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Opinião: "As Mulheres" de Kristin Hannah

Este foi um livro muito, muito interessante que adorei ler. 

Foi a primeira vez que li algo relacionado com a participação dos americanos na Guerra do Vietname, com uma abordagem mais abrangente, ou seja, com o foco nas mulheres que também fizeram parte do esforço de guerra e as quais mais tarde foram injustamente ignoradas.

Este livro é um hino de homenagem à sua participação. Às mulheres que serviram o seu país, quer como enfermeiras ou médicas, e que sofreram tanto quanto os soldados que lá serviram. Para elas não houve medalhas nem reconhecimento pelos sacrifícios que fizeram. No entanto, elas também regressaram a casa com PSTD, sofreram com as tragédias que viram e experienciaram, com as perdas e com todas as repercussões psicológicas do terror que foi essa guerra.

Para mim, este foi um dos melhores livros de Kristin Hannah que li. Não só aprendi imenso como me provocou emoções fortes, o que para mim é imprescindível num bom livro. Nota-se que Kristin Hannah tem amadurecido enquanto autora. As suas histórias mais recentes, e principalmente esta, são de uma riqueza extraordinária.

Recomendo!


Em destaque: "As Mulheres" de Kristin Hannah

Inspiradas pela coragem. Ligadas pela amizade. Unidas na esperança.


Sinopse:
Um retrato íntimo de uma mulher num jogo de perigos e, ao mesmo tempo, o épico de uma nação dividida pela guerra e fraturada pela política ¿ uma geração que se fez do sonho de um mundo melhor e que se perdeu no campo de batalha. As mulheres também podem ser heroínas. Quando a estudante de Enfermagem de vinte anos Frances «Frankie» McGrath ouve estas inesperadas palavras, tudo muda.

Criada num cenário idílico da costa da Califórnia e protegida pelos pais conservadores, sempre se orgulhou de fazer as escolhas certas, ser uma boa rapariga. Mas em 1965 o mundo está a mudar, e também ela imagina escolhas diferentes para si. Quando o seu irmão é destacado para a Guerra do Vietname, Frankie alista-se também no Corpo de Enfermagem do Exército norte-americano. Tão inexperiente como os homens enviados para combate do outro lado do mundo, Frankie sente-se esmagada pelo caos, pelo sofrimento e pela destruição provocados pela guerra, e pelos sentimentos inesperados que a invadem no regresso a uma América diferente e dividida.

As Mulheres conta a história de uma mulher que viu a guerra, mas desvenda igualmente a história de todas as mulheres que enfrentam o perigo para ajudar os outros. Mulheres cujo sacrifício e compromisso é, muitas vezes, esquecido. Este é um romance fulgurante e belíssimo, uma narrativa profundamente emotiva com uma heroína memorável, cujo idealismo e coragem extraordinários definiram uma geração.

Sobre a autora:
Kristin Hannah é a autora multipremiada e bestseller de mais de vinte romances, muitos dos quais publicados já pela Bertrand Editora, de que destacamos As Inseparáveis (Firefly Lane, a série inspirada no romance, está disponível em streaming na Netflix desde fevereiro), A Grande Solidão e o clássico moderno O Rouxinol (editado em 43 línguas e cuja adaptação cinematográfica, protagonizada por Dakota e Elle Fanning, tem estreia prevista para o Natal de 2022). Este último romance, aliás, foi eleito livro do ano (2015) pela Amazon, Buzzfeed, iTunes, Library Journal, Paste, The Wall Street Journal e The Week, vencendo também o Goodreads Choice Awards. Hannah, que começou por exercer advocacia antes de se dedicar à escrita, vive com o marido no noroeste dos Estados Unidos. www.kristinhannah.com

Opinião: Firefly Lane - "As Inseparáveis" e "Uma Estrela na Noite"


Li estes dois livros no verão e de seguida. Mas decidi esperar para ver a série televisiva (Netflix) e então depois escrever uma opinião mais completa.

