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"Uma Mulher Respeitável" de Célia Loureiro (opinião)

Há opiniões que são muito difíceis de escrever. Esta é uma delas. É difícil porque, ao ler este livro, apercebi-me do seu potencial, gostei da qualidade da escrita da autora, apreciei a beleza e a riqueza do tema, mas de alguma forma sinto que o conjunto não correu bem. Terão sido os saltos temporais que me baralharam? Não sei. Só sei que tenho de tirar as teimas e ler o livro anterior - A Filha do Barão - até porque pelo que me apercebi, há personagens comuns aos dois livros.

Mas vamos por partes.
Foi o primeiro livro que li de Célia Loureiro. E a sua escrita conquistou-me de imediato ao transportar-me para um tempo onde os dizeres eram outros. Adorei a forma como descreve as pessoas e os lugares, as roupas e o mobiliário assim como a disposição das casas, lugares e ruas. Quase que parece que ela própria caminhou naquelas calçadas sujas e se cruzou com esses portugueses de outra era.

A história tem imenso potencial e houve ali uma altura em que nem consegui largar a leitura, ficando acordada bem para lá da hora de dormir. ;) Não são todos os livros que "merecem" este sacrifício! ;) As personagens são extremamente ricas e bem delineadas, tanto nos seus sentimentos como na forma como se movimentam no enredo e interagem umas com as outras

É como escrevi no início, este livro tem tudo para ser um excelente romance histórico português, mas a meu ver, falhou ali qualquer coisa, pelo que não me senti arrebatada como deveria ter sentido.
Vou tentar ler o anterior da autora e depois talvez regresse a esta opinião.

Quero dar os parabéns a Célia Loureiro pela coragem de escrever uma história intemporal com roupagem de outro século. E os meus parabéns igualmente à Marcador por mais esta aposta na literatura nacional!

P.S. E a capa escolhida é lindíssima!

Balanço de Leituras em 2016


Janeiro, é por norma, o mês em que se fazem balanços, análises, reflexões sobre o ano anterior.
Este ano faço o meu balanço literário um pouco mais tarde do que o habitual (costuma ser logo nos primeiros dias de janeiro), mas ainda muito a tempo.

Em 2016, e olhando para os números dos anos anteriores, foi o ano em que li menos livros: 55 livros.
A qualidade no entanto, não fica aquém. Acho que primei mais pela qualidade do que pela quantidade.  Podem ver aqui a página do registo.

A minha qualificação, confesso, é um pouco fora do normal, e já me perguntaram muitas vezes como funciona... Acreditem que, como quase tudo na vida, é algo em constante movimento e evolução. ;)

Basicamente classifico os livros de 1 a 5 estrelas, sendo que:
1 = Muito mau
2 = Mau
3 = Medíocre
4 = Bom
5 = Muito Bom
Só que depois aparecem livros melhores e mais que melhores e os números de estrelas vão aumentando.
Até ver:
6 = Muitíssimo Bom
7 = Excelente
8 = Arrebatador

Vamos lá ver o que acontece se eu ler um livro que considere ser mais do que "arrebatador"!

Bem, continuando com este meu balanço, em 2016, e analisando agora os números das classificações li:

  • 10 livros com 3 estrelas
  • 22 livros com 4 estrelas
  • 11 livros com 5 estrelas
  • 5 livros com 6 estrelas
  • 4 livros com 7 estrelas
  • 3 livros com 8 estrelas

Muitos me perguntam como é possível gostar de tudo o que leio e porque não tenho livros com más classificações.
Já tive em anos anteriores, acreditem. Mas agora, o que acontece é que nem me dou ao trabalho.
À partida tento escolher livros que me apelem, e que desconfio que vou gostar. Então se são autores conhecidos a percentagem de erro desce bastante.
Mas, se por acaso me vem parar às mãos um livro cuja leitura não me agrada após os primeiros capítulos, pura e simplesmente interrompo-a. Sei que alguns de vocês ficarão escandalizados, mas a verdade é que já muitas vezes apostei e insisti na leitura de grandes calhamaços, para no fim chegar à conclusão de que foi tempo perdido. É certo que também já me aconteceu o contrário, mas isso são casos raros. E com tanto livro aí por ler...

Uma coisa que me deixa sempre em dúvida é quando nos pegamos num determinado livro em que a altura se revela não ser a ideal para o ler. E aí, como classificá-lo? Dá-se uma má classificação porque a leitura não me agradou, ou uma classificação boa, porque o livro até era um bom livro...
Fica a questão: Haverá alturas e momentos certos para cada livro?

Em suma, julgo que as minhas leituras em 2016 foram interessantes, embora pudessem ter sido um pouco melhores.
Como decisão de princípio de ano, vou tentar alargar as minhas escolhas a outros géneros.

Boas leituras para todos!

