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"O Filho Pródigo" de Colleen McCullough (opinião)

Há alguns anos li “Um Passo à Frente” de Colleen McCullough, o seu primeiro policial. Escusado será dizer que adorei, como todos os outros livros que li dela. Mas lembro-me que não foi uma leitura fácil, tal como este agora não o é. Mas a autora é fenomenal. Mesmo com os cenários mais complicados, naquele caso em relação a um laboratório de investigação médica, ela consegue transpor a barreira de uma eventual dificuldade linguística (muitos termos médicos complicados) e escreveu um policial fabuloso. Tal e qual como neste que agora terminei!

Uma das características dos seus livros, quer sejam policiais ou não, é que Colleen McCullough aborda sempre questões sociais importantes, normalmente relacionadas com o papel das mulheres na sociedade. Este livro não escapou à regra. Aqui, ela põe o dedo na ferida e esmiúça a sociedade típica dos anos 60, e o que era esperado ou não de uma mulher, sendo provável que ela própria tenha passado por algumas situações menos boas, uma vez que encetou, exatamente nos anos 60, e no Connecticut, uma carreira na pesquisa neurológica.
A par e passo com essa discriminação, a autora aborda ainda neste livro os preconceitos existentes naquela época (e quiçá ainda hoje em dia) sobre os casamentos inter-raciais – a história roda à volta de um casal de biocientistas, ele negro e ela caucasiana.
Mas o enredo complica-se na medida em que o local onde começam a acontecer homicídios, é uma pequena e pacata vila no Connecticut, que cresceu à volta de uma universidade, e onde toda a gente sabe a vida uns dos outros.

Com um rol de potenciais testemunhas e suspeitos para interrogar, o detetive encarregue do caso é novamente Carmine Delmonico, que iniciou esta saga em “Um Passo à Frente”. É um detetive à moda antiga que prima pela dedução lógica e por confiar nos instintos, seus e de alguns colegas. A sua equipa é deveras fascinante, começando por Delia, uma britânica com um sentido de moda algo excêntrico, que consegue chegar a determinados locais onde os homens não conseguem, até à sua esposa, Desdemona Delmonico, que o brinda com uma boa dose de sabedoria e humor ao jantar. Desdemona é uma das minhas personagens favoritas!

Gostei muito da leitura deste 4º policial de Colleen McCullough, que apesar de pertencer a uma saga, aguenta-se bem sozinho, não sendo necessário ler os anteriores para o complementar. Adorei a voltas e reviravoltas no enredo, que nos leva a suspeitar primeiro deste, depois daquele e mais tarde de um outro.

Espero que a Bertrand aposte na publicação do último desta saga, pois ler Colleen McCullough nunca me cansa. J

Em destaque: “O Filho Pródigo” de Colleen McCullough

Sinopse:
Holloman, Connecticut, 1969.
Uma toxina letal, extraída do peixe-balão, é roubada de um laboratório na Chubb University. Mata em poucos minutos e não deixa vestígios. Millie Hunter, médica especialista em bioquímica, está preocupada e comunica de imediato o roubo ao seu pai, o médico-legista Patrick O’Donnell.
O primo de Patrick, o capitão Carmine Delmonico é rápido a agir quando os corpos se começam a amontoar. Uma morte súbita num jantar seguido de uma outra num evento de gala parecem à primeira vista ligadas apenas pelo veneno e pela presença do médico Jim Hunter, um cientista à beira da grandeza e marido de Millie. O doutor Jim, um negro casado com uma branca, enfrentou escândalos e preconceitos a maior parte da sua vida; o que o levaria a arriscar tudo agora? Estará a ser incriminado pelos homicídios - e, em caso afirmativo, por quem? Carmine e os seus detetives devem seguir a pista através da multidão de excêntricos da cidade universitária, mesmo que isso os conduz para muito perto de casa.

Sobre a autora, Colleen McCullough, uma das minhas favoritas - espreitem aqui.

Podem começar a ler as primeiras páginas aqui.