Sobre os livros... confesso que li o primeiro só me apeteceu atirá-lo contra a parede quando terminei. 

ATENÇÃO SPOILER!!! Se não querem saber, não leiam mais esta opinião. ;)

O que raio iria a autora escrever no segundo livro já que uma das personagens principais morre no fim do primeiro livro. Para mim, não fazia sentido. Depois de começar o segundo, lá percebi. Apesar um ser a continuação do outro, de termos as mesmas personagens e locais e tudo e tudo e tudo, são realmente dois livros completamente distintos. Isto porque se um aborda a amizade de uma vida, o outro aborda a sobrevivência dos que ficam quando alguém que nos é querido morre. Quase nunca é fácil. E todos temos diferentes maneiras de reagir, de sobreviver. Nesse ponto de vista posso dizer que gostei bastante mais do segundo livro que do primeiro. Mas é um sentimento dúbio. Isto porque, não gostei assim lá muito de uma das duas personagens principais, a Tully. Não achei que ela fosse uma amiga por aí além. Eu pelo menos não lhe aturava nem 1/10 do que outra coitadinha lhe aturou. E este sentimento começou logo na fase em que elas vão para a universidade, portanto, ainda no primeiro livro.

Enfim, sobre os livros tenho a dizer que gostei q.b. É mais uma faceta desta autora camaleónica. Que tanto escreve interessantes romances históricos, como histórias românticas quase banais. Mas gostei. Foi uma leitura de verão que me manteve entretida.

Quanto à série, Firefly Lane - As Inseparáveis, é bastante fiel ao livro na primeira temporada. A segunda, não tem nada a ver. Pura fantasia televisiva! Em suma, vejam a primeira (as miúdas que interpretam as amigas Tully e Kate são o máximo!), e esqueçam a segunda. Tenho dito. ;)

Opinião: "Os Quatro Ventos" de Kristin Hannah

Este livro é um duro retrato da era apelidada de Dust Bowl (tigela de poeira), que foi um um fenómeno climático de tempestades de areia e seca extrema que ocorreu nos Estados Unidos da América durante a década de 1930 e que durou quase dez anos. Contribui e muito para o agravamento da crise económica que já assolava o país deste os fins da década anterior, e que ficou conhecida como A Grande Depressão.

O tema que Kristin Hannah aborda neste livro era-me totalmente desconhecido. E confesso, fiquei chocada com o que se passou entre pessoas do mesmo país, a forma como tão cruelmente se ignorou e destruiu o chamado Sonho Americano. Fez-me pensar imenso na situação atual dos migrantes, refugiados. Acho que a máxima de "olhar para trás e aprender com os erros" não está a ser usada. E os erros continuam a repetir-se.

Relativamente aos livros de Kristin Hannah, julgo já ter dito isto anteriormente, ela é uma verdadeira contadora de histórias, e neste não é exceção. Ela arrasta-nos para dentro da história, no meio de tempestades de areia e pó, que nos soam de tal forma reais, que damos por nós quase a tossir. 

As personagens, perfeitamente imperfeitas, conquistam-nos pela sua perseverança e ânimo. São verdadeiros exemplos de luta e conquista. Desde o casal Tony and Rose Martinelli, aos seus netos, e obviamente à própria Elsa, todos eles me pareceram tão reais. Tive pena que ela não tivesse dedicado mais um ou dois capítulos à história dos avós Martinelli, emigrantes italianos que chegaram ali apenas com um sonho. Mas Elsa, a mãe, superou todas as minhas expectativas. Ela é a personagem que mais admiramos, que nos inspira. Ela é uma lutadora, uma mãe inesquecível.

Gostei muitíssimo desta leitura. Foi uma leitura perfeita para final de ano. No entanto, tenho de o admitir, soube-me a pouco. Fiquei com vontade de saber mais sobre esta época, sobre esta década nos E.U.A. que tanta gente destruiu. Acho que o livro cumpriu mais uma das suas funções: espicaçar o leitor acerca de um tema. Muito bom!

