Mostrar mensagens com a etiqueta Saída de Emergência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saída de Emergência. Mostrar todas as mensagens

Em destaque: "Longe dos Olhos, Perto do Coração" de Jenny Colgan

Três meses. Dois estranhos. Uma história de amor.


Sinopse:
Eles vivem a quilómetros de distância, mas as suas vidas estão prestes a colidir…
Lissa vive em Londres e adora o seu trabalho como enfermeira. Mas, depois de um incidente traumático a deixar devastada, decide mudar de ares, abrandar o ritmo de trabalho e passar alguns meses numa tranquila vila da Escócia. Cormac vive em Kirrinfief e está sempre disponível para ajudar os outros. Enfermeiro da vila e veterano do exército, ele necessita desesperadamente de uma mudança. Talvez três meses em Londres seja exatamente que precisa.

Enquanto Lissa e Cormac se adaptam às suas novas vidas, trocando mensagens infindáveis sobre tudo e todos, as coisas parecem finalmente começar a fazer sentido. Contudo, ambos sentem que falta qualquer coisa nas suas vidas. O quê - ou quem - poderá ser? E se estiver longe dos olhos, mas perto do coração?


Sobre a autora:
Jenny Colgan nasceu na Escócia e viveu em Londres, nos Países Baixos, nos Estados Unidos e em França. Reside atualmente no norte de Edimburgo com o marido, os três filhos e o cão. É autora de vários romances bestsellers. Pode consultar a página da autora em https://www.jennycolgan.com/

Opinião: "A Caixa de Orações" de Lisa Wingate

Terminei este livro com uma sensação de calor no coração. Como se de repente tivesse ficado a saber o segredo por trás da felicidade. Bem, talvez já soubesse qual era. Este livro apenas mo recordou.

É uma história magnífica escrita pela mão de Lisa Wingate, a mesma autora de "Antes de Sermos Vossos" e "O Livro dos Amigos Perdidos". O local onde a história se desenrola é deveras especial. Confesso que fiquei apaixonada. A Ilha de Hatteras, é uma ilha barreira na costa da Carolina do Norte nos EUA. Corre paralela à costa, formando uma curva no Cabo Hatteras. Faz parte dos Outer Banks e inclui as várias comunidades, incluindo Rodanthe, Avon e Hatteras. Não sei se leram o livro de Nicholas Sparks, O Sorriso das Estrelas, que depois virou filme com o Richard Gere e a Diane Lane, onde tudo se passava numa casa magnífica, construída na praia em Rodanthe. Mesmo cenário. Magnífico.


Bem, regressando a este livro "A Caixa de Orações", posso dizer que a história me tocou imenso. Lisa Wingate escreve com uma delicadeza extrema, desenrolando o fio à meada à velocidade certa. Nem muito rápido, nem muito devagar, mantendo o leitor preso a cada uma das suas palavras. E que palavras. Encontrei pequenas pérolas de sabedoria por toda a história. Pedaços de reflexões e meditações, nos me encheu a alma e engrandeceu o meu coração.

Para além disso, há aquele espírito de comunidade, sem a qual não faz sentido percorrer esta vida. E pelo que me pareceu, há alguns pontos importantes para as comunidades da Ilha de Hatteras em que a autora se foca. Um tema pelos vistos fraturante e atual. Não só para esse local, como para tantos outros na mesma situação, e até cá em Portugal.

Recomendo esta leitura, a todos os que precisam de um pouco de esperança, ou de um pouco de alegria, ou apenas que precisam de perceber que às vezes bastam pequenos gestos, ou um olhar diferente para as coisas, para sermos felizes.

Não percam esta leitura. Eu adorei. Leva os meus 💙💙💙💙💙+💙

Opinião: "As Bruxas de Pendle" de Stacey Halls

Este foi um livro que levei de férias pois estava curiosa sobre o tema. Ao que parece a autora inspirou-se num acontecimento real, os julgamentos de Pendle Hill, em Lancashire, Inglaterra em 1612, onde uma dúzia de pessoas foram acusadas de usar feitiçaria para assassinar alguns dos seus vizinhos. 

A caça às bruxas foi um movimento de perseguição religiosa e social, que embora tenha existido desde sempre, ficou associado à Idade Média, mais propriamente aos sécs. XVI e XVII. 

Naquela época, o povo era facilmente influenciável, e quando chegava a hora de culpar alguém por uma ou outra desgraça, havia sempre quem apontasse o dedo a certas mulheres que, pela sua natureza ou ascendência, eram detentoras de alguma sabedoria, normalmente a quem se recorria quando alguma maleita atacava, ou para ajudar nos nascimentos dos bebés. Por terem nascido nesta ou naquela família, elas sabiam o segredos das ervas, os pequenos remédios caseiros que ainda hoje se usam em alguns lares. Esse conhecimento secular, passado de mães para filhas, dava dores de cabeça a quem queria fazer disso negócio, como os primeiros farmacêuticos ou até charlatães. 