Opinião: "Agridoce" de Colleen McCullough

Esta foi realmente uma leitura agridoce. Ainda mal podia em mim de contente, pelo regresso aos romances épicos por parte da minha autora favorita de sempre, quando soube da sua morte. Colleen McCullough faleceu a 29 de janeiro deste ano, vítima de doença prolongada. :(
Apesar de nos últimos anos o corpo lhe falhar, Colleen nunca deixou de escrever. Agridoce foi a sua última publicação.

Antes de se tornar numa autora conceituada, através da publicação de Tim e de Pássaros Feridos, Colleen McCullough foi uma neurocientista notável, tendo dedicado dez anos da sua vida à pesquisa nessa área, na Universidade Médica de Yale, nos EUA. Foi igualmente a responsável pela criação do departamento de Neurofisiologia no Hospital Royal North Shore de Sidney. Talvez por isso ela se sinta bastante confortável a escrever histórias onde a ação decorra num hospital. Assim foi em Uma Obsessão Indecente, Um Passo à Frente, e agora neste Agridoce.

Segundo a própria, a palavra agridoce foi o mote. Porque não escrever sobre a vida, que tantas vezes nos surge como agridoce? A sua própria vida foi um bom exemplo disso! 
Também queria escrever algo sobre um hospital do interior, com enfermeiras e talvez sobre o amor fraternal. Foi quando neste último ano, apareceu-lhe do nada a ideia dos dois pares de gémeas. E assim nasceu este novo livro, Agridoce, como a vida, com uma história sobre a vida das gémeas Latimer.

A ação passa-se na Nova Gales do Sul, na cidade ficcionada de Corunda, a duas horas de comboio de Camberra, e atravessa as décadas de 1920 / 1930, durante a Grande Depressão que assolou todo o mundo civilizado. As gémeas Latimer, Edda, Kitty, Grace e Tufts, filhas do pastor anglicano da cidade, são conhecidas por toda a Nova Gales do Sul, não só pela sua beleza, inteligência, perspicácia e língua afiada,
Quando vi a capa original,
reconheci de imediato Edda.
Pelo menos a que imaginei.
como também pelo amor fraternal que as une apesar das diferenças. Edda é a gémea mais velha de Grace, e Kitty a mais nova de Turfts. A minha favorita é sem dúvida Edda, uma mulher notável, que ao longo da história se mantém digna, indomável e igual a si mesma, ansiando por um curso em medicina, até então vedado às mulheres. O desejo de Tufts é organizar o mundo, e enquanto que Grace se contenta com casar e ter filhos, Kits anseia por alguém que veja para além do seu adorável rosto.
As gémeas Latimer condensam entre elas a força feminina que aos poucos se foi impondo num mundo dominado por homens.

E como sempre foi habitual nesta querida autora que agora nos deixou, este livro passa claramente a fronteira do romance histórico, tornando-se um fabuloso romance épico, que nos inspira, ensina ao mesmo tempo que nos entretém.
Ler Colleen McCullough, foi e sempre será um prazer.
Até sempre, Colleen. 

Numa das suas últimas entrevistas, na sua sala dos fetos, a boa disposição de Colleen,
tal como na vida, foi um fator sempre presente.


Se nunca leram Colleen McCullough sintam-se privilegiados, pois têm ainda as obras dela para descobrir. A mim resta-me ler A Canção de Tróia, O Dia de Todos os Pecados e a série de O Primeiro Homem de Roma, e esperar novas publicações de outros livros dela em Portugal.

Muito obrigada à Bertrand por esta leitura magnífica.
Para mais informações sobre este livro, visitem por favor a página do mesmo no site da Bertrand, aqui.

:( Colleen McCullough morre aos 77 anos

Nem acredito... :(

Ver notícia aqui.

Para saberem mais sobre esta maravilhosa autora que nos deixou hoje, espreitem a sua biografia e bibliografia » aqui.
Era uma das minhas autoras favoritas, e deixa-nos um legado extraordinário.
Se não conhecem as suas obras, não hesitem em descobri-las.