Em destaque: "Os Quatro Ventos" de Kristin Hannah

Um romance total sobre o amor, o heroísmo e a esperança, num momento que redefiniu a América e o sonho americano.

Texas, 1934. 

Milhões de pessoas enfrentam o desemprego e uma terrível seca assola o vasto território das Grandes Planícies dos Estados Unidos da América. Os agricultores lutam por manter e dar vida às suas terras e aos seus animais, mas as colheitas são escassas, a água é cada vez mais rara e tempestades de areia com vaga após vaga de pó ameaçam cobrir tudo debaixo do sol. Um dos períodos mais negros da Grande Depressão, eram os anos do Dust Bowl, quando uma faixa do território da América se transformou numa aterradora taça de pó - o retrato de Florence Owens Thompson e dois dos seus filhos haveria de ficar imortalizado na lente de Dorothea Lange numa fotografia, Migrant Mother, que hoje todos reconhecemos. É neste período incerto e terrível que Elsa Martinelli - como tantos dos seus conterrâneos - terá de proceder à mais angustiante das escolhas: ficar e lutar pelo que tem de seu, ou partir para Oeste, rumo à Califórnia, em busca de uma vida melhor para si e para a sua família. Tudo na sua propriedade está a morrer, incluindo o seu casamento; cada dia é uma batalha desesperada contra a mãe-natureza e uma luta para a sua sobrevivência e a dos seus filhos.

Os Quatro Ventos é uma narrativa preciosa, um romance a que não falta nada, que dá vida e voz, de forma absolutamente extraordinária, à época da Grande Depressão e àqueles que por ela passaram - uma realidade demasiado cruel que dividiu os Estados Unidos e rasgou o sonho americano, criando uma trincheira entre aqueles para quem tudo não é suficiente e aqueles que nada têm de seu. Um testemunho de esperança, resistência, amor e da força do ser humano perante a adversidade.

Críticas de Imprensa:

«Épico e arrebatador, uma narrativa comovedora acerca da dificuldade e do amor. Majestoso e absorvente.» USA Today

«Uma combinação de realismo brutalmente honesto, personagens emocionalmente ricas e uma prosa irrefutavelmente luminosa e verdadeira desde a primeira linha.» Publishers Weekly

«Admirável. Uma leitura fértil e recompensadora sobre as ligações familiares, a perseverança, a amizade e a força do carácter.» Booklist

«Assombrosamente premonitório em 2021. A sua mensagem é de esperança e galvanizante: somos um conjunto heterogéneo de sobreviventes. Passámos por situações aterradoras antes; uma vez mais, voltaremos a enfrentá-las. Guarde aqueles que ama junto do seu coração.» The New York Times

«Mais do que qualquer outra coisa, uma história que toca todas as dimensões da nossa sensibilidade e que surpreenderá o leitor até à última página.» Associated Press

«Um esforço literário colossal que singra debaixo da luz do imprescindível, mas demasiadas vezes esquecido, papel das mulheres da geração que se formou na miséria e no pavor da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial.» People

Sobre a autora:
Kristin Hannah é a autora multipremiada e bestseller de mais de vinte romances, muitos dos quais publicados já pela Bertrand Editora, de que destacamos As Inseparáveis (Firefly Lane, a série inspirada no romance, está disponível em streaming na Netflix desde fevereiro), A Grande Solidão e o clássico moderno O Rouxinol (editado em 43 línguas e cuja adaptação cinematográfica, protagonizada por Dakota e Elle Fanning, tem estreia prevista para o Natal de 2022). Este último romance, aliás, foi eleito livro do ano (2015) pela AmazonBuzzfeediTunesLibrary JournalPasteThe Wall Street Journal e The Week, vencendo também o Goodreads Choice Awards. Hannah, que começou por exercer advocacia antes de se dedicar à escrita, vive com o marido no noroeste dos Estados Unidos.
www.kristinhannah.com

Opinião: "Em Nome do Amor" de Kristin Hannah

Nem sei bem por onde começar a escrever sobre este livro. :) É tão simples e ao mesmo tempo tão complexo que me deixou um pouco sem palavras. Mas vamos tentar.