"A Derradeira Ilusão" de Diane Chamberlain (opinião)

Mais uma vez vejo-me rendida às histórias desta autora. Desde que li "O Segredo da Minha Irmã" que tive de procurar mais dela para ler. Encontrei "A Confissão da Parteira", uma livro de 2013, e logo a seguir surgiu "Vidas Esquecidas" - um livro mesmo fora de série. Todos eles são títulos que valem a pena ler. A autora tem uma predileção por temas fortes, não há dúvida. E ensina-nos ou relembra-nos sobre a História e os acontecimentos que não se devem esquecer.

E realmente é verdade. Nunca mais esquecerei o "Vidas Esquecidas", em que descobri sobre o que foi o Projeto Eugenia, e como tantas vidas ficaram prejudicadas com a loucura de alguns homens.

Entretanto, e mais propriamente sobre este livro, "A Derradeira Ilusão", a autora volta a abordar alguns temas muito fortes: a adoção, o horror de uma doença degenerativa e a eutanásia.

Saltitando entre o presente e o passado, ela conta-nos a história da adorável Molly, a personagem principal, cuja vida está tragicamente dilacerada em duas partes.

Molly e o seu marido são dois candidatos perfeitos para adotar um bebé. Mas por trás dessa perfeição, Molly esconde um terrível segredo, pelo que ela terá de enfrentar os fantasmas do passado para conseguir encontrar a felicidade no presente.

Com uma escrita fluida e consistente, a autora envolve-nos nesta história, levando-nos a querer descobrir os segredos que esconde Molly, enquanto que simultaneamente nos abre os olhos para realidades que muitos de nós desconhece.

Uma excelente leitura para terminar o ano de 2016. Mais uma história de Diane Chamberlain que não vou esquecer. :)


Para mais informações sobre este livro clique aqui.

"A Carreira do Mal" de Robert Galbraith (opinião)

Este é o terceiro livro da série Detetive Cormoran Strike escrito por Robert Galbraith, que é, como toda a gente sabe, a inquestionável J.K.Rowling. Foi uma das minhas últimas leituras do ano, e como sempre uma excelente companhia para as noites de inverno. ;)

Quem leu os livros do Harry Potter diz que se consegue perceber pelo tipo de escrita que se trata da mesma autora. Quanto a mim, que não me encontro nesse número, enganava-me bem. Para mim a pessoa que escreve estes livros bem que podia ser o homem cujo nome se encontra na capa, pois não encontro as características tipicamente femininas nos policiais escritos por mulheres. E isso, por sinal não é uma coisa assim tão má. Pelo menos para quem gosta de policiais.

Sei que está para breve uma adaptação ao pequeno écran o que me deixa muito entusiasmada. Nesta mini-série levada a cabo pela BBC (normalmente sinónimo de qualidade), quem interpretará o Detetive Cormoran Strike será o ator Tom Burke.


Só soube disto agora que estava a escrever a minha opinião, e acreditem, a imagem que tenho do Cormoran é o mais distante possível deste ator. Tenho de ler um novo livro desta série com a imagem de Tom Burke em mente para ver se me afasto do que imaginei. O que acreditem, será bem mais favorável. ;)

Abordando este terceiro livro da série mais especificamente, posso dizer que foi provavelmente o que mais gostei. Aqui a relação entre o detetive e a sua interessante secretária / parceira-detetive ganha uma nova dinâmica. De igual modo o crime que investigam é bem mais violento e pessoal, pelo que torna um prazer acompanhar a investigação.

Fico ansiosa por mais um livro desta série já que o final deste deixa "muita coisa no ar". E mais não digo! ;)

Para mais informações sobre este livro podem ler aqui na página do mesmo no site da Editorial Presença.

"Confissões" de Kanae Minato (opinião)

Este é um livro fora do normal. Do género que surpreenderá qualquer um. E assim que começamos a ler, é impossível parar.
A autora, ao que parece, é uma japonesa que saltou da condição de dona-de-casa para uma autora de grande sucesso.

Para entendermos o tipo de livro que é, temos de perceber que um thriller no Japão não tem necessariamente as mesmas definições que na Europa. Ou pelo mesmo não é escrito da mesma forma. Por isso é tão difícil aceitar que está etiquetado como Policial / Thriller. Não é um livro que se possa prender a um género só. Bem, se houvesse um género "Surpreendente"... era aí que ele caberia.

Para além do que está escrito na sinopse, uma vez que não posso revelar nada da trama para não vos estragar a leitura, digo-vos que é uma história contada a diversas vozes, onde todas elas têm a sua parte e as suas confissões a fazer. Tudo roda à volta da mesma situação, mas todas as personagens contribuem de forma diferente para nos elucidar sobre os acontecimentos.

"Confissões" é o título perfeito. E acreditem, é uma história 
que perdurará na minha mente durante muito tempo.
Vou tentar ver também o filme. Se valer a pena, volto a falar no assunto.