Para além disso, em Inglaterra, atravessava-se um conturbado período de divisão religiosa entre católicos e protestantes, pelo que a Igreja de Inglaterra encontrou neste movimento mais uma forma de eliminar os seus "inimigos".

A história do livro "As Bruxas de Pendle" retrata então esse acontecimento, que por sinal é um dos mais bem documentados da época.

Na história paralela criada por Stacey Halls ficamos a conhecer uma jovem esposa de um nobre, que se encontra grávida. Aos dezassete anos é já a sua terceira tentativa de ser mãe, e Fleetwood, é assim o seu nome, está aterrorizada. Por acaso conhece uma outra jovem, Alice Gray, que aprendeu com a mãe a arte de ajudar a trazer bebés ao mundo, e é a ela que Fleetwood decide confiar a sua gravidez e parto. Entre as duas, apesar das diferenças sociais, nasce uma boa amizade, que naturalmente não é bem vista pelos seus pares. Talvez como consequência disso, Alice é acusada de feitiçaria, e Fleetwood tudo vai fazer para conseguir ajudar a amiga.

Cheio de pormenores e descrições magníficas que nos colocam in loco, esta foi uma leitura fascinante. Apesar de não ser grande fã da época, gostei muito de viajar no tempo e visitá-la. Adorei a profundidade das personagens, os seus sentimentos e dúvidas tão bem retratados. Gostei muitíssimo desta leitura, do princípio ao fim. E sabendo que este foi o livro de estreia desta autora, fico muito curiosa com os que se seguiram. Espero por eles em português. 

Em destaque: "As Bruxas de Pendle" de Stacey Halls

Numa época de suspeita e perseguição, o medo do desconhecido pode ser o pior inimigo…

Sinopse:
Fleetwood está grávida pela quarta vez. Nenhuma das gestações anteriores teve sucesso, e o seu marido Richard está ansioso por um herdeiro. Quando a jovem encontra uma carta escondida do seu médico, descobre que desta vez ela própria poderá não sobreviver. 

Quando conhece Alice Gray, esta promete ajudar Fleetwood a dar à luz um bebé saudável. Contudo, Alice é acusada de bruxaria, e Fleetwood terá de arriscar tudo para provar a inocência da amiga. O julgamento aproxima-se, tal como o momento de a jovem dar à luz, e todas as vidas estão em risco. 

Rico em detalhes, extraordinariamente bem construído e baseado nos julgamentos de Pendle Hill, este romance explora os direitos das mulheres no século XVII e levanta a questão: terá sido uma caça às bruxas ou uma caça às mulheres?

Sobre a autora:
Stacey Halls nasceu em 1989 e cresceu em Rossendale, Lancashire. Sempre foi fascinada pelas bruxas de Pendle. Estudou Jornalismo na Universidade de Central Lancashire e colaborou com várias publicações, entre elas The Bookseller, Stylist, Psychologies, The Independent, The Guardian, The Sun e Fabulous. Vive em Londres. Mais informações em staceyhalls.com/

Em destaque: "O Primeiro Erro" de Sandie Jones

Sinopse:

EM QUEM DEVE ALICE CONFIAR?

Depois da morte do marido, Alice reconstruiu a sua vida: a empresa de design de interiores tornou-se numa referência no mercado e a seu lado, a apoiá-la, tem o novo companheiro, Nathan, e a melhor amiga, Beth. A vida é melhor do que alguma vez imaginou. 

Entre as constantes viagens de trabalho do marido e os encontros com Beth para analisarem as tristezas da vida, Alice começa a aperceber-se do comportamento estranho de Nathan. E se este lhe garante que os estranhos indícios de que está a ter um caso são meras coincidências, já os conselhos da melhor amiga fazem-na pensar duas vezes…

Um thriller aditivo sobre amor, obsessão e traição, que questiona as relações que estabelecemos e a lealdade incondicional nas pessoas mais próximas.

Sobre a autora:

Sandie Jones é jornalista freelance e tem trabalhado para o Sunday Times, Daily Mail, Woman’s Weekly e para a revista Hello!, entre outros. Se não fosse escritora, seria designer de interiores, já que tem uma obsessão patológica por papel de parede e almofadas. Vive em Londres com a família. Mais informações em: SANDIEJONES.COM

Opinião: "O Livro dos Amigos Perdidos" de Lisa Wingate

Este é um livro inspirado em eventos reais. O Livro dos Amigos Perdidos poderá não ter existido, mas existiram os anúncios dos Amigos Perdidos, em jornais do Sul dos EUA após a Guerra Civil, onde escravos recentemente livres procuravam membros das suas famílias e amigos que haviam sido vendidos. Esses anúncios eram muitas vezes lidos no púlpito das Igrejas ao domingo, para que a mensagem chegasse a toda a população. 

