Mostrar mensagens com a etiqueta Biblioteca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biblioteca. Mostrar todas as mensagens

Biblioteca de S. Domingos de Rana - doação

Desta vez fui levar, não buscar. 😊😍💛
Mais um lote de livros para a biblioteca.
Qualquer dia tenho um dos corredores com o meu nome. 😉

Visita à Biblioteca... e ao passado


Noutro dia fui à Biblioteca Municipal da minha zona porque o meu filho queria ler um determinado livro. - A sério! Imaginem a minha cara de espantada quando o ouvi dizer que tinha de ir à Biblioteca! Bem, enquanto lá estava, tive de me abstrair dos livros que me rodeavam pois, nenhum deles, à exceção do que o meu filho queria ler, podia vir comigo para casa. - A sério! Já viram a minha pilha TBR?! Estou proibida de trazer mais livros para casa enquanto não a diminuir consideravelmente. Comecei então a recordar a minha Biblioteca. Não a que tenho em casa, mas a que foi a biblioteca da minha infância e adolescência: a Biblioteca Municipal de Belém.

Sabem que ainda me lembro do meu número de leitor? Era o 6180! E é com muita saudade que me lembro das horas que lá passava quando era miúda, à procura de livros para ler, e mais tarde, já adolescente, a estudar, consultando a internet de antigamente = as grandes enciclopédias.

Em relação aos livros que levava para ler em casa - nem todos podiam sair da biblioteca - lembro-me que só podia levar três de cada vez e que eu achava sempre que eram poucos, pois sabia que o primeiro, muito provavelmente, estaria despachado no dia seguinte. O que vale é que a biblioteca era a 50 mt da minha casa, pelo que voltar lá não era assim um grande problema. 

Eu adorava procurar livros para ler... Eles não estavam acessíveis, como hoje em dia. A grande maioria dos livros, para aí 95%, estavam guardados em arquivo só acessível aos bibliotecários. Existiam uns três ou quatro armários de arquivo enormes, exatamente como os da foto, com gavetões compridos e estreitos onde cada livro tinha uma ficha individual manuscrita, com os seus dados (autor, tradutor, editora, sinopse, localização, etc). Era por aí que escolhia os livros que queria ler, apontava o seu número num papel e entregava ao bibliotecário de serviço para os ir buscar. Às vezes os livros que eles traziam não era exatamente o que eu estava à espera e lá regressava aos arquivos para escolher outros.

São estes velhos tempos de menina, em que os livros já ocupavam um lugar importante na minha vida. :)


💜 Sobre a Biblioteca Municipal de Belém: 💜
Encontra-se instalada em parte do Palácio Angeja, um edifício setecentista situado na Rua da Junqueira, em Belém, Lisboa. 
Mandado construir por D. Pedro José de Noronha após o devastador terramoto de 1755, o Palácio passou por diversas fases, após ter servido de lar para os Marqueses de Angeja, foi convertido em prédio de rendimento em 1910 (destacando-se Almeida Garrett entre os moradores que albergou) e, posteriormente, num colégio reservado aos familiares de pescadores da frota bacalhoeira. 
Em 1962 foi finalmente adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, que o transformou em Biblioteca, inaugurada a 11 de junho de 1965, e mantendo-se aberta ao público até aos dias de hoje.


"O Grande Gatsby" de F. Scott Fitzgerald

Este era também daqueles livros que se encontrava na minha lista de imprescindíveis. Decidi antecipar a sua leitura pois tenho em estante um livro que aborda muito directamente a história de “O Grande Gatsby” e como é de esperar sabia que ía encontrar inúmeras referências a este livro, para as quais queria estar preparada.

“O Grande Gatsby” é considerado um dos 100 melhores romances do Séc. XX. É aliás um livro que, ao lado do “Por Favor Não Matem a Cotovia” ou “As Vinhas da Ira”, esteve (está?) na lista de leituras obrigatórias na disciplina de Inglês nos EUA. Por isso, como podem imaginar, a minha fasquia estava elevada.
Talvez tenha sido essa a razão que me custou um pouco a entrar na história, que não nos arrebata logo de imediato, mas que se vai entranhando até ao ponto de nos incomodar se não conseguirmos terminar a leitura.

É um livro que, em tom de crítica, retrata uma época dourada, onde um materialismo sem precedentes e uma falta de moral reinavam na sociedade norte americana.
Com o aumento da venda ilegal de álcool, o crime organizado atingia o seu auge, e as festas, como as organizadas pelo misterioso Sr. Gatsby, proliferavam por todo o lado.

