrou a vida.

Para que Kit e Josie possam reencontrar-se, terão de correr o risco de confrontar o passado e desenterrar os segredos que as mantiveram afastadas. Estarão dispostas a isso?

Elogios da crítica:

«Contada com mestria, é uma história a não perder sobre irmãs e segredos, danos e redenção, esperança e salvação.» — Susan Wiggs, autora bestseller do New York Times


Sobre a autora:

Barbara O’Neal é uma autora bestseller norte-americana com mais de uma dezena de títulos publicados.  O seu livro Quando Acreditávamos em Sereias foi um verdadeiro fenómeno de popularidade que rapidamente se tornou um bestseller da Amazon, do USA Today, do Washington Post e do Wall Street Journal, tendo sido um dos livros da Amazon mais lidos em 2020.  Barbara O’Neal vive em Colorado Springs, nos EUA, com o marido.

Opinião: "A Última Livraria de Londres" de Madeline Martin

Muito mais do que mais um livro sobre a Segunda Guerra, esta é uma história sobre o encantamento dos livros, sobre o despertar de uma leitora, e como é possível apoiarmo-nos nestes amigos intemporais, quando atravessamos dias negros e difíceis.

A história foi inspirada nas verdadeiras livrarias de Londres que se sobreviveram ao Blitz. Grace é uma jovem que por via das circunstâncias, vai viver para Londres quando a guerra está prestes a rebentar. Arranja emprego numa livraria, mesmo sem perceber nada de livros, mas acaba por se apaixonar pelo trabalho e pela leitura.

Os tempos não são fáceis para os londrinos, e muitos deles, tal como Grace, acabam por trabalhar como voluntários no Serviço de Defesa Civil, em horário pós-laboral.

É neste ponto que, a meu ver, este pequeno livro se torna tão rico. Dá-nos uma perspectiva bem real do que foi viver naquela altura em Londres, e do trabalho inestimável desses voluntários, que se dedicaram a ajudar a salvar vidas.

É uma história simplesmente bela, sobre a amizade, o amor, a bondade, a coragem e a perseverança. Recomendo!

“In a world where you can be anything, be kind”


Opinião: "A Vida Livresca de Nina Hill" de Abbi Waxman

Este é daqueles livros que os maluquinhos dos livros, como eu, não podem deixar passar. Retrata-nos na perfeição. Não só na personagem principal, como em outras personagens que vão entrando na história. Adorei! Revi-me em quase todas elas. Bem, só não tenho um gato. Tenho um cão. 

Rir é um excelente remédio, não é o que dizem por aí? Pois com esta leitura ri-me desalmadamente, deliciei-me com os pormenores referentes a livros, leitores, autores, grupos de leitura, bibliotecas, bibliotecárias, livrarias, livreiros, enfim, tudo o que se relacione com o tema.

O enredo está bem desenvolvido, e a velocidade do desenrolar da história é alucinante. Bem ao contrário de Nina Hill, que tenta levar tudo com muita calma e organização. Só por aí, dá para perceber que a história toda vai ser o caos. E é! 

Foi uma leitura leve e muito, muito divertida. Não há muito mais que dizer... têm de ler este livro!

Podem espreitar a sinopse na página da TopSeller »»» aqui.

P.S. Obrigada à minha querida amiga Rita, pela oferta do livro. Acertaste na mouche.


Em destaque: "A Última Livraria de Londres" de Madeline Martin

Agosto de 1939: à medida que as forças de Hitler se espalham pela Europa, Londres prepara-se para a guerra. 

Sinopse:
Grace Bennett sempre sonhara em mudar-se para a cidade, mas os abrigos e os blackouts obrigatórios que encontra à chegada nada têm que ver com o charme cosmopolita que idealizara. Além de que Grace sempre se imaginara a trabalhar num dos chiques armazéns de moda de Londres e não numa pequena e estranha livraria no coração da cidade.
A guerra, por fim, abate-se sobre Londres, provocando uma das suas maiores tragédias: noite após noite, as esquadrilhas de aviões da «guerra-relâmpago» alemã bombardeiam a cidade, arrasando-a impiedosamente. Sobrevivendo ao caos e à destruição, Grace resiste na livraria, descobrindo no poder das palavras uma força capaz de triunfar sobre as noites mais negras.
Uma homenagem ao poder da literatura, inspirada nas poucas livrarias londrinas que sobreviveram ao Blitz.

Crítica da Imprensa:
«Esta mistura de livros, romance e guerra não pode existir sem tragédia, mas a sua conclusão, cheia de esperança, vai, garantidamente, comover os apaixonados pela leitura.» — Booklist

Sobre a autora:
Madeline Martin é uma autora bestseller do New York Times e do USA Today, que expressa o seu amor pela História através da escrita de romances históricos.

O seu romance A Última Livraria de Londres foi bestseller imediato do New York Times e os seus direitos de tradução foram vendidos para 12 países.