Lisa Wingate, que já conhecemos de outro livro igualmente interessante (Antes de Sermos Vossos), mostrou-se à altura de mais uma história pungente e poderosa. Ela salta entre séculos ao contar a história de três jovens mulheres (uma ex-escrava, a filha do dono de uma plantação, e a filha mestiça desse mesmo homem) e a história de uma jovem professora que tenta cativar os seus alunos para a leitura, através da História dos antepassados deles. Ambas as histórias passam-se no mesmo local.

Por vezes, nestes livros que saltitam entre épocas, acabamos por gostar mais de uma história do que de outra. Neste, porém, isso não me aconteceu. Gostei igualmente, e muito, de ambas. No final de cada capítulo apetecia-me saltar o próximo para continuar a história. Mas depois no seguinte, sentia exatamente o mesmo. 

Esta autora é exímia no que diz respeito à organização da história. Em altura nenhuma ficamos confusos, ou sentimos que lemos algo que não faz sentido ali. Não. Está sempre tudo certo, no local correto.

As personagens estão muitíssimo bem delineadas, cumprindo a sua função na perfeição. Há as que adoramos, como Hannie, a pequena ex-escrava, e a professora Bennie, e as que detestamos como a Menina e a Senhora da casa. Mas elas existem porque só assim a história faz sentido.

No final a autora dedica um capítulo à explicação histórica dos anúncios Amigos Perdidos. É algo muito interessante que gostei imenso de descobrir. Mais um facto que desconhecia da História dos EUA.

Quem for ler este livro não se irá arrepender. É garantida uma história muitíssimo interessante, com nuances brutais, que nos mostra um pouco do que foi a vida para os escravos libertados nos EUA do pós Guerra Civil, e como hoje em dia ainda permanece um outro tipo de segregação, a de classes económicas. Muito, muito bom!

Opinião: "A Última Mulher da Família Moon" de Barbara Davis

Há muito tempo que não lia um livrinho deste género. Que lufada de ar fresco! Por vezes quando as minhas leituras são um pouco "pesadas", há que intercalar com leituras mais leves, do género que nos fazem sonhar e cheirar as flores. Foi exatamente o efeito que este livro teve em mim.

A história passa-se numa pequena localidade do New Hampshire, nos EUA, uma vila chamada Salem Creek. Ora, este primeiro nome - Salem -, para quem já leu de tudo, diz-nos qualquer coisa, certo? Não estamos muito longe da verdade ao assim pensarmos.

Elzibeth regressa à sua terra Natal após morte da sua avó. Vai tentar resolver todos os assuntos pendentes, vender a Quinta das Mulheres Moon e regressar a Nova Iorque o mais breve possível. Mas, entre os assuntos pendentes encontra-se um mistério por resolver. E para além disso, Elzibeth vai descobrir que por vezes a vida tem outros planos para nós que não coincidem com os nossos.

Adorei a Quinta das Mulheres Moon. De tal forma que esta noite sonhei com ela. Um cantinho de aromas, cheio de flores e ervas aromáticas, polvilhado com um pouco de magia e muito amor. Foi uma leitura maravilhosa, que me encheu o coração de borboletas.

Quero ler mais livros desta autora. Com uma escrita clara e simples, uma ótima organização e uma construção de cenários e personagens impecável, Barbara Davis é uma magnifica contadora de histórias. Deixem-se levar pela história e sonhem...

Recomendo sem hesitações.


Para mais informações consultem a página do livro no site da Saída de Emergência » aqui.

Opinião: "A Filha do Irlandês" de V. S. Alexander

Com uma capa tão maravilhosa, um título convidativo para quem adora a Irlanda, e um tema tão interessante como o que é prometido na sinopse... Como poderia eu resistir a esta leitura?
Para além do mais, adoro este autor. V. S. Alexander é um fervoroso estudioso de história, e os seus livros bem o refletem: A Provadora, Traição e agora A Filha do Irlandês. 

E de facto, deliciei-me com este livro. Aborda um tema um pouco "esquecido" da História: os anos da Fome da Batata na Irlanda, também conhecidos pela Grande Fome, entre 1845 e 1849. Foram anos terríveis para a população irlandesa. Julga-se terem perecido cerca de um milhão de habitantes (cerca de 20% da população), enquanto outro milhão emigrou para fugir à fome, principalmente para E.U.A. e Canadá. Apesar de ter afetado toda a Europa, este fungo que atacava as batatas foi mais intensamente sentido na Irlanda, pois era esse o seu principal alimento.´


Neste livro ficamos a conhecer a família Walsh, um pai viúvo e as suas duas filhas. São habitantes do condado de Mayo, onde Brian, o pai, é o feitor de Lear House, a herdade de irresponsável e intragável Sir Thomas Blakely. Quando a praga da batata começa a destruir as colheitas, a fome instala-se, e tudo começa a ruir. Após algum tempo, e diversos acontecimentos, há a partida das duas irmãs para a América, e aí inicia-se uma segunda parte do livro, abordando então a migração irlandesa em massa para os Estados Unidos da América e os efeitos que a mesma teve no país de destino, tanto para os que chegavam como para os que já lá estavam.