Em destaque: "Agridoce" de Colleen McCullough

Uma saga épica de amor e traição, de sonhos perdidos e conquistados.

Sinopse:
No seu primeiro romance épico desde Pássaros Feridos, Colleen McCullough narra a apaixonante história de dois pares de gémeas, tendo como cenário a Austrália dos anos 20 e 30. Todas elas se formam em enfermagem, mas cada uma tem as suas próprias ambições. 

As quatro irmãs Latimer não podiam ser mais próximas, mas cada uma delas tem os seus próprios sonhos: Edda quer ser médica, Tufts quer organizar tudo, a Grace ninguém pode dizer que caminho deve seguir e Kitty quer ser conhecida por outra coisa que não a sua beleza. São famosas na Nova Gales do Sul pela sua beleza e ambição, bem como pelo seu espírito, mas, à medida que se aproximam da maturidade, as perspetivas limitadas da vida que as espera é desmoralizante.
Decidem inscrever-se todas juntas numa formação em enfermagem, uma nova opção para as mulheres que até então se tinham visto limitadas ao papel de esposas e mães. As irmãs Latimer irão conhecer novas pessoas e encontrar desafios que em muito contribuirão para o seu amadurecimento e independência. 
Conhecerão homens de todos os quadrantes sociais, agricultores, colegas no hospital e até homens com cargos públicos e políticos, e cada uma das irmãs terá de avaliar as suas decisões e aquilo que é para si mais importante. O resultado é por vezes feliz, outras arrasador, mas sempre… agridoce.

Mal posso esperar para começar este livro de uma das minhas autoras favoritas de sempre!!! :)

"As Senhoras de Missalonghi" de Colleen McCullough

Colleen McCullough é uma das minhas autoras favoritas e é com grande prazer que vou descobrindo pequenos tesouros, edições antigas, livros perdidos no tempo, exactamente como este.
"As Senhoras de Missalonghi" foi um livro publicado em 1985, quase uma década depois de "Os Pássaros Feridos". Trata-se de uma pequena história, com um enredo bastante simples, embora deliciosamente elaborado, como todos os livros desta autora. É aliás o seu tipo de escrita, tão característica, que nos agarra logo após as primeiras páginas em que somos apresentados às três senhoras de Missalonghi e nos leva pela história fora até um final magnífico e algo inesperado.
É sem dúvida um livro a não perder!

Sinopse:
"Quem é John Smith? Que mistério envolve o seu passado? Por que é que decidiu viver sózinho no meio do mato, apenas cercado pelo silêncio? Foram estas as interrogações que assaltaram os indignados membros do clã Hurlingford, quando John mith desceu à cidade.
Ninguém no entanto veio a ser tão afectada por ele como a mais jovem das três senhoras que habitavam a casa Missalonghi.
A vida de Missy, com efeito, jamais parecera comportar qualquer tipo de surpresa, e o seu futuro podia prever-se com a mesma segurança com que as pessoas conheciam o seu passado.
À semelhança da mãe da tia solteira que viviam com ela, Missy era apenas mais uma das mulheres sem homem do clã Hurlingford, um ser de quem se tinha pena, mas que se explorava, se tratava com alguma sobranceria e ao qual não se atribuia qualquer especie de importância.
Só que havia quem soubesse que, por detrás da aparência formal daquela mulher, existia uma personalidade simultaneamente encantadora e ousada..."

"Pássaros Feridos" de Colleen McCullough

"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade do que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência..."

A minha opinião: 
Foi uma leitura de puro deleite!! Esta é realmente uma das minhas autoras favoritas.
Tal como praticamente todos os outros que li dela, este é também um verdadeiro épico arrebatador do primeiro ao último instante.

A narrativa começa em 1915 e termina em 1969, tendo como pano de fundo o grande continente Australiano, mas esticando-se também pela Europa, e abrangendo um sem número de acontecimentos como a Grande Depressão de 1929, a II Guerra Mundial e outras situações mais localizadas.
Ficamos também a conhecer em pormenor a grande Austrália, terra natal desta nossa autora, e sem dúvida local predominante nos seus livros. Na verdade a evolução deste país está de tal forma bem documentada neste livro que quase podemos considerá-lo como mais uma personagem, tão volúvel, terrível, generosa e apaixonante que esta terra se nos apresenta.