Os meus parabéns à Suma de Letras pela aposta. :)


"Matéria Escura" de Blake Crouch (opinião)

Eu sei que este tipo de livro é bastante diferente das minhas usuais leituras, mas a verdade é que eu sou mega fã da teoria dos universos paralelos, ou do multiverso. Imaginar que cada vez que nos encontramos numa encruzilhada nos dividimos, e passam a existir dois de nós… é assim, uma coisa fascinante. 
Cheguei a escrever uma espécie de livro que era o diário sobre um dos meus outros eus, uma experiência fabulosa, acreditem!

O que Blake Crouch, o mesmo autor de Wayward Pines, nos trás neste livro, é uma porta para uma série de mundos paralelos, onde o principal protagonista, Jason, acaba a saltitar entre eles, em busca da sua verdadeira vida, onde tem mulher e filho, que ama incondicionalmente, apesar de não ter vencido academicamente e se ter tornado num brilhante e afamado cientista.
Todos os Jason que ele encontra têm uma vida completamente diferente, e nem todos são felizes. A luta de Jason para encontrar o seu lugar "certo" é alucinante!

Mas para além de toda a vertente filosófica, aqui o que subsiste é a pergunta inicial:

Estás satisfeito com a tua vida?

E a resposta que escondemos no nosso âmago, aquela que não dividimos com ninguém e que só nós sabemos...

Para mim, essa questão não existe. Mas para os que têm dentro de si um “E se?” este livro vai-vos levar a viajar e trazer de volta para a realidade com uma resposta firmada no vosso coração.
Recomendo.

"Vitória, de amor e de guerra" de Luísa Beltrão (opinião)

Não sou grande fã de livros sobre a Primeira Guerra, muito ao contrário da Segunda, que devoro sem hesitar. Mas a verdade é que Luísa Beltrão, na sinopse deste livro, prometia-nos um olhar diferente sobre esta guerra em que nós, portugueses participámos. O olhar de uma mulher, filha de pai português e mãe francesa, que deixa três filhos para trás, e decide ir ajudar ao esforço de guerra num hospital, perto do local onde o seu marido estava colocado.
Não acredito que muitas de nós o fizessem, mas Vitória era de outra garra.

A sinopse prometia igualmente um romance entre ela e um dos seus pacientes, um herói inglês, que a solidão e os acasos da vida empurraram para a sua companhia.
Por muitos livros que leiamos, filmes que vejamos, nunca iremos compreender o que é estar numa situação destas. Por isso não há como recriminar Vitória pela presença constante à cabeceira desse paciente. Com ele, ela vai desabafando, contando a história da sua vida, da sua família. e simultaneamente vamos descobrindo a história deste nosso país.


É, na realidade, a vertente histórica deste livro que mais me conquistou. Portugal, pequenino, fechado nas suas tradições e costumes, lidando com os seus próprios problemas políticos.

Luísa Beltrão tem uma escrita fluída e cativante. Leva o leitor pela mão e ajuda-o a compreender com facilidade os saltos temporais, tão necessários quando se tenta perceber uma família como um todo.
Gostei imenso. Nunca tinha lido nada desta autora e fico à espera de uma nova publicação.

P.S. A capa é lindíssima, não concordam? Parabéns à Manuscrito.

"Um Final Feliz" de Annie Darling (opinião)


Vou contar-vos um segredo... apaixonei-me pelo título original deste livro. 
A Pequena Livraria dos Corações Solitários... eu sei, eu sei... em português não soa tão bem. Mas em inglês... ui! Derreto-me. E depois, a capa... a portuguesa diz logo tudo, não é? Amor e livros... E a original, parece um marshmallow. :D Não havia como resistir.

Há já algum tempo que não lia um deste género, por isso teve de ser. E sabem, não me arrependi. A história é gira, simples e divertida, e as personagens hilariantes. A sério que quase que consigo vê-los no grande écran numa daquelas comédias românticas inglesas, sabem?! Talvez com a Emma Watson e o interessantíssimo Sam Claflin nos papéis principais... O que acham? ;)

A verdade é foram umas horitas passadas em boa companhia. Foi um dos livritos da baixa por causa da epicondilite, por isso soube mesmo bem a sua leitura. Senti-me logo mais animada.
A autora escreve com fluidez, e a sequência de cenas é rápida, por isso as quase 400 páginas lêem-se num ápice. E também gostei da história dentro da história! Um pormenor muito giro, que quem for ler vai perceber e gostar também, de certeza! ;)

Dá uma excelente prenda de natal para começar o ano com umas boas gargalhadas e o coração mais quentinho. :) Uma excelente edição da Quinta Essência.
Recomendo.

"A Rainha Santa" de Isabel Machado (opinião)

Existem personagens na História de Portugal que deixaram a sua marca. Isabel de Aragão foi uma delas. Ainda hoje se ouvem os ecos da sua voz nas lendas do povo português. 