Foi uma leitura muito interessante, apesar de por vezes ser dura. Mas é assim. A realidade é dura. E só assim aprendemos sobre o passado, que tantas vezes se repete.
Recomendo!

Em destaque: "A Filha do Irlandês" V. S. Alexander

Um romance inesquecível de força e resiliência na Irlanda do século XIX

Sinopse:
Irlanda, 1845. 
Para Briana Walsh, nenhum lugar se compara a Carrowteige, no condado de Mayo, com os seus campos verdejantes e penhascos rochosos com vista sobre o Atlântico. As pequenas quintas que cercam a centenária Lear House são administradas pelo seu pai, feitor do rico e imprudente Sir Thomas Blakely. Os rendeiros vendem a aveia e o centeio que cultivam para pagar a renda a Sir Thomas, sobrevivendo com as batatas que florescem nos restantes pedaços de terra. Mas quando a produção de batata é assolada por uma praga devastadora, as famílias que Briana conheceu durante toda a vida ficam sem comida, sem recursos e à mercê do impiedoso proprietário, que parece indiferente a tudo exceto ao lucro.
 
Rory Caulfield, o jovem camponês com quem Briana espera casar, partilha do desespero dos rendeiros — e da sua raiva. Fala-se de represálias violentas contra a nobreza insensível e os seus representantes. A tensão religiosa é também palpável, e ninguém parece saber em quem confiar.

Com a fome e as doenças a alastrarem pelo país, matando e deslocando milhões, Briana sabe que deve encontrar uma maneira de guiar a sua família por um dos momentos mais sombrios da Irlanda — em direção à esperança, ao amor e a um novo recomeço.

Sobre o autor:
V. S. Alexander é um fervoroso estudioso de História. O seu trabalho foi influenciado por autores como Shirley Jackson, Oscar Wilde, Daphne du Maurier e as irmãs Brontë. Vive na Florida.

Outros livros do mesmo autor:
A Provadora (
Leia a minha opinião
)

Opinião: "Traição" de V. S. Alexander

Este novo livro do autor de A Provadora (que adorei) consegue trazer um novo olhar sobre a Segunda Guerra Mundial. Confesso que estou um pouco farta das últimas abordagens ao tema, a que eu chamo de "as profissões de Auschwitz". O mágico, o tatuador, o carteiro, o voluntário, o fotógrafo, a bailarina, o farmacêutico, a bibliotecária, o sabotador, o contabilista*, para além de o bebé, os bebés, as irmãs, as gémeas, o rapaz e a última testemunha. Atenção, todos estes nomes são títulos verídicos de livros ou filmes* publicados recentemente! 

Bem, como estava a dizer, estando um pouco farta desta abordagem, mas continuando a gostar do tema, procuro sempre algo diferente. E encontrei-o neste livro de V. S. Alexander. Desta feita através de uma história ficcionada inspirada num movimento de resistência de alemães contra o nazismo, que existiu mesmo: a chamada Rosa Branca

Este movimento, de inspiração católica, tinha como objetivo abrir os olhos dos alemães contra o nazismo. Faziam-no através de panfletos enviados aleatoriamente por correio, ou deixados em locais estratégicos, a custo de grande risco para os seus escassos membros. Os seus membros mais notórios foram condenados à guilhotina pela Gestapo, e todos eles aparecem no "Traição" de V. S. Alexander. As duas personagens principais são, no entanto, ficcionadas de forma a permitir que o autor consiga manipular a história, embora não a História, atenção. Percebe-se o cuidado que ele tem com aquilo que foi real, quer personagens, quer acontecimentos.

Gostei bastante da escrita deste autor, sóbria, realista embora não dramática, e bastante convidativa à leitura. As personagens são obviamente muito reais, mesmo as inventadas, pelo que entendemos os acontecimentos como passíveis de ter mesmo acontecido. Assim que abria o livro para retomar a leitura, era imediatamente transportada para a época e local.

Foi um livro em que mais uma vez aprendi imenso. Nem todos os alemães se renderam ao nazismo, embora muito poucos tenham conseguido erguer-se contra essa força bruta e avassaladora que destruiu uma nação e um povo, para além das conhecidas vítimas do próprio holocausto.
Recomendo, sem hesitações. É uma leitura muitíssimo interessante!

