Mas na verdade, um policial é mesmo uma leitura adequada para estas alturas de mais stress. Quando são mesmo bons, tiram-nos de imediato do local onde nos encontramos, e levam-nos para dentro da história. E com este livrinho foi mesmo assim!
Foi o primeiro livro que li desta autora, e claro, deixou uma porta aberta para próximas leituras que publique em Portugal. :)
A história está bem conseguida, e o desfecho, não é assim tão previsível como se imagina, e como já li por aí, embora eu ache que a autora tinha ganho em protelar a divulgação do culpado.
Uma vez mais, como em tantos livros do género, a doença mental ou o desequilíbrio psicológico, entra na história, dificultando-nos a perceção do que se realmente passa. Esta carta, quando jogada com habilidade, é sempre uma mais valia, embora parece-me que já são demasiados os autores que fazem uso dela.
Jo Blackmore é uma jovem mãe que luta contra a agorafobia, uma doença que pode afetar qualquer pessoa. Eu por exemplo acho que sofro um pouco do oposto da agorafobia, ou seja, claustrofobia, por isso entendo bem o quão difícil é lidar com certas situações. Ora bem, Jo tem uma filha de 2 anos, e por vezes sente-se completamente incapacitada de agir como uma mãe "normal" - ir levar ou buscar a filha à escola é por si só um desafio assustador. Quando lhe aparece uma mulher a fazer ameaças, a sua condição agrava-se e Jo começa a entrar em pânico. A ação aqui sucede-se a grande velocidade e é difícil interromper a leitura. O que se passa a seguir, a intervenção da polícia, dos serviços sociais, e as surpreendentes ações do marido de Jo, levam-na a fugir com a pequenota. E mais não digo. ;)
Apenas termino com uma nota - os segredos do passado por vezes regressam para nos atropelar, e não há dúvida que é o que acontece aqui. ;)
Gostei muito desta leitura e recomendo-a a quem quiser passar um bom tempo a ler compulsivamente um livro que nos agarra desde as primeiras páginas.