A par e passo com o mistério sobre a figura do Sr. Gatsby, é-nos apresentado um lado mais romântico da situação: um amor que ultrapassou barreiras e oceanos e de alguma forma sobreviveu, para apenas vir a dar origem a um infeliz desfecho, que obviamente não vou aqui revelar.

A meu ver foi uma leitura que valeu a pena. E é impressionante como um texto escrito em 1925 pode ainda ser tão actual.

Sinopse:
Obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby (1925) tornou-se não só um clássico da literatura do século XX, como o retrato mais expressivo da «idade do jazz», em todo o seu esplendor e decadência. Jay Gatsby é o herói que personifica o materialismo obsessivo e o desencanto do pós-Primeira Guerra Mundial. Imensamente rico e desprovido de escrúpulos, Gatsby procura preencher o vazio que o domina tentando impressionar e conquistar Daisy Buchanan, por quem se apaixonara na sua juventude mas que entretanto casara com o milionário Tom Buchanan. No entanto, na sua busca de um amor e uma inocência perdidos, Gatsby encontra apenas o fim de um sonho.

"As Senhoras de Missalonghi" de Colleen McCullough

Colleen McCullough é uma das minhas autoras favoritas e é com grande prazer que vou descobrindo pequenos tesouros, edições antigas, livros perdidos no tempo, exactamente como este.
"As Senhoras de Missalonghi" foi um livro publicado em 1985, quase uma década depois de "Os Pássaros Feridos". Trata-se de uma pequena história, com um enredo bastante simples, embora deliciosamente elaborado, como todos os livros desta autora. É aliás o seu tipo de escrita, tão característica, que nos agarra logo após as primeiras páginas em que somos apresentados às três senhoras de Missalonghi e nos leva pela história fora até um final magnífico e algo inesperado.
É sem dúvida um livro a não perder!

Sinopse:
"Quem é John Smith? Que mistério envolve o seu passado? Por que é que decidiu viver sózinho no meio do mato, apenas cercado pelo silêncio? Foram estas as interrogações que assaltaram os indignados membros do clã Hurlingford, quando John mith desceu à cidade.
Ninguém no entanto veio a ser tão afectada por ele como a mais jovem das três senhoras que habitavam a casa Missalonghi.
A vida de Missy, com efeito, jamais parecera comportar qualquer tipo de surpresa, e o seu futuro podia prever-se com a mesma segurança com que as pessoas conheciam o seu passado.
À semelhança da mãe da tia solteira que viviam com ela, Missy era apenas mais uma das mulheres sem homem do clã Hurlingford, um ser de quem se tinha pena, mas que se explorava, se tratava com alguma sobranceria e ao qual não se atribuia qualquer especie de importância.
Só que havia quem soubesse que, por detrás da aparência formal daquela mulher, existia uma personalidade simultaneamente encantadora e ousada..."

"Um Homem com Sorte" de Nicholas Sparks

Sinopse:
Depois de um ano de interregno Nicholas Sparks regressa com o seu mais recente romance para encantar os leitores portugueses.
Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar. A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo.
De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido.
Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino.

A minha opinião:
Logo após as primeiras páginas apercebi-me que Nicholas Sparks voltou a usar da sua fórmula mágica (1+1)+(1)+(2)+(1)+(1?). Passo a explicar:
(1+1) Mulher (mãe, solteira, divorciada ou viúva) com um Filho (de alguma forma especial)
(1) Homem (sem filhos, solteiro ou viúvo)
(2) Casal de amigos ou familiares (um deles é normalmente irmão ou irmã de um dos protagonistas principais)
(1) Uma mulher idosa, amiga ou familiar, que normalmente presta bons conselhos a um dos protagonistas.
(1?) Um cão pertencente a um dos dois protagonistas.
Neste livro ele optou por retirar a importância habitual ao casal amigo (só aparecem uma vez no inicio do livro) e introduziu na história um ex-marido (o mau da fita).
Estava com esperança que o NS tivesse conseguido por se afastar desta fórmula, pois já o tinha tentado fazer no livro anterior (Uma Escolha por Amor), mas pelos vistos optou por não o fazer. Afinal de contas, para quê mudar uma fórmula vencedora? Ele é um dos autores mais lidos em todo o mundo e talvez seja esse o seu segredo.
E eu, apesar de refilar, acabo sempre por ler os seus livros. Confesso-me romântica e acabo por apreciar uma história do género de vez em quando.
Pois em relação à história em si, achei o enredo um pouco mais original, e de certa forma actual. O “galã da fita” é um soldado que regressa do Iraque (quantas histórias do género não deverão haver pelos EUA?) e que decide caminhar durante 5 anos, do Colorado rumo ao sul, em busca de uma mulher que só viu em fotografia. A história, aliás, gira à volta dessa fotografia, e do facto de ter sido considerada um talismã, salvando-o de algumas situações na guerra.
Não há muito mais para dizer, pois de facto, quem já leu Nicholas Sparks sabe que não há muitas surpresas, mas no fundo posso dizer que gostei.