Em destaque: "Traição" de V. S. Alexander

Inspirado na história verdadeira dos alemães que combateram os nazis

Sinopse:

No verão de 1942, quando a guerra alastra pela Europa, começam a surgir panfletos anónimos perto da Universidade de Munique que alertam para as atrocidades nazis. A estudante Natalya Petrovich sabe quem está por detrás dos panfletos - um grupo secreto chamado Rosa Branca. Como enfermeira na frente russa, Natalya testemunhou os horrores da guerra em primeira mão. Quando decide entrar no círculo Rosa Branca, sabe que cada palavra sussurrada pode significar a morte às mãos da Gestapo.

Mas a jovem decide arriscar tudo na esperança de que o poder dessas palavras encoraje outros a resistir. Infelizmente, o perigo pode esconder-se até entre aqueles em quem mais confia, e, quando tudo ameaça desmoronar, só há uma decisão a tomar. Baseado na verdadeira história do Rosa Branca - o movimento de resistência de jovens alemães contra o regime nazi -, Traição narra a história de uma mulher que, durante um dos períodos mais negros da História, arriscou tudo para enfrentar a tirania.

Um romance apaixonante e comovente sobre o movimento Rosa Branca, que enfrentou os nazis e pagou o preço definitivo.

Sobre o autor:

V. S. Alexander é um fervoroso estudioso de História. O seu trabalho foi influenciado por autores como Shirley Jackson, Oscar Wilde, Daphne du Maurier e as irmãs Brontë. Vive na Florida.



Opinião: "Minha Irmã Luísa Todi" de Maria Helena Ventura

Sempre que há um livro que envolva História ligada à Música, chama-me à logo atenção, e claro, que tento lê-lo. E assim tenho encontrado algumas preciosidades e aprendido mais sobre diversas personagens da História do nosso querido Portugal, que frequentemente são desconhecidas do grande público. É o caso de Luísa Todi. Eu sabia que estava ligada à música, e que tinha sido uma pessoa importante, pois há uma avenida e até uma estátua dela em Setúbal. Mas mais nada. Com este livro de Maria Helena Ventura, ficamos a conhecer quem foi Luísa Rosa de Aguiar Todi, e na realidade quem foi a família Aguiar, tão ligados à música e ao teatro naquela época. 

Maria Helena Ventura, de quem eu ainda não tinha lido nada, é uma rigorosíssima pesquisadora histórica pelo que ler este livro foi uma incursão pela segunda metade do século XVIII, onde ficamos a conhecer as gentes e figuras mais proeminentes de Lisboa relacionadas ao Teatro e à Música, para além de acontecimentos marcantes, como o Terramoto de 1755, ou o hiato teatral de dois anos imposto por D. Maria I após a morte de D. José, ou até o facto do ciúme da rainha ter levado a que as mulheres fossem banidas dos Teatros Públicos, quer no palco quer na plateia, o que fez regredir a evolução desta arte em Portugal. Pequenas coisas, tão curiosas, que por vezes explicam o porquê de uma ou de outra situação na atualidade.

Esta leitura foi uma aventura única. A narrativa prende-se essencialmente com a vida de Luísa, pelos olhos de uma das suas irmãs, e achei muito interessante essa abordagem tão especial. Gostei imenso. E aprendi ainda mais. Fico com pena que, tal como muitos artistas portugueses, tendo uma carreira fenomenal "lá fora", a fama de Luísa não se tenha repercutido "cá dentro". 

Uma leitura interessantíssima sobre uma personagem da música lírica portuguesa que vale a pena conhecer. Recomendo.

Resultado do Passatempo "Minha Irmã Luísa Todi"

Com algum atraso, pelo qual peço desculpa, mas o primeiro vencedor não respondeu ao email, aqui fica o resultado do Passatempo "A Minha Irmã Luísa Todi".

Antes de mais, as respostas às perguntas efetuadas:

Quem foi Luísa Todi? Foi uma grande cantora Lírica portuguesa.
Que outros livros já publicou Maria Helena Ventura com a Saída de Emergência? Onde vais Isabel ?, A musa de Camões, Conheces Sancho?, Desculpe Sr. Nobel e Afonso o Conquistador.

De entre os 142 participantes considerados válidos, e com a ajuda do Random.org, foi escolhido o número 34.

A vencedora é Carmo Borges (
Oeiras)

Muitos parabéns! Em breve irás receber o livro na morada fornecida.
Obrigada a todos pela participação e um grande obrigada à Saída de Emergência por nos ajudar a concretizar este passatempo.

Passatempo

Em destaque: "Minha Irmã Luísa Todi" de Maria Helena Ventura

A vida épica de uma das maiores cantoras líricas de sempre.