A Rainha Santa e o Milagre das Rosas é uma história que todos nós conhecemos. Quem não se lembra da sua cândida resposta ao Rei D. Dinis, seu esposo, quando indagada sobre o que levaria no regaço ao sair do paço:
«São rosas, Senhor!»
E desconfiado, D. Dinis retroquiu: «Rosas, em Janeiro?»
D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara.

Das aulas de História ficou-me na memória esta lenda, bem como a recordação desta  Rainha Santa como uma rainha muito devota e piedosa, que mais tarde foi canonizada. Por diversas razões, esta, foi uma leitura muito feliz. Adorei descobrir a mulher por trás da lenda, a dona do coração de D. Dinis, o quinto rei de Portugal.


Conhecemos Isabel desde tenra idade, dando os primeiros passos na corte de Aragão, e acompanhamo-la na sua viagem, aos 11 anos, rumo a Portugal para se juntar a D. Dinis. Quase que posso dizer que mais do que a história de uma Rainha, este livro conta-nos a história de um amor. Um amor altruísta, sofrido, leal... o amor de uma rainha pelo seu rei. Um amor e uma humildade tal que a levaram a aceitar os filhos bastardos do rei e a criá-los como seus. Quantas mulheres fariam isso? Ao longo de 446 maravilhosas páginas, acompanhamos o dia-a-dia de Isabel na corte e as interações com os seus súbditos portugueses, que lhe conquistaram igualmente o coração.


Mas Isabel, a autora, quis também que ficássemos a conhecer um pouco melhor este rei que arrebatou o coração à princesa aragonesa, D. Dinis. Dele ficaram para a História os cognomes de O Lavrador e O Poeta. Foi um rei que dedicou grande parte do seu reinado ao despertar em Portugal da consciência de estado-nação, levando a cabo importantes reformas judiciais, e instituindo a língua portuguesa como língua oficial da corte. Criou também a primeira Universidade portuguesa, e no intervalo das guerras civis que teve com o seu irmão e mais tarde com o seu filho levou a cabo importantes ações de fomento económico (como a criação de concelhos e feiras). Foi  igualmente um grande amante das artes e das letras, cultivando as famosas Cantigas e Amigo e Cantigas de Amor, que ainda hoje se estudam nas nossas escolas. 


Este é sem dúvida um livro extremamente completo, escrito de forma maravilhosa, que nos embala e seduz à medida que nos revela um Portugal nos finais do século XII, início do século XIV.
Adorei. Simplesmente adorei ler este livro. Isabel Machado é uma autora que ainda não conhecia mas que agora quero conhecer melhor. A História pela sua mão é-nos mais próxima ao coração. 
O meu bem haja a esta autora.

"Aamir: Um Pária em Lisboa" de Ricardo Gomes (opinião)

De vez em quando gosto de dar oportunidade aos escritores portugueses desconhecidos, e de vez em quando encontro verdadeiras preciosidades.
Ricardo Gomes apresentou-se como «um tipo normalíssimo que gosta de boas histórias.» Ora, também eu sou uma tipa normalíssima que gosta de boas histórias e apostei que ía gostar da história que o Ricardo elaborou.

Um livro pequenino, com uma capa simples, muito bonita, que espelha um dos locais icónicos de Lisboa, chegou às minhas mãos. E logo comecei a ler.
Não demorou muito a ser enfeitiçada pelas palavras de Ricardo, e a entrar na história, como espectadora, claro. 

Gostei da escrita de Ricardo Gomes. Fluída, cuidada, mas natural... pode-se dizer que a riqueza deste livro está exatamente na forma como está escrito. A história em si, inspirada numa personagem real que Ricardo viu um dia sentado nos Restauradores, é algo intrigante e está muito bem construída, pelo que leva o leitor a querer ver o caminho que Aamir vai percorrer.

Não sendo uma personagem cativante, bem pelo contrário, é interessante ver a transformação deste indiano ao longo das 88 páginas deste pequeno livro. Tratando-se de um conto, não poderíamos esperar muito desenvolvimento, mas acho que a história tinha pano para mangas.

Fico a aguardar mais alguma publicação deste autor. Espero mesmo que ele se aventure um pouco mais e arrisque um livro "à seria"! :)

"Como Vento Selvagem" de Sveva Casati Modignani (opinião)

Adoro Sveva! Não é segredo nenhum. E é sempre uma alegria quando vejo que um novo livro vai ser publicado em Portugal. É daquelas leituras com selo de garantia. ;) Garantia de que vou gostar.
E as histórias que Sveva nos trás são sempre histórias sobre a família, sobre as relações entre pessoas, sobre os problemas que a vida nos dá e como o segredo é sempre, fazer limonada com esses "limões".