A história da família Cleary é relatada de uma forma cativante e apaixonante e ao longo de três gerações são-nos apresentadas personagens ricas e fascinantes, que nos envolvem de tal forma na sua história que se torna complicado interromper a leitura. Os seus dilemas, os seus problemas, as suas dúvidas e as suas dores são tão reais que quase nos sentimos impelidos a ajudá-los.
O envolvimento de duas dessas personagens acabam por ser o ponto central da história, à volta do qual tudo acontece e deriva: Meggie Cleary e Ralph de Bricassart. Mas ao fim e ao cabo, esse envolvimento não é mais que uma simples pedra num charco, que ao originar grandes e diversos círculos acaba por ser remetida para segundo plano.

Este livro deu origem a uma mini-série televisiva do mesmo nome, apresentada em Portugal nos anos 80, e eu tenho recordações dessa série. Não me lembrava exactamente da história mas tinha uma ideia geral. Foi muito agradável poder visualizar o Ralph de Bricassart como o belo Richard Chamberlain e confesso que me maravilhei ao regurgitar da minha memória certos e determinados cenários em que a série se manteve fiel ao livro.
É uma leitura que recomendo. Sem dúvida alguma que merece as minhas 5*!

Nota 1: A edição que eu li é a da revista Sábado, pelo que as 618 páginas da edição da Difel estão condensadas em 200 e tal. Não recomendo, pois torna-se fisicamente cansativo para a nossa vista.
Nota 2: Se alguém quiser o download aqui fica o link.

Sinopse:
Pássaros Feridos é a saga vigorosa e romântica de uma família singular, os Clearys. Começa no princípio deste século, quando Paddy Cleary leva a mulher, Fiona e os sete filhos do casal para Drogheda, vasta fazenda de criação de carneiros, propriedade da irmã mais velha, viúva autoritária e sem filhos; e termina mais de meio século depois, quando a única sobrevivente da terceira geração, a brilhante actriz Justine O’ Neill, muitos meridianos longe das suas raízes, começa a viver o seu grande amor.
Personagens maravilhosas povoam este livro: o forte e delicado Paddy, que esconde uma recordação muito íntima; a zelosa Fiona, que se recusa a dar amor porque este, um dia, a traiu; o violento e atormentado Frank e os outros filhos do casal Cleary, que trabalham de sol a sol e dedicam a Drogheda a energia e devoção que a maioria dos homens destina às mulheres; Meggie, Ralph e os filhos de Meggie, Justine e Dane. E a própria terra: nua, inflexível nas suas florações, presa de ciclos gigantescos de secas e cheias, rica quando a natureza é generosa, imprevisível como nenhum outro sítio na terra.

"Um Passo à Frente" de Colleen McCullough


Uma magnífica e empolgante incursão pelo mistério e suspense da autora de Pássaros Feridos e O Toque de Midas. Um romance explosivo e genuinamente emocionante que garantirá noites em branco ao leitor…


Sinopse:
Em Holloman, Connecticut, alguém anda a perseguir e a matar adolescentes inocentes.
Num prestigiado centro de investigação de ciências neurológicas, coloquialmente conhecido como “Hug”, são descobertas partes do cadáver de uma jovem num dos seus frigoríficos. Rapidamente, o tenente Carmine Delmonico, da polícia local, descobre que têm vindo a ocorrer em todo o Estado uma série de desaparecimentos, todos eles seguindo um padrão semelhante e todos eles com o mesmo final horripilante.
Com as hierarquias de poder do Hug em tumulto e todos os membros do pessoal a esconderem alguma coisa, Delmonico mergulha na vida e no passado de cada um deles. É o maior caso da sua carreira e ele está decidido a resolvê-lo. Mas como se encontra um monstro que não deixa pistas e que está sempre um passo mais à frente?