Sinopse:
Três anos antes do terramoto de 1755 nasceu em Setúbal uma jovem que iria, também ela, abalar a Europa: Luísa de Aguiar. Aos dez anos mudou-se para Lisboa, aos 14 estreou-se no palco e poucos anos depois casava-se com o napolitano Francesco Todi. Aos 24 anos abandonou Portugal, grávida do quarto filho, para começar uma carreira internacional em Londres. Nascia uma estrela, Luísa Todi, a maior cantora lírica do seu tempo. 

Com uma vontade indomável e o dom de despertar emoções com a voz, facilmente conquistou a capital inglesa. Logo de seguida foi a vez de Paris, prestes a mergulhar no terror da Revolução Francesa. O seu talento tornou-se lendário, conquistando eruditos, políticos e vários soberanos do seu tempo, bem como os palcos habituados à presença das maiores divas, como Espanha, Itália, Prússia, Áustria ou Alemanha. Gloriosos foram os três anos que passou na Rússia, onde privou com Catarina, a Grande, e dela recebeu muitos presentes.

Quando Luísa regressou a Portugal, para viver em paz depois de uma carreira gloriosa, o destino foi-lhe cruel. Primeiro as invasões francesas e depois as lutas liberais delapidaram muito do que acumulara. Ignorada pelos governantes do país e esquecida pelos seus compatriotas, a luz de Luísa Todi, que um dia iluminara toda a Europa, apagou-se em Lisboa, sem direito sequer a uma sepultura digna. 


Este é um romance histórico escrito com o rigor factual de uma biografia e o talento único de Maria Helena Ventura, autora de Afonso, o Conquistador e Onde Vais Isabel?


Sobre a autora:
Maria Helena Ventura nasceu em Coimbra, terra de toda a família materna. Mantém ainda uma profunda ligação afetiva ao Porto, de onde o pai era natural, e a Lisboa, para onde veio no final da adolescência, onde se licenciou e fez o Mestrado em Sociologia da Cultura. Vive no concelho de Cascais. É membro da IWA – International Writers and Artists Association, Sociedade de Geografia de Lisboa e Associação Portuguesa de Escritores. Tem dezanove títulos publicados, até ao momento: sete de poesia, onze de ficção (romance) e um título de literatura infantil, além de trabalhos académicos nas áreas da Sociologia da Educação e da Cultura.

Em destaque: “A Casa do Lago” de Ella Carey

Um segredo de família. 
Uma jóia perdida. 
Uma herdeira improvável.

Sinopse:
Anna Young está satisfeita com a sua vida bem-sucedida em São Francisco. Mas o seu mundo é virado do avesso quando o seu avô, Max Albrecht, revela um segredo surpreendente: Anna é a herdeira de uma família aristocrática que perdeu tudo durante a Segunda Guerra Mundial. Há mais de setenta anos, Max foi forçado a deixar para trás a sua vida e um precioso objeto na sua propriedade na antiga Prússia. E agora quer que Anna o recupere.

Anna acede ao pedido do avô e viaja para a Alemanha, impaciente por obter respostas: O que poderá ser assim tão importante para o seu avô? E por que razão ocultou a sua história? A busca leva-a a Wil, um homem que pode deter a chave para desvendar o mistério. Juntos descobrem que os segredos da família estão ligados a um apartamento abandonado em Paris… e que esses segredos têm raízes mais profundas do que alguma vez imaginaram.

Sobre a autora:
Ella Carey é uma confessa francófila que quase pode chamar a Paris a sua segunda casa. Em 2011, ao trabalhar num romance sobre um mistério em volta de arte antiga, deparou-se num blogue com um apartamento em Paris que ficou abandonado durante setenta anos. Esta história de uma mulher que deixou a sua residência cheia de tesouros e nunca mais regressou parecia a inspiração perfeita para um romance, e continha todas as paixões de Ella. Formada em Literatura Inglesa e Música, e apaixonada por Arte e História, estudou francês desde os cinco anos e viajou para Paris uma dúzia de vezes. Ella Carey vive com o marido, dois filhos adolescentes e dois maravilhosos galgos italianos. Pode consultar as páginas da autora em https://www.facebook.com/ellacareyauthor/ ou www.ellacarey.com.

"A Provadora" de V. S. Alexander (OPINIÃO)

Bem a propósito do dia 27 de janeiro – dia dedicado à Memória das Vítimas do Holausto – venho apresentar-vos a minha opinião sobre este livro de V. S. Alexander, "A Provadora".