Começo talvez pelo enredo. Kristin Hannah conseguiu pegar num tema já um pouco visto, abordá-lo de uma forma original e, simultaneamente, tocar em diversos pontos nevrálgicos para uma romântica incurável como eu. 

Liam Campbell nunca imaginou o quão devastador seria para a sua família quando a sua esposa tem um grave acidente e fica em estado comatoso. Imbuído de uma esperança e fé inabalável, ele senta-se, dia após dia, à cabeceira de Mikaela recordando-lhe da sua vida em conjunto e do amor que os une. Com a ajuda da sua sogra ele vai tentando gerir a situação, o seu trabalho e os filhos, mas o tempo vai passando e Mikaela não acorda. Liam descobre sem querer um segredo do passado da mulher que regressa para ameaçar as fundações da sua família. Sem querer dizer muito mais, deixo na ar a pergunta: será que o amor de Liam é o suficiente para recuperar a mulher das garras do passado? Ou será que o passado ainda tem força para destruir o seu lar?

Não só o enredo é interessante e nos faz empenhar em desvendá-lo, como a fluidez da escrita de Kristin Hannah nos mantém presos à narrativa. É uma história muito curiosa e as voltas e reviravoltas no enredo surpreendem mesmo! Gostei bastante. Fez-me lembrar um pouco as histórias de Nicholas Sparks. Recomendo!

P.S. A capa é linda! Dá vontade de emoldurá-la, não dá? ;)

Em destaque: "Em Nome do Amor" de Kristin Hannah

Uma paixão pode salvar uma vida

Sinopse:
Quando Mikaela Campbell, esposa e mãe amada, entra em coma, cabe ao seu marido, Liam, manter a família unida e cuidar dos filhos desolados e assustados. Os médicos dizem-lhe que não tenha esperança de que ela recupere, mas ele acredita que o amor é capaz de fazer o que a medicina não consegue. Todos os dias, senta-se ao lado dela, conta-lhe histórias da vida preciosa que construíram juntos, na esperança de que ela acorde. Mas depois descobre provas do passado secreto da mulher: um primeiro casamento com a estrela de cinema Julian True.

Desesperado por trazer Mikaela de volta a qualquer custo, Liam sabe que tem de pedir ajuda a Julian. Mas irá essa decisão custar-lhe a mulher, a família e tudo o que estima?

Críticas de Imprensa
«Tendo como cenário o esplendor da cadeia montanhosa North Cascade do estado de Washington, o (...) romance de Kristin Hannah vai buscar elementos à telenovela, ao cinema e aos contos de fadas para fazer um discurso simples sobre as complicações do amor.»
Publishers Weekly

«Um caso de leitura pela noite fora, não vai conseguir pousar o livro... Vai fazê-lo rir e chorar.»
The New York Post

Sobre a autora:
Kristin Hannah nasceu em 1960 no sul da Califórnia. Aos 8 anos a família mudou-se para Western Washington. Trabalhou em publicidade, licenciou-se em Direito e trabalhou alguns anos em advocacia, em Seattle. Quando a gravidez a obrigou a ficar de cama durante vários meses, Kristin retomou uns textos antigos que tinha escrita em parceria com a falecida mãe, que sempre dissera que ela seria escritora. O marido encorajou-a e assim que o filho nasceu, Kristin abandonou a anterior atividade profissional e dedicou-se à escrita a tempo inteiro. O primeiro êxito surgiu em 1990 e desde então que a sua profissão é escrever. A autora já publicou 19 romances. Ganhou prestigiados prémios como um "Rita Award" (Romance Writers of América) em 2004 com Between Sisters, e o National Reader's Choice. A sua obra está traduzida em várias línguas. Vive com o marido e filho na costa noroeste dos Estados Unidos.

