À conversa com... Lesley Pearse

Por vezes é difícil entrar no papel de entrevistadora, especialmente quando quem vamos entrevistar é uma das nossas autoras favoritas, cujos livros nos deram tanto. Bastou-me um relance a Lesley Pearse para saber que os meus planos de entrevista iriam por água abaixo. E na verdade, assim foi. A minha suposta entrevista transformou-se numa maravilhosa conversa, e eu ainda não consigo acreditar que tive a oportunidade de a ter com uma tão grande senhora.

O seu olhar escondem mil e uma histórias, e é imediatamente óbvio que conhece intimamente as personagens principiais dos seus livros, muito provavelmente na primeira pessoa. Lesley não tem problemas em admitir que teve uma vida algo complicada, tendo perdido a mãe em pequenina, saindo de casa aos 15 anos e vendo-se forçada a dar o seu bebé para adoção quando tinha apenas 18 anos.

Sendo publicada pela primeira vez apenas aos 48 anos, Lesley confessa que sempre teve “jeito com as palavras”. Vizinhos e conhecidos costumavam pedir-lhe para que escrevesse cartas por eles, e quando ganhou £ 25 ao escrever uma carta de reclamação para uma revista inglesa, Lesley diz que teve de finalmente admitir que tinha nascido com um dom, e decidiu explorá-lo um pouco, tirando um curso de contos.
Quando fez 40 anos, Lesley diz ter lançado a si própria três desafios: tirar a carta de condução, abrir o seu próprio negócio e ter algo publicado. Atingiu os dois primeiros objetivos com rapidez, no entanto, iria demorar 8 anos até ver o seu último desafio concretizado - o seu primeiro livro publicado foi Geórgia.

Quando lhe perguntei sobre como começava o trabalho para um novo livro, Lesley respondeu que primeiro imagina o enredo. Segue-se então muita pesquisa e mais ideias e ainda mais pesquisa. Na verdade, é provável passar-se algum tempo até que ela se sinta pronta. No entanto, quando chega a altura, limita-se a sentar e começar a escrever.

Não há dúvida que muitas das duas histórias e personagens são inspiradas em situações da sua própria vida, e Lesley diz que talvez seja por isso que as suas personagens principais, são sempre mulheres com uma bússola moral a orientar-lhes o caminho.

Relativamente aos diferentes géneros que escreve, Lesley admite que os seus editores têm sempre alguma dificuldade em classificar os seus livros. E na realidade assim é. Saltando de romances históricos, para policiais ela encontra sempre maneira de cativar os seus leitores, encantando-os até à última página do livro, independentemente do género.

Agora, com quase 70 anos Lesley Pearse é uma autora mundialmente aclamada, e vive numa pequena vila perto de Bristol. Criou o Women of Courage Award, um prémio que distingue mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária. Este ano, e pela primeira vez, houve uma portuguesa a ser condecorada com este prémio pela própria Lesley Pearse na Feira do Livro, numa ação conjunta entre a ASA e a revista Activa.

Agradeço uma vez mais a Lesley Pearse pelo tempo que dispensou para conversar comigo, e à ASA agradeço esta maravilhosa e inesquecível oportunidade.

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Sometimes it’s hard to put on the role of an interviewer. Especially when you meet one of your favourite authors, whose books have given you so much. One glance at Lesley Pearse and I knew my interview plans were ruined. And in fact, as it began the so called interview, it turned into a pleasant conversation and I still cannot believe that I had this special time with such a great lady.

Her eyes hide a thousand stories and you immediately realise that she knows her books’ characters better than anyone, probably in the flesh. She has no problems admitting to having had a difficult and hard life, loosing her mother at an early age, leaving home at 15 and having to give up her baby boy at 18.

Being a late published writer (at 48) she confessed that she always had a way with words. People used to ask her to write letters for them, and when she won £ 25 fir writing a letter of complaint to an English magazine, she finally admitted that she was born with this gift, and decided exploring it, taking a short story course. 
When she turned 40, she set three goals to achieve: passing her driving exams, starting her own business and having something published. She soon achieved the first two, but only got published 8 years latter, with her first book, Georgia.

When asked about how a book begins, Lesley said that she first gets a vague idea for the plot, then she does a lot of research, gathering more and more ideas and when she feels ready, she just sits down and writes.
There’s no doubt that a lot of her book stories and characters are inspired in her own life and experiences, maybe that’s why she feels there’s always a very strong moral compass guiding the great women that are her main characters.

Concerning her books' genres, Lesley Pearse agrees that sometimes her publishers have quite some difficulty in defining them. Swapping from historical sagas, romantic stories or crime, she always engages her readers completely.

Now, almost turning to 70 years old, Lesley is a world acclaimed author, lives in a small village near Bristol and launched The Women of Courage Awards that was for the first time awarded to a Portuguese woman two weeks ago.

I thank once again to Lesley for sharing some of her precious time with me, and of course, also thank Leya/ASA for giving me such a wonderful opportunity.

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