O Holocausto, Hitler, o nazismo e a Segunda Guerra Mundial são sem dúvida uma fonte inesgotável de inspiração. Sejam livros, filmes, documentários, acredito que irão sempre aparecer novas abordagens ao conflito que mais mexeu com a Europa e o mundo. E nós, leitores apaixonados pelo tema, iremos continuar a consumi-los, e sempre a querer saber mais. Porque na realidade é isso que é importante. Não esquecer e não deixar esquecer.
Berghof - conhecido refúgio nazi nos Alpes Bávaros

“A Provadora” trouxe-me de facto uma visão diferente do conflito nazi. Magda Ritter era uma simples jovem alemã, com vinte e poucos anos, a viver em casa dos pais. Como muitos outros, ela era algo ignorante sobre a realidade do que se passava no seu país. De forma a protegê-la da guerra, que atingia em força a cidade onde vivia, Berlim, foi enviada para viver com os seus tios numa vila na Baviera, perto da famosa casa refúgio de Hitler, Berghof. Através de contactos do seu tio, e porque precisava de trabalhar, ela foi escolhida como provadora da comida de Hitler e pode, portanto, conhecer bem de perto as rotinas e os hábitos do ditador. E mais não conto pois não vos quero estragar a leitura.

Uma das salas de Berghof com a famosa janela panorâmica.
Escrita num tom calmo e pausado, contrastando com o que sabemos que ía acontecendo, e narrado na primeira pessoa, como se tivesse sido a própria Magda Ritter a escrever as suas memórias, somos convidados a recostarmo-nos e a apreciar a leitura.

A verdadeira provadora, Margot Woelk.
Sei que, embora ficcionada, esta história foi inspirada numa mulher que existiu realmente. Margot Woelk foi uma das quinze provadoras de Hitler e manteve o seu passado escondido de todos até perto da sua morte. Quero acreditar que, como a heroína desta história, Margot conseguiu fazer parte da resistência silenciosa que se revoltava contra a máquina nazi e que de alguma forma contribuiu para a queda de Hitler.
Hitler tomando uma refeição com Eva Braun.
É um livro que vale a pena ler, com o qual descobri um pouco mais sobre a vida macabra de Hitler, os seus hábitos e o convívio com aqueles que formavam o seu núcleo duro. Apesar de nos sentirmos um pouco chocados com aquilo que sabemos, é mais um importante passo no sentido de não deixar esquecer o que foi o holocausto nazi. Recomendo sem hesitações.

Em Destaque: "A Provadora" de V. S. Alexander

Em plena Segunda Guerra Mundial, uma jovem encontra refúgio ao lado do homem mais perigoso do mundo.

Sinopse:
Em 1943, alarmados com os constantes raides aéreos dos Aliados sobre Berlim, os pais de Magda Ritter enviam-na para Berchtesgaden, uma remota cidade nos Alpes Bávaros. Aqui ela é recrutada para o Berghof, o refúgio de montanha de Hitler, onde é treinada para desempenhar uma única função: provar a comida do Führer, oferecendo se em sacrifício para o manter a salvo de envenenamento.

O Berghof parece estar a um mundo de distância da realidade das batalhas e, apesar de a princípio estar aterrorizada, Magda habitua-se gradualmente à sua perigosa missão. Mas o seu amor por um conspirador das SS e a sua crescente tomada de consciência das atrocidades do Reich empurram Magda para uma conspiração que irá testar a sua inteligência e lealdade.

Vividamente escrito, A Provadora desenrola-se no momento mais negro e turbulento da humanidade, oferecendo nos uma trama plena de intriga e terror, mas também de extraordinária coragem, sacrifício e amor.

Sobre o autor:
V. S. Alexander é um fervoroso estudioso de História. O seu trabalho foi influenciado por autores como Shirley Jackson, Oscar Wilde, Daphne du Maurier e as irmãs Brontë. Vive na Florida.

"Fahrenheit 451" de Ray Bradbury (Opinião)


Noutro dia cruzei-me com um post no Facebook a perguntar, mais ou menos assim, «E vocês, que livro queimariam?»A pergunta, apesar de perceber que havia sido feita num sentido figurativo, chocou-me. Chocou-me porque, tal como muitos de vocês, a imagem de um livro a arder transporta-me para a Alemanha nazi e para a perda de liberdades, incluindo a do conhecimento e da vida. Nessa época foram queimados mais do que 20.000 livros. Tudo o que fosse considerado "pouco alemão" ía parar à fogueira. E não passou muito tempo até que fossem as pessoas a ir parar ao mesmo sítio. A queima de livros ou a proibição de ler certos livros está sempre ligada à condução de uma sociedade para a ignorância com vista à manipulação. Por isso, mesmo que um livro seja uma porcaria, e nós sabemos que há aí autores que só são lidos porque estão na moda, não pode, nem deve ser alvo de "queima" 

Bem, sobre este livro de Ray Bradbury, não sendo eu fã de ler ficção científica, sabia que era uma leitura obrigatória. Aproveitei a nova edição da Saída de Emergência a propósito do filme que está para estrear em breve, arranjei um exemplar e li-o.