"A Hora Mágica" de Kristin Hannah (OPINIÃO)

Não há como negá-lo, os livros de Kristin Hannah começam a ser um vício para mim. As suas histórias são muito interessantes e ela consegue captar a minha atenção logo nos primeiros parágrafos. Se intervalar a leitura de um livro é sempre um suplício, acreditem com este A Hora Mágico, foi mesmo complicado!

Existem três histórias dentro desta história. A história de Julia, uma psicóloga que acabou de atravessar uma fase complicada na sua vida profissional, a história da pequena Alice, por quem me apaixonei, e a história das duas irmãs, Julia e Ellie, que juntas vão ter de ultrapassar o que as separa para conseguir ajudar Alice, e para encontrar a felicidade que, sem que o saibam, está mesmo ao virar da esquina.

Este é um daqueles livros. A história de Alice é extremamente pungente, difícil de aceitar, mesmo sabendo que se trata de uma história fictícia. Ela aparece um dia na cidade de Ellie, um verdadeiro animal selvagem, que não consegue comunicar nem entender o que a rodeia.

Assim que a conheci lembrei-me imediatamente de outra história, esta com uma jovem adulta em vez de uma criança, mas com os mesmos contornos. Se não viram, ou se viram há muito tempo, aconselho... Nell, um filme com Jodie Foster e Liam Neeson. Deixo-vos o trailer embaixo.

Regressando à pequena Alice, é sem dúvida uma das minhas personagens favoritas deste ano. É uma personagem maravilhosamente bem explorada, e a sua evolução completamente verosímil. Acredito que Kristin Hannah deva ter feito um exaustivo trabalho de pesquisa, pois o resultado é fabuloso.

É um livro que não foge ao género que esta autora já nos habituou, mas prima pela originalidade e cuidado, pelo que não hesito em recomendá-lo, visto que o classifiquei como um dos melhores deste meu ano literário. Adorei.

"Um Amor do Passado" de Kristin Hannah (OPINIÃO)

Kristin Hannah é uma autora que só comecei a ler recentemente. Adorei "O Rouxinol", e deliciei-me com "A Grande Solidão", obviamente que agora tenho de ler tudo o que ela já escreveu e que esteja publicado em português. :) Não acontece o mesmo com vocês? 

Bem, este livro "Um Amor do Passado", publicado em exclusivo pelo Círculo de Leitores, foi publicado originalmente em 1996, apenas seis anos após Kristin ter enveredado definitivamente pela carreira de autora. Poder-se-á assumir que é um dos seus primeiros livros (o quarto, se não estou em erro), o que na verdade me deixa imensamente feliz por ter tido a oportunidade de o ler. 

Dá para perceber o quão envolvente é a escrita desta autora. O quanto já era quando começou a dedicar-se à escrita. Assim que começamos a ler, somos imediatamente envolvidos no enredo, ficamos fascinados com as personagens, ao ponto de querermos estar dentro da história para a percepcionar melhor. Este é um dom que não muitos autores possuem, e ainda bem que Kristin se dedicou em exclusivo à escrita, pois cada livro dela é uma verdadeira montanha russa de sentimentos e emoções para o leitor.