A minha opinião:
Que livro fantástico!!!
Uma policial como há muito não lia, nem sequer via no cinema! Porque será que não adaptaram este livro ao grande écran?!? É absolutamente genial!
Os aficionados de policiais vão simplesmente adorar, e os demais leitores não vão de certeza ficar indiferentes. Adorei!
Não posso adiantar muito da história, caso contrário perderá a piada… mas vou tentar dar-lhes uma ideia do que falo.
A história anda à volta de um um instituto de investigação médica localizado numa pequena cidade do Connecticut que foi cenário de uma descoberta macabra – partes de um corpo de uma jovem mutilada. Um engenhoso detective é colocado à frente do caso e brevemente percebemos que o caso não foi único e que estamos perante um serial killer. Um rol infindo de suspeitos desfila perante o nosso olhar, sem que vejamos para além do óbvio. Seguimos a investigação a par e passo mas a meio do livro ainda não fazemos ideia de quem será o ou os culpados.
Este é um livro que nos arrasta em suspense e interrogações mesmo até à última página, pois embora o assassino seja descoberto umas boas 40 páginas antes do final, ainda ficam muitas questões por responder.
A autora escreve de uma forma clara, que mesmo com a quantidade enorme de personagens o leitor não se perde, o que é sempre de louvar num policial.
Achei-o absolutamente genial!
Colleen McCullough é sem dúvida uma escritora impressionante, e lamento que esta tenha sido a sua única incursão pelos caminhos do mistério e do suspense.

(Tenho de agradecer novamente a generosa oferta da querida Lucie que me tão gentilmente me ofereceu este livro. Muitíssimo obrigada, de todo o meu coração de leitora!!!)

"A Viagem de Morgan" de Colleen McCullough

Sinopse:
Richard Morgan é filho de um taberneiro de Bristol, sensível e instruído, com um dom especial para fabricar mosquetes de pederneira, que a Inglaterra tenciona utilizar contra as suas revoltadas colónias americanas.
Quando Richard arranja trabalho numa destilaria de rum, a sua eficiência e perspicácia levam-no a encontrar vários canos escondidos, que tem de denunciar, já que desviam ilegalmente 800 galões desta bebida por semana, de modo a fugir aos impostos. É assim que se encontra envolvido numa teia de corrupção que o vai levar a ser aprisionado num dos vários navios de deportados ancorados em Inglaterra e depois noutro, com destino à nova colónia penal que é a Austrália.
Enquanto Morgan tenta resistir a desastres naturais e às falsidades e subterfúgios dos outros sobreviventes, vemos formar-se diante dos nossos olhos um microcosmos da audaciosa sociedade em que a Austrália se haveria de transformar.
A investigação brilhante e exaustivamente realizada a todos os pormenores da época que serve de cenário à obra, torna-a memorável e verosímil com a reprodução de mapas, quadros, plantas de navios e outros materiais. A Viagem de Morgan, é pois, um excelente romance de aventuras, com a indomável energia e o ritmo imparável de um filme de acção.


A minha opinião:
(Leitura terminada a 21 de Abril de 2009)

Que bela a história esta, a de Richard Morgan!
De Inglaterra à terra que haveria de se chamar Austrália, do desgosto ao amor, Richard mostrou ser um personagem com uma vontade férrea, focado em sobreviver e em vingar numa terra inóspita, aproveitando em pleno a segunda oportunidade que a vida lhe deu para se realizar.
Este é um excelente livro de História que nos mostra de uma forma impressionante (mas não impressionável) como se processavam as viagens de condenados rumo ao degredo, como se formaram as primeiras colónias, de que fibra eram feitos os primeiros australianos.
Não há dúvida alguma que esta autora é não só uma contadora de histórias como uma professora.
Adorei.


(Obrigada Lígia por mais este empréstimo!)