"Onde estarás?" de Mary Higgins Clark

Sinopse:
Decorreram dez anos desde que o jovem Charles MacKenzie, júnior, («Mack») desapareceu. No entanto, obedece a um ritual todos os anos: telefona à mãe no Dia da Mãe. Sempre que lhe liga, assegura-a de que está bem, recusa-se a responder às perguntas frenéticas que ela lhe faz e desliga. A irmã de Mack, Carolyn, sente que nunca será capaz de voltar a ter paz de espírito e dar continuidade à sua vida enquanto não encontrar o irmão.

A minha opinião:
Mais uma vez um excelente policial pelas mãos de Mary Higgins Clark!
Desta feita, conseguiu manter-me em suspense desde meio do livro e apesar de ter percebido desde cedo que o "mau" não podia ser apenas um, fui completamente iludida até ao final!
Gostei bastante! 4* (como policial)

"Por Perto" de Martina Cole

Sinopse:
Mantenha os amigos perto e os inimigos mais perto ainda; mas mais perto de tudo, deverá estar a família.
Patrick Brodie está em plena ascensão. Gosta de arriscar mas, ao contrário do pai alcoólico, quer ter a certeza de que mantém por perto o que é seu. Também sabe exactamente até onde está disposto a ir para conseguir o que quer. E ele quer tudo. Já.
Em breve, iria arrumar com a velha guarda e tornar-se uma lenda viva. Violentamente. Ele e Lily estão determinados a que os filhos tenham tudo o que eles não tiveram, dê por onde der. Porém, o impensável acontece e Lily fica sozinha, com a família para cuidar, num mundo perigoso. Um mundo onde não se pode confiar em ninguém. Para sobreviver, os Brodie têm de se manter unidos. Mas os pecados acabam sempre por vir ao de cima.

Críticas da imprensa:
"A habitual narrativa imperturbável de Cole atravessa quatro décadas, e é fortalecida pelo humor chocante e a autenticidade indiscutível de quem sabe do que está a falar. "The Gardian

"Cole é uma das mais populares escritoras de policiais do Reino Unido, ultrapassando muitas vezes as vendas de Stephen Cole e Patricia Cornwell. Os seus romances empolgantes e gráficos retratam um meio social violento."Publishing News

A minha opinião:
Para se ler Martina Cole tem de se estar preparado. Não só para entrar no dia-a-dia de uma família dos mais baixos extractos sociais da Londres dos anos 70, como também no submundo do crime, da droga e da prostituição.
Demoro sempre cerca de 2 a 3 capítulos até me habituar ao tipo de "linguagem" utilizado. A autora escreve de uma forma nua e crua, chocando por vezes um leitor mais incauto, mas talvez seja essa a razão que me leva a voltar a lê-la. Não há floreados nos seus livros. Há a realidade apenas. Uma realidade bem diferente a que estamos habituados, mas nem por isso menos real.
A linha condutora das suas histórias são sempre a família e em "Por Perto" isso não foi excepção.
É uma leitura que aconselho a quem está farto de livros cor-de-rosa. Apesar de ser um pouco dura, a história acaba por ter uma mensagem positiva.
Gostei bastante, embora vá demorar mais algum tempo até sentir vontade em pegar noutro livro deste género.

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

ALGUNS DOS TÍTULOS QUE MAIS ME AGRADARAM NOS ÚLTIMOS TEMPOS

Será o final de Chocolate? Tire as suas dúvidas.

Provavelmente o melhor livro do ano!

Um excelente thriller!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Uma leitura magnífica.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

O clube de leitura do meu coração.

 

ASA

Quinta Essência

Planeta

Porto Editora

Bertrand

Lua de Papel

Cultura Editora

Oficina do Livro

Editorial Presença

Jacarandá

D. Quixote

Clube do Autor

Livros d'Hoje

Casa das Letras

Suma de Letras

Vogais

Saída de Emergência

Esfera dos Livros

TopSeller

Objetiva

Marcador

Visualizações de página na última semana

Copyright 2005-2019 Blogger Template Ipietoon (Adaptado por Fernanda Carvalho - a escrever sobre livros desde 2005)