Jojo Moyes fala sobre "A Última Carta de Amor"


A propósito do livro "A Última Carta de Amor", tive a oportunidade de trocar umas palavrinhas com a autora, Jojo Moyes. :)
Para quem andou despistado, este livro, tal como o nome indica, anda à volta de uma carta de amor, que foi encontrada por acaso ao fim de 43 anos.
Ao longo do livro, os capítulos são apresentados de uma forma original, com excertos de textos encontrados em cartas ou mensagens trocadas entre um homem e mulher, sejam eles por sms, por email ou por carta.
Comentei com ela que a perda do hábito de escrever cartas é algo que me entristece um pouco. Mas confesso, mesmo querendo, hoje em dia, é difícil. Ou melhor dizendo, é mais fácil um email ou um sms. Dá menos trabalho, é mais rápido, mas… sem dúvida que se perde a magia.

Bem, voltando ao livro, uma das perguntas que os autores devem estar fartos de ouvir é esta, mas neste caso, não resisti a fazê-la:

Como surgiu a ideia para esta história, Jojo? Será que alguma carta perdida lhe caiu no colo? ;)
Gostava imenso que nos contasse a história por trás desta história. Pode ser?

A história surgiu-me em duas ocasiões distintas. A primeira foi através de uma prima que nunca tinha recebido uma carta de amor. Ela é um pouco mais nova do que eu, mas mesmo assim fiquei admirada ao pensar que hoje em dia as cartas de amor chegam através de email ou sms. Fiquei triste ao aperceber-me que uma geração inteira nunca irá entender a emoção de escrever e enviar ou receber uma verdadeira carta de amor.

A segunda ocasião foi num bar onde eu estava sentada a ouvir um grupo de mulheres atrás de mim a discutir sobre um sms recebido por uma delas. A mensagem dizia: “Até breve. Beijo” (no original: “Later. x”).
Elas estavam a tentar chegar à conclusão sobre o que queria dizer esta mensagem. Será que ele gostava dela? Será que não? Era o “beijo” significante? Deveriam ter sido “beijos” em vez de “beijo”?
Elas continuaram durante imenso tempo nestas considerações e eu apercebi-me como apesar de todos estes novos meios de comunicação, às vezes ainda complicamos mais as coisas. Esta mulher não tinha ideia sobre se aquele homem gostava dela, porque ela apenas podia tentar “ler” qualquer coisa entre as poucas palavras.
E pensei em como tudo era tão diferente quando se recebia uma verdadeira carta…

Obrigada mais uma vez Jojo pela sua simpatia e disponibilidade!


Podem ler a minha opinião sobre este livro aqui.

2 comentários:

Ivonne disse...

Definitivamente, também gostava de ler este livro!!

Pessoalmente, como gosto de escrever, acho que se perde a magia tanto ao escrever-se a computador (seja para enviar cartas de amor por email ou textos/histórias variadas) como ao telemóvel...

Uso o computador, por motivos de facilidade e rapidez, mas adoro escrever as minhas histórias e cartas no papel, à mão ;) (aliás, retenho um caderno - semelhante a um diário - que partilhei durante 3 anos com duas amigas. Os email's ficaram esquecidos nessa altura (por volta do meu secundário, de 2006-2009).)

Quanto à opinião: "Às vezes ler um novo livro de um autor que já conhecemos é como reencontrar um velho amigo." Sem dúvida, alguma... ;) Adorei!

Uma das vantagens que a Porto Editora oferece é o 1º capítulo de alguns livros ;) Isso pode ser um factor determinante para a compra do livro. Falo por fim, que já comprei alguns, só porque consegui ler aquelas primeiras páginas (e gostei).

Quanto à carta de amor do livro, é lindíssima. Fiquei curiosa, pois ela não viu a carta a tempo e nunca pôde comparecer à hora marcada.

Obrigada pela divulgação e fantástica opinião ;)

Ivonne disse...

Peço desculpa, li novamente a sinopse/opinião e enganei-me, pois não tinha percebido bem da primeira vez... ;) Jennifer, 1960 e Ellie, 40 anos depois. Mas mesmo assim, será que Jennifer chegou à hora marcada?

Um livro que vai para a minha listinha ;)

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