Sobre a história propriamente dita, já sabem que não vou falar muito para não vos estragar a leitura. Apenas vos resumo o essencial... há uma médica cardiologista, solteira que é mãe de uma adolescente "naquela fase". De repente, na lista dos seus pacientes mais urgentes, surge o tal amor do passado do título. A partir daí, é como vos disse, o leitor não mais tem descanso. Entre voltas e reviravoltas, andamos para ali às cambalhotas, suspirando, nos revoltando e até chorando uma ou outra lagrimita. Pelo sim, pelo não, mantenham a caixa de lenços de papel por perto. ;)

É um romance propriamente dito, com coraçõezinhos e bolas de sabão a flutuar. Mas, atenção, é igualmente uma história sobre a adolescência, sobre as relações intempestuosas entre mães e filhas, e sobre a importância de termos alguém em quem confiar, que nos dê a mão e nos guie na estrada complicada que é a vida.

Gostei imenso. E adorei a oportunidade de conhecer a autora no seu início de carreira. Muito bom! Recomendo. É uma leitura que vão certamente apreciar! E que venham mais livros da Kristin Hannah!!

P.S. Gosto mais do nome em inglês "Home Again". Transmite muito mais do que o título em português.

"A Grande Solidão" de Kristin Hannah (OPINIÃO)

Este é daqueles livros que me deixa sem palavras para o comentar. Não sei como descrever a tamanha beleza desta história. Li e respirei este livro. Alimentei-me das suas palavras à medida que os minutos fluíam noite adentro. E quando adormecia, sonhava com um Alaska indomado, com paisagens de tirar o fôlego, com uma natureza no seu estado mais puro que desafia tudo e todos. Com esta leitura deslumbrei-me, deliciei-me para depois me irritar, me apaixonar e novamente me revoltar. Nenhum outro livro conseguiu este feito. Por vezes num só capítulo. Entendem como é difícil explicar-vos o que foi para mim lê-lo?

"A Grande Solidão" é uma poderosa história sobre amor e perda, sobre luta e sobrevivência, sobre o estado selvagem, tanto no homem como na natureza. Nada me poderia preparar para o que encontrei ao abrir as primeiras páginas. Foi uma experiência maravilhosa.

A história parece simples. No entanto, é tudo menos isso. Leni e a sua mãe, Cora, preparam-se para mais uma mudança. Desta vez rumo ao Alaska, em perseguição de mais um dos sonhos de Ernst, um veterano da guerra do Vietnam que sofre do ainda não descoberto PTSD. Os três iniciam viagem completamente despreparados para o que vão encontrar, mas em conjunto com os simpáticos habitantes da baía de Kachemak, lá se vão equipando, aprendendo e preparando para o inverno que se aproxima. No entanto, como irão, entretanto, perceber, o perigo não se esconde apenas a cada esquina do Alaska. Esconde-se igualmente dentro da cabana dos Albright.


Kristin Hannah gosta de começar devagar. Ela vai construindo o enredo à medida que desenvolve as suas personagens. Desde o seu núcleo, ela as vai tecendo, até que as ficamos a conhecer profundamente. O que sentem, o que pensam, mesmo sem o verbalizar. É um dom maravilhoso, o desta autora.

Entramos então num tipo de narrativa imersiva, que mexe com todos os nossos sentidos e sentimentos. A par e passo com a agressividade da paisagem que rodeia a história, a brutalidade dos sentimentos que nos provoca é pungente. Foram poucas as vezes que  me senti assim ao ler um livro.


Mas não se enganem. A Grande Solidão é uma história de amor. Daquele amor tóxico que nos embriaga, daquele amor delicado que nos enternece, daquele amor enorme que nos faz crescer.

Desafio-vos: sujeitem-se a descobrir o que um livro vos pode fazer sentir. E depois contem-me como foi ler A Grande Solidão de Kristin Hannah.

Em destaque: "Um Amor do Passado" de Kristin Hannah

Um romance sobre as linhas frágeis que nos unem e a possibilidade de obter segundas oportunidades.

