"Kakfa à Beira-Mar" de Haruki Murakami

Sinopse:
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério.
São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.

A minha opinião:
Este autor é daqueles que parece que nos lançam um feitiço e nos seduzem com as suas palavras, envolvendo-nos intensamente na leitura sem que percebamos muito bem como ali chegámos. “Kafka à Beira-Mar” é um livro estrannho, com uma história completamente surreal. Talvez seja esse o segredo de Murakami, o apresentar-nos um mundo fora do normal, quase que como uma realidade paralela. Já tinha ficado com essa sensação ao ler “Sputnik, meu Amor”, e agora vi-a confirmada.
Neste livro o autor apresenta-nos Kafka Tamura, cuja mãe o abandonou aos cuidados do pai, quando tinha apenas 4 anos. Agora com 15 anos ele decide fugir de casa, deixando para trás tudo o que afinal não lhe era nada e levando com ele todas as suas dúvidas e fraquezas. Kafka Tamura, “o rapaz de 15 anos mais forte do mundo” não é no entanto um rapaz comum.
Fora do comum é também o segundo personagem principal deste livro: Nakata – um simpático velhote, cuja simplicidade de entendimento (derivada de um bizarro acidente ocorrido quando ele era criança) nos toca e encanta, e cujas habilidades estranhas nos surpreende.
As duas histórias são contadas intercaladamente (capítulos impares falam de Kafka, capítulos pares de Nakata) e evoluem paralelamente, nunca se tocando. Até ao fim esperamos uma revelação, uma conclusão para toda a loucura contida nas páginas que vamos lendo, mas Murakami não é de facilitar a vida ao leitor. As conclusões somos nós que temos de as tirar, e se chegarmos ao final sem que muitas das nossas perguntas obtenham resposta, isso quer dizer que o autor atingiu o seu objectivo: tão cedo não iremos esquecer esta história.
Não é para todos, não.
Mas eu gostei.

(Obrigada AnjoDiogo pela oportunidade!)

4 comentários:

Marta on 25/6/09 disse...

Olá

Já a algum tempo, que este livrinho habita na minha estante, mas não sei porquê, ainda nunca me puxou para o ler.
E agora, depois de ler o seu comentário, mais reticente fiquei. humm... ainda não vai ser desta a sua leitura.
Nunca li nada deste autor e ao mesmo tempo tenho muita curiosidade, mas...

Obrigada pela sua opinião.

Continuação de boas leituras
Beijo

Betita on 25/6/09 disse...

Está decidido! Não vou ler ;)
Menos um :P
Bjocas

Homem do Leme on 25/6/09 disse...

Eu li este livro o ano passado e ADOREI. É uma escrita muito diferente (como toda a escrita japonesa), povoada pelo imaginário e onde a morte e os mortos têm sempre um papel preponderante (um tema clássico na literatura japonesa é a relação dos vivos com os mortos). A literatura japonesa é bem diferente da literatura ocidental, e Murakami é um dos seus mestres actuais.

TERESA SANTOS on 28/6/09 disse...

Li o "Kakfa à Beira Mar" há uns meses largos. A partir daí tenho lido todos os livros dele. Considero Murakami um escritor maior, imperdivel.
Se bem que não seja de leitura fácil, o fascinio reside, precisamente,no mistério, no fantástico, no sonho.
A riqueza da cultura oriental está ali, toda, inteira. Intelectualmente, ler Murakami, dá um enorme prazer.

Mais um livro excecional!

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