"Tim" de Colleen McCullough


Sinopse
Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

A minha opinião:
Esta autora é sem dúvida uma excelente contadora de histórias. Por muito que a história não nos agrade ou que não nos convença, a forma como está escrita cativa-nos a continuar e apenas nos damos por satisfeitos quando chegamos à última página.
Foi o que me aconteceu com esta história.
É uma história algo diferente do normal, propensa a escandalizar alguns e a tocar outros.
Confesso que fiquei a meio termo.
Não posso negar que a espiritualidade manifesta daquela relação era muito forte, o que a tornou aos meus olhos bastante comovente, mas na verdade o factor físico que se materializou mais tarde, veio a denegri-la um pouco.
Uma coisa é certa, se a personagem de Mary não me convenceu, a personagem de Tim tocou-me profundamente. Pessoas como ele são seres especiais, anjos disfarçados que entram nas nossas vidas e nos modificam. Quem já conheceu alguém assim, sabe do que falo. Só por ele e pelo evoluir da sua personalidade apoiado no amor "da sua Mary" este livro já valeu a pena.

(Obrigada Lígia por mais este empréstimo)
B.O.

"Uma Obsessão Indecente" de Colleen McCullough

Sinopse:
Amor, ciúme, inveja e dilemas morais perpassam este intenso romance, da autora dos best-sellers Pássaros Feridos e O Toque de Midas. Cinco homens e uma mulher ocupam um pavilhão isolado de um hospital militar algures numa ilha do Pacífico, no fim da Segunda Guerra Mundial.Cinco homens marcados por longos e dolorosos anos de guerra e uma mulher, Honour Langtry – a enfermeira que os assiste e representa para todos a família ausente. A esse pequeno mundo, que vive um equilíbrio precário, chega um elemento inesperado: Michael Wilson, um sargento cheio de condecorações e que, ao contrário dos outros, parece perfeitamente «intacto». Na verdade, é isso que o torna uma ameaça para os seus companheiros, todos eles, em graus diferentes, psiquicamente afectados. Durante algum tempo, a enfermeira Langtry convence-se de que tudo irá decorrer normalmente já que Michael, depois de uma integração difícil, começa a ser aceite pelos outros, o que é uma ilusão tanto mais perigosa quanto o seu crescente envolvimento amoroso com Michael se reflecte negativamente sobre o comportamento daqueles homens há muito tempo privados de mulheres. Wilson torna-se assim, sem querer, o catalisador do ciúme, das paixões, da violência, da intriga e inevitavelmente, da tragédia! Colleen McCullough neste seu novo romance disseca, num clima tenso e cheio de emoção, os mais simples sentimentos humanos e os dilemas morais mais difíceis.
A minha opinião:
Foi o segundo livro que li nas férias e confesso que fiquei um pouco desiludida. Talvez não o devesse ler nesta altura. Não há dúvida que a escrita da autora é a mesma, envolvente e cativante, no entanto falta magia à história. A mesma magia que encontrei em "O Toque de Midas". E mais não consigo acrescentar. Foi um livro que não me cativou mesmo nada. Acho que foi uma má escolha para leitura de férias. :(

"O Toque de Midas" de Colleen McCullough

O primeiro livro que li desta autora foi em 2006 (foi o último livro desse ano), chamava-se "A Casa dos Anjos" e encantou-me. Por incrível que pareça, pois isto não me costuma acontecer, esqueci-me desta autora até me começar a cruzar novamente com o seu nome no princípio deste ano. Inscrevi-me num ring do Bookcrossing e eis que a redescubro! :)

Adorei a forma como escreve, como nos envolve nos sentimentos de cada personagem, como nos cativa a continuar e como nos apresenta factos históricos, como por exemplo o nascimento e o crescimento da sociedade australiana.

Graças a este livrinho, viajei até a uma América no seu começo, peneirei ouro lado a lado com Alexandre, passeei pelo Oriente e assentei arraiais numa cidade Australiana, tão real quanto possível, junto com as suas duas mulheres, que me encantaram pelas suas diferenças e afinidades.
Adorei o espírito de Ruby e a calma de Elizabeth, admirei a inteligência e teimosia de Nell, embeveci-me com o misterioso Lee.
Alexandre, é um também um personagem que não vou esquecer com facilidade, pois apesar de tudo foi um dos que mais admirei.
Foi com muita pena, que ao folhear a última página, tive de fechar o livro dizendo adeus a todos os personagens que me fizeram companhia nestes últimos dias e que adorei conhecer.
Um livro, excelente, sem dúvida nota 5*!
Este é daqueles que terei de adquirir para a minha estante.