Sinopse:

Madelaine Hillyard é uma cardiologista mundialmente famosa, mas a sua vida pessoal não é assim tão bem-sucedida: mãe solteira dedicada, está em constante conflito com a filha Lina - uma jovem rebelde de 16 anos desesperada para conhecer o pai. O padre Francis DeMarco é o porto de abrigo de Madelaine, mas o mesmo não se pode dizer do irmão de Francis, Angel, que abandonou Madelaine - e a paternidade - muitos anos antes para ir em busca de fama e fortuna. Quando Angel regressa com uma situação clínica complicadíssima e procura ajuda junto das mesmas pessoas que traiu, a realidade  de todos vai mudar para sempre.

"Poderoso, aliciante e emocionalmente complexo."


"[...] uma história terna de crescimento emocional, perdão e da possibilidade de os milagres acontecerem."

Sobre a autora:
Kristin Hannah nasceu no Sul da Califórnia. Foi advogada e nos anos 90 dedicou-se à escrita. Publicou mais de 20 títulos, ganhou prestigiados prémios, como o Rita Award e o National Reader's Choice. Com o livro O Rouxinol ganhou os seguintes prémios em 2015: Melhor Livro do Ano da Amazon, Melhor Livro do Ano da Buzzfeed; Melhor Livro do Ano da iTunes; Melhor Livro do Ano do The Wall Street Journal; bem como os tão cobiçados prémios Goodreads e People's Choice.


"O Rouxinol" de Kristin Hannah (OPINIÃO)

Na maior parte das vezes, eu escolho os livros. Mas às vezes, confesso, há livros que me escolhem. Surgem e desaparecem, e depois voltam a aparecer, numa conversa, em destaque numa livraria, numa foto no Facebook. E eu sei que tenho de ler esse livro. Quase sempre acabam por ser livros extraordinários cuja leitura me marca mais do que qualquer um. O Rouxinol, meus caros, foi um desses casos. Publicado em Portugal pela Bertrand em fevereiro de 2015, passou-me despercebido. Até que há pouco tempo o nome surgiu, vi o teor a ser discutido e de repente comecei a vê-lo em todo o lado. Não houve como fugir. Tive que o ler.

É sem duvida uma leitura fenomenal. Não só a autora escreve com uma vividez impressionante, como não deixa nada em águas paradas, salta de cenário em cenário com agilidade, que para quem lê é quase como se estivéssemos a ver um filme. As personagens são tão verosímeis que temos a sensação que foram reais. No entanto, nem a vila onde se passa parte da ação existe (Carriveau). Eu fui ver. ;)

Mais uma vez, tenho como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Mas desta feita, em França e vista por um lado mais feminino. As mulheres que ficaram para trás, cheias de esperança que a guerra se resolvesse rapidamente e que os seus homens regressassem sãos e salvos, são as mesmas que meses mais tarde tentam sobreviver estoicamente à invasão das suas vilas, casas e camas pelos alemães.

Vianne e Isabelle são duas irmãs cuja relação nunca foi das melhores. Orfãs de mãe e emocionalmente negligenciadas pelo pai, vêem-se envolvidas numa guerra que lhe entrou porta adentro. Enquanto uma tenta sobreviver à invasão da sua pequena vila, acolhendo contrafeita um oficial alemão na sua casa, e consegue ir ajudando crianças judias a evitar os campos de concentração, a outra aventura-se para mais longe, aliando-se ativamente à Resistência e ajudando a salvar aviadores ingleses e americanos que caíam em território francês.

Ao longo da narrativa é certo, encontramos alguns clichés e lugares comuns sobre França e os franceses, mas, verdade seja dita, em termos gerais, é um livro extremamente bem elaborado que arrebata o leitor e o leva pela mão desde os primeiros dias da guerra em França até ao seu fim. 

Kristin Hannah, com este O Rouxinol, entrou no meu coração e agarrou-se a ele com unhas e dentes. Tão cedo não a deixarei partir. Preciso de ler mais livros desta autora que escreve com tanta graciosidade e realismo. Muito bom!

Para mais informações sobre este livro convido-vos a visitar a página do mesmo no site da Bertrand » aqui.