A história que este livro nos conta passa-se numa sociedade imaginária e claramente ditatorial, em que as pessoas vivem em perfeita ignorância, como ovelhas num rebanho, sem vontade própria, presas a uma vida evasões coloridas e programas de televisão sem conteúdo. A personagem principal, Guy Montag, é um bombeiro. Mas naquela distopia tudo é à prova de fogo, pelo que os bombeiros apenas existem para queimar livros. No quartel a sirene toca quando há suspeita de alguém que esconda livros e os bombeiros correm para "apagar" o perigo do conhecimento, das ideias e opiniões que podem surgir ao ler e queimam os livros e tudo o que lhes diga respeito. 

Um dia, Montag cruza-se com uma estranha jovem de 17 anos que lhe coloca uma semente de dúvida na mente: o que terão os livros de tão importante para terem de ser queimados para que ninguém os leia? E aí começa a viagem de Guy rumo à rebelião. É interessante acompanhar o desabrochar de Guy Montag enquanto ser pensador. Achei piada à sua urgência em querer sentir que estava a ter pensamentos originais e não simples ecos do que outros diziam. 

Entristeceu-me perceber que este livro, apesar de ter sido escrito nos anos 50, descreve uma realidade que nos é extremamente próxima. A nossa sociedade, tão cheia de programas de televisão ocos, revistas e jornais que não publicam mais do que fofoquices e onde o entretenimento rápido é o mais importante, releva para segundo plano a importância do conhecimento, quase o considerando como sobrevalorizado e inútil. Foi realmente como uma crítica à sociedade da época que Ray Bradbury o escreveu, mas certamente nunca imaginou que sessenta e tal anos depois seria uma crítica ainda mais pungente.

Acabei por gostar. Não é uma escrita fácil, esta a de Ray Bradbury, e não sendo eu grande apreciadora de ficção científica, ainda mais me custou ler este livro. Mas, apesar de rebuscada, tem uma certa beleza e não interfere com o ritmo da leitura, por isso pude apreciar a história de que tanto já tinha ouvido falar. Marcou-me, como certamente marcou e vai marcar a todos os que lerem este livro. Uma obra indispensável em qualquer estante.

Os cartazes dos filmes (de 2018 e 1966)

Curiosidades: 

  • 451º F (= 233ºC) é a temperatura a que arde o papel dos livros; 
  • O título originalmente pensado para este livro foi "O Bombeiro", mas Ray e os seus editores acharam que seria demasiado monótono, pelo que ligaram para um quartel de bombeiros para saber qual a temperatura a que arde o papel - 451ºF;
  • Ray Bradbury escreveu Fahrenheit 451 rodeado de livros, na cave da Biblioteca Powell na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) onde se podia alugar uma máquina de escrever a 20 cents à hora. Ray, no entanto, nunca foi para a Universidade, ficando com apenas o equivalente ao nosso secundário;
  • O primeiro filme com base neste livro foi lançado em set/1966 mas só chegou a Portugal mais de um ano depois com o título "Grau de Destruição";
  • Está para estrear brevemente em Portugal um novo filme baseado neste livro. Intitulado de Fahrenheit 451 conta com Michael B. Jordan (Black Panter) e Michael Shannon (A Forma da Água) nos papéis principais. Podem ver o trailer aqui.

Em destaque: "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury

Como uma mensagem mais relevante do que nunca, venha descobrir o clássico profético de Ray Bradbury sobre o poder da resistência à tirania política. 

Sinopse:
Guy Montag é um bombeiro. O seu emprego consiste em destruir livros proibidos e as casas onde esses livros estão escondidos. Ele nunca questiona a destruição causada, e no final do dia regressa para a sua vida apática com a esposa, Mildred, que passa o dia imersa na sua televisão.

Um dia, Montag conhece a sua excêntrica vizinha Clarisse e é como se um sopro de vida o despertasse para o mundo. Ela apresenta-o a um passado onde as pessoas viviam sem medo e dá-lhe a conhecer ideias expressas em livros. Quando conhece um professor que lhe fala de um futuro em que as pessoas podem pensar, Montag apercebe se subitamente do caminho de dissensão que tem de seguir.

Mais de sessenta anos após a sua publicação, o clássico de Ray Bradbury permanece como uma das contribuições mais brilhantes para a literatura distópica e ainda surpreende pela sua audácia e visão profética.

Sobre o autor:
Ray Bradbury (1920-2012) é um dos autores norte-americanos mais célebres do século XX. Autor de fantasia, ficção científica e horror e um incrivelmente talentoso contador de histórias, é conhecido pelos seus romances Fahrenheit 451, Crónicas Marcianas e a coletânea O Homem Ilustrado. As suas obras já conheceram inúmeras adaptações para cinema, televisão e banda-desenhada ao longo das últimas quatro décadas. Algo Maligno Vem Aí é um dos seus livros mais amados e é pela primeira vez publicado em Portugal.