Desta vez, Sveva leva-nos até ao mundo das corridas alucinantes da Fórmula Um. Acompanhamos Mistral Vernati, o piloto que faz jus ao nome com que foi batizado e corre com a força do vento que desafia tudo e todos. Ao lado dele, encontramos Maria, a sua companheira, o seu primeiro amor. Juntos, eles têm de enfrentar um pesado desafio, o de um acidente na pista que lança Mistral para um coma profundo. À sua volta os acontecimentos precipitam-se, e o passado ressurge pontualmente para explicar o caminho das várias personagens até ao ponto em que se encontram.

Este é mais um livro de Sveva cuja leitura me encantou. Não só a história é interessante, como a sua capacidade em nos enlevar é simplesmente magnífica. Mergulhar neste livro é sair de onde estamos e viajar até Itália.
Tal como todos os outros livros desta autora, este também leva a minha recomendação!
Esta é garantidamente uma boa leitura. :)

Mais mais informações sobre este livro podem espreitar a página do mesmo no site da Porto Editora » aqui.

"Mademoiselle Chanel" de C. W. Gortner (opinião)

Este é um relato maravilhoso sobre a vida de Gabrielle Chanel, mais conhecida por Coco Chanel. C.W. Gortner conseguiu escrever um romance vivido pleno de paixão, drama e beleza, sobre a vida dessa mulher, filha de uma simples costureira / remendadeira, que veio a revolucionar a moda mundial, construindo um império e tornando-se numa das personagens mais marcantes, influentes e controversas do século XX.

Acompanhamos a vida de Gabrielle desde tenra idade, quando perde a mãe para a doença e é remetida para um orfanato católico feminino. Ali, descobre a sua aptidão natural para a costura, e podemos dizer que é ali que ela constrói as bases para a sua vida. Apesar de um começo difícil e atribulado, ela consegue, através da sua persistência, muito trabalho e alguma sorte, erguer-se desse mundo de pobreza e vencer no mundo dos ricos. 

Com ela, acompanhamos a revolução na moda feminina, iniciada pela sua vontade de criar roupa mais confortável para as mulheres, levando-as a abandonar os espartilhos no início dos anos 20. Ultrapassamos duas guerras e acompanhamos as mudanças que se operam na Europa durante este século tão atribulado. 


A meu ver, C. W. Gortner conseguiu, na perfeição, captar a essência de Chanel. Não sei se a sua própria experiência na indústria da moda o terá ajudado (com certeza que sim!), mas estou certa que a sua pesquisa sobre esta personagem deu-lhe os alicerces suficientes para conseguir um feito notável para um autor: dar voz à sua personagem, que neste caso foi uma mulher real. 



Baseado em factos reais, Mademoiselle Chanel é um livro que recomendo para quem gosta de romances históricos, mas também para quem tem curiosidade sobre esta figura, Coco Chanel, ou simplesmente para quem gosta de aprender algo mais sobre um dos séculos mais interessantes da história da Europa - o Séc. XX.

Uma coisa é certa... não se vão aborrecer ao ler este livro. Tem um pouco de tudo: paixão, amizade, drama, tragédia, Romanov e nazis! Receita infalível, não concordam? E C. W. Gortner soube cozinhá-la muitíssimo bem. :)
Recomendo sem hesitações.

"Inseparável" de Kate Hamer (opinião)

Há livros que após terminarmos a sua leitura têm de amadurecer um pouco dentro de nós, para que os consigamos entender plenamente.
Este foi um destes casos. Li-o tão rapidamente que cheguei ao fim sem compreendê-lo completamente. Ainda folheei alguns capítulos anteriores para tirar umas dúvidas, mas depois tive de deixá-lo "fermentar". Poucos dias depois apercebi-me... este livro é perfeitamente brilhante!

Carmel é uma menina de oito anos que foi  sempre um pouco diferente das outras crianças. Com alguma tendência para se distrair e desaparecer, a sua mãe Beth, sempre teve receio que um dia ela se persesse ou fosse raptada. E foi mesmo o que aconteceu um sábado de manhã quando as duas visitavam um festival infantil ao ar livre. Carmel foi raptada por um homem que dizia ser o seu avô que ela nunca conheceu e que acredita que ela é possuidora de um dom muito especial.

O livro está escrito de forma maravilhosa, a duas vozes. Os capítulos alternam-se, e aos poucos vamos percebendo o que se passa junto de Beth e junto de Carmel. Obviamente os capítulos de Carmel são inicialmente um pouco mais confusos, induzindo-nos frequentemente em erro. Afinal é uma menina de 8 anos que nos escreve e que não percebe muito bem o que lhe está a acontecer. A única coisa que ela tem a certeza é que não quer esquecer a sua mãe.

Por outro lado a perceção de Beth é incrivelmente sóbria. Através dela somos apresentados à sua dor, às suas dúvidas e à sua determinação em não deixar cair no esquecimento a sua menina, pelo que faz tudo para que isso não aconteça. Como uma mãe em sofrimento ela agarra-se às memórias da sua bebé, embora simultaneamente tente andar para a frente com a sua vida, sem que isso lhe cause sentimento de culpa.