Sinopse:
No centro do romance está Alexander Kinross, lembrado na sua Escócia natal como um pobre jovem aprendiz de caldeireiro. Mas quando, anos mais tarde, escreve da Austrália a avisar que a noiva pode ir ter com ele, os seus parentes rapidamente se apercebem que fez fortuna com o ouro. Chegada a Sidney depois de uma difícil viagem, Elizabeth Drummond, de 16 anos, encontra-se com o seu futuro marido e descobre, para sua infelicidade, que ele a assusta e repugna. Sem outra hipótese, casa com ele e fica relegada numa quinta algures no imenso campo australiano. Isolada na enorme casa, sem outra companhia que os empregados chineses, Elizabeth descobre que a intimidade do casamento não serve de incentivo para que o marido lhe fale do seu passado - nem mesmo do seu presente. Nem sequer faz ideia que ele mantém uma amante, a sensual e extrovertida Ruby Costevan, a quem deu sociedade na sua empresa, rapidamente alargando os seus interesses para lá do ouro. Cativado pelas diferentes personalidades da esposa e da amante, Alexander decide manter ambas as mulheres. Elizabeth dá-lhe duas filhas: a brilhante Nell, muito parecida com ele, e a bela Anna, que irá colocar o pai numa situação com a qual, pela primeira vez ele não saberá como lidar. Motivado pelo desejo de ter um varão, Alexander vira-se para o filho de Ruby, como possivel herdeiro do seu império.



As histórias das vidas de Ruby, Elizabeth e Alexander são intercaladas com uma serie de outras ricas personagens, e depois de muitas reviravoltas, chegam a um supreendente e chocante clímax.

Colleen McCullough

Colleen McCullough nasceu a 1 de Junho de 1937 em Wellington, no estado australiano de Nova Gales do Sul.
Filha de James e Laurie McCullough, cresceu durante a II Guerra Mundial.
No seu primeiro ano na Faculdade de Medicina, sofreu de dermatite devido ao uso de sabonete cirúrgico e foi aconselhada a abandonar o seu sonho se tornar uma médica.
Ao contrário do esperado, ajustou o seu rumo para a neurologia e trabalhou no Royal North Shore Hospital em Sydney.
Em 1963 mudou-se para o Reino Unido onde conheceu o responsável do Departamento de Neurologia da Universidade de Yale que lhe fez um convite para integrar o corpo de pesquisadores. McCullough passou então os dez anos seguintes em New Haven no Connecticut (E.U.A) dividindo a sua atenção entre pesquisa e ensino.
Nos finais dos anos 70 instalou-se na Ilha de Norfolk (Pacífico), onde veio a conhecer Ric Robinson, com quem está casada desde 1983.

Começou sua carreira literária com a publicação de "Tim", seguido de "Pássaros Feridos", um best-seller internacional que bateu todos os recordes.

Colleen McCullough faleceu a 15 de janeiro de 2015, no hospital da Ilha de Norfolk. :(

Em Portugal foram publicadas as suas seguintes obras:
- Tim
- O Terceiro Milénio
- As Senhoras de Missalonghi
- A Viagem de Morgan
- O Toque de Midas
- Pássaros Feridos
- A Casa dos Anjos
- A Canção de Tróia
- Um Passo à Frente
- Uma Obsessão Indecente
- O Primeiro Homem de Roma I
- O Primeiro Homem de Roma II
- O Primeiro Homem de Roma III
- O Primeiro Homem de Roma IV
- O Primeiro Homem de Roma V
- O Primeiro Homem de Roma VI
- O Primeiro Homem de Roma VII
- O Dia de Todos os Pecados
- A Independência de uma Mulher
- Agridoce
- O Filho Pródigo


(Informação actualizada em maio de 2015)

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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