Muito mais do que um thriller, do ponto de vista policial, este é é um thriller psicológico com um grande factor emocional. Lindo e perfeito. Absolutamente.

"Sissi - Coragem até ao Fim" de Allison Pataki

Quase sem dar por isso, virei fã de biografias. Principalmente de mulheres fortes, inesquecíveis, que deixaram a sua marca na época em que viveram. Que melhor livro dar seguimento a esta minha nova paixão senão com a história de Sissi?

Li há coisa de um ano o livro "Rainhas Malditas" de Cristina Morató que muito apreciei e que abordava a vida desta rainha. Apesar do livro não ser exclusivo sobre Sissi (sim, ela teve de dividir as atenções com a Rainha Vitória, a Maria Antonieta, a Alexandra Romanov, entre outras), foi na verdade uma boa introdução para este livro.
Foi, por isso, com grande prazer que encetei esta leitura.

Lembro-me bem da Sissi da minha infância, quando Romy Schneider a encarnou numa trilogia cinematográfica que preencheu os sonhos de muitas meninas. Maravilhoso foi poder agora continuar a descobrir mais sobre a vida da Imperatriz, as suas aventuras e desventuras, e acima de tudo como ela era, o que sofreu, o que sentiu e como viveu. Nesse aspeto, acho que Allison Pataki conseguiu capturar a essência de Sissi, e partilhá-la de forma maravilhosa connosco. Adorei. 

A verdadeira Sissi à esq. / Romy Shneider no papel de Sissi à dta.
A autora criou realmente um relato épico sobre a vida da Imperatriz Isabel da Áustria e dos que a rodearam. Personagens como o seu filho Rudolfo, ou o seu primo o Rei Louco Luís II da Baviera, têm também lugar nesta história, pois eles mesmo são parte da História da Europa, que serve como pano de fundo à vida de Sissi.

Os costumes, assim como os locais têm um lugar de destaque neste livro, por isso foi fácil de viajar com as descrições da autora. Também gostei imenso das descrições sobre a roupa e os penteados da época, e principalmente de Sissi, que tinha um cabelo que lhe chegava aos pés. 

Gostei particularmente que a autora, Allison Pataki, não cedendo à tentação de a mistificar ainda mais esta peculiar personagem, mostrou-nos um lado mais humano da imperatriz, com a sua personalidade real, por vezes egoísta e mimada, outras vezes generosa, bondosa e dedicada.


Foi uma leitura extraordinária que adorei e que recomendo sem hesitações.

"A Canção dos Maoris" de Sarah Lark (opinião)

"A Canção dos Maoris" continua a saga familiar iniciada no livro “O País da Nuvem Branca”. Pode, no entanto, ser lido como um livro independente, pois passaram-se 16 anos na história e as referências ao que aconteceu no primeiro livro são as suficientes para inteirar o leitor. Perde-se é uma experiência maravilhosa, pois a “descoberta” de um novo país é algo que não nos deixa indiferentes. Recomendo por isso a leitura do primeiro livro antes deste.

Na verdade, esta série é uma saga mesmo muito interessante. Embora as personagens e as suas histórias sejam ficcionadas, os pormenores históricos são bastante precisos. Basta vasculhar um pouco a História da Nova Zelândia para reconhecer alguns dos pormenores e factos incluídos nestes livros, como o desenvolvimento de cidades como Christchurch, Invercargill ou Wellington, e eventos como o Desastre da Mina de Brunner que ocorreu em 26 de março de 1896.

O primeiro livro inicia-se com um grupo de jovens mulheres que imigram para a Nova Zelândia no mesmo barco, embora em circunstâncias muito diferentes. Acompanhamos as suas vidas, casamentos e amizade o longo dos tempos e é desta forma que chegamos à história do segundo livro da saga, em que as protagonistas principais são duas jovens primas, netas das protagonistas do primeiro livro.

Elaine e Kura não poderiam ser mais diferentes. No entanto, a coragem e a vontade de vencer são características comuns. E são exatamente essas duas virtudes que as levam a percorrer caminhos dispares e a ultrapassar as vicissitudes que o destino lhes lança no caminho.

Em "A Canção dos Maoris" somos uma vez mais levados a conhecer o povo maori e as suas tradições. A Nova Zelândia, pelas mãos desta autora, tornou-se num país que não me importava de vir a conhecer. As descrições das suas paisagens e do seu povo são uma das riquezas desta saga. Mal posso esperar para ler o terceiro livro…

Recomendo sem hesitações.
Sarah Lark torna-se assim mais uma das minha autoras favoritas!

Podem ler mais sobre este livro aqui.

"Viver Sem Ti" de Jojo Moyes (opinião)


Por vezes, tenho a certeza, há personagens que saem dos livros e continuam a viver para lá da história. Nunca acharam isso? Eu sim. E pelos vistos Jojo Moyes também. :)

Li numa entrevista que ela deu a propósito deste livro que muitos dos seus leitores lhe perguntavam sobre a vida de Louise. O que era feito dela depois de... Atenção! Para quem não leu o primeiro livro (Viver Depois de Ti), é melhor não ler esta minha opinião. Pelo menos até o ler. E depois sim, pode ler à vontade a opinião e o segundo livro. É que este é daqueles que é mesmo importante que se tenha lido o primeiro, e que a história esteja fresca na sua mente! Só assim, acho eu, podemos apreciar devidamente a vida de Louise no Viver Sem Ti. Ah e preparem-se, vai ser uma viagem maravilhosa! :)

Como eu estava a escrever, acho que foi uma ótima opção, a de Jojo Moyes, em dar ouvidos a esta personagem chatinha que lhe aparecia sorrateiramente às 5h30 da manhã a pedir-lhe que escrevesse sobre ela. É que realmente a forma como o outro livro termina... bem, deixa-nos um pouco desconsolados. Com esperança, mas desconsolados, perguntando-nos a nós próprios "e se fossemos nós"? Com este novo livro, Jojo conseguiu um feito notável. Escreveu uma história inteirinha sem chover no molhado... ou seja, não andou ali à volta dos mesmos assuntos do primeiro livro, mas pegou em assuntos novos, e andou para a frente com a vida de Louise.

Embora as emoções que este livro me causou não tenham sido tão fortes como o anterior, gostei de o ler e acrescento, foi mesmo muito interessante. É o tal caso de uma personagem que vive para lá da história, e nós temos o privilégio de acompanhar esse percurso. Esta é uma das principais razões porque gostei tanto desta leitura. Mas há mais! Ver a evolução da família de Louise - a hilariante atitude feminista da mãe e o desespero do pai - e principalmente perceber como o que Will fez veio a afetar mais do que uma pessoa. Ah e claro, a grande revelação, que apesar de espetável, é adorável! E não, Louise não está grávida! lol

Mais uma leitura que me agradou imenso!! Jojo veio para ficar, na minha estante e no meu coração!

Podem espreitar a minha opinião sobre o primeiro livro » aqui.


"Dançando Sobre Vidro" de Ka Hancock (opinião)

O título lindíssimo, condiz na perfeição com a maravilhosa história que este livro encerra nas suas páginas. Quem o decidir ler que se prepare para uma das leituras mais emotivas dos últimos tempos!
Recomendação especial:
É imprescindível acompanhar a leitura com uma caixa de lenços de papel. ;)

Num mundo onde o amor é tão levianamente considerado, duas pessoas, cujas vidas pessoais se assemelham a um cenário de guerra, encontram-se e apaixonam-se. Mickey Chandler e Lucy Houston nunca se deveriam ter sequer encontrado, mas quis o destino que assim fosse e apesar de todas as contra-indicações, Mickey e Lucy casam.

Devido aos problemas de saúde de ambos, desde cedo se aperceberam que o factor "filhos" teria de permanecer fora da sua equação. Mas mais uma vez o destino interveio e Lucy está, contra as expectativas de todos, grávida.

E mais não conto. Podem ler a sinopse aqui, ou espreitar outras opiniões na net, mas daqui não sai mais nada sobre a história propriamente dita. Estou convicta que neste caso less is more (= menos é mais), i.e. quanto menos se souber de antemão sobre a história, mais impacto ela terá quando for lida.

O que posso acrescentar sobre este livro é que está muitíssimo bem escrito. Ka Hancock, a autora, leva os seus leitores numa maravilhosa viagem sobre o amor e a realidade crua da vida e de um casamento. Ela não mascara as coisas, pintando-as com cores agradáveis à vista. Ela mostra-as como elas são. Por vezes boas mas também más, cruéis e dilacerantes. De igual modo, ela também não "chove no molhado", não transformando a narrativa numa lamechice pegada. É que nem sempre emotivo é significado para lamechas!

Com personagens pelos quais vocês se vão apaixonar, credíveis e incríveis como qualquer um de nós, Ka Hancock, construiu um maravilhoso conto sobre o amor, o casamento, a família e a esperança de que conseguiremos sempre lidar com o que quer que a vida nos atire para cima.
Absolutamente maravilhoso e emotivo. 
Adorei!





"A Espia" de Paulo Coelho (opinião)

Quem foi Mata Hari?
É a esta pergunta que Paulo Coelho tenta responder neste seu novo livro "A Espia".

Margaretha Geertruida Zelle, foi uma bailarina exótica natural da Holanda e cujo percurso de vida terminou perante um pelotão de fuzilamento, após ter sido condenada como espia durante a Primeira Guerra Mundial.

Mas Mata Hari, apesar do muito que se escreveu sobre ela, continua a ser um mistério, pelo que nem o escritor Paulo Coelho, embora traga para a luz alguns factos sobre a sua vida, consegue responder na integra a essa questão.

Uma mulher à frente do seu tempo, dirão alguns, uma oportunista, dirão outros… Uma espia? Uma dançarina exótica?

«Delgada e alta, com a graça flexível de um animal selvagem, os seus cabelos negros ondulam de maneira estranha e transportam-nos para um lugar mágico.» - diria um jornal da época.

A meu ver, Mata Hari não foi senão uma mulher que amou demais e que ousou desafiar certos costumes, pagando por isso o derradeiro preço: a morte.

«Esta foi a minha vida; eu sou o rouxinol que deu tudo e morreu enquanto o fazia.»

O livro está muitíssimo bem elaborado. Escrito num tom melodioso e fluído, adequando-se perfeitamente à sua personagem principal.
Paulo Coelho regressa com uma verdadeira lição histórica sobre a liberdade e a força de vencer.
Uma leitura bastante agradável que satisfez alguma da curiosidade que eu tinha sobre esta personagem histórica.
Muito bom! 

Disponível nas livrarias a partir de hoje - 16/09/2016.

Para mais informações queiram visitar a página do livro no site da editora Pergaminho»aqui.

"O Segredo do Escritor" de Liz Nugent (opinião)

O título deste livro em inglês é Unravelling Oliver, ou seja, desvendando Oliver. Ora bem, partilho-o convosco pois este título faz todo o sentido, embora, confesse, ache que "O Segredo do Escritor" é bem mais apelativo. ;)

Mas a verdade é que o que acontece neste livro é realmente o desemaranhar da personagem Oliver, um escritor, recorrendo para isso aos testemunhos de todas as pessoas que se cruzaram com ele desde a infância. É assim que vamos conhecendo Oliver, aos poucos, e por vezes até na primeira pessoa.

Oliver é um bem sucedido autor de livros infantis, dos quais a sua mulher é a ilustradora. A sua relação aparentemente perfeita, sofre um rombo pesado e talvez do qual não poderá jamais recuperar. Sem razão nenhuma, Oliver ataca selvaticamente a sua mulher, deixando-a em coma. Nada no seu perfil justifica o ataque. Todos os que o conheceram ficam estupefactos. Mas afinal o que levou Oliver a cometer tal ação? Quem, afinal, é Oliver?

Este é daqueles livros que se lê de uma assentada só. Se pudermos, claro. E foi o meu caso. De férias, na espreguiçadeira junto à piscina, intervalando a leitura com um ocasional mergulho, li-o em poucas horas. E deliciei-me com isso. :)

A meu ver o livro está fenomenal. Perfeito! A precisão da autora é fabulosa! Não há nenhuma palavra fora de sítio, não existem descrições supérfluas, nem acontecimentos ao acaso. Cada pequena revelação tem a sua razão de ser, e tudo serve o seu propósito: alimentar a mente do leitor no sentido de o ajudar a "compôr" Oliver. Absolutamente brilhante!

É uma autora que não quero perder de vista. Simplesmente brilhante!
Recomendo sem hesitações!
:)

Os meus sinceros parabéns à Marcador por mais uma aposta fabulosa!!

"Quero-te Morta" de Peter James (opinião)

Se existem livros que foram escritos para serem lidos como se estivéssemos a ver um filme, este é um deles! E que filme. ;) Um policial de boa qualidade que nos faz dar verdadeiros pulos no sofá.

Ora, o título não engana ninguém! "Quero-te Morta" revela-nos uma relação idílica que deu para o torto O príncipe encantado que Red Westwood conheceu através de uma agência de encontros online, afinal não é príncipe nenhum. Bryce não aceitou muito bem a separação, e como o verdadeiro psicopata que é, ficou obcecado por Red. 
E Bryce não vai desistir enquanto ela estiver morta. Começa portanto com o seu atual namorado...

O detetive que vai ajudar Red a dar a volta à questão é Roy Grace, uma personagem que já tem aparecido em livros anteriores deste mesmo autor. Julgo que já existem 10 livros em que Roy Grace surge como detetive, mas não notei que houvesse um historial a baralhar esta história. É como certas séries televisivas - episódicas, i.e., cada episódio tem a sua própria história. :) Neste caso, cada livro tem a sua própria história, apesar de partilharem uma das personagens principais.

O enredo está muito bem conseguido, e apesar de não haver reviravoltas e surpresas ao longo da narrativa, gostei particularmente da forma como está apresentado. Sabemos à partida quem é o assassino, e vamos acompanhando a investigação, que tenta descobri-lo e acima de tudo provar o que ele fez, o que se mostra uma tarefa complicada.

Enfim... gostei desta leitura. Um verdadeiro “page turner” que não pousei até chegar à última página.
Recomendo!

Para mais informações sobre este livro, podem espreitar aqui.